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Pitty lança registro de turnê e inova com formato de vídeo

pitty capa dvd sete vidas ao vivo-400x

Por Fabian Chacur

Pitty inova com seu novo lançamento. O vídeo Turnê Sete Vidas Ao Vivo já está disponível desde o último dia 13 no formato digital. O arquivo está sendo oferecido no formato Full HD, em resolução superior à da versão física, que chegará às lojas no próximo dia 25 (segunda-feira). A plataforma criada pela gravadora Deck e pela Loja Comunicação possibilita que o vídeo adquirido pela via virtual possa ser visto em computadores, smartphones e tablets.

Quem quiser adquirir o vídeo digital pode fazê-lo aqui. O show custa R$ 19,90, sendo que quem desejar adquirir também o making of pagará R$24,90 pela dobradinha. O DVD físico, cuja pré-venda já está sendo feita no mesmo link mostrado acima, tem o preço sugerido de R$34,90.

Em termos de conteúdo, são duas partes distintas. A primeira traz um show na íntegra, gravado na Áudio Club em São Paulo e com 86 minutos de duração. O repertório inclui músicas do mais recente trabalho de estúdio da roqueira baiana, Sete Vidas, entre as quais Serpente, a faixa título e Um Leão, e hits de seus mais de dez anos de carreira, como Máscara, Me Adora e Equalize, em performances vibrantes.

A segunda parte é Dê Um Rolê, documentário dirigido por Otávio Souza com 54 minutos de duração que traz registros da turnê de Sete Vidas Brasil afora. Contém cenas dos shows, bastidores, entrevistas com os músicos e público, flagrantes bacanas etc. O destaque fica por conta da música Dê Um Rolê, releitura do clássico dos Novos Baianos e faixa de trabalho do novo lançamento. Curiosidade: só foi tocada uma vez na tour, justamente no show do Áudio Club.

Dê um Rolê (ao vivo)- Pitty:

Veja o trailer do DVD:

Caixa traz a melhor época da carreira da incrível Rita Lee

rita lee caixa 20 cds-400x

Por Fabian Chacur

Em suas cinco décadas de carreira musical, Rita Lee nos proporcionou um acervo de primeira linha, repleto de discos bacanas e canções que entraram no inconsciente coletivo do brasileiro. Como forma de celebrar essa trajetória brilhante, a Universal Music está lançando a caixa Rita Lee, que traz 20 CDs de carreira e uma coletânea com raridades. Embora traga algumas imperfeições inaceitáveis, contém material artístico riquíssimo.

Vamos aos principais problemas existentes neste lançamento. Logo de cara, chama a atenção a inexistência de um livreto dando uma geral na carreira de Rita, ou ao menos textos incluídos em cada CD que cumprissem essa tarefa. Toda caixa retrospectiva decente possui esse tipo de conteúdo. A própria Universal lançou uma há pouco de Zeca Pagodinho com um livreto bem simpático. Por que a maior roqueira brasileira não merecia algo do gênero? Bola fora!

Dois dos CDs vem com problemas inaceitáveis. Rita Lee e Roberto de Carvalho (1982) omite a faixa Brasil Com S, que conta com a participação especial de João Gilberto. A edição anterior no formato digital, lançada em 1995, incluía a faixa. O engraçado é que o encarte traz reprodução do original do vinil, com a letra e a ficha técnica dessa gravação. Fica a pergunta: o que levou a gravadora a omitir tal música?

A resposta mais simples é por incluir a participação do “Mala dos Malas”, que mantém há anos seu trabalho registrado originalmente pela EMI fora de catálogo, graças a uma disputa judicial que parece não acabar nunca. Aparentemente, a Universal ficou com medo do bossa novista pegar no pé deles. Teria sido uma autocensura? Seja como for, o CD ficou incompleto, e a edição de 1995 da EMI virou raridade.

O segundo CD problemático entra na raia do bizarro. A faixa 4 da nova edição do CD 3001 deveria incluir Erva Venenosa, mas na verdade nos oferece, acredite se quiser, Por Enquanto, com Cassia Eller. Tudo bem, as duas eram amigas, a saudosa intérprete até participou do Acústico MTV de Rita, mas pera lá…. Essa realmente foi de doer.

