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Vespas Mandarinas lançarão Daqui Pro Futuro em março

Vespas Mandarinas por Rui Mendes 400x

Por Fabian Chacur

Está previsto para sair em breve o segundo álbum do grupo paulistano Vespas Mandarinas. Daqui Pro Futuro, do agora duo, chegará ao mercado a partir do dia 10 de março, e com uma diversidade de formatos das mais elogiáveis. O trabalho estará disponível nas principais plataformas de streaming e também em CD, vinil e, acredite, fita K7!

Daqui Pro Futuro é o sucessor de Animal Nacional (2013), um dos melhores álbuns de estreia de uma banda de rock brasileira, bastante elogiado pela crítica e incluindo faixas ótimas como Cobra de Vidro, Santa Sampa, A Prova e O Vício e o Verso, entre outras. Eles também lançaram, em 2015, o excelente e vibrante DVD Animal Nacional Ao Vivo, uma aula de rock básico e melódico (leia a resenha aqui).

O repertório do novo trabalho do grupo atualmente integrado por Chuck Hipolitho (vocal e guitarra) e Thadeu Meneghini (vocal e baixo) traz 14 composições inéditas que seguem a fórmula do rock básico com influências de Legião Urbana, Ira! e outras bandas dos anos 1980.

As faixas Só Se Vive Uma Vez e E Não Sobrou Ninguém contam com a participação especialíssima de Edgard Scandurra. A produção ficou a cargo de Michel Kuaker, Rafael Ramos e Thadeu Meneghini (voz), e o lançamento é da Deck, mesmo selo do anterior.

Animal Nacional– Vespas Mandarinas (ouça em streaming):

Marina Lima elogia a releitura hard rock de Uma Noite e 1/2

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Por Fabian Chacur

Uma das marcas de Uma Noite e 1/2, grande sucesso de Marina Lima lá pelos idos de 1987, eram as guitarras um pouco mais ardidas do que o habitual em suas gravações. Pois bem. Trinta anos depois, a banda paulista de hard rock Dirty Glory resolveu enfatizar essa vocação hard rock de tal música e a regravou com muita categoria, em single que acaba de ser lançado.

A gravação é uma surpresa para os fãs desta banda que está na estrada há mais de cinco anos e lançou em 2015 o seu álbum de estreia, Mind The Gap, lançado pelo selo americano Perris Records. Afinal de contas, trata-se da primeira vez que eles gravam algo que não fosse em inglês. O grupo de hard rock é formado por Jimmi DG (vocal), Reichhardt (guitarra), Dee Machado (guitarra), Vikki Sparkz (baixo) e Sas (bateria).

A ideia de resgatar a composição de Renato Rocketh (que participou da gravação de Marina Lima, lançada no álbum Virgem, de 1987) surgiu de forma despretensiosa, e acabou desembocando em execução nos ensaios do quinteto, inclusão no set list dos shows, com ótima repercussão por parte do público, e, agora, no lançamento do single.

O bacana é que Marina Lima ouviu o registro do Dirty Glory, curtiu e, com a gentileza que lhe é peculiar, deu uma declaração bacana acerca do tema. “Lembra bastante a primeira versão, com outro cantor bem bom e uma pegada mais atual. Gostei bastante. Muito bom de ouvir”. Seria a abertura para mais gravações em português, ou outros covers descolados por parte da banda? Só o tempo dirá.

Uma Noite e 1/2– Dirty Glory:

Box traz versões remaster de três trabalhos de Belchior

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Por Fabian Chacur

Lamentável que, de 2006 para cá, o nome de Belchior só entre em cena na imprensa devido a situações estranhas e difíceis de serem analisadas. Portanto, nada melhor do que ter a oportunidade de analisar um novo lançamento da gravadora Universal Music envolvendo este incrível cantor, compositor e músico cearense. Trata-se do box Três Tons de Belchior, que faz o necessário resgate de três álbuns do artista em versões remaster. Vamos só falar de música, por aqui. Beleza!

