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The Who não morreu e chega à maturidade com categoria

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Por Fabian Chacur

Ah, a juventude. Nela, dizemos coisas que nem sempre são realmente sinceras. Em 1965, Pete Townshend afirmou, na letra de seu hit My Generation: “hope I die before I get old” (espero morrer antes de ficar velho). Que bom esse “desejo” não ter se concretizado. Dessa forma, enfim os brasileiros puderam ver o seu grupo, o The Who, mais de 50 anos após o seu surgimento. E valeu a pena aguardar tanto. Que maturidade e que categoria!

Em São Paulo, na noite desta quinta-feira (21), o público presente ao Allianz Parque estava lá para ver o The Who. Antes, tivemos a eficiência insossa do hard rock grungeado do Alter Bridge e a vibração e pegada do hard gótico do The Cult. Este segundo agradou bastante, com hits como She Sells Sanctuary, Love Removal Machine, Phoenix, Sweet Soul Sister e Wild Flower. Fizeram um show compacto e ótimo. Mas eles já nos visitaram algumas vezes. A novidade era outra.

E pontualmente às 21h30, com I Can’t Explain (exatamente o primeiro single da carreira da banda, de 1965), enfim Roger Daltrey e Pete Townshend pisaram em um palco brasileiro. Infelizmente, Keith Moon e John Entwistle já não se encontram mais entre nós, mas seus ex-colegas sabem como carregar um legado tão poderoso como o desta banda britânica, acompanhados por um timaço que traz Simon Townshend (irmão de Pete) e Zack Starkey.

Zack, filho de Ringo Starr, é uma das explicações pela qual a atual encarnação do The Who está tão empolgante. Ele conseguiu pegar a essência do estilo do inimitável dínamo Keith Moon, e com a energia de quem tem 20 anos a menos do que seus dois patrões, equivale ao motorzinho do time, energizando os colegas e não deixando a peteca ir ao chão em momento algum.

O show deu um mergulho na história da banda de 1965 a 1982. A amostra dessa obra tão consistente é um ode ao talento de Townshend como compositor. Versátil, o cara começou com rocks ágeis e simples, precursores do que depois recebeu o rótulo de power pop.

Depois, mergulhou na psicodelia, ajudou a formatar as óperas-rock, flertou com o rock progressivo e o hard rock, inspirou o punk rock, escreveu baladas maravilhosas, e investiu em versos que vão do amor à filosofia, com direito ao atualíssimo protesto de Won’t Get Fooled again, por exemplo. Rock eletrônico, new wave, essa mistura é original e única.

Townshend é um compositor que usa a guitarra a favor das canções. Seu estilo de tocar é sem frescuras nem exibicionismos fúteis, embora capaz de empolgar com seus power chords ou solos envolventes. De quebra, ainda canta, e muito bem, por sinal, embora a concorrência na banda seja bastante desleal

Por outro lado, reafirmo pela milésima vez: Roger Daltrey é um dos vocalistas mais subestimados da história do rock. Dificilmente é citado entre os melhores. Uma baita injustiça. A capacidade que esse cara tem de emocionar os fãs com sua bela voz é algo de impressionar. E também sem exibicionismos ou tecnicismos bestas. A voz também a favor das canções. Coisa linda!

Em Sampa City, foram aproximadamente duas horas de rock and roll que simplesmente deixaram o público presente ao Allianz Parque de queixo caído. Sim, com seus celulares o tempo todo filmando e tirando fotos, costume às vezes irritante. Mas gostando e urrando, em especial durante as músicas mais conhecidas da maioria, como Who Are You, Baba O’Riley, Won’t Get Fooled Again, Pinball Wizard e See Me Feel Me.

O show deste sábado (23), no Rock in Rio, teve de ser reduzido em mais de 20 minutos devido ao fato de, horror dos horrores, esse time histórico e clássico ter sido escalado para ficar encaixotado entre o roquinho insosso do Sucubus e a milésima apresentação do Guns N’ Roses no Brasil. Mesmo assim, e diante de uma plateia que estava lá para ver Axl, Slash e sua turma, deram conta do recado com a categoria de quem soube envelhecer com honra. Baita show! Mas Medina e sua turma não deram a chance de nem um bis para o grupo. Vergonha!

