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The Long Run (1979), o retorno que virou uma bela despedida

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Por Fabian Chacur

Há 40 anos, chegava às lojas de todo o mundo um disco com uma capa no mínimo estranha. Preta, em formato que mais parecia o de uma lápide, sombria e carrancuda, trazendo apenas os dizeres “Eagles The Long Run”. Era provavelmente o álbum de rock mais esperado pelos fãs do gênero naquele momento, e a prova disso é o resultado comercial proporcionado pelo mesmo. Nove semanas consecutivas no primeiro lugar da parada americana, três hit singles emplacados nos charts, milhões de cópias vendidas. Parecia um recomeço brilhante. Apenas parecia…

Muita coisa aconteceu no universo da banda americana durante a criação do seu 6º álbum de estúdio. O anterior, Hotel California, lançado em dezembro de 1976, rapidamente impulsionou o quinteto rumo ao primeiro time do rock mundial, com sua faixa-título tornando-se um clássico instantâneo.

A massiva turnê de divulgação os levou a estádios e mostrou-se opressiva demais para seu baixista, Randy Meisner, que deu sinais de que não estava mais aguentando o tranco ao se recusar a cantar Take It To The Minute, seu momento de holofotes nos shows, por medo de não dar conta do recado.

Don Henley (vocal e bateria) e Glenn Frey (vocal e guitarra), os líderes da banda, puseram o colega na parede por causa disso, e este pediu as contas, saindo do time em setembro de 1977. Em seu lugar, foi escalado Timothy B. Schmidt, que curiosamente também substituiu Meisner quando este saiu da banda de country rock Poco para integrar os Eagles, em 1972.

Pouco antes da confirmação do nome do novo integrante, o empresário da banda, Irving Azoff, questionou Frey, afirmando ter visto Schmidt bêbado, nos bastidores de um show recente do Poco. “Se você estivesse há muitos anos tocando em uma banda e ganhando exatamente a mesma coisa, também estaria bêbado”, respondeu Frey, confirmando o convite, que foi aceito de imediato.

Temas instrumentais, single natalino e pressão

Com o novo integrante, tão talentoso quanto o antecessor e muito mais afável e seguro, a banda se manteve na estrada e iniciou a seguir, no dia 1º de março de 1978, as gravações de um novo LP, novamente produzido por Bill Szymczyk, que trabalhava com eles desde o álbum On The Border (1974). Seria o início de um verdadeiro parto de dinossauro.

No início, Henley, Frey, Schmidt, Joe Walsh (guitarra e vocal) e Don Felder (guitarra e vocais) gravavam apenas passagens instrumentais, sem letras definidas. O quebra-cabeças foi montado aos poucos, entre uma briga e outra, um show e outro, um bloqueio de ideias e outro.

Nesse meio-tempo, lançaram um single natalino, com Please Come Home For Christmas (Charles Brown & Gene Redd) de um lado e Funky New Year (Henley/Frey) do outro. O disco atingiu o 18º posto na parada de singles no fim de 1978, algo raríssimo para um lançamento sazonal, o que dá a medida da ansiedade do público por novos produtos dos Eagles.

A explicação é simples. Naquela época, era habitual um artista-grupo de sucesso lançar ao menos um álbum de inéditas por ano. As gravadoras contavam com essas vendagens para equilibrar seus balanços fiscais. Logo, a Elektra/Asylum (parte do conglomerado Warner Music) queria para ontem um novo álbum dos Eagles. E a banda tinha de administrar tal pressão e suas crises internas.

O guitarrista Don Felder, por exemplo, queria incluir mais composições suas no repertório da banda. Pior: queria ser vocalista de algumas canções, algo que os colegas não aceitavam por o considerarem inferior aos outros nesse quesito. Joe Walsh estava cada vez mais embrenhado em drogas e bebidas, e mesmo Henley e Frey, os fundadores do grupo, já não se entendiam tão bem como antigamente.

