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Fernanda Takai faz shows em SP para lançar seu novo DVD

Foto: Bruno Senna

Foto: Bruno Senna

Por Fabian Chacur

Fernanda Takai é daquelas artistas que adora trabalhar. Em 2017, ela não só lançou um novo CD com o Pato Fu, o adorável Música de Brinquedo 2, como também foi para a estrada divulgar o álbum (leia mais sobre este disco aqui). De quebra, ainda lançou um novo DVD solo, o excelente Na Medida do Impossível- Ao Vivo No Inhotim (leia a resenha aqui).

E é exatamente para divulgar esse trabalho individual que a cantora, compositora e musicista radicada há muito tempo em Minas Gerais volta a São Paulo após três meses. Os shows serão neste fim de semana no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, nº 195- fone 0xx11-3095-9400), sendo sexta (19) e sábado (20) às 21h e domingo (21) às 18h, com ingressos custando de R$ 12,00 a R$ 40,00.

Acompanhada por Larissa Horta (baixo e vocais), Lenis Rino (bateria e vocais), Camila Lordy (teclados) e Tiago Borba (guitarra, violões e vocais), Fernanda dará uma geral no repertório do DVD, incluindo Seu Tipo, Quase Desatento, Doce Companhia, Fui Eu e I Don’t Want To Talk About It, canção do saudoso Danny Whiten (da banda Crazy Horse, conhecida por seu trabalho com Neil Young) que fez sucesso em gravações de Rod Stewart e Everything But The Girl. A releitura de Takai entrou na trilha da novela global O Outro Lado do Paraíso.

I Don’t Want To Talk About It– Fernanda Takai:

Hyldon mostra grandes hits e belas canções recentes em SP

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Por Fabian Chacur

Abram alas, fãs de música boa de São Paulo, que Hyldon está chegando. Este grande cantor, compositor e músico estará na cidade nesta sexta (5) às 21h para dar uma geral em seus maiores sucessos e também mostrar momentos bacanas de seu excelente novo álbum, As Coisas Simples da Vida. O local é o teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos custando de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Aos 66 anos de idade, Hyldon integra a santíssima trindade da soul music à brasileira ao lado de Tim Maia e Cassiano, músicos dos quais ele era amigo e parceiro, por sinal. O artista baiano radicado no Rio estourou em 1975 com o incrível álbum Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, um clássico da música brasileira que traz como destaques três hits mortais: a faixa título, As Dores do Mundo e Na Sombra de Uma Árvore

Ao contrário de outros artistas desse setor, ele não ficou eternamente apegado ao passado, e se manteve produzindo bons trabalhos, que se não conseguiram o sucesso merecido certamente agradaram em cheio os ouvidos mais descolados. As Coisas Simples da Vida (leia a resenha de Mondo Pop aqui) é simplesmente maravilhoso.

Hyldon será acompanhado basicamente pela mesma banda que gravou com ele seu trabalho atualmente em fase de divulgação, composta pelos ótimos Guinho Tavares (guitarra, violão e vocal), Felipe Marques (bateria), Ramon Torres (baixo, o mais novo do time), Márcio Pombo (piano, órgão e sintetizadores), Diogo Gomes (flugelhorn e trompete) e Rodrigo Revelles (flauta e sax). Para não perder!

As Coisas Simples da Vida– Hyldon:

Guilherme Arantes fará show gratuito no Ibirapuera em SP

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Por Fabian Chacur

Quem gosta de música pop de qualidade e gostaria de ver shows bem bacanas no próximo sábado(2/12) em São Paulo sem gastar um tostão tem uma ótima opção. Será no Parque do Ibirapuera-Arena de Eventos (avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº- Portão 10- próximo do Museu Afro Brasileiro) a partir das 16h. No programa, Rodrigo Pitta e Guilherme Arantes.

As apresentações fazem parte do Projeto Flui SP, criado pela Dançar Marketing, patrocinado pela empresa Lorenzetti e viabilizado através do Proac ICMS. Fazer da arte uma ferramenta de comunicação para a construção de uma sociedade melhor e mais responsável sobre o consumo de água é como os criadores definem sua ação. A ideia é ajudar na conscientização da sociedade sobre a necessidade do uso responsável das reservas naturais de água do planeta.

