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Made in Brazil celebra no palco os 70 anos de Celso Kim Vecchione

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Por Fabian Chacur

Celso Kim Vecchione entra para o hall dos setentões esta semana. Como forma de celebrar essa significativa efeméride, ainda melhor pelo fato de o guitarrista se manter firme e forte na ativa, o grupo que ele fundou há 52 anos com o irmão Oswaldo Rock Vecchione, o Made in Brazil fará um show nesta sexta (26) às 21h no Teatro UMC (Avenida Imperatriz Leopoldina, nº 550- Vila Leopoldina- fone 0xx11-2574-7749), com ingressos custando R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira). Uma verdadeira celebração ao rock and roll brasileiro, com direito a muitos convidados e muita música boa.

No palco, teremos a atual formação do grupo paulistano surgido no roqueiro bairro da Pompeia, que traz Oswaldo Rock Vecchione (vocal, baixo, gaita e guitarra), Celso Kim Vecchione (guitarra e baixo), Rick “Monstrinho” Vecchione (bateria), Guilherme “Ziggy” Mendonça (guitarra e violão), Solange A. Blessa “Sol” – (vocais de fundo), Octavio “Bangla” Lopes (sax) e os convidados Ivani Venancio (vocal) e Wanderley “Wander” Mafra (teclados).

Como se esse time entrosado e poderoso já não fosse suficiente, também vão rolar as participações especiais de amigos e ex-integrantes do grupo, entre os quais estarão Tony Babalu (guitarra), Dimas Zanelli (bateria), Wanderley Issa (teclados), Theo Werneck (violão), Daniel Gerber (guitarra), Paulão de Carvalho (Vocal), Caio Flavio (vocal), Kim Kehl (guitarra) e Paula Mota (vocal).

No repertório do show, estão escalados clássicos da banda, entre os quais Anjo da Guarda, Paulicéia Desvairada, Minha Vida é Rock ‘n’ Roll, Jack o Estripador, Os Bons Tempos Voltaram, Uma Banda Made in Brazil,Gasolina e Vou te virar de ponta cabeça. São faixas perenes do rock brasileiro, de uma banda que já teve em torno de 117 integrantes em sua extensa carreira, com direito a álbuns marcantes como Jack o Estripador (1975) e Pauliceia Desvairada (1978), e fãs do alto calibre do saudoso crítico musical e produtor Ezequiel Neves.

No momento, a banda turbinada dos irmãos Vecchione faz uma turnê comemorativa dos 50 anos de carreira, na qual aproveita para divulgar um novo lançamento, Rock Festa, disponível nos formatos CD duplo e DVD triplo. Pelo andar da carruagem, felizmente virão ainda muitas novidades boas dessa banda que fez do nosso velho e bom rock and roll a sua vida. Oh, yeah!

Veja show do Made in Brazil em 2017, em streamning:

Nós do Rock Rural é a celebração a uma musicalidade belíssima

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Por Fabian Chacur

No início dos anos 1970, surgiu no Brasil uma nova sonoridade, misturando de forma sensível e criativa folk, country, rock, música caipira-rural e MPB, que passou a ser definida como rock rural. Dessa seara sonora, saíram nomes que se eternizaram na história da nossa música, e cujas obras prosseguem sendo apreciadas e inspirando novos talentos. É exatamente uma reunião de seminais representantes desse estilo que é flagrada no CD Encontro de Gerações, apropriadamente creditado a um grupo singelamente intitulado Nós do Rock Rural. Um lançamento da gravadora Kuarup que merece a denominação histórico, sem exagero.

Afinal, marcam presença neste álbum, gravado ao vivo no Sesc Vila Mariana (SP) em fevereiro de 2018, representantes seminais do rock rural. Guarabyra, do trio pioneiro Sá, Rodrix & Guarabyra e há 50 anos na estrada; Tavito, que após integrar o mítico grupo Som Imaginário investiu em carreira-solo nessa praia; e os excelentes discípulos Tuia Lencioni, ex-integrante do grupo Dotô Jeka que há quase 20 anos mostra grande talento em carreira individual, e o violeiro Ricardo Vignini, um músico absurdamente bom que além de trajetória individual também investe em projetos como o grupo Matuto Moderno e o duo Moda de Rock.

