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Brian Setzer, dos Stray Cats, um dos grandes estilistas do rock

Brian Setzer-400x

Por Fabian Chacur

No dia 3 de fevereiro de 1959, Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper nos deixaram, vítimas de um acidente de avião que seria definido como “o dia em que a música morreu” em 1971 pelo cantor e compositor Dave McLean (leia mais sobre esse tema aqui). Mas a vida é mesmo feita de Encontros e Despedidas, como diriam Milton Nascimento e Fernando Brant. Pois no dia 10 de abril daquele mesmo 1959, nasceu um cara que, anos depois, ajudou a resgatar com brilho esse rock and roll inicial, o incrível cantor, compositor e musico americano Brian Setzer. Ele completa 60 anos nesta quarta (10).

Setzer vira sessentão a mil por hora. Aliás, é irônico pensar que ele chega a uma idade que seus principais ídolos nem sequer chegaram perto de atingir, vide Elvis Presley (morto aos 42), Eddie Cochran (morto aos 21 anos), Gene Vincent (morto aos 36 anos) e o próprio Buddy Holly (morto aos 22 anos). Para felicidade dos fãs, chegará às lojas físicas e virtuais no dia 24 de maio 40, primeiro álbum inédito de estúdio dos Stray Cats (que celebram 40 anos do início de sua carreira) desde 1992, quando saiu Choo Choo Hot Fish.

Com produção a cargo de Peter Collins (que já trabalhou com Rush, Bon Jovi e a Brian Setzer Orchestra) e gravado no fim de 2018 em Nashville, 40 traz faixas como Cat Fight (Over a Dog Like Me), Rock It Off e Cry Danger. O álbum será divulgado como uma turnê comemorativa das quatro décadas do trio roqueiro cujo início está marcado para o dia 21 de junho na Espanha e previsto para acabar (pelo menos, inicialmente) em 31 de agosto nos EUA, passando por vários países europeus e estados americanos. Tipo do show imperdível.

E qual seria a razão para Mondo Pop dar tanta moral para esse cara, diria você? Pois vamos lá. Logo de cara, vale dizer que no início dos anos 1980, quando predominavam a new wave, o tecnopop, o heavy metal e outros estilos do gênero, Brian Setzer, ao lado dos amigos Lee Rocker (baixo) e Slim Jim Phantom (bateria) ousaram investir no mais puro rockabilly, unindo releituras de clássicos da era inicial do rock a composições próprias, com uma energia absurda.

Não foi fácil, no início, pois o público americano não aceitou logo de cara o estilo retrô do trio. Eles se mudaram para a Inglaterra, e foi por lá que conseguiram dar o pontapé inicial na conquista do planeta rock com os ótimos álbuns Stray Cats e Gonna Ball, ambos lançados em 1981. O sucesso chegaria aos EUA e ao resto do mundo em 1982 com o lançamento de Build For Speed, coletânea com faixas extraídas dos dois discos anteriores e que chegou aos primeiros lugares das paradas, impulsionado pelos petardos Stray Cat Strut, Rock This Town e Runaway Boys, só para citar três delas.

Qual o diferencial dos Stray Cats para outros grupos e artistas que tentaram reler o rock cinquentista sem o mesmo êxito? Simples: o imenso talento de Brian Setzer, que além de ser um cantor excepcional é um guitarrista que soube não só incorporar as convenções do rockabilly como elevou-as a um patamar de arte, colocando ali a sua assinatura própria. Atrevo-me a dizer que suas performances em discos e shows são comparáveis, se não até melhores, do que a dos artistas que o inspiraram, uma façanha absurda.

Além do trabalho com os Stray Cats, que se mantiveram entre separações e retornos nesses anos todos, Setzer lançou discos solo nos quais ampliou seus horizontes estéticos, indo do rock instrumental ao rock a la Bruce Springsteen. De quebra, ainda montou a Brian Setzer Orchestra, mesclando rock and roll e jazz estilo big bands de forma primorosa.

Tive a graça divina de ver um show dos Stray Cats no Brasil, mais precisamente no extinto Projeto SP, que ficava em sua segunda fase no bairro da Barra Funda, em 1990. Foram três shows em São Paulo, nos dias 9,10 e 11 de março, e um no Rio, no dia 13 de março. Quem viu, certamente não se esquecerá jamais!

