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Uganga ousa e consolida a sua sonoridade com o álbum Servus

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Por Fabian Chacur

Não é fácil desenvolver uma sonoridade original e consistente na seara do rock pesado. Um dos problemas é o fato de esse gênero exigir virulência e massa sonora, o que às vezes leva algumas bandas a caírem em uma armadilha que as prendem a clichês que sempre dão certo em termos gerais, em detrimento de uma personalidade mais apurada. O grupo mineiro Uganga, em seus mais de 25 anos de trajetória, nunca despencou nesse perigoso alçapão, e dessa forma cresce a cada ano. Servus, o seu novo álbum, mostra mais uma vez o poder criativo e energético dessa turma do barulho, no melhor sentido do termo.

A história do Uganga (leia mais sobre eles aqui) teve início no Triângulo Mineiro, mais precisamente na bela cidade de Uberlândia (MG). Possuem no currículo cinco álbuns de estúdio, um ao vivo gravado na Alemanha, um DVD incluindo documentário sobre sua trajetória e show ao vivo e turnês por Brasil e Europa.

A maturidade adquirida nessa trajetória se mostra muito evidente em Servus, a partir dos apoios obtidos para a sua realização. A Waken Foundation, por exemplo, é uma organização alemã sem fins lucrativos criada em 2008 pelos produtores do festival Waken Open Air, considerado o maior de heavy metal do planeta, e que apoia projetos consistentes de hard e heavy metal de todo o mundo. Outro parceiro importante para a realização deste álbum é o Programa Municipal de Incentivo À Cultura (PMIC) de Uberlândia, que soube reconhecer o quanto a banda divulga e eleva o nome da cidade pelo mundo afora.

O retorno desses investimentos você percebe logo ao manusear o CD físico, com direito a capa digipack dupla e um encarte luxuoso com letras, fotos e ficha técnica completa. As impactantes artes de capa e contracapa ficaram a cargo do artista pernambucano Wendell Araújo, que já trabalhou com grupos como Ratos de Porão e Cólera. A qualidade técnica de gravação, mixagem e masterização tem padrão internacional, e foi feita em nosso país, basicamente no estúdio Rock Lab, em Goiânia (GO), com produção a cargo do vocalista da banda, Manu Joker, em parceria com Gustavo Vazquez.

Se tudo isso relatado até aqui já seria suficiente para ficar bem impressionado com o Uganga, o que de fato os torna dignos de muitos elogios é o conteúdo musical de Servus. Mesmo com tanto tempo de estrada, o time continua com aquela fúria energética típica de bandas iniciantes. No entanto, essa adrenalina toda é filtrada de modo a gerar um resultado tecnicamente impecável, fugindo da mera barulheira insana rumo a uma estrutura na qual você consegue ouvir cada detalhe, incluindo as tramas das guitarra, a sólida cozinha rítmica e os penduricalhos adicionais incluídos em cada uma das 13 faixas.

Capitaneando essa estrutura bem azeitada, Manu Joker se mostra um dos melhores cantores de rock pesado do Brasil. Sua voz tonitroante é controlada de forma quase cirúrgica, e com uma dicção impecável (algo não tão frequente em vocalistas dessa praia), que nos permite entender e mergulhar nas letras em português, o que valoriza ainda mais as conquistas deles no exterior, onde o inglês é quase obrigatório para quem quiser ver sua música valorizada.

O conteúdo poético contido nas letras do álbum traz um forte protesto contra o sofrimento da maior parte da população nas mãos dos poderosos de plantão, sem cair em panfletarismos ou ideologias restritivas. O refrão da alucinada faixa título exemplifica bem essa linha de pensamento: “escravos somos nós, escravos coniventes de loucos genocidas insanos, errados somos nós, massa de manobra, não mais do que servos”. A esperança de tempos melhores, no entanto, sempre aparece, com elementos espiritualistas sendo utilizados.

Manu tem a seu lado neste álbum Christian Franco (guitarra), Thiago Soraggi (guitarra), Maurício “Murcego” Pergentino (guitarra), Raphael “Ras” Franco (baixo e vocais) e Marcelo Henriques (bateria e vocal). Pergentino saiu do time após a gravação do álbum, substituído por Lucas “Carcaça”. Um time coeso, vibrante e tecnicamente impecável, que viabiliza a sonoridade thrascore, uma mistura de thrash metal com o punk hardcore, de forma plena e muito criativa.

