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Rumours, aquele limão azedo que virou a limonada perfeita

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Por Fabian Chacur

Diz um daqueles ditados antigos que se a vida te dá um limão, o melhor é tentar transformá-lo em uma limonada. Pois foi exatamente isso o que a banda anglo-americana Fleetwood Mac nos proporcionou em 1977. O quinteto transformou uma série de relacionamentos afetivos esfacelados, alto consumo de drogas e a enorme pressão para tentar repetir o sucesso de seu álbum anterior, Fleetwood Mac (1975), em um trabalho clássico, campeão de vendas e de qualidade artística, Rumours.

Para ficar mais claro o contexto em torno do qual Rumours foi gerado, vale um pequeno recuo no tempo. Criado em 1967 na Inglaterra por Mick Fleetwood (bateria) e John McVie (baixo), o Fleetwood Mac surgiu como um combo de blues rock, dos melhores, por sinal. Com o tempo, foi trocando de integrantes e passou por uma fase de transição, incorporando elementos de folk, country e pop ao seu som. Esse período levou o duo fundador e também a mulher de John, a cantora, compositora e tecladista Christine Perfect McVie (que havia entrado na banda em 1970), a se mudar para os EUA.

Lá, iniciaram uma fase positiva, especialmente com a entrada do cantor, compositor e guitarrista Bob Welch. No entanto, não muito tempo após lançarem o álbum ironicamente intitulado Heroes Are Hard To Find (1974), que obteve o seu melhor desempenho na parada americana até então, a posição de nº 34, a péssima notícia. Welch resolveu sair fora do FM, rumo a uma carreira-solo, ele que dividia com Christine o posto de vocalista e compositor principal do grupo.

E aí, como sair dessa enrascada? A solução veio por acaso. Mick Fleetwood procurava um estúdio para gravar o próximo álbum do FM quando o engenheiro de som Keith Olsen mostrou a ele faixas do álbum que havia gravado no estúdio Sound City em 1973 com uma dupla então obscura formada por Lindsey Buckingham (guitarra, vocal e composições) e Stevie Nicks (vocal e composições). O baterista amou o que ouviu, especialmente as passagens de guitarra.

Dias depois, quando a saída de Bob Welch se materializou, Fleetwood ligou para Buckingham e o convidou a ser o novo guitarrista da banda. Ele disse que só aceitaria se pudesse levar com ele para a banda a namorada. A condição foi aceita, e nascia a formação clássica dessa incrível banda, agora anglo-americana. E a estreia do time não poderia ter sido melhor, com um álbum autointitulado que vendeu dez vezes mais do que a média de seus trabalhos anteriores.

Melhor: atingiu, em setembro de 1976, o primeiro posto na parada americana, onde ficou por uma semana. A turnê que estavam fazendo, com shows sempre vibrantes, certamente ajudou na realização dessa façanha. Só que, a essa altura, os problemas começaram a surgir em pencas para a banda. Logo de cara, a pressão do sucesso e da estrada os levou a aumentar em muito o consumo de drogas, tornando-os bastante dependentes desse tipo de aditivo para trabalhar.

De quebra, Christine se encheu das eventuais grosserias do marido e resolveu dar a ele o cartão vermelho, passando a namorar o iluminador dos shows do grupo. Por sua vez, Lindsey e Stevie, que se conheciam desde adolescentes, também começaram a brigar muito, e perceberam que o casamento deles também deveria acabar. Como desgraça pouca é bobagem, Mick Fleetwood viu seu melhor amigo na época levar sua esposa, Jenny Boyd (irmã de Patty, mulher de George Harrison e depois de Eric Clapton, inspiração da música Layla).

O que esperar de um roteiro tenebroso como esse, piorado ainda mais em função da pressão da gravadora Warner por um novo álbum que conseguisse ir além do trabalho de estreia dessa nova escalação do FM? A separação do quinteto, ou ao menos a saída de alguns de seus integrantes, seria o rumo mais lógico. Mas não foi isso o que aconteceu.

