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Todd Rundgren lançará novo álbum com vários convidados

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Por Fabian Chacur

Todd Rundgren, um dos nomes com melhor currículo no cenário do rock mundial, lança um novo álbum em breve. Será no dia 12 de maio, com o título White Knight e nos formatos CD (com 15 faixas), LP de vinil (com 11 faixas) e digital (15 faixas). A gravadora será a Cleópatra Records, e infelizmente não há previsão de lançamento no Brasil. O bacana é que vários convidados ilustres marcarão presença.

Entre outros, teremos no novo álbum do cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista americano astros do porte de Daryl Hall (Chance For Us), Donald Fagen, do Steely Dan (Tin Foil Hat), Joe Satriani (Not a Drill), Joe Walsh (Sleep), Trent Reznor e Aticus Ros, do Nine Inch Nails (Deaf Ears), Bettye LaVette (em Naked & Afraid), a cantora Robyn (em That Could Be Me) e Rebop Rundgren, filho de Todd (em Wouldn’t You Like To Know). Ufa! Um elenco de primeira linha.

Vale lembrar que há menos de um ano, precisamente em 12 de agosto de 2016, Rundgren lançou o DVD/Blu-ray/CD (também inédito no Brasil) An Evening With Todd Rundgren Live At Ridgefield, gravado ao vivo em 15 de dezembro de 2015 em Ridgefield, Connecticut (EUA). O trabalho dá uma bela geral na obra do artista, com faixas da carreira-solo e de suas ex-bandas, a Nazz e a Utopia. No repertório, Hello It’s Me, I Saw The Light, Bang The Drum All Day e Love in Action, com 25 faixas nos formatos de vídeo e 18 no CD.

Nascido nos EUA em 22 de junho de 1948, Todd Rundgren tornou-se conhecido inicialmente como integrante da banda Nazz. Em 1970, iniciou a carreira-solo, que rendeu álbuns clássicos como Something/Anything? (1972) e hits como I Saw The Light, além de desenvolver carreira paralela com o grupo Utopia.

Ele produziu discos para artistas como Daryl Hall & John Oates, Grand Funk Railroad, Badfinger, XTC, Meat Loaf e New York Dolls, e participou de três turnês da All Starr Band, de Ringo Starr, com a qual esteve no Brasil em duas ocasiões (leia a resenha de um desses shows aqui).

Black And White (live)- Todd Rundgren:

The Maine lança novo single e prepara nova turnê brasileira

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Por Fabian Chacur

A banda americana The Maine acaba de divulgar um novo single. Trata-se de Black Butterflies & Déja Vu, apresentada no Youtube com um lyric vídeo. Este é a segunda música divulgada de seu próximo álbum, Lovely Little Lonely, que está previsto para sair no dia 7 de abril. Antes, a música Bad Behavior havia sido disponibilizada deste seu sexto CD de estúdio. E eles já tem novos shows marcados para o Brasil.

Com seu clima envolvente e pop, o single é definido assim pelo vocalista e tecladista John O’Callagham: “Esta música é para os momentos, lugares ou pessoas que de alguma forma transformam a sua língua em pedra. Aqueles momentos em que as palavras realmente não possuem o poder de expressar adequadamente uma situação. Para mim, foi escrita em um momento em que o mundo ficou claro para mim por apenas um instante… Quando os problemas se dissipavam e eu não conseguia me expressar usando as 26 letras que conheço.”

Na ativa desde 2007 e oriundo da cidade de Temple, no Arizona (EUA), o The Maine traz, além de O’Callagham, os integrantes Jared Monaco (guitarra-solo), Garret Nickelsen (baixo), Patrick Kirch (bateria) e Kennedy Brock (guitarra-base). Atualmente, eles lançam seus trabalhos por um selo próprio, 8123, além de manter um festival com o mesmo nome. Seu trabalho de maior repercussão foi Black & White (2010), que atingiu o nº 16 na parada americana.

Com público cativo no Brasil, eles já estiveram por aqui, incluindo uma passagem em 2012 que rendeu um DVD gravado ao vivo em São Paulo em julho daquele ano e intitulado Anthem For a Dying Breed (2013). Confira abaixo o calendário de sua nova turnê brasileira:

15/07 – Tropical Butantã – São Paulo
16/07 – Bar da Montanha – Limeira
18/07 – Teatro CIEE – Porto Alegre
19/07 – Local a confirmar – Curitiba
21/07 – Arena Futebol Clube – Brasília
22/07 – Teatro Bradesco – Belo Horizonte
23/07 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Black Butterfiles & Déja Vu– The Maine:

Rumours, aquele limão azedo que virou a limonada perfeita

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Por Fabian Chacur

Diz um daqueles ditados antigos que se a vida te dá um limão, o melhor é tentar transformá-lo em uma limonada. Pois foi exatamente isso o que a banda anglo-americana Fleetwood Mac nos proporcionou em 1977. O quinteto transformou uma série de relacionamentos afetivos esfacelados, alto consumo de drogas e a enorme pressão para tentar repetir o sucesso de seu álbum anterior, Fleetwood Mac (1975), em um trabalho clássico, campeão de vendas e de qualidade artística, Rumours.