Classifico a performance do grupo naquele dia 9 de março como selvagem, bárbara, adrenalina pura, proporcionada por apenas três músicos, sendo que Slim Jim Phantom tocou de pé e com um kit básico de bateria. O carisma de Brian Setzer é algo absurdo, e o repertório de quebra ainda trouxe a demencial releitura de Summertime Blues, de Eddie Cochran, que considero melhor do que a já maravilhosa versão original de Eddie Cochran. Sinta o drama ao ver o set list:

Rumble in Brighton

Let’s Go Faster

Too Hip, Gotta Go

(She’s) Sexy + 17

That Someone Just Like You

Something’s Wrong With My Radio

Stray Cat Strut

Foggy Mountain Breakdown (Lester Flatt & Earl Scruggs & The Foggy Mountain Boys cover)

Runaway Boys

Summertime Blues(Eddie Cochran cover)

Rock This Town

Bis 1:

Gina

Bring It Back Again

Fishnet Stockings

I Fought the Law (The Crickets cover)

bis 2:

Oh, Boy!(Sonny West cover)

Be-Bop-A-Lula (Gene Vincent & His Blue Caps cover)

Somethin’ Else (Eddie Cochran cover)

Se em 1959 tivemos as tristes despedidas de Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper, o mesmo ano nos ofereceu o nascimento desse magnífico Brian Setzer, que ajudou a manter a tocha olímpica do rock and roll acesa, firme e forte. Tomara que essa turnê dos Stray Cats possa abrir uma brecha para o Brasil. Que tal, heim, Rock in Rio?

How Long You Wanna Live Anyway?– The Stray Cats:

Carole King conta sua bela história em Natural Woman

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Por Fabian Chacur

Em uma época na qual a participação feminina no mundo da música parece aumentar e ser mais valorizado, nada melhor do que relembrar a trajetória de uma pioneira no setor. Carole King é o tema do excelente documentário Natural Woman (2016), integrante da série American Masters, já lançado em DVD no exterior. O filme, com aproximadamente 60 minutos de duração, será exibido pelo Canal Bis nesta terça (22) às 13h30 e nesta quarta (23) às 10h na faixa Arquivo Musical, além de já estar disponível na plataforma de streaming pago do canal, a Bis Play.

Nascida em Nova York em 9 de fevereiro de 1942, Carole King começou a tocar piano ainda criança, e não demorou a dominar o instrumento. Ainda adolescente, já compunha, e em 1959 não só arrumou um parceiro para composições, o letrista Gerry Goffin, como ganhou de quebra um marido, pois eles se casaram naquele ano. O documentário registra bem esse período, no qual ela e Goffin escreviam músicas para outros artistas, emplacando hits clássicos como Up On The Roof, The Loco-Motion, One Fine Day, Chains, Will You Love Me Tomorrow, Take a Giant Step, Going Back e (You Make Me Feel Like a) Natural Woman, só para citar alguns dos mais bem-sucedidos.

Com uma mescla de entrevistas feitas em épocas diferentes (incluindo uma realizada especialmente para Natural Woman), a cantora, compositora e pianista relembra com franqueza a dolorosa separação de Goffin, o início de sua carreira como cantora, a parceria musical com James Taylor e o estouro do álbum Tapestry (1971), que vendeu milhões de cópias e a consagrou de uma vez por todas. Os problemas com os outros maridos, a dificuldade de fazer shows e ter de ficar semanas longe das filhas são outros temas muito bem abordados.

Foram aproveitadas imagens de vários momentos da vida de Carole, incluindo fofíssimas cenas de quando ela era criança e começava a tocar piano. Temos também deliciosos depoimentos de amigos e cúmplices do mundo da música como James Taylor, o guitarrista fantástico Danny Kortchmar, o produtor Peter Asher, o casal de compositores Barry Mann e Cynthia Weil, a letrista Toni Stern (parceria dela em hits como It’s Too Late), o produtor Lou Adler e outros.

Natural Woman aproveita muito bem o curto espaço de tempo para abranger uma brilhante carreira que beira 60 anos e equivale a um belíssimo cartão de apresentações para quem não tem muita ideia de quem seja essa tal de Carole King. Duvido que, após ver esse documentário, você não se disponha a ouvir mais, ver mais e saber mais sobre a obra dessa incrível artista, que além de ter uma obra incrível no pop-rock ainda arruma tempo para um ativismo civil muito importante. Temos até ela recebendo o importante prêmio Guershwin das mãos do então presidente americano Barack Obama em 2013.

Veja o trailer do documentário Natural Woman:

Slash voltará ao Brasil para shows com The Conspirators em 2019

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Por Fabian Chacur

Para quem é fã do guitarrista Slash, uma notícia das melhores. O músico americano, após ter passado por aqui com a turnê Not In This Lifetime, que marcou seu retorno ao Guns N’ Roses, anuncia que voltará ao Brasil em breve. Será para uma turnê com oito datas que se desenvolverá entre 21 de maio e 3 de junho de 2019. Desta vez, ele estará ao lado da banda Myles Kennedy And The Conspirators, com a qual já lançou três álbuns e cujo som investe no hard rock e seus desdobramentos.

