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Tag: rock clássico

Sgt. Pepper’s ao vivo em duas visões distintas em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Estamos todos comemorando em 2017 os 50 anos de lançamento do mais badalado e icônico álbum de rock de todos os tempos. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) marcou a sua época, e desde então é cultuado por fãs de todos os tipos, que aumentam anualmente. Nesta quinta (1º), duas bandas mostrarão em São Paulo, em locais diferentes, o repertório na íntegra deste grande clássico da música popular.

O grupo cuiabano Vanguart (FOTO) mostrará as 13 canções do álbum dos Beatles às 21h no Centro Cultural São Paulo- Sala Adoniran Barbosa (rua Vergueiro, nº 1.000- Paraíso- fone 0xx11-3397-4002), com entrada gratuita. A banda, conhecida pela qualidade de seu folk rock, conta com Hélio Flanders (voz e violão), Reginaldo (baixo e voz), David Dafré (guitarra e bandolim) e Fernanda Kostchek (violinos). Espere arranjos diferenciados e originais por parte deles.

Para quem busca mais fidelidade ao objeto original, a dica é a apresentação do Beatles Abbey Road a partir das 22h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com couvert artístico a R$ 60,00. Das inúmeras bandas existentes no Brasil que se dedicam a tocar o repertório dos Fab Four, este quarteto é certamente um dos mais talentosos, com direito a figurinos e instrumentos iguais aos tocados pelos artistas coverizados.

Mais: Ricardo Júnior (Paul McCartney), Luis Fernando Gomes (John Lennon), Maury D’Ambrósio (George Harrison) e Carlos Picchi (Ringo Starr) são excelentes músicos, reproduzindo com fidelidade o instrumental e os vocais da banda que tornou Liverpool conhecida mundialmente. Músicas como She’s Leaving Home, Getting Better, With a Little Help From My Friends e A Day In The Life serão mostradas com riqueza de detalhes. Absolutamente imperdível.

The Beatles Abbey Road- trechos de músicas ao vivo:

Steve Winwood: a resenha do seu show no Brasil em 1998

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Por Fabian Chacur

Se há algo desagradável para um jornalista da área musical que trabalha como frila é o fato de que, no Brasil, as publicações dessa área nem sempre duram o que seria recomendável. Quando duram alguma coisa… Por isso, boa parte do meu acervo como crítico e repórter é de difícil ou quase impossível acesso, atualmente. Sorte que eu sempre tive a mania de colecionar as minhas matérias publicadas, guardando um exemplar comigo. Sorte mesmo…

Tudo bem que eu sou um bagunceiro de primeiríssima linha, e precisaria dar uma bela e rigorosa organizada nesse meu acervo. Mas, aos poucos, tentarei fazer isso. A criação dessa série, iniciada em dezembro de 2016 (leia a primeira matéria aqui), é uma ação nesse rumo, para tentar resgatar alguns momentos importantes.

Esta resenha, por exemplo, é muito sigificativa por registrar com detalhes o show que o genial Steve Winwood fez em São Paulo, mais precisamente no dia 26 de maio de 1998 no Palace. Tente buscar alguma informação sobre essa apresentação na internet, e você provavelmente não encontrará nada. Então, resolvi resgatar a que fiz para a edição de número 17 da extinta revista Shopping Music, publicada em julho de 1998. Divirtam-se, com direito a setlist!

“Steve Winwood- Palace (SP)- 26/5/1998

Steve Winwood surgiu no universo da música pop ainda adolescente, aos 16 anos, como principal força criativa dentro do Spencer Davis Group. Desde então, o cantor, compositor e multi-instrumentista desenvolve uma carreira repleta de êxitos, quer como integrante de grupos como Blind Faith e Traffic, quer como artista-solo. Ao completar 50 anos de idade, ele finalmente se apresentou no Brasil, e mostrou que se encontra em excelente forma.

