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Lindsey Buckingham lançará uma coletânea em outubro

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Por Fabian Chacur

Para os fãs de Lindsey Buckingham que ficaram indignados com sua absurda “demissão” do grupo que o tornou conhecido mundialmente, o Fleetwood Mac, uma ótima notícia. Ele lançará no dia 7 de outubro Solo Anthology: The Best Of Lindsey Buckingham, coletânea que sairá em várias versões: CD triplo (a mais atraente), CD simples, vinil sêxtuplo (!) e nas diversas plataformas digitais. Ainda não há previsão por parte da Warner no Brasil de como esse trabalho sairá por aqui, embora a versão digital pareça a mais provável.

Nascido em 3 de outubro de 1949, o cantor, compositor, guitarrista e violonista americano integrou o Fleetwood Mac entre 1975 e 1987 e depois entre 1997 a 2018. Ele também desenvolveu uma belíssima carreira-solo que teve início em 1981 com o CD Law And Order, que traz como destaque seu maior hit individual, a balançada Trouble, que atingiu a posição de número 9 na parada de singles americana.

Desde então, tivemos os álbuns de estúdio Go Insane (1983), Out Of The Craddle (1992), Under The Skin (2006), Gift Of Screws (2008) e Seeds We Sow (2011), além de três DVDs/CDs gravados ao vivo, todos excelentes, sem exceção. Neles, desevolveu com destreza sua infalível fórmula de misturar rock, pop, country e folk, com direito a performances certeiras na guitarra e especialmente violão.

A versão tripla de Anthology totaliza 53 faixas. Os dois primeiros CDs dão uma geral no material de seus discos de estúdio (com uma faixa ao vivo no meio). Esses discos também contam com faixas nunca antes incluídas nesses álbuns, como Holiday Road e Dancing Across The USA, ambas da trilha de Férias Frustradas (National Lampoon’s Vacation), e Time Bomb Town, da trilha de De Volta Pro Futuro.

Temos também duas inéditas, Hunger e Ride This Road. O terceiro CD reúne 13 faixas gravadas ao vivo por ele entre 2008 e 2012. Várias delas são do repertório do Fleetwood Mac, entre elas Go Your Own Way, Tusk, Big Love e Never Going Back Again. Buckingham divulgará o álbum com uma turnê americana com 32 datas, prevista para ser realizada entre outubro e dezembro deste ano.

Trouble (clipe)- Lindsey Buckingham:

Walk The Dog And Light The Light- Laura Nyro (1993)

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Por Fabian Chacur

Em 1993, Laura Nyro completou 26 anos de carreira discográfica. Durante esse período, tornou-se mais conhecida como compositora, embora fosse uma excelente intérprete, dona de uma discografia instigante. Naquele ano, a também cantora e pianista americana lançou o trabalho que tinha tudo para enfim elevá-la aos primeiros lugares das paradas de sucesso, o envolvente Walk The Dog And Light, lançado pela Columbia (hoje parte do conglomerado Sony Music). Só que não…

Laura teve um início precoce no mundo da música, e com apenas 18 anos já lançava seu álbum de estreia, More Than a New Discovery (1967), pelo pequeno selo Verve Folkways (seria relançado em 1973 com o título First Songs e outra sequência das músicas contidas nele). Desde o início, mostrava uma original mistura de soul, jazz, pop music tradicional e doo-wop, com um leve tempero de rock.

Ela participou do Monterey Pop Festival em 1967, e depois lançaria uma trilogia de álbuns que a tornou uma verdadeira unanimidade entre os colegas músicos, Eli And The Thirteenth Confession (1968), New York Tendaberry (1969) e Christmas And The Beads Of Sweat (1970), nos quais aliou introspecção, apelo pop, belas melodias, vocalizações atraentes e letras profundas e inteligentes.

Se esses trabalhos não conseguiram grandes números em termos de vendagens, atraíram outros artistas, que regravaram composições de sua autoria como Wedding Bell Blues, Stoned Soul Picnic, And When I Die, Save The Country e outras e, aí, sim, conquistaram os primeiros lugares das paradas de sucesso. Artistas como Barbra Streisand, The Fifth Dimension, Three Dog Night e Blood, Sweat & Tears foram alguns dos que se deram bem com suas canções.

Curiosamente, seu single de maior sucesso, Up On The Roof, é um cover, releitura de canção escrita por Carole King e Gerry Goffin e incluída no álbum Christmas And The Beads Of Sweat (1970). Em 1971, incentivada por tal êxito, gravou um álbum inteiro só de covers de soul e r&b ao lado do trio negro feminino Labelle, o delicioso Gonna Take a Miracle. Aí, com apenas 24 anos, ela resolveu sair de cena.

