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Distopia mostra para o Brasil o seu rock oriundo de Rondônia

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Por Fabian Chacur

Com apenas dois anos de estrada, a banda Distopia começa a colher frutos de sua atuação. Oriundo do estado de Rondônia, mais precisamente da capital daquele estado do norte do país, Porto Velho, tem em sua escalação Vandrin Rodrigues (guitarra e composições), Hugo Borges (vocal), Rafini Root (guitarra), Mikeias Belfort (baixo) e Renan Lima (bateria). Seu primeiro álbum, autointitulado, saiu em 2017, uma amostra de seu rock alternativo com tempero melódico e romântico.

Nos últimos meses, tiveram o single À Deriva produzido pelo consagrado Luiz Carlos Maluly (RPM e inúmeros outros), participaram dos festivais Boto Rock e Rondon Rock e também do programa Estúdio Show Livre, apresentado pelo lendário Clemente (Inocentes e Plebe Rude). Eles abriram um show em Rondônia para o Biquini Cavadão e em breve farão o mesmo para Fernando Anitelli, vocalista e líder do grupo O Teatro Mágico, só que desta vez em São Paulo.

Seu mais recente single, Meu Vício Sem Fim, acaba de ter seu clipe divulgado, já com milhares de visualizações. Eles também lançaram recentemente um EP, Por Acaso. Leia entrevista com Vandrin Rodrigues, na qual ele fala sobre a banda, a cena roqueira de Rondônia e muito mais.

Mondo Pop- O Distopia mudou muito do lançamento do primeiro álbum para cá. Como ocorreram essas mudanças? Dá para afirmar que, na verdade, o primeiro álbum acabou sendo o embrião para o que a banda é hoje?
Vandrin Rodrigues-
Afirmamos atualmente que se trata exatamente disso. Eu me reuni com o compositor Hélio Vieira e resolvemos pegar algumas músicas que tínhamos, juntar o trabalho e ver o que saia. A princípio, entramos no estúdio do Hugo Borges, nosso atual vocalista, pra gravar as músicas. Então, convidamos Rafini Root (guitarra) Mikeias Belfort (baixo) e Renan Lima (bateria) para participarem das gravações do que veio a se tornar o primeiro álbum da banda. Na época, mais pessoas de fora participaram, e pouco tempo depois o que era inicialmente o álbum Distopia acabou se tornando a “banda Distopia”. O amadurecimento mostrado no EP Por Acaso trata-se justamente de a gente ter se abraçado dessa vez realmente como uma banda e todos participarem do processo de composição. Isso trouxe uma variedade enorme de influencias que acredito que conseguimos harmonizar no segmento indie pop.

Mondo Pop- Vocês trabalharam com o Luiz Carlos Maluly no single À Deriva. Como foi essa experiência? Vocês pretendem gravar mais músicas, ou mesmo um álbum completo, com ele na produção?
Vandrin Rodrigues-
A experiência foi incrível. Viajamos todos para São Paulo para gravar o clipe e foi um dia muito intenso para todos nós. Já posso confirmar que isso rendeu bons frutos com o sucesso de À Deriva, e estamos para lançar outro single que (Maluly) ajudou a produzir. Em breve teremos mais novidades em nossas redes.

Mondo Pop- Vocês são uma das primeiras bandas de Rondônia a aparecer no Sudeste. Em que lugares fora do norte do país vocês já estão com uma repercussão mais significativa?
Vandrin Rodrigues-
Nossa música tocou em algumas rádios do Sul também, mas o trabalho ainda é recente para podermos afirmar. Acredito que no norte e no sudeste é onde estamos aparecendo mais, pelo menos por enquanto. Vale lembrar que não somos a primeira banda de Rondônia a aparecer na mídia nacional, pois a Versalle conseguiu isso, bombando no programa Super Star.

