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Barão Vermelho mostra nova cara e os grandes hits em SP

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Por Fabian Chacur

Em 2017, o Barão Vermelho voltou ao cenário rock nacional. No lugar de Roberto Frejat, que optou de vez pela carreira-solo, entrou Rodrigo Suricato, incumbindo-se de vocal, violão e guitarra. Desde então, o time, que depois também perdeu o baixista Rodrigo Santos, está na estrada, mostrando sua nova cara. Eles tocam nesta sexta (27) às 22h30 em São Paulo na Casa Natural Musical (rua Artur de Azevedo, nº 2.134- Pinheiros- fone 0xx11-4003-6860), com ingressos de R$ 140,00 a R$ 200,00.

A atual encarnação desta marcante banda surgida no Rio em 1981 e um dos pilares do rock brasileiro na década de 1980 e desde então traz, além de Suricato, os fundadores Guto Goffi (bateria) e Mauricio Barros (teclados) e Fernando Magalhães (guitarra), este último no time há quase 30 anos. Uma escalação concisa e com muita fome de palco, como seus shows recentes mostraram aos fãs.

Como forma de marcar a fase atual, o grupo acaba de lançar nas plataformas digitais #Barãoprasempre, que traz nove músicas gravadas ao vivo no Rio no Estúdio Palco 41, sendo sete delas releituras elétricas de hits da banda como Pense e Dance, Pro Dia Nascer Feliz, Puro Êxtase e Eu Queria Ter Uma Bomba e as releituras acústicas de Por Você e Brasil, esta última hit da carreira solo do primeiro vocalista da banda, Cazuza. As gravações ainda tiveram Rodrigo Santos como baixista.

No repertório do show, teremos músicas desse álbum digital e também outros sucessos marcantes do Barão Vermelho, entre os quais Bete Balanço, Maior Abandonado e Por Que a Gente é Assim. Além de dar prosseguimento à atual turnê, o grupo promete para um futuro não muito distante um trabalho com canções inéditas.

Pense e Dance (nova versão)- Barão Vermelho:

Rio Novo Rock mostra Purano e The Ocean Revives no Rio

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Por Fabian Chacur

Com quatro anos de existência, o projeto Rio Novo Rock (RNR) atraiu até hoje um total de mais de 15 pessoas, que curtiram 73 grupos da nova geração em 36 edições. Nesta quinta (26), a partir das 20h, o Rio de Janeiro verá duas bandas promissoras, a Purano (FOTO) e a The Ocean Revives, no Imperator Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meier- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira). Também participam a DJ Priscila Dau e o Photon Duo, dos VJs Miguel Bandeira e Rebecca Moure.

Criada no Rio em 2005, a banda Purano surgiu com influências do rock dos anos 60 e 70 e também de grunge, stoner, metal e blues. É integrado por Bruno Corrêa (vocal), Rodigo Tardin (guitarra), Fábio Calasans (guitarra), Vitor Neves (baixo) e Bruno Bordallo (bateria). Em seu currículo, três EPs, entre os quais Dias de Guerra, Segundos de Paz, e faixas impactantes como, por exemplo, a ótima Pecador, com direito a um clipe bacana e muito bem produzido.

Também carioca, a banda The Ocean Revives é bem mais recente, com três anos de atividades, mas já está fazendo fama no cenário do underground roqueiro, graças a uma sonoridade que mescla metalcore, pós-hardcore, peso e melodia. Seu EP lançado em 2016, Somos Seis Em Meio Ao Mar, teve boa repercussão. O time: Rodrigo Nascimento (vocal), Vic Corrêa (vocal), Charles Barreto (guitarra), Rafael Carrilho (guitarra), Rodrigo Andrade (baixo) e Kevin Duarte (bateria).

Pecador (clipe)- Purano:

Saída de Emergência mostra o seu rock nervoso e setentista

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Por Fabian Chacur

Na década de 1970, existia uma linhagem de rock que apostava em guitarras ardidas, andamentos compassados e letras rebeldes. Entre outros, seguiam essa postura sonora, de forma frequente ou eventual, T.Rex, Free, Made In Brazil, Tutti Frutti, Rolling Stones e Raul Seixas. Na atual geração do rock brazuca, temos uma boa banda seguidora desta assinatura rocker. É a Saída de Emergência, que acaba de lançar seu 2º CD, o ótimo Nova Velha Era.