A partir do seu retorno ao mundo musical, ocorrido em 1976 com o álbum Smile, Laura passou a ter uma carreira marcada por alguns hiatos e ainda menos repercussão. Quando Walk The Dog And Light The Light chegou às lojas, em agosto de 1993, ela completava nove anos sem lançar um álbum de estúdio, período durante o qual só tivemos um LP ao vivo com algumas inéditas (Live At The Bottom Line, 1989).

Walk The Dog… equivale a uma consolidação da fase pós-retorno de Laura, na qual suas canções foram aos poucos ganhando um clima mais solto e relaxado, embora sem perder a consistência de seus anos de maior popularidade. A coprodução do experiente Gary Katz, conhecido por seus trabalhos ao lado do grupo Steely Dan, deu ao trabalho uma sonoridade concisa e consistente, o que a presença de músicos experientes ajudou a concretizar.

O álbum é aberto e encerrado com canções de outros autores. A deliciosamente delicada Oh Yeah Maybe Baby (The Heebie Jeebies), de Phil Spector, fez sucesso com o grupo vocal The Crystal em 1963. Um delicioso pot-porry une I’m So Proud, de Curtis Mayfield e hit com seu grupo The Impressions em 1964, e a célebre Dedicated To The One I Love, lançada em 1957 pelo grupo The 5 Royales e eternizada em regravações de The Shirelles e The Mamas And The Papas.

Lite a Flame (The Animal Rights Song) e Broken Rainbow são novas versões de musicas que ela havia gravado nos anos 1980. Combinadas com outras seis composições de Laura, temos aqui um álbum absolutamente perfeito, no qual tudo se encaixa feito luva. As letras, profundas, tem como temas o feminismo sem recalques, respeito aos animais e à natureza, a solidão da vida na estrada e até mesmo, de forma divertida, um ode à menstruação (a swingada The Descent Of Luna Rosé).

A performance vocal de Laura é provavelmente uma das melhores de sua carreira, efeito positivo de ela ter abandonado o vício do cigarro uns anos antes. Seu piano elegante e estiloso conduz tudo, ladeada por músicos do porte de Bernard Purdie (bateria), os irmãos Michael e Randy Brecker (metais), Michael Landau (guitarra) e outros do mesmo porte. E vale elogiar as harmonias vocais, com todas as vozes a cargo da própria artista. Simplesmente de arrepiar.

Embora sofisticadas, as canções não são complicadas a ponto de impedirem o público mais acostumado a música pop comercial de ouvi-las e assimilá-las. No entanto, o disco sequer passou perto dos charts americanos, e por tabela, dos de outros países. As rádios simplesmente ignoraram suas dez ótimas faixas.

Devem ter ajudado para tal resultado negativo o fato de a artista ter se recusado a participar de programas de TV para divulgar o disco (até mesmo o de David Letterman, fã confesso da artista), ou mesmo a falta de um empenho um pouco maior por parte da Columbia no intuito de impulsionar as vendas de seu produto discográfico.

Infelizmente, Walk The Dog And Light And Light The Light foi o último trabalho de inéditas lançado por Laura Nyro em vida. Ela nos deixou precocemente em abril de 1997, sendo que em 2001 seria lançado o álbum Angels In The Dark, com as gravações feitas por ela em 1994 e 1995 visando criar na verdade dois álbuns, um de inéditas e um de covers. Um verdadeiro crime contra a boa música esse CD ser tão pouco conhecido. Ouça e tente duvidar dessa afirmação!

Walk The Dog And Light The Light– Laura Nyro:

Alice Cooper grava CD duplo ao vivo no Olympia de Paris

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Por Fabian Chacur

Alice Cooper completou 70 anos recentemente, e parece que não deseja diminuir o ritmo de sua bem-sucedida carreira no rock and roll. Ele anuncia para o dia 31 deste mês o lançamento de A Paranormal Evening At The Olympia Paris, álbum gravado ao vivo que chegará ao Brasil no formato CD duplo via Shinigami Records, sendo que a gravadora europeia Ear Music também o lançará no exterior como LP duplo de vinil, com um disco branco e outro vermelho.

O trabalho foi registrado no último show da turnê que divulgou o mais recente trabalho de estúdio do astro do rock, o elogiado Paranormal (2017), realizado no dia 7 de dezembro do ano passado no lendário Olympia, teatro parisiense inaugurado em 1893 e no qual se apresentaram The Beatles, Édith Piaf, Black Sabbath, Janis Joplin, Elis Regina, Amália Rodrigues e outros mitos da história da música.

O consagrado rock and roller foi acompanhado por sua afiadíssima banda, composta por Nita Strauss (guitarra), Tommy Henriksen (guitarra), Ryan Roxiel (guitarra), Chuck Garric (baixo) e Glen Sobel (bateria). No repertório, músicas como Poison (ouça aqui), No More Mr. Nice Guy, Ballad Of Dwight Fry, Pain, Woman Of Mass Destruction e a recente Paranoiac Personality (do CD Paranormal).

