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Efeito Borboleta, bela viagem rocker de Rodrigo e Fernando

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Por Fabian Chacur

Quando entrou no Barão Vermelho, em 1992, Rodrigo Santos não só tornou-se membro do primeiro time do rock brasileiro como também ganhou um novo parceiro musical, o guitarrista Fernando Magalhães. Depois de 25 anos, essa amizade não só se consolidou como agora rende um primeiro trabalho em dupla. E que trabalho! Efeito Borboleta (lançado pela Coqueiro Verde) equivale a uma bela viagem rocker.

A ideia dos dois amigos é que este CD seja o primeiro de uma trilogia. Neste volume inicial, temos 15 músicas assinadas por eles. Rodrigo se incumbe de vocais (todos), baixo e violões, enquanto Fernando é o cara das guitarras e violões. Completam o time o tecladista Humberto Barros, que tocou com Rodrigo no Kid Abelha, e o baterista Lucas Frainer, do grupo Rodrigo Santos & Os Lenhadores.

A dobradinha Santos/Magalhães gerou uma fornada de canções roqueiras com várias nuances, sem cair na mesmice. O início não poderia ser melhor, com a virulenta faixa-título, cuja letra detona a situação caótica do mundo e os riscos que corremos de um fim apocalíptico.

A faixa-final, o impactante hard rock A Magnitude da Nossa Insignificância, é uma espécie de complemento da de abertura, trazendo versos ácidos sobre o quanto o ser humano é insignificante perante tudo o que o cerca, embora sempre se ache a última bolacha do pacote.

Entre uma e outra, o ouvinte poderá se divertir com um repertório que investe em rocks certeiros com vocação pop como Navegar, Juntos de Novo e A Vida Bela, a balada com slide guitar inspiradíssima Sem Deixar Pegadas, a ótima stoneana Uma Pequena Lágrima (espécie de Beast Of Burden da dupla), e a belíssima balada folk acústica O Meu Juízo.

Mano é uma bela blues ballad homenageando o saudoso percussionista Peninha, parceiro dos dois no Barãm Vermelho. Sorte é um rock melódico com cara de hit, assim como a incrível Coragem. As duas mereciam entrar imediatamente nas programações das rádios roqueiras deste país, se é que ainda existe alguma. Na pior das hipóteses, nos podcasts dedicados ao rock nacional.

Em outro momento político do repertório (sem cair no panfletário, por sinal), O Fóssil Brasileiro mistura punk e hard rock com versos incisivos como “e se o chão é duro, traiçoeiro, é mais heroico pra partir, do que o espinhoso travesseiro dos assassinos do país”. Por sinal, as letras são sempre muito bem concatenadas, independente do tema desenvolvido- amor, relacionamentos, filosofia de vida, política…

Versátil e com um currículo do tamanho de uma lista telefônica, Rodrigo Santos mostra que aprendeu e muito com todas essas experiências. Ele canta cada vez melhor, com personalidade e estilo, mostrando que sabe tanto ser sideman como frontman, sempre com a mesma categoria. Por sua vez, Fernando Magalhães joga para o time o tempo todo, sem querer ser mais do que as canções, que mandam neste álbum.

O que não significa que, em momentos como 12 Anos de Espera, Sem Deixar Pegadas e A Magnitude da Nossa Insignificância Magalhães não assuma o protagonismo com fúria, técnica e emoção. Como já sabíamos nesses seus tantos anos de Barão Vermelho, é um baita músico. E nas composições, a dupla esbanja inspiração, concisão e talento, manuseando as regras e elementos do rock and roll com uma desenvoltura destinada apenas aos craques.

Se esse é apenas o início de uma trilogia, fica a torcida para que os outros volumes venham logo, pois esta dupla dá provas inequívocas de que estão bem errados aqueles que afirmam ser o rock um gênero morto e com farofa na boca. Provavelmente, são os caras que afirmam uma asneira dessas que se encontram em tal situação. O saudoso mestre Zeca Neves amaria este álbum!

Efeito Borboleta- Rodrigo Santos e Fernando Magalhães (ouça em streaming):

Chal mescla folk, rock e MPB em seu segundo CD, Enlace

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Por Fabian Chacur

Chal é um cantor, compositor e músico goiano que estreou em disco em 2014 com o trabalho Aonde o Tempo é Solto. Ele volta ao cenário musical para apresentar seu segundo CD, Enlace, e oferece ao público um trabalho consistente, bem cuidado e repleto de boas canções e de uma voz poderosa. Não são poucos os aspectos positivos a serem ressaltados nesse álbum, a começar por sua bela embalagem, encarte e apresentação gráfica.

Ele soube se cercar de gente talentosa para auxiliá-lo, a começar pelo experiente produtor Felipe Rodarte, o mesmo responsável pelo trabalho anterior. Na guitarra (e também violão) e no baixo, por exemplo, ele tem respectivamente Fernando Magalhães e Rodrigo Santos, integrantes do Barão Vermelho, que deixaram suas digitais poderosas em cada faixa de que participaram. Kadu Menezes (bateria) e Sérgio Villarin (teclados) são outros craques a serviço do músico de Goiás.

Como requinte adicional, algumas faixas trazem arranjos com direito a cordas de verdade, tipo viola, violino e violoncelo. E o estúdio de gravação foi o Toca do Bandido, criado pelo saudoso Tom Capone e usado por nomes importantes da música brasileira, entre os quais O Rappa, Maria Rita, Adriana Calcanhoto e Erika Martins, só para citar alguns. No entanto, nada disso teria importância se o trabalho de Chal não estivesse a altura de tudo isso. E, felizmente, está, e muito.