Slash (guitarra e vocais) terá a seu lado Myles Kennedy (vocal principal), Brent Fitz (bateria), Todd Kerns (baixo e vocais) e Frank Sidoris (guitarra-base e vocais). Eles terão como base de seus shows o repertório do álbum Living The Dream, lançado em setembro pelo selo do artista, o Snakepit Records, em parceria com a Warner Music, que traz músicas como The Great Pretender, Driving Rain, The Call Of The Wild, Mind Your Manners e Sugar Cane, entre outras.

Nascido em 23 de junho de 1965, Slash se tornou mundialmente conhecido como integrante do Guns N’Roses. Ele também gravou e fez shows com outras bandas capitaneadas por ele, como Snakepit, Velvet Revolver e agora The Conspirators, com quem já lançou os álbuns Apocalyptic Love (2012) e World On Fire (2014), além do mais recente. Ele marcou presença em trabalhos de artistas como Michael Jackson, Carole King, o grupo Chic e inúmeros outros, sempre com destaque, versatilidade e muita categoria.

Saiba as datas e locais dos shows de Slash no Brasil em 2019:

Data: 21 de maio (terça-feira)
Local/Cidade: Pepsi on Stage – Porto Alegre

Data: 22 de maio (quarta-feira)
Local/Cidade: Stage Music Park / Florianópolis

Data: 24 de maio (sexta-feira)
Local/Cidade: Live Curitiba / Curitiba

Data: 25 de maio (sábado)
Local/Cidade: Espaço das Américas / São Paulo

Data: 27 de maio (segunda-feira)
Local/Cidade: Arena Sabiazinho / Uberlândia

Data: 29 de maio (quarta-feira)
Local/Cidade: local a confirmar / Brasília

Data: 01 de junho (sábado)
Local/Cidade: Classic Hall / Recife

Data: 03 de junho (segunda-feira)
Local/Cidade: Centro de Convenções do Ceará / Fortaleza

The Great Pretender (clipe)- Slash:

Road To Ruin, dos Ramones, é relançado com edição deluxe

ramones road to ruin capa-400x

Por Fabian Chacur

Há 40 anos, chegava às lojas de discos Road To Ruin, quarto álbum dos Ramones e um dos melhores de sua carreira. Como forma de celebrar essa efeméride, a Warner Music lançou duas edições comemorativas, uma no formato Deluxe Edition contendo três CDs e um LP de vinil, e outra standard, em embalagem digipack dupla. Só a segunda sairá em formato físico no Brasil, sendo que a primeira estará disponível nas plataformas digitais.

A edição deluxe inclui o seguinte conteúdo: o CD 1 traz duas mixagens do álbum, uma a original remasterizada e a outra mais crua e feita especialmente para esta ocasião. O CD 2 tem versões alternativas e extras e o CD 3 traz material gravado ao vivo em 1979. O LP de vinil, de 180 gramas, vem com a mixagem original e remasterizada. O site da Amazon oferece o pacote por 45,85 dólares (em torno de R$ 170,00).

Road To Ruin, na versão física que já pode ser encontrada no Brasil, possui uma charmosa embalagem digipack com capa dupla incluindo cinco fotos do grupo e de seus integrantes, e poucas informações técnicas. Destoando do que era praxe nos relançamentos feitos pelo selo Rhino, hoje da Warner, não traz encarte com texto informativo ou coisa que o valha. Uma pena, pois valorizaria ainda mais o produto e o tornaria mais atrativo ao público em geral.

A remasterização é muito boa, dando ao álbum uma qualidade de áudio matadora e superior às versões anteriores. Algo bem legal, se levarmos em conta que Road To Ruin equivale a um momento no qual os Ramones buscavam ir além do punk rock cru e acelerado que havia marcado a sua trajetória até então. Mais melodias e sutilezas a caminho.

Um marco deste trabalho fica por conta de ser o primeiro com Marky Ramone na bateria. Seu antecessor, Tommy, passou a se dedicar totalmente à produção do álbum, que ele assina (com seu nome de batismo, T. Erdelyi. em parceria com Ed Stasium (que também trabalhou com Talking Heads, Living Colour e Smithereens).

O espírito “1,2,3,4,porrada!” dos discos anteriores se mostra em faixas como I Wanted Everything, I’m Against It, Bad Brain (que inspiraria o nome da célebre banda americana Bad Brains) e She’s The One. I Just Want To Have Something To Do, I Don’t Want You e It’s a Long Way Back seguem um compasso mais lento, com cara hard rock.

A vertente mais melódica surge em canções como Don’t Come Close, um roquinho delicioso com direito a base de violão e um belo solo de guitarra. Grande hit nos anos 1960 com a cantora americana Jackie DeShannon e o grupo britânico The Searchers, a maravilhosa balada rock Needles And Pins surge em uma releitura inspirada, na qual Joey Ramone mostra como a sua voz carismática e agressiva podia se tornar extremamente agradável em um contexto menos básico.