Ballad Of Dwight Fry (live)- Alice Cooper:

Karla Bonoff lançará disco de estúdio com boas novidades

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Por Fabian Chacur

A excelente cantora, compositora e musicista americana Karla Bonoff (saiba mais sobre ela aqui) divulgou em seu site oficial que em breve lançará um novo trabalho. Trata-se de Carry Me Home, CD independente que será o seu primeiro trabalho de estúdio desde New World (1988) e em qualquer configuração desde o duplo ao vivo Karla Bonoff Live (2007).

Carry Me Home trará 16 faixas, sendo 13 delas releituras de músicas importantes do repertório da artista, entre as quais Home, Someone To Lay Down Beside Me, All My Life e Tell Me Why , e três novidades. São elas a releitura de Something Fine, lançada pelo autor Jackson Browne em seu autointitulado álbum de estreia, de 1972, Carry Me Home, composição inédita de Karla, e On My Way To Heaven, do saudoso Kenny Edwards (1946-2010), que trabalhou com ela por mais de duas décadas.

O formato da gravação foi bem minimalista. Além da protagonista nos vocais e piano, temos a guitarrista Nina Gerber, e em alguns momentos os vocais de Glenn Phillips, cantor e líder da banda de rock alternativo Toad The Wet Sprocket, que fez sucesso especialmente durante a década de 1990. Vale informar que Bonoff tem feito vários shows nesse formato voz, piano e guitarra em sua fase mais recente, sempre com ótima repercussão por parte do público.

Conheça as faixas de Carry Me Home:

Home

All My Life

Carry Me Home

Tell Me Why

Rose In the Garden

Something Fine

Wild Heart of the Young

All the Way Gone

New World

On Your Way To Heaven

Daddy’s Little Girl

Restless Nights

Goodbye My Friend

Someone To Lay Down Beside Me

Lose Again

The Water Is Wide

All My Life- The Best Of Karla Bonoff (em streaming):

David Crosby e seu Sky Trails, mais um desses CDs incríveis

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Por Fabian Chacur

David Crosby é um dos grandes gênios do nosso amado rock. Não satisfeito em ter integrado algumas das mais importantes bandas de todos os tempos, The Byrds e Crosby, Stills & Nash/Crosby, Stills, Nash & Young, o cara ainda possui uma carreira solo das mais elogiáveis, e que anda bem produtiva nos últimos anos. Seu mais recente CD é o maravilhoso Sky Trails, que saiu cerca de um ano após outra maravilha, Lighthouse (2016- leia a resenha aqui).

Em sua trajetória musical, este brilhante cantor, compositor e músico americano que caminha para completar 77 anos de idade conseguiu criar uma sonoridade própria que mistura com desenvoltura rock, folk, country e jazz. Sabe harmonizar vozes como ninguém, tem uma voz belíssima, compõe com assinatura inconfundível e toca muito bem guitarra e, principalmente, violão.

Sky Trails guarda boas semelhanças com o trabalho da banda CPR, e não é para menos. O braço direito de Crosby durante todo o álbum é exatamente um de seus parceiros naquele trio, o filho tecladista e compositor James Raymond, sendo que em uma faixa, o incisivo rock midtempo Sell Me a Diamond, o terceiro integrante da banda, o guitarrista Jeff Pevar, marca presença com seus solos intensos.

O CPR lançou dois discos de estúdio e dois ao vivo entre 1998 e 2001, e nos oferecia uma mescla de jazz-rock e folk envolvente. E esse é basicamente o clima deste trabalho. A abertura fica por conta de uma composição solo de Raymond, a deliciosa e delicadamente funkeada She’s Got To Be Somewhere, com um jeitão de Steely Dan e muito swing.

Sky Trails, a faixa que dá nome ao disco, é uma parceria de Crosby com a talentosa cantora, compositora e guitarrista americana Bekka Stevens, dobradinha que já havia rendido uma faixa antes, no álbum Lighthouse, a incrível By The Light Of Common Day. A nova colaboração nos mostra o belo encaixa das vozes dos dois, em uma melodia delicada e de rara beleza, capaz de cativar o ouvinte logo nos seus primeiros segundos.

Parceria de Crosby com Michael McDonald (ex-Doobie Brothers, que não participou da gravação), Before Tomorow Falls On Love é uma bonita balada com piano em destaque no acompanhamento. Here It’s Almost Sunset aposta em clima mais acústico. Capitol investe em jazz rock, em um momento um pouco mais swingado.

De autoria de Joni Mitchell e lançada originalmente no álbum da estrela canadense Hejira (1976), Amelia mereceu uma releitura próxima do registro da autora, e não foi escolhida por acaso, pois sua letra segue a linha das viagens internas e externas propostas a rigor em todas as faixas do álbum, como as delicadas Somebody Home e Curved Air.