Quem por ventura perdeu, que dê uma de Kleiton & Kledir: vá para Porto Alegre e tchau. Pete Townshend e sua trupe do bem tocam na cidade nesta terça (26). E quem perder, provavelmente vai ficar chupando o dedo, pois pelo teor do papo do guitarrista em entrevista ao Multishow logo após a sua excelente performance, a ideia dele é tirar um período sabático e cuidar de carreira solo. Mas mesmo que seja o fim, que fim para uma incrível jornada!

Setlist do show de São Paulo:
Início: 21h30

I Can’t Explain
The Seeker
Who Are You
The Kids Are Alright
I Can See For Miles
My Generation (com trechos de Cry If You Want)
Bargain
Behind Blue Eyes
Join Together
You Better You Bet
I’m One
The Rock
Love Reign O’er Me
Eminence Front
Amazing Journey
Sparks
Pinball Wizard
See Me, Feel Me
Baba O’Riley
Won’t Get Fooled Again

bis

5:15
Substitute final: 23h30 (aproximado)

Set List Rock In Rio

Início: 22h41

I Can’t Explain
Substitute
The Kids Are Alright
I Can See For Miles
My Generation (com trechos de Cry If You Want)
Bargain
Behind Blue Eyes
Join Together
You Better You Bet
I’m One
5:15
Love Reign O’er Me
Amazing Journey
Sparks
Pinball Wizard
See Me Feel Me
Baba O’Riley
Won’t Get Fooled Again
final: 00h17

Baba O’Riley (ao vivo-SP)- The Who:

2º Busker Fest reúne músicos de rua no Bourbon Street (SP)

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Por Fabian Chacur

Busker é o termo em inglês usado para denominar os músicos de rua. Paul McCartney até fez uma música, a ótima Move Over Busker (do álbum Press To Play, de 1986),inspirado nesse tema. Como forma de mostrar alguns artistas que tocaram ou ainda tocam nas ruas de São Paulo, surgiu o Busker Fest, cuja segunda edição será realizada neste domingo (3) a partir das 17h no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 194- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com couvert artístico a R$ 45,00.

O Busker Fest é realizado a partir de uma parceria entre o Bourbon Street e o projeto Artistas na Rua, criado em 2010 pelo artista Celso Reeks e pelo jornalista James Lima, este último um profissional experiente que já atuou em diversas gravadoras e produtoras musicais. O objetido de Lima e Reeks é difundir e valorizar o trabalho dos artistas que tocam nas ruas, praças e parques de São Paulo, e conta com uma plataforma online (www.artistasnarua.com.br) e canais próprios nas redes sociais. Com Ana Catarina, eles também criaram a produtora Giro8, especializada em ocupação urbana.

O elenco do 2º Busker Fest é bem diversificado. O duo Sax In The Beats, por exemplo, traz John Paiva tocando bateria com uma fantasia de cavalo (Cavalo Beats) e Nilton Cezar Dusax mandando bala em seu saxofone vestido de Panda (Panda Sax). Com muita musicalidade e irreverência, eles já fizeram apresentações em diversos estados brasileiros com um repertório variado.

Por sua vez, a Banda Cuca Monga (FOTO) investe em uma sonoridade acústica inspirada no dixieland, uma das vertentes mais tradicionais e dançantes do jazz. Também incorporando um jeitão circense às suas performances musicais, eles trazem como líder um palhaço banjoísta, e trazem como seu lema uma frase bem bacana: “música para alegria”.

Com apenas 18 anos de idade, a cantora e compositora Maraia Takai é oriunda da cidade de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, onde iniciou suas aventuras musicais. Em 2014, mudou-se com o pai para São Paulo. Ela investe em repertório próprio, influenciada por Aretha Franklin e Amy Winehouse, e lançará em breve seu primeiro EP.

Na estrada desde 2010, iniciando a carreira tocando nas ruas, o grupo Mustache e os Apaches conta com dois CDs e dois compactos em seu currículo. Estão no time Axel Flag (voz, percussão e viola), Jack Rubens (bandolim, lap steel, dobro, guitarra e voz), Lumineiro (washbord, bateria e voz), Pedro Pastoriz (banjo, guitarra, kazoo e voz) e Tomas Oliveira (baixo, piano e voz). O seu som é uma deliciosa mistura de blues, samba, música cigana, música moura e muito mais.