Questioningly os insere novamente no formato rock balada de forma certeira, com direito a violões e ao uso inspirado da slide guitar que certamente arrancaria sorrisos de George Harrison e Lulu Santos. E temos a provavelmente mais conhecida faixa deste trabalho, a endiabrada I Wanna Be Sedated, que equivale a uma mistura do punk básico com uma pegada new wave então emergente. Faixa enérgica, para levantar defuntos e agitar festas rockers!

Como um todo, Road To Ruin é um trabalho no qual Joey (vocal), Johnny (guitarra), Dee Dee (baixo) e Marky (bateria) demonstram maturidade, energia e uma vocação pop-rock inesperada. Se teve péssimo desempenho comercial na época (nº 103 na parada americana), acabou se tornando um clássico do rock, e boa prova de que os Ramones não eram tão repetitivos e básicos como alguns apressados podem pensar. Eles sabiam variar, e fazer rock melódico. Esta é a prova cabal!

Confira a tracklist completa de “Road To Ruin: 40th Anniversary Deluxe Edition”

Disco Um-
Original Mix Remastered

1.“I Just Want To Have Something To Do”
2.“I Wanted Everything”
3.“Don’t Come Close”
4.“I Don’t Want You”
5.“Needles And Pins”
6.“I’m Against It”
7.“I Wanna Be Sedated”
8.“Go Mental”
9.“Questioningly”
10.“She’s The One”
11.“Bad Brain”
12.“It’s A Long Way Back”

40th Anniversary Road Revisited Mix

13.“I Just Want To Have Something To Do”
14.“I Wanted Everything”
15.“Don’t Come Close”
16.“I Don’t Want You”
17.“Needles And Pins”
18.“I’m Against It”
19.“I Wanna Be Sedated”
20.“Go Mental”
21.“Questioningly”
22.“She’s The One”
23.“Bad Brain”
24.“It’s A Long Way Back”

Disco dois: “Rough Mixes & 40th Anniversary Extras”

1.“I Walk Out” (2018 Mix) *
2.“S.L.U.G.” (2018 Mix) *
3.“Don’t Come Close” (Single Mix)
4.“Needles And Pins” (Single Mix)
5.“I Just Want To Have Something To Do” (Basic Rough Mix) *
6.“I Don’t Want You” (Basic Rough Mix) *
7.“I’m Against It” (Basic Rough Mix) *
8.“It’s A Long Way Back” (Basic Rough Mix) *
9.“I Walk Out” (Basic Rough Mix) *
10.“Bad Brain” (Basic Rough Mix) *
11.“Needles And Pins” (Basic Rough Mix) *
12.“I Wanna Be Sedated” Take 2 (Basic Rough Mix) *
13.“I Wanted Everything” (Basic Rough Mix) *
14.“Go Mental” (Basic Rough Mix) *
15.“She’s The One” (Basic Rough Mix) *
16.“Questioningly” Take 2 (Basic Rough Mix) *
17.“S.L.U.G.” (Basic Rough Mix) *
18.“Don’t Come Close” (Basic Rough Mix) *
19.“I Wanna Be Sedated” (Backing Track) *
20.“I Don’t Want You” (Brit Pop Mix) *
21.“Questioningly” (Acoustic Version) *
22.“Needles And Pins” (Acoustic Version) *
23.“Don’t Come Close” (Acoustic Version) *
24.“I Wanna Be Sedated” (“Ramones-On-45 Mega-Mix!”)

Disco três: “Live At The Palladium, New York, NY, December 31 1979”

1.“Blitzkrieg Bop” *
2.“Teenage Lobotomy” *
3.“Rockaway Beach” *
4.“I Don’t Want You” *
5.“Go Mental” *
6.“Gimme Gimme Shock Treatment” *
7.“I Wanna Be Sedated” *
8.“I Just Want To Have Something To Do” *
9.“She’s The One” *
10.“This Ain’t Havana” *
11.“I’m Against It” *
12.“Sheena Is A Punk Rocker” *
13.“Havana Affair” *
14.“Commando” *
15.“Needles And Pins” *
16.“I Wanna Be Your Boyfriend” *
17.“Surfin’ Bird” *
18.“Cretin Hop” *
19.“All The Way” *
20.“Judy Is A Punk” *
21.“California Sun” *
22.“I Don’t Wanna Walk Around With You” *
23.“Today Your Love, Tomorrow The World” *
24.“Pinhead” *
25.“Do You Wanna Dance?” *
26.“Suzy Is A Headbanger” *
27.“Let’s Dance” *
28.“Chinese Rock” *
29.“Beat On The Brat” *
30.“We’re A Happy Family” *
31.“Bad Brain” *
32.“I Wanted Everything” *