Acompanhado por uma banda extremamente coesa e talentosa, composta por nove músicos, Winwood preparou um roteiro que deu uma geral em todas as fases da carreira, abrindo e fechando respectivamente com I’m a Man e Gimme Some Lovin’, hits de sua primeira banda, o Spencer Davis Group. Durante as duas horas de apresentação, ficou clara a versatilidade do astro inglês, que tocou guitarra, teclados diversos e mandolin com a desenvoltura que só os gênios possuem. Isso, sem contar a voz forte, melódica, potente e com uma inspiração que vem de intérpretes negros como Ray Charles, um de seus ídolos.

Graças ao repertório, o clima da performance de Steve Winwood teve como marca a diversificação. O set list incluiu pop dançante em Higher Love, While You See a Chance e Familly Affair, rhythm and blues à antiga em Roll With It, rock progressivo jazzificado em Low Spark Of High-Heeled Boys (com grandes solos de todos os músicos), balada rock em Can’t Find My Way Home, latinidade em Gotta Get Back To My Baby e folk-ballad em Back In The High Life Again, só para citar alguns exemplos. O excelente Junction Seven, seu mais recente CD, foi representado por quatro músicas. Com um desempenho tão bom, o público só podia mesmo ter ficado em puro êxtase.”

Set list do show:

I’m a Man

Roll With It

Freedom Overspill

While You See a Chance

Let Your Love Come Down

Forty-Thounsand Headmen

Gotta Get Back To My Baby

Can’t Find My Way Home

Low Spark Of High-Heeled Boys

Presence Of The Lord

The Finer Things

Family Affair

Just Wanna Have Some Fun

Higher Love

BIS:

Back In The High Life Again

Gimme Some Lovin’

Veja Angel Of Mercy (live-1998)- Steve Winwood:

A coletânea Beatles 1 volta às lojas com DVD e videoclipes

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Por Fabian Chacur

Eu me lembro perfeitamente de como fiquei espantado em 2000 com o barulho que se criou em torno da coletânea 1, dos Beatles. O que poderia haver de tão surpreendente em uma compilação que trazia 27 faixas já lançadas anteriormente em inúmeros outros discos? Pois o álbum rapidamente se tornou um campeão de vendas, e em pouco tempo eu percebi a razão para que um disco aparentemente dispensável virasse um clássico.

A explicação estava bem na frente do meu nariz. Como o título entrega, a compilação reúne todas as músicas dos Fab Four que, lançadas no formato single, atingiram o primeiro posto nas paradas de sucesso americanas e/ou inglesas. Nunca um CD simples havia reunido tantas músicas clássicas de uma banda tão exponencial como essa. Para quem quisesse uma amostra de seu poder de fogo sem gastar muito, esse era o disco. E o público o comprou em quantidades industriais.

Quinze anos depois, com os direitos de lançamento dos sacrossantos fonogramas dos Beatles agora nas mãos da Universal Music, a compilação volta às lojas em diversos formatos, de acordo com as preferências da nova era. Um deles é uma belíssima dobradinha contendo uma versão remasterizada do CD original, capa digipack, livreto com 24 páginas repletas de fotos e informações e, melhor de tudo, um DVD com 27 clipes das músicas contidas no CD.

Na verdade, boa parte desses vídeos não seguem o que se tornou posteriormente um formato típico de videoclipes. São registros extraídos de shows ao vivo ou participações em programas de TV que acompanham as gravações originais de estúdio. A estética do clipe começou a surgir devido a um problema de necessidade física. Cada vez mais solicitados, os Beatles começaram a não dar conta de atender a todos os pedidos para participar de programas de TV.

Como forma de atender essa demanda sem ter de criar clones de John, Paul, George e Ringo, foram feitos vídeos, apelidados inicialmente de “promos”, que eram enviados às emissoras de TV. Isso começou a rolar a partir de 1965, e músicas como Day Tripper e We Can Work It Out foram das primeiras a merecer esse tipo de divulgação. Como marca, sempre o profissionalismo e o bom humor dos integrantes da banda.