Na estrada desde 2010, o grupo paulistano tem como líder o vocalista, guitarrista e compositor Dino Chaves. Estão a seu lado Leandro de Castro (guitarra), Lelo Carvalho (baixo) e Loks Rasmussen (bateria, este também conhecido por integrar a excelente banda Pop Javali). Neste novo CD, eles contam com a participação especialíssima dos solos do endiabrado guitarrista Rick Ferreira, conhecido por seu trabalho com Raul Seixas e Erasmo Carlos, entre inúmeros outros.

Também marcam presença no trabalho, que sucede O Importante é o Principal (2011, que marcou a estreia discográfica do quarteto), os experientes Petch Calazans (órgão Hammond), Bruno Oliveira (backing vocals) e Thiago Espírito Santo (baixo). As gravações tiveram como cenário o Estúdio Mosh (SP), um dos mais modernos e famosos do Brasil.

Com uma voz poderosa e agressiva, Dino solta o verbo em letras contestadoras que abordam temas sociais, políticos e existenciais sem muitas papas na língua. O ritmo mescla o rock and roll com doses bacanas de blues, sempre com execução competente, sem rebuscamento excessivo nem simplismo banalizante. E o principal: com muita energia e ya-yas pra fora.

Entre as 14 faixas que integram o álbum, destacam-se Salve-se Quem Puder, Subestimação, Roupa Suja, Nova Era, Eu Sou Brasileiro e Velório de Indigente, mas no geral o repertório é bem equilibrado. E a capa, encarte e apresentação gráfica e visual do CD são simplesmente espetaculares, uma verdadeira obra de arte. Se a sua praia é o chamado rock na veia, este CD pode ser receitado sem nenhum risco de efeitos colaterais.

Século XXI– Saída de Emergência:

Guilherme Arantes cativa seu público com show em Jaú (SP)

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Por Fabian Chacur

Com 42 anos de carreira-solo, Guilherme Arantes se mostra um artista com muita fome de palco. Isso ficou evidente na noite desta sexta (6), quanto, perante aproximadamente três mil pessoas, no Sesi de Jaú (SP), o cantor, compositor e músico paulistano esbanjou energia, carisma, descontração e talento em quase duas horas de performance, que o público presente demonstrou ter adorado, dançando, cantando e se emocionando com cada canção.

Guilherme viveu o seu auge em termos comerciais nas décadas de 1970 e 1980. Se não invade mais as paradas de sucesso com a mesma frequência, este artista sempre inquieto se manteve ativo, com direito a shows pelos quatro cantos do país e do mundo e também discos de ótima qualidade artística, sendo os mais recentes os elogiados Condição Humana (2013) e Flores e Cores (2017). “Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”, como diz trecho de sua clássica Aprendendo a Jogar.

Em momento realmente alto dessa sua trajetória brilhante, o artista trouxe a Jaú uma banda de apoio simplesmente iluminada, integrada por Luiz Carlini (guitarra), Willy Verdaguer (baixo), Alexandre Blanc (guitarra) e Gabriel Martini (bateria). No comando, ele, nos vocais e teclados. Um time que esbanja entrosamento, vibração e desenvoltura. Também, não é para menos.

Luiz Carlini tocou com Rita Lee nos anos 1970, liderando o grupo Tutti Frutti e sendo parceiro da maior roqueira brasileira em clássicos do porte de Agora Só Falta Você, Corista de Rock e Sem Cerimônia, além de ter feito o antológico solo de guitarra na gravação original de estúdio de Ovelha Negra. Ele já tocou com Guilherme em outras ocasiões, e também com Erasmo Carlos. Um dos grandes da guitarra rock brasileira.

Por sua vez, o baixista argentino Willy Verdaguer é radicado no Brasil desde 1967, e tocou e gravou ao lado de Caetano Veloso (em Alegria, Alegria, por exemplo), Gilberto Gil, Raul Seixas e Secos & Molhados, além de ter criado os grupos Raices de América e Humauaca (este de música instrumental e ainda ativo). Blanc e Martini mostram envergadura para tocar com o trio, o que nos permite considerar essa uma espécie de Guilherme Arantes All Stars.