*não divulgadas previamente

She’s The One (clipe)- Ramones:

Lindsey Buckingham lançará uma coletânea em outubro

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Por Fabian Chacur

Para os fãs de Lindsey Buckingham que ficaram indignados com sua absurda “demissão” do grupo que o tornou conhecido mundialmente, o Fleetwood Mac, uma ótima notícia. Ele lançará no dia 7 de outubro Solo Anthology: The Best Of Lindsey Buckingham, coletânea que sairá em várias versões: CD triplo (a mais atraente), CD simples, vinil sêxtuplo (!) e nas diversas plataformas digitais. Ainda não há previsão por parte da Warner no Brasil de como esse trabalho sairá por aqui, embora a versão digital pareça a mais provável.

Nascido em 3 de outubro de 1949, o cantor, compositor, guitarrista e violonista americano integrou o Fleetwood Mac entre 1975 e 1987 e depois entre 1997 a 2018. Ele também desenvolveu uma belíssima carreira-solo que teve início em 1981 com o CD Law And Order, que traz como destaque seu maior hit individual, a balançada Trouble, que atingiu a posição de número 9 na parada de singles americana.

Desde então, tivemos os álbuns de estúdio Go Insane (1983), Out Of The Craddle (1992), Under The Skin (2006), Gift Of Screws (2008) e Seeds We Sow (2011), além de três DVDs/CDs gravados ao vivo, todos excelentes, sem exceção. Neles, desevolveu com destreza sua infalível fórmula de misturar rock, pop, country e folk, com direito a performances certeiras na guitarra e especialmente violão.

A versão tripla de Anthology totaliza 53 faixas. Os dois primeiros CDs dão uma geral no material de seus discos de estúdio (com uma faixa ao vivo no meio). Esses discos também contam com faixas nunca antes incluídas nesses álbuns, como Holiday Road e Dancing Across The USA, ambas da trilha de Férias Frustradas (National Lampoon’s Vacation), e Time Bomb Town, da trilha de De Volta Pro Futuro.

Temos também duas inéditas, Hunger e Ride This Road. O terceiro CD reúne 13 faixas gravadas ao vivo por ele entre 2008 e 2012. Várias delas são do repertório do Fleetwood Mac, entre elas Go Your Own Way, Tusk, Big Love e Never Going Back Again. Buckingham divulgará o álbum com uma turnê americana com 32 datas, prevista para ser realizada entre outubro e dezembro deste ano.

Trouble (clipe)- Lindsey Buckingham:

Walk The Dog And Light The Light- Laura Nyro (1993)

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Por Fabian Chacur

Em 1993, Laura Nyro completou 26 anos de carreira discográfica. Durante esse período, tornou-se mais conhecida como compositora, embora fosse uma excelente intérprete, dona de uma discografia instigante. Naquele ano, a também cantora e pianista americana lançou o trabalho que tinha tudo para enfim elevá-la aos primeiros lugares das paradas de sucesso, o envolvente Walk The Dog And Light, lançado pela Columbia (hoje parte do conglomerado Sony Music). Só que não…

Laura teve um início precoce no mundo da música, e com apenas 18 anos já lançava seu álbum de estreia, More Than a New Discovery (1967), pelo pequeno selo Verve Folkways (seria relançado em 1973 com o título First Songs e outra sequência das músicas contidas nele). Desde o início, mostrava uma original mistura de soul, jazz, pop music tradicional e doo-wop, com um leve tempero de rock.

Ela participou do Monterey Pop Festival em 1967, e depois lançaria uma trilogia de álbuns que a tornou uma verdadeira unanimidade entre os colegas músicos, Eli And The Thirteenth Confession (1968), New York Tendaberry (1969) e Christmas And The Beads Of Sweat (1970), nos quais aliou introspecção, apelo pop, belas melodias, vocalizações atraentes e letras profundas e inteligentes.

Se esses trabalhos não conseguiram grandes números em termos de vendagens, atraíram outros artistas, que regravaram composições de sua autoria como Wedding Bell Blues, Stoned Soul Picnic, And When I Die, Save The Country e outras e, aí, sim, conquistaram os primeiros lugares das paradas de sucesso. Artistas como Barbra Streisand, The Fifth Dimension, Three Dog Night e Blood, Sweat & Tears foram alguns dos que se deram bem com suas canções.

Curiosamente, seu single de maior sucesso, Up On The Roof, é um cover, releitura de canção escrita por Carole King e Gerry Goffin e incluída no álbum Christmas And The Beads Of Sweat (1970). Em 1971, incentivada por tal êxito, gravou um álbum inteiro só de covers de soul e r&b ao lado do trio negro feminino Labelle, o delicioso Gonna Take a Miracle. Aí, com apenas 24 anos, ela resolveu sair de cena.

