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The Who tem álbum duplo ao vivo lançado no Brasil em CD

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Por Fabian Chacur

Excelente notícia para os fãs do melhor classic rock e também do formato físico musical. A Universal Music acaba de lançar no Brasil, no formato CD duplo e também nas plataformas digitais, o álbum Live At The Fillmore East 1968, do The Who, que no exterior possui uma terceira versão, a de LP de vinil triplo. Este trabalho nunca havia saído pela via oficial anteriormente.

Esse flagra da formação clássica da célebre banda britânica ocorreu no histórico Fillmore East, situado em Nova York, mais precisamente no Lower East Side de Manhattan. Dois shows foram realizados naquele final de semana, mas só o do dia 6 de abril de 1968, o segundo deles, teve registro na íntegra. A restauração de áudio e mixagem ficou a cargo do hoje renomado engenheiro de som Bob Pridden, que na época era um dos roadies do quarteto inglês.

O repertório de 14 faixas traz músicas dos álbuns lançados pelo The Who até então (o mais recente era The Who Sell Out, de dezembro de 1967) com alguns covers bem bacanas, como C’mon Everybody (Eddie Cochran) e Fortune Teller (Allen Toussaint). A versão longa de My Generation, que a partir dali se tornaria um cavalo de batalha clássico do grupo, também merece destaque, e encerra o álbum.

TRACKLIST- Live At Fillmore East 1968:

Disco 1

1. Summertime Blues

2. Fortune Teller

3. Tattoo

4. Little Billy

5. I Can’t Explain

6. Happy Jack

7. Relax

8. I’m A Boy

9. A Quick One

10. My Way

11. C’mon Everybody

12. Shakin’ All Over

13. Boris The Spider

Disco 2

1. My Generation

My Way/C’mon Everybody– The Who:

Welcome To The Blackout, de Bowie, chega ao Brasil em CD

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Por Fabian Chacur

Lançado no exterior no dia 21 de abril deste ano apenas no formato álbum triplo de vinil, o disco ao vivo Welcome To The Blackout (Live London ’78), de David Bowie, agora também já está disponível para o público brasileiro através da Warner Music, mas como CD duplo e digitalmente. O material traz 24 músicas gravadas ao vivo nos dias 30/6 e 1º/7 de 1978 em Earls Court, em Londres, com produção de Tony Visconti e mixagem feita em 1979 pelo próprio Bowie com David Richards.

O álbum inclui gravações realizadas no mesmo período das incluídas no ao vivo Stage, lançado originalmente em 1978. A diferença básica fica por conta do país onde os registros deste trabalho mais antigo se concretizaram, nos EUA, mais precisamente em shows ocorridos nas cidades de Filadélfia, Boston e Providence entre o fim de abril e o início de maio de 1978. O repertório de ambos é semelhante.

Bowie, nessa turnê, estava lançando na estrada seus ousados discos Low e Heroes, ambos de 1977, e que mesclam rocks intensos e eletrônicos com faixas instrumentais inspiradas no krautrock de Kraftwerk e nos experimentalismos de Brian Eno, que por sinal participou ativamente da criação, produção e gravação desses dois álbuns. A mescla desse repertório com clássicos de sua carreira é bastante interessante. A banda, bastante afiada, traz como destaque a dupla de guitarristas, Carlos Alomar e Adrian Belew, que se completam com precisão.

Eis as faixas de Welcome To The Blackout (Live In London ’78):

CD 1:

1. WARSZAWA – 06:27
2. HEROES – 07:33
3. WHAT IN THE WORLD – 04:01
4. BE MY WIFE – 02:45
5. THE JEAN GENIE – 06:34
6. BLACKOUT – 03:42
7. SENSE OF DOUBT – 03:25
8. SPEED OF LIFE – 02:37
9. SOUND AND VISION – 03:10
10. BREAKING GLASS – 03:31
11. FAME – 03:52
12. BEAUTY AND THE BEAST – 04:58

CD 2:

1. FIVE YEARS – 06:08
2. SOUL LOVE – 02:51
3. STAR – 02:30
4. HANG ON TO YOURSELF – 02:39
5. ZIGGY STARDUST – 03:24
6. SUFFRAGETTE CITY – 03: 50
7. ART DECADE – 03:08
8. ALABAMA SONG – 03:58
9. STATION TO STATION – 11:08
10. TVC 15 – 04:17
11. STAY – 06:58
12. REBEL REBEL – 03:51

Welcome To The Blackout-David Bowie (em streaming):

Mixed Up, do The Cure, sai no Brasil em formato remaster

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Por Fabian Chacur

Em 1990, Robert Smith surpreendeu muita gente ao lançar o álbum duplo em vinil e simples em CD Mixed Up, que trazia remixes com pegada mais dançante e eletrônica de algumas das canções mais conhecidas de seu grupo, o The Cure. Atualmente revisando itens de seu extenso catálogo, o cantor, compositor e músico britânico nos oferece uma versão remasterizada desse trabalho, que chega às lojas brasileiras em CD simples.

Mixed Up continha em sua versão original 12 faixas no LP de vinil e 11 no CD, com direito a hits como Lullaby, Hot Hot Hot!, Close To Me e Lovesong com roupagens totalmente diferentes, além de uma faixa inédita, a ótima mezzo pesadona mezzo dançante Never Enough, que teve direito a clipe e fez um sucesso considerável.

Além do formato standard, que é o disponibilizado no Brasil, também sairá no exterior uma deluxe edition com três álbuns: o CD original remasterizado, um segundo com raros remixes lançados originalmente entre 1982 e 1990 e um terceiro, intitulado Torn Down, com 16 novas remixagens feitas pelo próprio Robert Smith de outras músicas do The Cure, como Shake Dog Shake, Cut Here e A Night Light This.

Never Enough– The Cure:

Disco ao vivo do Led Zeppelin será relançado em setembro

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Por Fabian Chacur

Outro lançamento muito bacana relacionado ao rock chegará ao mercado musical no dia 7 de setembro, mesma data prevista para Egypt Station, de Paul McCartney. Trata-se de uma versão remasterizada do álbum The Songs Remain The Same, lançado originalmente em 1976 e trilha sonora do filme homônimo do Led Zeppelin. Esse trabalho será disponibilizado em vários formatos, e sairá em um dia histórico para o seminal quarteto britânico.

Em 7 de setembro de 1968, ocorreu a primeira apresentação ao vivo da então novíssima banda do guitarrista Jimmy Page, que tinha a seu lado os então ainda desconhecidos John Paul Jones (baixo e teclados), Robert Plant (vocal) e John Bonham (bateria). Naquela ocasião, o time usou o nome The New Yardbirds, surgindo das cinzas da histórica banda Yardbirds, que revelou Eric Clapton, Jeff Beck e o próprio Page.

Pouco tempo depois, o quarteto passaria a se chamar Led Zeppelin, uma sugestão que teria sido dada por Keith Moon, baterista do The Who. A trajetória dessa incrível banda todos sabem como foi, com direito a milhões de discos vendidos em todo o mundo, a criação de um estilo próprio fundindo heavy/hard rock, folk music, progressivo, soul, pop e ainda mais, e shows lotados e antológicos, tornando-se uma das lendas da história do que hoje é denominado de classic rock.

O filme The Song Remains The Same (que foi exibido na época no Brasil com o peculiar título Rock É Rock Mesmo) tem como material base gravações feitas durante os três superlotados shows que o Zeppelin fez em julho de 1973 no histórico Madison Square Garden, em Nova York. A versão remasterizada da trilha que sairá no dia 7 de setembro segue a reedição de 2007, que trouxe como atrativo seis faixas-bônus em relação ao lançamento original de 1976.

Ainda não foram confirmadas quais versões do relançamento deste álbum serão disponibilizadas no Brasil, o que a gravadora Warner promete fazer em breve. O pacote mais caro e aparentemente mais atraente para o fã mais fanático é o Super Deluxe Boxed Set, que trará o filme completo e a trilha pela primeira vez em um mesmo pacote. A versão em vinil com direito a 4 lps trará uma mudança na sequência original de faixas para permitir que os 29 minutos de Dazed And Confused estivessem na íntegra em um único lado de vinil.