Do jeito que dava, eles procuraram deixar as desavenças afetivas de lado e centrar fogo na criação artística. E, surpreendendo a muitos, puseram nas letras das músicas do novo álbum o enredo daquela confusão toda. Não é de se estranhar, portanto, que por sugestão de John McVie o álbum tenha sido intitulado Rumours (boatos, fofocas, em tradução livre). Eram acusações, desabafos, lamentos, sonhos, planos e esperanças para tudo quanto é lado.

O mais legal é que esse bafafá todo gerou canções de rock simplesmente perfeitas, repletas de boas melodias, vocalizações impecáveis, arranjos instrumentais precisos e uma perfeição presente apenas no melhor pop. Nunca o termo agridoce se aplicou de forma tão perfeita a um produto artístico como aqui. Era a dor exposta de forma delicada, vibrante e positiva, como se isso fosse possível. Bem, para este quinteto, foi, sim.

A colaboração entre Stevie e Lindsey, o ex-casal mais briguento do time, chega a ser inacreditável, pois fica difícil acreditar que dois caras que praticamente se odiavam naquele momento pudessem, juntos, gravar músicas de forma tão entrosada e artisticamente impecável. Ouça, por exemplo, Go Your Own Way, I Don’t Want To Know, Dreams e Second Hand News com esse background em sua mente. Definitivamente não dá para acreditar. Mas é real!

Enquanto isso, Christine escrevia e interpretava You Make Loving Fun em homenagem ao novo namorado, contando com uma performance maravilhosa de baixo do seu ex, que a infernizava fora das gravações. Além disso, ela ainda compôs a belíssima balada Oh Daddy inspirada no sofrimento de Mick Fleetwood, que ficou afastado durante um bom tempo de suas duas filhas por causa do litígio com Jenny Boyd. Vale lembrar que, nesse período, as duas garotas do FM passaram a morar em apartamentos vizinhos, tomando conta uma da outra.

O vício de cocaína é o mote de Gold Dust Woman, de Stevie, enquanto Never Going Back Again, tocada por Lindsey acompanhado por violão com maestria, registra uma espécie de certeza de que os bons tempos de seu relacionamento com a colega de banda nunca mais voltariam. Ela reclamou do tom mais ácido dele em relação à separação, mas ele garante que nunca disse que “queria sua liberdade”, como Nicks postou na letra de Dreams. Eita! Ah, e a musa pop teve um caso com Mick Fleetwood durante as gravações. Ok, ok!

A vibrante e positiva Don’t Stop, de Christine e na qual ela divide os vocais com Lindsey, é outro ponto alto do álbum, que por sinal só tem pontos altos. Songbird traz Miss McVie sozinha, voz e piano, em uma performance de fazer chorar até um freezer. E em The Chain, temos uma composição coletiva assinada pelos cinco, que fala exatamente sobre essa “corrente” que todos haviam prometido nunca quebrar.

Bem, em termos profissionais, eles de fato não quebraram, pois o Fleetwood Mac prosseguiria décadas afora, com alguns hiatos, mas sempre voltando com força. Rumours ficou incríveis 31 semanas não consecutivas no topo da parada ianque, gerou quatro singles que atingiram o top 10 (incluindo um número 1, Dreams) e vendeu mais de 40 milhões de cópias em todo o mundo, sendo mais de 20 milhões delas nos EUA. Isso é o que eu chamo de um limão bem aproveitado!

Rumours-Fleetwood Mac (ouça em streaming):

Morre John Wetton, o incrível cantor e baixista de prog rock

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Por Fabian Chacur

John Wetton era aquele tipo de músico que fazia os concorrentes passarem vergonha na hora de comparar os currículos. Afinal de contas, esse cantor, compositor e baixista inglês tocou com alguns dos mais importantes grupos de rock de todos os tempos, especialmente em termos de rock progressivo. Ele nos deixou nesta terça-feira (31), aos 67 anos, após uma longa batalha contra o câncer.

