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Biquini Cavadão mostra em SP suas releituras de Herbert Vianna

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Por Fabian Chacur

Em 2017, o Biquini Cavadão lançou As Voltas Que o Mundo Dá, um dos melhores álbuns de seus 35 anos de carreira (leia resenha aqui). Após esse ótimo trabalho de canções inéditas, o quarteto carioca volta com um projeto restrito às plataformas digitais. Trata-se de Ilustre Guerreiro, que traz a releitura de oito composições de Herbert Vianna. Eles mostram esse projeto em São Paulo com um show único neste sábado (1º-12) às 21h no Teatro Bradesco (avenida Palestra Itália, nº 500- Loja 263- 3º piso- Bourbon Shopping- fone 0xx11-3670-4100), com ingressos de R$ 60,00 a R$ 200,00.

A homenagem ao cantor, guitarrista e líder dos Paralamas do Sucesso não ocorre por acaso. Herbert foi quem sugeriu à banda, em 1983, batizar-se de Biquini Cavadão, além de ter tocado guitarra no primeiro single deles, o hit Tédio. Desde então, a amizade entre eles se manteve firme, forte e sólida. O vocalista Bruno Gouveia explica os critérios usados para a seleção do repertório:

“Nossa busca foi por canções que pudessem ser traduzidas por nós. Certamente, grandes hits ficaram de fora e não nos prendemos a uma cronologia. Antes de gravar, chegamos a ficar horas no estúdio buscando entender a responsabilidade deste tributo. Os arranjos originais sempre foram perfeitos. Portanto, buscamos passear por novas searas, encontrar novas ideias para cada canção”.

O título do álbum virtual vem do significado do nome Herbert, que tem origem alemã e pode ser traduzido como “ilustre guerreiro”. Muito adequado, por sinal. Com produção do consagrado Liminha, o álbum traz Como Se Não Te Amasse Tanto Assim, Só Pra Te Mostrar, Ska, Vital e Sua Moto, Aonde Quer Que Eu Vá, Cuide Bem do Seu Amor, Mensagem de Amor e O Amor Não Sabe Esperar.

Além das canções do trabalho digital, a banda formada por Bruno, Carlos Coelho (guitarra), Miguel Flores da Cunha (teclados) e Álvaro Birita (bateria), mais músicos de apoio, mostrará alguns de seus sucessos nessas quase quatro décadas de estrada, entre os quais Vento Ventania, Timidez, Janaína e Zé Ninguém, com aquela mistura de rock, reggae, pop e música brasileira que os tornou uma das bandas mais bem-sucedidas do rock oitentista em todo o Brasil.

Onde Quer Que Eu Vá (clipe)- Biquini Cavadão:

Barão Vermelho lança seu 1º single com a nova formação

Por Fabian Chacur

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Em 2017, o Barão Vermelho passou por duas mudanças importantes em sua formação. Saíram o cantor, compositor e guitarrista Roberto Frejat, um dos fundadores do time, em 1981, e também o baixista Rodrigo Santos, que estava no time há 25 anos. Entraram em suas vagas o cantor Rodrigo Suricato, revelado na banda Suricato, e o baixista Marcio Alencar. A primeira gravação de uma faixa inédita do novo line up do time acaba de sair. É o incrível single A Solidão Te Come Vivo, já disponível nas plataformas digitais.

A nova faixa, intitulada “A Solidão Te Come Vivo”, é um delicioso rock melódico, com uma letra belíssima em sua simplicidade, cujo refrão é “ao lado dos amigos escapo de qualquer perigo, se você deixar, a solidão te come vivo”. Os autores são exatamente os remanescentes da formação anterior do grupo carioca, os fundadores Guto Goffi (bateria) e Maurício Barros (teclados), e Fernando Magalhães (guitarra, há 32 anos no time).

Essa bela amostra certamente deve anteceder um novo álbum de inéditas do Barão, que não lança um trabalho nesses moldes desde 2004. Se a amostra valer, vem coisa boa por aí, pois esse single não deve nada aos melhores momentos da banda, além de provar que Rodrigo Suricato se encaixou feito luva nos vocais do grupo que nos rendeu tantos e tantos hits bacanas nessas quase quatro décadas de estrada.