The Song Remains The Same- The Rain Song (live)- Led Zeppelin:

The Beatles in India: filme vai ser lançado ainda este ano

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Por Fabian Chacur

Em fevereiro de 1968, os Beatles viajaram para Rishikesh, na Índia, com o intuito de estudar meditação transcendental com o guru local Maharishi Mahesh Yogi, que eles haviam conhecido em uma viagem do indiano pela Inglaterra no ano anterior. Essa curiosa passagem da trajetória da banda britânica é o tema do documentário The Beatles in India, que segundo informações da revista britânica Uncut, deve ser lançada mundialmente por volta de outubro.

Paul Saltzman é um fotógrafo e cineasta canadense que tinha 23 anos quando teve a oportunidade de conhecer os Beatles na Índia, por absoluta coincidência. Convidado a conviver com eles naquela experiência, fez fotos e filmagens que registaram aquele momento de redescoberta do quarteto britânico. Seu documentário dá uma geral na viagem, e mostra os registros e também as músicas que, compostas lá, acabariam integrando o célebre Álbum Branco (cujo título de fato é simplesmente The Beatles), lançado naquele mesmo 1968.

Com mais de 300 filmes no currículo, entre documentários e dramas, Paul Saltzman tem em seu currículo o badalado Prom Night In Mississipi (2008), e também integra projetos humanitários. Uma exposição permanente de suas fotos dos Beatles na Índia tem como local um espaço no John Lennon Airport, em Liverpool, Inglaterra. Ele lançou dois livros com reproduções de suas célebres fotos, The Beatles in Rishikesh (2000) e The Beatles in India (2006), este último em edição limitada.

Dear Prudence (c/cenas do grupo na Índia)- The Beatles:

Sting e Shaggy lançam o clipe e investem em boa parceria

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Por Fabian Chacur

O reggae é presença constante no trabalho de Sting desde seus tempos com o The Police. O ritmo volta a dar as caras em um trabalho de sua autoria na recém-lançada música Don’t Make Me Wait, parceria dele com o cantor e compositor jamaicano Shaggy. A canção está sendo divulgada com um clipe dirigido por Gil Green, que já trabalhou coo Nick Minaj, Drake e John Legend.

O cenário do vídeo é uma área popular de Kingston, cidade natal de Shaggy, e o clima é de verdadeira festa povão, com todo mundo dançando. A música tem cara de provável hit, conta com a produção de Shaun Pizzonia, antigo parceiro do astro jamaicano, e foi gravada lá mesmo. Trata-se da primeira de uma série de outras parcerias que a dupla promete divulgar aos poucos.

Com 39 anos de idade, Shaggy tornou-se conhecido inicialmente graças ao hit Oh Carolina, em 1993. A partir daí, emplacou diversos sucessos, como Boombastic, Angel e In The Summertime, nos quais mesclava o reggae com música eletrônica, pop e outros ritmos. Ele teve faixas incluídas em trilhas de filmes badalados, e seu álbum Hot Shot (2000) atingiu o primeiro lugar na parada americana, além de vender mais de 10 milhões de cópias em todo o planeta.

Don’t Make Me Wait– Sting e Shaggy:

Sticky Fingers é relido ao vivo com maestria pelos Stones

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Por Fabian Chacur

Em 2006, quando iria iniciar as gravações de um show dos Rolling Stones para o que viria a ser o documentário Shine a Light (2008), o diretor Martin Scorsese entrou em pânico. Ao contrário do que poderia imaginar, ele não teve acesso prévio ao set list que a banda iria tocar, e dessa forma teve de improvisar seu trabalho. Isso é a cara do grupo liderado por Mick Jagger e Keith Richards, que sempre atuou no melhor estilo “bagunça organizada”. E foi dessa forma que eles gravaram Sticky Fingers Live At The Fonda Theater, DVD que integra a série Rolling Stones From The Vault.

Mas como assim “bagunça organizada?”, você deve estar se perguntando. Afinal de contas, estamos falando de uma banda que se mantém na ativa há mais de 50 anos, sempre com muito sucesso e uma infraestrutura digna de uma verdadeira transnacional roqueira. Se a organização existe, e sem dúvidas explica essa manutenção no topo do cenário rocker mundial, eles sempre tiveram um tempero rebelde, do tipo “vamos fazer do nosso jeito e dane-se o resto”.