Mesmo com problemas de saúde, ele não deixou de trabalhar nos últimos tempos. Inclusive, ele deveria começar em breve uma turnê com uma das bandas que o tornou famoso, a Asia, que faria shows em dobradinha com o Journey. Ele anunciou no dia 11 de janeiro que não poderia participar dos primeiros shows por determinação médica, sendo substituído pelo amigo Billy Sherwood (do grupo Yes). O músico também estava se dedicando a relançamentos de trabalhos-solo.

Além disso, está previsto para sair no dia 24 de fevereiro o lançamento de um novo trabalho do Asia, Symfonia- Live In Bulgaria 2013, que sairá em CD duplo e DVD. Os relançamentos de seus trabalhos-solo, assim como a disponibilização de gravações raras e/ou inéditas dele, estavam sendo realizadas por um selo próprio, o Primary Purpose.

Nascido na Inglaterra em 12 de junho de 1949, John Wetton começou no cenário do rock tocando em grupos como o Mogul Trash. Em 1971, entrou na banda Family, a qual acabou deixando em 1972 para aceitar um convite imperdível: ser o novo baixista e vocalista do King Crimson, seminal time de rock progressivo que naquele momento partia para uma nova formação. Ao lado de Robert Fripp (guitarra) e Bill Brufford (bateria), lançou três discos seminais do prog rock: Larks Tongue In Aspic (1973), Starless And Bible Black (1974) e Red (1974).

Com a separação do Crimson em 1974, Wetton ficou até 1977 participando de vários trabalhos alheios, tocando baixo com o Roxy Music em uma turnê da banda (ele aparece no incrível álbum Viva!, lançado por esta banda em 1976) e também participando (entre 1974 e 1978) de discos solo de Bryan Ferry e Phil Manzanera. Em 1975 e 1976, fez parte do Uriah Heep, com o qual gravou dois álbuns, entre eles o elogiado Return To Fantasy (1975).

Em 1977, Wetton cria a banda U.K. ao lado de outros músicos badalados, como Bill Brufford (Asia, King Crimson), Eddie Jobson (Roxy Music) e Alan Holdsworth. Com o fim da banda, em 1980, ele lança o seu primeiro disco solo, Caught In The Crossfire, que é elogiado mas não consegue boas vendagens. Aí, surgiria um projeto campeão de vendas para compensá-lo de forma massiva.

Era o Asia, que trazia ele como cantor e baixista ao lado de Geoff Downess (ex-Buggles e Yes, teclados), Steve Howe (guitarra, ex-Yes) e Carl Palmer (bateria, ex-Emerson, Lake & Palmer). O grupo tornou-se um verdadeiro fenômeno de vendas do pop-rock, vendendo milhões de discos, atingindo o primeiro lugar da parada nos EUA e ficando por lá durante nove semanas e se tornando o álbum mais vendido de 1982 pela Billboard, com hits como Heat Of The Moment e Only Time Will Tell.

A partir daí, já mais do que consagrado, John Wetton se dividiu entre o lançamento de trabalhos-solo, de um álbum em dupla com Phil Manzanera e inúmeros outros projetos bacanas. Em 1997, saiu My Own Time: The Authorized Biography Of John Wetton, de autoria de Kim Dancha. Wetton esteve no Brasil em 1991 com o Asia, onde fez alguns shows. Ele conseguiu superar o vício de bebidas alcoólicas, e ajudava outras pessoas com esse problema sério.

Do It Again (ao vivo)- John Wetton e Phil Manzanera:

Cyndi Lauper e Rod Stewart: dupla anuncia tour pelos EUA

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Por Fabian Chacur

De um lado, um astro que se tornou popular na década de 1970 e desde então se mantém firme nos palcos de todo o mundo. Do outro, uma cantora festiva e talentosa que a partir da década de 1980 invadiu as paradas de sucesso do planeta. São eles, respectivamente, Rod Stewart e Cyndi Lauper. A dupla anunciou esta semana que fará 18 shows em parceria nos EUA durante os meses de julho e agosto, com início em 6 de julho na Flórida e final em Houston, Texas, dia 12 de agosto.