Twang– Mustache e os Apaches:

Almir Sater mostra seus hits e solos no Rio e em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Quando a viola caipira é o tema, um nome que sempre vem à tona é o de Almir Sater. O cantor e compositor é considerado não só um dos grandes mestres desse instrumento musical, mas também um dos responsável pela sua popularização nos grandes centros urbanos. Ele mostra seus sucessos e seus solos incríveis em show nesta quinta (24) às 21h no Rio no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160- Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100),com ingressos de R$ 60,00 a R$ 200,00) e nesta sexta (25) e sábado (26) às 21h em São Paulo no Teatro Bradesco (Rua Palestra Itália, nº 500- 3º piso- Bourbon Shopping São Paulo- fone 4003-1212), com ingressos de R$ 45,00 a R$ 180,00.

E pensar que este artista natural de Campo Grande (MS) quase virou advogado… Ele estudou com este intuito no Rio durante quase três anos, mas acabou percebendo que a música era o melhor caminho para si. E em 1981, lançou o seu primeiro álbum, Estradeiro. Aos poucos, foi cativando o público urbano com sua mistura de música de raiz com MPB e até um pouquinho de country music na mistura.

Em 1988, participou do Free Jazz Festival. No ano seguinte, gravou em Nashville, a capital mundial da música country, seu álbum Rasta Bonito (1989). Sua atuação nas novelas Pantanal (1990) e A História de Ana Raio e Zé Trovão (1991) ajudou a impulsionar ainda mais sua popularidade, que atingiu um ponto bem alto com o lançamento do álbum Almir Sater ao Vivo (1992) pela Sony Music.

Além de seus discos solo, ele marcou presença em trabalhos de artistas como Sergio Reis, Roberto Carlos, Daniel e Chitãozinho & Xororó, além de ter uma música gravada pela estrela da MPB Maria Bethânia. Ele participou do DVD Emoções Sertanejas, do Rei, e gravou em 2015 o álbum AR em parceria com o velho amigo e parceiro Renato Teixeira.

O repertório dos shows de Almir Sater no Rio e em São Paulo trará em seu repertório músicas como Chalana, Um Violeiro Toca, Tocando Em Frente e outros sucessos desse mesmo naipe. Além do próprio artista, que se incumbirá dos vocais e da viola caipira, teremos a seu lado uma banda composta por Rodrigo Sater (violão), Guilherme Cruz (violão), Marcelus Anderson (acordeon) e Reginaldo Feliciano (baixo).

Um Violeiro Toca (ao vivo)- Almir Sater:

Amilton Godoy e Léa Freire e seu show em SP do novo CD

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Por Fabian Chacur

Léa Freire e Amilton Godoy se conheceram quando a primeira era aluna do CLAM (Centro Livre de Aprendizagem em Música), escola da qual o segundo é um dos criadores. Desde então, surgiu uma grande amizade e admiração entre os dois que acaba de gerar um segundo álbum, A Mil Tons. O show de lançamento em São Paulo ocorre nesta terça-feira (15) às 21h no Tupi Or Not Tupi (rua Fidalga, nº 360- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 40,00.

O primeiro álbum em parceria de Léa e Amilton saiu em 2013. Intitulado Amilton Godoy e a Música de Léa Freire, traz apenas composições dela. Nesta segunda experiência, coube ao consagrado pianista assinar todas as composições e arranjos. A formação é na base do piano do autor das músicas com a flauta da parceira. O resultado é um trabalho delicioso que reúne 10 faixas, sendo uma inédita, Três Irmãos, e outras extraídas de várias fases da trajetória de Amilton, incluindo Teste de Som, que o Zimbo Trio tocava nas passagens de som de seus shows.

Amilton Godoy se tornou conhecido no Brasil e no mundo como integrante do Zimbo Trio, que criou em 1964 ao lado de Rubens Barsotti (bateria) e Luiz Chaves (baixo). Uma das grandes referências da música instrumental brasileira, o grupo gravou inúmeros trabalhos e fez shows pelos quatro cantos do planeta. Ele também foi um dos fundadores do CLAM, e desde 2013 lidera o Amilton Godoy Trio, que lançou seu primeiro CD naquele mesmo ano e promete o segundo para breve.