Se a reunião dos quatro já seria sensacional, a cereja do bolo foi a participação especial de Zé Geraldo, nosso trovador tupiniquim do mais nobre escalão. Não tinha como dar errado, e deu certíssimo. O formato é totalmente acústico, com violões e violas envenenadas (com alguma percussão aqui e ali) dando o tom para vocalizações arrepiantes. São 17 músicas, sendo cinco de Tuia, quatro de Guarabyra, quatro de Guarabyra, duas de Zé Geraldo e duas de Vignini. Todas escolhidas a dedo, e apresentadas de forma quente, despojada e com aquele clima de amigos tocando em volta de uma fogueira, em uma “casa no campo”.

Os artistas variam as formações, indo de momentos individuais a outros com os cinco no palco. Chega a ser covardia ver no set list maravilhas do porte de Senhorita, Casa no Campo, Dona, Rua Ramalhete, Sobradinho e Espanhola, notáveis cavalos de batalha do cancioneiro rock rural brazuca. E que se faça justiça: as músicas de Tuia, especialmente a magnífica Flor, só não viraram megahits em nível nacional porque, infelizmente, as rádios não dão mais os espaços que davam para esse tipo de canção nos anos 1970 e 1980. E temos também duas tour de force de Vignini na viola solo, Capuxeta e Alvorada.

As canções fluem de forma deliciosa, e o alto astral entre os participantes aparece nítido em cada uma delas. Um dos momentos mais bacanas é proporcionado por Tavito, quando erra a introdução de Começo, Meio e Fim, dá a volta por cima, começa tudo de novo e arrepia a todos no melhor estilo voz e violão solo. As vocalizações, o som das cordas, as melodias, temos aqui um verdadeiro banho de sensibilidade, provenientes dessa musicalidade tão bonita.

A parte triste fica por conta de ter sido provavelmente a última gravação de Tavito, que nos deixou há pouco. Mas não poderia sair de cena de forma mais digna. A reunião de amigos intitulada Nós do Rock Rural mostra nesse Encontro de Gerações que o rock rural continua mais vivo do que nunca, e pedindo passagem para amealhar ainda mais fãs por esse mundo afora. Um disco perfeito para espantar os maus fluidos de um tempo tão difícil como o que estamos vivendo atualmente. “Ah, coração, se apronta pra recomeçar…”

Rua Ramalhete (ao vivo)- Nós do Rock Rural:

Bruno Mog lança seu primeiro álbum com show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Com 33 anos de idade, Bruno Mog lança o seu primeiro álbum. Uma fase da vida em que outros artistas já teriam lançado diversos outros trabalhos. Este cantor, compositor e músico nascido em Lins (SP), criado na região do Portal do Paranapanema (PR) e radicado em São Paulo desde 2005, preferiu, no entanto, não precipitar as coisas. “Procurei me preparar bem e fazer isso apenas quando me senti preparado”, explica. Ele mostra o repertório do álbum e músicas de outros artistas em show neste sábado (2) às 15h na Casa Pompeia (avenida Pompéia, nª 681- Vila Pompeia- fone 0xx11- 2597-0681), com ingressos a R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira), sendo que ambos os valores incluem de brinde a versão física do trabalho.

A estrada de Bruno até chegar ao primeiro CD foi longa. Ele se interessou por música desde moleque, e contou com o apoio incondicional do pai. “Meu pai sempre me incentivou a estudar, me cobrou muito isso”. Em 2005, ele se mudou para São Paulo com o intuito de cursar a faculdade de artes cênicas, e não demorou a se envolver com o teatro, trabalhando em diversos espetáculos. Paralelamente, atuava com uma banda na qual incluía músicas de sua autoria.

Há três anos, sentiu que havia chegado a hora de arregaçar as mangas para criar seu primeiro álbum solo, e passou a se concentrar nisso. Como inspiração, ouviu Tim Maia, Skank, Paralamas do Sucesso, Cazuza, Los Hermanos e Elis Regina, entre outros. Desse mix, saíram características de suas composições, que trazem elementos de blues, MPB, folk e rock. “No Brasil, a gente tem o costume de ouvir de tudo, os gêneros se misturam, isso é muito bom”.