Em um desses promos, por exemplo, enquanto seus colegas de banda aparecem dublando o áudio com seus instrumentos em mãos, Ringo Starr surge andando em uma bicicleta ergométrica. Com o tempo, as coisas se tornariam ainda mais sofisticadas, com direito ao minifilme de Penny Lane, o divertido registro em palco de Hello Goodbye e a histórica transmissão ao vivo via satélite de All You Need Is Love.

E temos também um simplesmente excepcional vídeo feito em animação em 2000 na época do lançamento original da coletânea para ilustrar Come Together que é um verdadeiro delírio visual, mergulhando de cabeça nos ícones simbólicos do grupo com direito a muita criatividade e bom gosto. Só esse já valeria a compilação.

Ver esses vídeos na sequência é admirar as incríveis mudanças ocorridas na trajetória dos Beatles em termos musicais e visuais em um curto período de sete anos. Alguns momentos são bem curiosos, como o clipe de Something, por exemplo, que reúne cenas dos quatro integrantes da banda com suas companheiras na época, respectivamente Yoko, Linda, Patty e Maureen, captadas casal por casal. O grupo estava perto do fim.

A qualidade da restauração de áudio e principalmente de vídeo é excelente, e torna essa nova edição de 1 muito interessante para o fã mais detalhista do grupo mais importante de todos os tempos. Existe também uma edição deluxe que traz CD, dois DVDs (o segundo traz 23 vídeos adificionais) e um livro com 128 páginas para os riquinhos.

Conheça o conteúdo das várias configurações de 1:

Disco 1 Áudio (CD) + Disco 1 Video (DVD)

1. Love Me Do

2. From Me To You

3. She Loves You

4. I Want To Hold Your Hand

5. Can’t Buy Me Love

6. A Hard Day’s Night

7. I Feel Fine

8. Eight Days a Week

9. Ticket To Ride

10. Help!

11. Yesterday

12. Day Tripper

13. We Can Work It Out

14. Paperback Writer

15. Yellow Submarine

16. Eleanor Rigby

17. Penny Lane

18. All You Need Is Love

19. Hello, Goodbye

20. Lady Madonna

21. Hey Jude

22. Get Back

23. The Ballad of John and Yoko

24. Something

25. Come Together

26. Let It Be

27. The Long and Winding Road

Disco 1 Videos Extras

Comentário (áudio) de Paul McCartney

Penny Lane

Hello, Goodbye

Hey Jude

Introdução (video) de Ringo Starr

Penny Lane

Hello, Goodbye

Hey Jude

Get Back

The Beatles 1+ (CD/2-DVD):

Disco 1 Áudio (CD) + Disco 2 Video (DVD):

1. Love Me Do

2. From Me To You

3. She Loves You

4. I Want To Hold Your Hand

5. Can’t Buy Me Love

6. A Hard Day’s Night

7. I Feel Fine

8. Eight Days a Week

9. Ticket To Ride

10. Help!

11. Yesterday

12. Day Tripper

13. We Can Work It Out

14. Paperback Writer

15. Yellow Submarine

16. Eleanor Rigby

17. Penny Lane

18. All You Need Is Love

19. Hello, Goodbye

20. Lady Madonna

21. Hey Jude

22. Get Back

23. The Ballad of John and Yoko

24. Something

25. Come Together

26. Let It Be

27. The Long and Winding Road

Disco 2 Video (DVD):

1. Twist & Shout

2. Baby It’s You

3. Words Of Love

4. Please Please Me

5. I Feel Fine

6. Day Tripper *

7. Day Tripper *

8. We Can Work It Out *

9. Paperback Writer *

10. Rain *

11. Rain *

12. Strawberry Fields Forever

13. Within You Without You/Tomorrow Never Knows

14. A Day In The Life

15. Hello, Goodbye *

16. Hello, Goodbye *

17. Hey Bulldog

18. Hey Jude *

19. Revolution

20. Get Back *

21. Don’t Let Me Down

22. Free As A Bird

23. Real Love

Disco 2 Video Extra:

Comentário (áudio) de Paul McCartney

Strawberry Fields Forever

* versão alternativa

Conheça os formatos da nova versão de 1, em vídeos promocionais:

David Gilmour encanta os fãs em um belíssimo show em SP

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Por Fabian Chacur

A guitarra e a voz de David Gilmour sempre foram partes fundamentais do som do Pink Floyd. Após longas décadas de espera, finalmente o Brasil tem a oportunidade de ver ao vivo esse mito do rock. Em São Paulo, a passagem do mestre na Allianz Parque gerou duas noite de excelência musical. Mondo Pop presenciou a segunda, neste sábado (12). De arrepiar.