Uma marca registrada do CD é a participação destacada dos sopros em vários momentos, comandados pelo experiente Steve Tavaglione. Mais uma vez Crosby se concentra nos vocais, tocando seu violão endiabrado apenas na bela Home Free, que encerra o álbum. Sky Trails transmite paz de espírito, boas energias e muita emoção ao ouvinte, mostrando que, sim, a vida pode seguir em frente e nos surpreender positivamente. David Crosby é a prova concreta disso.

Sky Trails- David Crosby (ouça em streaming):

David Byrne mostra poder de fogo em show no Lollapalooza

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Por Fabian Chacur

Pode um cidadão com 65 anos de idade entrar em um festival no qual estão escaladas atrações com integrantes que poderiam ser seus netos, e brilhar intensamente? Se o nome desse sujeito for David Byrne, a resposta é um retumbante sim. No fim da tarde deste sábado (24), no Lollapalooza Brasil 2018, o cantor, compositor e músico escocês criado nos EUA deu um verdadeiro banho de carisma, musicalidade, teatralidade e vitalidade. Uma apresentação brilhante.

O show, que teve início às 17h15, trazia como cenário uma cortina gigante feita de tirinhas, daquelas baratinhas que você usa para separar ambientes ou salas de forma mais informal. Além disso, os 12 músicos em cena (incluindo a estrela principal) usavam ternos cinza e tocavam seus instrumentos de pé, mesmo o tecladista. Isso possibilitava a eles participar de coreografias ao lado de Byrne, em um estilo ao mesmo tempo teatral e descontraído.

A banda, da qual faziam parte seis percussionistas, mostrou muita personalidade e entrosamento para ao mesmo tempo tocar e dividir os holofotes com seu chefe. A habilidade deles permitiu manter o clima dançante e para cima durante toda a performance, além de o apelo visual ajudar a cativar o público. Seja como for, certamente esse tipo de performance será ainda melhor apreciada em shows realizados em teatro ou mesmo visto em TV ou DVD/Blu-ray, embora o beat dançante seja bem adequado a grandes festivais.

O repertório escolhido por David Byrne trouxe 13 canções, sendo sete da banda que o tornou conhecido mundialmente nos anos 1970 e 1980, os Talking Heads, duas de sua parceria realizada em 2009 e 2010 com Fatboy Slim e quatro de seu mais recente trabalho solo, o elogiado American Utopia, lançado há pouco e o primeiro de toda a sua trajetória de mais de 40 anos a chegar ao Top 5 da parada americana, vendendo mais de 63 mil cópias na semana de lançamento e atingindo o número 3 na sempre muito disputada parada da Billboard.

A costura das músicas se mostrou incrível, com clássicos dos Talking Heads do porte de This Must Be The Place (Naive Melody), Once In a Lifetime e Slippery People se encaixando feito luva nas novas Everybody’s Coming To My House e I Dance Like This e nas ótimas parcerias com Fatboy Slim Toe Jam e Dancing Together.

Com sua simpática timidez, Byrne ganhou a plateia com pouco minutos de apresentação, e não demorou três canções para tirar os chinelos que usava na parte inicial, ficando também descalço. O misto de funk, soul, pop e música latina presente no set list se mostrou uma boa amostra do que esse grande artista fez em sua brilhante carreira, e o fato de as músicas novas serem bem legais mostra que o cara ainda tem muita lenha para queimar. O fim da apresentação, às 18h17, deixou aquele delicioso gostinho de quero mais. Que ele volte logo ao Brasil!

Conheça o repertório completo do show de David Byrne:

Here (American Utopia)

I Zimbra (Talking Heads)

Slippery People (Talking Heads)

Everybody’s Coming To My House (American Utopia)

This Must Be The Place (Naive Melody) (Talking Heads)

Once In a Lifetime (Talking Heads)

Toe Jam (parceria com Fatboy Slim- 2009)

I Dance Like This (American Utopia)

Everyday Is a Miracle (American Utopia)

Blind (Talking Heads)

Dancing Together (parceria com Fatboy Slim- 2010)

The Great Curve (Talking Heads)

Burning Down The House (Talking Heads) final: 18h17 (sem bis)

Everybody’s Coming To My House (ao vivo)- David Byrne:

Pat Dinizio, vocalista e o líder dos Smithereens, nos deixa

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Por Fabian Chacur

Em meio ao verdadeiro mar de bandas de tecnopop, heavy/hard rock e new wave que predominavam no cenário rocker dos anos 1980, os Smithereens soavam como uma verdadeira anomalia. Naquele tempo, alguém fazendo uma vigorosa e personalizada releitura do rock anos 1963-1966? Sem chance! Mas eles marcaram época, mesmo assim. Seu líder, o incrível cantor, compositor e guitarrista Pat Dinizio, nos deixou nesta terça (12), com 62 anos.