O show não poderia ter sido melhor. Arantes começou com músicas de seus mais recentes álbuns, e depois nos ofereceu um hit atrás do outro. Ouvir em um mesmo show maravilhas do naipe de Êxtase, Amanhã, Deixa Chover, Meu Mundo e Nada Mais, A Cidade e a Neblina, Cheia de Charme, Um Dia Um Adeus, Coisas do Brasil, Cuide-se Bem, Brincar de Viver e Lindo Balão Azul (só para citar algumas), todas apresentadas com alto teor de performance, não é coisa que se veja/ouça todo o dia em um espetáculo. Imagine ainda gratuito!

Como forma de dar um tempero bem particular, o sempre verborrágico astro paulistano nos proporcionou deliciosos depoimentos sobre algumas das músicas, e também sobre suas experiências de vida, para deleite do público. Como em todo show ótimo que se preze, as duas horas pareceram dois minutos, de tão rápido que passaram. E vale elogiar a organização do Sesi de Jaú, que ofereceu um espaço e equipamento à altura do espetáculo.

Uma experiência surreal e deliciosa

Desde 1987, tive a oportunidade, como jornalista e crítico musical, de entrevistar Guilherme Arantes uma dezena (ou mais) de vezes. Acabamos criando um vínculo de amizade muito forte nesse tempo todo, com direito a franqueza, elogios e também eventuais críticas construtivas. Em 2012, ele me deu a honra de me dedicar, durante um show, minha música favorita de seu fantástico repertório, Cuide-se Bem (leia essa história aqui). Mas agora, ele me “quebrou as pernas”.

Ao ar livre, o show possuía uma área com cadeiras. Eu fiquei exatamente atrás dessa área, junto com a minha esposa, Virgínia (que ficou sentada em uma cadeira, mas fora daquela área). A visão do palco era boa, mas não estava tão perto assim. Pelo menos, assim pensava esta besta que voz tecla. Porque depois de algumas músicas, no fim de uma delas, eis que a estrela da noite me solta esta frase, apontando de longe para mim: “você é quem eu estou pensando que você é?”

Obviamente surpreso, eu acenei, de forma afirmativa. Aí, ele me apresentou à plateia de forma gentil e elogiosa, com a generosidade que lhe é peculiar. De quebra, me ofereceu a música que iria tocar logo a seguir, “apenas” Meu Mundo e Nada Mais, a canção que, em 1976, abriu-lhe as portas das rádios e da grande mídia e do público como tema da novela global Anjo Mau.

Imaginem só a minha cara, perante aquela multidão toda, com os holofotes voltados para mim… De quebra, o cidadão ainda dedicou Deixa Chover à minha mãe e, antes de começar o pot-pourry que encerrou o show, Fã-Número 1/Lindo Balão Azul, afirmou ser “meu fã”. Até parece, não é, seo Guilherme? Eu, sim, sou seu fã, e dos grandes. Você não tem a ideia de como tanta generosidade me fez bem, além de me dar a certeza de que, quem sabe, na minha vida, o melhor esteja para começar, como diz uma de suas canções (leia a homenagem que fiz quando ele completou 60 anos de idade aqui ).

Êxtase (ao vivo em Jaú)- Guilherme Arantes:

Paula Toller mostra seu show Como Eu Quero no Vivo Rio

Foto: Leo Aversa

Foto: Leo Aversa

Por Fabian Chacur

Após bem-sucedidas passagens por São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, está chegando a hora de Paula Toller levar o seu novo show, intitulado Como Eu Quero, para sua cidade natal, o Rio de Janeiro. Será no dia 24 (sábado) às 21h no Vivo Rio (Avenida Infante Don Henrique, nº 85-Parque do Flamengo- fone 0xx21-2272-2901), com ingressos que custam de R$ 100,00 a R$ 240,00.

