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Izzy Gordon mostra seu novo álbum com show em Sampa

Izzy Gordon _ Crédito_ Gabriel Wickbold-400x

Por Fabian Chacur

A garota tem sangue nobre na área musical. Filha do excelente cantor Dave Gordon, sobrinha da inesquecível Dolores Duran… No entanto, a moça em questão, a cantora Izzy Gordon, há muito dispensa esses atributos como forma de ser reconhecida, pois seu talento gerou belos frutos nessas mais de três décadas de carreira. Ela mostra em São Paulo o seu novo trabalho, o álbum Pra Vida Inteira, com show nesta quinta (2) às 21h no Sesc 24 de Maio (rua 24 de Maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6300), com ingressos de R$9,00 a R$ 30,00.

Pra Vida Inteira, já disponível nas principais plataformas digitais, é o quarto álbum solo de Izzy, cuja carreira começou a deslanchar após sua participação com destaque no premiado musical Emoções Baratas, dirigido no fim dos anos 1980 pelo diretor José Possi Neto. O trabalho traz oito faixas, sendo cinco inéditas e três releituras.

As recriações são Lata D’Água, hit de Elza Soares, Boa Noite, de Djavan, e Ideias Erradas, parceria de Dolores Duran com J. Ribamar. Entre as inéditas, temos Together, parceria dela com seu diretor musical neste trabalho, o excelente tecladista e arranjador Rogerio Rochlitz. A mixagem e gravação do álbum ficaram a cargo de outro cara talentoso e experiente, Alexandre Fontanetti.

No show desta quinta, Izzy terá a seu lado os músicos que gravaram com ela: Rogerio Rochlitz (teclados), Gilberto de Syllos (baixo) e Thiago Silva (bateria). Farão participações especiais o cantor Tony Gordon, irmão da intérprete, e o lendário trombonista Bocato. Bom elenco para acompanhar uma cantora que já recebeu elogios de Bono (com o qual até deu uma canja) e Quincy Jones.

Lata D’Agua/Pra Vida Inteira– Izzy Gordon:

Rogério Rochlitz lança o novo CD com show em São Paulo

Rogerio Rochlitz-400x

Por Fabian Chacur

O excelente pianista, compositor e produtor Rogério Rochlitz lançou em setembro seu novo CD, o excelente 2345 (leia a crítica de Mondo Pop aqui). Agora, chegou a vez de mostrar esse álbum em um show ao vivo no dia 3/12 (quinta-feira) às 21h no Teatro Central das Artes Sub 3 (rua Apinajés, nº 1.081-Sumaré- fone 0xx11-3865-4165), com couvert artístico a R$ 20,00.

Além dele próprio nos teclados, Rochlitz terá a acompanha-lo João Poleto (sopros), David Rangel (baixo) e Ramon Montagner (bateria), que também marcaram presença no novo álbum, trabalho no qual o músico investiu em uma sonoridade mais orgânica e acústica. O título dado ao álbum (2345) tem a ver com o número de músicos presentes em cada uma das 12 faixas do CD, que variam do mínimo de 2 ao máximo de 5.

Com mais de 20 anos de carreira, Rogério Rochlitz é formado em música popular pela Unicamp. Ele integrou o grupo Jambêndola, com o qual gravou um CD em 1995. Acompanhou artistas como Danilo Caymmi, Elton Medeiros e Skowa, além de participar de shows pelo Brasil e exterior com o Trio Mocotó. Em seu currículo, 5 CDs e um 1 DVD, todos instrumentais, nos quais mostra uma bela fusão de ritmos, com direito a muito swing e brasilidade.

Ouça o CD 2345 de Rogério Rochlitz na íntegra em streaming:

Rogério Rochlitz mergulha em um som orgânico no CD 2345

rogerio rochlitz capa novo cd-400x

Por Fabian Chacur

Em seu quinto CD, o recém-lançado 2345, Rogério Rochlitz resolveu deixar de lado por um tempo recursos usados anteriormente por ele (com muito talento, por sinal), como computadores, teclados e arranjos “mirabolantes”, para investir em uma sonoridade mais orgânica. Músicos tocando simultaneamente, piano acústico e muita inventividade. O resultado é excelente, uma bela viagem pelo mundo da boa música instrumental.

