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Tom Petty, elo perdido entre os Byrds e o R.E.M., viajou

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Por Fabian Chacur

Na melhor resenha que tive a oportunidade de escrever na extinta revista Bizz (acho que já nos tempos de Showbizz), sobre a coletânea Greatest Hits, defini Tom Petty como uma espécie de elo perdido entre os Byrds, grande banda dos anos 1960, e o R.E.M., que trouxe a sonoridade do folk rock para a linguagem dos anos 1980. Um de meus ídolos, esse brilhante e genial cantor, compositor e músico americano nos deixou nesta segunda-feira (2), 18 dias antes de completar 67 anos.

A notícia surgiu no site TMZ, especializado em celebridades e marcado por ter sido quem divulgou em primeira mão o falecimento de Michael Jackson em 2009. Petty foi encontrado inconsciente em sua casa, em Malibu, não respirando e vítima de um ataque cardíaco. Ainda com sinais de vida, foi levado neste domingo (1º) ao Santa Monica Hospital, da UCLA (universidade de Los ANgeles). Chegando ao local, foi constatada morte cerebral, e posteriormente houve a decisão de desligar os aparelhos que o mantinham respirando.

Como a polícia de Los Angeles não confirmou a notícia posteriormente, causando um verdadeiro alvoroço na imprensa, os fãs, como eu, ainda tivemos a esperança de que pudéssemos ter a boa notícia de sua luta pela vida ainda estar ocorrendo. Mas Tony Dimitriades, manager há muitos anos de Tom Petty & The Heartbreakers, confirmou a morte do roqueiro. O link de seu site oficial, com a lamentável notícia, que agora é oficial, pode ser acessado aqui.

O astro americano havia encerrado há alguns dias a turnê comemorativa de 40 anos de carreira de sua banda, Tom Petty & The Heartbreakers, e vivia uma fase importante de sua trajetória. Em 2014, por exemplo, conseguiu colocar seu álbum Hypnotic Eye no topo da parada americana, e em 2016 lançou o segundo álbum (intitulado 2) da sua primeira banda, a Mudcrutch, que se separou no meio dos anos 1970 e só lançaria o primeiro álbum, autointitulado, em 2008.

Thomas Earl Petty nasceu em Gainesville, Florida, em 20 de outubro de 1950. Ele começou a mergulhar no mundo do rock no fim dos anos 1960, e mostrou forte potencial com o grupo o Mudcrutch, com quem só gravou singles, na época. Em 1975, ele e dois colegas daquela banda, o guitarrista Mike Campbell e o tecladista Benmont Tench, resolveram partir para outro projeto. Nascia Tom Petty & The Heartbreakers, cujo álbum de estreia, que leva o nome da banda como título, chegou às lojas em 1976.

Desde o início, o cantor, compositor e guitarrista americano mostrava forte influência rocker sessentista em sua sonoridade, ignorando tendências daquele momento como o glam rock, o punk, o heavy metal e a disco music para mergulhar no folk rock, country e rock básico. Tom Petty & The Heartbreakers (1976) e You’re Gonna Get It (1978) são duas obras-primas, com direito a muita urgência, entrosamento entre os músicos e um rock ao mesmo tempo melódico, retrô e sem soar saudosista. Coisa de craque. O retorno comercial foi mediano.

Foi com o seu terceiro álbum, Damn The Torpedoes (1978), que Petty e seus parceiros estouraram no cenário do rock americano. A partir daí, a banda conseguiu não só se firmar nas paradas de sucesso como também adquirir um incrível prestígio entre os grandes nomes do rock. Após uma turnê ao lado de Bob Dylan, ele, o autor de Blowin’ In The Wind, George Harrison, Roy Orbison e Jeff Lynne criaram o supergrupo Travelling Wylburys. O quinteto se reuniu inicialmente apenas para gravar um lado B de single do ex-beatle, mas a coisa cresceu tanto que virou um verdadeiro evento.

Foram dois álbuns do mais puro rock and roll (Vol.1-1988 e Vol.3-1990), nos quais Petty se mostrou à altura dos colegas de time. Não estava lá por acaso. De quebra, ainda lançou em 1989 seu primeiro disco solo, Full Moon Fever, um de seus grandes êxitos em termos artísticos e comerciais. Curiosamente, Benmont Tench e Mike Campbell, parceiros de Heartbreakers, participaram do CD. Prova da parceria inseparável entre eles.

Nesses anos todos, Tom Petty se manteve na ativa, lançando discos relevantes e lapidando com categoria e bom gosto o seu estilo de fazer rock and roll. Nunca abdicou do total controle artístico. Ele entrou no Rock and Roll Hall Of Fame em 2002, e ganhou o cobiçado Billboard Century Award em 2005.

Em 2007, o cineasta Peter Bogdanovich lançou um documentário sobre Petty, Running Down a Dream. O rock and roll vigoroso, melódico, poético e intenso deste grande artista é um legado maravilhoso que ele nos deixou. Que saibamos valorizá-lo. E chega, não consigo escrever mais nada…É muita dor no meu peito!