No momento, os dois artistas se encontram em estúdio finalizando projetos individuais. Rod prepara o sucessor do ótimo Another Country (2015- leia a resenha de Mondo Pop aqui), enquanto Cyndi grava um novo trabalho, após o êxito de Detour (2016), álbum de pegada country que contou com as participações de Willie Nelson e Emmylou Harris.

A cantora americana está em fase de parcerias, pois também divulgou shows que fará na Nova Zelândia em abril em dobradinha com a banda Blondie, da musa Debbie Harry. Cyndi e Rod são amigos há muito tempo, e chegaram mesmo a apresentar o vencedor de uma premiação pop em 1988, da qual o vencedor foi o grupo australiano Inxs.

Rod Stewart e Cyndi Lauper apresentando um prêmio em 1988:

Os Rolling Stones provam que óbvio também pode ser genial

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Por Fabian Chacur

Nada mais óbvio para uma banda que tirou o seu nome de um clássico do blues (Rollin’ Stone, do genial Muddy Waters) do que gravar um álbum totalmente dedicado a esse gênero musical, não é mesmo? Pois essa obra demorou 54 anos para se concretizar. E quer saber? Valeu, e como, a espera. Blue & Lonesome, novo álbum da banda de Mick Jagger, prova de que às vezes o óbvio também pode ser genial e instigante.

O blues faz parte desde sempre do repertório desta seminal banda inglesa. Não faltam exemplos de standards blueseiros relidos com categoria por eles, como I Just Want To Make Love To You, Little Red Rooster e Love in Vain, só para citar três. Isso, sem contar as composições próprias que se valeram de elementos desse gênero fundamental para o surgimento de jazz, rock and roll e tantas outras sonzeiras de primeiríssima linha.

Das várias possibilidades de se realizar um trabalho desse porte, os Stones optaram pela mais adequada a eles. Ou seja, selecionaram um repertório maravilhoso, que soará inédito para a maioria dos fãs por se tratar de canções tiradas do fundo do baú, coisa de conhecedores, mesmo, e as gravaram sem frescuras, de forma crua e direta. Além dos quatro integrantes oficiais da banda, apenas seus três músicos de apoio em shows e a participação de Eric Clapton em duas faixas. As 12 músicas foram registradas em apenas três dias.

O resultado é o que se poderia se esperar de uma empreitada como essa. Totalmente à vontade, Jagger, Richard e sua turma esmerilham, soltando a alma e exalando prazer em maravilhas do porte de Ride ‘Em Down, Hate To See You Go, Just Your Fool, I Gotta Go e Just Like I Treat You, de autores como Little Walter, Willie Dixon e Jimmy Reed. Só uma é mais conhecida. Trata-se de I Can’t Quit You Baby, que muitos conheceram na ótima versão do Led Zeppelin.

Eric Clapton exibe a competência habitual na seara do blues nas ótimas I Can’t Quit You Baby e Everybody Knows About My Good Thing. Se não bastasse a qualidade musical, Blue & Lonesome aparece em belíssima embalagem digipack, com direito a capa tripla e encarte repleto de informações sobre as músicas e as sessões de gravações. Se por alguma razão este álbum se tornar o último dos Rolling Stones, nenhuma despedida poderia ser mais brilhante e elogiável do que esta. Mas se vier um volume 2, será mais do que bem-vindo!

Ride ‘Em On Down- The Rolling Stones:

CD duplo traz Queen ao vivo nos estúdios BBC de 73 a 77

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Por Fabian Chacur

Os fãs do Queen vem sendo contemplados nos últimos anos com belos lançamentos e relançamentos enfocando raridades da banda britânica. O mais recente item acaba de sair no Brasil, em sua versão standard (a mais simples). Trata-se de Queen On Air, álbum duplo que traz todas as gravações feitas ao vivo pela banda nos estúdios da rádio BBC de Londres, entre os anos de 1973 e 1977. Um material com muita qualidade técnica e artística.

São 24 faixas no total, correspondentes a 20 músicas (quatro delas possuem dois registros diferentes cada). A versão lançada no Brasil pela Universal Music traz todas elas, acomodadas em capa digipack e contendo um belo encarte com dados sobre cada gravação. No exterior, também tivemos uma edição similar, só que com três LPs de vinil ao invés dos CDs, e uma Deluxe que é o bicho para os mais fanáticos pela mitológica banda do genial Freddie Mercury.