A banda que acompanhará a ex-vocalista do Kid Abelha traz como destaque ninguém menos do que o lendário produtor Liminha, que se incumbe dos arranjos e violão. Gustavo Camardella (violão), Pedro Augusto (teclados), Pedro Dias (baixo) e Adal Fonseca (bateria) completam o time, que proporciona uma moldura sonora mais intimista e delicada, com predominância acústica.

No repertório, algumas novidades, entre as quais as releituras de Ando Meio Desligado (dos Mutantes), Céu Azul (do Charlie Brown Jr.) e Deixa a Vibe Te Levar (versão de Don’t You Worry ’bout a Thing, de Stevie Wonder). Hits solo e do Kid Abelha estarão presentes, entre os quais Fixação, Grand’Hotel e a música que deu nome ao espetáculo, um dos clássicos do songbook da cantora e compositora carioca.

Céu Azul– Paula Toller:

Vanguart lança divertido clipe para divulgar Todas as Cores

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Por Fabian Chacur

O mais recente álbum do Vanguart, intitulado Beijo Estranho, já saiu há quase um ano, mas a banda continua divulgando-o. A mais nova ação nesse sentido é o lançamento de um videoclipe da música Todas as Cores, pop-rock energético que é um dos principais destaques deste CD do grupo criado em 2002 em Cuiabá, Mato Grosso. A dupla Couple Of Things, formada por Diana Boccara e Leo Longo, incumbiu-se do roteiro, direção e pós-produção do vídeo.

O ritmo ágil e contagiante da música é ressaltado por uma produção bastante divertida, que brinca com as imagens dos quatro atuais integrantes do Vanguart, que entram, saem e/ou se multiplicam durante o desenrolar da canção. A faixa é de autoria de Reginaldo Lincoln (baixo e vocal), que integra o time ao lado de Hélio Flanders (violão e vocal), Fernanda Kotschak (violino) e David Dafré (guitarra e vocal).

Todas as Cores surgiu um tempo atrás, pensando em maneiras de dizer coisas que remetam a coragem de fazer aquilo que a gente sonha. É uma canção que tenta entoar uma força interior e esse clipe busca trazer um pouco desse universo, para que o que a gente almeja possa acontecer”, analisa Reginaldo a sua própria criação.

Todas as Cores (videoclipe)- Vanguart:

Threesome mostra sua faceta atual com EP Keep On Naked

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Por Fabian Chacur

Em 2014, com apenas dois anos de estrada, a banda campineira Threesome lançou Get Naked, seu primeiro álbum. Com a saída do vocalista Bruno Baptista, substituído pela cantora Juh Leidl, o quinteto agora nos proporciona um novo lançamento. Trata-se do EP Keep On Naked, que traz três faixas nervosas, vibrantes e que mostram o time afiadíssimo em sua proposta.

A sonoridade defendida pelo grupo que traz Juh Leidl (vocal), Fred Leidl (guitarra, piano e vocal), Bruno Manfrinato (guitarra), Bob Rocha (baixo) e Henrique Matos (bateria) é um rock ardido, com riffs simples e agressivos que beiram o hard rock e denotam influências bacanas dos anos 1960 e 1970. Os músicos atuam de forma coesa, com solos convivendo pacificamente com as canções, sem exibicionismos. A simplicidade é a tônica aqui, mas sem cair no banal.

O nome Threesome (termo em inglês equivalente ao ménage a trois francês) dá uma dica sobre as letras (todas em inglês) das suas composições, que enfocam as relações sexuais e afetivas de forma aberta e sem muitas amarras. A entrada da carismática Juh e a boa voz de Fred abrem perspectivas vocais muito bacanas para a banda que podem se tornar um belo diferencial, se continuarem sendo desenvolvidas conforme o material deste novo EP nos indica.

Duas das faixas, Sweet Anger e ERW, são releituras de canções presentes no álbum de estreia, só que reestruturadas para a nova configuração do time, sendo My Eyes totalmente inédita. A gravação analógica e a captação, mixagem e masterização feitas em Campinas (SP) pelo experiente Maurício Cajueiro (que trabalho com nomes gigantes do porte de Stephen Stills, Steve Vai, Glenn Hughes, Gene Simmons e Linkin Park) proporcionaram ao material um impacto sonoro comparável ao das melhores formações gringas, em termos técnicos.