Este trabalho é o exemplo mais concreto dessa postura das “Pedras Rolantes”. Eles se propuseram pela primeira vez em sua carreira a tocar ao vivo na íntegra o repertório de um de seus álbuns, mais especificamente o mitológico Sticky Fingers (1971). Para muita gente o melhor disco da ótima discografia do grupo britânico, trata-se de um marco na trajetória deles, quando ficou claro que os caras tinham se consolidado de vez no meio rocker.

Entre outras efemérides bacanas, conseguiu a inédita para eles façanha (que depois repetiriam várias vezes) de atingir o primeiro lugar nos EUA e no Reino Unido; estreou com força total o símbolo da língua que se tornou sua marca registrada. Deu o pontapé inicial na trajetória da sua própria gravadora, a RS Records, que tornou Jagger e Richards ainda mais ricos, e por aí vai. Um clássico supremo do rock and roll.

Só que, ao contrário da grande maioria dos outros grupos e artistas que se propuseram a apresentar trabalhos na íntegra, os Stones se recusaram a tocar ao vivo o repertório de Sticky Fingers na mesma ordem do registro de estúdio. Brown Sugar, por exemplo, que abre o LP, é a 11ª música a ser tocada no show. Dead Flowers, a 9ª do trabalho de estúdio, foi a 3ª no set list do show. E por aí vai… O mais engraçado: a abertura fica por conta de Start Me Up, que nem integra o trabalho em foco, sendo faixa de Tattoo You (1981).

Eles fizeram o seguinte: abriram o show com Start Me Up, em seguida tocaram as dez faixas de Sticky Fingers em seguida (mas sem a sequência do álbum original) e fecharam o show com um cover, Rock Me Baby, do amigo e ídolo B.B.King (que havia falecido seis dias antes da gravação deste DVD) e a empolgante Jumpin’ Jack Flash. Nos extras, temos três bônus: All Down The Line (do álbum Exile On Main Street, de 1972), When The Whip Comes Down (de Some Girls, de 1978) e um cover matador, I Can’t Turn You Loose, de Otis Redding, que na verdade encerrou o show, e sabe-se lá porque ficou aqui, nos bônus.

Ou seja, eles tocaram o álbum em pauta inteirinho, mas do jeito deles, e com direito a canções adicionais. E é aí que entra a organização da bagunça. As performances de Jagger e sua turma (os três colegas de banda mais sete impecáveis músicos de apoio, gerando uma espécie de “Orquestra Rolling Stones”) são simplesmente arrebatadoras. Pelo fato de o show ter sido realizado em um teatro bem menor do que os estádios onde normalmente atuam, criou-se um clima de maior proximidade e intimidade com a plateia, com ótimo resultado.

As performances dos quatro Stones são um capítulo à parte. Jagger, na época com 72 anos de idade, entrega ao público energia e carisma dignas de alguém com uns 30, se tanto, e com direito a uma voz impecável, especialmente nos momentos mais lentos. Keith Richards cativa com seu jeitão de “pirata do Caribe”, sendo bem ladeado por Ronnie Wood, tal qual dois pistoleiros do Velho Oeste. E o vigor e a precisão do baterista Charlie Watts equivalem à arma secreta menos secreta do rock, tal a sua qualidade e consistência. Um dínamo humano.

Se algumas faixas de Sticky Fingers nunca saíram do set list dos shows da banda britânica desde que foram lançadas, como Brown Sugar e Wild Horses, outras foram tocadas em raras ocasiões, casos das maravilhosas Moonlight Mile, Dead Flowers, Sway, Sister Morphine e You Gotta Move. E é muito legal ver alguns closes na plateia, com pessoas cantando as letras dessas músicas junto, de cor e salteado.

Dificilmente os Rolling Stones repetirão esse show. Portanto, Sticky Fingers Live At The Fonda Theatre (teatro localizado em Hollywood, Los Angeles) é não só um registro único e histórico desta performance realizada em 20 de maio de 2015, como certamente a prova de que esse grupo consegue se manter na estrada dignamente. De forma bagunçada, sim, mas com organização suficiente para que a essência desse trabalho incrível se mantenha acesa e deslumbrante.