Mondo Pop- Falem um pouco sobre como é o cenário rock em Rondônia. Muitas bandas? Que estilos elas tocam? Como é o relacionamento entre essas bandas? Dá para dizer que há uma cena consistente de rock por lá? Citem algumas dessas bandas.
Vandrin Rodrigues –
– Hoje, temos em média 50 bandas listadas no festival Boto Rock, isso apenas na capital, Porto Velho. O cenário está passando por uma fase nova, uma galera começando a aparecer, e há bastante variedade dentro do gênero, desde o heavy metal ao indie rock. Algumas das bandas que estão lançando trabalhos no momento são Os Ultimos, O RetroAtivo e Tuer Lapin. Eu diria que estamos passando por uma fase boa e estamos com um movimento consistente.

Mondo Pop- Como foi a experiência de participar do programa Estúdio Showlivre, com a apresentação do lendário Clemente, dos Inocentes? E a repercussão?
Vandrin Rodrigues-
Foi simplesmente incrível, pois trabalhamos com técnicos muito profissionais, e o Clemente (dos Inocentes e Plebe Rude) conduziu a entrevista muito bem. A partir do momento em que entramos no estúdio nos sentimos em casa. A energia que conseguimos captar foi muito boa e nos surpreendemos com a quantidade de pessoas nos assistindo. Além dos amigos que acompanham nosso trabalho, conseguimos bastante visibilidade pelo brasil afora. Foi uma das maiores experiências que já tivemos como banda.

Mondo Pop- Vocês tiveram a oportunidade de tocar com o Biquini Cavadão em Porto Velho. Falem um pouco sobre essa experiência, e se vocês se identificam com o trabalho deles.
Vandrin Rodrigues
– A maioria das personalidades do rock nacional fazem parte de nossa bagagem de influencias, e não é diferente com o Biquini Cavadão. A experiência foi muito gratificante e principalmente desafiadora, mas conseguimos dar a volta por cima.

Mondo Pop- Em julho, vocês abrirão shows para o show solo de Fernando Anitelli, líder do grupo Teatro Mágico, em São Paulo. Como surgiu essa oportunidade, e qual a expectativa de vocês em relação a tocar com um grupo cujo público é imenso?
Vandrin Rodrigues
– Estamos muito ansiosos para realizar esse trabalho, e a ideia é que possamos aprender mais sobre o que é participar ativamente da banda, viajando, se planejando, passando por diferentes cidades e lidando com diferentes públicos.

Mondo Pop- Vocês lançaram um EP digital, Por Acaso. Falem um pouco sobre ele, e onde pode ser ouvido. A música Meu Vicio Sem Fim faz parte dele?
Vandrin Rodrigues-
Meu Vicio Sem Fim é nossa nova música, foi lançada no formato single. O EP Por Acaso é resultado de muitos meses de trabalho e dedicação no estúdio. Passamos 2018 quase inteiro em meio a esse processo de composição e produção, gravamos cerca de 14 músicas e fizemos a triagem para o EP. Dentre as 14, estavam A Deriva e Meu Vicio Sem Fim, que resolvemos lançar como single. Nosso EP está disponível em todas as plataformas digitais.

Mondo Pop- Como vocês definem o som de vocês, em termos de letras e de músicas? Quais são seus temas favoritos, e quais as influências em termos musicais e poéticos?
Vandrin Rodrigues-
Nos consideramos um grupo de rock alternativo. As letras têm um link direto com o nome da banda, pois pensamos em falar um pouco sobre como é a vida nesse mundo distópico em que vivemos. Nossas influências a respeito de letras vêm principalmente de músicas atuais, mas as bandas que temos como base são em maioria dos anos 90 para trás.

Mondo Pop- Para finalizar, contem sobre os planos para o futuro próximo- um álbum completo, novos singles, shows etc.
Vandrin Rodrigues-
Para o próximo semestre estamos planejando lançar um novo álbum. Já estamos em fase de produção e esperamos em breve poder confirmar algumas novidades bem bacanas. Muito obrigado pela entrevista. Agradecemos o espaço e esperamos poder estar por aqui em breve!