Para ficar mais claro o contexto em torno do qual Rumours foi gerado, vale um pequeno recuo no tempo. Criado em 1967 na Inglaterra por Mick Fleetwood (bateria) e John McVie (baixo), o Fleetwood Mac surgiu como um combo de blues rock, dos melhores, por sinal. Com o tempo, foi trocando de integrantes e passou por uma fase de transição, incorporando elementos de folk, country e pop ao seu som. Esse período levou o duo fundador e também a mulher de John, a cantora, compositora e tecladista Christine Perfect McVie (que havia entrado na banda em 1970), a se mudar para os EUA.

Lá, iniciaram uma fase positiva, especialmente com a entrada do cantor, compositor e guitarrista Bob Welch. No entanto, não muito tempo após lançarem o álbum ironicamente intitulado Heroes Are Hard To Find (1974), que obteve o seu melhor desempenho na parada americana até então, a posição de nº 34, a péssima notícia. Welch resolveu sair fora do FM, rumo a uma carreira-solo, ele que dividia com Christine o posto de vocalista e compositor principal do grupo.

E aí, como sair dessa enrascada? A solução veio por acaso. Mick Fleetwood procurava um estúdio para gravar o próximo álbum do FM quando o engenheiro de som Keith Olsen mostrou a ele faixas do álbum que havia gravado no estúdio Sound City em 1973 com uma dupla então obscura formada por Lindsey Buckingham (guitarra, vocal e composições) e Stevie Nicks (vocal e composições). O baterista amou o que ouviu, especialmente as passagens de guitarra.

Dias depois, quando a saída de Bob Welch se materializou, Fleetwood ligou para Buckingham e o convidou a ser o novo guitarrista da banda. Ele disse que só aceitaria se pudesse levar com ele para a banda a namorada. A condição foi aceita, e nascia a formação clássica dessa incrível banda, agora anglo-americana. E a estreia do time não poderia ter sido melhor, com um álbum autointitulado que vendeu dez vezes mais do que a média de seus trabalhos anteriores.

Melhor: atingiu, em setembro de 1976, o primeiro posto na parada americana, onde ficou por uma semana. A turnê que estavam fazendo, com shows sempre vibrantes, certamente ajudou na realização dessa façanha. Só que, a essa altura, os problemas começaram a surgir em pencas para a banda. Logo de cara, a pressão do sucesso e da estrada os levou a aumentar em muito o consumo de drogas, tornando-os bastante dependentes desse tipo de aditivo para trabalhar.

De quebra, Christine se encheu das eventuais grosserias do marido e resolveu dar a ele o cartão vermelho, passando a namorar o iluminador dos shows do grupo. Por sua vez, Lindsey e Stevie, que se conheciam desde adolescentes, também começaram a brigar muito, e perceberam que o casamento deles também deveria acabar. Como desgraça pouca é bobagem, Mick Fleetwood viu seu melhor amigo na época levar sua esposa, Jenny Boyd (irmã de Patty, mulher de George Harrison e depois de Eric Clapton, inspiração da música Layla).

O que esperar de um roteiro tenebroso como esse, piorado ainda mais em função da pressão da gravadora Warner por um novo álbum que conseguisse ir além do trabalho de estreia dessa nova escalação do FM? A separação do quinteto, ou ao menos a saída de alguns de seus integrantes, seria o rumo mais lógico. Mas não foi isso o que aconteceu.

Do jeito que dava, eles procuraram deixar as desavenças afetivas de lado e centrar fogo na criação artística. E, surpreendendo a muitos, puseram nas letras das músicas do novo álbum o enredo daquela confusão toda. Não é de se estranhar, portanto, que por sugestão de John McVie o álbum tenha sido intitulado Rumours (boatos, fofocas, em tradução livre). Eram acusações, desabafos, lamentos, sonhos, planos e esperanças para tudo quanto é lado.

O mais legal é que esse bafafá todo gerou canções de rock simplesmente perfeitas, repletas de boas melodias, vocalizações impecáveis, arranjos instrumentais precisos e uma perfeição presente apenas no melhor pop. Nunca o termo agridoce se aplicou de forma tão perfeita a um produto artístico como aqui. Era a dor exposta de forma delicada, vibrante e positiva, como se isso fosse possível. Bem, para este quinteto, foi, sim.

A colaboração entre Stevie e Lindsey, o ex-casal mais briguento do time, chega a ser inacreditável, pois fica difícil acreditar que dois caras que praticamente se odiavam naquele momento pudessem, juntos, gravar músicas de forma tão entrosada e artisticamente impecável. Ouça, por exemplo, Go Your Own Way, I Don’t Want To Know, Dreams e Second Hand News com esse background em sua mente. Definitivamente não dá para acreditar. Mas é real!