Brown Sugar (live ath the Fonda Theater-2015)- The Rolling Stones:

Robert Plant e Chrissie Hynde lançam um dueto em outubro

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Por Fabian Chacur

Um dueto reunindo duas gerações do rock está previsto para ser lançado no dia 3 de outubro. A gravação reúne Robert Plant, vocalista do lendário Led Zeppelin na década de 1970 e desde os anos 1980 um artista solo de muito sucesso, e Chrissie Hynde, líder dos Pretenders, uma das bandas mais bem-sucedidas do rock oitentista. A faixa integrará o novo trabalho do cantor e compositor britânico, intitulado Carry Fire.

A música escolhida por eles para sua gravação em dupla foi pinçada a dedo. Trata-se de Bluebirds Over The Mountain, que fez sucesso em 1958 com o seu autor, o cantor americano de rockabilly Ersel Hickey, e também em regravações de Ritchie Valens (aquele de La Bamba e Donna) e dos Beach Boys. Plant usou um trecho dessa música como introdução para Rock And Roll em shows que fez em 2016.

Carry Fire é o primeiro álbum do icônico roqueiro desde Lullaby And…The Ceaseless Roar (2014). O trabalho traz 11 faixas, e também participam dele a violoncelista albanesa Redi Hasa e o badalado músico folk irlandês Seth Lakeman. Uma faixa do disco acaba de ser lançada em single, o ótimo rockabilly com toques orientais The May Queen.

Além do novo álbum, Robert Plant também anunciou que fará uma nova turnê mundial ao lado de sua mais recente banda de apoio, a competente e criativa The Sensational Space Shifters, que está prevista para ter início em novembro, abrangendo inicialmente o Reino Unido. As datas desses shows será divulgada em breve em seu site oficial.

The May Queen– Robert Plant:

Paradise Lost lançará o novo CD, Medusa, em setembro

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Por Fabian Chacur

Uma das vertentes mais interessantes do heavy metal é aquela na qual esse estilo musical é misturado com o rock gótico, numa fusão que equivale à soma do som de bandas como Black Sabbath, The Sisters Of Mercy e The Mission. Uma de suas principais seguidoras, a britânica Paradise Lost, lançará seu novo álbum no exterior no dia 1º de setembro. No Brasil, o CD, Medusa, será lançado pela Shinigami Records em parceria com a Nuclear Blast.

As duas primeiras amostras do repertório de Medusa são excelentes. The Longest Winter tem um clima mais lento e denso (veja o lyric vídeo aqui), enquanto Blood And Chaos tem como marca riffs mais agressivos, sem fugir no entanto do clima opressivo que marca a sonoridade da banda. A produção é de Jaime Gomez Arellano, que também trabalhou com o grupo em seu álbum anterior, The Plague Within (2015).

Criada em 1988, a banda Paradise Lost mantém desde o seu início Nick Holmes (vocal), Greg Mackintosh (guitarra), Aaron Aedy (guitarra) e Steve Edmonson (baixo). Desde 2015 no time, Valtteri Vayrynen estreia em disco ao lado dos veteranos colegas com Medusa, ele que é o sétimo piloto de baquetas a fazer parte do quinteto britânico.

Seu álbum mais conhecido é o incrível Draconian Times (1995), que em sua edição americana trazia como faixa bônus uma releitura de How Soon Is Now?, dos Smiths, e nas edições brasileira e japonesa um cover incrível de Walk Away, do Sisters Of Mercy. Vale lembrar que o grupo britânico Trapeze, do qual fazia parte o lendário Glenn Hughes, lançou em 1970 um elogiadíssimo álbum com esse mesmo título, Medusa.

Blood and Chaos (clipe)- Paradise Lost:

Night And Day- Joe Jackson: 35 anos e ainda impecável

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Por Fabian Chacur

Em junho de 1982, Joe Jackson lançou o seu álbum mais ambicioso. Aos 27 anos de idade (completaria 28 em agosto daquele mesmo ano), o cantor, compositor e músico britânico havia surgido com força no cenário musical com uma sonoridade rotulada como new wave pela crítica, e conseguiu ótimos resultados comerciais. Mas Night And Day era um passo adiante dos mais arriscados, pois trazia uma sonoridade bem peculiar.

