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Putos Brothers Band estreiam com um álbum visceral e cru

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Por Fabian Chacur

Aqui não há lugar para frescuras. Nada de elaboração excessiva, ou harmonizações bonitinhas, ou mesmo poesia lírica e impoluta. A opção da Putos Brothers Band foi cair de cabeça em um blues rock ardido, cru e repleto de papo reto, sem curvas nem nada do gênero, com direito a alguns palavrões aqui e ali. O resultado de sua estreia em CD, Tá Todo Mundo Puto Brother!, não poderia ser melhor, e transborda energia, personalidade e talento. Esse quarteto sabe das coisas!

Na estrada desde 2010, a Putos Brothers Band possui pedigree dos melhores, na figura de seu gaitista, Sylvio Passos. Sim, ele mesmo, fundador do Raul Rock Club e amigo pessoal do saudoso Maluco Beleza. O cara demorou a entrar no mundo das músicas autorais, pois há alguns anos integra a Raul Rock Club Band, especializada no repertório de Raulzito. Valeu a espera. E, não por acaso, os outros integrantes do time são dessa mesma banda.

Além de Sylvio, que de forma escrachada se classifica como o “Sid Vicious da gaita” (referindo-se ao péssimo baixista da fase final dos Sex Pistols), temos em campo (ou nos palcos) Agnaldo Araújo (vocal e guitarra), seu irmão Adriano Araújo (baixo) e André Lopes (bateria). Os quatro formam um grupo afiado, com os elementos fundamentais para uma banda de blues-rock dar certo: muita garra, talento e nenhum medo de errar, se o acerto geral for a meta.

O primeiro disco dos Putos Brothers Band ganha o ouvinte mesmo antes de começar a ser tocado. A apresentação visual do CD é simplesmente demais, com direito a capa desde já clássica, encarte com letras, informações e fotos bacanas e tudo o mais. Coisa de gente inteligente, consciente de que precisa oferecer algo mais ao público para justificar a aquisição do trabalho físico. Vá por mim: é melhor ter a versão em CD ou a em vinil, que sairá em breve.

Mas não adianta roupa bonita se o cara é feio, e aqui o som é na veia. Lógico que tem influências do autor de Ouro de Tolo, mas traz muito mais, como toques de Nasi & Os Irmãos do Blues, Barão Vermelho, Stevie Ray Vaughan, Jimi Hendrix e vários outros, muitas e boas influências. As letras são sempre simples, mas muito bem sacadas, apostando na inteligência do público e mergulhando em ironia, poesia direta e protesto sem panfletarismo.

As dez faixas incluídas neste CD são bem legais, mas algumas merecem destaque adicional, como a contagiante Tá Todo Mundo Puto Brother, a deliciosa A Busca (com brilhante participação especial do guitarrista Israel Che Hendrix, da banda Gangster), a incisiva Ela Vem de Trem e a homenagem Um Blues Para Raul. Tá Todo Mundo Puto Brother é para se ouvir a toda altura, aumentando o alto astral geral. Mister Seixas teria orgulho do seu pupilo!

Tá Todo Mundo Puto Brother!(streaming, CD completo):

Blitz celebra o CD de inéditas com gravação de novo DVD

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Por Fabian Chacur

A Blitz está celebrando 35 anos de estrada, e nenhum lugar poderia ser mais adequado para essa comemoração do que o Circo Voador. Afinal, esse histórico local de shows musicais e eventos culturais no Rio nasceu no mesmo ano que a banda, e foi lá que ela, digamos assim, deu as caras no mundo musical. Evandro Mesquita e sua turma comemoram a efeméride com um show no Rio de Janeiro neste sábado (15) às 22h no Circo (rua dos Arcos, s/nº- Lapa- RJ- fone 0xx21-2533-0354), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 80,00.