You’re Gonna Get It- Tom Petty And The Heartbreakers:

Grant Hart, ex-Husker Du, faz a sua última e triste viagem

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Por Fabian Chacur

Grant Hart, baterista, vocalista e compositor da seminal banda americana Husker Du, nos deixou nesta quinta-feira (14), aos 56 anos. Ele lutava nos últimos meses contra um câncer no rim, que infelizmente não teve como ser curado. Diversos músicos lamentaram essa inestimável perda, entre eles Bob Mould, seu ex-colega de banda, que divulgou sua tristeza nas redes sociais, conforme ótima matéria da edição online do jornal Star Tribune, da cidade americana de Minneapolis (leia aqui).

Em uma dessas tristes coincidências, o único show de Hart em São Paulo completará quatro anos de sua realização nesta sexta-feira (15). Foi um evento incrível, no qual o artista americano mostrou seu enorme talento e encantou os inúmeros fãs presentes à Galeria Olido (leia a resenha deste show histórico aqui). E o ingresso foi gratuito!

Grantzberg Vernon Hart nasceu em 18 de março de 1961. Ele montou o Husker Du na cidade de Minneapolis, a mesma que deu ao mundo o genial Prince, em 1979. Junto com Bob Mould (guitarra e vocal) e Greg Norton (baixo), o baterista, cantor e compositor resolveu investir em um punk rock bastante agressivo, que ganhou o rótulo de hardcore. O primeiro single do grupo, com as faixas Statues e Amusement, saiu em 1981. O primeiro álbum, o ao vivo Land Speed Record (1982), é um registro básico, cru e hardcore até a medula.

Com o tempo, o Husker Du ampliou os seus horizontes e criou uma sonoridade que pode ser definida de forma geral como se fosse uma mistura do Black Flag com os Byrds. Álbuns como Zen Arcade (1984) e Flip Your Wig (1985) os tornaram bastante conhecidos no meio underground do rock americano, a ponto de atrair a atenção da gravadora Warner, que resolveu apostar nos rockers feiosos e gordinhos, mas muito talentosos.

Candy Apple Grey (1986), a estreia deles na Warner, é uma obra-prima, na qual essa fusão de folk-rock clássico com hardcore soa simplesmente perfeita. Hart e Mould eram os compositores do grupo e também se alternavam como vocalistas principais. Dois craques. Mas as canções de Hart, maravilhas como I Don’t Want To Know If You’re Lonely e Sorry Somehow, são as melhores, poderosos diamantes sônicos bem lapidados, sem perder a energia, nem a ternura, jamais.

Infelizmente, nem esse clássico, nem o seu ótimo sucessor, Warehouse: Songs And Stories (1987), conseguiram bons números de venda. Em 1987, ou seja, há exatos trinta anos, eles acabaram se separando, especialmente devido a brigas entre Hart e Mould, rivalidade que se manteve por muitos e muitos anos e impediu qualquer chance do retorno da banda. E aquela praga que frequentemente atinge pioneiros na música os pegou em cheio.

Logo após o seu fim, bandas como Pixies e, especialmente, Nirvana, beberam com categoria em sua fonte e conseguiram colher os frutos em termos comerciais e de popularidade que foram negados ao Husker Du. Após o fim da banda, Grant Hart iniciou uma carreira-solo com o excelente Intolerance (1989), que este que vos escreve tem autografado pelo autor.

Hart ainda criou a banda Nova Mob, que se manteve por algum tempo na ativa e lançou alguns discos, mas sem sucesso. Depois, retornou à carreira-solo. Seu último trabalho individual foi The Argument (2013). Naquele mesmo ano, foi feito o documentário Every Everyting- The Music, Life & Times Of Grant Hart, de Gorman Bechard (o mesmo de Color Me Obsessed-2011, sobre os Replacements, outra banda seminal de Minneapolis), dando uma geral em sua vida.

Bob Mould voltou a se aproximar do ex-colega de banda nessa fase final. Inclusive, anunciaram há uma semana o lançamento, previsto para novembro deste ano, de Savage Young Du, caixa com três CDs trazendo gravações inéditas da fase inicial do Husker Du. Em julho deste ano, em um de seus últimos shows (ou quem sabe o último), em Minneapolis, Hart teve a participação de integrantes do Soul Asylum, Babes In Toyland e Run Westy Run. Leia mais sobre ele aqui.

Em entrevista concedida em 2009 ao Star Tribune, o músico, que foi amigo de Patty Smith e Willian S. Burroughs, deu uma declaração que pode servir como um belo epitáfio: “Acho que o trabalho que eu produzi durante a minha vida irá mais do que reparar o mundo por alguma inconveniência que eu tenha causado”. Descanse em paz.

Candy Apple Grey- Husker Du (ouça em streaming):

Walter Becker, do Steely Dan, sai do cenário pop aos 67 anos

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Por Fabian Chacur

No dia 28/8, o grande Tony Babalu me mandou por e-mail uma música de um dos guitarristas que citou em sua lista de favoritos, o americano Walter Becker. Somebody’s Saturday Night simplesmente me fascinou, ainda mais por ser de um disco que eu desconhecia, Circus Power (2008), o único dele ou da banda que o tornou famoso, a Steely Dan, que eu não tenho. Na tarde deste domingo (3), sem ter entrado na internet, resolvi ver o DVD Classic Albums que conta a história do delicioso álbum Aja (1977). Só aí, no finalzinho da noite, é que conferi as notícias. E tomei essa paulada na fuça!