A morte deste artista oriundo de Scotch Plains, New Jersey, não teve sua causa divulgada, e quem a revelou foram seus ex-colegas de banda em um comunicado oficial nas redes sociais. O fato é que desde 2015, quando sofreu duas quedas que o deixaram com problemas para tocar, o músico sofria com problemas de saúde. Em setembro deste ano, há registros de que ele teria tido nova queda, e que vinha tentando se recuperar. Infelizmente, não foi possível.

Ao lado de Jim Babjak (guitarra e vocais), Dennis Diken (bateria e vocais) e Mike Mesaros (baixo e vocais), também oriundos de New Jersey, Dinizio criou o The Smithereens em 1980. Após lançarem dois ótimos EPs independentes, Girls About Town (1980) e Beauty And Sadness (1983), eles batalharam muito e ouviram inúmeros “não” de várias gravadoras, até enfim conseguiram um contrato com a Enigma Records.

Em 1986, lançaram Specially For You, na minha humilde opinião um dos melhores álbuns de estreia de uma banda oitentista. Com uma mistura da sonoridade de grupos como Beatles, Hollies, The Who e aquele espírito meio Merseybeat 1963-1966, ofereceram aos ouvintes maravilhas como a envolvente e vigorosa Blood And Roses, a balada-bossa In a Lonely Place (dueto com Suzanne Vega, que havia sido chefe de Dinizio em uma pequena empresa) e o rockão Behind The Wall Of Sleep, só para citar algumas faixas.

Com uma voz melódica e ótimas composições, Dinizio era o destaque do time, mas seus colegas eram do mesmo alto nível, com Babjak fazendo uma dobradinha impecável de guitarra com ele e a dupla Diken/Mesaros segurando todas na cozinha rítmica. O álbum não passou do número 51 na parada pop americana, mas conquistou os fãs mais atentos de rock, sendo que Blood And Roses entrou na trilha do filme Dangerously Close (1986) e de um episódio da badalada série de TV Miami Vice.

Green Throughs (1988) veio a seguir, com direito a outras pedradas, como os rockões Only a Memory e House We Used To Live In. Em 1989, sai 11, o álbum que obteve a melhor posição do quarteto nos charts americanos (nº 41) e que traz seu single mais bem colocado nas paradas de compactos, A Girl Like You (nº 38).

A partir dos anos 1990, o quarteto americano praticamente sumiu dos charts, mas prosseguiu fazendo shows e lançando discos bem recomendáveis, entre os quais o excelente e hoje raro A Date With The Smithereens(1994), único trabalho lançado por eles com o selo RCA. Em 1997, Pat Dinizio lança o primeiro dos quatro trabalhos solo que gravaria, o ótimo Songs And Sounds.

Na década passada, os Smithereens prestaram tributo a quem tanto os influenciou com dois CDs: Meet The Smithereens! (2007), no qual regravaram na íntegra o primeiro álbum dos Beatles que a Capitol Records lançou nos EUA (incluindo I Wanna Hold Your Hand, I Saw Her Standing There e It Won’t Be Long, entre outras), e The Smithereens Plays Tommy (2009), com faixas da ópera-rock Tommy, do The Who.

Poucos artistas conseguiram recriar com tamanha inspiração e talento a sonoridade rocker dos anos 1960 como Pat Dinizio, ele que também era fã declarado do genial Buddy Holly, pioneiro do rock e influência decisiva no som dos Beatles. Curiosidade: durante as gravações de Specially For You, mais precisamente no dia 31 de dezembro de 1985, morria Ricky Nelson, certamente um dos artistas que influenciou a sonoridade dos Smithereens.

A primeira faixa dos Smithereens a ser lançada no Brasil foi Blood And Roses, em uma coletânea com músicas de vários artistas intitulada Dancing, em 1986. Depois, tivemos alguns de álbuns em nossas lojas, mas infelizmente nunca o seminal Specially For You. Hoje, todos são raridades daquelas. E algumas de suas músicas tocaram por aqui nas rádios rock nos anos 1980, especialmente A Girl Like You.

Blood And Roses– The Smithereens:

After Bathing At Baxter’s- Jefferson Airplane (1967- RCA)

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Por Fabian Chacur

Com seu segundo álbum, Surrealistic Pillow (leia sobre ele aqui), que atingiu o 3º posto na parada americana e gerou os megahits Somebody To Love e White Rabbit, o Jefferson Airplane chegou ao primeiro escalão do rock americano, nos primeiros meses de 1967. O rock oriundo de San Francisco, Califórnia (EUA) ganhava a preferência dos fãs do gênero.