Com mais de 20 anos de carreira, o pianista e compositor já tocou com Trio Mocotó, Elton Medeiros, Paula Lima e Danilo Caymmi, além de ter integrado o infelizmente já extinto e promissor grupo Jambêndola. Sua marca registrada é o bom gosto nos arranjos e a fluência no piano e teclados, sempre tirando sons swingados e bem concatenados dos instrumentos que pilota com devoção e classe.

Sua discografia como artista solo inclui itens bem legais, entre eles o excelente CD Móbile (leia a resenha aqui) e o delicioso DVD Cores Ao Vivo (leia a resenha aqui). Ele investe em música instrumental com tempero brasileiro e repleta de elementos internacionais como jazz, funk, soul, rock e latinidade, sem medo de misturar e de ser feliz.

O novo CD o traz acompanhado por uma banda formada por João Poleto (sopros), David Rangel (baixo) e Ramon Montagner (bateria). Temos também dois músicos em participações especiais, Ivan Vilela (viola caipira) e Sergei Eleazar de Carvalho (violino). O quarteto base utilizado no álbum varia em alguns momentos, indo de um duo a um quinteto, o que explica o título 2345 dado ao disco.

Rochlitz atua não como um pianista virtuoso (que ele é), e sim como um talentoso band leader, encaixando seu instrumento em meio ao que cada composição pede, abrindo espaços para que os outros músicos também brilhem. Este é provavelmente o trabalho com mais influências do jazz em sua discografia, tanto a estilística como em termos de liberdade para solos e improvisos dos participantes.

2345 começa com dois sambas conduzidos por solos de sopros, as sacudidas Nita e Berê e Ibira. Carrossel, uma espécie de valsa mais leve, abre espaços para o piano ficar à frente. Lembra? é uma introspectiva e evocativa melodia, na qual violinos e sopros brilham. O baixo tem seu momento de destaque na balada Fim de Tarde.

Dito e Feito traz o lado mais sacudido de volta, um samba funk no qual são o piano e o baixo que duelam. Supernova é uma deliciosa e delicada combinação de piano e viola caipira, surpreendendo o ouvinte logo de cara. Rural traz o contraste de uma levada mais agitada por parte do piano e de alguns momentos mais lentos aqui e ali.

Pax é uma balada jazzística por excelência, e é aqui que o excelente baterista Ramon Montagner fica à frente, com viradas espertas e repletas de classe. Em Fada, outro momento mais lento em termos de andamento, Rochlitz aproveita para improvisar com fluência. Nelson possui um andamento jazzístico com leves ecos de Take Five (de Paul Desmond e hit supremo de Dave Brubeck) e deliciosas intervenções dos sopros e do violino. Uma delícia.

O final de 2345 é com a faixa Talvez Hoje, que possui boas afinidades com a que abre o CD (Nita e Berê). Mais intrincado do que seus trabalhos anteriores, o novo álbum de Rogério Rochlitz mantém no entanto acessibilidade suficiente para que até os neófitos em música instrumental possam curtir essa musicalidade consistente e repleta de calor proporcionada por ele. Música instrumental brasileira com alma.

Dito e Feito (ao vivo)- Rogério Rochlitz:

Ouça o CD Mobile de Rogério Rochlitz em streaming:

Ouça o CD Cores de Rogério Rochlitz em streaming:

Rogerio Rochlitz mostra o seu swing no Central das Artes-SP

rogerio rochlitz 400x

Por Fabian Chacur

Se hà um artista brasileiro atualmente capaz de fazer mùsica instrumental com sofisticação, swing e acessibilidade ao público médio, ele atende pelo nome de Rogèrio Rochlitz. Ele mostra o repertòrio de seu mais recente DVD, Cores Ao Vivo (leia a crìtica aqui) em show nesta terça-feira (16) às 21h no bar e restaurante Central das Artes (rua Apinajès, 1.081- Sumaré- fone 0xx11-3670-4040), com couvert artístico a R$ 20,00.

Com mais de 20 anos de estrada, Rogerio Rochlitz tocou com vários artistas antes de se dedicar a uma produtiva e consistente carreira solo que já rendeu quatro CDs, sendo o mais recente o excelente Mòbile (leia a crìtica aqui). Sua capacidade de misturar vários estilo da mùsica brasileira sem cair no rotineiro ou no rebuscado demais è altamente elogiável, e o resultado è um som que pode te fazer dançar ou curtir atentamente. Coisa de craque.