Os títulos selecionados são os três gravados em estúdio por Belchior e pertencentes ao catálogo da antiga Polygram. Os discos surgem com encartes caprichados que reproduzem o conteúdo gráfico original e também acrescentam versões com corpo maior de letras e fichas técnicas, permitindo melhor leitura. De quebra, ainda um encarte adicional trazendo textos informativos sobre cada lançamento a cargo de Renato Vieira, também curador do projeto. Trabalho muito decente.

Alucinação (1976) abre o pacote de forma brilhante. Trata-se do melhor álbum da carreira do artista, e aquele que o tornou conhecido nacionalmente, após quase dez anos de trajetória durante a qual lançou um LP de vendas esparsas em 1974, participou de festivais universitários (venceu um deles em 1971 com Na Hora do Almoço), atuou ao lado de amigos como Fagner e Ednardo e viu sua composição Mucuripe ser gravada por Elis Regina.

É o chamado “disco certo na hora certa”. As três primeiras faixas são provavelmente as mais conhecidas de seu rico repertório: Apenas Um Rapaz Latino-Americano, Velha Roupa Colorida e Como Nossos Pais, as duas últimas também gravadas pela Pimentinha. Difícil um início melhor, e as outras sete canções contidas no CD não deixam a peteca ir ao chão. Com produção de Mazola e a participação de músicos brilhantes como José Roberto Bertrami, é uma verdadeira delícia auditiva.

Em uma mais do que feliz mistura de rock, folk e música nordestina, Belchior nos oferece belas canções e uma poesia afiada, desafiadora, que toca em temas importantes como juventude, liberdade, amor, sonhos e frustrações, sempre com lirismo, inteligência e uma fina ironia típica de sua escrita. Alucinação, A Palo Seco, Como o Diabo Gosta e Não Leve Flores são outras maravilhas deste trabalho que soa mais atual do que nunca, 40 anos após seu lançamento.

Salto para 1987, quando Bel voltou para a Polygram. Durante esses onze anos, ele lançou discos de sucesso pela Warner e a partir de 1981 entrou em fase de sensível redução de exposição na mídia e nas paradas de sucesso. Melodrama chegou às lojas com a missão de reverter esse panorama, e nessa sua primeira versão no formato digital, é fácil entender o porque não conseguiu atingir esse sonhado objetivo.

Como forma de tentar ampliar seu universo de fãs, Belchior nos apresenta aqui tentativas de flertar com as sonoridades eletrônicas e tropicais que estavam na moda, naqueles tempos. A fraca Bucaneira, por exemplo, conta com arranjos e guitarra de Luiz Caldas, naquele momento estourado com músicas como Fricote e Haja Amor. De Primeira Grandeza ganhou um arranjo bolero meio brega que também constrange. Os Derradeiros Moicanos, parceria com Moraes Moreira e com participação do artista baiano, é outra bola fora.

Sorte que, em meio a essas tentativas malsucedidas de dar contornos mais vendáveis ao som do artista, Belchior nos oferece alguns momentos dignos do seu imenso talento, como a releitura de Todo Sujo de Batom, dos anos 1970, e as deliciosas Em Resposta a Carta de Fã, Jornal Blues e Tocando Por Música, esta última com letra sarcástica até a medula, quem sabe avacalhando com as intenções deste trabalho.

Irregular em termos artísticos, Melodrama não vendeu lá essas coisas, e possivelmente isso levou a Polygram a não botar muita fé no próximo lançamento do artista pela companhia. Foi um erro daqueles. Elogio da Loucura (1988) de certa forma prossegue no espírito do disco anterior, só que desta vez nos apresentando um conteúdo muito mais consistente e inspirado. Amor de Perdição, por exemplo, é aquele tipo de balada grudenta que poderia ter impulsionado as vendas deste trabalho.

O reggae pop de Os Profissionais, com teclados à frente, é outra com características mais comerciais que passou longe das paradas de sucesso, mesmo com todo o seu potencial. Mas o melhor do álbum fica mesmo por conta das músicas que nos mostram a melhor faceta de Belchior, ou seja, quando ele molda seus versos precisos com rock, folk, country e pop. Aí, é o chamado jogo ganho, como diriam os antigos.