Composições de Don Henley e Glenn Frey prevalecem

É nesse clima pesado do sucesso massivo cobrando o seu preço que The Long Run foi gestado. Nas contas do produtor, o disco foi gravado em 206 dias, durante um período de 18 meses. Para que vocês possam ter uma ideia, o elaborado Hotel California, até então o trabalho mais demorado do quinteto, tinha sido criado durante 87 dias em um período de sete meses!

No peito e na raça, como se dizia antigamente, o álbum foi concluído em 1º de setembro de 1979. Como se tornou norma a partir de um determinado momento de sua história, apenas uma das dez faixas do álbum não trouxe a assinatura de Don Henley e Glenn Frey, In The City (Joe Walsh e Barry De Vorzon). Aliás, esta é a única faixa não inédita do LP, pois Joe Walsh já a havia gravado para a trilha sonora do filme The Warriors (no Brasil, Os Selvagens da Noite), dirigido por Walter Hill, lançado em 1979 e hoje considerado cult.

The Long Run, King Of Hollywood e The Greeks Don’t Want No Freaks são assinadas apenas por Henley e Frey. Don Felder é o parceiro deles em The Disco Strangler e Those Shoes. O estreante Timothy assina com eles I Can’t Tell You Why. Alguns amigos famosos também marcam presença em outras parcerias.

Dois nomes importantes na trajetória de Glenn Frey estão nos créditos de The Long Run. O consagrado roqueiro Bob Seger, com quem Frey participou de sua primeira gravação em 1969 (o single Ramblin’ Gamblin Man), é um dos autores de Heartache Tonight. Também está na parceria deste hit certeiro J.D. Souther, companheiro de Frey na banda Longbranch Pennywhistle, que lançou um álbum em 1969 e logo se dissolveu, embora a amizade entre os dois tenha se mantido.

Souther também participou da composição de Teenage Jail e The Sad Cafe, esta última incluindo Joe Walsh como um dos parceiros. Além de uma cultuada carreira-solo, J.D. Souther teve músicas gravadas por Linda Ronstadt e canta em dueto com James Taylor o maravilhoso hit Her Town Too (de 1981, do álbum Dad Love His Work, de Taylor)

Um mergulho na Los Angeles de 1979

As dez músicas que integram The Long Run equivalem a um mergulho no espírito da Los Angeles de 1979. É um som bastante urbano, por vezes ardido, outras melancólico, e marcado por uma diversidade de levadas rítmicas e arranjos.

O início fica por conta da faixa-título, um country-rock bem no estilo deles com direito a uma slide guitar preciosa de Joe Walsh e uma letra irônica em relação aos críticos da banda, que diz algo do tipo “vamos ver quem vai conseguir realizar os seus objetivos, no final das contas, nessa longa estrada”. E eles venceram essa batalha com louvor, pois continuam relevantes e populares até hoje. No formato single, essa faixa atingiu o 8º lugar nos EUA.

A delicada e introspectiva balada soul I Can’t Tell You Why mostra a beleza e a doçura da voz de Timothy B. Schmidt. O clima da letra é o de um cara de madrugada, deitado ao lado da mulher amada (que dorme), pensando em não discutir a relação para manter um relacionamento que o faz feliz. Chegou ao 8º posto entre os singles, nos EUA.

In The City é um hard rock matador, com Joe Walsh brilhando tanto no vocal como na slide guitar, em uma canção na qual a barra pesada do dia-a-dia nas grandes cidades é o tema, bem no clima de The Warriors.

The Disco Strangler equivale a um fantástico e irônico flerte da banda com a então efervescente disco music, e cuja letra traz como personagem uma garota que sai pras noitadas nas boates e que pode acabar caindo nos braços de um serial killer, no caso o tal do “estrangulador da disco”. Como ninguém pensou em uma versão estendida ou mesmo um remix dessa verdadeira orgia rítmica?

O lado A do vinil é encerrado com a soturna e bluesy King Of Hollywood, relato de um solitário produtor de cinema pensando em pedir um “acompanhante de vida fácil” oriundo de sua agenda, e refletindo sobre os artistas que ele já ajudou a se tornarem astros e estrelas com o seu poder influenciador. O clima decadente do personagem é evidente, e de certa forma comovente.