Na manhã deste domingo, foi anunciada a morte deste espetacular guitarrista, baixista, compositor, produtor e eventual vocalista, por razões não divulgadas. O cara tinha apenas 67 anos. Nem é preciso dizer que diversos músicos manifestaram o seu enorme pesar por essa grande perda, especialmente o seu parceiro de Steely Dan, o cantor, compositor, músico e produtor Donald Fagen, que promete preservar a obra do grupo e do amigo.

Walter Becker nasceu em Queens, Nova York, em 20 de fevereiro de 1950, e conheceu Donald Fagen no Bard College, quando ambos eram ainda adolescentes. A amizade logo virou parceria musical, e em 1969 eles foram morar juntos no Brooklin para iniciar uma carreira como compositores. Eles até tiveram um belo êxito, que foi ver sua canção I Mean To Shine gravada pela estrela Barbra Streisand em seu álbum Barbra Joan Streisand (1971), que atingiu o 11º posto na parada americana. Mas as coisas não foram muito além disso.

Convidados pelo produtor Gary Katz para integrar o elenco de compositores da gravadora ABC, eles gravaram muitas demos, como já haviam feito antes, mas ninguém topava gravar. Inteligente, Katz percebeu que o material era ótimo, mas muito sofisticado, e resolveu incentivá-los a gravar por conta própria. Nascia o Steely Dan, que estreou em 1972 com o álbum Can’t Buy a Thrill, trabalho no qual misturam rock, pop, música latina e jazz de forma brilhante.

Graças a hits como Do It Again e Reeling In The Years, o álbum levou o grupo para a estrada, mas desde o início ficou claro que Fagen e Becker não era fãs de turnês. Tanto que, em 5 de julho de 1974, quando faziam a turnê de seu terceiro álbum, Pretzel Logic, resolveram largar os palcos e se concentrar apenas na gravação de seus discos. Isso os tornou posteriormente um duo de fato e de direito.

Até o fim dos anos 1970, os amigos mergulharam em uma sonoridade mais sofisticada, com direito a soul, funk e jazz e moldada com o apoio dos melhores músicos de estúdio que o dinheiro podia contratar. Entre outros, gravaram com eles Michael McDonald (que depois iria para os Doobie Brothers e posteriormente viraria artista solo), Jeff Skunk Baxter (também foi para os Doobie Brothers), integrantes que criariam o Toto e muitos outros.

O perfeccionismo de Becker e Fagen chegou ao ponto de, no álbum Aja (1977), que alguns consideram sua obra prima, eles montarem uma banda para cada música. Embora sofisticado, seu som conseguiu ótimo resultado comercial, e pode ser considerado uma das principais influências para o som que dominou as FMs dos EUA e de boa parte do mundo nos anos 1980, música consistente e apelo popular suficiente para torna-la viável comercialmente.

Após passar por vários problemas pessoais, como a morte de uma namorada em seu apartamento em 1978 e ser atropelado por um taxi logo depois, além do consumo de drogas e a pressão pelo sucesso, Becker sentiu o baque. O Steely Dan lançou em 1980 o álbum Gaucho, e em junho de 1981, anunciou sua separação. Donald Fagen mergulhou na carreira solo, enquanto Becker foi morar com a família em Maui, Havaí, e desacelerou sua vida musical, produzindo alguns trabalhos para Ricky Lee Jones, China Crisis, Fra Lippo Liipi e Michel Franks.

A partir de 1986, os amigos voltaram a manter eventuais contatos. Em 1991, Becker participou de shows do projeto New York Rock And Soul Revue, liderado por Fagen e que se dedicava a reler clássicos da soul music. O entusiasmo dos dois foi tão grande que em 1993, 19 anos após seu último show, o Steely Dan voltava à tona para uma turnê que gerou em 1995 um ótimo álbum ao vivo, intitulado Alive In América.

Um pouco antes disso, Fagen lançou o disco solo Kamakiriad (1993), produzido por Becker, que por sua vez veio em 1994 com seu primeiro trabalho individual, 11 Tracks Of Whack, com produção do parceiro.

Em 2000, enfim os fãs puderam comemorar um novo álbum de material do grupo, Two Against Nature. E valeu a espera. Além de vender bem e atingir o sexto posto na parada americana, o CD ainda proporcionou a eles quatro troféus Grammy, incluindo o de álbum do ano. Everything Must Go (2003) veio a seguir, e seria o último trabalho de estúdio da banda, outro sucesso de vendas e de crítica.

Em 2008, Walter Becker lançou seu segundo álbum solo, o ótimo Circus Power, no qual tocou baixo e guitarra e também cantou. Na parceria, Fagen se incumbia mais dos vocais e dos teclados, enquanto Becker esbanjava categoria na guitarra e no baixo. Vale lembrar que o Steely Dan conseguiu conquistar desde fãs de rock até os do jazz, sendo uma daquelas bandas que os melhores músicos costumam citar frequentemente entre suas preferência.