Também temos as participações especiais da cantora e dançarina pernambucana Flaira Ferro, que com Manu e Luiz Salgado divide os vocais da incrível faixa E.L.A., do grupo chileno de rap Lexico na vigorosa Hienas, e também de Renato BT (do John No Arms), DJ Eremita, Marco Melo (sax), Fábio Marreco (do Totem) e o espiritualista Sr. Waldir, este último na enigmática Depois de Hoje…, que traz sampler de um discurso do líder pacifista indiano Mahatma Ghandi.

Servus nos mostra uma inquietude e inconformismo com os rumos atuais vividos pela humanidade, mas sempre com um olho no futuro que pode ser melhor, se as pessoas do bem se unirem para modificar essa situação. Com este álbum, o Uganga mostra que quem considera o heavy metal um antro de gente que só sabe fazer barulho insano e abordar temas satânicos precisa urgentemente atualizar os seus conceitos. Aqui, estamos diante de rockers do melhor calibre, lutando por um mundo melhor em todos os sentidos, tanto musicais como de convivência entre os seres humanos.

Servus (videoclipe)- Uganga:

Lô Borges nos oferece 10 novos clássicos no inspirado Rio da Lua

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Por Fabian Chacur

Em 2018, Lô Borges nos ofereceu uma bela e emocionante releitura de seus trabalhos de estreia de 1972, o maravilhoso DVD Tênis+Clube Ao Vivo no Circo Voador (leia a resenha aqui). Seria até normal esperar que ele ficasse um bom tempo capitalizando os louros oriundos desse lançamento. No entanto, o cantor, compositor e cantor mineiro prova que, aos 67 anos, quer mesmo é viver novas emoções. No caso, um novo CD, o maravilhoso Rio da Lua (Deck).

Rio da Lua adiciona duas novidades a sua carreira. Normalmente, Lô compõe as melodias, para depois encaixar as letras, feitas por ele ou outros parceiros. Desta vez, inverteu-se o processo. As letras apareceram primeiro, para serem posteriormente musicadas. A segunda nova decorre daí: pela primeira vez, ele compôs em parceria com o cantor, compositor e músico mineiro Nelson Angelo, outro egresso do Clube da Esquina. O amigo mandava as letras via aplicativo digital, e ele as ia transformando em canções. O resultado gerou dez belezuras compatíveis com o que de melhor eles já fizeram.

Tendo seu violão como âncora, Lô traz a seu lado Henrique Matheus (guitarras), o irmão Telo Borges (piano e teclados), Thiago Corrêa (baixo) e Fernando Monteiro (bateria). Esse time criou uma sonoridade envolvente e consistente, repleta de sutilezas e de uma capacidade inesgotável de embelezar canções que já seriam capazes de nos cativar, mesmo que fossem executadas só no modo voz-e-violão. Virou uma sólida banda de folk-pop-rock, ou de MPB pop, se preferir. Tudo criando o clima ideal para abrigar a voz suave, docemente apaixonada e fantasticamente bem colocada desse trovador roqueiro que é Lô Borges.

O parceiro de Milton Nascimento soube aproveitar a poesia visionária e viajante de Nelson Angelo, cujas letras nos falam de sonhos e de como encarar a vida, os momentos difíceis, as paixões e as perspectivas futuras, tudo sem cair em autoajuda barata ou reducionismo imbecilizante. Aqui, o tom é a beleza estética com forte conteúdo filosófico. Tudo embalado por aquelas melodias que vão te ganhando de tal forma que, quando você se dá conta, já ouviu o CD umas mil vezes. E que venha a milésima primeira!

Qualquer uma das dez canções merece elogios efusivos, mas a faixa-título, Em Outras Canções, Flecha Certeira, Partimos, Inusitada e especialmente Profeta, que encerra o álbum com seu clima jazzy misterioso, são pepitas preciosas em meio a uma verdadeira Serra Pelada musical. Rio da Lua, é obra ao mesmo tempo repleta da consistência que só a maturidade dá ao artista e recheada daquele idealismo juvenil inspirado e sincero que tantas coisas boas proporcionou no mundo da música. Que venham boas novas todo dia!