Enquanto isso, Christine escrevia e interpretava You Make Loving Fun em homenagem ao novo namorado, contando com uma performance maravilhosa de baixo do seu ex, que a infernizava fora das gravações. Além disso, ela ainda compôs a belíssima balada Oh Daddy inspirada no sofrimento de Mick Fleetwood, que ficou afastado durante um bom tempo de suas duas filhas por causa do litígio com Jenny Boyd. Vale lembrar que, nesse período, as duas garotas do FM passaram a morar em apartamentos vizinhos, tomando conta uma da outra.

O vício de cocaína é o mote de Gold Dust Woman, de Stevie, enquanto Never Going Back Again, tocada por Lindsey acompanhado por violão com maestria, registra uma espécie de certeza de que os bons tempos de seu relacionamento com a colega de banda nunca mais voltariam. Ela reclamou do tom mais ácido dele em relação à separação, mas ele garante que nunca disse que “queria sua liberdade”, como Nicks postou na letra de Dreams. Eita! Ah, e a musa pop teve um caso com Mick Fleetwood durante as gravações. Ok, ok!

A vibrante e positiva Don’t Stop, de Christine e na qual ela divide os vocais com Lindsey, é outro ponto alto do álbum, que por sinal só tem pontos altos. Songbird traz Miss McVie sozinha, voz e piano, em uma performance de fazer chorar até um freezer. E em The Chain, temos uma composição coletiva assinada pelos cinco, que fala exatamente sobre essa “corrente” que todos haviam prometido nunca quebrar.

Bem, em termos profissionais, eles de fato não quebraram, pois o Fleetwood Mac prosseguiria décadas afora, com alguns hiatos, mas sempre voltando com força. Rumours ficou incríveis 31 semanas não consecutivas no topo da parada ianque, gerou quatro singles que atingiram o top 10 (incluindo um número 1, Dreams) e vendeu mais de 40 milhões de cópias em todo o mundo, sendo mais de 20 milhões delas nos EUA. Isso é o que eu chamo de um limão bem aproveitado!

Rumours-Fleetwood Mac (ouça em streaming):

Surrealistic Pillow faz 50 anos como um marco psicodélico

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Por Fabian Chacur

Um bom disco de estreia que vendeu muito pouco, duas alterações importantes na formação e certamente o olhar atento da gravadora RCA Records (hoje, Sony Music), não muito afim de encarar outro fracasso comercial. Eis o clima envolvendo o lançamento de Surrealistic Pillow, o segundo álbum do grupo americano Jefferson Airplane, que chegou às lojas americanas em fevereiro de 1967.

A banda criada em 1965 pelo cantor e compositor Marty Balin na cidade de San Francisco vivia um momento de transição. Paul Kantner (vocal, guitarra e composições), Jack Casady (baixo) e Jorma Kaukonen(guitarra) procuravam substitutos para duas posições importantes. A boa vocalista Signe Toly Anderson preferiu largar o mundo do rock para criar o seu primeiro filho ao lado de um ativista político, afastando-se dos shows e da estrada para isso.

A saída de Skip Spence era previsível. Afinal de contas, não se tratava de um baterista de fato, e sim de cantor e compositor. Balin cismou que o cara seria o seu baterista, e durante um tempo, isso se materializou. Só que Spence era muito talentoso, e decidiu partir para montar a sua própria banda, a Moby Grape, que se tornaria cultuada no cenário do psicodelismo, e depois investiria em uma carreira-solo.

Jefferson Airplane Takes Off equivale a uma boa estreia, mostrando uma banda bem entrosada com uma sonoridade na linha do folk-country-rock e elementos do então emergente psicodelismo. Em alguns momentos, soavam muito próximos ao som do The Mamas & The Papas, um dos grandes sucessos do rock naquele momento. Mas as duas baixas ajudariam sua sonoridade a tomar rumos próprios e mais originais.

Como baterista, entrou no time Spencer Dryden, mais velho do que os outros integrantes e com forte formação jazzística. Nos vocais, uma surpresa: Grace Slick, que era a cantora de uma banda que tentava rivalizar com o Airplane na cena de San Francisco, a Great Society. Quando recebeu o convite para trocar de time, a cantora, compositora e pianista não pensou duas vezes. Ela sabia que teria muito mais chances de atingir o estrelato com o outro time.

Se Dryden se encaixou feito luva com Jorma e Casady, dois músicos com grandes recursos técnicos, Grace se mostrou ideal para impulsionar a banda rumo ao primeiro time do rock americano. Carismática, vozeirão e de uma beleza agressiva, ela de quebra ainda trouxe duas músicas do repertório do Great Society, a de sua autoria White Rabbit e Somebody To Love, de seu ex-cunhado Darby Slick. Bingo!

Foram exatamente essas duas canções que abriram as portas das paradas de sucesso para o JA. Lançada em single em abril de 1967, Somebody To Love atingiu o 5º posto na parada ianque e se tornou um dos hinos do chamado Verão do Amor. Por sua vez, White Rabbit virou um marco do psicodelismo, com seu andamento inspirado no Bolero de Ravel e letra baseada em Alice no País das Maravilhas. Saiu como single em junho daquele ano e chegou ao 8º lugar nos charts.