O resultado é um trabalho disponível nas plataformas digitais e também em formato físico com sete músicas, escolhidas a partir de um universo de 14. “Não sou um Guilherme Arantes, que diz compor uma música por dia. Escrevo conforme vêm a inspiração. Crio em cima de coisas do mundo, misturo experiências próprias com aquilo que observo e transformo em canções”, define.

O álbum, extremamente consistente e que se divide em climas blueseiros e momentos mais próximos do folk, foi finalizado no Canadá com o engenheiro de som João Thiré, conhecido por seu trabalho com a cantora Mart’nália.

O som de Bruno Mog conta com generosas intervenções de metais como trombone, trumpete e sax. “Uso muito os metais como se fossem a extensão da minha voz, uma segunda ou terceira voz, e tem a ver com os artistas de que mais gosto, que também se valem desse recurso musical de forma criativa”.

No show deste sábado (2), Bruno cantará e tocará guitarra, acompanhado por uma banda com direito a naipe de metais, backing vocals, guitarra, baixo e bateria. Além das músicas autorais do disco, entre as quais as ótimas Flores de Outono, Avoa, Hey Man e Só Quero Ser Feliz, também teremos releituras de canções alheias, entre as quais Todo Amor Que Houver Nessa Vida, de Cazuza, e outras de Tim Maia, Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho. “Mas não faço versões iguaizinhas, procuro colocar o meu toque pessoal nelas”, adverte.

Ouça Flores de Outono, de Bruno Mog:

Leela lança nova parceria com o genial multimídia Fausto Fawcett

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Por Fabian Chacur

O grupo Leela e o multimídia Fausto Fawcett são produtivos parceiros há uns bons anos, com ótimos resultados. O novo fruto dessa colaboração já está disponível. Trata-se de Fanáticos Online, composição assinada pelo autor de Kátia Flávia e pelo núcleo da banda carioca radicada há alguns anos em São Paulo- Bianca Jhordão e Rodrigo o’Reilly Brandão. O clipe equivale à estreia de Bianca como diretora neste setor, e traz um clima bem próximo dos hipnóticos games modernos.

A cantora explica o que inspirou a nova música: “É uma viagem inspirada nas redes, no universo dos videogames, na alucinação numa realidade paralela e excitante. Para muitos, essa realidade torna-se viciante, transformando-os em fundamentalistas do mundo virtual, são os fanáticos online”.

Com guitarras ardidas, elementos eletrônicos e um ritmo contagiante, Fanáticos Online segue em qualidade a linha do single anterior, Youtube Mine (veja o clipe e leia mais sobre o Leela aqui). Além de Bianca (vocal) e Rodrigo (guitarra, synths, programação e produção musical), participaram da gravação Tchago Kochenborger (baixo) e Alexandre Papel (bateria).

O grupo promete outros singles até o lançamento do seu quarto álbum, previsto para este semestre. Em 2018, o Leela também lançou um clipe com interessante releitura de 2000 Light Years From Home, clássico de 1967 dos Rolling Stones (veja o clipe aqui), em homenagem à atriz e modelo Anita Pallenberg (1942-2017), que namorou com Brian Jones e foi casada com Keith Richards.

Fanáticos Online (clipe)- Leela:

Miguel Barone relê Adoniran Barbosa com nova roupagem

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Por Fabian Chacur

Miguel Barone possui duas faces bem distintas, digamos assim, em termos musicais. Uma delas, na qual se vale do pseudônimo Krafor, é a de vocalista, compositor e líder da banda de rock Zona Proibida, que tem em seu currículo dois ótimos trabalhos, Corrida Noturna (1991) e Pane Cega (2016, (leia a resenha aqui). A outra o apresenta como fã ardoroso de Adoniran Barbosa (1910-1982), investindo de forma incomum e original nas canções deste saudoso cantor e compositor. Essa segunda faceta acaba de render um novo fruto.