Esses problemas tornam, então, essa caixa um abacaxi caro? Não exatamente. A começar pelo fato de trazer todos os discos de carreira lançados por ela como artista solo ou com o Tutti Frutti entre 1970 e 1990. Ou seja, o filé mignon de sua carreira. O essencial de sua produção musical está aqui, em versões remasterizadas com bons encartes contendo, letras, fichas técnicas e tudo o mais.

Outro ponto alto é a coletânea Pérolas, que traz 13 faixas que não entraram nos álbuns de carreira da Titia Rita, lançadas originalmente em trilhas de novela, tributos a outros artistas, trilhas de filmes e compactos. Algumas são clássicos incríveis, como Lá Vou Eu, Ambição, Arrombou a Festa, Fonte da Juventude e Felicidade. Seria justo se, daqui a algum tempo, fosse lançada de forma avulsa.

Além dos 16 trabalhos lançados entre 1970 e 1990 e a coletânea, temos aqui quatro discos escolhidos de forma aleatória: os medianos de estúdio Santa Rita de Sampa (1997) e 3001 (2000) e os bem bacanas ao vivo Acústico MTV (1998) e MTV Ao Vivo (2004).

Quem comprar a caixa precisará ter os discos a seguir para completar a discografia de Rita Lee (sem contar sua fase nos Mutantes): Rita Lee Em Bossa ‘N’ Roll (1991), Rita Lee (1993), A Marca da Zorra (1995, ao vivo), Aqui Ali Em Qualquer Lugar (2001), Balacobaco (2003), Multishow Ao Vivo (2009) e Reza (2012). Mas o melhor está mesmo nela.

Ouvir esses álbuns na sequência equivale a uma viagem no tempo. Build Up (1970) e Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida (1972) ainda a ligam muito aos Mutantes. Atrás do Porto Tem Uma Cidade (1974) a flagra rumo a uma nova sonoridade, menos psicodélica e malucona e mais associada ao rock and roll a la Rolling Stones, só que do jeito dela. A voz encorpa, o som fica mais direto.

Fruto Proibido (1975), Entradas e Bandeiras (1976) e Babilônia (1978) a firmam ao lado do Tutti Frutti como a grande roqueira brasileira, repleta de clássico como Ovelha Negra, Jardins da Babilônia, Agora é Moda, Coisas da Vida e tantos outros. De quebra, em 1977, um histórico ao vivo ao lado de Gilberto Gil, o vibrante Refestança.

Sem o Tutti Frutti de Luis Carlini e assumindo a parceria com Roberto de Carvalho, Rita mergulha na mistura do rock com o pop em uma sequência de cinco álbuns clássicos e que venderam milhões de cópias entre 1979 (ano de Mania de Você, Chega Mais, Doce Vampiro) e 1983. São muitos hits, como Lança Perfume, Baila Comigo, Desculpe o Auê, Flagra, On The Rocks….Só dava ela nas paradas de sucesso.

Rita Lee e Roberto de Carvalho (1985), dos hits Vírus do Amor e Vítima, investiu em uma sonoridade new romantic-new wave, enquanto os discos seguintes (Flerte Fatal-1987, Zona Zen-1988 e Rita Lee e Roberto de Carvalho-1990) misturavam uma tentativa de retomar os tempos de muito sucesso com explorações mais ousadas ou foras do padrões. Bons discos muito detonados pelos críticos na época e que envelheceram com dignidade.

Rita Lee, a caixa, merecia uma versão revisitada, corrigindo seus problemas. Seja como for, traz o auge dessa grande cantora, compositora e musicista paulistana, um talento que transcendeu classificações e rótulos ao criar uma sonoridade própria repleta de alto astral, romantismo e irreverência, cristalizadas em belas canções.

Fonte da Juventude– Rita Lee:

Ambição– Rita Lee:

Lá Vou Eu– Rita Lee:

Vírus do Amor– Rita Lee:

Mutante– Rita Lee:

Pitty volta a SP com show do álbum rock and roll Setevidas

Pitty - SETEVIDAS - credito do fotografo Daryan Dornelles 6-400x

Por Fabian Chacur

Há quase um ano, Pitty iniciou a turnê de lançamento do álbum Setevidas (2014), que marcou o seu retorno ao rock and roll mais ardido após se dedicar durante um bom tempo ao projeto folk e acústico Agridoce. Ela volta a São Paulo para show neste sábado (4/7) às 23h no Áudio Club (avenida Francisco Matarazzo, 694-Barra Funda- fones (0xx11) 3862-8279 e (0xx11) 3862-8224, com ingressos a R$ 100,00 e R$ 50,00.