Ouça Rio da Lua, de Lô Borges:

Fernanda Takai lança clipe de Estrada do Sol e fará um show

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por Fabian Chacur

Já está no ar o clipe de Estrada do Sol, uma das faixas de O Tom da Takai, novo trabalho solo de Fernanda Takai que está disponível em CD e nas plataformas digitais pela gravadora Deck e em vinil e fita cassete pela Polysom. O álbum traz composições de Tom Jobim, e conta com produção e participação de dois craques da bossa nova, Roberto Menescal e Marcos Valle.

As cenas do clipe foram registradas em um estúdio durante as gravações do disco, e mostram em cena, além da cantora do Pato Fu, os músicos Roberto Menescal (guitarra), Marcos Valle (Rhodes),João Cortez (bateria), Adriano Giffoni (baixo) e Adriano Souza (piano, vibrafone e órgão), um time afiadíssimo que dá a Estrada do Sol uma levada latina deliciosa que a voz suave da cantora complementa com categoria.

Fernanda mostrará o repertório de O Tom da Takai em show no Rio de Janeiro que será realizado dia 3 de agosto (sexta) no Blue Note Rio (avenida Borges de Medeiros, nº 1.424- Lagoa- fone 0xx21-3799-2500), com ingressos a R$ 75,00 (meia) e e R$ 150,00 (inteira) por sessão. Sim, teremos duas sessões no mesmo dia, uma às 20h e a outra às 22h30.

Estrada do Sol (clipe)- Fernanda Takai:

Manifesto Cerrado traz a bela trajetória do grupo Uganga

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Por Fabian Chacur

Criada no Triângulo Mineiro em meados dos anos 1990 pelo ex-integrante da seminal banda Sarcófago Manu Joker, a Uganga hoje pode ser incluída sem nenhum exagero no hall das melhores formações do rock brasileiro, independente de estilo (o deles é o thrashcore, só para constar). Uma boa forma de se entender o porque Mondo Pop dá tanta moral para esses caras é conferir Manifesto Cerrado, DVD financiado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC) da cidade de Araguari (MG) e também disponível no Youtube.

Fazer rock no Brasil não é tarefa para qualquer um, exigindo dos dispostos a encarar tal desafio muita garra, resistência e talento. E a trajetória percorrida por Manu Joker e seus parceiros representa bem isso. Manifesto Cerrado é dividido em duas parte. A primeira, com 75 minutos de duração, é um documentário que dá uma geral em sua história, sendo que a segunda traz o registro de um show ao vivo.

O documentário detalha a caminhada dessa banda, que passou por diversas mudanças em sua formação até o lançamento de seu primeiro CD, Atitude Lótus (2003). Com depoimentos de seus integrantes e cenas de arquivo, incluindo uma histórica aparição na MTV em 1999, a narrativa chega até 2013, quando o grupo fez sua segunda turnê europeia, que passou por países como Itália, Alemanha, Polônia, França, Suíça, Eslováquia, Hungria, Eslovênia e Áustria.

Nessa época, a formação do Uganga estava consolidada em torno de Joker (vocal), seu irmão Marco Henriques (bateria), Christian Franco (guitarra) e seu irmão Raphael Ras Franco (baixo e vocais) e Thiago Soraggi (guitarra). Aí, em pleno processo da pré-produção do que viria a ser o seu quinto álbum, Opressor (2014- leia a resenha de Mondo Pop aqui), diversos problemas de saúde infernizaram a vida dos rapazes.

Mesmo assim, eles não só conseguiram dar conta da gravação como nos ofereceram o até o momento melhor trabalho de sua carreira, um disco sólido e vigoroso. O amigo e guitarrista Maurício Murcego Pergentino (do grupo Canábicos) foi convocado para ajudar nos shows e acabou incorporado ao time. Nos depoimentos e cenas de estrada, fica clara a irmandade entre os integrantes do Uganga, o que explica onde eles arrumaram forças para superar os problemas.

O final do documentário mostra o agora sexteto em vias de iniciar a pré-produção de seu próximo álbum, em um astral dos melhores. Com direção e produção a cargo do cineasta Eddie Shumway, o trabalho também demonstra a importância dos amigos e da produtora Som do Darma e do selo Sapólio Rádio para que o grupo atingisse o estágio atual, digno de participar de festivais de grande porte, do tipo Rock in Rio e Lollapalooza, o que ainda não ocorreu, mas irá ocorrer, se depender da qualidade artística deles.