Embora excelentes, essas canções são apenas a ponta do iceberg aqui analisado. Surrealistic Pillow é uma das obras primas do rock psicodélico, e um dos campeões de vendagem nesse segmento roqueiro. Traz como característica canções mais concisas do que a média do estilo, mas com muita invenção e diversidade, além de uma performance vocal e instrumental dignas de uma banda do seu porte.

Além do incrível entendimento entre Dryden, Casady e Kaukonen, o Airplane trazia como armas o fato de ter três grandes vocalistas (com Jorma como uma espécie de D’Artagnan, cantando vez por outra). A voz potente de Grace se encaixou feito luva com a interpretação apaixonada e intensa de Marty Balin, e com o vocal de alcance médio, mas muito bem colocado, de Paul Kantner. Um trio de forte calibre.

O álbum possui várias colorações sonoras. She Has Funny Cars e 3/5 Of a Mile in 10 Seconds são dois rocks incisivos. My Best Friend (de Skip Spence) e How Do You Feel (do obscuro Tom Mastin) são as que mais se assemelham ao estilo do álbum de estreia, e são boas. O lirismo de Balin se manifesta na intensa Today e na introspectiva e dolorida Comin’ Back To Me. Jorma esbanja técnica e categoria na instrumental Embryonic Journey, que é só ele no violão e nada mais.

D.C.B.A-25 mostra Paul Kantner e Grace Slick terçando vozes, eles que acabaram se tornando um casal durante os anos de ouro do Airplane. O álbum se encerra com a vibrante Plastic Fantastic Lover, conduzida por uma levada compassada de bateria e uma linha de baixo genial, sendo que o vocal meio falado de Balin pode ser considerado como uma espécie de pré-rap. Não sei como nenhum artista dessa área pensou em regravá-la, tão óbvio é se associar seu pioneirismo nessa direção.

Surrealistic Pillow tornou o Jefferson Airplane popular, atingindo o 3º lugar na parada americana e abrindo os caminhos para que a banda se tornasse uma das mais cultuadas naqueles anos de ouro do rock, com direito a participações marcantes nos festivais de Monterey (1967), Woodstock e Altamont (ambos em 1969). Abriria as portas para discos ainda melhores, mas isso fica para uma futura resenha.

Surrealistic Pillow- Jefferson Airplane (em streaming):

Carole King: 75 anos de ótima e brilhante trajetória musical

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Por Fabian Chacur

A primeira vez que ouvi a voz de Carole King na vida foi provavelmente quando It’s Too Late tocou muito nas rádios brasileiras, lá pelos idos de 1971. Mas o contato mais próximo ocorreu em 1973, quando meu saudoso irmão Victor comprou um compacto simples dela, trazendo as músicas Corazón de um lado e Believe in Humanity do outro. Pronto. Não parava mais de tocar aquele raio daquele disco. Ela ganhava mais um fã, entre os seus milhares (milhões?) em todo o mundo.

Miss King chega aos 75 anos nesta quinta-feira (9) como um dos grandes marcos da presença feminina na história do rock e da música pop. Essa cantora, compositora e pianista americana nasceu no dia 9 de fevereiro de 1942, e iniciou sua trajetória musical ainda adolescente. Nessa época, era amiga de dois jovens e ainda desconhecidos músicos, Paul Simon e Neil Sedaka. Este último não só teve um namorico com ela, como também compôs o hit Oh! Carol em sua homenagem.

Nessa época (fim dos anos 1950), era bastante comum o que se denominou de “canções-resposta”, ou seja, uma música respondendo à temática de outra, e Carole King gravou sua estreia como intérprete em 1959, com Oh! Neil. Na mesma época, conheceu o letrista Gerry Goffin, que se tornou não só seu parceiro de composições como de vida, mesmo. Eles ficaram casados entre 1959 e 1968.

Em termos musicais, Goffin & King virou uma verdadeira grife pop, assinando hits como Up On The Roof, The Loco-Motion, Chains, Will You Love Me Tomorrow, One Fine Day, Going Back, Pleasant Valley Sunday e (You Make Me Feel Like) A Natural Woman, gravadas por artistas do porte de Aretha Franklin, Beatles, The Drifters, The Monkees, The Byrds e inúmeros outros. De tanto ouvir elogios à sua voz nas demos que enviava aos artistas que gravavam suas composições, a moça resolveu dar a cara para bater e assumir uma carreira como intérprete.

Em 1968, seu casamento com Gerry Goffin se acabou, e ela criou ao lado dos músicos Charles Larkey (com que se casou a seguir) e Danny Kortchmar a banda The City, que lançou em 1968 um excelente e pouco ouvido álbum, Now That Everything’s Been Said. Em 1970, saía o ótimo Writer, 1º álbum solo, do qual participou um amigo recente que se tornou outro parceiro bacana, ninguém menos do que James Taylor.

