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Tribalistas se divertem muito e os fãs observam pela fresta

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Por Fabian Chacur

A parceria entre Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown vem dos anos 1990. Em 2002, eles surpreenderam a todos ao lançar um álbum como se fossem um grupo, adotando o nome Tribalistas. Grande sucesso. Embora continuassem a fazer trabalhos juntos aqui e ali, deixaram o grupo hibernando durante 15 anos. Agora, quando ninguém mais esperava um retorno, eis que surge o segundo trabalho da trinca, em DVD, CD e nas plataformas digitais.

Em uma época na qual até um espirro na rua é capaz de criar polêmicas agressivas, este lançamento obviamente acirrou opiniões, algumas dadas até mesmo antes de conferir o conteúdo de Tribalistas (título igual ao do trabalho de estreia, no melhor estilo Roberto Carlos). Por isso, nada melhor do que esperar a poeira baixar para publicar uma análise deste pacote, que envolve 10 canções, oferecidas ao público em vídeo e também só em áudio.

Tribalistas é um grupo que traz acoplado a si vários elementos que se repetem nas obras que lançou. A sonoridade tem um forte elemento folk pop que influenciou decisivamente artistas do pop nacional surgidos neste século. Adicionados, entram doses de world music, bossa, MPB dos anos 1970 (especialmente Novos Baianos), rock e uma atmosfera hippie impregnada em cada nota tocada e cantada por Marisa, Arnaldo, Carlinhos e seus parceiros habituais (Dadi e Cézar Mendes).

A apresentação em vídeo das músicas é perfeita para o entendimento do projeto como um todo. Temos aqui cenas registradas durante as gravações do álbum, com direito a alguns momentos mais íntimos entre os três integrantes. A aparente curtição entre eles exala um clima de “como são lindos os nossos umbigos”, num êxtase que aparentemente ignora o mundo exterior.

O espectador atento perceberá que em momento algum o grupo tenta algum tipo de interação mais intensa com o público, que se sente como se estivesse presenciando uma festa estranha com gente esquisita através de uma fresta, sem ser convidado para o regabofe. Somos lindos, geniais e se por ventura você não estiver gostando, azar o seu. Sacou?

Isso obviamente não significa que o trabalho seja totalmente autoindulgente, ou que não tenha criatividade e qualidade. Afinal de contas, são três artistas bastante talentosos e com uma trajetória repleta de momentos interessantes, incluindo o primeiro álbum no formato trinca, com os deliciosos hits Já Sei Namorar e Velha Infância.

Em uma era em que certos produtores são capazes de vender a alma por mais um hit nas paradas de sucesso, é bom ver artistas que não abrem mão de seus conceitos. Agora, isso tem um preço, que neste caso específico é cativar apenas aqueles que se propuserem a mergulhar nessa atmosfera extremamente peculiar sem dar umas bocejadas ou sentir um certo ar de déjá vu aqui e ali.

Elementos individuais de cada artista transparecem, como as viagens poéticas de Arnaldo, o lirismo romântico de Marisa e o experimentalismo percussivo de Brown. Surpreende o panfletarismo ingênuo de Trabalivre e Lutar e Vencer, ou o momento quase world music de Diáspora. Surpreendem, mas não entusiasmam.

Um Só vai pelo lado do dub e uma letra que tenta por todos os seres humanos em uma mesma cesta. Fora da Memória vai em uma levada meio bossa, enquanto Aliança parece um momento menos inspirado da faceta romântica-valsa extraída de um disco solo de Miss Monte. Baião do Mundo conta com uma levada meio tribal e é o que mais parece ter cara de um hit potencial por aqui, com temática aquática que a aproxima de Segue o Seco, de certa forma.

Um jeitão de cantiga de ninar meio psicodélica impregna Ânima. Feliz e Saudável exala a influência dos Novos Baianos, e Os Peixinhos conta com a participação da cantora e compositora portuguesa Carminho, com um clima delicado e elementos inusitados na percussão.