Meu Vício Sem Fim (clipe)- Distopia:

Banda Leela lança single/clipe e promete álbum para 2019

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs do rock alternativo dos anos 2000. A Leela, banda criada no Rio de Janeiro e radicada há alguns anos em São Paulo, acaba de lançar seu primeiro single inédito em um bom tempo. A nova música está sendo divulgada por um clipe dirigido pelos badalados Los Cabras, dupla de diretores integrada por Antônio Adriano e Thiago Reys.

Youtube Mine é uma canção assinada pelo núcleo da banda, Bianca Jhordão e Rodrigo O’Reilly Brandão, em parceria com o inquieto e genial Fausto Fawcett. O tema é a quase irracional necessidade das pessoas na atualidade em ganhar notoriedade a qualquer custo nas redes sociais, buscando likes sem se preocupar com o conteúdo e a relevância daquilo que oferecem às pessoas. Um eletrorock dançante e energético.

O Leela lançou o seu primeiro álbum, autointitulado, em 2004, e conseguiu boa repercussão, com direito ao prêmio de banda revelação no VMB da extinta MTV Brasil. Fazendo muitos shows e abrindo para bandas importantes, eles lançaram posteriormente os CDs Pequenas Caixas (2007) e Música Todo Dia (2012).

O novo álbum, prometido para 2019, trará 10 faixas inéditas gravadas pelo grupo nos últimos cinco anos em seu próprio estúdio, o Music Bunker, mesma denominação de seu selo independente que o lançará. Youtube Mine foi gravada com Bianca Jhordão (voz e guitarra), Rodrigo O’Reilly Brandão (guitarra, vocais, synths, programações e produção musical), Eduardo Barreto (baixo) e Rafael Garga (bateria).

YouTube Mine (clipe)- Leela:

Banda Marrakesh mostra seu primeiro álbum em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Ao contrário do que alguns eternos apressadinhos adoram repetir mundo afora, o rock não só não morreu como continua por aí, firme e forte. Um bom exemplo brasileiro é a banda curitibana Marrakesh. Na ativa desde 2014, mostra um som melódico, ora etéreo, ora mais ardido, e com muita qualidade. Eles mostram seu primeiro álbum, Cold As Kitchen Floor, lançado pelo selo Balaclava Records, em show nesta terça (22) a partir das 19h no Void General Store SP (rua Martin Carrasco, nº 56- Pinheiros- fone 0xx11-3031-088), com entrada livre.

A atual formação do grupo de Curitiba (PR) traz Bruno Tubino Czarnobay (guitarra e vocal), Lucas Cavallin (guitarra e vocal), Matheus Castella (bateria), Nicholas Novak (baixo) e Thomas Volobodo Berti (synths e beats). Seu primeiro lançamento ocorreu em 2016, o EP Vassiliki, do qual se destaca a faixa Sheer Night. Eles também releram de forma surpreendente Canto de Ossanha, clássico de Baden Powell e Vinícius de Moraes e rara incursão deles por uma música em português.

Cold As Kitchen Floor traz 12 faixas e já está disponível nos serviços de streaming. A faixa Moonhealing está sendo divulgada por um clipe muito interessante dirigido por Fernando Moreira. Também estão na programação desta terça (22) da Void General Store SP o duo português Ermo e o DJ S4v4n4. A banda Marrakesh, que tocou em 2017 em Barcelona, Espanha, voltará a se apresentar em São Paulo neste sábado (26) no festival XXXBórnival, que será realizado na casa de shows Áudio.

Moonhealing (clipe)- Mahakesh:

Rio Novo Rock mostra Purano e The Ocean Revives no Rio

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Por Fabian Chacur

Com quatro anos de existência, o projeto Rio Novo Rock (RNR) atraiu até hoje um total de mais de 15 pessoas, que curtiram 73 grupos da nova geração em 36 edições. Nesta quinta (26), a partir das 20h, o Rio de Janeiro verá duas bandas promissoras, a Purano (FOTO) e a The Ocean Revives, no Imperator Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meier- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira). Também participam a DJ Priscila Dau e o Photon Duo, dos VJs Miguel Bandeira e Rebecca Moure.