Em 1971m essa parceria renderia belos frutos aos dois músicos. James Taylor se tornaria o verdadeiro astro maior do chamado bittersweet rock com o estouro do álbum Mud Slide Slim And The Blue Horizon, cuja faixa de maior sucesso, You’ve Got a Friend, é uma composição de Carole King, que participa do álbum. Por sua vez, a descendente de judeus enfim conseguiu um sucesso à altura de seu imenso talento, com o estouro de Tapestry.

Considerado um dos melhores discos de todos os tempos independente de gênero musical, Tapestry é uma verdadeira aula de música pop, com fortes doses de soul music, rock, folk, latinidade e country, com direito a belas melodias, letras confessionais e uma voz simplesmente deliciosa. Empurrado pelo incrível single It’s Too Late, dolorido retrato de uma separação entre um casal, o disco chegou ao topo da parada americana.

A partir daí, a carreira-solo de Carole King se tornou imensa, com direito a mais dois álbuns no topo da parada americana (Music, no mesmo 1971, e Wrap Around Joy, em 1974) e hits deliciosos como Jazzman, Corazón, Believe in Humanity e inúmeros outros.

A partir da década de 1980, sua produção discográfica tornou-se um pouco mais esparsa e sem o sucesso comercial de antes, mas a qualidade não caiu, vide os ótimos City Streets (1988) e Colour Of Your Dreams (1993), este último com direito a participação especial de Slash, do Guns N’ Roses, e o hit Now And Forever.

Em 1990, por sinal, Carole King esteve no Brasil pela primeira e por enquanto única vez para shows, tendo se apresentado em São Paulo no extinto Olympia. Não estive no show, mas participei da entrevista coletiva com ela, que se mostrou de uma simpatia impressionante. A ponto de ter tido uma reação bem-humorada a um jornalista desinformado que lhe perguntou sobre o seu “casamento” com James Taylor. “A Carly Simon chegou antes”, brincou.

Na ativa de forma tranquila desde então, ela voltou ao topo das paradas em 2010, quando lançou um histórico álbum gravado ao vivo com James Taylor, Live At The Troubadour (também disponível em DVD), que chegou ao quarto lugar na parada americana e os mostrou de volta ao histórico palco do Troubador, em Los Angeles, onde tocaram no início dos anos 70, pouco antes de estourarem.

Sem exageros ou radicalismos, Carole King teve presença atuante e decisiva na abertura de maiores espaços para as mulheres no universo do rock, abrindo as portas para inúmeras colegas que vieram depois. As belas canções que compôs fazem parte do songbook da música pop, que será relido eternamente. Afinal, o que é bom, é para sempre!!!

Corazón- Carole King:

Cyndi Lauper e Rod Stewart: dupla anuncia tour pelos EUA

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Por Fabian Chacur

De um lado, um astro que se tornou popular na década de 1970 e desde então se mantém firme nos palcos de todo o mundo. Do outro, uma cantora festiva e talentosa que a partir da década de 1980 invadiu as paradas de sucesso do planeta. São eles, respectivamente, Rod Stewart e Cyndi Lauper. A dupla anunciou esta semana que fará 18 shows em parceria nos EUA durante os meses de julho e agosto, com início em 6 de julho na Flórida e final em Houston, Texas, dia 12 de agosto.

No momento, os dois artistas se encontram em estúdio finalizando projetos individuais. Rod prepara o sucessor do ótimo Another Country (2015- leia a resenha de Mondo Pop aqui), enquanto Cyndi grava um novo trabalho, após o êxito de Detour (2016), álbum de pegada country que contou com as participações de Willie Nelson e Emmylou Harris.

A cantora americana está em fase de parcerias, pois também divulgou shows que fará na Nova Zelândia em abril em dobradinha com a banda Blondie, da musa Debbie Harry. Cyndi e Rod são amigos há muito tempo, e chegaram mesmo a apresentar o vencedor de uma premiação pop em 1988, da qual o vencedor foi o grupo australiano Inxs.

Rod Stewart e Cyndi Lauper apresentando um prêmio em 1988:

50 anos do melhor álbum pré-fabricado da história do rock

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Por Fabian Chacur

Nos anos 80, meu grande amigo e mestre Ayrton Mugnaini Jr. me disse uma frase bastante significativa: o mundo da música pop não aceita o vácuo. Trocando em miúdos: quando um determinado artista deixa de fazer um tipo de música que lhe atraía muitos fãs e segue rumo a outras sonoridades, normalmente alguém irá se dar bem ao retomar esse estilo sonoro. Eis um dos segredos dos Monkees, cujo primeiro álbum saiu em 10 de outubro de 1966.

Em 1966, os Beatles viviam um momento de mutação sonora total. Com o lançamento do álbum Revolver e do single Paperback Writer/Rain, os Fab Four davam uma forte guinada rumo ao psicodelismo. Eles ampliavam seus horizontes musicais, e deixavam para trás os incríveis anos de A Hard Day’s Night (1964) e Help! (1965). Além disso, começaram a lançar novos trabalhos em doses homeopáticas, em relação ao que ocorreu entre 1963 e 1965. Isso deixava uma forte demanda reprimida no mercado musical.