Por sua vez, Léa Freire estudou piano e violão até se envolver com a flauta, instrumento no qual é autodidata. Além de desenvolver uma sólida carreira solo e compor com desenvoltura, ela também é integrante do Quinteto Vento Em Madeira, que acaba de lançar um novo CD, Arraial. Há 20 anos, criou o selo Maritaca, que lançou quase 50 títulos dela e de outros artistas, sempre prezando pela qualidade artística. Ela é parceira da grande Joyce Moreno, que já gravou várias músicas compostas pelas duas.

Caucaia do Alto (ao vivo)- Amilton Godoy e Léa Freire:

Toninho Horta lança luxuoso songbook com show em SP

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Por Fabian Chacur

Virtuose é aquele termo que você só associa a grandes músicos, daqueles que tiram do instrumento que tocam aqueles sons impossíveis nas mãos dos medianos da vida. Toninho Horta mais do que merece esse adjetivo acoplado ao seu nome. Ele e seu quinteto tocam nesta terça (15) às 21h30 em São Paulo com o intuito de lançar o Songbook 108 Partituras. O local será o Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos a R$ 70,00.

Além de Toninho (guitarras elétrica e acústica), teremos no palco Marcelo Soares (contrabaixos acústico e elétrico), Sergio Machado (bateria), Lisandro Massa (teclados) e Marquinhos Sax (sax), além de convidados especiais cujos nomes não foram divulgados previamente. No repertório, clássicos do repertório do cantor, músico e compositor mineiro, com direito a vários momentos dedicados ao som instrumental. Tem tudo para ser uma noitada daquelas.

Nascido em Belo Horizonte em 2 de dezembro de 1948, Toninho Horta já era musico profissional aos 16 anos de idade, tocando em sua cidade natal. Lá, conheceu Milton Nascimento, com quem compôs logo de cara a música Segue Em Paz. No início dos anos 1970, mudou-se para o Rio de Janeiro. Integrou a banda de Elis Regina, e participou do álbum Ela (1971), aquele que traz como destaque o grande sucesso Madalena (Ivan Lins-Ronaldo Monteiro de Souza).

Em 1972, participou do seminal Clube da Esquina, do Bituca de Três Pontas, e também lançou um álbum com outros três amigos, o hoje histórico Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta (1973). Após participar de vários projetos alheios, lançou em 1979 o seu primeiro LP solo, Terra dos Pássaros. A partir daí, lançaria diversos projetos, tanto individuais como em parceria com outros artistas.

Aprimorando seus conhecimentos teóricos no exterior, Toninho também se tornou bastante conhecido fora das nossas fronteiras, cativando fãs do calibre de Wayne Shorter, Pat Metheny, George Benson, Herbie Hancock e os brasileiros radicados no exterior Sergio Mendes, Eliane Elias, Flora Purim, Airto Moreira e outros. No Brasil, também gravou e tocou com Maria Bethânia, Edu Lobo, Gal Costa e Nana Caymmi, só para citar alguns.

Além de guitarrista e violonista com profundas e bem digeridas influências de bossa nova, jazz e MPB, Horta também é um desses compositores iluminados, sendo o autor de maravilhas do porte de Beijo Partido (regravada por Milton Nascimento, Nana Caymmi e muitos outros) e Manuel O Audaz, só para citar duas daquelas pérolas que nos cativam logo nos primeiros acordes.

O Songbook 108 Partituras traz, além de 108 músicas transcritas em partituras, textos bilíngues com breve histórico da vida e obra de Toninho, letras musicais, depoimentos sobre ele, discografia completa e encarte colorido com fotos. Equivale a uma bela viagem pela obra deste virtuose, além de trazer material para que os músicos possam aprender um pouco (um muito?) com esse marco da música brasileira.

Terra dos Pássaros/Beijo Partido– Toninho Horta:

Sandra de Sá e seus amigos é a atração do Bar Brahma em SP

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Por Fabian Chacur

Sandra de Sá inicia nesta terça (1º) a partir das 22h em São Paulo uma temporada que totalizará cinco datas durante este mês no salão principal do clássico Bar Brahma (avenida São João, nº 677- Centro- fone 0xx11-2039-1250), com ingressos custando R$ 60,00 (pista) e R$ 170,00 (camarote com direito a consumação). A série de shows, intitulada O Baile da De Sá, terá convidados especialíssimos, sendo que para a performance de estreia estão escalados Claudio Zoli, Lady Zu e Walmir Borges.