Vale recordar que este espetáculo tem dois outros objetivos bem bacanas. Um é mostrar ao grande público as músicas de Aventuras 2, o mais recente álbum da banda e primeiro de inéditas desde Eskute Blitz (2009). O merecidamente festejado trabalho traz participações especiais de nomes importantes da música brasileira, entre os quais Zeca Pagodinho, Seu Jorge, Sandra de Sá e diversos outros, além de um ótimo repertório (leia mais sobre o CD aqui).

O outro será a gravação de um novo DVD da banda que desde o estouro de Você Não Soube Me Amar conquistou o país, com seu pop-rock irreverente, dançante e bem-humorado. Lógico que os hits também estarão presentes, ao lado das mais recentes canções. Surpresas serão inevitáveis em um show dessa icônica banda, cuja formação atual traz Evandro Mesquita (vocal, guitarra e violão), Billy Forghieri (teclados), Juba (bateria), Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (baixo), Andréa Coutinho (backing vocal) e Nicole Cyrne (backing vocal).

Estrangeiro Aventureiro– Blitz:

Biquini Cavadão faz um show em SP para lançar novo álbum

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Por Fabian Chacur

Com seu novo álbum, As Voltas Que o Mundo Dá, o Biquini Cavadão realiza um antigo sonho, que era ser produzido por Liminha, um dos grandes nomes do rock e do pop brasileiro de todos os tempos. A banda carioca traz a turnê de lançamento deste trabalho a São Paulo para um único show no dia 23 de março (quinta-feira) às 21h no Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº 500- 3º andar- loja 263- Pompéia-SP- call center 4003-1212), com ingressos custando de R$ 40,00 a R$ 200,00.

Integrado por Bruno Gouveia (vocal), Carlos Coelho (guitarra e violão), Miguel Flores da Cunha (teclados) e Álvaro Birita (bateria), o Biquini Cavadão só tem palavras elogiosas para definir sua parceria com Liminha, que já trabalhou com Paralamas do Sucesso, Titãs, Gilberto Gil e uma infinidade de outros nomes importantes da nossa música. “Liminha foi um intensivão que fizemos, uma aula de rock nacional e uma injeção ânimo e ideias”, diz Miguel.

As Voltas que o Mundo Dá traz 12 faixas inéditas, com direito a parcerias com os americanos Eric Silver (Um Minuto Com Você) e Beth Hart (A Saudade é o Museu do Amor) e o neozelandês Simon Spire (Para Sempre Seu Maior Amor). Além de produzir, Liminha também toca baixo, guitarra, violão, bandolim e loops no álbum, cuja turnê de divulgação chegará ao Rio de Janeiro no dia 8 de abril, na Fundição Progresso.

Um Rio Sempre Beija o Mar– Biquini Cavadão:

Humberto Gessinger e single nos formatos vinil e digital

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Por Fabian Chacur

O formato single, que durante muito tempo ficou em segundo plano aqui no Brasil, voltou com força total nos últimos tempos. Quem está investindo neste produto é Humberto Gessinger. O ex-líder dos Engenheiros do Hawaii acaba de lançar Desde Aquela Noite (capa acima), que está disponível em vinil pela Polysom e em formato digital pela gravadora Deck.

Desde Aquela Noite traz três parcerias de Humberto com outros artistas que ainda não haviam sido gravadas por ele próprio. São elas Alexandria, escrita com o badalado Tiago Iorc e incluída em seu CD Troco Likes (2015), O Que Você Faz à Noite, feita com Dé Palmeira e registrada pelo Barão Vermelho em seu álbum Carnaval (1988) e Olhos Abertos, escrita com o Capital Inicial e título do seu CD de 1989.

O compacto chega ao mercado no mesmo momento em que o cantor, compositor e músico gaúcho que há quatro anos resolveu investir em uma carreira solo inicia uma nova turnê. Nela, cantará as músicas do single e também o repertório completo de A Revolta dos Dândis (1987), um dos melhores discos de sua ex-banda (leia mais aqui).