No fim das contas, o novo capítulo deste projeto musical mantém a essência do anterior sem acrescentar nada muito significativo ao pacote, o que não é algo ruim em sua essência. O problema básico é essa dificuldade em cativar o ouvinte/espectador e envolve-lo na brincadeira. Ao contrário de Tribalistas 1, este volume 2 não leva jeito de que será tão lembrado por público e crítica nos próximos anos. Com a palavra, o tal do senhor da razão, o tempo.

Baião do Mundo (clipe)- Tribalistas:

João Suplicy lança o novo CD com show único no MIS (SP)

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Por Fabian Chacur

Após cerca de oito anos dedicados ao Brothers Of Brazil, dupla que montou com o irmão Supla, João Suplicy resolveu retomar a carreira-solo. O primeiro fruto dessa nova frase é o ótimo CD João, que ele apresenta em São Paulo com um show que rola nesta quarta-feira (8) às 20h no Auditório do MIS (avenida Europa, nº 158- Jardins- fone 0xx11-2117-4777), com entrada gratuita.

Na verdade, acaba sendo uma espécie de volta à origem, pois João iniciou sua trajetória discográfica com um trabalho individual, Musiqueiro (1999), e aos poucos se firmou no cenário musical paulista, lançando álbuns elogiados como Cafezinho (2002) e Caseiro (2005). Além de fazer inúmeros shows e gravar CDs com o Brothers Of Brazil, ele também lançou o álbum João Suplicy & The Hound Dogs (2015).

O álbum João traz 14 faixas e uma capa homenageando o saudoso astro americano do country e do rock Johnny Cash. O repertório autoral é bem diversificado, com fortes elementos de rockabilly, várias subdivisões da MPB, pop e rock. Um Abraço e Um Olhar conta com a participação de Zeca Baleiro e rendeu um divertido clipe, e Dicionário do Amor é um dueto com a ótima Marina de La Riva.

No show, o irmão mais novo de Supla terá a seu lado João Moreira (baixo) e Danilo Moura (percuteria e vocais), além dele próprio nos vocais e no violão, que volta e meia toma a sonoridade de uma guitarra. Fernanda Kostchak, violinista do Vanguart, marcará presença, repetindo sua participação no CD em Tudo ou Nada. O repertório também terá releituras de Elvis Presley e Tom Jobim, entre outros.

Um Abraço e Um Olhar– João Suplicy e Zeca Baleiro:

Primavera nos Dentes mostra o seu primeiro álbum no Rio

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Por Fabian Chacur

Dois músicos veteranos e consagrado no cenário musical brasileiro, Charles Gavin (bateria, ex-Titãs) e Paulo Rafael (guitarra, eterno braço direito de Alceu Valença), uniram-se a Duda Brack (vocal), Pedro Coelho (baixo) e Felipe Ventura (violino e guitarra) para criar o grupo Primavera nos Dentes, especializado em reler o repertório dos Secos & Molhados. Eles fazem um show nesta terça (31) às 20h30 no Rio no Sesc Copacabana (rua Domingos Ferreira, nº 160- Copacabana- fone 0xx21-2547-0156), com ingressos de R$ 7,50 a R$ 30,00.

Que fique claro: a proposta desse quinteto é realmente reler, não reproduzir igualzinho o que Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad gravaram em seus dois álbuns de estúdio, lançados em 1973 e 1974. Isso pode ser observado com clareza no primeiro álbum do Primavera nos Dentes, autointitulado, já disponível nas plataformas digitais e com previsão de lançamento em vinil pela Deckdisc. Há o respeito aos registros originais, mas também ousadia e criatividade.