O título do espetáculo entrega sua intenção. Trata-se de um verdadeiro baile repleto de hits da cantora e compositora carioca e também de outros artistas. A ideia é apostar em um repertório eclético, com direito a MPB, samba, soul, pop, pagode e funk. Tudo com um clima dançante e para cima, marcas registradas da artista carioca, que, coincidência ou não, completará 62 anos exatamente neste mês, no dia 27.

A ex-estudante de Psicologia da Universidade Gama Filho largou os estudos ao conseguir se classificar entre as 10 finalistas do festival global MPB 80 com Demônio Colorido. Em 1983, estourou nacionalmente com Vale Tudo, dueto com Tim Maia. Em 1986, lançou o álbum Sandra Sá, que emplacou os hits Retratos e Canções, Joga Fora, Solidão, Usa e Abusa e Não Vá e a consolidou de vez no cenário da música popular brasileira, com sua mistura de soul, pop, samba etc.

Já com o nome artístico alterado para Sandra de Sá, ela gravou um belo dueto com o cantor soul americano Billy Paul (Amanhã) e esbanjou versatilidade, apostando em vários projetos bacanas.

Entre os quais um álbum dedicado aos sucessos de Tim Maia (Eu Sempre Fui Sincero, Você Sabe Muito Bem, de 1998) e outro com versões para o português de hits da gravadora Motown (Pare, Olhe, Escute! Os Sucessos da Motown-2002, com participação de Smokey Robinson, um dos maiores astros revelados pelo selo fonográfico americano).

Datas dos shows (sempre às terças-outros convidados podem surgir):
1/8- Sandra de Sá convida Lady Zu e Cláudio Zoli e Walmir Borges;
8/8- Sandra de Sá convida Toni Garrido e Ivo Meirelles;
15/8- Sandra de Sá convida Simoninha e Serjão Loroza;
22/8- Sandra de Sá convida Tiago Abravanel e Péricles;
29/8- Sandra de Sá convida Elba Ramalho e Thiaguinho;

Joga Fora– Sandra de Sá:

Show Os Filhos dos Caras vai passar por Rio e São Paulo

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Por Fabian Chacur

São três amigos que possuem em comum o fato de serem filhos de grandes nomes da música popular brasileira. Como forma de fazer um tributo ao legado desses pais famosos, eles resolveram criar o show Os Filhos dos Caras, que será apresentado no Rio de Janeiro nesta sexta (21) às 21h no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3,900- loja 160- Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$40,00 a R$ 160,00.

O espetáculo também passará por São Paulo no dia 4/8 às 21h no Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº 500- 3º piso- Bourbon Shopping São Paulo- fone 4003-1212), com ingressos de R$ 30,00 a R$ 160,00.

Mas quem são os caras em questão? Vamos lá. Jair Oliveira (foto), cantor, compositor e músico, é filho de Jair Rodrigues, um dos grandes intérpretes da história da MPB, com seu gingado e versatilidade. Wilson Simoninha, como o nome já entrega, é rebento de Wilson Simonal, o rei do swing da MPB. Fecha o trio Leo Maia, que tem como pai ninguém menos do que Tim Maia. Três lendas da nossa música infelizmente já pertencentes ao outro lado do mistério.

O show mostrará o trio em performances coletivas, em músicas como Alguém me Avisou e País Tropical, e em momentos individuais, nas quais cantarão clássicos do porte de Nem Vem Que Não Tem, Mais Que Nada, Não Deixe o Samba Morrer, Simples Desejo, Do Leme ao Pontal e Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar). A acompanha-los, os músicos Marcelo Maita (teclados), Robinho Tavares (baixo), Daniel de Paula (bateria), Márcio Forte (percussão) e Dílson Laguna (guitarra).

Alguém me Avisou– Os Filhos dos Caras:

Monique Kessous volta a SP e mostra repertório delicioso

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Por Fabian Chacur

Há mais de dez anos na estrada, Monique Kessous vem cativando um público significativo graças a sua mistura de folk, pop e MPB, com direito a canções deliciosamente melódicas e bem interpretadas. Após um ano, ela volta à cidade para nos mostrar mais uma vez o repertório de seu mais recente álbum, Dentro de Mim Cabe o Mundo. O show rola nesta quarta-feira (5) às 21h no Teatro Viradalata (rua Apinajé, nº 1.387- Perdizes- fone 0xx11-3868-2535), com ingressos custando R$ 25,00.