A estrutura do show em termos técnicos superou as expectativas. Qualidade de som impecável, com direito a um ótimo aproveitamento da bela acústica do estádio do Palmeiras. Em termos visuais, o telão gigante em formato circular se mostrou versátil, servindo para exibir clipes durante algumas músicas, mostrar Gilmour solando em tamanho gigante e reforçando efeitos de iluminação em alguns momentos.

A ousadia de incluir sete músicas de seu mais recente álbum, Rattle That Lock, no repertório, se mostrou bem-sucedida pelo fato de as canções serem ótimas, e também por terem sido incluídas em momentos estratégicos do show, ladeadas por duas de outro álbum solo (On An Island, de 2006) e 12 clássicos do Pink Floyd. O público encarou a estratégia numa boa, vibrando em todos os momentos.

O espetáculo abriu às 21h12 com três do novo CD, a instrumental 5Am, o rockão Rattle That Lock e a balada Faces Of Stone. Se a coisa já começou em alto estilo, pegou fogo logo a seguir, com o megaclássico Wish You Were Here. A Boat Lies Waiting (do disco novo) e The Blue (de On An Island) não deixaram a peteca ir ao chão.

Dois petardos extraídos do álbum The Dark Side Of The Moon, as icônicas Money e Us And Them, fizeram o estádio ir à loucura. In Any Tongue, de Rattle The Lock, serviu como boa ponte para High Hopes, do álbum The Division Bell (1994), do Pink Floyd, um bom encerramento para a primeira parte do espetáculo, que durou pouco mais de uma hora.

A abertura da segunda parte do show equivaleu a uma viagem a 1967, quando o Pink Floyd, ainda sem David Gilmour e liderado por seu amigo Syd Barret, lançava o incrível Piper At The Gates Of Dawn. A faixa de abertura desse CD, a lisérgica Astronomy Domine, veio acompanhada por uma avalanche de luzes, criando um clima de pura psicodelia. Shine On You Crazy Diamond, de Wish You Were Here, deu sequência à viagem.

Fat Old Sun, a bela balada folk de Atom Heart Mother (1970), soou cristalina e mostrando suas influências do estilo de Paul McCartney. A seguir, três faixas mais recentes vieram, a bela On An Island (do disco homônimo) e mais duas de Rattle That Lock, a jazz/blues The Girl In The Yellow Dress e a intensa Today. Sorrow, bom momento de A Momentary Lapse Of Reason (1987), primeiro do Floyd sem Roger Waters, veio a seguir. E para fechar, a vibrante Run Like Hell, um dos melhores momentos do álbum The Wall (1979).

Se o show já havia sido um verdadeiro arraso em termos gerais, seu bis veio para concluir os trabalhos de forma matadora. Time e Breathe (de The Dark Side Of The Moon) e a delirante Confortably Numb (de The Wall) proporcionaram mais 15 minutos de intensidade e prazer aos milhares de fãs presentes, que literalmente urraram.

Aos 68 anos, David Gilmour se mostrou em ótima forma. Cantou (bem) todas as músicas em seus tons originais. Seus célebres solos de notas espaçadas e bem exploradas continuam intensos, sempre mesclados com momentos mais agressivos, mas sem nunca sair de um estilo classudo e personalizado. Que me perdoe Roger Waters, mas Gilmour sempre foi a parte mais musical do Floyd, e isso ele provou neste belo show, um dos melhores no Brasil em 2015.