A cantora e compositora baiana lançou há pouco o DVD Pela Fresta, no qual mostra os bastidores das gravações de Setevidas, além de performances ao vivo em estúdio das músicas do CD (leia a resenha do DVD aqui). O repertório do disco traz petardos como Boca Aberta, Pouco, Setevidas e Serpente (veja o clipe desta última aqui ).

Mesclando músicas de Setevidas com sucessos de seus mais de dez anos de estrada, Pitty estará no palco do Audio Club acompanhada por Martin Mendonça (guitarra), Duda Machado (bateria), Gui Almeida (baixo) e Paulo Kishimoto (lap steel, moog e percussão), um time afiado que atua como uma banda de rock coesa e repleta de pique e sutilezas.

Setevidas– Pitty (videoclipe):

Marise Marra mostra seu rock abrangente em Funny Love

Marise Marra - credito Sérgio Kanazawa-400x

Por Fabian Chacur

Marise Marra está lançando Funny Love, seu terceiro CD. Com produção a cargo do experiente Brendan Duffey, o trabalho mostra uma ótima cantora, uma compositora afiada e uma guitarrista versátil, com estilo e personalidade.

Atuando em um cenário do rock brasileiro no qual os homens dominam no melhor estilo “Clube do Bolinha”, ela prova ser talentosa e perseverante o suficiente para superar os desafios que surgirem à sua frente com desenvoltura e coragem.

Neste domingo (17) às 16h, Marise mostra o repertório do novo CD em show gratuito no palco rock da 28ª Feira de Artes da Pompeia (rua Caraibas- bairro da Pompéia-São Paulo). Além dela nos vocais e guitarra, teremos Daniel Gohn (bateria), Paulinho de Almeira (guitarra e violão) e Raoni Passeto (baixo).

Em entrevista a Mondo Pop, Marise fala sobre influências musicais, o novo CD, os preconceitos que já teve de enfrentar e muito mais.

Mondo Pop- É a segunda vez que você trabalha com o Brendan Duffey como produtor. Fale um pouco como você o conheceu, sobre o seu entrosamento com ele em termos musicais, e o que te levou a convidá-lo para repetir a parceria iniciada no CD Arrebatador.
Marise Marra– CONHECI O BRENDAN ENQUANTO PROCURAVA UM ESTÚDIO PARA GRAVAR O CD ARREBATADOR, E, POR INDICAÇÃO DE UM AMIGO, CHEGUEI ATÉ ELE. NA VERDADE, GRAVAMOS JUNTOS ESTE PROJETO, MAS FUI RESPONSÁVEL PELA PRODUÇÃO. APÓS FINALIZARMOS, O RESULTADO FOI TÃO BOM QUE O CONVIDEI PARA PRODUZIR O ÁLBUM FUNNY LOVE AO MEU LADO. TEMOS UM GOSTO PARECIDO, NOS DAMOS BEM, ELE É UM CARA EXTREMAMENTE EXPERIENTE E TEM TOTAL INTIMIDADE COM MEU JEITO DE TRABALHAR, O QUE ME DEIXA BASTANTE À VONTADE QUANDO ESTAMOS GRAVANDO.

Mondo Pop- Funny Love (o CD) inclui quatro músicas com letras em inglês. O que te levou a fazer isso? Questão de sonoridade/estética ou perspectiva de divulgar melhor seu trabalho no exterior?
Marise Marra– POR TUDO ISSO AO MESMO TEMPO. É OBVIO QUE CANÇÕES CANTADAS EM INGLÊS FACILITAM A DIVULGAÇÃO LÁ FORA E, DURANTE MINHAS VIAGENS PELO EXTERIOR, PUDE NOTAR QUE EMBORA AS PESSOAS ADMIRASSEM MEU TRABALHO, O FATO DE NÃO ENTENDEREM O MEU IDIOMA ATRAPALHAVA UM POUCO. NÃO PENSO EM DEIXAR DE COMPOR EM PORTUGUÊS, MAS ACHO IMPORTANTE TRABALHAR DENTRO DAS DUAS POSSIBILIDADES.