Só pra variar, eu conheci o Steely Dan graças ao meu saudoso irmãos mais velho, Victor, que em 1972 comprou o compacto com Do It Again de um lado e Fire In The Hole do outro. A levada meio latina e bem hipnótica da primeira me cativou rapidamente, e até hoje é uma de minhas músicas favoritas deles. Duro saber que não teremos novos discos nem da banda, nem de Becker. Que jeito besta de começar setembro!

Somebody’s Saturday Night– Walter Becker:

David Crosby, ou a inquietude de um grande gênio do rock

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Por Fabian Chacur

David Crosby equivale a um grande mistério. Aos 76 anos, completados no dia 14 de agosto, este cantor, compositor e músico americano se mostra mais atuante do que nunca. Menos de um ano após lançar o incrível Lighthouse, ele se prepara para nos oferecer outro lançamento, previsto para sair no exterior no dia 29 de setembro. O título é Sky Trails, que já tem uma faixa circulando na rede, a envolvente She’s Got To Be Somewhere.

Ao contrário do essencialmente acústico trabalho anterior, sobre o qual falaremos mais no decorrer desta matéria, Sky Trails é um álbum de banda, no qual Crosby tem a seu lado, entre outros músicos, os ex-parceiros de CPR, o filho James Raymond (teclados) e Jeff Pevar (guitarra). A sonoridade traz influências de jazz fusion, soul e rock. A faixa Before Tomorrow Falls On Love é uma parceria do roqueiro com Michael McDonald, ex-Doobie Brothers.

Quatro músicas são parceria de Crosby e Raymond, filho temporão que o roqueiro deu para adoção no inicio dos anos 1960 e só redescobriu nos anos 1990. Uma única faixa não é autoral. Trata-se de Amelia, de Joni Mitchell, cuja versão original foi registrada pela estrela canadense em 1976 no álbum Hejira. A expectativa em torno deste álbum é grande.

A carreira de David Van Cortland Crosby equivale a uma inacreditável viagem, repleta de surpresas. Ele passou seus anos de formação nos Byrds, banda na qual ele era um coadjuvante de luxo para o líder Roger McGuinn (vocal, composições e guitarra) e também para Gene Clark (vocal). Com o tempo, percebeu que não conseguiria ter no grupo o espaço suficiente para dar vasão a seu talento, e no processo acabou sendo expulso do time, no final de 1967.

A partir daí, ele abriu as portas da sua carreira para novas experiências. Conheceu Stephen Stills (ex-Buffalo Springfield) e Graham Nash (ex-The Hollies) e criou o Crosby, Stills & Nash, grupo seminal para a história do rock no qual as individualidades eram respeitadas, e que volta e meia virava Crosby, Stills, Nash & Young com a eventual participação de Neil Young (também ex-Buffalo Springfield).

Paralelamente ao CSN/CNSY e a trabalhos em dupla com Graham Nash, Crosby também desenvolveu uma carreira solo que iniciou de forma brilhante, com If I Could Only Remember My Name (1971). Teríamos de esperar 18 longos anos para poder ouvir um segundo trabalho solo do artista, com o irônico título Oh Yes I Can (1989). “Se eu ao menos pudesse me lembrar do meu nome”, dizia o título da estreia solo. “Oh, sim, eu posso”, afirma sem sombra de dúvidas o segundo.

Nos anos 1990, foram três trabalhos solo, um de estúdio com composições alheias e duas de sua autoria, o belíssimo Thousand Roads (1991) e dois ao vivo, It’s All Coming Back To Me Now (1994) e King Biscuit Flower Hour (1996). Aí, surge o trio CPR com Raymond e Jeff Pevar, que lançou quatro álbuns (dois de estúdio e dois ao vivo) entre 1998 e 2001) com uma bela mistura de rock, jazz, folk e country.

Filho do premiado cineasta Floyd Crosby (1899-1985), David Crosby tem como marcas um forte lado intelectual, além de ouvinte atento de jazz, preferência audível nos acordes de violão que usa em suas composições. De temperamento difícil e rebelde, ele teve de superar problemas como prisão por consumo de drogas na metade dos anos 1980, um transplante de fígado nos anos 1990 e um problema cardíaco em 2014, percalços que venceu tal qual um highlander do rock.

Em 2014, após alguns anos se dedicando a trabalhos com o Crosby, Stills & Nash, Crosby volta à carreira solo com o excelente Croz (leia a resenha de Mondo Pop aqui). E não parou mais de fazer shows e gravar, afora aquele susto cardíaco que felizmente foi só um sustão.

Lighthouse- a resenha

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Em outubro de 2016, chegou ao mercado internacional Lighthouse, que, assim como Croz, permanece inédito no Brasil. O álbum traz como marca a parceria de Crosby com o multi-instrumentista Michael League, líder do grupo (na verdade, uma espécie de coletivo) de jazz fusion Snarky Puppy, que está na estrada desde 2004 e já faturou três troféus Grammy com seus mais de 10 CDs lançados até o momento.

League é o braço direito de Crosby no álbum, atuando como coprodutor (ao lado de Fab Dupont), vocalista de apoio e também tocando vários instrumentos, além de ser o coautor de cinco das nove faixas do CD. Aliás, na maior parte das faixas são só os dois em cena, sendo que os tecladistas Cory Henry e Bill Laurance (também do Snarky Puppy) marcam presença em duas cada.