Rattle That Lock– David Gilmour:

Today– David Gilmour:

Faces Of Stone– David Gilmour:

Coletânea luxuosa mostra o Creedence

Por Fabian Chacur

Durante os quatro anos em que esteve atuando no cenário do rock and roll, entre 1968 e 1972, o Creedence Clearwater Revival lançou sete álbuns, sendo que dois deles atingiram o primeiro lugar na parada americana, e nove singles (extraídos desses CDs) atingiram o Top 10 ianque. Poucos grupos conseguiram tanta repercussão em termos comerciais em tão pouco tempo.

Até hoje, 41 anos após sua dissolução, a banda continua vendendo muitos discos, sendo 26 milhões deles nos EUA e algo do gênero no resto do mundo. John Fogerty, cantor, compositor, guitarrista e líder do time, continua cantando esses hits mundo afora, assim como seus ex-colegas Doug Cosmo Clifford (bateria) e Stu Cook (baixo), esses no grupo Creedence Clearwater Revisited.

Mas o que essa banda, que também contava com o saudoso Tom Fogerty (1942-1990), guitarra-base e irmão de John, fez para merecer tantos fãs? Ao contrário de alguns artistas marca barbante que também venderam muito a custa de tramoias comercialóides e de quem hoje ninguém mais lembra, eles fizeram pura e tão somente o melhor rock and roll possível. E que rock and roll!!!

Uma boa forma de conhecer ou de recordar a obra do CCR é a recém-lançada no Brasil coletânea Greatest Hits & All Time Classics, a mais abrangente e acessível em termos de preço (menos de R$ 50 por três CDs!) já disponibilizada no mercado fonográfico. Temos aqui dois discos com 40 das 65 faixas lançadas nos álbuns da banda, mais um terceiro CD com 12 músicas registradas ao vivo.

A seleção das músicas é ótima, sendo que a sequência delas, embora não siga ordem cronológica, permite uma audição fluente e deliciosa. Temos todos os hit singles, como Proud Mary e Have You Ever Seen The Rain?, além de faixas bem bacanas extraídas dos LPs e não tão conhecidas, entre as quais as sublimes It Came Out Of The Sky, Porterville, Bootleg e Tombstone Shadow. A capa é linda e traz ótimas fotos, e temos também um belo encarte com textos e informações sobre as gravações.

O CCR serve como bom exemplo de como uma banda pode partir de estéticas musicais preexistentes, no caso rock and roll básico dos anos 50, blues, rhythm and blues, country, folk e soul music, criar uma abordagem própria e se tornar imortal. A rigor, John Fogerty não criou nada em termos gerais. No entanto, refinou essas linguagens de forma tão genial que se tornou mais importante do que muitos criadores de fato.

Com um vozeirão impactante, guitarra sempre ágil e composições que exploram o legado dos ritmos em que se baseou de forma ao mesmo tempo respeitosa e criativa, Fogerty virou um dos nomes mais espetaculares do rock and roll. Lógico que o apoio da sólida guitarra-base do irmão e da irrepreensível e swingada cozinha rítmica formada por Cook e Cosmo tornaram a coisa ainda melhor.

Ao vivo, o quarteto (que se tornou trio a partir do final de 1970 com a saída de Tom) arrepiava, o que as faixas ao vivo incluídas no CD 3 desta compilação exemplificam muito bem. Para mim, o ideal é mesmo ter todos os álbuns do CCR (incluindo dois ótimos CDs ao vivo Live in Europe-1973 e The Concert-1980), mas esta coletânea é a melhor e mais abrangente, se esse for o seu desejo.

O importante, mesmo, é mergulhar de cabeça em um dos melhores acervos de rock and roll de todos os tempos, e curtir cada sutileza, cada virada rítmica, cada improvisação, e cair na gargalhada toda vez que algum cabeça de alfinete vir com aquela conversa de que “rock básico é música dura e sem criatividade, com só três acordes”. Vá na desses caras…e quebre a cara!!!

Ouça vários hits do Creedence Clearwater Revival em streaming:

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