A Solidão Te Come Vivo– Barão Vermelho:

Banda Leela lança single/clipe e promete álbum para 2019

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs do rock alternativo dos anos 2000. A Leela, banda criada no Rio de Janeiro e radicada há alguns anos em São Paulo, acaba de lançar seu primeiro single inédito em um bom tempo. A nova música está sendo divulgada por um clipe dirigido pelos badalados Los Cabras, dupla de diretores integrada por Antônio Adriano e Thiago Reys.

Youtube Mine é uma canção assinada pelo núcleo da banda, Bianca Jhordão e Rodrigo O’Reilly Brandão, em parceria com o inquieto e genial Fausto Fawcett. O tema é a quase irracional necessidade das pessoas na atualidade em ganhar notoriedade a qualquer custo nas redes sociais, buscando likes sem se preocupar com o conteúdo e a relevância daquilo que oferecem às pessoas. Um eletrorock dançante e energético.

O Leela lançou o seu primeiro álbum, autointitulado, em 2004, e conseguiu boa repercussão, com direito ao prêmio de banda revelação no VMB da extinta MTV Brasil. Fazendo muitos shows e abrindo para bandas importantes, eles lançaram posteriormente os CDs Pequenas Caixas (2007) e Música Todo Dia (2012).

O novo álbum, prometido para 2019, trará 10 faixas inéditas gravadas pelo grupo nos últimos cinco anos em seu próprio estúdio, o Music Bunker, mesma denominação de seu selo independente que o lançará. Youtube Mine foi gravada com Bianca Jhordão (voz e guitarra), Rodrigo O’Reilly Brandão (guitarra, vocais, synths, programações e produção musical), Eduardo Barreto (baixo) e Rafael Garga (bateria).

YouTube Mine (clipe)- Leela:

Angela Ro Ro faz um show de clima intimista em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Cantora, compositora e pianista de sucesso, Angela Ro Ro estará em São Paulo neste sábado (10) para um show às 21h30 no Tupi Or Not Tupi (rua Fidalga, nº 100- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 100,00. Além dela, teremos no palco o pianista Ricardo MacCord, seu parceiro em músicas como Compasso (faixa-título do CD lançado pela artista em 2006). Clima intimista e promessa de uma noite bem bacana para quem for.

Atualmente vivendo uma fase bem mais tranquila do que aqueles anos turbulentos no qual era frequente manchete de jornais e publicações sensacionalistas por causa de abusos alcoólicos e relações românticas mal resolvidas, ela nos mostrará clássicos de seu repertório, entre os quais Amor Meu Grande Amor, Tola Foi Você, Só Nos Resta Viver, Balada da Arrasada e Compasso, além de uma releitura de Summertime, clássico na voz de Janis Joplin, cantora que certamente a influenciou.

Angela Ro Ro gravou seu primeiro álbum quando já tinha 30 anos, em 1979. Mas valeu a espera, com o estouro de faixas como Amor Meu Grande Amor, Tola Foi Você e A Mim e a Mais Ninguém. Sua mistura de rock, blues e MPB deu muita liga, e ela se mostrou ótima compositora e também capaz de interpretar com garra e originalidade canções de Caetano Veloso (Escândalo) e João Donato (Simples Carinho), entre outros. Com sua voz rouca e cativante, continua relevante na MPB.

Amor Meu Grande Amor– Angela Ro Ro:

Nau terá um álbum inédito da década de 80 lançado nesta 6ª

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Por Fabian Chacur

Ótima notícia para os fãs do rock brasileiro dos anos 1980. Será lançado nesta sexta (9) um álbum inédito do extinto grupo paulistano Nau, lembrado por ter tido como vocalista a saudosa cantora, compositora e escritora Vange Leonel (1963-2014). Intitulado O Álbum Perdido do Nau, será disponibilizado nas plataformas digitais pela gravadora Deck. Até o momento, não está previsto o lançamento em formato físico, o que torcemos para que ocorra futuramente.