Criada no Rio em 2005, a banda Purano surgiu com influências do rock dos anos 60 e 70 e também de grunge, stoner, metal e blues. É integrado por Bruno Corrêa (vocal), Rodigo Tardin (guitarra), Fábio Calasans (guitarra), Vitor Neves (baixo) e Bruno Bordallo (bateria). Em seu currículo, três EPs, entre os quais Dias de Guerra, Segundos de Paz, e faixas impactantes como, por exemplo, a ótima Pecador, com direito a um clipe bacana e muito bem produzido.

Também carioca, a banda The Ocean Revives é bem mais recente, com três anos de atividades, mas já está fazendo fama no cenário do underground roqueiro, graças a uma sonoridade que mescla metalcore, pós-hardcore, peso e melodia. Seu EP lançado em 2016, Somos Seis Em Meio Ao Mar, teve boa repercussão. O time: Rodrigo Nascimento (vocal), Vic Corrêa (vocal), Charles Barreto (guitarra), Rafael Carrilho (guitarra), Rodrigo Andrade (baixo) e Kevin Duarte (bateria).

Pecador (clipe)- Purano:

Saída de Emergência mostra o seu rock nervoso e setentista

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Por Fabian Chacur

Na década de 1970, existia uma linhagem de rock que apostava em guitarras ardidas, andamentos compassados e letras rebeldes. Entre outros, seguiam essa postura sonora, de forma frequente ou eventual, T.Rex, Free, Made In Brazil, Tutti Frutti, Rolling Stones e Raul Seixas. Na atual geração do rock brazuca, temos uma boa banda seguidora desta assinatura rocker. É a Saída de Emergência, que acaba de lançar seu 2º CD, o ótimo Nova Velha Era.

Na estrada desde 2010, o grupo paulistano tem como líder o vocalista, guitarrista e compositor Dino Chaves. Estão a seu lado Leandro de Castro (guitarra), Lelo Carvalho (baixo) e Loks Rasmussen (bateria, este também conhecido por integrar a excelente banda Pop Javali). Neste novo CD, eles contam com a participação especialíssima dos solos do endiabrado guitarrista Rick Ferreira, conhecido por seu trabalho com Raul Seixas e Erasmo Carlos, entre inúmeros outros.

Também marcam presença no trabalho, que sucede O Importante é o Principal (2011, que marcou a estreia discográfica do quarteto), os experientes Petch Calazans (órgão Hammond), Bruno Oliveira (backing vocals) e Thiago Espírito Santo (baixo). As gravações tiveram como cenário o Estúdio Mosh (SP), um dos mais modernos e famosos do Brasil.

Com uma voz poderosa e agressiva, Dino solta o verbo em letras contestadoras que abordam temas sociais, políticos e existenciais sem muitas papas na língua. O ritmo mescla o rock and roll com doses bacanas de blues, sempre com execução competente, sem rebuscamento excessivo nem simplismo banalizante. E o principal: com muita energia e ya-yas pra fora.

Entre as 14 faixas que integram o álbum, destacam-se Salve-se Quem Puder, Subestimação, Roupa Suja, Nova Era, Eu Sou Brasileiro e Velório de Indigente, mas no geral o repertório é bem equilibrado. E a capa, encarte e apresentação gráfica e visual do CD são simplesmente espetaculares, uma verdadeira obra de arte. Se a sua praia é o chamado rock na veia, este CD pode ser receitado sem nenhum risco de efeitos colaterais.

Século XXI– Saída de Emergência:

Helio Flanders lança um clipe com a eslovaca Andrea Bucko

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Por Fabian Chacur

Em 2015, Helio Flanders, líder da banda Vanguart, lançou Uma Temporada Fora de Mim, seu primeiro álbum realmente solo (leia mais sobre este trabalho aqui). Agora, é a vez de mais um trabalho sem o seu grupo. Trata-se de When Our Voices Match (Touch Me), parceria com a cantora e compositora Andrea Bucko, cujo clipe acaba de ser divulgado.