capa - marise marra -400x

Mondo Pop- Você também toca baixo no CD. Você curte tocar esse instrumento ou foi por uma questão estratégica mesmo, como forma de agilizar as gravações?
Marise Marra– SEMPRE GOSTEI DE TOCAR BAIXO, MAS DEPOIS QUE GRAVEI O ARREBATADOR PASSEI A CURTIR MAIS. JÁ ATÉ ME CONSIDERO UMA BAIXISTA… RSRSRS.O PROCESSO DE PRÉ-PRODUÇÃO DESTE ÁLBUM FOI MUITO INTENSO, DE IMERSÃO TOTAL. AS MÚSICAS POSSUEM ARRANJOS FORTES, COM PESO, E, À MEDIDA EM QUE EU COMPUNHA E ACERTAVA AS GRADES DAS CANÇÕES, AS LINHAS DE BAIXO FLUIAM NATURALMENTE. CHEGADO O MOMENTO DE GRAVAR PRA VALER NO ESTÚDIO DO BRENDAN, BATEU UM FRIO ABSURDO NO ESTÔMAGO PORQUE ESTAVA DIANTE DE UM ENORME DESAFIO – GRAVAR UM INSTRUMENTO COM O QUAL EU NÃO TINHA TANTA PRÁTICA, E, POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, FORAM AS SESSÕES MAIS RÁPIDAS. NO ÁLBUM FUNNY LOVE A HISTÓRIA SE REPETIU, MAS AS LINHAS DE BAIXO ESTÃO MAIS VALORIZADAS. ACHO QUE ESTOU TOCANDO MELHOR E HOJE ACREDITO QUE A ESCOLHA TENHA SIDO PROVIDENCIAL.

Mondo Pop- O seu rock tem uma pegada hard, mas é abrangente em termos musicais. Fale um pouco sobre os artistas que mais a influenciaram e como você define o seu trabalho em termos musicais.
Marise Marra– GOSTO DE ESTILOS VARIADOS, MAS QUE DE CERTA FORMA SE HARMONIZAM ENTRE SI, COMO ROCK, JAZZ, FUSION, BLUES, SOUL, POP, LOUNGE, E ALGUNS ARTISTAS DA MPB. TUDO ACABA REFLETINDO EM MEU ESTILO, EM MINHA MANEIRA DE TOCAR. TENHO MEUS ÍDOLOS – ADORO O STEVE MORSE, ANDY TIMMONS, DAVID BOWIE, CÁSSIA ELLER, LED ZEPPELIN… ENFIM, MEU TRABALHO AGLUTINA TODAS AS MINHAS INFLUÊNCIAS EM UMA LINGUAGEM ÚNICA.

Mondo Pop- As letras de suas músicas têm como tema relacionamentos afetivos, e são escritas em parceria com o Cabeto Rocker. Como surge a inspiração para essas letras? Você se baseia em experiências alheias, personagens de filmes ou na sua própria vida?
Marise Marra– EU E CABETO SOMOS AMIGOS DE LONGA DATA E NESTE ÁLBUM ESCREVEMOS ALGUMAS LETRAS JUNTOS . ADORAMOS FALAR DE AMOR E TALVEZ ESTE SEJA O TEMA QUE EU DOMINE MELHOR. A INSPIRAÇÃO PODE VIR DE TODOS OS LADOS. POSSO ESTAR DIRIGINDO E DE REPENTE JÁ ESTOU GRAVANDO UMA IDÉIA NO CELULAR, OU CANTANDO UMA FRASE QUE DE REPENTE SE TORNARÁ UM REFRÃO. MUITAS COISAS PODEM ME INSPIRAR. O MEU COTIDIANO, FILMES, MÚSICAS, AMORES, DORES, DEVANEIOS. SE OS CANAIS ESTIVEREM ABERTOS, VAI PINTAR.

Mondo Pop- Quem são suas guitarristas favoritas, e qual delas mais te inspirou em termos musicais e de postura artística?
Marise Marra– ADORO A JENNIFER BATTEN, ACHO A MAIS FODA! MAS, PRA DIZER A VERDADE, NENHUMA GUITARRISTA ME INSPIROU.