Rodrigo Pitta é um poeta, compositor, cantor e dramaturgo que já lançou dois CDs autorais e teve cinco músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas globais. Ligado nas questões ambientais, ele tem em seu repertório as músicas Água Tudo e Água Gasolina, que certamente integrarão o set list de seu show no Parque do Ibirapuera.

Ironicamente rotulada como “hino da Sabesp” pelo irreverente crítico e jornalista Maurício Kubrusly, a canção Planeta Água é na verdade uma belíssima exaltação a um dos mais preciosos bens que a natureza nos proporciona. Com ela, Guilherme Arantes obteve o 2º lugar no festival global MPB Shell de 1981. Os aplausos destinados ao artista e também as vaias dirigidas a Lucinha Lins e à música que interpretada por ela venceu o evento, Purpurina, entraram para a história.

Na estrada há mais de 40 anos, Guilherme possui um repertório repleto de hits inesquecíveis, como Meu Mundo e Nada Mais, Cuide-se Bem, Amanhã, Cheia de Charme, Um Dia Um Adeus e tantos outros. Com ótimas composições e grande competência como tecladista e cantor, ele se firmou como um dos melhores artistas pop brasileiros, e nos últimos anos realizou a façanha de atrair as atenções de uma nova geração, ávida por curtir suas belas letras e melodias.

Planeta Água (ao vivo)- Guilherme Arantes:

Prêmio Grão de Música 2017 faz evento para vencedores

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Por Fabian Chacur

Mesmo com o advento da internet, ainda são difíceis os espaços para compositores e intérpretes de talento reconhecido. A grande mídia com muita frequência prefere dar oportunidades a apenas um pequeno elenco, enquanto inúmeros artistas de qualidade ficam à margem. Por isso, iniciativas como o Prêmio Grão de Música merecem todo o apoio. Sua 4ª edição será celebrada com a entrega de troféus aos 15 vencedores, com shows de três deles. Rola neste sábado (25) em São Paulo a partir das 19h na Sala Olido (Avenida São João, nº 473- Centro- fone 0xx11-3331-8399), com ingressos gratuitos.

A premiação teve idealização e realização a cargo da cantora e compositora paraibana Socorro Lira, que se vale de recursos e esforços próprios para viabilizar seu projeto. A ideia é destacar anualmente artistas, iniciantes ou veteranos, pelo conjunto de suas obras, e abrange compositores, compositoras e intérpretes oriundos do país inteiro.

Nesta edição, por exemplo, os 15 vencedores são oriundos de 12 estados diferentes. A identidade visual da premiação como um todo fica a cargo do genial designer gráfico e ilustrador Elifas Andreato, que assinou capas de discos de nomes do porte de Elis Regina, Paulinho da Viola e Martinho da Vila, entre muitos outros.

Os shows na Sala Olido ficarão a cargo de Estela Ceregatti, Calé Alencar e Áurea Martins. Cada artista recebe um troféu confeccionado com bronze e a inclusão de uma faixa em uma coletânea com canções dos vencedores, disponível gratuitamente pela via virtual e também no formato CD. Saiba mais sobre essa importante premiação aqui.

Eis os vencedores do Prêmio Grão de Música 2017, e as faixas que cada um interpretou na coletânea produzida pelo evento, com capa assinada por Elifas Andreato que ilustra este post:

01. Flor de Romã (Bartholomeu Mendonça) com Wilma Araújo (Maceió-AL)
02. Não Nasci para o Amor (Juliano Holanda e Thiago Emanoel Martins) com Almério (Caruaru-PE)
03. Vasta Ilha (Ian Faquini e Mauro Aguiar) com Paula Santoro (Belo Horizonte-MG)
04. Viola Quebrada (Mário de Andrade) com Cida Moreira (São Paulo-SP)
05. Cartão Postal (Joésia Ramos e Maria Cristina Gama) com Joésia Ramos(Aracaju-SE)
06. Bola no Bola (Vidal Assis e Hermínio Belo de Carvalho) com Áurea Martins (Rio de Janeiro-RJ)
07. Pé de Crioula (Ana Paula da Silva e Sérgio Almeida) com Ana Paula da Silva
08. Negra (Calé Alencar) com Calé Alencar (Fortaleza-CE)
09. Cunhantã (Zeca Torres, Aníbal Beça e Thiago de Mello) com Márcia Siqueira (Manaus-AM)
10. Milonga Flor (Érlon Péricles) com João Triska (Curitiba-PR)
11. Corpo (Déa Trancoso) com Déa Trancoso (Almenara-MG)
12. Açoite da Brisa Monte (Jânio Arapiranga) com Jânio Arapiranga (Arapiranga-Rio de Contas-BA)
13. Os Desejos da Mulher (Mocinha de Passira) com Mocinha de Passira e Luzivan Matias (Passira-PE)
14. Noite de São João (Fred Martins e Alberto Caieiro) com Fred Martins (Niterói-RJ)
15. Segundo Quarto (Estela Ceregatti) com Estela Ceregatti (Cuiabá-MT)

Viola Quebrada (ao vivo)- Cida Moreira:

Manifesto Bar realiza a sua 1ª feira do vinil nesta quarta (15)

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Por Fabian Chacur

Aberto em 1994, o Manifesto Bar é um espaço sempre aberto para shows de rock, tanto de bandas autorais como de artistas cover nacionais e internacionais. Até o lendário grupo Jefferson Starship se apresentou naquele palco. Agora, o espaço será aberto para a sua primeira Feira do Vinil, que será realizada nesta quarta (15), em pleno feriadão, das 15 às 22h, com entrada gratuita. O endereço é rua Iguatemi, nº 36- Itaim Bibi- fone 0xx11-3168-9595.

O visitante terá a oportunidade de ver o acervo de diversos expositores especializados em vários estilos musicais, com ênfase no velho e bom rock and roll. Além dos LPs e também dos CDs, também teremos por lá flash day tattoo e venda de camisetas e outros acessórios ligados ao rock. Uma boa oportunidade para você procurar aquele disco raro do REO Speedwagon, por exemplo, ou da sua banda favorita, seja ela qual for. Isso, em um espaço agradável e de fácil acesso.

Tough Guys– REO Speedwagon:

João Suplicy lança o novo CD com show único no MIS (SP)

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Por Fabian Chacur

Após cerca de oito anos dedicados ao Brothers Of Brazil, dupla que montou com o irmão Supla, João Suplicy resolveu retomar a carreira-solo. O primeiro fruto dessa nova frase é o ótimo CD João, que ele apresenta em São Paulo com um show que rola nesta quarta-feira (8) às 20h no Auditório do MIS (avenida Europa, nº 158- Jardins- fone 0xx11-2117-4777), com entrada gratuita.

Na verdade, acaba sendo uma espécie de volta à origem, pois João iniciou sua trajetória discográfica com um trabalho individual, Musiqueiro (1999), e aos poucos se firmou no cenário musical paulista, lançando álbuns elogiados como Cafezinho (2002) e Caseiro (2005). Além de fazer inúmeros shows e gravar CDs com o Brothers Of Brazil, ele também lançou o álbum João Suplicy & The Hound Dogs (2015).

O álbum João traz 14 faixas e uma capa homenageando o saudoso astro americano do country e do rock Johnny Cash. O repertório autoral é bem diversificado, com fortes elementos de rockabilly, várias subdivisões da MPB, pop e rock. Um Abraço e Um Olhar conta com a participação de Zeca Baleiro e rendeu um divertido clipe, e Dicionário do Amor é um dueto com a ótima Marina de La Riva.

No show, o irmão mais novo de Supla terá a seu lado João Moreira (baixo) e Danilo Moura (percuteria e vocais), além dele próprio nos vocais e no violão, que volta e meia toma a sonoridade de uma guitarra. Fernanda Kostchak, violinista do Vanguart, marcará presença, repetindo sua participação no CD em Tudo ou Nada. O repertório também terá releituras de Elvis Presley e Tom Jobim, entre outros.