A segunda parte do DVD é um show realizado em julho de 2014 na histórica Estação Stevenson, parada de trens situada às margens da rodovia que liga as cidades mineiras de Uberlândia e Araguari. Com 47 minutos, o espetáculo é realizado em um palco no qual a banda fica circundada pela plateia, em um formato intimista no qual o grupo se mostrou repleto de energia, mostrando músicas de Opressor e de outros momentos de sua carreira até então, incluindo um cover da histórica banda paulista Vulcano, Who Are The True?, a única em inglês do repertório de 11 músicas.

Se conseguiu superar tantos desafios e realizar tantas coisas bacanas nesses seus mais de 20 anos de estrada, Manu Joker, seu vozeirão de trovão e sua afiadíssima turma do barulho tem tudo para nos oferecer, em um futuro não muito distante, mais doses maciças de seu vigoroso e inteligente rock pesado, no qual as letras trazem mensagens positivas e poderosas. Vale ficar ligado neles e em outros representantes do rock do Triângulo Mineiro.

Veja o show do DVD Manifesto Cerrado, do Uganga:

Fernanda Takai faz shows em SP para lançar seu novo DVD

Foto: Bruno Senna

Foto: Bruno Senna

Por Fabian Chacur

Fernanda Takai é daquelas artistas que adora trabalhar. Em 2017, ela não só lançou um novo CD com o Pato Fu, o adorável Música de Brinquedo 2, como também foi para a estrada divulgar o álbum (leia mais sobre este disco aqui). De quebra, ainda lançou um novo DVD solo, o excelente Na Medida do Impossível- Ao Vivo No Inhotim (leia a resenha aqui).

E é exatamente para divulgar esse trabalho individual que a cantora, compositora e musicista radicada há muito tempo em Minas Gerais volta a São Paulo após três meses. Os shows serão neste fim de semana no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, nº 195- fone 0xx11-3095-9400), sendo sexta (19) e sábado (20) às 21h e domingo (21) às 18h, com ingressos custando de R$ 12,00 a R$ 40,00.

Acompanhada por Larissa Horta (baixo e vocais), Lenis Rino (bateria e vocais), Camila Lordy (teclados) e Tiago Borba (guitarra, violões e vocais), Fernanda dará uma geral no repertório do DVD, incluindo Seu Tipo, Quase Desatento, Doce Companhia, Fui Eu e I Don’t Want To Talk About It, canção do saudoso Danny Whiten (da banda Crazy Horse, conhecida por seu trabalho com Neil Young) que fez sucesso em gravações de Rod Stewart e Everything But The Girl. A releitura de Takai entrou na trilha da novela global O Outro Lado do Paraíso.

I Don’t Want To Talk About It– Fernanda Takai:

Roberta Campos lança o clipe para a sua bela canção Abrigo

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Por Fabian Chacur

A faixa Abrigo é uma das que mais vem se destacando na trilha sonora da novela global O Outro Lado do Paraíso. Como forma de promove-la, a cantora e compositora mineira Roberta Campos acaba de lançar um videoclipe, com direção geral e roteiro assinados por Bruno Bennec, que já havia trabalhado com ela em Minha Felicidade.

A canção é assinada por Roberta em parceria com Fernanda Takai, e integra o álbum Todo Caminho é Sorte (2015). O clima surreal do vídeo é inspirado em livros como Alice no País das Maravilha, Alice no País do Espelho e As Viagens de Gulliver, e mostra a artista em vários tamanhos, de minúscula a gigante, com direito a ficar em cima de um disco de vinil girando em um toca-discos portátil dos tempos antigos. Muito bacana.

Roberta Campos é mineira e irá completar 40 anos no próximo dia 29 de dezembro. Ela conta com quatro álbuns solo em sua discografia, e tem no currículo hits como Varrendo a Lua, Mundo Inteiro, De Janeiro a Janeiro e Minha Felicidade, esta última utilizada na abertura de outra novela global, Sol Nascente. O seu som é uma mistura de pop, folk e MPB.

Abrigo (clipe)- Roberta Campos:

Pato Fu faz uma maratona de Música de Brinquedo em SP

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Por Fabian Chacur

O Patu Fu fará uma verdadeira maratona em São Paulo para lançar na cidade seu mais recente trabalho. Aproveitando o feriado prolongado, o grupo mineiro apresentará de quinta (12) a domingo (15), com duas sessões diárias (em horários do tipo matinê) o repertório de Música de Brinquedo 2. O local é o Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6300), com ingressos de R$ 12,00 a R$ 40,00.