O início do lado B do vinil vem com aquela música lapidada com capricho e inspiração para se tornar o primeiro single de sucesso do álbum, a contagiante Heartache Tonight, com sua batida marcada e uma letra do tipo “tá todo mundo indo pra noite, pode ter certeza de que vai ter gente se magoando nesta noite”. Com dois refrãos e muito bem construída, atingiu o topo da parada de singles nos EUA, abrindo a porteira para o estouro do álbum.

A hard-funkeada Those Shoes traz como personagem uma garota daquelas de fechar o comércio, e cuja marca registrada é uma daquelas sandálias lindas, com detalhes luxuosos e tudo o mais. Walsh e Felder usam efeito talk box em suas guitarras, aquele que marca o grande hit Show Me The Way, de Peter Frampton.

Dá para imaginar uma faixa dos Eagles com influência de Black Sabbath, a música que deu nome à banda de Ozzy Osbourne? Pois ouça Teenage Jail, com sua levada lenta, na melhor linha “trilha de filme de terror”, com letra que pode ser uma ironia em meio ao mundos dos adolescentes querendo ir para o mundo, mas restritos a seus quartinhos de solteiros.

Como forma de homenagear o frat rock, subgênero do rock de tom festeiro, dançante e desencanado exemplificado por músicas como Louie Louie, Mony Mony, 96 Tears e Wooly Bully, Henley e Frey compuseram The Greks Don’t Want No Freaks, que conta em seus backing vocals com o astro do country-pop Jimmy Buffett, conhecido pelo hit Margaritaville.

Encerra o álbum a belíssima balada jazzística The Sad Cafe, com direito a um delicioso solo de sax do brilhante musico de jazz David Sanborn e cuja letra evoca com ar melancólico e saudosista lembranças dos tempos iniciais da banda, com todos os seus sonhos e dificuldades.

São evocados nas entrelinhas dois locais em especial, o bar Troubadour, onde os Eagles praticamente surgiram, quando Henley e Frey acompanhavam a cantora Linda Ronstadt, e o bar de Dan Tana, ali pertinho, onde eles iam após os shows, nesses anos iniciais. Hoje, percebe-se que era um belo indicativo de que os dias da banda estavam chegando ao fim. Uma canção de despedida.

* O Troubadour é aquele mesmo clube no qual Elton John fez o seu primeiro show nos EUA, e que aparece no recente filme Rocket Man. James Taylor, Carole King e Linda Ronstadt, entre outros, viram suas carreiras serem alavancadas após terem tocado por lá.

Um álbum que merece ser reavaliado

Bill Szymczyk considera The Long Run o melhor dos trabalhos que produziu para os Eagles. Os integrantes da banda não costumam se referir a este álbum de forma muito entusiástica, mas provavelmente isso ocorre pela forma dolorosa e demorada com que este disco foi realizado. As dores do parto…

Analisado dentro da discografia dos Eagles, trata-se de seu LP com mais nuances, mais experimentações e tentativas, e praticamente todas deram certo. O projeto inicial deles era fazer um álbum duplo, e duas amostras das sobras foram incluídas na caixa retrospectiva Selected Works 1972-1999 (2000).

Uma é Born to Boogie, um blues elétrico, agitado e bastante cru. Outra, intitulada Long Run Leftovers, é uma colagem de trechos dessas tentativas de novas faixas. Vale lembrar que várias das músicas dos Eagles surgiam assim, especialmente as parcerias de Henley e Frey com Felder, sendo que este último normalmente enviava aos colegas fitas com diversas passagens instrumentais gravadas por ele que os caras desenvolviam posteriormente.

Hotel California surgiu assim, por exemplo, desenvolvida a partir daquela sequência harmônica inicial criada e dedilhada por Felder em sua guitarra.