No show de hoje, Rogèrio terá a seu lado uma banda afiada e composta por João Poleto (flauta e sax), Amílcar Rodrigues (trumpete e flugelhorn), David Rangel (baixo) e o consagrado João Parahyba (timbatera), este ùltimo conhecido por seu trabalho ao lado de feras como Jorge Benjor e Ivan Lins e integrante do Trio Mocotó. No repertòrio, mùsicas do DVD e também algumas do próximo CD, que Rochlitz promete para 2015.

De Casa Pra Rua– Rogério Rochlitz e grupo:

DVD de Rogério Rochlitz é cativante

Por Fabian Chacur

Descobri Rogério Rochlitz por acaso, ao vê-lo fazer excelente abertura para um show de Guilherme Arantes em dezembro de 2012. Bela descoberta. Desde então, acompanho com atenção o seu trabalho, e inclusive já resenhei aqui em Mondo Pop seu excelente CD Móbile (leia aqui). Agora, é a vez de dar a minha opinião referente a seu DVD Cores ao Vivo (Itaú Cultural/Tratore/Independente) e só tenho elogios para o mesmo. Coisa finíssima mesmo!

Com pouco mais de 40 anos de idade, Rogério é um cara com sólida formação técnica como músico e bastante versátil como profissional, pois atua como tecladista, compositor, arranjador e produtor, sempre com nível de excelência dos mais altos. Integrou nos anos 90 a ótima banda Jambêndola e tocou com gente do naipe de Elton Medeiros, Paula Lima e Danilo Caymmi, além de integrar o célebre Trio Mocotó.

Sua carreira solo é centrada na música instrumental, e ele mostra mais uma vez que dá para investir nessa seara sem cair no virtuosismo excessivo ou no que alguns apelidam de “música só para músicos”, repletas de acordes e levadas rítmicas difíceis que, no entanto, pouco cativam o público neófito ou sem tanto conhecimento teórico. Rochlitz não cai nessa armadilha, e faz música para todos, sem amarras ou restrições.

Seu DVD traz músicas que fundem jazz, forró, baião, bossa nova, samba, pop, chorinho e o que mais pintar sempre de forma fluente e boa de se ouvir. Os instrumentos entram sempre nas horas certas e dialogam entre si com o objetivo de servir cada tema, sem arroubos ou exageros metidos a besta. Os solos e acompanhamentos elaborados ocorrem, mas de forma a gerar prazer nos ouvidos alheios. E como geram!

A abordagem que Rogério Rochlitz e sua banda mostram em termos de ritmos brasileiros é deliciosa, mesclando-os sem medo de ser feliz com funk de verdade e jazz, por exemplo. Dá para dançar, para ouvir atentamente ou para curtir com a pessoa amada. Faixas como Simbora, Mashish, Filarmônica da Chipônia, Maré, Estrela Azul e Suíte Baião são bons destaques dessa fusion brazuca contagiante e levada da breca.

O músico também mostra Tempo e Meio Sonho no esquema piano solo, e demonstra muita técnica, sensibilidade e swing, elementos que me conquistaram logo na primeira vez que o ouvi se apresentando ao vivo. Impressionante como o cara toca piano e como o cara respeita o seu instrumento, dosando as notas e as harmonias e dividindo generosamente com a plateia o prazer que esbanja ao tocar.

A banda que o acompanha é impecável, com Fábio Sá (baixo), João Poleto (sopros), Amílcar Rodrigues (sopros) e o lendário João Parahyba (percussão), fundador do Trio Mocotó e célebre por participações marcantes em discos de artistas como Jorge Ben Jor e Ivan Lins, só para citar dois. Só o baile percussivo dessa fera já valeria o DVD, que no entanto tem mais, muito mais.

Cores Ao Vivo é um documento concreto de como a música instrumental brasileira pode mergulhar em caminhos igualmente elaborados, criativos e acessíveis ao ouvido médio, permitindo a quem o ouve ter o mesmo tipo de reação que nossos pais e avós tinham ao ouvir os mestres geniais do chorinho como Altamiro Carrilho, Luperce Miranda e tantos outros, que criavam genialmente e entretinham com habilidade ao mesmo tempo.