A partir do seu retorno ao mundo musical, ocorrido em 1976 com o álbum Smile, Laura passou a ter uma carreira marcada por alguns hiatos e ainda menos repercussão. Quando Walk The Dog And Light The Light chegou às lojas, em agosto de 1993, ela completava nove anos sem lançar um álbum de estúdio, período durante o qual só tivemos um LP ao vivo com algumas inéditas (Live At The Bottom Line, 1989).

Walk The Dog… equivale a uma consolidação da fase pós-retorno de Laura, na qual suas canções foram aos poucos ganhando um clima mais solto e relaxado, embora sem perder a consistência de seus anos de maior popularidade. A coprodução do experiente Gary Katz, conhecido por seus trabalhos ao lado do grupo Steely Dan, deu ao trabalho uma sonoridade concisa e consistente, o que a presença de músicos experientes ajudou a concretizar.

O álbum é aberto e encerrado com canções de outros autores. A deliciosamente delicada Oh Yeah Maybe Baby (The Heebie Jeebies), de Phil Spector, fez sucesso com o grupo vocal The Crystal em 1963. Um delicioso pot-porry une I’m So Proud, de Curtis Mayfield e hit com seu grupo The Impressions em 1964, e a célebre Dedicated To The One I Love, lançada em 1957 pelo grupo The 5 Royales e eternizada em regravações de The Shirelles e The Mamas And The Papas.

Lite a Flame (The Animal Rights Song) e Broken Rainbow são novas versões de musicas que ela havia gravado nos anos 1980. Combinadas com outras seis composições de Laura, temos aqui um álbum absolutamente perfeito, no qual tudo se encaixa feito luva. As letras, profundas, tem como temas o feminismo sem recalques, respeito aos animais e à natureza, a solidão da vida na estrada e até mesmo, de forma divertida, um ode à menstruação (a swingada The Descent Of Luna Rosé).

A performance vocal de Laura é provavelmente uma das melhores de sua carreira, efeito positivo de ela ter abandonado o vício do cigarro uns anos antes. Seu piano elegante e estiloso conduz tudo, ladeada por músicos do porte de Bernard Purdie (bateria), os irmãos Michael e Randy Brecker (metais), Michael Landau (guitarra) e outros do mesmo porte. E vale elogiar as harmonias vocais, com todas as vozes a cargo da própria artista. Simplesmente de arrepiar.

Embora sofisticadas, as canções não são complicadas a ponto de impedirem o público mais acostumado a música pop comercial de ouvi-las e assimilá-las. No entanto, o disco sequer passou perto dos charts americanos, e por tabela, dos de outros países. As rádios simplesmente ignoraram suas dez ótimas faixas.

Devem ter ajudado para tal resultado negativo o fato de a artista ter se recusado a participar de programas de TV para divulgar o disco (até mesmo o de David Letterman, fã confesso da artista), ou mesmo a falta de um empenho um pouco maior por parte da Columbia no intuito de impulsionar as vendas de seu produto discográfico.

Infelizmente, Walk The Dog And Light And Light The Light foi o último trabalho de inéditas lançado por Laura Nyro em vida. Ela nos deixou precocemente em abril de 1997, sendo que em 2001 seria lançado o álbum Angels In The Dark, com as gravações feitas por ela em 1994 e 1995 visando criar na verdade dois álbuns, um de inéditas e um de covers. Um verdadeiro crime contra a boa música esse CD ser tão pouco conhecido. Ouça e tente duvidar dessa afirmação!

Walk The Dog And Light The Light– Laura Nyro:

Alice Cooper grava CD duplo ao vivo no Olympia de Paris

alice cooper capa novo album 2018-400x

Por Fabian Chacur

Alice Cooper completou 70 anos recentemente, e parece que não deseja diminuir o ritmo de sua bem-sucedida carreira no rock and roll. Ele anuncia para o dia 31 deste mês o lançamento de A Paranormal Evening At The Olympia Paris, álbum gravado ao vivo que chegará ao Brasil no formato CD duplo via Shinigami Records, sendo que a gravadora europeia Ear Music também o lançará no exterior como LP duplo de vinil, com um disco branco e outro vermelho.

O trabalho foi registrado no último show da turnê que divulgou o mais recente trabalho de estúdio do astro do rock, o elogiado Paranormal (2017), realizado no dia 7 de dezembro do ano passado no lendário Olympia, teatro parisiense inaugurado em 1893 e no qual se apresentaram The Beatles, Édith Piaf, Black Sabbath, Janis Joplin, Elis Regina, Amália Rodrigues e outros mitos da história da música.