A parceria entre os dois teve início quando Flanders dividiu em 2016 uma turnê com a cantora e pianista em Bratislava (Andrea é natural da Eslováquia, cuja capital é a cidade citada). “Fiz uma turnê na Europa em 2016 e, já nos primeiros shows, a melodia da canção pulsava em mim. Era uma forma de procurar um entendimento entre novas cidades e idiomas que eu estava encontrando”, relembra o artista.

Aí, a canção, que o líder do Vanguart define como uma espécie de milonga, tomou corpo e foi escrita em parceria com Andrea. “O inglês sempre foi natural pra mim, era o idioma que usávamos no começo do Vanguart. Gosto da ideia de uma canção assim. É uma milonga, um estilo uruguaio, argentino, escrita por um brasileiro e uma eslovaca, em inglês, clamando por compreensão do mundo”. É o primeiro trabalho de Flanders com uma artista estrangeira.

When Our Voices Match (Touch Me)– Andrea Bucko & Helio Flanders:

Pitty saiu de SP para conceber o conceito de seu novo álbum

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Por Fabian Chacur

Como forma de criar o conceito a partir do qual conceberá o seu novo álbum, o primeiro de inéditas em quatro anos, a cantora Pitty iniciará o mês de março fora de São Paulo. Durante alguns dias, a cantora, compositora e musicista baiana vai se dedicar ao arredondamento dos rumos que seguirá, e quando isso estiver concluído, iniciará as gravações do CD, que a gravadora Deck deve lançar em agosto.

Por enquanto, não temos nenhuma pista do que virá. Setevidas (2014), seu mais recente trabalho de estúdio, foi seguido por uma turnê e mais dois DVDS, um gravado ao vivo e outro em estúdio. Depois, a artista se dedicou a duas outras atividades, a maternidade e a TV, esta última como apresentadora. Em 2017, lançou o single Na Pele, no qual teve a participação mais do que especial da lendária Elza Soares.

Na Pele (clipe)- Pitty e Elza Soares:

Vanguart lança divertido clipe para divulgar Todas as Cores

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Por Fabian Chacur

O mais recente álbum do Vanguart, intitulado Beijo Estranho, já saiu há quase um ano, mas a banda continua divulgando-o. A mais nova ação nesse sentido é o lançamento de um videoclipe da música Todas as Cores, pop-rock energético que é um dos principais destaques deste CD do grupo criado em 2002 em Cuiabá, Mato Grosso. A dupla Couple Of Things, formada por Diana Boccara e Leo Longo, incumbiu-se do roteiro, direção e pós-produção do vídeo.

O ritmo ágil e contagiante da música é ressaltado por uma produção bastante divertida, que brinca com as imagens dos quatro atuais integrantes do Vanguart, que entram, saem e/ou se multiplicam durante o desenrolar da canção. A faixa é de autoria de Reginaldo Lincoln (baixo e vocal), que integra o time ao lado de Hélio Flanders (violão e vocal), Fernanda Kotschak (violino) e David Dafré (guitarra e vocal).

Todas as Cores surgiu um tempo atrás, pensando em maneiras de dizer coisas que remetam a coragem de fazer aquilo que a gente sonha. É uma canção que tenta entoar uma força interior e esse clipe busca trazer um pouco desse universo, para que o que a gente almeja possa acontecer”, analisa Reginaldo a sua própria criação.

Todas as Cores (videoclipe)- Vanguart:

Threesome mostra sua faceta atual com EP Keep On Naked

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Por Fabian Chacur

Em 2014, com apenas dois anos de estrada, a banda campineira Threesome lançou Get Naked, seu primeiro álbum. Com a saída do vocalista Bruno Baptista, substituído pela cantora Juh Leidl, o quinteto agora nos proporciona um novo lançamento. Trata-se do EP Keep On Naked, que traz três faixas nervosas, vibrantes e que mostram o time afiadíssimo em sua proposta.

