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Pitty relembra CD Anacrônico com edição especial e uma live

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Por Fabian Chacur

Após lançar o bem-sucedido álbum de estreia Admirável Chip Novo (2003), Pitty teve de enfrentar o chamado “desafio do segundo álbum”, que assombra todo artista que consegue iniciar a carreira com um trabalho estourado logo de cara. E ela deu conta do recado. Como forma de celebrar os 15 anos do lançamento deste disco, Anacrônico, a badalada roqueira baiana lança uma Deluxe Edition do CD e fará uma live gratuita nesta sexta (21) às 22h (o link está aqui).

Intitulada Luau Anacrônico, a live, que será realizada no melhor estilo voz, violão e percussão, trará em seu repertório todas as músicas do álbum, entre elas os hits certeiros Na Sua Estante e Memórias, além das três faixas-bônus acrescidas à Deluxe Edition de Anacrônico, que está sendo lançada nas plataformas digitais neste mesmo dia pela gravadora Deck.

As três faixas incluídas como bônus na nova versão do álbum são bem interessantes. Déja Vu, por exemplo, é uma versão demo gravada por Pitty ainda com seu primeiro guitarrista, Peu Sousa. Por sua vez, O Muro é o primeiro registro com Martin Mendonça, até hoje incumbido da guitarra na banda da artista. Seu Mestre Mandou completa a trinca de novidades. Fica no ar a possibilidade de versões físicas deste lançamento.

Ainda dentro dessa celebração dos 15 anos do álbum, Pitty também nos ofereceu uma nova versão da faixa Anacrônico, divulgada por um belo lyric video, que ela interpreta em parceria com uma das mais expressivas representantes da nova geração da música brasileira, a também baiana Josyara.

Anacrônico (clipe)- Pitty e Josyara:

Pitty lança clipe de Submersa com cenas gravadas por ela

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Por Fabian Chacur

Em plena quarentena originada pelo combate ao novo coronavírus, Pitty se mantém ativa. Ela acaba de lançar um clipe para divulgar Submersa, faixa de seu mais recente álbum, Matriz, lançado em 2019 pela gravadora Deck. As cenas foram registradas por ela própria e a flagram em uma banheira (ou jacuzzi, sei lá…) mergulhando e na superfície, seguindo um roteiro também auto-criado. A direção e edição ficaram a cargo do experiente Otavio Sousa.

Curiosamente, a letra de Submersa dialoga de forma interessante com o que vivemos nesse momento tão bizarro e incomum, com uma mensagem positiva e de busca pela liberdade. No final, a cantora sussurra um “vai passar” que se tornou uma espécie de bordão atualmente. A música é um pop rock melódico de primeira, um momento impactante de Matriz, que está disponível democraticamente em CD, LP de vinil, fita-cassete e nas plataformas digitais

Submersa (clipe)- Pitty:

Skank e Roberta Campos lançam Simplesmente, single em parceria

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Por Fabian Chacur

Em novembro de 2019, foi anunciado o fim do grupo Skank, o que ocorreria após uma turnê celebrando os 30 anos de carreira da banda mineira. A ideia era também lançar uma coletânea com seus grandes hits e uma música inédita. Os shows estão no freezer, digamos assim, devido à pandemia do novo coronavírus. Mas, ao menos, a nova canção acaba de ser disponibilizada nas plataformas digitais. E não se trata de qualquer musiquinha.

Simplesmente reativa a parceria entre Samuel Rosa, cantor e guitarrista da banda, com o saxofonista e letrista mineiro Chico Amaral, uma dobradinha afinada que rendeu ao Skank hits massivos e marcantes como Te Ver, Garota Nacional, Vou Deixar, Tão Seu e Pacato Cidadão, entre muitos outros.

Esta bela e inspirada balada folk traz como cereja do bolo a participação mais do que especial da cantora e compositora Roberta Campos, cuja bela voz se encaixou feito luva na melodia de Simplesmente. Tipo da música que, se de fato se tornar a última dessa fase do Skank, será equivalente a uma despedida das mais dignas de uma banda que marcou a história do pop-rock brasileiro.

Simplesmente (clipe)- Skank e Roberta Campos:

Vanguart mostra novas músicas e seus hits com show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Lá pelos idos de 2003, surgiu em Cuiabá, Mato Grosso, o embrião do que viria a ser o Vanguart. Desde então, muita água passou por debaixo das pontes do Brasil e do mundo, mas o grupo de folk-rock permanece firme e forte. Lógico que com muitas idas e vindas, nesses anos todos. Com duas músicas novas, eles farão um show em São Paulo no dia 15 (domingo) às 19h na Casa Natura Musical (rua Artur de Azevedo, nº 2.134- Pinheiros- fone 0xx11-3031-4143), com ingressos de R$ 30,00 a R$ 120,00.