O consagrado rock and roller foi acompanhado por sua afiadíssima banda, composta por Nita Strauss (guitarra), Tommy Henriksen (guitarra), Ryan Roxiel (guitarra), Chuck Garric (baixo) e Glen Sobel (bateria). No repertório, músicas como Poison (ouça aqui), No More Mr. Nice Guy, Ballad Of Dwight Fry, Pain, Woman Of Mass Destruction e a recente Paranoiac Personality (do CD Paranormal).

Ballad Of Dwight Fry (live)- Alice Cooper:

Karla Bonoff lançará disco de estúdio com boas novidades

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Por Fabian Chacur

A excelente cantora, compositora e musicista americana Karla Bonoff (saiba mais sobre ela aqui) divulgou em seu site oficial que em breve lançará um novo trabalho. Trata-se de Carry Me Home, CD independente que será o seu primeiro trabalho de estúdio desde New World (1988) e em qualquer configuração desde o duplo ao vivo Karla Bonoff Live (2007).

Carry Me Home trará 16 faixas, sendo 13 delas releituras de músicas importantes do repertório da artista, entre as quais Home, Someone To Lay Down Beside Me, All My Life e Tell Me Why , e três novidades. São elas a releitura de Something Fine, lançada pelo autor Jackson Browne em seu autointitulado álbum de estreia, de 1972, Carry Me Home, composição inédita de Karla, e On My Way To Heaven, do saudoso Kenny Edwards (1946-2010), que trabalhou com ela por mais de duas décadas.

O formato da gravação foi bem minimalista. Além da protagonista nos vocais e piano, temos a guitarrista Nina Gerber, e em alguns momentos os vocais de Glenn Phillips, cantor e líder da banda de rock alternativo Toad The Wet Sprocket, que fez sucesso especialmente durante a década de 1990. Vale informar que Bonoff tem feito vários shows nesse formato voz, piano e guitarra em sua fase mais recente, sempre com ótima repercussão por parte do público.

Conheça as faixas de Carry Me Home:

Home

All My Life

Carry Me Home

Tell Me Why

Rose In the Garden

Something Fine

Wild Heart of the Young

All the Way Gone

New World

On Your Way To Heaven

Daddy’s Little Girl

Restless Nights

Goodbye My Friend

Someone To Lay Down Beside Me

Lose Again

The Water Is Wide

All My Life- The Best Of Karla Bonoff (em streaming):

David Crosby e seu Sky Trails, mais um desses CDs incríveis

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Por Fabian Chacur

David Crosby é um dos grandes gênios do nosso amado rock. Não satisfeito em ter integrado algumas das mais importantes bandas de todos os tempos, The Byrds e Crosby, Stills & Nash/Crosby, Stills, Nash & Young, o cara ainda possui uma carreira solo das mais elogiáveis, e que anda bem produtiva nos últimos anos. Seu mais recente CD é o maravilhoso Sky Trails, que saiu cerca de um ano após outra maravilha, Lighthouse (2016- leia a resenha aqui).

Em sua trajetória musical, este brilhante cantor, compositor e músico americano que caminha para completar 77 anos de idade conseguiu criar uma sonoridade própria que mistura com desenvoltura rock, folk, country e jazz. Sabe harmonizar vozes como ninguém, tem uma voz belíssima, compõe com assinatura inconfundível e toca muito bem guitarra e, principalmente, violão.

Sky Trails guarda boas semelhanças com o trabalho da banda CPR, e não é para menos. O braço direito de Crosby durante todo o álbum é exatamente um de seus parceiros naquele trio, o filho tecladista e compositor James Raymond, sendo que em uma faixa, o incisivo rock midtempo Sell Me a Diamond, o terceiro integrante da banda, o guitarrista Jeff Pevar, marca presença com seus solos intensos.

O CPR lançou dois discos de estúdio e dois ao vivo entre 1998 e 2001, e nos oferecia uma mescla de jazz-rock e folk envolvente. E esse é basicamente o clima deste trabalho. A abertura fica por conta de uma composição solo de Raymond, a deliciosa e delicadamente funkeada She’s Got To Be Somewhere, com um jeitão de Steely Dan e muito swing.

Sky Trails, a faixa que dá nome ao disco, é uma parceria de Crosby com a talentosa cantora, compositora e guitarrista americana Bekka Stevens, dobradinha que já havia rendido uma faixa antes, no álbum Lighthouse, a incrível By The Light Of Common Day. A nova colaboração nos mostra o belo encaixa das vozes dos dois, em uma melodia delicada e de rara beleza, capaz de cativar o ouvinte logo nos seus primeiros segundos.