Keep On Naked e seu ótimo conteúdo equivalem a uma bela amostra do que a Threesome poderá nos proporcionar nos próximos anos, e certamente deixará os admiradores de um rock ardido e bem concatenado extremamente curiosos para acompanhar os próximos passos dessa trajetória musical. E tomara que eles saibam aproveitar com inteligência e sensibilidade as possibilidades que a combinação das vozes dos seus dois cantores poderão lhes proporcionar.

Sweet Anger (lyric video)- Threesome:

Rio Novo Rock inicia seu novo ciclo nesta quinta (22) no Rio

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Por Fabian Chacur

O quarto ano do Rio Novo Rock (RNR) terá início nesta quinta (22) às 20h. O projeto, que abriu espaços para 73 grupo em suas 36 edições, com um público presente em torno de 15 mil pessoas no total, já abrigou bandas da nova geração como Folks, Dônica, Far From Alaska e Selvagens à Procura de Lei. A programação 2018 começa com as bandas cariocas Circus Rock (foto) e Maieuttica. O local será o Imperator Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Méier- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Na ativa desde 2013, o Circus Rock traz em suas fileiras Bernardo Tavares (vocal), Felipe Aquino (baixo e vocais), Henrique Barreto (guitarra), Alex Heink (guitarra) e Dudu Moragas (bateria). Em julho de 2017, a banda carioca de punk/hardcore lançou seu primeiro álbum, Em Meio à Destruição, com 11 faixas, entre as quais a virulenta Sangue nos Olhos. Influências de grupos como Rage Against The Machine e The Offspring aparecem em suas canções.

Com letras que se valem de conceitos filosóficos, a Maieuticca conta com Allan Sampaio (vocal), Frank Lima (vocal), Tuninho Silva (guitarra), Tássio Luiz (guitarra), Bruno Pinho (baixo) e Rômulo Lima (bateria). Seu primeiro álbum, Por Árduos Caminhos Até as Estrelas, saiu em 2014, com boa repercussão. O mais recente é Hiatus: Ausência. Sua sonoridade é o metalcore, com elementos musicais de grupos como Sepultura, Pantera e Lamb Of God inspirando sua criação musical.

Hidra– Maieuttica:

Olivia Gênesi brilha com sua mistura doce de sonoridades

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Por Fabian Chacur

A cantora, compositora, arranjadora e tecladista paulistana Olivia Gênesi lançou o seu primeiro CD em 2000. Desde então, fez inúmeros shows, gravou diversos outros trabalhos, interpretou canções próprias e de outros autores e buscou se aprimorar como artista. Toda essa estrada soa nítida em seu novo CD, Amor e Liberdade, o décimo dessa trajetória pelo cenário independente.

Vamos começar pela cantora. Sua voz é delicada, suave, quase frágil, com ecos do timbre da grande Vânia Bastos. Olivia se vale dessas características com bastante desenvoltura nas 14 faixas de seu novo álbum, e de forma inteligente buscou uma sonoridade que se adequasse a ela. Nada mais importante para um intérprete do que saber usar de forma inteligente o seu potencial, e é exatamente isso o que essa artista faz com o seu canto.

Sua sonoridade é uma mistura de jazz, rock, folk e várias tendências da MPB, com uma abordagem minimalista e rica nos detalhes, que se sobressaem graças ao talento dos músicos que a acompanham no álbum. Entre outros, temos aqui Fernando Garcia (bateria), Fábio Dregs (guitarra), Arismar do Espírito Santo (guitarra), Hugo Hori (flauta) e Raquel Martins (guitarra), além da própria Olivia no piano, escaleta, percussão e arranjos.

O repertório traz apenas uma música alheia, a deliciosa Lua No Céu de Janeiro, de Luis Carlos Sá e Dery Nascimento. Não faltam momentos preciosos, como o delicado rock Versiidade, a incrível mistura de jazz, forró, balada e psicodelia O Amor Vai Brotar, a jazzy Astrologia, o rock Mudada, a balada jazz O Feminino e o rock na veia Astrologia.