O Nau surgiu lá pelos idos de 1984, formado por Vange (vocal e teclados), Zique (guitarra), Beto Birger (baixo) e Mauro Tad Sanches (bateria). Com uma sonoridade pesada, quase hard rock, que também trazia momentos mais reflexivos-psicodélicos, o quarteto tornou-se badalado na cena rocker de São Paulo, e atraiu as atenções de Luis Calanca e da sua Baratos Afins, que os incluiu na coletânea Não São Paulo II ao lado das bandas Gueto, 365 e Vultos.

Devido a problemas técnicos, esta compilação, gravada em 1986, só saiu em 1987, quando o Nau já havia sido contratado pela gravadora CBS (hoje Sony Music). As músicas incluídas no álbum foram Madame Oráculo e Sofro. Naquele mesmo ano, saiu o autointitulado álbum de estreia do grupo (ouça aqui ), produzido por Luis Carlos Maluly, conhecido por seu bem-sucedido trabalho com o RPM de Paulo Ricardo.

Com excelente qualidade, o álbum valeu à banda uma matéria de duas páginas da revista Veja, e também a capa da publicação independente Som & Imagem. Embora tenha tido ótima repercussão na cena indie, o LP vendeu muito menos do que merecia, o que gerou o desinteresse da multinacional em lançar um novo trabalho deles.

Já com o experiente baterista Kuki Stolarski na vaga de Mauro Tad Sanches, o Nau entrou no estúdio Big Bang, em São Paulo, para gravar um novo álbum, com músicas inéditas cujas letras eram da jornalista Cilmara Bedaque. Com o fim do contrato com a CBS e a separação da banda, em 1989, este trabalho permanecia inédito até agora.

Após o fim do Nau, Vange lançou em 1991, pela Sony Music, seu primeiro e único trabalho solo, autointitulado. Com uma pegada mais dançante, ela emplacou o hit Noite Preta, tema de abertura da novela global Vamp. Esse Mundo, do mesmo álbum, entrou na trilha de outra atração global, Perigosas Peruas, em 1992.

Nau no programa Boca Livre, de Kid Vinil, em 1988:

Zé Geraldo e Francis Rosa vão tocar no Sesc Belenzinho (SP)

Zé Geraldo e Francis Rosa -foto de Guilhermina Pinacolada-400x

Por Fabian Chacur

Zé Geraldo e Francis Rosa se conheceram há aproximadamente quatro anos. A amizade gerou bons frutos, como composições, shows e o DVD Cantos e Versos. E é exatamente este último o gancho para apresentações em São Paulo nesta sexta (9) e sábado (10) às 21h30 na Comedoria do Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Oriundo de Joanópolis (SP), Francis Rosa é um violeiro com sete CDs em seu currículo. A combinação do seu instrumento com o som rock-folk-rural de Zé Geraldo dá o tempero para o DV Cantos & Versos, que foi gravado ao vivo no Teatro Municipal de Vinhedo (SP). No repertório, Cidadão, Galho Seco, Como Diria Dylan, Hey Zé e Lírios, entre outras.

Os dois shows terão em cena Zé Geraldo (voz, gaita e violão), Francis Rosa (voz e violas), Jean Trad (guitarra, ex-Aguilar e a Banda Performática), Carlito Rodrigues (baixo), Carneiro Sândalo (bateria, fiel escudeiro de Zé Geraldo) e Juninho Serafranny (violão).

A carreira do cantor, compositor e músico mineiro Zé Geraldo ultrapassa os 40 anos de atividades. No final dos anos 1970 e início dos 1980, emplacou hits como Milho aos Pombos, Cidadão e Como Diria Dylan, mostrando uma personalizada mistura de rock, folk, country e som rural brasileiro. Mesmo sem tanto apoio da mídia, conseguiu cativa um público fiel, que costuma lotar todos os seus shows.

Além de ótimos trabalhos solo repletos de músicas bacanas (entre as quais o ácido rock Como Diria Raulzito), ele fez algumas parcerias marcantes com o Duofel (o álbum Acústico, de 1996) e Renato Teixeira (o CD O Novo Amanhecer, de 2000). Aos 73 anos, continua firme, forte e ativo na cena musical brasileira.