No show, o quinteto tocará músicas do disco (que conta com 11 faixas), como Sangue Latino, O Vira, Primavera nos Dentes, O Patrão Nosso de Cada Dia, e Rosa de Hiroshima, e também algumas que ficaram fora desse trabalho, entre as quais Assim Assado, Mulher Barriguda e Prece Cósmica. Como os dois discos de estúdio dos Secos & Molhados traziam um total de 26 faixas, existe material para um próximo álbum do Primavera nos Dentes com essa proposta. Ou, quem sabe, um DVD ao vivo.

Primavera nos Dentes (ouça o álbum em streaming):

Pato Fu faz uma maratona de Música de Brinquedo em SP

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Por Fabian Chacur

O Patu Fu fará uma verdadeira maratona em São Paulo para lançar na cidade seu mais recente trabalho. Aproveitando o feriado prolongado, o grupo mineiro apresentará de quinta (12) a domingo (15), com duas sessões diárias (em horários do tipo matinê) o repertório de Música de Brinquedo 2. O local é o Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6300), com ingressos de R$ 12,00 a R$ 40,00.

O novo álbum da badalada banda encabeçada por Fernanda Takai e John Ulhoa dá sequência ao álbum inicial lançado em 2010. O conceito permanece o mesmo, que é trazer releituras de clássicos da música pop nacional e internacional interpretados com o auxílio de diversos tipos de brinquedos, instrumentos em miniatura e kazoos, criando assim uma sonoridade divertida e bastante lúdica. O grande sucesso da investida original justifica essa continuação.

Música de Brinquedo 2, lançado pela gravadora Deck em CD e nas plataformas digitais, traz onze faixas deliciosas e inesperadas. Entre outras, temos Palco (Gilberto Gil), Livin’ La Vida Loca (Ricky Martin), Rock da Cachorra (Eduardo Dussek), Mamãe Natureza (Rita Lee) e Every Breath You Take (The Police), com arranjos que agradarão os adultos e também as crianças, pois incluem vocais infantis.

Nos shows, que trarão em seu set list músicas dos dois CDs, o grupo terá Takai, Ulhoa e Ricardo Koctus (o trio que iniciou a banda, há mais de 20 anos) acompanhado por Glauco Mendes (bateria), Richard Neves (teclados) e dois convidados especialíssimos: os bonecos/monstrinhos Groco e Ziglo, criados pelo grupo Giramundo de Bonecos. Uma boa dica para quem quiser comemorar o Dia da Criança acompanhado por seus filhos, sobrinhos, netos e quetais.

Livin’ La Vida Loca– Pato Fu:

Banda Versalle lança um clipe gravado na incrível Rondônia

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Por Fabian Chacur

Não são muitos os que podem afirmar que já foram a Rondônia, ou que conhecem alguma coisa daquele estado situado no norte do Brasil. Uma boa oportunidade para se conferir algumas belas cenas registradas por lá é o clipe de A Saudade é Algo Que Eu Não Quero, recém-lançado pela banda Versalle. A música foi lançada no álbum Distante Em Algum Lugar, lançado em 2015 pelo selo Slap, da Som Livre.

As locações não foram escolhidas por acaso. A banda Versalle foi criada em 2009 precisamente em Porto Velho, capital daquele estado. Fazem parte do quarteto Criston Lucas (vocal), Rômulo Pacifico (guitarra), Miguel Pacheco (baixo) e Igor Jodir (bateria).

“A música traz uma letra melancólica e nostálgica que fala sobre a partida de alguém em busca do sonho maior. O sentimento de saudade, apesar de ser algo não quisto, é real e deve ser vivido. É um pequeno poema musicado muito significativo para a banda”, explica Criston.

A Versalle se tornou conhecida nacionalmente ao ser uma das finalistas do reality show musical SuperStar, da Rede Globo. Desde então, participaram do Lollapalooza 2016 e lançaram, além do álbum Distante Em Algum Lugar, o EP Apenas (2016). Seu rock melódico traz bem assimiladas influências de The Smiths, Legião Urbana, Interpol, Artic Monkey e Mutantes, entre outras.