Trata-se do EP Adoniran Mezzo a Mezzo, disponível em versão física e com cinco faixas, sendo quatro delas versões em italiano para as letras originais e uma, Trem das Onze, com a letra tradicional em português. A primeira experiência de Barone com essa releitura das canções do grande mestre do samba paulista ocorreu em 1996 com o lançamento de uma fita cassete independente que obteve boa repercussão e lhe valeu participação em programas de TV.

Oriundo do bairro paulistano da Bela Vista, o mítico Bixiga, com forte presença de descendentes de italianos e personificado em várias canções do genial Adoniran, Miguel resolveu unificar essas duas marcas do bairro em um pacote só. Essa característica marcante do Brasil, a mistura de diversas culturas, é ressaltada ainda mais na forma como Krafor resolveu gravar tais canções.

Além das novas letras em língua napolitana, o samba original do autor de Saudosa Maloca, embora ainda forte e presente, recebe fortes elementos de rock, blues e jazz nos arranjos, com um resultado bastante criativo, mas sem fugir excessivamente da essência do som do compositor paulista.

Com interpretação ao mesmo tempo roqueira e swingada, Miguel Barone nos oferece Prova Del Mio Amore (Prova de Carinho), Alvaro (Tiro ao Álvaro), Samba (No Morro da Casa Verde) e Non Lasciarmi (Malvina), além de Trem das Onze em português, que encerra a festança com gosto de quero mais.

Os músicos escolhidos ajudam a dar consistência às releituras. São eles Markinhos Rodriguez (bateria), Danilo Rocha (violão), Marcos Prado (guitarra), Dico Santana (baixo) e Alecio Rodrigues (teclados). Temos também participações especiais de Romualdo da Rocha (vocais, congas e pandeiro), Jean Marcell Saad (surdo) e Ayrton Mugnaini Jr (vocais), este último jornalista, músico, cantor, compositor, pesquisador e autor de livro sobre Adoniran, Dá Licença de Contar.

Difícil reler de forma original um repertório tão regravado anteriormente e por tanta gente como o de Adoniran Barbosa, mas Miguel Barone conseguiu concretizar essa façanha em seu EP Adoniran Mezzo a Mezzo.

Álvaro (Tiro ao Álvaro)– Miguel Barone:

Biquini Cavadão mostra em SP suas releituras de Herbert Vianna

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Por Fabian Chacur

Em 2017, o Biquini Cavadão lançou As Voltas Que o Mundo Dá, um dos melhores álbuns de seus 35 anos de carreira (leia resenha aqui). Após esse ótimo trabalho de canções inéditas, o quarteto carioca volta com um projeto restrito às plataformas digitais. Trata-se de Ilustre Guerreiro, que traz a releitura de oito composições de Herbert Vianna. Eles mostram esse projeto em São Paulo com um show único neste sábado (1º-12) às 21h no Teatro Bradesco (avenida Palestra Itália, nº 500- Loja 263- 3º piso- Bourbon Shopping- fone 0xx11-3670-4100), com ingressos de R$ 60,00 a R$ 200,00.

A homenagem ao cantor, guitarrista e líder dos Paralamas do Sucesso não ocorre por acaso. Herbert foi quem sugeriu à banda, em 1983, batizar-se de Biquini Cavadão, além de ter tocado guitarra no primeiro single deles, o hit Tédio. Desde então, a amizade entre eles se manteve firme, forte e sólida. O vocalista Bruno Gouveia explica os critérios usados para a seleção do repertório:

“Nossa busca foi por canções que pudessem ser traduzidas por nós. Certamente, grandes hits ficaram de fora e não nos prendemos a uma cronologia. Antes de gravar, chegamos a ficar horas no estúdio buscando entender a responsabilidade deste tributo. Os arranjos originais sempre foram perfeitos. Portanto, buscamos passear por novas searas, encontrar novas ideias para cada canção”.

O título do álbum virtual vem do significado do nome Herbert, que tem origem alemã e pode ser traduzido como “ilustre guerreiro”. Muito adequado, por sinal. Com produção do consagrado Liminha, o álbum traz Como Se Não Te Amasse Tanto Assim, Só Pra Te Mostrar, Ska, Vital e Sua Moto, Aonde Quer Que Eu Vá, Cuide Bem do Seu Amor, Mensagem de Amor e O Amor Não Sabe Esperar.