O álbum mostra Don Henley assumindo de vez o vocal principal, com Glenn Frey, Timothy B. Schmidt e Joe Walsh aparecendo com solos eventuais e principalmente nas vocalizações, uma das marcas registradas da banda. Isso, além da alta qualidade dos músicos, que em um contexto tão abrangente como o de The Long Run, mostram sua categoria.

Ficam como legado alguns dos belos versos de The Sad Cafe: “we though we could chance the world with words like’love’ and ‘freedom’, some of your dreams came true, some just passed away” (“pensávamos que poderíamos mudar o mundo com palavras como amor e liberdade, alguns de seus sonhos se realizaram, outros se foram”, em tradução livre).

Teria sido uma bela despedida, pois a banda saiu de cena em 1980. E foi por durante 14 longos anos. Mas aí, veio a reunião e o CD Hell Freezes Over (1994), e o resto é história. Outra história, que a gente conta por aqui em outra ocasião.

I Can’t Tell You Why (clipe)- Eagles:

The Doobie Brothers releem dois grandes álbuns com muita classe

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Por Fabian Chacur

Em junho deste ano, celebrei por aqui o anúncio do lançamento de Live From The Beacon Theater, álbum duplo lançado pela Warner Music no Brasil nos formatos digitais e físico (CD duplo). Você pode ler todos os detalhes em termos de informação aqui. Agora, após ter tido a oportunidade de ouvir esse trabalho de forma muito atenta, chegou a hora de uma análise geral sobre esse lançamento histórico de uma das grandes bandas do rock americano.

Comecemos pela formação que se incumbiu da gravação deste trabalho, registro de shows realizados nos dias 15 e 16 de novembro de 2018 no Beacon Theater, em Nova York. Hoje, os Doobie Brothers são um trio, composto pelos fundadores Tom Johnston (guitarra e vocal) e Patrick Simmons (guitarra e vocal, o único que nunca saiu da banda) e mais John McFee (guitarra, pedal steel, dobro, violino, cello, harmônica, banjo e vocais, ufa!), que esteve no time entre 1979 e 1982 e retornou em 1993 para não sair mais.

Para darem suporte a eles, temos um timaço liderado pelo tecladista Bill Payne, considerado um dos grandes músicos no setor. Ele integrou nos anos 1970 e 1980 a badalada banda Little Feat, e também gravou com Bryan Adams, Stevie Nicks, Bob Seger, Pink Floyd, Toto, James Taylor e Bonnie Raitt. Aliás, Payne pilotou os teclados dos Doobies nos dois álbuns de estúdio reproduzidos ao vivo aqui, ou seja, ninguém mais qualificado para essa missão do que ele.

O elenco de músicos também traz Marc Russo (saxofone), Ed Toth (bateria), John Cowan (baixo e vocais) e Marc Quinones (percussão e vocais). Foram adicionados especialmente para os shows do Beacon Theater os músicos Roger Rosenberg (saxofone) e Michael Leonhart (trompete), que aliados a Marc Russo geraram um naipe de metais afiadíssimo.

Com dez músicos em cena, o grupo americano seguiu uma diretriz das mais interessantes: manteve a estrutura básica dos arranjos originais das canções, acrescentando algumas passagens de metais inéditas e abrindo espaços para solos e improvisos. Como a qualidade dos profissionais envolvidos é imensa, o resultado se mostra delicioso, tendo tudo para satisfazer tanto os fãs mais fieis como aqueles que ainda não conheciam essas canções.

Ao contrário de algumas bandas contemporâneas deles, os Doobie Brothers sempre tiveram a capacidade de criar não só singles matadores, como Listen To The Music, Rockin’ Down The Highway, China Grove e Long Train Runnin’, mas também de gravar álbuns consistentes e nos quais você não consegue encontrar uma única faixa fraca daquelas feitas apenas para “encher linguiça”.