O novo álbum da badalada banda encabeçada por Fernanda Takai e John Ulhoa dá sequência ao álbum inicial lançado em 2010. O conceito permanece o mesmo, que é trazer releituras de clássicos da música pop nacional e internacional interpretados com o auxílio de diversos tipos de brinquedos, instrumentos em miniatura e kazoos, criando assim uma sonoridade divertida e bastante lúdica. O grande sucesso da investida original justifica essa continuação.

Música de Brinquedo 2, lançado pela gravadora Deck em CD e nas plataformas digitais, traz onze faixas deliciosas e inesperadas. Entre outras, temos Palco (Gilberto Gil), Livin’ La Vida Loca (Ricky Martin), Rock da Cachorra (Eduardo Dussek), Mamãe Natureza (Rita Lee) e Every Breath You Take (The Police), com arranjos que agradarão os adultos e também as crianças, pois incluem vocais infantis.

Nos shows, que trarão em seu set list músicas dos dois CDs, o grupo terá Takai, Ulhoa e Ricardo Koctus (o trio que iniciou a banda, há mais de 20 anos) acompanhado por Glauco Mendes (bateria), Richard Neves (teclados) e dois convidados especialíssimos: os bonecos/monstrinhos Groco e Ziglo, criados pelo grupo Giramundo de Bonecos. Uma boa dica para quem quiser comemorar o Dia da Criança acompanhado por seus filhos, sobrinhos, netos e quetais.

Livin’ La Vida Loca– Pato Fu:

Pato Fu lança Palco e anuncia novo álbum para setembro

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Por Fabian Chacur

Fernanda Takai anda a mil por hora. Mal lançou seu novo DVD/CD solo, Na Medida do Impossível- Ao Vivo No Inhotim (leia a resenha de Mondo Pop aqui), ela agora anuncia um novo single, desta vez do Pato Fu, banda que capitaneia há mais de 20 anos ao lado do marido, John Ulhôa.

A música é Palco, de autoria de Gilberto Gil e lançada pelo mestre baiano em seu álbum Luar, de 1981. Aliás, a capa do single, cuja ilustração é de autoria de Anna Cunha, homenageia precisamente a deste trabalho. Esta canção é a primeira a ser divulgada de Música de Brinquedo 2, álbum que o Pato Fu lançará em formato físico e também nas plataformas digitais a partir do dia primeiro de setembro.

O novo CD é o sucessor de Música de Brinquedo (2010), e se vale de seus mesmos parâmetros: releituras de hits nacionais e internacionais valendo-se de instrumentos de miniatura ou de brinquedo, e com direito a vocais infantis, também. No repertório, serão 11 faixas, entre as quais Palco e também Every Breath You Take (The Police), Rock da Cachorra (de Leo Jaime e hit na voz de Eduardo Dussek) e Mamãe Natureza (de Rita Lee, que por sinal é fã do Pato Fu).

Palco– Pato Fu:

Fernanda Takai dá um banho de sutileza em seu novo DVD

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Por Fabian Chacur

Em 2007, Fernanda Takai iniciou uma carreira-solo paralela à do grupo que a consagrou nacionalmente, o Pato Fu. Essa trajetória chega agora ao seu quinto lançamento, o DVD/CD (vendidos juntos, em embalagem digipack) Na Medida do Impossível- Ao Vivo No Inhotim (Deck). Trata-se de um trabalho no qual a sutileza, o bom gosto e o talento da cantora radicada há décadas em Minas Gerais se apresentam de forma superlativa.

O trabalho foi gravado ao vivo no Inhotim, um misto mágico e cativante de parque e galeria de arte ao ar livre situado em Brumadinho (MG) no dia 3 de setembro de 2016. Além da dona da festa no vocal principal e violão (e usando um belo vestido), temos Larissa Horta (baixo e vocais), Lenis Rino (bateria, MPC e vocais), Lulu Camargo (teclados e gaita) e Tiago Borba (guitarra, violão e vocais), um time afiado que se presta às várias sonoridades empregadas durante o espetáculo.