Além das canções do trabalho digital, a banda formada por Bruno, Carlos Coelho (guitarra), Miguel Flores da Cunha (teclados) e Álvaro Birita (bateria), mais músicos de apoio, mostrará alguns de seus sucessos nessas quase quatro décadas de estrada, entre os quais Vento Ventania, Timidez, Janaína e Zé Ninguém, com aquela mistura de rock, reggae, pop e música brasileira que os tornou uma das bandas mais bem-sucedidas do rock oitentista em todo o Brasil.

Onde Quer Que Eu Vá (clipe)- Biquini Cavadão:

Barão Vermelho lança seu 1º single com a nova formação

Por Fabian Chacur

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Em 2017, o Barão Vermelho passou por duas mudanças importantes em sua formação. Saíram o cantor, compositor e guitarrista Roberto Frejat, um dos fundadores do time, em 1981, e também o baixista Rodrigo Santos, que estava no time há 25 anos. Entraram em suas vagas o cantor Rodrigo Suricato, revelado na banda Suricato, e o baixista Marcio Alencar. A primeira gravação de uma faixa inédita do novo line up do time acaba de sair. É o incrível single A Solidão Te Come Vivo, já disponível nas plataformas digitais.

A nova faixa, intitulada “A Solidão Te Come Vivo”, é um delicioso rock melódico, com uma letra belíssima em sua simplicidade, cujo refrão é “ao lado dos amigos escapo de qualquer perigo, se você deixar, a solidão te come vivo”. Os autores são exatamente os remanescentes da formação anterior do grupo carioca, os fundadores Guto Goffi (bateria) e Maurício Barros (teclados), e Fernando Magalhães (guitarra, há 32 anos no time).

Essa bela amostra certamente deve anteceder um novo álbum de inéditas do Barão, que não lança um trabalho nesses moldes desde 2004. Se a amostra valer, vem coisa boa por aí, pois esse single não deve nada aos melhores momentos da banda, além de provar que Rodrigo Suricato se encaixou feito luva nos vocais do grupo que nos rendeu tantos e tantos hits bacanas nessas quase quatro décadas de estrada.

A Solidão Te Come Vivo– Barão Vermelho:

Banda Leela lança single/clipe e promete álbum para 2019

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs do rock alternativo dos anos 2000. A Leela, banda criada no Rio de Janeiro e radicada há alguns anos em São Paulo, acaba de lançar seu primeiro single inédito em um bom tempo. A nova música está sendo divulgada por um clipe dirigido pelos badalados Los Cabras, dupla de diretores integrada por Antônio Adriano e Thiago Reys.

Youtube Mine é uma canção assinada pelo núcleo da banda, Bianca Jhordão e Rodrigo O’Reilly Brandão, em parceria com o inquieto e genial Fausto Fawcett. O tema é a quase irracional necessidade das pessoas na atualidade em ganhar notoriedade a qualquer custo nas redes sociais, buscando likes sem se preocupar com o conteúdo e a relevância daquilo que oferecem às pessoas. Um eletrorock dançante e energético.

O Leela lançou o seu primeiro álbum, autointitulado, em 2004, e conseguiu boa repercussão, com direito ao prêmio de banda revelação no VMB da extinta MTV Brasil. Fazendo muitos shows e abrindo para bandas importantes, eles lançaram posteriormente os CDs Pequenas Caixas (2007) e Música Todo Dia (2012).

O novo álbum, prometido para 2019, trará 10 faixas inéditas gravadas pelo grupo nos últimos cinco anos em seu próprio estúdio, o Music Bunker, mesma denominação de seu selo independente que o lançará. Youtube Mine foi gravada com Bianca Jhordão (voz e guitarra), Rodrigo O’Reilly Brandão (guitarra, vocais, synths, programações e produção musical), Eduardo Barreto (baixo) e Rafael Garga (bateria).