Ao invés do ótimo rock básico com elementos de reggae e pop presentes em hits como Is She Really Going Out With Him, I’m a Man e Fools In Love, Jackson parecia querer trazer para o seu universo próprio algo do surpreendente disco que lançou em 1981, Jumpin’ Jive, composto por releituras de clássicos da era do swing jazz dos anos 1930 e 1940.

Vale lembrar que ele era quase uma exceção em sua geração, pois tem o piano como o seu instrumento base, ao invés da guitarra. E, embora roqueiro de coração, Jackson traz uma formação composta também por música erudita e jazz, elementos que se incorporaram à sua formação quando estudou música formalmente. Portanto, era questão mesmo de tempo que isso aflorasse no seu trabalho.

Night And Day marcou a saída do artista da Inglaterra rumo aos EUA, mais precisamente a Nova York. Nos estúdios da Big Apple, ele teve a inspiração de usar como tema do novo álbum uma espécie de viagem de um dia por aquela cidade, iniciada à noite e encerrada de dia, como o título entrega. De cara, uma ousadia para aqueles dias: nada de guitarra. A formação básica do disco inclui teclados diversos, baixo, bateria e muita percussão.

Ele usou o seu piano como base para um som no qual a latinidade aflorou com força total, trazendo fortes elementos de salsa, mambo e até um bocadinho de bossa nova. O jazz dá o tom, com espaços para solos mas sem cair em uma proposta intrincada demais, sendo, portanto, bem acessível aos ouvidos médios. O tempero pop e elementos eletrônicos, além de pitadas de rock, arredondaram a coisa toda.

Completando tudo, Jackson nos oferece nove faixas, sendo cinco compondo o lado A do disco de vinil, a faceta “night”, e quatro no lado B, a parte “day”. As canções vão se entrelaçando, e funcionam como se fossem a trilha sonora que acompanha um novato na grande cidade, tentando descobrir suas nuances e superar suas dificuldades de contatos e assimilação com as pessoas.

A abertura com Another World é impactante, seguida pela percussiva e misteriosa Chinatown. T.V. Age, ironizando a forte influência da TV na vida das pessoas, é seguida pela salerosíssima Target, que abre alas para a incrível Steppin’ Out. Maior hit da carreira do artista (chegou ao 6º lugar nos EUA), tem uma batida rítmica mágica, que serve como uma transição da noite para o dia, representado pelas canções do lado B.

A parte day do álbum se inicia com a bela balada Breaking Us In Two, que traz em sua melodia, involuntariamente ou não, trechinhos de Steppin’ Out e da clássica Day After Day, hit do grupo britânico Badfinger. Cancer, com sua letra que lida de forma quase sarcástica com a gravidade dessa doença terrível, é outro orgasmo latino, no qual Jackson faz solos endiabrados de piano nos quais mostra um senso rítmico e melódico digno de um gênio dos teclados.

A introspectiva Real Man toca no sempre delicado tema da masculinidade, com um refrão onomatopaico cativante. O álbum é encerrado com uma balada arrebatadora, Slow Song, que desde então costuma encerrar seus shows, e na qual ele defende a necessidade das canções lentas em momentos decisivos da vida. Um encerramento classudo para um grande álbum.

Joe Jackson admite que temia pelo resultado comercial de Night And Day, pelo fato de ser muito diferente dos LPs que havia lançado anteriormente. O público, no entanto, não o decepcionou, pois o álbum atingiu o 3º lugar no Reino Unido e 4º nos EUA, sendo até hoje seu campeão de vendas. Um disco que soa moderno, delicioso e cativante, mesmo 35 anos após seu lançamento. Música boa é para sempre.

obs.: fiz o possível para escrever um bom texto sobre esse, que é um de meus discos favoritos, mas tenho consciência de que não cheguei nem aos pés da crítica que a minha ídala Ana Maria Bahiana escreveu na época, e que não só me levou a procurar esse álbum como, por tabela, acabou me tornando um fã entusiasmado de Joe Jackson. Valeu, Ana!

Night And Day– Joe Jackson:

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