Forró da Bela serve como interessante amostra dessa perspectiva mestiça da criação de Olivia, pois parte do ritmo nordestino rumo a um resultado que tem variações sutis de climas que remetem a rock, jazz e pop. E ressalte-se o poder das ótimas letras, nas quais temas como amor, vida e relacionamentos afetivos são destrinchados com lirismo, paixão e um quê visionário também. E tem a deliciosa Amores Líquidos, repleta de toques e insights bacanas.

Amor e Liberdade é um título que serve como uma boa pista das intenções de Olivia Gênesi enquanto artista, pois mescla a paixão de quem visivelmente gosta do que faz com a liberdade de mergulhar nas misturas que achar cabíveis. Este álbum pode não agradar a todos, mas certamente será muito apreciado por quem tem bom gosto e sensibilidade poética e musical.

Amores Líquidos(clipe)- Olivia Gênesi:

Blitz mostra muita vitalidade e swing em seu novo DVD

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Por Fabian Chacur

O ano de 2017 entrará para a história da Blitz como um dos melhores de sua bem-sucedida trajetória iniciada em 1982 com o estouro de Você Não Soube Me Amar. Além de terem divulgado com categoria seu mais recente álbum, Aventuras II, um excelente álbum comparável aos seus lançamentos clássicos dos anos 1980, fizeram inúmeros shows sempre lotados e com ótima repercussão por parte do público. O registro dessa atual fase iluminada da banda carioca acaba de sair, pela gravadora Deck em parceria com o Canal Brasil. Trata-se do DVD Blitz No Circo Voador, prova concreta de que esse time não vive só de seu passado de glórias.

O registro foi realizado ao vivo em abril deste ano no mitológico Circo Voador, mesmo espaço alternativo carioca no qual o grupo despontou rumo ao sucesso nacional. No time, temos três integrantes da formação clássica: Evandro Mesquita (vocal), Billy Forghieri (teclados) e o mitológico Roberto “Juba” Gurgel (bateria). Ao seu lado, uma das formações mais estáveis da história do grupo, que traz Cláudia Niemeyer (baixo), Rogério Meanda (guitarra), Andréa Coutinho (backing vocals) e Nicole Cyrne (backing vocals).

Ao contrário do que alguns fariam nesse momento, a Blitz mostrou ousadia e confiança no próprio taco ao incluir 11 das 13 faixas de Aventuras II no show. Boa oportunidade para se conferir o quanto essas novas músicas são boas, pois se encaixam muito bem em meio aos sete clássicos do período 1982-1985 e a um cover certeiro, Aluga-se (de Raul Seixas), sendo que One Love (Bob Marley) e País Tropical (Jorge Ben Jor) foram interpoladas respectivamente nos hits A Dois Passos do Paraíso e Mais Uma de Amor (Geme Geme).

As canções mais recentes da Blitz mantém o clima alto astral e swingado de seus bons tempos, com direito a maravilhas do naipe de Baile Quente (que abre a festança com tudo), Nu na Ilha, Estrangeiro Aventureiro e Chacal Blues. Todas poderiam se tornar hits radiofônicos, se vivêssemos tempos mais democráticos e afeitos ao pop rock.

Algumas participações especiais marcam o show, sendo a de maior destaque a de Alice Caymmi na assumidamente brega Noku Pardal e na releitura do hit Betty Frígida, nas quais ela faz duetos hilariantes com Evandro Mesquita. Afroreggae, Milton Guedes, George Israel, Diogo Albuquerque, Mafram do Maracanã e Silvio Charles também marcam presença, além de Zeca Pagodinho, este graças a uma gravação em áudio/vídeo exibida no telão em Fominha.

Blitz No Circo Voador mostra como é possível para uma banda com 35 anos de estrada ainda soar refrescante e renovada, sem renegar seu legado. Colabora para isso a excelente forma de Evandro, que aos 65 anos de vida aparenta no máximo uns 40, se tanto, além de continuar com voz afiada/afinada e aquela presença de palco simpática e desencanada que sempre o marcaram. Muito bom ver esses caras com esse gás todo. Sinal de que as aventuras estão longe de acabar…

Baile Quente (ao vivo)- Blitz:

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