O repertório do DVD traz 18 faixas, sendo 11 das 13 canções incluídas em Na Medida do Impossível (CD de estúdio lançado em 2014), três de trabalhos anteriores e três novidades em seu repertório,

São elas De Onde Vens (que ela gravou em 2014 para o álbum-tributo a Nelson Motta, Nelson 70), Nada Para Mim (do marido e parceiro de Pato Fu John Ulhôa e gravada originalmente por Ana Carolina em 1999) e I Don’t Want To Talk About It (do saudoso Danny Whitten, do grupo Crazy Horse, sucesso em gravações de Rod Stewart e Everything But The Girl) e Fui Eu (hit de José Augusto nos anos 1980).

O CD, por sua vez, conta com 14 faixas, sendo 12 iguais às do DVD e duas gravações de estúdio de Nada Pra Mim e I Don’t Want To Talk About It. Ainda no DVD, surgem duas versões de Partida, uma ao vivo que aparece nos extras junto com um making of de 6m37 de duração, e outra ilustrada por um clipe gravado nos domínios do Inhotim.

O curioso é que o show foi gravado à noite, com uma iluminação que dá uma ambientação de “festa à luz de velas”. Desta forma, o cenário natural fica em segundo plano, podendo ser confundido com um registro em teatro ou local fechado. A atmosfera de encantamento não é prejudicada por essa opção, que, ao contrário, não banaliza a natureza presente. E para quem deseja ver melhor o local, basta conferir o clipe da envolvente Partida, que cumpre essa função com eficiência.

O show flui com muita felicidade, com um repertório que se divide entre canções folk, pop, rock, eletrônica e um pouco de samba/bossa nova aqui e ali. Tudo isso pontuado pela voz doce de Fernanda, que com sua presença de palco delicada e simpática cativa o público e cria um clima de empatia sem grandes dificuldades.

Sem prejudicar a trajetória do Pato Fu, a carreira solo de sua talentosa cantora segue como uma boa forma de Takai externar sonoridades e canções que não caberiam tão bem na banda, podendo assim ampliar seus horizontes musicais. Boa sacada.

Partida (clipe)- Fernanda Takai:

Canábicos mostram hard rock potente no ótimo CD Intenso

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Por Fabian Chacur

Dizem que a melhor forma de se aprimorar aquilo que se faz é fazendo, cada vez mais e sempre atento ao que se pode realizar para melhorar a qualidade do resultado final. O grupo Canábicos, na estrada desde 2013, aparentemente segue esse lema à risca, pois em quatro anos de estrada chega agora ao seu quarto álbum. E pela excelência de Intenso (Monstro Discos), o seu mais novo trabalho, o caminho é esse mesmo.

Cria de Araguari (MG), o grupo traz Clandestino (vocal), Murcego González (guitarra, também integra o ótimo Uganga), MM (baixo) e Mestre Mustafá. No currículos, os álbuns La Bomba (2013), Reféns da Pátria (2014), Alienígenas (2015) e o recém-lançado Intenso (2017). A vitória em 2015 no Fun Music, o maior festival universitário de música do Brasil, os ajudou muito na divulgação de seu trabalho.

A concepção musical do quarteto mineiro é centrada no hard rock de tempero setentista, com direito a influências bacanas como Led Zeppelin, Grand Funk Railroad, Deep Purple, Black Sabbath, Golpe de Estado e até Made In Brazil em seus momentos mais pesados. Temos enfurecidos riffs de guitarra, tocados de maneira tecnicamente admirável, acompanhados por uma cozinha sólida e um vocalista simplesmente demencial no seu carisma e poder de fogo.

Intenso é um título perfeito para o álbum, pois são oito faixas repletas de energia, elaboração e diversidade. Consegue conciliar a fúria com o bom gosto, algo nem sempre muito simples de se fazer. E o bacana é que as letras são todas em português, e muito boas em sua simplicidade e ataque direto e sem rodeios, prova concreta de que dá para se fazer hard rock ótimo sem ter de escolher o inglês como idioma.

O repertório do álbum é excelente, com direito à swingada Planeta Estranho, a incrível Lei do Cão (que merece entrar na programação de qualquer rádio rock que se preze) e a psicodélica Eu Não Sei o Que Vai Ser de Mim, que envolve o ouvinte e é encerrada pela repetição em looping de um sinistro som de saco de risos. Final surpreendente para um CD que contou com a ótima produção de Gustavo Vazquez, que deu ao álbum qualidade técnica internacional.

Planeta Estranho (clipe)- Canábicos:

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