marise marra - credito sergio kanazawa-400x

Mondo Pop- Porque ainda existem tão poucas guitarristas com espaços no cenário musical brasileiro? Será por causa de preconceito, ou mesmo por muitas desistirem devido às dificuldades existentes? O rock brasileiro é um “Clube do Bolinha” ou isso está mudando? E quem são suas roqueiras brasileiras preferidas, de todos os tempos?
Marise Marra– O “CLUBE DO BOLINHA” EXISTE SIM, NÃO SÓ NO ROCK. MAS NA MÚSICA BRASILEIRA EM GERAL. É PRECISO MAIS QUE TALENTO PRA FAZER PARTE DELE E ISSO NÃO VAI MUDAR. EMBORA A CENA INDEPENDENTE ESTEJA FORTE, DIFICILMENTE DIVIDIREMOS OS MESMO ESPAÇOS. NÃO ACREDITO QUE AINDA HÁ GUITARRISTAS QUE SE DEIXAM INTIMIDAR POR PRECONCEITO, ACHO POUCO PROVÁVEL. SE A MULHER TOCA BEM E DESEJA EXPOR O SEU TRABALHO, NADA PODE IMPEDIR QUANDO SE ACREDITA REALMENTE NO QUE FAZ; A NÃO SER QUE ELA SEJA UMA “MARIA MEDROSA”.

Mondo Pop Em trabalhos anteriores, você trabalhou com dois mestres do rock brasileiro, o Tony Babalu e o Luis Carlini. Como foi essa experiência? Gostaria de trabalhar com outros nomes do rock brasileiro? Quem?
Marise Marra– O BABALU PRODUZIU MEU PRIMEIRO ÁLBUM SOLO – NOITE PROIBIDA, E, ALÉM DE TER SIDO UMA EXPERIÊNCIA DIVERTIDA E SINGULAR (TRABALHAR COM ELE), FOI UM GRANDE APRENDIZADO. ELE É UM EXCELENTE MÚSICO, PRODUTOR, AMIGO, E É SEMPRE MUITO BOM TÊ-LO POR PERTO. SOU FÃ DO CARLINI DESDE CRIANÇA, É UM DE MEUS ÍDOLOS E UM VERDADEIRO GENTLEMAN! NOS CONHECEMOS ATRAVÉS DO BABALU, E DEPOIS DESTE DIA, NOS TORNAMOS GRANDES AMIGOS E NUNCA DEIXAMOS DE NOS FALAR. O CONVIDEI PARA GRAVAR LAP STEEL NA FAIXA AMARRAS DO CD ARREBATADOR E ELE EXECUTOU COM MAESTRIA… FICOU MARAVILHOSO! EU GOSTARIA DE COMPOR COM ARNALDO ANTUNES, LOBÃO E PAULO MIKLOS.

Mondo Pop- Como será o seu show de lançamento de Funny Love? Só tocará músicas do novo CD, teremos músicas dos três CDs, algum cover? Mais detalhes, por favor.
Marise Marra– NO REPERTÓRIO, HÁ VÁRIAS FAIXAS DO CD FUNNY LOVE, ENTRE ELAS AMOR BANDIDO, BURNING LIKE A STAR, ILHADO E A FAIXA TÍTULO . TAMBÉM TOCAREMOS UMA MÚSICA DO CD ARREBATADOR.

Mondo Pop- A faixa Bird é instrumental e encerra o álbum. Você pensa em um dia gravar um trabalho totalmente instrumental? E como surgiu a ideia de fechar o CD com um tema instrumental?
Marise Marra– PENSO SIM. ATÉ JÁ HAVIA INICIADO UM PROJETO INSTRUMENTAL ANTES DE GRAVAR O FUNNY LOVE, MAS, POR CONTA DA PRODUÇÃO APERTEI O PAUSE E RESOLVI DEIXAR PRA OUTRA OCASIÃO. COMPUS BIRD HÁ UNS DOIS ANOS E JÁ VINHA TOCANDO EM VÁRIOS SHOWS, INCLUSIVE NOS FESTIVAIS DA GUITAR PLAYER. GOSTO MUITO DESTA CANÇÃO E NÃO PUDE DEIXÁ-LA DE FORA, ATÉ PORQUE O FUNNY LOVE É BEM SOLTÃO, NÃO É CONCEITUAL E NÃO HOUVE UMA PREOCUPAÇÃO EM DEIXÁ-LO TÃO COERENTE. ELA ENCERRA O CD PORQUE TALVEZ NÃO SOASSE BEM EM OUTRA POSIÇÃO, E ACABA SENDO UMA SURPRESA PRA QUEM GOSTA DE GUITARRA.

Funny Love (ao vivo)- Marise Marra:

Bird (ao vivo)- Marise Marra:

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