Ouça o single Desde Aquela Noite em streaming:

Renato e seus Blue Caps: hits e muita nostalgia em SP e Rio

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Por Fabian Chacur

Para quem é fã das famosas “jovens tardes de domingo”, ocorridas nos mitológicos anos 1960, uma boa notícia. A banda Renato e seus Blue Caps, uma das mais significativas daquela era e ainda na ativa, fará shows nas duas maiores capitais do Brasil. No Rio, a festa de arromba é nesta quinta (16) às 21h no Teatro Bradesco Rio (av. das Américas, nº 3.900- loja 160 Shopping VillageMall), e em São Paulo, no dia 22 (quarta), às 21h, no Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº 500- 3º piso). Os ingressos para ambos custam de R$ 80,00 a R$ 280,00, e o fone para informações- call center é o mesmo, 4003-1212.

O grupo carioca surgiu em 1959, fundado pelos irmãos Renato, Ed Wilson e Paulo Cesar Barros. Da fase áurea dos anos 1960, ficaram o guitarrista e cantor Renato Barros e o cantor e “mestre de cerimônias” Cid Chaves. Completam a escalação atual Darci Velasco (teclados, no time há 23 anos), Amadeu Signorelli (baixo, há 21 anos com eles) e Gelsinho Morais (bateria, o mais novo integrante do grupo).

Antes de estourar, a banda gravou um álbum no qual tinha como vocalista o então ainda desconhecido Erasmo Carlos, e também atuou como banda de apoio de Roberto Carlos na gravadora CBS. A coisa pegou no breu para eles ao participar do programa Jovem Guarda, comandado pelo Rei, Erasmo e Wanderlea, e ao gravar de forma impecável e original versões bem bacanas de músicas do grupo mais bem-sucedido daquele momento, os Beatles.

Entre outras, eles fizeram muito sucesso com Menina Linda (I Should Have Known Better), Até o Fim (You Won’t See Me), Meu Primeiro Amor (You’re Gonna Lose That Girl) e Tudo o Que Eu Sonhei (If I Fell), e também com composições próprias de Renato. Sua sonoridade na melhor linha folk rock também lhes rendeu muitos fãs no exterior, incluindo matérias em revistas estrangeiras especializadas em rock.

Seus shows são sempre um verdadeiro convite à dança, com set lists repleto de músicas dançantes e conhecidas e a simpatia e o carisma de Renato, como músico, e de Cid, que além de ótimo cantor também sabe como animar uma plateia, contando histórias e cativando com sua simpatia. Vale lembrar que outro nome conhecido integrou por algum tempo a banda nos anos 1970, o cantor e compositor Michael Sullivan, que depois estouraria com seu trabalho com Paulo Massadas.

Renato e seus Blue Caps ao vivo em 2016:

Odair José mostra músicas de seu novo álbum em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Odair José vive nos últimos anos uma fase das melhores. Após lançar o elogiado Dia 16 (2015), ele não demorou muito para nos oferecer um sucessos à altura. Trata-se de Gatos e Ratos (cuja capa ilustra esse post), outro petardo com forte tempero rocker (leia a resenha de Mondo Pop aqui). Ele mostra o novo repertório em show em São Paulo nesta sexta (3) a partir das 23h no Cine Joia (praça Carlos Gomes, nº 82- Liberdade- fone 0xx11-3101-1305), com ingressos a R$ 50,00 (meia) e R$ 25,00(meia). A abertura fica por conta de Pélico.

O cantor, compositor e músico goiano estourou na década de 1970 graças a canções diretas e contagiantes como Cadê Você, Eu Vou Tirar Você Desse Lugar, Eu, Você e a Praça e inúmeras outras. Em 1977, gravou o ousado O Filho de José e Maria, ópera-rock que não foi muito bem compreendida na época, mas que com o decorrer dos anos virou um trabalho extremamente cult e elogiado. Ele também teve o apoio de Caetano Veloso, com quem cantou em dupla no festival Phono 73 a música Eu Vou Tirar Você Desse Lugar.