É neste cenário que os produtores de TV Bob Rafelson (1933) e Bert Schneider (1933-2011) enfim conseguem emplacar um projeto que havia surgido de forma tímida em 1962: fazer uma série de TV baseada na carreira de uma banda fictícia de rock. Reza a lenda que até o grupo The Lovin’ Spoonful chegou a ser cotado para estrelar essa atração, mas foram postos de lado ao assinar com uma gravadora e entrarem no mercado musical de verdade.

Com o estouro dos Beatles e logo em seguida do seu primeiro filme, A Hard Day’s Night (Os Reis do Iê-iê-Iê),em 1964, Rafelson e Schneider viram que estavam no caminho certo, fato que o estouro de outra atração cinematográfica beatle, Help!, só tornou mais óbvio. E o contrato com a Screem Gems viabilizou o projeto. Agora, era só escolher os quatro caras para estrelar a atração. Um deles foi definido a priori.

O inglês Davy Jones (1945-2012) era famoso por atuar em atrações teatrais, além de também cantar. Curiosamente, ele se apresentou com o elenco de uma dessas peças no programa de Ed Sullivan no mesmo dia 9 de fevereiro de 1964 em que os Beatles apareceram pela primeira vez na TV americana, causando um verdadeiro pandemônio. A vez de Jones chegaria não muito tempo depois.

Como forma de atrair pessoas para uma seleção, os produtores colocaram anúncios nas publicações Daily Variety e The Hollywood Reporter procurando músicos/atores. Foram 437 os interessados. Curiosamente, apenas um deles entrou no time tendo atendido ao chamado, Michael Nesmith. Micky Dolenz já tinha um currículo como ator infantil e cantor e furou a fila, e Peter Tork veio indicado pelo amigo Stephen Stills, reprovado por causa de seus dentes.

Como forma de dar força ao programa, o produtor musical televisivo Don Kirshner ficou com a missão de buscar canções adequadas. Ele apostou em uma jovem dupla de músicos e compositores, Tommy Boyce (1939-1994) e Bobby Hart (1939), que acabou se incumbindo de boa parte das canções e também da produção do álbum. Também contribuíram o então desconhecido David Gates (que depois estouraria como líder da banda Bread), Carole King e Gerry Goffin.

No dia 16 de agosto de 1966, chega às lojas o single Last Train To Clarksville/Take a Giant Step, primeira gravação atribuída aos Monkees. Vale o registro: o programa de TV só estreou no dia 12 de setembro daquele ano, e quando isso ocorreu, esse compacto simples já estava ponteando as paradas de sucesso. E no dia 10 de outubro, chegava às lojas o primeiro álbum daquele verdadeiro fenômeno instantâneo.

Como os quatro integrantes dos Monkees não eram propriamente músicos treinados para tocar em grupo, ao menos não naquele momento, Kirshner preferiu apostar no talento de Boyce & Hart e de músicos de estúdio para as gravações. Nesmith conseguiu ficar com a produção das duas faixas de sua autoria, e encaixou nas duas a guitarra de Peter Tork, naquele momento o músico mais competente entre os quatro. E foi o único deles a tocar no disco.

Na verdade, nenhuma das 12 faixas de The Monkees conta com a participação dos quatro monkees juntos. Aliás, 8 delas só trazem um dos caras por vez. Micky Dolenz, o melhor cantor, ficou com o vocal principal de seis faixas, e em uma divide o microfone com Davy Jones, que por sua vez se incumbe dos lead vocals em três canções. As outras duas foram interpretadas por Mike Nesmith.

Por causa disso, e também pelo fato de a contracapa do álbum não listar o nome dos músicos de estúdio que participaram do trabalho, ficava no ar um clima de farsa, como se fossem eles os responsáveis por todos os sons incluídos no disco. Rapidamente, todos ficaram sabendo de como as coisas ocorreram de fato, e não demorou para que os Monkees recebessem o apelido de Prefab Four (os quatro pré-fabricados), um contraponto avacalhado aos Fab Four originais.

O público não ligou para isso, pois a série de TV era simplesmente hilariante, desenvolvendo com muita inteligência os rumos apresentados nos filmes dos Beatles, e a qualidade das músicas apresentadas em cada episódio ajudaram a solidificar esse estouro. Resultado: grandes índices de audiência televisiva, e a chegada no dia 12 de novembro de 1966 do LP The Monkees ao primeiro lugar na parada americana, onde permaneceu durante 13 longas semanas.

O que dizer de um disco que traz clássicos maravilhosos do porte de Last Train To Clarksville, Take a Giant Step, Tomorrow’s Gonna Be Another Day, I Wanna Be Free e (Theme From) The Monkees? As canções conseguiram de forma brilhante emular o estilão beatle 1964/65 sem cair na mera cópia ou paródia. E o melhor de tudo, para eles: naquele período, John, Paul, George e Ringo estavam imersos no estúdio, longe dos palcos e preparando novo LP. O caminho estava livre para os Monkees reinarem.