Com base fundamentalmente acústica, Crosby e League nos oferecem acordes belíssimos e sutilezas que vão sendo descobertas a cada audição do álbum. Curiosidade: não temos nem bateria, nem percussão. Em um making of do trabalho, o roqueiro afirma que os únicos som mais percussivos saíram dele batendo com sua aliança no violão.

O clima das canções varia da balada Things We Do For Love à jazzy-bossa Look In Their Eyes, passando pelo clima hipnótico e quase dark de Somebody Other Than You e a sacudida The City. A voz do astro roqueiro se mostra mais afinada e afiada do que nunca, cativando no modo solo e também nas vocalizações, uma de suas marcas registradas.

A canção que encerra o álbum, By The Light Of Common Day, é parceria de Crosby com outra integrante da família Snarky Puppy, a incrivelmente talentosa Becca Stevens. Com mais de seis minutos de duração que passam a jato, essa música equivale a um verdadeiro farol (tradução do título do álbum) perante os mares revoltos e não tão animadores do mundo atual. As vozes dos dois se encaixam feito luva, e o violão de Michael League evoca as belas sonoridades do saudoso Michael Hedges, que não por acaso também foi parceiro de Mr. Crosby.

Aliás, uma das explicações pelas quais é possível entender porque um músico de 76 anos de idade que passou por tantas coisas na vida consegue se manter tão relevante é a sua eterna abertura ao novo. Ele sabe se renovar, trocando figurinhas com músicos das novas gerações e nunca se rendendo aos caminhos mais fáceis em termos musicais e de carreira. Dessa forma, cada novo show e cada novo álbum de David Crosby merecem toda a nossa atenção, pois as perspectivas são sempre as melhores. O passado é de glórias, o presente, belíssimo, e o futuro nos trará ainda mais, se Deus quiser. Parabéns, mestre!

By The Light Of Common Day– David Crosby:

Lindsey Buckingham faz dupla perfeita com Christine McVie

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Por Fabian Chacur

Em 1975, o grupo britânico Fleetwood Mac ganharia um fôlego redobrado com a entrada de dois americanos no time. A partir dali, o quinteto conquistou as paradas de sucesso de todo o mundo, vivenciou histórias incríveis e encarou separações e retornos surpreendentes. Agora, chega a vez de dois de seus integrantes lançarem um álbum em dupla pela primeira vez. Lindsey Buckingham Christine McVie é, desde já, um dos grandes lançamentos de 2017.

A semente deste álbum teve início em 2014, quando a cantora, compositora e tecladista britânica Christine McVie voltou ao Fleetwood Mac após mais de uma década longe do grupo que a consagrou. Naquela época, ela, o cantor, compositor e guitarrista americano Lindsey Buckingham, o baixista britânico John McVie (ex-marido de Christine) e o baterista Mick Fleetwood resolveram fazer gravações de material inédito para um possível álbum de retorno.

O problema foi que a quinta integrante do time, a cantora e compositora americana Stevie Nicks (ex-mulher de Lindsey) resolveu fazer uma turnê solo, o que adiou por meses a continuidade dos trabalhos. Quando ficou claro que Stevie participaria dos shows, mas não de um disco novo (pelo menos, não no prazo que os colegas desejavam), Christine e Buckingham resolveram realizar um sonho antigo e lançar um disco em dupla, algo que ele e Nicks fizeram em 1973, quando ainda eram ilustres desconhecidos, um LP raríssimo e inédito no formato CD.

Vale lembrar que, no FM, eles já haviam feito quatro músicas em parceria, além de dividido os vocais na célebre Don’t Stop, de autoria de McVie. Para seu primeiro trabalho em dupla, selecionaram três composições em parceria, duas só de Christine e cinco só de Lindsey. Também participam do CD como músicos John McVie (baixo), Mick Fleetwood (bateria) e Mitchell Froom (teclados, ex-marido de Suzanne Vega, aquela do hit Luka).

São dez faixas muito boas. O início é com o rockão Sleeping Around The Corner, com refrão matador e tempero percussivo. Feel About You é um pop rock típico de Christine, embora assinado pelos dois, e possui um refrão envolvente, o que explica ter sido escolhida como o primeiro single a ser divulgado pela gravadora.

In My World é um daqueles ótimos rocks em tom menor de Lindsey, e agrada. Red Sun tem uma levada pop-rock bem balançada, e é assinada pela dupla. Os fãs do lado violonista de Lindsey irão vibrar com Love Is Here To Stay, que tem andamento de valsa e na qual ele faz um acompanhamento envolvente com o instrumento, com direito a belo refrão no qual as vozes dos dois se encaixam feito luva.

Too Far Gone, outra parceria, é um rockão potente com tempero percussivo típico de Mick Fleetwood. Lay Down For Free é um pop rock bem bacana do guitarrista, enquanto Game Of Pretend traz o DNA das baladas da cantora, com piano proeminente. On With The Show é outro momento rocker do músico, enquanto Carnival Begin é uma inspirada balada rock de Christine com um solo arrasador de Buckingham.

Como Lindsey Buckingham é creditado como tocando guitarra, teclados, baixo, bateria, percussão e vocal, dá para deduzir que algumas das faixas tenham ele como um quase “one man band”, com os acréscimos fornecidos por Christine e Mitchell Froom.