Fazer sucesso não é fácil, mas mantê-lo equivale a tarefa ainda mais difícil. Para conseguir tal feito, muitos recorrem à repetição de fórmulas, com medo de errar. No caso do Airplane, eles simplesmente ignoraram quaisquer tipos de receios, e mergulharam de cabeça no que pensavam ser o caminho mais certo para a sua trajetória artística. Se o público entendesse, muito bem. Senão, a vida seguiria em frente. E foi exatamente o que eles fizeram.

O grupo americano surgiu em 1965 como um combo de folk rock, trazendo também elementos de country, blues e pop. Esse script apareceu com força no primeiro álbum deles, Jefferson Airplane Takes Off (1966). Com a saída da cantora Signe Anderson e do baterista Skip Spence e as respectivas entradas de Grace Slick e Spencer Dryden para substitui-los durante o processo de criação de Surrealistic Pillow, as coisas mudariam de forma.

Em Pillow, com Slick e Dryden ainda se entrosando com o time, temos um trabalho de transição, com o folk rock ainda se mostrando predominante e com canções em formatos mais concisos. Mas a psicodelia entrava em cena, com seus efeitos de gravação, acordes diferentes e variações no andamento nas canções. Era questão de tempo que, se tivesse coragem, esse grupo investisse em uma sonoridade ainda mais ousada e fugindo de quaisquer amarras estilísticas. Não deu outra.

Com influências jazzísticas e muito mais experiente do que seu antecessor (Skip Spence, que, na verdade, nem baterista era, tanto que saiu para montar sua própria banda, a Moby Grape, empunhando a guitarra, cantando e compondo), Dryden se entrosou feito luva com os também criativos Jorma Kaukonen (guitarra-solo) e Jack Casady (baixo). A sólida guitarra-base de Paul Kantner e o eventual piano de Grace completavam o time com perfeição.

Curiosamente, a proposta mais ousada da banda não deve ter calado fundo no vocalista Marty Balin, pois ele, mais próximo de um formato convencional (embora ótimo) de compor, assina apenas uma das músicas do álbum, Young Girl Sunday Blues. Prevalecem neste setor Paul Kantner e Grace Slick, com a trinca Kaukonen/Casady/Dryden tomando a liderança nos momentos instrumentais.

After Bathing At Baxter’s saiu no final de 1967 e equivale ao trabalho mais psicodélico e inesperado da discografia do JA. Seu repertório se divide em cinco suítes, sendo uma das sementes para o que viria a ser o rock progressivo posteriormente.

O álbum abre com Streetmasse, dividida em três “movimentos”, digamos assim: o vibrante rock The Ballad Of You & Me & Pooneil, com direito a vocalizações incisivas, a absolutamente experimental e repleta de efeitos e momentos dignos de música concreta A Small Package Of Value Will Come To You, Shortly, e a apaixonada Young Girl Sunday Blues, único momento de vocal solo de Marty Balin.

The War Is Over traz duas partes. Martha é uma envolvente mistura de rock, latinidade e, pasmem, bossa nova, com um tempero psicodélico contido nos solos hipnóticos de Jorma. Wild Time completa a “suíte” com um pique roqueiro incendiário e vocais incisivos.

Hymn To An Older Generation nos oferece duas canções bem distintas entre si. The Last Wall Of The Castle é um rock mais convencional que caberia perfeitamente em Surrealistic Pillow. Já Rejoyce figura entre os momentos mais intensos e sofisticados de Grace Slick, com direito a variações rítmicas que vão de valsa ao jazz, melodia intrincada e letra inspirada no célebre poeta James Joyce.

Com o nome How Suite It Is, entram em cena o delicioso rock Watch Her Ride, no qual a voz de Paul Kantner se destaca, e a instrumental e absolutamente psicodélica Spare Chaynge, na qual durante mais de 9 minutos Dryden, Casady e Kaukonen demonstram sua capacidade como músicos, em uma verdadeira odisseia psicodélica das mais viajantes.

Intitulada Shizoforest Love Suite, a parte final do álbum nos traz outra canção fantástica de Grace Slick, Two Heads, que recicla com muita habilidade o clima oriental de White Rabitt rumo a outros rumos, e se encerra com Won’t You Try/Saturday Afternoon, com suas vocalizações cruzadas de forma aliciante e uma letra no melhor estilo flower power, uma das obras-primas de Paul Kantner.

Embora tenha algumas canções que podem ser ouvidas fora de seu contexto original, After Bathing At Baxter’s funciona melhor quando ouvido do começo ao fim, como se fosse uma verdadeira sinfonia psicodélica roqueira. Mesmo em um momento no qual o público parecia mais aberto a novidades musicais, o álbum não passou do número 17 na parada ianque, vendendo bem menos do que seu badalado antecessor.