Rotulado como brega e popularesco de forma injusta, começou a ser devidamente reconhecido a partir do finalzinho da década de 1980. Desde então, já mereceu até disco-tributo por parte de artistas de várias gerações do pop-rock brasileiro, e passou a investir em sua vertente roqueira com mais liberdade e inspiração. Seu show será aberto pelo paulistano Pélico, na estrada há mais de dez anos e atualmente divulgando seu mais recente CD, Euforia (2015).

Gatos e Ratos- Odair José (CD em streaming):

Vespas Mandarinas traz boas parcerias em seu novo álbum

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Por Fabian Chacur

Daqui Pro Futuro, segundo álbum do grupo paulistano Vespas Mandarinas, já tem data para chegar ao mercado. Será a partir do dia 10 de março, quando o trabalho será disponibilizado em formato digital nas principais plataformas disponíveis. Depois, também teremos o disco nos formatos CD, LP de vinil e, acredite, fita K7! Um dos apelos interessantes fica por conta de diversas parcerias bacanas da banda com músicos famosos.

A ótima faixa-título, por exemplo, com forte influência do tecnopop dos anos 1980 e já com clipe disponível, conta com Samuel Rosa, do Skank, nos vocais, e Leoni na coautoria. Edgard Scandurra, do Ira!, marca presença em diversas faixas com sua guitarra diferenciada. Ex-integrante da banda O Rappa, Marcelo Yuka é um dos autores das músicas Fica Comigo e Que Esse Dia Seja Meu.

Hoje um duo formado por Thadeu Meneghini e Chuck Hipolitho, o grupo Vespas Mandarinas traz outro parceiro importante em seu novo álbum. Trata-se de Adalberto Rabelo, que trabalha com eles desde sempre e é o coautor de 11 das 14 faixas do disco. Destacado na cena indie brasileira, Fabio Cascadura assina junto com os integrantes da banda Lambe-lambe. A expectativa em torno de Daqui Pro Futuro é muito grande.

Daqui Pro Futuro– Vespas Mandarinas:

Tony Babalu faz o show para mostrar músicas de novo CD

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Por Fabian Chacur

Vem aí um novo petardo de Tony Babalu. O grande guitarrista, produtor e compositor promete para breve o sucessor do elogiado Live Sessions At Mosh (2014, leia resenha de Mondo Pop aqui). Ele faz uma prévia desse repertório de inéditas em show gratuito nesta segunda-feira (13) às 19h no Teatro Anchieta do Sesc Consolação (rua Doutor Vila Nova, nº 245- Vila Buarque- fone 0xx11-3234-3000).

Na ativa desde a década de 1970, Babalu já tocou com o lendário grupo Made in Brazil, além de produzir e trabalhar com outros artistas e investir em uma carreira solo na qual prioriza o som instrumental. Caso raro de roqueiro no Brasil que não se vale das palavras em seu trabalho, embora seus solos envolventes e criativos sejam tão precisos e inspirados que falam mais do que mil delas.

No show desta segunda (13), ele terá a seu lado Adriano Augusto (teclados), Leandro Gusman (baixo) e Percio Sapia (bateria), e mostrará faixas que serão lançadas no futuro Live Sessions II e também algumas do primeiro volume. Garantia de um rock instrumental temperado por elementos de blues, hard, rhythm and blues e até de brasilidade, sempre com qualidade e sem cair no virtuosismo exibicionista.

