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Georgia lança releitura de um clássico oitentista de Kate Bush

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Por Fabian Chacur

Quase um ano após lançar seu segundo e elogiado álbum, Seeking Thrills, a cantora, compositora, rapper, produtora e baterista britânica Georgia nos oferece uma versão digital recheada de faixas-bônus, intitulada Seeking Thrills- The Ultimate Thrills Edition, que traz diversos remixes de canções do trabalho original mais uma bela novidade. Trata-se da releitura de Running Up That Hill, de Kate Bush, faixa de destaque de um de seus LPs mais famosos e icônicos, Hounds Of Love (1985).

Bastante fiel à gravação original da autora, esta regravação traz no clipe que a divulga o bailarino contemporâneo Sid Barnes, que além de muito talentoso é irmão de Georgia. Aliás, já que tocamos no tema família, os dois são filhos de Neil Barnes, integrante do célebre duo britânico de música eletrônica Leftfield, que fez muito sucesso durante a década de 1990 participando de trilhas de filmes como Trainspotting e Vanilla Sky.

Em comunicado enviado à empresa, Georgia explica o porque da escolha desta música para uma regravação:

“Fechar os meus sets ao vivo com Running Up That Hill sempre me trouxe muita alegria, por isso tive a ideia de regravá-la. Mas não começou por aí. Kate Bush sempre fez parte da minha vida e é uma influência no meu trabalho desde as minhas primeiras notas. Meu pai e minha mãe sempre tocavam suas músicas, e quando eu comecei a entender como som e produção funcionavam, embarquei na minha jornada pessoal e íntima com a sua música. Para mim, isso é mais do que um cover, é emocionante e uma experiência que eu sempre levarei comigo.”

Running Up That Hill (clipe)- Georgia:

The Struts toca ao vivo com o guitarrista Tom Morello-veja

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Por Fabian Chacur

As coisas não andam lá essa maravilha para o rock em termos de mídia e de paradas de sucesso, atualmente dominadas no exterior por r&b, música eletrônica, rap e, no Brasil, por sertanejo, fúnc carioca e outros estilos. No entanto, existem esperanças de que a situação possa mudar um pouco. E uma das bandas que parece ter fôlego para equilibrar as coisas para os roqueiros é a britânica The Struts. Eles postaram no Youtube uma bela gravação ao vivo de Dancing In The Dark, megahit de Bruce Springsteen, na qual contaram com a participação de Tom Morello (Rage Against The Machine, Audioslave etc).

Morello não é daqueles caras que toca com qualquer um, o que dá uma ideia de como essa parceria é bacana para o quarteto inglês. A dobradinha rolou em um show recente realizado no The Basement East, em Nashville, durante turnê dos caras pela terra de Barack Obama. Uma bela performance, com direito a solos inspirados do excelente guitarrista e ativista americano.

Criado na Inglaterra em 2009, o The Struts mantém a mesma formação desde 2012, que é Luke Spiller (vocal), Adam Slack (guitarra), Jed Elliot (baixo) e Gethin Davies (bateria), todos beirando os 30 anos de idade. Seu primeiro álbum, Everybody Wants (2014), traz o hit Put Your Money On Me (ouça aqui).

Antes de lançar um novo álbum, os roqueiros ingleses tiveram a oportunidade de abrir shows para bandas do primeiríssimo time do rock mundial, como Rolling Stones (2014, em Paris), Guns N’ Roses (2016, em San Francisco), The Who (2017) e Foo Fighters (2017). Com a banda de Dave Grohl, Spiller ainda teve a oportunidade de participar em um show dos FF de uma releitura de Under Pressure, do Queen, que ficou muito simpática.

Em outubro de 2018, enfim saiu o segundo álbum dos Struts, Young & Dangerous, que aos poucos vai conquistando novos fãs. Faixas incendiárias como Primadonna Like Me (ouça aqui), In Love With a Camera (ouça aqui) e especialmente Body Talks, esta última com participação especial da cantora Kesha (ouça aqui), tem pinta de que podem impulsionar o quarteto rumo a um patamar mais alto no cenário musical atual.

E qual o mérito dos Struts para merecer a sua atenção, roqueiro amigo? Eles não estão reinventando a roda ou coisa semelhante. Apenas e tão somente investem, com muita energia e personalidade, em em um estilo roqueiro que traz influências de Queen, The Darkness, The Sweet (de quem eles regravaram Ballroom Blitz para a trilha do filme Edge Of Seventeen, de 2006- ouça aqui).

É um som pra cima, divertido, ardido e despretensioso, com ótimos backing vocals. E Luke Spiller canta muito bem e esbanja carisma, com um quê de Freddie Mercury, obviamente guardadas as devidas proporções. Pura diversão!

obs.: na sessão covers, também temos uma releitura bem bacana de Royals, o maior sucesso da jovem cantora Lorde (ouça aqui).

Dancing In The Dark (live)- The Struts e Tom Morello:

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