YouTube Mine (clipe)- Leela:

Angela Ro Ro faz um show de clima intimista em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Cantora, compositora e pianista de sucesso, Angela Ro Ro estará em São Paulo neste sábado (10) para um show às 21h30 no Tupi Or Not Tupi (rua Fidalga, nº 100- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 100,00. Além dela, teremos no palco o pianista Ricardo MacCord, seu parceiro em músicas como Compasso (faixa-título do CD lançado pela artista em 2006). Clima intimista e promessa de uma noite bem bacana para quem for.

Atualmente vivendo uma fase bem mais tranquila do que aqueles anos turbulentos no qual era frequente manchete de jornais e publicações sensacionalistas por causa de abusos alcoólicos e relações românticas mal resolvidas, ela nos mostrará clássicos de seu repertório, entre os quais Amor Meu Grande Amor, Tola Foi Você, Só Nos Resta Viver, Balada da Arrasada e Compasso, além de uma releitura de Summertime, clássico na voz de Janis Joplin, cantora que certamente a influenciou.

Angela Ro Ro gravou seu primeiro álbum quando já tinha 30 anos, em 1979. Mas valeu a espera, com o estouro de faixas como Amor Meu Grande Amor, Tola Foi Você e A Mim e a Mais Ninguém. Sua mistura de rock, blues e MPB deu muita liga, e ela se mostrou ótima compositora e também capaz de interpretar com garra e originalidade canções de Caetano Veloso (Escândalo) e João Donato (Simples Carinho), entre outros. Com sua voz rouca e cativante, continua relevante na MPB.

Amor Meu Grande Amor– Angela Ro Ro:

Nau terá um álbum inédito da década de 80 lançado nesta 6ª

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Por Fabian Chacur

Ótima notícia para os fãs do rock brasileiro dos anos 1980. Será lançado nesta sexta (9) um álbum inédito do extinto grupo paulistano Nau, lembrado por ter tido como vocalista a saudosa cantora, compositora e escritora Vange Leonel (1963-2014). Intitulado O Álbum Perdido do Nau, será disponibilizado nas plataformas digitais pela gravadora Deck. Até o momento, não está previsto o lançamento em formato físico, o que torcemos para que ocorra futuramente.

O Nau surgiu lá pelos idos de 1984, formado por Vange (vocal e teclados), Zique (guitarra), Beto Birger (baixo) e Mauro Tad Sanches (bateria). Com uma sonoridade pesada, quase hard rock, que também trazia momentos mais reflexivos-psicodélicos, o quarteto tornou-se badalado na cena rocker de São Paulo, e atraiu as atenções de Luis Calanca e da sua Baratos Afins, que os incluiu na coletânea Não São Paulo II ao lado das bandas Gueto, 365 e Vultos.

Devido a problemas técnicos, esta compilação, gravada em 1986, só saiu em 1987, quando o Nau já havia sido contratado pela gravadora CBS (hoje Sony Music). As músicas incluídas no álbum foram Madame Oráculo e Sofro. Naquele mesmo ano, saiu o autointitulado álbum de estreia do grupo (ouça aqui ), produzido por Luis Carlos Maluly, conhecido por seu bem-sucedido trabalho com o RPM de Paulo Ricardo.

Com excelente qualidade, o álbum valeu à banda uma matéria de duas páginas da revista Veja, e também a capa da publicação independente Som & Imagem. Embora tenha tido ótima repercussão na cena indie, o LP vendeu muito menos do que merecia, o que gerou o desinteresse da multinacional em lançar um novo trabalho deles.

Já com o experiente baterista Kuki Stolarski na vaga de Mauro Tad Sanches, o Nau entrou no estúdio Big Bang, em São Paulo, para gravar um novo álbum, com músicas inéditas cujas letras eram da jornalista Cilmara Bedaque. Com o fim do contrato com a CBS e a separação da banda, em 1989, este trabalho permanecia inédito até agora.

Após o fim do Nau, Vange lançou em 1991, pela Sony Music, seu primeiro e único trabalho solo, autointitulado. Com uma pegada mais dançante, ela emplacou o hit Noite Preta, tema de abertura da novela global Vamp. Esse Mundo, do mesmo álbum, entrou na trilha de outra atração global, Perigosas Peruas, em 1992.

Nau no programa Boca Livre, de Kid Vinil, em 1988:

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