Essa versão megaluxuosa do álbum (que você poderá ver em vídeo aqui ) conta com um livreto maior que traz textos comentando cada sessão e quatro CDs adicionais. Três deles compilam entrevistas feitas com integrantes da banda entre 1976 e 1992, e o quarto conta com trechos de três shows da banda que foram transmitidos por rádio ou TV. Um deles foi realizado em São Paulo, no estádio do Morumbi, em março de 1981, com sete músicas incluídas, entre elas Love Of My Life.

Mesmo compacta, a versão nacional de Queen On Air traz o essencial. As faixas foram registradas em seis sessões diferentes: três em 1973 (uma antes mesmo do lançamento do primeiro álbum do quarteto), duas em 1974 e uma em 1977. A explicação para elas é simples: durante um bom tempo, a BBC assinava contrato com os músicos exigindo que eles realizassem gravações exclusivas para veiculação na emissora. Era a forma de ter suas músicas tocadas por lá.

Isso gerou registros exclusivos de alguns dos mais importantes artistas de todos os tempos, como os Beatles, por exemplo, que começaram a ser lançados em disco especialmente a partir da década de 1980. E o Queen não ficou de fora dessa lista. As gravações não iam ao ar ao vivo. Eram gravadas e veiculadas posteriormente em programas como os dos importantes DJs John Peel e Bob Harris.

O material aqui contido flagra Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor em sua fase inicial, com direito a rocks mais pesados e algumas canções melódicas aqui e ali. A performance dos caras é simplesmente impecável, com especial destaque para os solos endiabrados de Brian May, para mim um dos guitarristas mais subestimados da história do rock, pois seu nome frequentemente fica de fora das listas de melhores do gênero, um absurdo.

O repertório traz maravilhas do porte de Keep Yourself Alive (duas versões), Liar (duas versões), Ogre Battle, Now I’m Here e Stone Cold Crazy. See What a Fool I’m Been só foi lançada em versão de estúdio como lado B de single. A maior surpresa fica por conta da versão “fast” de We Will Rock You, que é bem diferente tanto do formato tradicional desta canção como da releitura rápida incluída em Queen Live Killers (1979).

We Will Rock You (fast)-Queen:

Magic Numbers retorna a SP para show único em outubro

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Por Fabian Chacur

O quarteto britânico The Magic Numbers já tem data marcada para voltar ao país. Eles se apresentarão em São Paulo no dia 16 de outubro (domingo) às 19h no Cine Joia (praça Carlos Gomes, nº 82- Liberdade- fone 0xx11-3101-1305), com ingressos custando de R$ 110,00 a R$ 220,00. É a única apresentação deles prevista para o Brasil este ano, sendo que o grupo também marcará presença no Personal Fest, na Argentina, ao lado das bandas Cypress Hill, The Vaccines e The Kooks.

A primeira passagem do quarteto integrado pelos irmãos Romeo Stodart (guitarra e vocal) e Michelle Stodard (baixo, teclados e vocal) e Sean Gannon (bateria) e Angela Gannon (vocal e percussão) ocorreu em 2007 no Festival Indie Rock. Em 2013, fizeram uma apresentação simplesmente adorável no Cultura Inglesa Festival, encantando a plateia. Será a primeira vez que eles tocarão por aqui em um show exclusivo, sem outros artistas na line up.

Com 14 anos de carreira, o Magic Numbers atualmente divulga seu mais recente álbum, Alias (2014). Além de músicas deste trabalho, eles também darão uma geral em seus sucessos, entre os quais I See You You See Me, Love Is a Game e Take a Chance. É muito provável que também toquem a boa releitura de You Don’t Know Me, de Caetano Veloso, que fizeram para um disco tributo ao genial astro baiano. Folk, rock, pop e country são influências marcantes no som da banda, que traz belas vocalizações como uma de suas marcas.