Veja o clipe de Prince No Sambão, com Rogério Rochlitz:

Rogério Rochlitz lança CD e DVD no Rio Verde

Por Fabian Chacur

O músico e compositor Rogério Rochlitz se apresenta nesta sexta-feira (24) a partir das 22h no Centro Cultural Rio Verde (rua Belmiro Braga, 181- Vila Madalena- fone 11-3459-5321). A entrada custa R$ 20 , e também estão na programação os músicos Sidiel Vieira (que lança o CD Sidiel Vieira Quarteto) e Ivan Vilela, além de uma exposição de fotos de Fabiana Francé.

Em seu show, Rochlitz aproveita para lançar o excelente CD Móbile (leia a resenha aqui) e o DVD Cores Ao Vivo (que Mondo Pop resenhará em breve-aguardem!).

Na estrada desde os anos 90, Rogério Rochlitz faz um som instrumental inteligente, swingado e muito bom de se ouvir, conseguindo com rara habilidade misturar qualidade técnica e artista com uma abordagem passível de ser assimilada pelo público habitual. Ou seja, não cai no excesso de rebuscamento de alguns colegas de música instrumental.

Veja o clipe de Prince no Sambão, com Rogério Rochlitz:

Móbile mostra swing de Rogério Rochlitz

Por Fabian Chacur

Muitas vezes se questiona qual a razão de a música instrumental normalmente não alcançar a popularidade das canções com letras e refrão. Com uma certa frequência, a resposta mais simples costuma atribuir a esse tipo de trabalho musical uma preocupação maior com o virtuosismo e a sofisticação, deixando às vezes a fluência e o swing em segundo plano.

Felizmente, o músico, arranjador, compositor e produtor Rogério Rochlitz não sofre desse problema. Em seu quarto álbum solo, Móbile, o ex-integrante do grupo Jambêndola dá uma verdadeira aula de como se fazer música sem palavras ou vocais sem cair no exibicionismo ou na chamada “música para músicos”. Para curti-lo, basta sensibilidade.

Em suas 15 faixas, Móbile traz uma sonoridade quente e diversificada que inclui diversas vertentes da música brasileira, como forró, samba, chorinho e bossa nova, fundidas com jazz, funk de verdade, rock, pop e o que mais vier, tendo sempre como âncora boas melodias e arranjos que fogem do óbvio e nos proporcionam agradáveis surpresas a cada compasso, tudo construído com muito swing e consistência.

Rogério se divide entre teclados, baixo, samples, violão e outros instrumentos, e conta com o apoio de ótimos músicos, entre os quais Gileno Foinquinos (guitarras), João Parahyba (percussão), Guga Stroeter (vibrafone), Bina Coquet (violão de 7 cordas), Guilherme Held (guitarra), Bocato (trombone) e Tião Carvalho (berimbau), só para citar alguns.

Cada tema instrumental equivale a um novo e diferenciado roteiro sonoro, impedindo que o ouvinte caia na monotonia ou na mesmice um instante sequer. Prince no Sambão, por exemplo, mistura samba, funk e urbanidade/urgência pop, enquanto Berimboca adiciona latinidade a um tempero soul bastante envolvente.

O trombone inconfundível de Bocato dá o norte à swingada Bocato No País das Maravilhas, enquanto a cuíca é o eixo da misteriosa e envolvente Prótons, que ganha elementos minimalistas e por vezes soa como uma possível versão século XXI do som instrumental exótico dos anos 50 do músico americano Martin Denny. A delicada Amor Amora equivale a uma versão levemente sinfônica da música gaúcha de raiz.

Momento máximo do álbum, Paralao soa como uma espécie de bossa nova com cobertura soul psicodélica, guardando parentesco com o trabalho do genial maestro brasileiro Arthur Verocai. Mas Móbile revela novos segredos a cada nova audição.

Poderia ganhar as programções das rádios, caso elas tivessem abertura suficiente para isso. Mas pode tocar na sua própria emissora pessoal, se você quiser. Experimente e mergulhe de cabeça na deliciosa música de Rogério Rochlitz.

Prince no Sambão (clipe) – Rogério Rochlitz:

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