Balada de Madame Frigidaire, por exemplo, é um banho de simplicidade, envolvendo com sua letra deliciosa. Pelo menos duas faixas podem ser comparadas a seus clássicos dos anos 1970: o incrível rock and roll Lira dos Vinte Anos e a certeira folk-rock Arte-Final. No geral, Elogio da Loucura é um dos melhores trabalhos da carreira de Belchior, e passou criminosamente batido, só agora chegando ao formato CD.

Outro ponto a ser destacado em Elogio… é o fato de, nas melhores faixas, Bel ser acompanhado pela banda com a qual fazia seus ótimos shows naquela época, que trazia entre outros os excelentes músicos Sérgio Zurawsky (guitarra), Meciê Parron (bateria) e João Mourão (baixo e arranjos). Um time afiado que vestia com garra e talento a camisa do artista com o qual atuavam.

Vale lembrar que, após Elogio da Loucura, Belchior só lançaria mais um disco concentrado em repertório inédito, Baihuno (1993), dedicando-se depois a releituras de suas canções e também de canções alheias em discos ao vivo, ao vivo em estúdio ou em estúdio mesmo.

Há mais de 15 anos não temos um novo trabalho dele, seja de que tipo for. Portanto, nada mais essencial do que esta caixa para seus fãs. E vale a lembrança: por irregular que seja, Melodrama é melhor do que 90% da produção atual da música brasileira, o que não é pouco. E os outros dois são clássicos com cê maiúsculo!

Elogio da Loucura– Belchior (ouça em streaming):

Banda Superdose lança single e promete DVD para breve

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Por Fabian Chacur

Com mais de dez anos de estrada, a banda Superdose promete para breve o lançamento de seu primeiro DVD, Cidade Luz. Gravado ao vivo, o trabalho traz nove faixas inéditas e também releituras de músicas lançadas por eles em seu primeiro CD de estúdio, de 2012 e autointitulado. Como forma de promover o trabalho, já está disponível em plataformas digitais para streaming e/ou download pago o single Coração de Plástico. O link está aqui.

Os irmãos João (vocal e guitarra) e Antônio Frugiuele (guitarra) são a base do som do Superdose, com suas guitarras nervosas e seu som com influências bem digeridas de The Who, Oasis, Beatles, Blur, Rolling Stones, The Verve e outros. Eles já abriram shows para bandas internacionais de prestígio como Placebo, The Ataris, Stereophonics e Creed, e também contam em sua formação com Rodrigo Luminatti (baixo) e Mauricio Hoffman (bateria).

Cidade Luz (Ao vivo)- Superdose:

Coração de Plástico (ao vivo)- Superdose:

Moxine é uma das atrações do evento vegano Move It em SP

Move It - Musica - Moxine_crédito Iwi Onodera-400x

Por Fabian Chacur

Terá início neste sábado (12) a partir das 12h o Move It, festival vegano com programação incluindo bandas,DJs, livepainting, roupas, acessórios, cosméticos, itens de decoração e gastronomia sem ingredientes de origem animal. O evento rola em São Paulo na Praça Marechal Cordeiro de Farias, também conhecida como Praça dos Arcos, localizada no encontro das avenidas Paulista e Angélica. A parte musical é gratuita.

Essa programação cultural é promovida pelo Move Institute, organização sem fins lucrativos criada em 2009 que tem como um de seus objetivos questões que envolvem a causa animal, sua proteção e o seu convívio com os seres humanos. O evento estreia neste sábado (12) e prosseguirá nos dias 13 (domingo), 19 (sábado) e 20 (domingo), sempre das 12 às 21h.

Em termos de shows, a programação é bem bacana. Neste sábado (12), teremos o Winteryard às 19h. No domingo (13) será a vez da cantora Ná Ozetti (17h) e o grupo Moxine (FOTO)(19h), este último capitaneado pela talentosa cantora, compositora e guitarrista Monica Agena, que voltará a cena no dia 19 (às 17h), com o grupo Bloody Mary Una Chica Band (19h) complementando o elenco. No dia 20, Claudia Dorei (16h), Hertz e Ruídos (19h) e Comma (20h) fecham o programa.