O Vanguart atualmente é um trio, que traz o seu fundador, Helio Flanders (voz, piano e trompete), seu fiel escudeiro desde o início Reginaldo Lincoln (baixo e vocal) e Fernanda Kostchak (violino), que se incorporou ao time feito uma luva a partir de 2011. No show deste domingo, complementarão a escalação Kezo Nogueira (bateria), Pedro Pelotas (teclados) e Fabricio Ganbogi (guitarra).

O repertório traz como principais atrativos duas canções inéditas em álbuns da banda. Uma é a deliciosa e singela Sente, disponibilizada na internet em dezembro de 2019 e com um clipe muito legal gravado na rua 25 de Março, em São Paulo, agitado centro do comércio popular na cidade. A outra, O Amor é Assim, só entrará nas plataformas digitais no próximo dia 20, sendo assim apresentada ao público deste show em primeira mão.

Lógico que músicas do mais recente álbum de estúdio de inéditas da banda, Beijo Estranho (2017), e de seu projeto especial Vanguart Sings Bob Dylan (2019), dedicado aos clássicos do astro americano que tanto os influenciou, também estarão no repertório do espetáculo, assim como outros hits bacanas.

Sente (videoclipe)- Vanguart:

Leela é atração do Festival LAB ROCK em fevereiro em Sampa

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Por Fabian Chacur

Um novo festival dedicado ao rock independente brasileiro está a caminho. Trata-se do LAB ROCK, que será realizado no dia 9 de fevereiro (domingo) das 14 às 18h30 em São Paulo. O evento acontecerá no Mercado Mundo Criativo, espaço criado pelo produtor cultural Beto Lago com o objetivo de ser um polo de empreendedorismo criativo, cultura, diversidade e inclusão. O local será o Complexo #9 (rua Santo Antonio, nº 800- Bela Vista- fone 0xx11-4075-1589), e a entrada é gratuita.

“A cena do rock apresenta uma evolução constante, e hoje vemos que agrega o público tradicional do segmento em um momento onde os jovens estão novamente revigorados através de novos projetos autorais, experimentações musicais, e caras novas que se sobressaem graças a plataformas digitais e formatos de distribuição que somam na formação de um novo público ao lado do já existente”, explica a cantora, produtora e atriz Madame Mim.

Com três álbuns lançados, Madame Mim é a idealizadora do festival, e participará do mesmo integrando seu novo projeto musical, o Vir Go, banda de punk que canta em português e espanhol. Lau e Eu, por sua vez, é o projeto do cantor, compositor e músico Lauckson Melo, de Aracaju (SE).

O cearense Daniel Peixoto já abriu shows para nomes importantes do rock internacional como The Prodigy, Bjork e The Cardigans e teve música em trilha de novela global. O seu álbum de estreia, Mastigando Humanos (2012), venceu o Prêmio Dynamite, e um novo, Iracema Som Sistema, sai em breve. E o grupo YMA vem no embalo do lançamento de seu álbum de estreia, Par de Olhos.

A grande atração é a banda Leela (FOTO), há duas décadas na estrada com três álbuns e muito prestígio e sucesso na cena indie nacional, com sua bem dosada mistura de rock com música eletrônica. A banda liderada por Bianca Jhordão (vocal e guitarra) e Rodrigo O’Reilly Brandão (guitarra, sintetizadores e vocais) está lançando desde 2018 singles divulgados com clipes instigantes. Essas faixas, em um total de 11, integrarão o quarto álbum da banda, que mergulha no universo das redes sociais e da internet. Leia mais sobre o Leela aqui.

Line Up do LAB ROCK:

14h/14h30 – Daniel Peixoto

15h/15h30 – Leela

16h/16h30 – YMA

17h/17h30 – Vir GO

18h/18h30 – Lau e Eu

obs.: o Mercado Mundo Criativo ficará aberto das 11 às 20h

Fome de Viver (Fuga Pelo Tweeter) (clipe)- Leela:

Chico Chico lança versão voz e violão do hit Maria Bethânia

chico chico capa do single

Por Fabian Chacur

O Chicão cresceu, assumiu o nome artístico de Chico Chico e tem mostrado que não nega seu DNA. Para quem não se lembra, ele é filho de dois saudosos nomes da nossa música, a grande Cássia Eller e o também brilhante baixista Tavinho Fialho. Seu mais recente lançamento é uma releitura de Maria Bethânia, clássico do repertório de Caetano Veloso de 1971, com clipe já disponibilizado nas plataformas digitais.