Não há créditos individualizados para quem toca o quê em cada faixa, mas parece evidente que John McVie e Mick Fleetwood não participaram de todas as sessões, sendo que algumas delas foram feitas no estúdio caseiro de Buckingham, o que reforça essa suspeita.

Uma das coisas mais difíceis no rock é fazer canções que ao mesmo tempo sejam peças artísticas e tenham forte apelo comercial, e essa sempre foi uma marca do Fleetwood Mac em sua formação clássica pós-1975. Lindsey Buckingham-Christine McVie mantém esse alto padrão de qualidade, e equivale a outro grande momento da carreira deles.

Os dois, por sinal, farão shows como dupla paralelos aos do FM, com músicos de apoio. O álbum atingiu o 17º posto na parada ianque. Eles bem que poderiam tocar por aqui, heim? Fica o sonho no ar…

Too Far Gone– Lindsey Buckingham- Christine McVie:

Megadeth confirma shows no Brasil em outubro/novembro

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs de thrash metal. O Megadeth, uma das bandas mais importantes dessa vertente do heavy metal, confirmou duas apresentações no Brasil em breve. Os shows serão no dia 31 de outubro às 22h em São Paulo no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº795- Barra Funda- fone 0xx11-3864-5566), com ingressos de R$ 100,00 a R$ 400,00, e no dia 1º de novembro, ás 22h, no Rio de Janeiro, no Vivo Rio (avenida Infante Don Henrique, nº 85- Parque do Flamengo- fone 0xx21-2272-2901), com ingressos de R$ 90,00 a R$ 360,00. Mais informações aqui.

Ele vivem grande fase graças a Dystopia (2016), 15º disco de estúdio da banda americana que atingiu o terceiro lugar na parada ianque e que marcou a entrada no time do guitarrista brasileiro Kiko Loureiro, conhecido por seu trabalho com o Angra. O álbum valeu ao grupo um troféu Grammy na categoria Melhor Performance de Metal, e tem se mostrado um dos mais bem-sucedidos da carreira do grupo.

Loureiro entrou com moral em cena, tanto que ele assina três das onze faixas do trabalho, escritas em parceria com o cantor, compositor e guitarrista Dave Mustaine, que ao lado de Dave Ellefson (baixo) criou a banda em 1983. Além dos dois e do brasileiro, que entrou em cena em 2015, completa a escalação atual do grupo o baterista belga Dirk Verbeuren, o que dá uma faceta global à esta line up.

Desde o lançamento de seu primeiro álbum, Killing Is Business…And Business Is Good (1985), o quarteto criado por Mustaine após ser demitido da função de guitarrista solo do Metallica teve várias mudanças de formação, mas sempre manteve um fã-clube enorme. Eles já vieram várias vezes ao Brasil, sendo a primeira no Rock in Rio 1991. Seu álbum mais popular de todos os tempos é Countdown To Extintion (1992), que traz o hit Symphony Of Destruction.

Poisonous Shadows– Megadeth:

10.000 Maniacs faz shows em São Paulo, Rio e Porto Alegre

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Por Fabian Chacur

Após um bom período fora dos holofotes, a banda americana 10.000 Maniacs, que fez bastante sucesso nos anos 1980 e 1990, surge novamente em cena com um álbum ao vivo, Playing Favorites, lançado no exterior em junho de 2016. O sexteto volta ao Brasil para shows em São Paulo (quinta-1º/6), Rio de Janeiro (sexta-feira-2/6) e Porto Alegre (sábado-3/6).

Criada em 1981 na cidade de Jamestown, no estado de Nova York, o grupo lançou seu primeiro álbum, The Secrets Of The I Ching, em 1983. O sucesso começou a aparecer com o terceiro álbum, In My Tribe (1987), que emplacou hits como What’s The Matter Here e Hey Jack Kerouak, seguido por Blind Man’s Zoo (1989). Sua mistura de folk, pop e rock cativou o público dito alternativo.

Os trabalhos Our Time In Eden (1992) e MTV Unplugged (1993), especialmente este último, pareciam indicar o estrelato para a banda, mas logo a seguir a cantora Natalie Merchant resolveu sair fora rumo a uma bem-sucedida carreira-solo, e isso deu uma certa complicada na rota do grupo, que inicialmente ficou meio perdido.

A solução veio com o retorno do guitarrista e vocalista John Lombardo, ele que havia integrado o grupo de 1981 a 1986, e da cantora Mary Ramsey, que atuou em dupla com Lombardo e também fez parte da banda de apoio dos Maniacs entre 1991 e 1993. A nova escalação rendeu dois ótimos álbuns, Love Among The Ruins (1997) e The Earth Pressed Flat (1999), e foi nessa época que o grupo se apresentou ao vivo por aqui, com direito a show no extinto Palace, em São Paulo.

A morte do guitarrista Robert Buck em 2000, aos 42 anos, deu outra boa balançada no grupo, que a partir daí passou por várias entradas e saídas de integrantes, fazendo alguns shows mas sem a mesma repercussão dos bons tempos. As coisas melhoraram a partir do lançamento de Music From The Motion Picture (2013), seguido por Twice Told Tales (2015), este último marcando um novo retorno de Lombardo ao time.