Um Abraço e Um Olhar– João Suplicy e Zeca Baleiro:

Megadeth mostra Dystopia e seus hits em São Paulo e Rio

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Por Fabian Chacur

Vivendo ótima fase em sua carreira, a banda americana de thrash metal Megadeth volta ao Brasil para shows no dia 31/10 (terça-feira) às 22h em São Paulo, no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- fone 0xx11-3864-5566), com ingressos de R$ 100,00 a R$ 400,00, e no dia 1º/11 (quarta-feira) às 22h no Rio de Janeiro no Vivo Rio (avenida Infante Dom Henrique, nº 85- Parque do Flamengo- fone 0x21-2272-2901), com ingressos de R$ 220,00 a R$ 400,00.

Os shows fazem parte da turnê de divulgação do álbum Dystopia (2016), que marcou a entrada no time de dois novos integrantes: o guitarrista brasileiro Kiko Loureiro, do Angra, e o baterista belga Dirk Verbeuren, que fez parte da banda Soilwork. O primeiro CD da nova escalação e 15º trabalho de estúdio do grupo atingiu o terceiro lugar nos EUA, além de render a eles seu primeiro Grammy, após onze tentativas anteriores, todas mal sucedidas. Loureiro entrou com moral no Megadeth, pois é o coautor de três das onze faixas desse disco.

A banda, liderada pelo guitarrista e vocalista Dave Mustaine e completada por outro fundador do time, o baixista David Ellefson (que só ficou fora do quarteto entre 2002 e 2010), surgiu em 1983, e foi uma das pioneiras e mais influentes formações do thrash metal, ao lado do Metallica (da qual Mustaine fez parte e foi expulso antes da gravação de seu primeiro álbum), Slayer e Anthrax.

Seu maior sucesso veio em 1992, quando seu quinto CD, Countdown To Extinction chegou ao segundo lugar na parada americana, impulsionada pelo hit Symphony Of Destruction. Mesmo com alterações em sua escalação, o Megadeth sempre se manteve no topo das paradas de rock pesado, e em 2010 participou do histórico The Big Four, shows que reuniram as quatro maiores bandas do universo do thrash metal.

Dystopia (clipe)- Megadeth:

Pato Fu faz uma maratona de Música de Brinquedo em SP

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Por Fabian Chacur

O Patu Fu fará uma verdadeira maratona em São Paulo para lançar na cidade seu mais recente trabalho. Aproveitando o feriado prolongado, o grupo mineiro apresentará de quinta (12) a domingo (15), com duas sessões diárias (em horários do tipo matinê) o repertório de Música de Brinquedo 2. O local é o Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6300), com ingressos de R$ 12,00 a R$ 40,00.

O novo álbum da badalada banda encabeçada por Fernanda Takai e John Ulhoa dá sequência ao álbum inicial lançado em 2010. O conceito permanece o mesmo, que é trazer releituras de clássicos da música pop nacional e internacional interpretados com o auxílio de diversos tipos de brinquedos, instrumentos em miniatura e kazoos, criando assim uma sonoridade divertida e bastante lúdica. O grande sucesso da investida original justifica essa continuação.

Música de Brinquedo 2, lançado pela gravadora Deck em CD e nas plataformas digitais, traz onze faixas deliciosas e inesperadas. Entre outras, temos Palco (Gilberto Gil), Livin’ La Vida Loca (Ricky Martin), Rock da Cachorra (Eduardo Dussek), Mamãe Natureza (Rita Lee) e Every Breath You Take (The Police), com arranjos que agradarão os adultos e também as crianças, pois incluem vocais infantis.

Nos shows, que trarão em seu set list músicas dos dois CDs, o grupo terá Takai, Ulhoa e Ricardo Koctus (o trio que iniciou a banda, há mais de 20 anos) acompanhado por Glauco Mendes (bateria), Richard Neves (teclados) e dois convidados especialíssimos: os bonecos/monstrinhos Groco e Ziglo, criados pelo grupo Giramundo de Bonecos. Uma boa dica para quem quiser comemorar o Dia da Criança acompanhado por seus filhos, sobrinhos, netos e quetais.