Love Is a Game (live)- The Magic Numbers:

I See You You See Me (live)- The Magic Numbers:

Take a Chance– The Magic Numbers:

You Don’t Know Me– The Magic Numbers:

Peter Hook relê os hits de ex-bandas em shows no Brasil

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Por Fabian Chacur

Peter Hook virou figurinha fácil no Brasil. Desde sua primeira visita por aqui, em 1988, o baixista, cantor e compositor britânico tocou por aqui inúmeras vezes. E em dezembro ele nos visitará mais uma vez. Felizmente, cada visita nos proporciona novos repertórios, e desta vez não será diferente. Ele apresentará o show Peter Hook & The Light Performing Substance- The Albums Of Joy Division & New Order em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre (veja mais informações no fim deste post).

Desde que saiu do New Order, em 2007, Peter Hook montou uma nova banda, a The Light, que tem a seu lado Jack Bates (baixo, é seu filho), David Potts (guitarra), Andy Doole (teclados) e Paul “Leadfoot” Kehoe (bateria). Em seus shows, eles tem se proposto a tocar em sequência cronológica e na íntegra os trabalhos marcantes de Joy Division e New Order, sempre mudando os discos/repertórios de tempos em tempos.

Após shows por aqui em 2011, 2014 e 2015, a The Light agora traz como foco o repertório de suas coletâneas, ambas com o mesmo nome, Substance. A primeira saiu no formato vinil (2 LPs) em 1987 e dá uma geral nos principais sucessos do New Order enquanto a outra chegou ao mercado fonográfico em 1988, com um único bolahão, e conta com os singles de maior êxito da carreira do Joy Division.

Entre outras, teremos clássicos do naipe de Bizarre Love Triangle, Blue Monday, Ceremony, Perfect Kiss, Temptation e Thieves Like Us , do New Order, além de Atmosphere, Dead Souls, Love Will Tear Us Apart, She´s Lost Control e Transmission, do Joy Division.

Considerado um dos mais originais e influentes baixistas da história do rock, Peter Hook também participou dos grupos Revenge (com o qual lançou um CD e tocou no Brasil), Monaco (que lançou dois CDs) e Free Bass, este último ao lado de outros dois baixistas ilustres, Mani (do The Stone Roses) e Andy Rourke (dos Smiths, outro que sempre está no Brasil). Em breve, ele lançará um novo livro, Substance- Inside New Order, com 768 páginas e sucessos de livros que Hook lançou respectivamente sobre o bar Hacienda e o Joy Division.

PETER HOOK SERVIÇO SHOWS:

RIO DE JANEIRO

Local: Teatro Rival – Rua Álvaro Alvim 33/37, subsolo – Cinelândia, Rio de Janeiro / RJ. Telefone: (21) 2240-4469.

Data: 1º de dezembro 22h

Ingressos: Lote 1 – meia entrada: R$80 / inteira: R$160. Lote 2 – meia entrada: R$100 / inteira: RS200.

•Online: www.ingresso.com

PORTO ALEGRE

Local: Bar Opinião – R. José do Patrocínio, 834 – Cidade Baixa, Porto Alegre / RS.

Data: 3 de dezembro 20h30.

Ingressos: de R$ 80,00 a R$ 220,00

•Online: www.minhaentrada.com.br/opiniao

SÃO PAULO

Local:Cine Joia -Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo/ SP. Telefone (11) 3101-1305.

Data: 6 de dezembro 22h.

Ingressos: Lote 1 – meia entrada: R$70 / inteira: R$140. Lote 2 – meia entrada: R$80 / inteira: RS160.

•Online: www.livepass.com.br

Ceremony(live)- Peter Hook & The Light:

Temptation (live)- Peter Hook & The Light:

Blue Monday (live)- Peter Hook & The Light:

André Frateschi e Heroes com o melhor de Bowie em Sampa

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Por Fabian Chacur

Aos 7 anos de idade, André Frateschi ouviu pela primeira vez o antológico álbum Alladin Sane (1973), de David Bowie. Nascia uma paixão que iria gerar, em 2005, o surgimento da banda Heroes, com a qual o cantor, compositor e ator já fez inúmeros e concorridos shows com o repertório do saudoso astro britânico. Ele se apresenta em São Paulo nesta sexta (12) e sábado (13), às 21h, no Teatro Morumbi Shopping (avenida Roque Petroni Junior, nº 2.800- estacionamento do piso G1- fone 0xx11-5183-2800), com ingressos a R$ 25,00 (meia) e R$ 50,00 (inteira).