Playing Favorites foi gravado ao vivo precisamente na cidade natal da banda, e marcou outro retorno bacana, o da cantora Mary Ramsey. Além dela e de Lombardo, o time inclui hoje o guitarrista Jeff Erickson, que era o roadie de Buck e se tornou seu substituto, e três membros da formação clássica da banda, Jerome Augustyniak (bateria), Dennis Drew (teclados e vocais) e Steve Gustafson (baixo).

O novo álbum, ainda inédito no Brasil (assim como os outros a partir de 2000), traz 14 releituras dos grandes hits do grupo, como as músicas já citadas neste post e também Trouble Me, Candy Everybody Wants, More Than This (belo cover do Roxy Music e maior sucesso da fase com Mary Ramsey no vocal principal) e Rainy Day.

Serviço dos shows dos 10.000 Maniacs no Brasil:

São Paulo- 1º/6 (quinta-feira)- 22h- Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- fone 0xx11-3868-5860), com ingressos custando de R$ 80,00 a R$ 380,00.
Rio de Janeiro- 2/6 (sexta-feira)- 22h- Vivo Rio (avenida Infante Dom Henrique, nº 85- Parque do Flamengo- fone 0xx21-3531-1227), com ingressos custando de R$ 95,00 a R$ 320,00.
Porto Alegre- 3/6 (sábado)- 21h- Auditório Araújo Vianna (avenida Osvaldo Aranha, nº 685- Porto Alegre- call center 4003-1212), com ingressos custando de R$ 110,00 a R$ 380,00.

More Than This– 10.000 Maniacs:

O roqueiro Gregg Allman nos deixa aos 69 anos de idade

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Por Fabian Chacur

Nos últimos tempos, o rock sai de um luto para o outro como que por um passe de sombria mágica. Neste sábado (27), quem nos deixou foi o cantor, compositor, tecladista e guitarrista americano Gregg Allman. Ele tinha 69 anos e ficou conhecido como líder da Allman Brother Band, além de ter desenvolvido uma carreira-solo e também outra banda, a Gregg Allman Band. Ele precisou fazer um transplante de fígado em 2010, e foi diagnosticado com Hepatite C em 1999.

Gregory Lenoir Allman nasceu em Nashville em 8 de dezembro de 1947. Ele iniciou a carreira ao lado do irmão, o guitarrista Duane Allman (1946-1971), e juntos montaram duas bandas a Allman Joys e a Hour Glass. Esta última lançou dois álbuns, Hour Glass (1967) e Power Of Love (1968). Em 1969, mudaram-se para Macon, Georgia, e por lá criaram a The Allman Brothers Band, que lançou seu 1º LP em 1970.

A coisa pegou no breu para a banda com seu terceiro álbum, o ao vivo At Fillmore East (1971), considerado um dos melhores trabalhos do gênero, e que atingiu o 13º lugar na parada americana. Paralelamente à banda, Duane se tornou um concorrido músico de estúdio, e também integrou a banda de Eric Clapton (intitulada Derek & The Dominoes) no aclamado Layla & Other Assorted Love Songs (1970).

Aí, a tragédia entrou em cena na vida de Gregg. O irmão morreu em um acidente de moto durante as gravações do álbum Eat a Peach (1972), que levou o grupo ao 3º lugar nos EUA, o último com Duane e que firmou o som mesclando rock, blues, country e folk que recebeu o rótulo de Southern rock. Pouco depois, foi a vez do baixista Berry Oakley (1948-1972), às vésperas do lançamento de um outro novo trabalho.

Este LP, Brothers And Sisters (1973), com duas faixas com Oakley (entre elas Ramblin Man), marcou o auge da banda, atingindo o 1º lugar na parada americana, com destaque para o vocal de Gregg. Win, Lose Or Drawn (1975) equivaleu ao fim desse período áureo, atingindo o 5º lugar nos EUA. Pouco depois, rolou a primeira separação da banda, que voltaria em 1979, sairia de cena entre 1981 e 1990 e depois retornaria, lançando seu último CD de estúdio em 2003, Hittin’ The Note.

Além do trabalho com a Allman Brothers Band, que mesmo sem novos trabalhos de estúdio continuou a fazer shows (o último se realizou em 28 de outubro de 2014), Gregg também criou uma banda própria, a Gregg Allman Band, que gravou alguns álbuns, e lançou diversos trabalhos solo, sendo o mais bem-sucedido e elogiado Laid Back (1973), que teve como pico a 13ª colocação na parada ianque.

Gregg Allman casou diversas vezes, sendo o mais famoso o mantido com a estrela da música e do cinema Cher. Juntos, tiveram um filho, o músico Elijah Blue Allman, e gravaram um disco em dupla, creditado a “Allman And Woman” e intitulado Two The Hard Way (1977).

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Este LP vendeu pouco e nunca foi relançado, sendo hoje uma raridade cuja capa escandalosa é mais lembrada do que seu conteúdo musical. Curiosidade: Ramblin Man, dos Allman Brothers, atingiu o segundo lugar na parada americana em 1973, atrás de Half Breed, de…Cher!!!