Com um timbre de voz grave e encorpado, o intérprete nos oferece músicas que misturam folk, country, música brasileira em geral, rock e romantismo, em doses sempre bem equilibradas. Enlace é daquele tipo de disco que vai crescendo a cada nova audição, pois existem filigranas que o ouvinte só degustará com o tempo, embora isso não signifique que seja um trabalho de difícil assimilação. Pelo contrário, dá para curtir logo de cara, sem susto e com muito prazer auditivo.

As 12 faixas do segundo álbum de Chal são bastante equilibradas e fazem um todo bem sólido. O tom folk rock dá as cartas, mas há momentos que seguem outras linhas, como a bela balada Foi Tudo Culpa do Amor, o endiabrado rockabilly Lobo Solitário ou a sensacional releitura blues-guarânia de O Cio da Terra (Milton Nascimento e Chico Buarque), com participação de Luis Carlos Sá, um dos país do rock rural brasileiro com o trio Sá, Rodrix & Guarabira e depois a dupla Sá & Guarabira.

Enlace é um trabalho que merece ser conhecido pelo grande público, e tomara que seja capaz de consolidar a carreira de Chal, um artista talentoso que tem a capacidade de criar uma música ao mesmo tempo substanciosa e acessível ao ouvido médio. Em um mundo perfeito, deveria tocar muito nas rádios e aparecer nas programações de TV. Mas não espere que isso aconteça, e ouça agora mesmo. Vale a pena.

Enlace– Chal:

O Cio da Terra– Chal e Sá:

Lobo Solitário (versão voz e violão)- Chal:

Andy Summers toca em SP na companhia de Rodrigo Santos

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Por Fabian Chacur

Uma dupla de integrantes de bandas famosas é a atração desta quarta-feira (19) às 21h30 em São Paulo no Bourbon Street (rua dos Chanés, 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos de R$ 75,00 a R$ 110,00. São eles Andy Summers, do The Police, e Rodrigo Santos, do Barão Vermelho e também conhecido por sua atuação com o Kid Abelha. Tipo da reunião bem interessante.

O guitarrista britânico vem se notabilizando por suas constantes passagens pelo Brasil nos últimos anos, sempre para trabalhos com músicos brasileiros ou radicados por aqui, como Roberto Menescal, Fernanda Takai e Victor Biglione. Vale lembrar que, além de duas visitas ao país com o The Police (1982 e 2007), ele inaugurou a segunda encarnação do extinto Projeto SP em 1987 ao lado de Stanley Clarke, Stewart Copeland e Debra Holland.

Por sua vez, o baixista e cantor Rodrigo Santos possui um currículo dos mais invejáveis. Além de tocar há mais de 20 anos no atualmente em férias (permanentes?) Barão Vermelho, participou de shows e gravações constantes com o Kid Abelha e também atuou ao lado de Lobão e João Penca & Os Miquinhos Amestrados, tendo uma produtiva carreira solo.

O repertório do show será uma mescla de músicas dos grupos que tornaram os dois músicos famosos. Maravilhas do naipe de Roxanne, Every Little Thing She Does Is Magic, Synchronicity II, So Lonely, Message in a Bottle, Maior Abandonado, Pro Dia Nascer Feliz e Por Você. O show também inclui outro integrante do Barão Vermelho, o guitarrista Fernando Magalhães, e o experiente baterista Kadu Menezes.

Message In a Bottle (live)- Rodrigo Santos e Andy Summers:

Synchronicity II (live)-Rodrigo Santos e Andy Summers:

Every Little Thing She Does Is Magic– Rodrigo Santos e Andy Summers:

Andy Summers tocará em SP com baixista Rodrigo Santos

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Por Fabian Chacur

Andy Summers tem feito boas parcerias no Brasil. Em nosso país, ele já gravou com Roberto Menescal, Fernanda Takai (do grupo Pato Fu) e o argentino radicado por aqui Victor Biglione. Agora, ele fará shows ao lado de Rodrigo Santos, baixista do Barão Vermelho. Em São Paulo, a dupla tocará no dia 18 de novembro (terça-feira) às 21h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, 127- Moema- fone 5095-6100), com ingressos custando de R$ 75,00 a R$ 110,00 (www.ingressorapido.com.br).

Tudo começou em 2013, quando Summers, conhecido mundialmente por seu trabalho com o The Police, deu uma canja no show que Rodrigo fazia no Rio com o seu grupo Os Lenhadores. A empatia entre eles foi tão boa que ficou no ar a possibilidade de uma colaboração mais efetiva, o que está ocorrendo agora. Desta vez, o guitarrista virá para tocar o velho e bom rock and roll.

Além do músico britânico na guitarra e de Rodrigo Santos no baixo e vocal principal, estarão em cena o guitarrista Fernando Magalhães, também do Barão Vermelho, e o baterista Kadu Menezes, que tocou com Rodrigo no Kid Abelha. A principal curiosidade do show fica por conta da inclusão de uma composição inédita feita pelos dois novos parceiros, intitulada Me Dê Um Dia a Mais.

O repertório mesclará músicas do The Police como Every Little Thing She Does Is Magic, Message In a Bottle, Synchronicity e So Lonely com clássicos do Barão Vermelho do naipe de Maior Abandonado, Pro Dia Nascer Feliz, Por Você e Exagerado, entre outras. Um show que tem tudo para ser bastante interessante e pra cima.

Message in a Bottle– Rodrigo Santos & Os Lenhadores e Andy Summers (ao vivo):

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