Suzi (ao vivo)- Tony Babalu:

Mustache & Os Apaches/Rats são as atrações do RNR-Rio

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Por Fabian Chacur

Entrando em seu quarto ano de existência, o projeto Rio Novo Rock (RNR) esbanja vitalidade e se firma como um espaço bacana para as bandas da nova geração do rock brasileiro. Já passaram por lá os cariocas Dônica, Medulla, Hover, Ventre e Planar, além de gente talentosa de outros estados como Far From Alaska (RN), Vespas Mandarinas (SP) e Selvagens à Procura de Lei (CE). Nesta quinta-feira (9), a partir das 20h, teremos os cariocas da Rats (FOTO) e os paulistas da Mustache & Os Apaches.

Os shows, que serão realizados no Rio de Janeiro, terão como palco o Imperator- Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Méier- fone 0xx21- 2597-3897), sendo que os ingressos custam R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira). Fazem parte da programação as apresentações da DJ Priscila Dau, que recebeu elogios até do badalado crítico musical Jamari França, e o VJ Miguel Bandeira. Para mais informações, o novo site do evento pode ser acessado aqui.

Com quatro anos de estrada e um compacto e dois álbuns no currículo, sendo o mais recente Time Is Monkey (2015), a Mustache & Os Apaches se inspirou nas jugbands americanas, e é formada por Jack Rubens (voz, guitarra, bandolim, mochofone), Lumineiro (voz, washbord, bateria), Pedro Pastoriz (voz, guitarra, violão, bandolim, banjo), Axel Flag (voz, viola e percussão) e Tomas Oliveira. Eles já mostraram sua mistura de jazz, folk e outras sonoridades animadas e dançantes por todo o Brasil e também exterior, onde já fizeram 20 shows.

Por sua vez, a banda carioca Rats lançou em 2016 o seu álbum de estreia, Por Terra, Céu e Mar, e fazem uma mistura de irish punk, folk, rock e punk. Seu som enérgico é conduzido por Kito Vilela, Fernando Oliveira, Fernando Gajo, Bruno Pavio e Rodrigo Barba. A produção de seu álbum de estreia ficou a cargo de Jimmy London, do grupo Matanza.

Time Is Monkey- Mustache & Os Apaches (CD em streaming):

Gatos e Ratos traz Odair José com rock básico e tema irado

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Por Fabian Chacur

Odair José sempre incluiu boas doses de rock em seu trabalho, vide o incrível e injustiçado O Filho de José e Maria (1977). De uns tempos para cá, no entanto, esse gênero musical virou o eixo de sua criação, vide o excelente e muito elogiado Dia 16 (leia a resenha de Mondo Pop aqui). Seu novo álbum, Gatos e Ratos, equivale a mais rock na fogueira. Rock do bom!

A concepção sonora do novo trabalho deste consagrado cantor, compositor e músico goiano aposta em uma sonoridade crua, com a presença de apenas três músicos: o próprio Odair (vocal e guitarra), o coprodutor (ao lado de Conrado Ruther) Júnior Freitas (guitarra, baixo, teclados e piano) e Caio Mancini (bateria e percussão). Muitos riffs e solos de guitarras ótimos, vocais bem entrosados e pequenas sutilezas aqui e ali, para dar um colorido e um toque de classe.

A temática das letras é baseada no inconformismo com a situação atual do mundo, no qual o ser humano não se respeita e não respeita a natureza, o próximo, o bem-estar, coisa alguma. Irado, o artista libera sua visão com letras fortes, simples em seu formato para que todos possam entender, mas sem cair na banalidade. Nada de tomar partidos ou de panfletarismo. O que ele defende é um respeito que parecemos ter perdido por tudo e por todos.

São dez músicas, com destaques para a ótima faixa-título, as ardidas Carne Crua e Cobrador de Impostos e a virulenta Segredos. Um momento particularmente inspirado é a ácida balada Livre, com guitarra slide a la George Harrison e letra na qual fica claro que nem sempre ser livre é o melhor para nós. Pelo menos, não no caso específico que ele aborda. Gatos e Ratos é papo reto bem tocado e bem cantado. Odair rules!

Gatos e Ratos- Odair José (CD em streaming):

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