Um CD inédito do roqueiro americano, intitulado Souther Blood, está previsto para chegar ao mercado ainda este ano. Será seu 7º trabalho solo. O anterior, Low Country Blues (2011), rendeu a ele sua melhor performance sem a banda que o tornou famoso, atingindo o posto de nº 5 e vendendo muito bem. Em 2016, o ao vivo dos Allman Brothers Live From The A&R Studios, com gravações feitas pela banda em 1971, chegou ao número 34 nos EUA.

obs.: no dia 24 de janeiro de 2017, também se foi outro integrante da formação clássica da The Allman Brothers Band, o baterista Butch Trucks, que teria feito 70 anos de idade no último dia 11 de maio.

Ramblin Man– Allman Brothers Band:

Todd Rundgren lançará novo álbum com vários convidados

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Por Fabian Chacur

Todd Rundgren, um dos nomes com melhor currículo no cenário do rock mundial, lança um novo álbum em breve. Será no dia 12 de maio, com o título White Knight e nos formatos CD (com 15 faixas), LP de vinil (com 11 faixas) e digital (15 faixas). A gravadora será a Cleópatra Records, e infelizmente não há previsão de lançamento no Brasil. O bacana é que vários convidados ilustres marcarão presença.

Entre outros, teremos no novo álbum do cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista americano astros do porte de Daryl Hall (Chance For Us), Donald Fagen, do Steely Dan (Tin Foil Hat), Joe Satriani (Not a Drill), Joe Walsh (Sleep), Trent Reznor e Aticus Ros, do Nine Inch Nails (Deaf Ears), Bettye LaVette (em Naked & Afraid), a cantora Robyn (em That Could Be Me) e Rebop Rundgren, filho de Todd (em Wouldn’t You Like To Know). Ufa! Um elenco de primeira linha.

Vale lembrar que há menos de um ano, precisamente em 12 de agosto de 2016, Rundgren lançou o DVD/Blu-ray/CD (também inédito no Brasil) An Evening With Todd Rundgren Live At Ridgefield, gravado ao vivo em 15 de dezembro de 2015 em Ridgefield, Connecticut (EUA). O trabalho dá uma bela geral na obra do artista, com faixas da carreira-solo e de suas ex-bandas, a Nazz e a Utopia. No repertório, Hello It’s Me, I Saw The Light, Bang The Drum All Day e Love in Action, com 25 faixas nos formatos de vídeo e 18 no CD.

Nascido nos EUA em 22 de junho de 1948, Todd Rundgren tornou-se conhecido inicialmente como integrante da banda Nazz. Em 1970, iniciou a carreira-solo, que rendeu álbuns clássicos como Something/Anything? (1972) e hits como I Saw The Light, além de desenvolver carreira paralela com o grupo Utopia.

Ele produziu discos para artistas como Daryl Hall & John Oates, Grand Funk Railroad, Badfinger, XTC, Meat Loaf e New York Dolls, e participou de três turnês da All Starr Band, de Ringo Starr, com a qual esteve no Brasil em duas ocasiões (leia a resenha de um desses shows aqui).

Black And White (live)- Todd Rundgren:

The Maine lança novo single e prepara nova turnê brasileira

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Por Fabian Chacur

A banda americana The Maine acaba de divulgar um novo single. Trata-se de Black Butterflies & Déja Vu, apresentada no Youtube com um lyric vídeo. Este é a segunda música divulgada de seu próximo álbum, Lovely Little Lonely, que está previsto para sair no dia 7 de abril. Antes, a música Bad Behavior havia sido disponibilizada deste seu sexto CD de estúdio. E eles já tem novos shows marcados para o Brasil.

Com seu clima envolvente e pop, o single é definido assim pelo vocalista e tecladista John O’Callagham: “Esta música é para os momentos, lugares ou pessoas que de alguma forma transformam a sua língua em pedra. Aqueles momentos em que as palavras realmente não possuem o poder de expressar adequadamente uma situação. Para mim, foi escrita em um momento em que o mundo ficou claro para mim por apenas um instante… Quando os problemas se dissipavam e eu não conseguia me expressar usando as 26 letras que conheço.”

Na ativa desde 2007 e oriundo da cidade de Temple, no Arizona (EUA), o The Maine traz, além de O’Callagham, os integrantes Jared Monaco (guitarra-solo), Garret Nickelsen (baixo), Patrick Kirch (bateria) e Kennedy Brock (guitarra-base). Atualmente, eles lançam seus trabalhos por um selo próprio, 8123, além de manter um festival com o mesmo nome. Seu trabalho de maior repercussão foi Black & White (2010), que atingiu o nº 16 na parada americana.

Com público cativo no Brasil, eles já estiveram por aqui, incluindo uma passagem em 2012 que rendeu um DVD gravado ao vivo em São Paulo em julho daquele ano e intitulado Anthem For a Dying Breed (2013). Confira abaixo o calendário de sua nova turnê brasileira:

15/07 – Tropical Butantã – São Paulo
16/07 – Bar da Montanha – Limeira
18/07 – Teatro CIEE – Porto Alegre
19/07 – Local a confirmar – Curitiba
21/07 – Arena Futebol Clube – Brasília
22/07 – Teatro Bradesco – Belo Horizonte
23/07 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Black Butterfiles & Déja Vu– The Maine:

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