Livin’ La Vida Loca– Pato Fu:

The Who não morreu e chega à maturidade com categoria

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Por Fabian Chacur

Ah, a juventude. Nela, dizemos coisas que nem sempre são realmente sinceras. Em 1965, Pete Townshend afirmou, na letra de seu hit My Generation: “hope I die before I get old” (espero morrer antes de ficar velho). Que bom esse “desejo” não ter se concretizado. Dessa forma, enfim os brasileiros puderam ver o seu grupo, o The Who, mais de 50 anos após o seu surgimento. E valeu a pena aguardar tanto. Que maturidade e que categoria!

Em São Paulo, na noite desta quinta-feira (21), o público presente ao Allianz Parque estava lá para ver o The Who. Antes, tivemos a eficiência insossa do hard rock grungeado do Alter Bridge e a vibração e pegada do hard gótico do The Cult. Este segundo agradou bastante, com hits como She Sells Sanctuary, Love Removal Machine, Phoenix, Sweet Soul Sister e Wild Flower. Fizeram um show compacto e ótimo. Mas eles já nos visitaram algumas vezes. A novidade era outra.

E pontualmente às 21h30, com I Can’t Explain (exatamente o primeiro single da carreira da banda, de 1965), enfim Roger Daltrey e Pete Townshend pisaram em um palco brasileiro. Infelizmente, Keith Moon e John Entwistle já não se encontram mais entre nós, mas seus ex-colegas sabem como carregar um legado tão poderoso como o desta banda britânica, acompanhados por um timaço que traz Simon Townshend (irmão de Pete) e Zack Starkey.

Zack, filho de Ringo Starr, é uma das explicações pela qual a atual encarnação do The Who está tão empolgante. Ele conseguiu pegar a essência do estilo do inimitável dínamo Keith Moon, e com a energia de quem tem 20 anos a menos do que seus dois patrões, equivale ao motorzinho do time, energizando os colegas e não deixando a peteca ir ao chão em momento algum.

O show deu um mergulho na história da banda de 1965 a 1982. A amostra dessa obra tão consistente é um ode ao talento de Townshend como compositor. Versátil, o cara começou com rocks ágeis e simples, precursores do que depois recebeu o rótulo de power pop.

Depois, mergulhou na psicodelia, ajudou a formatar as óperas-rock, flertou com o rock progressivo e o hard rock, inspirou o punk rock, escreveu baladas maravilhosas, e investiu em versos que vão do amor à filosofia, com direito ao atualíssimo protesto de Won’t Get Fooled again, por exemplo. Rock eletrônico, new wave, essa mistura é original e única.

Townshend é um compositor que usa a guitarra a favor das canções. Seu estilo de tocar é sem frescuras nem exibicionismos fúteis, embora capaz de empolgar com seus power chords ou solos envolventes. De quebra, ainda canta, e muito bem, por sinal, embora a concorrência na banda seja bastante desleal

Por outro lado, reafirmo pela milésima vez: Roger Daltrey é um dos vocalistas mais subestimados da história do rock. Dificilmente é citado entre os melhores. Uma baita injustiça. A capacidade que esse cara tem de emocionar os fãs com sua bela voz é algo de impressionar. E também sem exibicionismos ou tecnicismos bestas. A voz também a favor das canções. Coisa linda!

Em Sampa City, foram aproximadamente duas horas de rock and roll que simplesmente deixaram o público presente ao Allianz Parque de queixo caído. Sim, com seus celulares o tempo todo filmando e tirando fotos, costume às vezes irritante. Mas gostando e urrando, em especial durante as músicas mais conhecidas da maioria, como Who Are You, Baba O’Riley, Won’t Get Fooled Again, Pinball Wizard e See Me Feel Me.

O show deste sábado (23), no Rock in Rio, teve de ser reduzido em mais de 20 minutos devido ao fato de, horror dos horrores, esse time histórico e clássico ter sido escalado para ficar encaixotado entre o roquinho insosso do Sucubus e a milésima apresentação do Guns N’ Roses no Brasil. Mesmo assim, e diante de uma plateia que estava lá para ver Axl, Slash e sua turma, deram conta do recado com a categoria de quem soube envelhecer com honra. Baita show! Mas Medina e sua turma não deram a chance de nem um bis para o grupo. Vergonha!