Logo a seguir, os Prefab Four realizaram a façanha de substituir seu primeiro álbum no topo pelo segundo, More Of The Monkees, que a partir de fevereiro de 1967 se manteve liderando os charts ianques durante longas 18 semanas. Era a Monkee mania total! Aí, em maio de 1967, Headquarters, o terceiro álbum do grupo, marcou o início do maior envolvimento de seus integrantes, compondo, tocando e cantando, sem o apoio de Don Kirshner.

Headquarters ficou durante apenas uma semana na liderança dos charts americanos. Na semana seguinte, a ironia das ironias ocorreu. Eles foram apeados da ponta pelo Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band, o tão esperado novo álbum dos Beatles, que permaneceu por lá por 15 longas semanas. Os Monkees ainda conseguiriam grande sucesso com seu quarto álbum Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltda, que ficou cinco semanas no número 1, mas coube ao Magical Mystery Tour acabar com a festa de uma vez por todas.

Muitas outras coisas ocorreriam na história dos Monkees, que se tornaram uma espécie de boneco Pinnochio do sr. Gepetto ou do monstro do doutor Victor Frankestein, ganhando vida própria e virando uma banda de verdade. Mas nada supera o impacto desse seu disco de estreia, e de seus maravilhosos singles. Até mesmo um grupo pré-fabricado dos anos 60 merece estatura de mito… Anos incríveis mesmo!

The Monkees- The Monkees (ouça em streaming):

DVD flagra Kiss durante a sua curta temporada em Vegas

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Por Fabian Chacur

Entre os dias 5 e 23 de novembro de 2014, o Kiss fez nove shows totalmente lotados no Hard Rock Hotel, em Las Vegas. Uma passagem curta para os padrões locais, que costumam ver artistas permanecerem em cartaz por meses e até mesmo anos, mas extensa para uma banda de agenda cheia que roda o mundo constantemente. Um belo registro desses shows acaba de sair no Brasil, o DVD Kiss Rocks Vegas, exemplo de que a veterana banda americana continua com muita fome de rock e de palco.

Como é praxe em uma apresentação da banda capitaneada há mais de 40 anos por Gene Simmons (baixo e vocal) e Paul Stanley (guitarra e vocal), temos belos efeitos especiais, telões gigantes de altíssima definição, palco móvel, chamas, som alto e muito apelo visual. Afinal de contas, o diferencial do quarteto que atualmente também traz Tommy Thayer (guitarra e vocal) e Eric Singer (bateria e vocal) sempre foi essa parafernália toda em cena, digna de um “Psycho Circus”.

O mais legal, no entanto, é o caprichado set list, que traz 16 faixas extraídas de todas as fases da banda, com direito a clássicos dos anos 1970 como Detroit Rock City, Rock And Roll All Nite e Deuce, hits oitentistas como Creatures Of The Night, War Machine (um de seus autores é Bryan Adams, aquele mesmo) e I Love It Loud, dos anos 1990 como Psycho Circus e até mesmo um recente, Hell Or Hallelujah (do álbum Monster, de 2013, seu mais recente de estúdio).

Em entrevista via telefone concedida a este que vos tecla, lá pelos idos de 2013, Gene Simmons me explicou que uma das razões pelas quais a formação clássica da banda (que incluía ele, Stanley, Ace Frehley e Peter Criss) ter se separado era a falta de empenho dos outros dois. Se levarmos em conta o desempenho do quarteto atual, ele prova que realmente esse time é repleto de energia, fazendo um show vigoroso, bem ensaiado e que é puro entretenimento rocker.

Se o espetáculo com aproximadamente 90 minutos já seria um belo conteúdo (se único) neste DVD, a coisa fica ainda melhor com um extra matador. Trata-se de um show acústico e intimista para dezenas de fãs felizardos. Nele, os músicos aparecem de cara lavada, e interpretam sete canções que não fizeram parte do show principal. Essas músicas foram gravadas originalmente entre 1974 e 1977, extraídas da primeira fase do Kiss e com uma configuração mais adequada ao jeitão desplugado.

Com vocalizações perfeitas e performances instrumentais precisas, os caras mostram este set list: Coming Home, Plaster Caster, Hard Luck Woman, Christine Sixteen, Goin’ Blind, Love Her All I Can e Beth, em um total de 25 minutos de puro deleite. O profissionalismo do grupo de Gene Simmons é algo impressionante, o que justifica seu lema arrogante “você quer o melhor, você terá o melhor” usado por eles há décadas. Se não é o melhor comparado a outras bandas clássicas, é certamente sempre o melhor que eles podem oferecer. E isso não é pouco!