Drive Me Somewhere– Moxine:

Baby Baby – Moxine:

Felipe Machado, do Viper, nos apresenta sua boa faceta solo

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Por Fabian Chacur

Durante 30 anos (entre idas e vindas), Felipe Machado foi no mundo musical o guitarrista da Viper, uma das bandas mais bem-sucedidas do heavy metal brasileiro, com fãs mundo afora. Agora, chegou a vez de o também jornalista e escritor mostrar como se vira sozinho. FM Solo (FM Labs-Wikimetal Music), seu primeiro trabalho como artista solo, esbanja elementos positivos e surpreendentes em suas 10 faixas.

A primeira observação a se fazer após audições atentas de FM Solo é de que se trata de um álbum no qual as composições estão no centro das atenções. Tudo gira em torno delas. Felipe não perde tempo em demonstrações inúteis de virtuosismo como guitarrista, usando seu talento em prol das músicas. Seguiu, guardadas as devidas proporções, a “escola Eric Clapton” de disco solo de guitarrista de banda famosa.

Outro ponto interessante é o fato de ele investir em sonoridades que não caberiam, ou ficariam estranhas, em um disco do Viper. Embora tenha elementos de heavy rock aqui e ali, este é um trabalho de, digamos assim, “rock de combate”, com canções vibrantes e ora agressivas, ora mais reflexivas. Influências de pós punk, britpop, punk anos 1990 e glitter rock também surgem em cena, bem misturadas e bem dosadas.

O vocal de Felipe, uma boa surpresa, é influenciado por vocalistas como Liam e Noel Gallagher (do Oasis), aproveitando bem as melodias bacanas do álbum sem exageros. Além dele nos vocais, guitarras e violões, temos apenas o versátil Val Santos (Toyshop e ex-colega de Viper), que investe em programação de bateria, teclados, guitarra, baixo e vocais, além de assinar a coprodução do álbum.

Três das músicas são releituras. The Shelter, momento mais heavy do álbum, já havia sido gravada pelo Viper no álbum Evolution (1992). O rock melódico Speedway é a faixa que encerra o álbum Vauxhall And I (1994), de Morrissey, enquanto a balada com ênfase no violão Tourist (2005) é da não muito conhecida banda britânica Athlete. Três escolhas incomuns e muito bem realizadas.

FM Solo tem uma dinâmica muito boa, dividindo-se entre rocks energéticos como Perfect One, So Much In Love e Dark Angel (esta última parceria e bom dueto com Giovanna Cerveira), funk rocks com guitarras rítmicas irresistíveis como Take a Chance e Unnatural Feelings, a quase balada Someday e a introspectiva e instrumental Iceland, que fecha o CD.

Conciso, repleto de alternativas e boas surpresas em todo o seu decorrer, além das boas letras em inglês de quem domina bem a língua, FM Solo mostra que Felipe Machado não poderia ter iniciado melhor a carreira solo. No dia 10 de setembro, ele inicia a turnê de lançamento no Na Mata Café, em São Paulo, e a expectativa é das melhores.

Living For The Night– Viper:

Documentário Viper 20 Years Living For The Night:

Banda Legalê mostra reggae e outras levadas em seu 1º CD

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Por Fabian Chacur

Com 11 anos de estrada e um single e um EP em seu currículo, a banda Legalê parte agora para o seu álbum de estreia. Intitulado Esquina do Mundo, o CD traz onze faixas autorais, entre elas o single 92. Nele, o reggae, base inicial de seu trabalho, hoje comporta boas misturas com rock, ska, surf music e psicodelia.

Criada em Bauru (SP) e atualmente radicada em São Paulo, o grupo conta com Vinícius Costa (vocal), Lucas Penna (baixo), Rodolfo “Cabelo” Carazzatto (bateria), Felipe “Punk” Atta (guitarra) e Lucas “Carneiro” Virmond (guitarra). O trabalho foi gravado, mixado e masterizado por Fernando Sanches no Estúdio El Rocha, onde já gravaram Pitty, Racionais MC’s e CPM 22, entre outros artistas bem-sucedidos.