Pode se dizer que Frateschi realmente incorporou o personagem que representa em seus shows. Acompanhado por ótimos músicos, ele não só canta com muita garra e categoria as sofisticadas músicas do Camaleão do Rock, como também possui uma performance cênica que torna suas apresentações temáticas ainda melhores. Fica claro para todos que ele realmente ama as canções que interpreta, fugindo de cair na armadilha de um projeto caça-níqueis ou coisa que o valha.

A Heroes tem em seu repertório mais de 80 canções de David Bowie ensaiadas, o que possibilita a eles fazer shows bastante distintos uns dos outros. Para essas apresentações em São Paulo, estão previstas algumas canções que priorizam o piano, como All You Pretty Things e Changes, hits como Ziggy Stardust, Let’s Dance, China Girl, Space Oddity e Starman e também Lazarus, esta lançada no início de 2016 no álbum Blackstar, lançado dois dias antes da morte do genial astro britânico.

Além do trabalho com as músicas de David Bowie, Frateschi também ficou conhecido ao participar da turnê de aniversário de 30 anos do primeiro álbum da Legião Urbana ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá como o vocalista principal. Ele lançou em 2014 seu primeiro álbum autoral, Maximalista, que conta com a participação especialíssima de Mike Garson, pianista que fez inúmeras gravações e shows com David Bowie, incluindo o demencial solo em Alladin Sane.

Under Pressure (ao vivo)- André Frateschi e Miranda Kassin:

Life On Mars (ao vivo)- André Frateschi:

Cracked Actor (ao vivo)- André Frateschi:

Eric Clapton nos traz mistério e belas canções em I Still Do

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Por Fabian Chacur

Logo de cara, I Still Do, novo álbum de Eric Clapton, propõe um desafio aos fãs. Nos créditos de músicos que participaram do trabalho, está listado como violonista e vocalista na faixa I Will Be There um certo Angelo Mysterioso. Os fanáticos por Beatles sabem que um pseudônimo quase idêntico (L’Angelo Mysterioso) foi usado em 1968 por George Harrison em sua participação especial na faixa Badge, do grupo Cream, do qual Eric Clapton era um dos integrantes.

Nem é preciso dizer que isso criou um frisson em torno da mídia especializada. Seria I Will Be There uma faixa gravada antes da morte do ex-Beatle (em 2001) e somente resgatada agora por Clapton, um grande amigo do autor de Something? A verdade é que o astro britânico se recusa a revelar quem é o artista que se valeu desse pseudônimo. E surgiram novos candidatos. Um é Dhani Harrison, filho de George.

Outro candidato é o astro pop Ed Sheeran, que por sinal participou do show de Clapton no dia 13 de abril no Budokan Hall, no Japão, interpretando exatamente essa música. E aí? Bem, a voz não parece a de Dhani, estando mais próxima do timbre de Sheeran. Seja como for, a assessoria de Clapton garante que ele não irá revelar quem é o tal “anjo misterioso”. E quer saber? O importante é que I Will Be There, uma espécie de folk-ska-reggae-balada, é linda!

Essa canção serve como bom chamariz para I Still Do, que atingiu o sexto lugar nas paradas dos EUA e do Reino Unido em sua semana de lançamento, algo habitual na carreira deste genial cantor, compositor e guitarrista britânico. Trata-se de um trabalho “Clapton per se”, ou seja, sem novidades ou influências diferenciadas do que estamos habituados. Temos várias variações de blues, tempero rock e folk, um pouco de pop, e por aí vai. E vai bem. O tal do bife com fritas bem feito.