Quem por ventura perdeu, que dê uma de Kleiton & Kledir: vá para Porto Alegre e tchau. Pete Townshend e sua trupe do bem tocam na cidade nesta terça (26). E quem perder, provavelmente vai ficar chupando o dedo, pois pelo teor do papo do guitarrista em entrevista ao Multishow logo após a sua excelente performance, a ideia dele é tirar um período sabático e cuidar de carreira solo. Mas mesmo que seja o fim, que fim para uma incrível jornada!

Setlist do show de São Paulo:
Início: 21h30

I Can’t Explain
The Seeker
Who Are You
The Kids Are Alright
I Can See For Miles
My Generation (com trechos de Cry If You Want)
Bargain
Behind Blue Eyes
Join Together
You Better You Bet
I’m One
The Rock
Love Reign O’er Me
Eminence Front
Amazing Journey
Sparks
Pinball Wizard
See Me, Feel Me
Baba O’Riley
Won’t Get Fooled Again

bis

5:15
Substitute final: 23h30 (aproximado)

Set List Rock In Rio

Início: 22h41

I Can’t Explain
Substitute
The Kids Are Alright
I Can See For Miles
My Generation (com trechos de Cry If You Want)
Bargain
Behind Blue Eyes
Join Together
You Better You Bet
I’m One
5:15
Love Reign O’er Me
Amazing Journey
Sparks
Pinball Wizard
See Me Feel Me
Baba O’Riley
Won’t Get Fooled Again
final: 00h17

Baba O’Riley (ao vivo-SP)- The Who:

2º Busker Fest reúne músicos de rua no Bourbon Street (SP)

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Por Fabian Chacur

Busker é o termo em inglês usado para denominar os músicos de rua. Paul McCartney até fez uma música, a ótima Move Over Busker (do álbum Press To Play, de 1986),inspirado nesse tema. Como forma de mostrar alguns artistas que tocaram ou ainda tocam nas ruas de São Paulo, surgiu o Busker Fest, cuja segunda edição será realizada neste domingo (3) a partir das 17h no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 194- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com couvert artístico a R$ 45,00.

O Busker Fest é realizado a partir de uma parceria entre o Bourbon Street e o projeto Artistas na Rua, criado em 2010 pelo artista Celso Reeks e pelo jornalista James Lima, este último um profissional experiente que já atuou em diversas gravadoras e produtoras musicais. O objetido de Lima e Reeks é difundir e valorizar o trabalho dos artistas que tocam nas ruas, praças e parques de São Paulo, e conta com uma plataforma online (www.artistasnarua.com.br) e canais próprios nas redes sociais. Com Ana Catarina, eles também criaram a produtora Giro8, especializada em ocupação urbana.

O elenco do 2º Busker Fest é bem diversificado. O duo Sax In The Beats, por exemplo, traz John Paiva tocando bateria com uma fantasia de cavalo (Cavalo Beats) e Nilton Cezar Dusax mandando bala em seu saxofone vestido de Panda (Panda Sax). Com muita musicalidade e irreverência, eles já fizeram apresentações em diversos estados brasileiros com um repertório variado.

Por sua vez, a Banda Cuca Monga (FOTO) investe em uma sonoridade acústica inspirada no dixieland, uma das vertentes mais tradicionais e dançantes do jazz. Também incorporando um jeitão circense às suas performances musicais, eles trazem como líder um palhaço banjoísta, e trazem como seu lema uma frase bem bacana: “música para alegria”.

Com apenas 18 anos de idade, a cantora e compositora Maraia Takai é oriunda da cidade de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, onde iniciou suas aventuras musicais. Em 2014, mudou-se com o pai para São Paulo. Ela investe em repertório próprio, influenciada por Aretha Franklin e Amy Winehouse, e lançará em breve seu primeiro EP.

Na estrada desde 2010, iniciando a carreira tocando nas ruas, o grupo Mustache e os Apaches conta com dois CDs e dois compactos em seu currículo. Estão no time Axel Flag (voz, percussão e viola), Jack Rubens (bandolim, lap steel, dobro, guitarra e voz), Lumineiro (washbord, bateria e voz), Pedro Pastoriz (banjo, guitarra, kazoo e voz) e Tomas Oliveira (baixo, piano e voz). O seu som é uma deliciosa mistura de blues, samba, música cigana, música moura e muito mais.

Twang– Mustache e os Apaches:

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