O Jeito Desse Meu Lugar– Francis Rosa e Zé Geraldo:

Violet Soda lança um clipe em animação para a faixa Friends

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Por Fabian Chacur

A banda Violet Soda lançou um clipe para divulgar a música Friends, uma das faixas de seu primeiro EP, Here We Go Again (Forever Vacation Friends). A première do mesmo ocorreu em São Paulo em um evento beneficente em prol da ONG AdoteDog e com o objetivo de incentivar a adoção consciente de animais de rua. O vídeo foi feito em pixel art por Fabricio Aguiar (16 Bits da Depressão).

A faixa é um rock vigoroso, melódico e de refrão poderoso, e tem como tema o amor incondicional, do qual não existe melhor exemplo do que aquele que um cão sente por seu dono(a). “A letra da música fala sobre amor incondicional e a gente compôs pensando na mais pura e verdadeira forma de amor que existe, que é a de um animal pelo seu dono, seu amigo. Naturalmente, quando chegou a hora de fazer o clipe da faixa, queríamos transmitir essa ideia também”, explica Karen Dió.

Karen é a vocalista e guitarista da Violet Soda, que também conta em sua formação com Murilo Benites (guitarra), André Dea (bateria) e Lucas Ronsani (baixo). O quarteto iniciou sua trajetória este ano mesmo, mas seus integrantes já tiveram experiências anteriores como músicos. Seu som é basicamente garage rock, com direito a muita energia.

Além de Friends, o EP, disponível nas plataformas digitais, traz as faixas Coffee, Take Me e Ashes, cujas marcas registradas são letras em inglês, urgência sonora e o vocal potente de Karen. O clipe possui visual vintage e mostra o início do relacionamento entre um cãozinho e seu futuro dono, e certamente emocionará quem é dogmaníaco.

Friends (clipe)- Violet Soda:

Tony Babalu vai tocar no Sesc Belenzinho neste sábado (13)

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Por Fabian Chacur

Quem acompanha Mondo Pop certamente já leu algo sobre Tony Babalu por aqui. E começa a ler de novo, pois esse incrível guitarrista, compositor e produtor fará um show em São Paulo neste sábado (13) às 21h no teatro do Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00. Boa chance para se conferir ao vivo um músicos diferenciado.

Com mais de 40 anos de carreira, Tony Babalu integrou bandas como Made In Brazil, Artigo de Luxo, Quarto Crescente e Bem Nascidos e Mal Criados, entre outras, além de produzir outros artistas. Na carreira solo, concentrou-se no som instrumental, com forte acento roqueiro mas aberto a influências como blues, funk de verdade e jazz. Seu estilo é diversificado e criativo, com direito a belos riffs e solos elegantes e energéticos com assinatura própria.

No Sesc Belenzinho, ele será acompanhado por Adriano Augusto (teclados), Leandro Gusman (baixo) e Percio Sapia (bateria). No repertório, músicas de seu mais recente álbum, o incrível Live Sessions II (2017), que rendeu a Babalu o Troféu Cata-Vento na categoria rock, e também faixas do anterior, o não menos do que ótimo Live Sessions At Mosh (2014). Tipo do show para sair de alma lavada.

Leia mais sobre Tony Babalu aqui.

Tony Babalu ao vivo no Sesc-2017:

Lô Borges resgata um de seus álbuns clássicos em belo DVD

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Por Fabian Chacur

Em 1972, com apenas 20 anos de idade, Lô Borges surpreendeu aos fãs de música brasileira ao lançar dois trabalhos que com o tempo seriam consagrados como antológicos. Um é Clube da Esquina, álbum duplo que gravou em parceria com o amigo e mentor Milton Nascimento. Outro, um álbum solo autointitulado hoje mais conhecido como “Disco do Tênis”. Hoje curtindo a maturidade de seus 66 anos, ele resgata o repertório desses dois trabalhos seminais no DVD Tênis+Clube- Ao Vivo No Circo Voador, lançado pela gravadora Deck. Desde já, um dos grandes lançamentos deste 2018. Sublime é pouco!

Lô Borges marcou sua trajetória musical como autor de algumas das mais belas e enigmáticas canções do repertório pop brasileiro. Misturando com maestria folk, rock, country, MPB e experimentalismo, ele rapidamente se firmou como um dos grandes nomes a despontar do time de craques capitaneados por Milton Nascimento que recebeu o nome geral de Clube da Esquina. Se não fez tanto sucesso como o Bituca ou mesmo Beto Guedes, ele possui porte artístico compatível.