O mais legal é a sutileza da coisa. A voz de Clapton está cada vez mais apurada e deliciosa, sem toda essa potência mas repleta de paixão. Cercado por músicos que o acompanham há muitos anos, como Andy Fairweather Low, Simon Climie, Chris Stainton e Henry Spinetti, o cara desliza sua guitarra com a categoria de quem sabe todos os atalhos para chegar ao ponto G dos seus ouvintes. São 12 faixas deliciosas.

O repertório traz apenas duas canções assinadas por Clapton, a quase pop Catch The Blues e a ótima Spiral. Entre os autores, alguns dos favoritos do ex-integrante do Blind Faith e Derek And The Dominoes, como Bob Dylan, JJ Cale e Robert Johnson. O clima vai do blues ardido em Alabama Woman Blues, que abre o álbum, à quase jazzística e delicada I’ll Be Seeing You, que pôe fim à festa. Tipo do álbum muito bom de se ouvir, descomplicado e simples.

Em entrevista recente, o músico afirmou que está sofrendo de neuropatia periférica, que lhe provoca dormência e dores nas mãos e nos pés, dificultando, portanto, o seu trabalho. Como ele já está com 71 anos, nos resta torcer para que Eric Clapton possa domar essas dificuldades físicas e continue em cena, fazendo shows pelo mundo e gravando discos deliciosos como este I Still Do. Se isso é “apenas mais do mesmo”, eu amo esse “mais do mesmo”!

I Will Be There– Eric Clapton e “Angelo Mysterioso”:

Catch The Blues– Eric Clapton:

Can’t Let You Do It– Eric Clapton:

Stones In My Passway– Eric Clapton:

Greatest Hits-Queen é o disco mais vendido no Reino Unido

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Por Fabian Chacur

Nunca o Queen teve tanta razão por cantar a música We Are The Champions como agora. Segundo informação divulgada pela parada de sucessos oficial do Reino Unido, a Britain’s Official Albums Charts, que completou 60 anos de existência este ano, o álbum mais vendido da história daquela parte do mundo é Greatest Hits, da banda do saudoso Freddie Mercury. O disco vendeu 6.1 milhões de cópias por lá desde que foi lançado, em 1981.

Primeira coletânea a dar uma geral nos principais sucessos do grupo britânico, concentrando-se na fase entre 1973 e 1980, Greatest Hits teve versões com ligeiras mudanças de repertório em outros países. No Brasil, por exemplo, a faixa Seven Seas Of Rhye deu lugar a Love Of My Life, na versão ao vivo do álbum Queen Live Killers, certamente a canção de maior sucesso do quarteto por aqui. Essas alterações estratégicas tiveram a autorização do próprio grupo, na época.

Outro álbum de Brian May e sua turma, não por coincidência Greatest Hits II (1991), também entrou na lista dos 10 mais de todos os tempos no Reino Unido, precisamente na posição de número 10. E já que o tema desta conversa é compilações, outra ocupa o segundo lugar. Trata-se de Abba Gold- Greatest Hits, do grupo sueco Abba, que saiu em 1991 e vendeu até o momento em torno de 5.2 milhões de copias.

Nomes bem familiares aos fãs do rock e da música pop completam a lista. Michael Jackson marca presença com dois trabalhos, Thriller (1982), o 6º colocado, e Bad (1987), na posição de número 9. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967), dos Beatles, é o terceiro posicionado, com 5.1 milhões de cópias vendidas. Bem mais recente, 21 (2011), da estrela britânica Adele, está no quarto posto, com 4.7 milhões de cópias comercializadas.

Da geração anos 1990, só entrou nesse seleto time o Oasis, com o trabalho que o consagrou no Reino Unido e no resto do mundo, (What’s The Story) Morning Glory (1995) que abiscoitou o 5º posto nesse chart mais do que nobre. The Dark Side Of The Moon (1973), clássico da carreira do Pink Floyd, atingiu o sétimo lugar, enquanto Brothers In Arms (1985), do Dire Straits, um dos discos mais vendidos da década de 1980, completa a lista, na posição de número 8.

Another One Bites The Dust– Queen:

Bicycle Race– Queen:

We Are The Champions– Queen:

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