Em sua trajetória, a banda Legalê já abriu shows para Charlie Brown Jr., Criolo e Mundo Livre S/A, além de participar de eventos badalados como Red Bull X-Fighters, Festival Universo Paralelo, Virada Cultural Paulista e no Circuito Sesc. O disco de estreia, lançado pela via independente, será divulgado por novos shows nas próximas semanas.

Para marcar o lançamento de Esquina Do Mundo, a Legalê tocará no dia 25 de julho no Kitsch Club, em São Paulo, durante a festa Doin’ Time. Os interessados podem colocar o nome na lista mandando um e-mail para kitschclub@gmail.com, com entrada até 0h30.

Serviço:

Data: 25/07 (sábado)

Local: Kitsch Club

Endereço: Rua Vergueiro, 2676 – Vila Mariana – São Paulo-SP

Preços:

Com nome na lista:

Mulher – VIP

Homem – 20 reais / 50 consumação

Sem nome na lista:

Mulher – 20 reais / 50 consumação

Homem – 25 reais / 80 consumação

Ouça 92, com a Banda Legalê:

Esquina do Mundo- Legalê (ouça em streaming):

Paula Toller volta a São Paulo com show de seu novo álbum

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Por Fabian Chacur

Após bem-sucedida apresentação no Citibank Hall em abril, Paula Toller volta a São Paulo para mostrar o repertório de seu quarto CD solo, o excelente Transbordada (leia mais sobre esse trabalho aqui). Desta vez, o palco será o do Teatro Bradesco (rua Turiassu, 2.100-3º andar-piso Perdizes do Bourbon Shopping SP), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 150,00 (saiba mais: www.teatrobradesco.com.br).

Paula Toller tornou-se conhecida nacionalmente como vocalista e compositora do Kid Abelha, há mais de 30 anos na estrada e um dos mais bem-sucedidos grupos do pop rock brasileiro dos anos 1980, um dos poucos que conseguiu se manter no topo das paradas nas décadas seguintes. Seus discos repletos de hits e também os ótimos shows ajudaram essa consolidação de fama.

Paralelamente ao grupo, Paula também investe em uma carreira solo que toma proporções cada vez maiores a cada novo lançamento. No show desta terça-feira (30) às 21h30, a cantora terá a seu lado uma afiada banda composta por Caio Fonseca (violão, teclados, guitarra e vocais), Adal Fonseca (bateria), Maurício Coringa (violão, guitarra e vocais) e Márcio Alencar (baixo e vocais). No repertório, músicas de Transbordada e dos outros discos solos da cantora, além de alguns clássicos do Kid Abelha.

Calmaí– Paula Toller:

Vespas Mandarinas esbanjam pique em ótimo DVD ao vivo

Vespas Mandarinas - Animal Nacional Ao Vivo-400x

Por Fabian Chacur

Após o lançamento de seu álbum de estreia, o ótimo Animal Nacional, a banda Vespas Mandarinas nos oferece agora o registro de um visceral show realizado no palco do Centro Cultural São Paulo em 27 de julho de 2013. Animal Nacional Ao Vivo é um DVD necessário para quem por ventura ainda tem dúvidas em relação ao futuro do rock nacional. A depender desse quarteto aqui, será de glórias, riffs e pura emoção. Coisa finíssima!

Desde o seu início, há quase cinco anos, esse grupo vem dignificando o rock brazuca. Suas armas: dois ótimos vocalistas e guitarristas que se alternam, os ótimos e carismáticos Chuck Hipolitho e Thadeu Meneghini, e uma sólida cozinha rítmica formada por André Dea (bateria e vocais) e Flávio Guarnieri (baixo). Não são músicos do tipo virtuoses. Eles jogam a favor do trabalho em grupo e das boas canções que compõem. Bela aposta, vencida com categoria.

Animal Nacional Ao Vivo aproveita bem o mitológico espaço do Centro Cultural São Paulo e flagra os músicos bem próximos do público, com direito a belos closes e entrada na intimidade das performances deles. Nada além de alguns poucos efeitos de iluminação são usados. O que vale aqui é a visceralidade dos quatro caras, sem rodeios nem frescuras.