Em sua belíssima discografia, repleta de grandes momentos, o “Disco do Tênis” (ouça aqui) é certamente um dos mais badalados. O repertório do novo DVD do cantor, compositor e músico mineiro traz as 15 faixas daquele álbum (tocadas em ordem diferente da do LP original), as oito assinadas por Borges em Clube da Esquina e Para Lennon e McCartney, uma das primeiras composições dele a serem gravadas, mais precisamente por seu mestre e amigo, no LP Milton (1970).

Gravado ao vivo no Circo Voador (RJ) no dia 23 de março, o DVD nos traz um show sóbrio e elegante em termos visuais, sem grandes efeitos ou elementos cenográficos. O foco é todo na parte musical do espetáculo, e aí estamos diante da total e completa excelência, a começar pelos seis músicos selecionados por Lô, que toca guitarra, violão e caxixi, além de cantar com uma voz deliciosamente madura.

O capitão do time é Pablo Castro (vocal, piano, violão, guitarra), que além de ser o diretor musical da coisa toda ainda dá um banho de sensibilidade e talento ao reproduzir com rara competência os vocalizes feitos por Milton Nascimento na gravação original de Clube da Esquina Nº 2. Aliás, o projeto foi levar ao palco os arranjos originais gravados nos álbuns de 1972, e a missão não poderia ter sido melhor cumprida.

Além de Pablo, integram a banda os excelentes Gui de Marco (guitarra, violão, percussão e vocais), Paulim Sartori (baixo, bandolim, percussão e vocais), D’Artagnan Oliveira (bateria, percussão e vocais), Dan Oliveira (guitarra, violão, percussão e vocais) e Alê Fonseca (teclados e programações), um elenco que não se preocupou apenas em “tocar igualzinho”, mas sim de trazer para o palco a emoção contida em cada uma dessas canções admiráveis.

Tocando perante um Circo Voador lotado e com plateia gritando “Lô, eu te amo” desde o início, o mestre mineiro da canção esbanja simpatia, evidente timidez e emoção em músicas divinas como Você Fica Melhor Assim, Pensa Você, Aos Barões, Canção Postal, Tudo Que Você Podia Ser, Nuvem Cigana, Paisagem da Janela… São 78 minutos de puro prazer, um belo culto a canções que equivalem a um verdadeiro bálsamo sonoro em tempos tão difíceis como os atuais.

Clube da Esquina Nº2 (ao vivo)- Lô Borges:

Ira! relê ao vivo em São Paulo seu LP Psicoacústica (1988)

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Por Fabian Chacur

Em 1988, o Ira! lançou o seu álbum mais experimental. Após dois trabalhos de muito sucesso, o grupo paulistano mostrou no LP Psicoacústica uma disposição de explorar novos rumos sonoros que a capa em 3-D (com direito a um óculos especial de brinde) já indicava. A banda comemora os 30 anos desse trabalho com dois show em São Paulo, nesta sexta (14) e sábado (15), sempre às 21h30, no Sesc Belenzinho- Comedoria (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos custando de R$ 9,00 a R$ 30,00.

O set list dos shows do grupo paulistano trará na íntegra o repertório de seu terceiro álbum, do qual fazem parte músicas marcantes como Rubro Zorro, Poder, Sorriso, Fama, Receita Para Se Fazer Um Herói, Pegue Essa Arma e Farto de Rock ‘N’ Roll, que nem sempre costumam ser tocados ao vivo nos seus shows. Essa mistura de psicodelia, hard rock e até elementos de rap não vendeu muito na época, mas lhes proporcionou um CD influente e relembrado com carinho em sua discografia.

De volta à ativa desde 2014, após alguns anos fora de cena, o Ira! mantém de sua formação clássica Nasi (vocal) e Edgard Scandurra (guitarra e vocal), que hoje tem a seu lado Evaristo Pádua (bateria), Johnny Boy (teclados e violão) e Daniel Rocha (baixo). Além das músicas de Psicoacústica, haverá espaço para hits como Flores Em Você, Dias de Luta, Núcleo Base, Envelheço Na Cidade e Tarde Vazia.

Psicoacústica- Ira! (ouça em streaming):

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