A Saudade é Algo Que Eu Não Quero (clipe)-Versalle:

Amsterdan e Stereophant são as atrações do Rio Novo Rock

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Por Fabian Chacur

O projeto Rio Novo Rock, que há três anos abre mensalmente no Rio de Janeiro espaço para as bandas do novo rock feito no Rio e em outros estados, marca presença este mês nesta quinta-feira (7), um belo feriado, por sinal. Estarão em cena as bandas Amsterdan (FOTO) e Stereophant, além da DJ Suirá e do VJ Miguel Bandeira. A festa roqueira rola a partir das 20h em seu palco habitual, o Imperator- Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meier- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos de pista a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Nesta edição da mais consistente vitrine do novo rock nacional, teremos duas representantes locais. Com um ano de atividade, a banda Amsterdan conta com Rafael Reis (vocal), Adison Filho (guitarra), Fernando Fully (guitarra), Mateus Muniz (baixo e vocais), Caio Firmo (sintetizador) e Guga Peçanha (bateria). Seu primeiro álbum, 1766, traz faixas como Natural, Labirinto e Foi-se o Tempo, e conta histórias que todos nós vivemos diariamente, na definição de seus integrantes.

O Stereophant possui dois álbuns: Correndo de Encontro a Tudo (2013, relançado este ano em versão remixada e remasterizada) e o novo Mar de Espelhos. Integram o time Alexandre Rozemberg (vocal), Vinícius Tibuna (guitarra), Thiago Santos (guitarra), Fabrício Abramov (baixo) e Bernardo Leão (bateria). No mais recente trabalho, contam uma história dividida em três blocos de cinco canções cada.

Homem ao Mar (clipe)- Stereophant:

Banda goiana Sã lança clipe e mostra seu heavy filosófico

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Por Fabian Chacur

Um heavy metal fortemente influenciado por sonoridades setentistas e com letras com elementos filosóficos e bem-humorados. Esta é uma definição possível do som feito pela Sã, banda goiana que acaba de lançar o seu primeiro videoclipe. A música em questão é Translação, que traz influências claras de Black Sabbath e Grand Funk Railroad em meio a um clima visual sombrio, nervoso e ameaçador bem convincente.

Integram esse trio oriundo de Goiânia o cantor e guitarrista Danilo Xidan, conhecido por sua atuação com as bandas Goldfish Memories e Soothing, e os irmãos Alexandre (baixo) e Bruno Sardelari (bateria), que também atuam no grupo Veementes. A produção de Translação ficou a cargo de Braz Torres, que toca guitarras adicionais. Também participou da gravação Rodrigo Andrade, tocando meia-lua e bongô.

A letra da canção do Sã reflete com profundidade sobre o que é viver, e é finalizada pelos versos “a vida, a vida é só uma viagem, a vida é uma viagem só”, incentivando o ouvinte a aproveitar melhor sua estada no planeta e também visualizando um possível sumiço do ser humano da face do planeta. Um papo cabeça muito interessante.

Translação (clipe)- Sã:

Leo Jaime celebra os anos 80 em apresentação única no RJ

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Por Fabian Chacur

Embora goiano, foi no Rio de Janeiro que Leo Jaime viu sua carreira artística tomar vulto e conquistar o país. Vivíamos os anos 1980, era em que o rock se consolidou de vez no Brasil e invadiu as paradas de sucesso daqui, graças a uma produção local bastante fértil e diversificada. É isso o que o cantor, compositor e músico celebra em show único que rola nesta sexta (18) às 21h30 no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160- Shopping VillageMall- fone 0xx21- 3431-0100), com ingressos de R$ 80,00 a R$ 140,00.

O espetáculo é intitulado Leo “Guanabara” Jaime, apelido pelo qual o autor de hits como Nada Mudou e As Sete Vampiras era conhecido no início de sua trajetória carioca. De uma forma descontraída e divertida, suas marcas registradas, Leo contará histórias das músicas que irá cantar e também sobre os bastidores da sua geração roqueira. No repertório, releituras de canções da Legião Urbana, Cazuza, Rolling Stones, Raimundos, Leoni e The Cure, entre outros.