Dessa forma, a missão de tocar Toulouse Street (1972) e The Captain And Me (1973) mostra-se das mais deliciosas, pois além de muito boas, as músicas também formam uma amostra preciosa da amplitude da sonoridade desta banda seminal.Se os singles citados trazem como marca a energia roqueira e os riffs de guitarra (com um toque latino em Long Train Runnin’), outras facetas surgem nas faixas que fazem companhia a elas.

O blues, por exemplo, marca presença em Don’t Start Me To Talkin’ e Dark Eyed Cajun Woman. O folk com tons saudosistas e emocionais surge em Toulouse Street e Clear As The Driven Snow. O hard rock pesadão surge em Disciple, Evil Woman e Without You, a levada shuffle marca a deliciosa Ukiah, a leveza mais pop em Natural Thing e o folk progressivo na intensa The Captain And Me.

Das 23 músicas apresentadas, 11 são de Tom Johnston, 6 de Patrick Simmons, uma é assinada por cinco integrantes da banda na época (Without You) e cinco são covers, como o rock gospel Jesus Is Just Alright (de Arthur Reynolds e gravada em 1969 pelos Byrds), Don’t Start Me To Talkin’ (do bluesman Sonny Boy Williamson) e Cotton Mouth (composição da dupla Seals & Crofts, conhecida pelos hits Summer Breese e Diamond Girl)

Se o entrosamento da banda conta muito para esse resultado brilhante, os pontos altos ficam por conta de seus protagonistas. Com 70 anos de idade completados em 2018, Tom Johnston impressiona por sua vitalidade. Seu vozeirão continua intacto, assim como seus riffs e solos de guitarra e uma presença de palco confiante e cativante. A delicadeza do dedilhado na guitarra e violão de Patrick Simmons, assim como sua voz mais suave, também estão intactos, assim como a versatilidade de John McFee.

Após tocar os dois álbuns na íntegra, os Doobies nos oferecem um bis com três músicas: Take Me In Your Arms (Rock Me), cover da Motown que eles emplacaram nas paradas de sucesso em 1975, e a envolvente canção folk-country Black Water, que atingiu o primeiro lugar na parada de singles americana naquele mesmo 1975. Para finalizar a festa, tocaram novamente Listen To The Music, para levar a plateia à loucura.

Os Doobie Brothers nunca tocaram no Brasil, em seus quase 50 anos de estrada. Com o vigor e a qualidade que permanecem firmes em sua fase atual, certamente atrairiam um público bacana se enfim nos visitassem. Fica a dica.

Rockin’ Down The Highway (live)- The Doobie Brothers:

Linda Ronstadt terá sua carreira relembrada em documentário

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Por Fabian Chacur

Para tristeza de todos os fãs da boa música, a cantora americana Linda Ronstadt abandonou a carreira artística em 2011. A razão: não ter mais condições físicas de cantar, gravar e fazer shows, por ser vítima do mal de Parkinson. Como forma de homenagear essa grande artista que completou 73 anos no último dia 15, os diretores Rob Epstein e Jeffrey Freedman realizaram o documentário The Sound Of My Voice, que será lançado nos EUA em setembro.

O filme faz uma bela viagem pela incrível trajetória de Linda, indo desde seu início como vocalista do grupo The Stone Poneys, passando pelo estrelato como cantora de rock nos anos 1970 e com maior abrangência de estilos a partir dos anos 1980, investindo de forma brilhante em standards da música americana, country, pop, soul e até música mexicana, encarando de forma corajosa controvérsias surgidas em cenários machistas e preconceituosos.

Temos entrevistas com a cantora extraídas de arquivo e também atuais, mescladas com depoimentos de parceiros e pessoas importantes em sua trajetória, como Dolly Parton, Emmylou Harris, Karla Bonoff, Bonnie Raitt, David Geffen, Aaron Neville e outros. “Linda era capaz de, literalmente, cantar qualquer estilo que quisesse; ela era tão perfeccionista que às vezes era um difícil de aguentar”, relembra Dolly em uma de suas aparições no filme.

Leia mais sobre Linda Ronstadt aqui.

Veja o trailer de The Sound Of My Voice:

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