O repertório traz as músicas do CD de estreia mais Sasha Grey, lançada em um EP em 2011. Adalberto Rabelo Filho, parceiro dos integrantes da banda na maior parte de suas composições, marca presença no show, assim como os integrantes da banda baiana Vivendo do Ócio. Não Sei o Que Fazer Comigo, Santa Sampa, Antes que Você Conte Até Dez, Cobra de Vidro, O Inimigo, é uma bala atrás da outra.

Como forma de dar um tom apocalíptico à parte final do show, ninguém menos do que Edgard Scandurra entra em cena para tocar e cantar com as Vespas Mandarinas três clássicos do Ira!, as eternas Gritos na Multidão, Dias de Luta e Núcleo Base, encerrando de forma brilhante um show que mostra uma banda promissora em belíssimo momento de sua ainda curta trajetória. Vem mais coisa boa por aí.

De quebra, o DVD nos proporciona os cinco clipes que divulgaram faixas de Animal Nacional, todos muito legais, com destaque para os de Santa Sampa (ambientado no histórico Bar Riviera) e Não Sei o que Fazer Comigo. Animal Nacional Ao Vivo é a prova concreta de que as grandes bandas do rock brasileiro dos anos 1980 enfim tem seguidores à altura.

Não Sei o Que Fazer Comigo (clipe)- Vespas Mandarinas:

Gritos na Multidão (ao vivo)- Vespas Mandarinas e Edgard Scandurra:

Núcleo Base (ao vivo)- Vespas Mandarinas e Edgard Scandurra:

Titãs lançam o CD Nheengatu em show no Citibank Hall (SP)

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Por Fabian Chacur

Uma das razões pela qual os Titãs se mantém na elite do rock nacional é o fato de não dormirem nos louros conquistados no passado. Com 32 anos de estrada, continuam atrás de novos álbuns, novas canções, novos shows. A novidade agora é Nheengatu, seu 18º álbum, que será lançado em São Paulo com show único neste sábado (13) às 22h no Citibank Hall (avenida das Nações Unidas, 17.955- Santo Amaro- 4003-5588- www.tff.com.br ), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 250,00.

Paulo Miklos, Sérgio Britto, Tony Bellotto e Branco Mello, que se desdobram nos vocais e instrumentos musicais e que contam com o auxílio luxuoso do baterista Mário Fabre, fizeram recentemente alguns shows dando uma prévia das novas canções, e agora as lançam de forma oficial. Um trecho do press-release que divulga o novo CD o define como “crônica ácida do Brasil em carne viva, com as angústias e mazelas que estão bem do nosso lado”.

As 14 músicas formam um coletivo nervoso, urbano e roqueiro até a medula, embora também repleto de outros elementos musicais aqui e ali. Fardado, a primeira música a despontar nas paradas, teve inspiração nos protestos ocorridos no Brasil em junho de 2013, especialmente na turbulenta relação entre os policiais e o público, observada de forma original, humana e inesperada.

Cadáver Sobre Cadáver é uma parceria de Paulo Miklos com o ex-integrante da banda, Arnaldo Antunes. O CD também traz faixas fortes como Mensageiro da Desgraça, Pedofilia, Quem São Os Animais?, Nâo Pode, Flores Pra Ela, Fala Renata e República dos Bananas, além de uma ótima releitura de Canalha, clássico de Walter Franco lançada originalmente em 1979 em um festival na extinta TV Tupi.

Nheengatu é o nome de uma língua derivada do Tupi-Guarani criada pelos jesuítas no século XVII para unir as tribos naturais do Brasil e os brancos recém-chegados, e acabou sendo resgatada como título do novo trabalho da banda que nos proporcionou clássicos como Cabeça Dinossauro, Ô Blesq Blom, Domingo e tantos outros do rock nacional.

Lógico que alguns dos inúmeros clássicos gravados e lançados pela banda em suas mais de três décadas de estrada também estarão no repertório, para alegria dos fãs, que hoje incluem aqueles que eram adolescentes nos anos 80 e também aqueles que são adolescentes hoje, em plena era das redes sociais. Os Titãs continuam mais atuais do que nunca, como Nheengatu prova à exaustão.

Ouça Nheegatu, dos Titãs, na íntegra, em streaming:

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