No entanto, tornou-se um dos pontos mais altos do rock psicodélico, provando que, sim, vale a pena arriscar, mesmo que isso possa causar algum prejuízo financeiro, que a banda americana recuperaria pouco depois, com sobras. Mas isso a gente conta depois…

Leia outras matérias relacionadas ao Jefferson Airplane aqui:

After Bathing At Baxter’s- Jefferson Airplane (em streaming):

Tim Reynolds inicia uma turnê de quatro shows pelo Brasil

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Por Fabian Chacur

O violonista alemão radicado nos EUA Tim Reynolds inicia neste domingo (26) às 19h no Teatro Municipal de Niterói (RJ) uma curta turnê pelo Brasil que inclui também shows no dia 1º/12 no Rio de Janeiro (Blue Note Rio) e 2/12 em Belo Horizonte (A Autêntica). A sequência se encerra no dia 5/12 às 21h30 em São Paulo no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 194- Moema- fone 0xx11-6100), com ingressos de R$ 115,00 a R$ 160,00.

Nascido em 15 de dezembro de 1957 na Alemanha, filho de um militar americano, Reynolds tornou-se conhecido no cenário musical dos EUA a partir da década de 1990, como artista-solo, integrante do trio TR3 e também tocando com a Dave Matthews Band. Vale lembrar que ele foi um dos maiores incentivadores de Matthews a se tornar músico profissional, quando o hoje astro do rock era apenas um bartender de uma pequena casa de shows no interior dos EUA.

Os shows do artista serão acústicos, e provavelmente terão algum material do álbum That Way, gravado neste formato e previsto para sair em dezembro nos EUA. No repertório, canções próprias e também releituras de obras de artistas e grupo admirados por ele, como Prince, Jethro Tull, James Brown e Led Zeppelin.

O show terá convidados brasileiros: Carlos Malta (que já participou de shows da Dave Matthews Band e de nomes como Roberto Carlos, Caetano Veloso e muitos outros), Pedro Agapio (do grupo 3 Steps) e Fernando Anitelli (do Teatro Mágico). Reynolds já tocou no Brasil anteriormente, como integrante da Dave Matthews Band e com seu grupo paralelo, o TR3, projetos que ele intercala com a sua carreira-solo, que agora ele vem mostrar por aqui.

Leia a seguir entrevista feita por mim em 2013 por telefone com Tim Reynolds e que ficou inédita por razões alheias à minha vontade:

Nascido na Alemanha e criado desde moleque nos EUA, Reynolds se juntou à Dave Matthews Band quando o grupo estava em vias de gravar seu primeiro álbum por uma grande gravadora, Under The Table And Dreaming (1994). Ele já esteve algumas vezes no Brasil, com a DMB e o TR3, e tem ótimas recordações.

“Amei a música, a atmosfera e o público brasileiro, e é muito bom poder voltar agora com o meu próprio trabalho, tocando em um lugar mais intimista, onde a troca de energias é mais direta”.

A atual encarnação da TR3 (com a qual ele tocou por aqui em 2013) está na ativa há dez anos, e Reynolds a considera melhor do que a inicial, com a qual se apresentou no inicio de sua carreira, nos anos 80, e que deixou de lado ao entrar na DMB.

“Nossa formação atual é mais sólida, tocamos bastante juntos, somos como uma família. Sinto que crescemos a cada ano em termos musicais”, explica. Eles já lançaram os álbuns Radiance (2009), From Space And Beyond (2011) e Like Some Kind of Alien Invasion (2014). Ele normalmente não toca músicas da Dave Matthews Band em seus shows individuais. “Não faria sentido”, justifica.

Tim Reynolds garante curtir muito tocar com o TR3 e a Dave Matthews Band, além dos shows acústicos em duo que costuma fazer com Matthews (que geraram vários discos gravados ao vivo).
“Gosto de me dedicar a trabalhos diferentes entre si, são desafios bons de encarar. Com a DMB sou um “sideman” (músico de apoio), toco as partes de guitarra. Na TR3, componho, faço arranjos, mostro mais quem eu sou. E tem o duo de violões com Dave. Gosto de investir em coisas diferentes, aprender coisas novas”.

Dos diversos trabalhos que gravou com Dave Matthews nesses anos todos, ele aponta Away From The World (2012), como o seu favorito. “Gostei muito desse disco, pude improvisar mais como músico, e achei ótimo trabalhar de novo com o produtor Steve Lillywhite, que voltou a produzir um álbum da DMB após 14 anos”. Entre seus ídolos, ele aponta Led Zeppelin, Cream. Robin Trower e Golden Earring, que considera influências marcantes no som do TR3.

Betrayal (live)- Tim Reynolds:

Tom Petty, elo perdido entre os Byrds e o R.E.M., viajou

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Por Fabian Chacur

Na melhor resenha que tive a oportunidade de escrever na extinta revista Bizz (acho que já nos tempos de Showbizz), sobre a coletânea Greatest Hits, defini Tom Petty como uma espécie de elo perdido entre os Byrds, grande banda dos anos 1960, e o R.E.M., que trouxe a sonoridade do folk rock para a linguagem dos anos 1980. Um de meus ídolos, esse brilhante e genial cantor, compositor e músico americano nos deixou nesta segunda-feira (2), 18 dias antes de completar 67 anos.