De seu próprio set list habitual, não ficarão de fora Sonia, Fórmula do Amor, Rock Estrela e Nada Mudou, além de alguma surpresa. Preciso Dizer Que Te Amo, que fez sucesso na década de 1980 com Marina Lima e que voltou às paradas de sucesso com o próprio Leo em 1995 também deve fazer parte do show. Leo resume tudo com esta frase: “esse é um show de rock. Se não gostar, não precisa nem ir”. Fica dado o recado!

Preciso Dizer Que Te Amo (ao vivo)- Leo Jaime:

Blitz lançará seu novo DVD e também fará turnê pelos EUA

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Por Fabian Chacur

Embora nunca tenha saído de cena nos últimos anos, a Blitz retomou com força total a carreira nos últimos meses. Lançou Aventuras 2, CD que celebra os 35 anos de sua estreia em disco com convidados especiais e bons elogios por parte de público e crítica. E as novidades não param de pintar. Em outubro, o grupo carioca lançará um novo DVD, gravado ao vivo em abril no Circo Voador, local cuja importância é impar na sua história de muito sucesso.

O grupo liderado pelo trio Evandro Mesquita (vocal e violão), Billy Forghieri (teclados) e Juba (bateria), integrantes de sua formação clássica, também anuncia que fará em fevereiro de 2018 uma turnê pelos EUA. E de quebra, preparam-se para show no Rock in Rio no dia 16 de setembro com participações especiais de Alice Caymmi e Davi Moraes. Será o seu retorno ao evento após 32 anos, eles que foram uma das atrações da histórica edição inicial do evento, em janeiro de 1985.

Em entrevistas, Evandro Mesquita sempre ironiza de forma simpática a previsão de alguns jornalistas apressados, que, com o estouro da banda em 1982 com Você Não Soube Me Amar, previam que seria o sucesso de um único verão. E, desde então, 30 e tantos verões se passaram, e os caras continuam aí, firmes e fortes, com sua mistura de bom-humor, rock and roll e ritmos tropicais, pondo para dançar e se divertir gerações de brasileiros. Quem ri por último…

Noku Pardal– Blitz e Alice Caymmi:

Primavera nos Dentes lançará seu primeiro álbum em breve

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Por Fabian Chacur

Charles Gavin, ex-baterista dos Titãs e apresentador do programa do Canal Brasil O Som do Vinil, voltará em breve ao mundo do disco com um novo projeto. Trata-se do Primavera Nos Dentes, cujo objetivo é a releitura de músicas dos Secos & Molhados. O trabalho sairá via gravadora Deck a partir do fim deste mês, nos formatos vinil e digital.

Além de Gavin, o time conta com o lendário guitarrista Paulo Rafael (Alceu Valença e Ave Sangria), Duda Brack (vocal), Pedro Coelho (baixo, de Cassia Eller- O Musical e Dona Joana) e Felipe Ventura (violino e guitarra, de Xôo e Cícero). Foram aproximadamente um ano e meio de ensaios e gravações de demos. A ideia era começar pelos shows, mas o produtor Rafael Ramos (Pitty, Titãs, Vanguart) ouviu uma das demos, gostou e os convidou para gravar.

“A sonoridade e os arranjos se distanciaram bastante dos originais, diria que cada versão que fizemos tem a assinatura de cada um de nós. Também foi surpreendente constatar o fato de que a poesia das letras permanece extremamente atual e assertiva após décadas, deliciosamente doce e ácida, ingênua e politizada ao mesmo tempo, conectando-se com pessoas de qualquer geração e qualquer lugar”, comenta Charles Gavin. Primavera nos Dentes é uma das faixas do álbum de estreia dos Secos & Molhados, lançado em 1973.

Primavera nos Dentes– Secos e Molhados:

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