No melhor estilo voz e violão de cordas de aço, Chico Chico imprime à belíssima canção em inglês, lançada em um sublime álbum que Caetano gravou durante seu exílio na Inglaterra e uma espécie de carta musical à sua irmã, uma forte acentuação de blues, com resultado bastante interessante.

A regravação faz parte do projeto Vale a Pena Gravar de Novo, que celebra os 20 anos do selo fonográfico Astronauta e traz releituras de clássicos da nossa música. A idealização, produção e direção artística ficaram a cargo de Leonardo Rivera, com engenharia de áudio de Pedro Garcia. As gravações ocorreram no bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, no estúdio Cantos do Trilho.

Com 26 anos de idade, Chico Chico apareceu com destaque durante o show de sua mãe no Rock In Rio em 2001, durante a incendiária releitura que ela fez de Smells Like Teen Spirit, sugestão do garoto, por sinal. Desde 2015 com o novo nome, ele participou de discos de Ana Cañas e Gastão Villeroy.

Além disso, participou dos grupos 2×0 Vargem Alta, com a qual lançou em 2015 um álbum autointitulado, e mais recentemente do 13.7. Ele voltou ao Rock In Rio em outubro deste ano, no espaço Ford, marcou presença em show ao lado de integrantes das bandas Fresno, NX Zero, Cachorro Grande e Vanguart, cantando músicas como Sujeito de Sorte, de Belchior, e Lithium, do Nirvana.

Maria Bethânia (clipe)- Chico Chico:

Pseudo Banda lança EP É Agora com show gratuito em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Três atores se encontraram em 2015 em uma montagem teatral da qual participavam. Em um intervalo, de forma descontraída, compuseram uma canção. Eles até podiam não saber, mas naquele momento havia sido plantada a sementinha que germinou a Pseudo Banda, grupo musical que está lançando no formato digital o seu primeiro EP, o excelente É Agora. O lançamento em São Paulo será nesta sexta (20) às 23h com um show gratuito no Imburanas Bar (rua Cardeal Arcoverde, nº 2.929- Pinheiros- fone 0xx11-98693-7055).

A Pseudo Banda traz em sua formação Bea Pereira (oriunda de Santos-SP), Julia Rosa (paulistana) e Vinícius Árabe (natural de Uberaba-MG). No EP, foram acompanhados pelos excelentes músicos Thales Sala (guitarra), André Gabbay (baixo e percussão), Derek Kindermann (bateria) e Paulo Gianini (teclados e ukulele), com o violão ficando a cargo de Vinícius Árabe.

O som autoral concebido pelo trio mergulha de cabeça em referências como Tropicalismo, Secos & Molhados, Novos Baianos, Mutantes, pop-rock em geral e até uma pitadinha da verve teatral da Blitz. Suas vocalizações são incisivas, e suas canções investem com inteligência e jogo de cintura em temas como o amor, a positividade, as dificuldades do cotidiano e mesmo a política.

Na faixa É Agora, conseguem a façanha de nos oferecer uma letra altamente militante sem cair no panfletarismo barato, com direito a uma frase no mínimo impactante: “quanto tempo vai perder odiando aquele que é igual a você?”.

Não Me Importo vai nessa mesma linha, com direito a citação do poema Intertexto, do dramaturgo alemão Bertold Brecht e uma bela abordagem da indiferença das pessoas ao horror do dia-a-dia, até que esse horror as atinge em cheio.

Sobre Fracassos, Fiascos e Fossas encara com bom-humor os problemas que nos afligem a cada minuto. Sussurros fala sobre relações amorosas não necessariamente delineadas de forma convencional. Ouvidos Ao Mistério (veja o clipe aqui) aborda de forma irônica e até sarcástica o uso que se faz do ocultimos e quetais, enquanto Todo Mundo Chora é aquela balada certeira que nos cativa.

As vocalizações de Bea, Julia e Vinícius são muito bem concatenadas, ora em harmonizações afiadas, ora em cortantes participações individuais, com um senso teatral que valoriza e muito o texto que expressam.

Em um mundo perfeito, você já teria visto os clipes e estaria ouvindo o EP a mil por hora. Mas, mesmo nesse planeta maluco que habitamos, dá para fazer isso por sua própria conta. Faça uma opção que vai te acrescentar muito: veja os clipes e ouça É Agora….agora! E que venham o CD e o LP!