A cantora, compositora e musicista carioca de 33 anos tem em seu currículo outros dois álbuns, além do mais recente: Com Essa Cor (2008) e Monique Kessous (2010). Em 2011, ela ganhou o Prêmio Multishow na categoria Artista Revelação. Seis de suas músicas foram incluídas em trilhas de novelas globais, sendo a mais recente Eu Sem Você, que embala cenas da atração das 19h da emissora carioca, Pega Pega.

O repertório do show trará faixas do mais recente trabalho e também dos anteriores, com direito a canções como Frio, Calma Aí e Levo Minha Vida Assim. Ela também já teve parcerias com astros como Ney Matogrosso. Leia mais sobre Mondo Pop com Monique Kessous aqui.

Eu Sem Você (clipe)- Monique Kessous:

Filpo Ribeiro e Feira do Rolo é atração do Canto da Ema (SP)

Filpo Ribeiro (com a rabeca) e A Feira do Rolo - Foto Rodrigo T_ Marques (2)-400x

Por Fabian Chacur

Há três anos na estrada, Filpo Ribeiro e a Feira do Rolo estão lançando o seu primeiro CD. Intitulado Contos de Beira D’Água, o álbum traz 10 faixas que apresentam o grupo misturando diversos ritmos brasileiros. O lançamento em São Paulo será nesta quinta-feira (6) às 20h30 no Canto da Ema (avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 364- Pinheiros- fone 0xx11-3813-4708), com ingressos de R$ 28,00 a R$ 36,00.

O quarteto tem como base a capital paulistana, e conta com dois naturais da cidade e dois paraibanos. Os paulistanos são Filpo Ribeiro (vocal, rabeca, viola, pífano e guitarra) e Marcos Alma (piano e baixo), sendo os nordestinos Guegué (bateria e “percuteria”) e Diogo Duarte (trompete, triãngulo e vocais). Experientes, eles individualmente participaram de trabalhos de Gilberto Gil, Dominguinhos, Naná Vasconcelos, Maurício Pereira, Ney Matogrosso, Mutinho etc.

Em sua musicalidade, o quarteto demonstra muito bem aproveitadas influências de forró, coco, samba de roda, fandango caiçara e folia de reis, valendo-se de instrumentos tradicionais como rabeca, viola de 10 cordas, pífano e zabumba, mas também utilizando guitarra, baixo, trompete e o piano Fender Rhodes. Filpo é o principal compositor do time, mas Marcos Alma e Guegé também contribuem nesse quesito.

Rabo de Arraia (clipe)- Filpo Ribeiro e a Feira do Rolo:

Milton Nascimento volta a SP e apresenta Semente da Terra

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Por Fabian Chacur

Em março, Milton Nascimento estreou em Belo Horizonte a sua nova turnê, que o traz de volta aos palcos após mais de um ano de ausência. O show, intitulado Semente da Terra, aporta em São Paulo neste fim de semana, mais precisamente neste sábado (1º/7) às 22h e domingo (2/7) às 20h no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- SP- fone 0xx11-2027-0777), com ingressos que custam de R$ 70,00 a R$ 240,00.

Em seu novo espetáculo, o Bituca de Três Pontas dá uma geral em grandes momentos de seus extenso e cativante repertório, dando ênfase a canções que enfocam questões indígenas, raciais, sociais e trabalhistas, sem, no entanto, cair em um tom panfletário. O repertório traz maravilhas do porte de O Que Será (A Flor da Terra), Cálice, Maria Maria, Tudo Que Você Podia Ser, Clube da Esquina 2, Fé Cega Faca Amolada e A Terceira Margem do Rio, entre outras.

Milton vive um momento especial em sua vida. Em outubro, comemorará 75 anos de vida e também os 50 anos do lançamento de seu primeiro grande sucesso, a emblemática Travessia. De volta a Minas Gerais, ele mora desde o ano passado em Juiz de Fora, e afirmou recentemente, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, que está novamente se dedicando a novas composições, o que gera a expectativa de novos trabalhos em um futuro não muito distante.

A Terceira Margem do Rio– Milton Nascimento:

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