Parceria de Crosby com Michael McDonald (ex-Doobie Brothers, que não participou da gravação), Before Tomorow Falls On Love é uma bonita balada com piano em destaque no acompanhamento. Here It’s Almost Sunset aposta em clima mais acústico. Capitol investe em jazz rock, em um momento um pouco mais swingado.

De autoria de Joni Mitchell e lançada originalmente no álbum da estrela canadense Hejira (1976), Amelia mereceu uma releitura próxima do registro da autora, e não foi escolhida por acaso, pois sua letra segue a linha das viagens internas e externas propostas a rigor em todas as faixas do álbum, como as delicadas Somebody Home e Curved Air.

Uma marca registrada do CD é a participação destacada dos sopros em vários momentos, comandados pelo experiente Steve Tavaglione. Mais uma vez Crosby se concentra nos vocais, tocando seu violão endiabrado apenas na bela Home Free, que encerra o álbum. Sky Trails transmite paz de espírito, boas energias e muita emoção ao ouvinte, mostrando que, sim, a vida pode seguir em frente e nos surpreender positivamente. David Crosby é a prova concreta disso.

Sky Trails- David Crosby (ouça em streaming):

David Byrne mostra poder de fogo em show no Lollapalooza

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Por Fabian Chacur

Pode um cidadão com 65 anos de idade entrar em um festival no qual estão escaladas atrações com integrantes que poderiam ser seus netos, e brilhar intensamente? Se o nome desse sujeito for David Byrne, a resposta é um retumbante sim. No fim da tarde deste sábado (24), no Lollapalooza Brasil 2018, o cantor, compositor e músico escocês criado nos EUA deu um verdadeiro banho de carisma, musicalidade, teatralidade e vitalidade. Uma apresentação brilhante.

O show, que teve início às 17h15, trazia como cenário uma cortina gigante feita de tirinhas, daquelas baratinhas que você usa para separar ambientes ou salas de forma mais informal. Além disso, os 12 músicos em cena (incluindo a estrela principal) usavam ternos cinza e tocavam seus instrumentos de pé, mesmo o tecladista. Isso possibilitava a eles participar de coreografias ao lado de Byrne, em um estilo ao mesmo tempo teatral e descontraído.

A banda, da qual faziam parte seis percussionistas, mostrou muita personalidade e entrosamento para ao mesmo tempo tocar e dividir os holofotes com seu chefe. A habilidade deles permitiu manter o clima dançante e para cima durante toda a performance, além de o apelo visual ajudar a cativar o público. Seja como for, certamente esse tipo de performance será ainda melhor apreciada em shows realizados em teatro ou mesmo visto em TV ou DVD/Blu-ray, embora o beat dançante seja bem adequado a grandes festivais.

O repertório escolhido por David Byrne trouxe 13 canções, sendo sete da banda que o tornou conhecido mundialmente nos anos 1970 e 1980, os Talking Heads, duas de sua parceria realizada em 2009 e 2010 com Fatboy Slim e quatro de seu mais recente trabalho solo, o elogiado American Utopia, lançado há pouco e o primeiro de toda a sua trajetória de mais de 40 anos a chegar ao Top 5 da parada americana, vendendo mais de 63 mil cópias na semana de lançamento e atingindo o número 3 na sempre muito disputada parada da Billboard.

A costura das músicas se mostrou incrível, com clássicos dos Talking Heads do porte de This Must Be The Place (Naive Melody), Once In a Lifetime e Slippery People se encaixando feito luva nas novas Everybody’s Coming To My House e I Dance Like This e nas ótimas parcerias com Fatboy Slim Toe Jam e Dancing Together.

Com sua simpática timidez, Byrne ganhou a plateia com pouco minutos de apresentação, e não demorou três canções para tirar os chinelos que usava na parte inicial, ficando também descalço. O misto de funk, soul, pop e música latina presente no set list se mostrou uma boa amostra do que esse grande artista fez em sua brilhante carreira, e o fato de as músicas novas serem bem legais mostra que o cara ainda tem muita lenha para queimar. O fim da apresentação, às 18h17, deixou aquele delicioso gostinho de quero mais. Que ele volte logo ao Brasil!

Conheça o repertório completo do show de David Byrne:

Here (American Utopia)

I Zimbra (Talking Heads)

Slippery People (Talking Heads)

Everybody’s Coming To My House (American Utopia)

This Must Be The Place (Naive Melody) (Talking Heads)

Once In a Lifetime (Talking Heads)

Toe Jam (parceria com Fatboy Slim- 2009)

I Dance Like This (American Utopia)

Everyday Is a Miracle (American Utopia)

Blind (Talking Heads)

Dancing Together (parceria com Fatboy Slim- 2010)

The Great Curve (Talking Heads)

Burning Down The House (Talking Heads) final: 18h17 (sem bis)

Everybody’s Coming To My House (ao vivo)- David Byrne:

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