Sobre Fracassos, Fiascos e Fossas (clipe)- Pseudo Banda:

Abacaxepa lança Caroço com um show no Auditório Ibirapuera (SP)

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Por Fabian Chacur

Com uma estética sonora e visual bastante influenciada pela música brasileira dos anos 1970 e muito bem adaptada para os tempos atuais, a banda Abacaxepa vai aos poucos cativando um público fiel graças à consistência e energia de seu trabalho. Seu primeiro álbum, Caroço, lançado pelo selo YBmusic e disponível nas plataformas musicais, será lançado com um show em São Paulo nesta sexta (13) às 21h no Auditório Ibirapuera (avenida Pedro Álvares Cabral- Portão 2 do Parque Ibirapuera- fone 0xx11-3629-1075), com ingressos a R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

Carol Cavesso (voz), Bruna Alimonda (voz), Rodrigo Mancusi (voz), Juliano Verissimo (bateria e percussão), Ivan Santarém (guitarra e violão), Fernando Sheila (baixo), Vinícius Furquim (Rhodes, órgão Hammond e sintetizadores), integrantes do grupo radicado em São Paulo, criaram o Abacaxepa em 2016, durante as aulas de música que tiveram na Escola Superior de Artes Célia Helena. Portanto, a abordagem teatral de seu trabalho tem uma origem nobre.

Os ótimos singles Pimenta e O Dia Que Maria Levantou e o lançamento de um EP em 2018 ajudaram a impulsionar o Abacaxepa, além de shows costumeiramente lotados nos quais suas vocalizações bacanas e uma mistura afiada de rock, reggae, ritmos nordestinos, MPB, psicodelia, experimentalismos mil e muito mais encontram o local mais adequado.

Duas das músicas de Caroço (ouça o álbum em streaming aqui) já possuem videoclipes. São elas o reggae-xote Piracema e a roqueira Remédio Pra Gente Grande (veja o clipe aqui), duas belas amostras de um trabalho caudaloso e dos mais expressivos da novíssima geração da música brasileira.

Piracema (clipe)- Abacaxepa:

The Mönic lança primeiro álbum com show no Centro Cultural SP

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Por Fabian Chacur

Contrariando as opiniões dos mais apressados, o rock brasileiro continua dando mostras de vigor e renovação. Novas formações surgem e mostram que esse popular gênero musical permanece atraindo as atenções de um segmento significativo de pessoas. A nova prova é a banda The Mönic, quatro garotas que estão lançando pela gravadora Deck o seu primeiro álbum, Deus Picio. O quarteto mostra o repertório deste trabalho em São Paulo com show neste sábado (13) no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, nº 1.000- Paraíso- fone 0xx11-3397-4002), com ingressos a R$ 25,00 (inteira).

A banda formada por Alê Labelle (vocal e guitarra), Dani Buarque (vocal e guitarra), Joan Bedin (baixo) e Daniely Simões (bateria) apresenta um rock energético e ardido, com nítidas influências de punk, grunge e hard rock. Deus Picio traz faixas bem bacanas, entre as quais Just Mad (veja o clipe aqui) e Mexico. Uma estreia das mais promissoras do tipo rock na veia.

No show, que não por acaso será realizado no Dia Internacional do Rock, as garotas mostram as músicas do álbum de estreia (ouça em streaming aqui ) e também os singles Buda e High, lançados em 2018. A abertura do show fica por conta da também ótima banda Violet Soda (leia mais sobre aqui), que atualmente divulga o seu novo EP, intitulado Tangerine.

Mexico (clipe)- The Mönic:

Leela lança clipe para divulgar o seu novo single, Cada Vez Mais

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Por Fabian Chacur

Em novembro de 2018, o grupo Leela começou a soltar as músicas que farão parte de um novo álbum, sempre com clipes hiper bacanas, como por sinal é a marca registrada deles. A quarta canção de uma leva que terá 10, no total, acaba de chegar ao universo das plataformas digitais. Trata-se de Cada Vez Mais, um envolvente electro-rock em tons menores com clima misterioso e refrão daqueles que te pega e não quer soltar mais.

Cada Vez Mais conta com a participação especial da cantora Bárbara Eugênia, e seu clipe conta com cenas registradas do bairro da Liberdade, em São Paulo, tradicional por ser um dos redutos da colônia oriental na cidade. O casal Bianca Jhordão e Rodrigo O’Reilly Brandão contaram com o apoio na parte instrumental de Eduardo Barretto (baixo) e Rafael Garga (bateria). A mixagem e masterização ficaram a cargo de Katia Dotto, que foi a primeira baixista do Leela e hoje trabalha nos EUA com engenharia de som e produção musical.

A nova canção do grupo carioca há alguns anos radicado em São Paulo é uma parceria de seus integrantes com o norueguês Kjell Sandvik, com letra em português devidamente escrita por um tradicional parceiro do duo, o brilhante Fausto Fawcett. O estúdio utilizado foi o de Bianca e Rodrigo, o Music Bunker.

Leia mais sobre o Leela aqui.

Cada Vez Mais (clipe)- Leela:

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