A sonoridade defendida pelo grupo que traz Juh Leidl (vocal), Fred Leidl (guitarra, piano e vocal), Bruno Manfrinato (guitarra), Bob Rocha (baixo) e Henrique Matos (bateria) é um rock ardido, com riffs simples e agressivos que beiram o hard rock e denotam influências bacanas dos anos 1960 e 1970. Os músicos atuam de forma coesa, com solos convivendo pacificamente com as canções, sem exibicionismos. A simplicidade é a tônica aqui, mas sem cair no banal.

O nome Threesome (termo em inglês equivalente ao ménage a trois francês) dá uma dica sobre as letras (todas em inglês) das suas composições, que enfocam as relações sexuais e afetivas de forma aberta e sem muitas amarras. A entrada da carismática Juh e a boa voz de Fred abrem perspectivas vocais muito bacanas para a banda que podem se tornar um belo diferencial, se continuarem sendo desenvolvidas conforme o material deste novo EP nos indica.

Duas das faixas, Sweet Anger e ERW, são releituras de canções presentes no álbum de estreia, só que reestruturadas para a nova configuração do time, sendo My Eyes totalmente inédita. A gravação analógica e a captação, mixagem e masterização feitas em Campinas (SP) pelo experiente Maurício Cajueiro (que trabalho com nomes gigantes do porte de Stephen Stills, Steve Vai, Glenn Hughes, Gene Simmons e Linkin Park) proporcionaram ao material um impacto sonoro comparável ao das melhores formações gringas, em termos técnicos.

Keep On Naked e seu ótimo conteúdo equivalem a uma bela amostra do que a Threesome poderá nos proporcionar nos próximos anos, e certamente deixará os admiradores de um rock ardido e bem concatenado extremamente curiosos para acompanhar os próximos passos dessa trajetória musical. E tomara que eles saibam aproveitar com inteligência e sensibilidade as possibilidades que a combinação das vozes dos seus dois cantores poderão lhes proporcionar.

Sweet Anger (lyric video)- Threesome:

Rio Novo Rock inicia seu novo ciclo nesta quinta (22) no Rio

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Por Fabian Chacur

O quarto ano do Rio Novo Rock (RNR) terá início nesta quinta (22) às 20h. O projeto, que abriu espaços para 73 grupo em suas 36 edições, com um público presente em torno de 15 mil pessoas no total, já abrigou bandas da nova geração como Folks, Dônica, Far From Alaska e Selvagens à Procura de Lei. A programação 2018 começa com as bandas cariocas Circus Rock (foto) e Maieuttica. O local será o Imperator Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Méier- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Na ativa desde 2013, o Circus Rock traz em suas fileiras Bernardo Tavares (vocal), Felipe Aquino (baixo e vocais), Henrique Barreto (guitarra), Alex Heink (guitarra) e Dudu Moragas (bateria). Em julho de 2017, a banda carioca de punk/hardcore lançou seu primeiro álbum, Em Meio à Destruição, com 11 faixas, entre as quais a virulenta Sangue nos Olhos. Influências de grupos como Rage Against The Machine e The Offspring aparecem em suas canções.

Com letras que se valem de conceitos filosóficos, a Maieuticca conta com Allan Sampaio (vocal), Frank Lima (vocal), Tuninho Silva (guitarra), Tássio Luiz (guitarra), Bruno Pinho (baixo) e Rômulo Lima (bateria). Seu primeiro álbum, Por Árduos Caminhos Até as Estrelas, saiu em 2014, com boa repercussão. O mais recente é Hiatus: Ausência. Sua sonoridade é o metalcore, com elementos musicais de grupos como Sepultura, Pantera e Lamb Of God inspirando sua criação musical.

Hidra– Maieuttica:

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