Detroit Rock City (live, do DVD Kiss Rocks Vegas)- Kiss:

Ace Frehley fará o show solo em Sampa em março de 2017

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs de classic rock, heavy metal e hard rock. Ace Frehley, guitarrista da formação original do Kiss, fará seu primeiro show solo no Brasil. Será em São Paulo no dia 5 de março de 2017 às 20h no Tom Brasil (rua Bragança Paulista, nº 1.281- Santo Amaro-SP- fone 0xx11- 4003-1212), com ingressos custando de R$ 180,00 a R$ 390,00. Ele terá a seu lado Richie Scarlet (guitarra), Chris Wyse (baixo) e Scoty Coogan (bateria e vocais).

Frehley vive um dos melhores momentos de sua trajetória artística. Há quase dez anos livre de problemas gerados por consumo de drogas, ele voltou à ativa com força total a partir de 2009, com o disco Anomaly, que chegou ao nº 27 na parada americana. Space Invader (2014) foi ainda além, atingindo o posto de nº9, o mais alto já atingido por um integrante ou ex-integrante do Kiss em carreira-solo.

Em abril de 2016, o guitarrista, compositor e cantor voltou com novo CD, Origins Vol.1, no qual relê clássicos do Cream, The Jimi Hendrix Experience, Steppenwolf Free e Rolling Stones, entre outros, além de três músicas do Kiss: Cold Gin, Parasite e Rock And Roll Hell. Participam do CD Slash (Guns N’ Roses), Lita Ford (ex-The Runaways), Mike McCready (Pearl Jam) e Paul Stanley (seu ex-colega de Kiss).

Nascido no bairro do Bronx, em Nova York (EUA) no dia 27 de abril de 1951, Ace decidiu ser músico profissional aos 16 anos, fascinado por grupos como The Who, Cream e The Jimi Hendrix Experience. Aos 22 anos, respondeu a um anúncio do jornal Village Voice e foi selecionado para integrar o Kiss ao lado de Gene Simmons (baixo e vocal), Paul Stanley (guitarra e vocal) e Peter Criss (bateria e vocal).

Entre 1973 e 1981, ele e a formação clássica da banda atingiram o topo das paradas roqueiras, graças a LPs como Alive! (1975), Destroyer (1976), Love Gun (1977) e Dinasty (1979). Em 1978, os integrantes do Kiss surpreenderam a todos ao lançar discos solo de forma simultânea. O de Frehley foi o mais bem-sucedido em termos comerciais, graças ao single New York Groove, que chegou ao nº 13 nos EUA.

Confiante com o êxito solo e também devido a problemas pessoais com os outros integrantes, ele saiu do Kiss em 1981 após o lançamento do disco Music From The Elder. Ele voltaria ao time em 1996, ficando até 2000 e participando dos álbuns Kiss Unplugged (1996) e Psycho Circus (1998), além de participar da turnê mundial que divulgou este último e passou pelo Brasil em abril de 1999 por Porto Alegre e São Paulo.

Após sua saída inicial do Kiss, Frehley montou o grupo Frehley’s Comet, que lançou seu primeiro álbum em 1987 e se manteve na ativa até meados dos anos 1990. Ao deixar novamente a banda que o revelou, ficou durante alguns anos tentando se livrar de vício de drogas e bebidas, lançando apenas o álbum Greatest Hits Live, em 2006. Quando ficou novamente sóbrio, voltou com tudo à carreira solo, lançando em 2011 uma franca e bem-humorada autobiografia, intitulada No Regrets (sem arrependimentos, em tradução livre).

Fire And Water, com Ace Frehley e Paul Stanley:

Cantor Ben Portsmouth faz o tributo The King is Back no RJ

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Por Fabian Chacur

Existem centenas, para não dizer milhares de artistas mundo afora fazendo tributos ao grande e saudoso Elvis Presley. Poucos, no entanto, conseguem sequer se aproximar do brilho do eterno Rei do Rock. O cantor e músico britânico Ben Portsmouth é um dos que concretizam essa façanha. Ele se apresenta nesta terça-feira (11) às 21h no Rio de Janeiro com o show The King Is Back, que terá como palco o Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 do Shopping Village Mall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 95,00 a R$ 290,00.

Em sua quinta turnê pelo Brasil, Portsmouth canta, toca violão e será acompanhado pela afiada banda de apoio Taking Care Elvis TCE Band, integrada pelos músicos David Portsmouth (bateria), Matthew Platt (teclados), Ryan Quartermaine (guitarra e vocais), Dan Caney (baixo e vocais), Cleo Stewart e Natalie Vale (vocais), Nicholas Mills (trombone) e Anatoliy Vyacheslavov (saxofone).

O repertório traz hits clássicos de Elvis, entre os quais Kiss Me Quick, Suspicious Minds, Love Me Tender e Jailhouse Rock. O cantor se vale de vários trajes, representando cada fase da carreira do grande astro americano, e possui um timbre vocal muito semelhante ao do original, que ele utiliza com classe. Vale dizer que em 2012 ele venceu o Worldwide Ultimate Elvis Tribute Artist Contest, competição realizada em Memphis, Tennessee, EUA, e já participou de importantes programas de TV e rádio mundo afora.

Ben Portsmouth e banda no programa de David Letterman-2013:

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