A notícia surgiu no site TMZ, especializado em celebridades e marcado por ter sido quem divulgou em primeira mão o falecimento de Michael Jackson em 2009. Petty foi encontrado inconsciente em sua casa, em Malibu, não respirando e vítima de um ataque cardíaco. Ainda com sinais de vida, foi levado neste domingo (1º) ao Santa Monica Hospital, da UCLA (universidade de Los ANgeles). Chegando ao local, foi constatada morte cerebral, e posteriormente houve a decisão de desligar os aparelhos que o mantinham respirando.

Como a polícia de Los Angeles não confirmou a notícia posteriormente, causando um verdadeiro alvoroço na imprensa, os fãs, como eu, ainda tivemos a esperança de que pudéssemos ter a boa notícia de sua luta pela vida ainda estar ocorrendo. Mas Tony Dimitriades, manager há muitos anos de Tom Petty & The Heartbreakers, confirmou a morte do roqueiro. O link de seu site oficial, com a lamentável notícia, que agora é oficial, pode ser acessado aqui.

O astro americano havia encerrado há alguns dias a turnê comemorativa de 40 anos de carreira de sua banda, Tom Petty & The Heartbreakers, e vivia uma fase importante de sua trajetória. Em 2014, por exemplo, conseguiu colocar seu álbum Hypnotic Eye no topo da parada americana, e em 2016 lançou o segundo álbum (intitulado 2) da sua primeira banda, a Mudcrutch, que se separou no meio dos anos 1970 e só lançaria o primeiro álbum, autointitulado, em 2008.

Thomas Earl Petty nasceu em Gainesville, Florida, em 20 de outubro de 1950. Ele começou a mergulhar no mundo do rock no fim dos anos 1960, e mostrou forte potencial com o grupo o Mudcrutch, com quem só gravou singles, na época. Em 1975, ele e dois colegas daquela banda, o guitarrista Mike Campbell e o tecladista Benmont Tench, resolveram partir para outro projeto. Nascia Tom Petty & The Heartbreakers, cujo álbum de estreia, que leva o nome da banda como título, chegou às lojas em 1976.

Desde o início, o cantor, compositor e guitarrista americano mostrava forte influência rocker sessentista em sua sonoridade, ignorando tendências daquele momento como o glam rock, o punk, o heavy metal e a disco music para mergulhar no folk rock, country e rock básico. Tom Petty & The Heartbreakers (1976) e You’re Gonna Get It (1978) são duas obras-primas, com direito a muita urgência, entrosamento entre os músicos e um rock ao mesmo tempo melódico, retrô e sem soar saudosista. Coisa de craque. O retorno comercial foi mediano.

Foi com o seu terceiro álbum, Damn The Torpedoes (1978), que Petty e seus parceiros estouraram no cenário do rock americano. A partir daí, a banda conseguiu não só se firmar nas paradas de sucesso como também adquirir um incrível prestígio entre os grandes nomes do rock. Após uma turnê ao lado de Bob Dylan, ele, o autor de Blowin’ In The Wind, George Harrison, Roy Orbison e Jeff Lynne criaram o supergrupo Travelling Wylburys. O quinteto se reuniu inicialmente apenas para gravar um lado B de single do ex-beatle, mas a coisa cresceu tanto que virou um verdadeiro evento.

Foram dois álbuns do mais puro rock and roll (Vol.1-1988 e Vol.3-1990), nos quais Petty se mostrou à altura dos colegas de time. Não estava lá por acaso. De quebra, ainda lançou em 1989 seu primeiro disco solo, Full Moon Fever, um de seus grandes êxitos em termos artísticos e comerciais. Curiosamente, Benmont Tench e Mike Campbell, parceiros de Heartbreakers, participaram do CD. Prova da parceria inseparável entre eles.

Nesses anos todos, Tom Petty se manteve na ativa, lançando discos relevantes e lapidando com categoria e bom gosto o seu estilo de fazer rock and roll. Nunca abdicou do total controle artístico. Ele entrou no Rock and Roll Hall Of Fame em 2002, e ganhou o cobiçado Billboard Century Award em 2005.

Em 2007, o cineasta Peter Bogdanovich lançou um documentário sobre Petty, Running Down a Dream. O rock and roll vigoroso, melódico, poético e intenso deste grande artista é um legado maravilhoso que ele nos deixou. Que saibamos valorizá-lo. E chega, não consigo escrever mais nada…É muita dor no meu peito!

You’re Gonna Get It- Tom Petty And The Heartbreakers:

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