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Jane Duboc interpreta hits em show no Sesc Pompeia (SP)

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Por Fabian Chacur

A carreira de Jane Duboc equivale a uma belíssima viagem pelo mundo da música. Esta incrível cantora paraense está há mais de 40 anos na estrada, período durante o qual se consolidou como uma artista do mais alto gabarito. Menos reconhecida do que deveria pela mídia brasileira, ela dá uma geral em seus hits e momentos mais estelares no show Uma Vida Para a Música, que será apresentado em São Paulo nesta sexta (20) às 21h no Sesc Pompeia (rua Clélia, nª 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos custando de R$ 9,00 a R$ 30,00 (mais detalhes aqui).

No repertório dessa apresentação, teremos canções que estiveram nas paradas de sucesso nos anos 1980 e 1990. Entre elas, estão escaladas Chama da Paixão, Sonhos, Manuel o Aldaz, Besame, Só nós Dois, Todo Azul do Mar e Partituras. São músicas que frequentaram programas de TV e trilhas de novelas, em uma época que material de qualidade também conseguia essa façanha, hoje não tão simples.

Nascida em Belém (PA) em 16 de novembro de 1950, Jane Duboc morou por seis anos nos EUA quando ainda era adolescente. Nesse período, estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática na Faculdade de Música da Universidade da Georgia. Por lá, casou com o músico Jay Anthony Vaquer, que tocaria com Raul Seixas. Juntos, tiveram o filho Jay Vaquer, hoje um dos nomes mais promissores da nova geração.

Ao voltar ao Brasil em 1977, depois de trabalhar como cantora, musicista e professora nos EUA, ela participou de shows de Egberto Gismonti, integrou pequenos grupos musicais e gravou jingles, entre outras ocupações. Em 1980, lançou Languidez, seu primeiro álbum solo, que contou com participações especiais de Toninho Horta, Djavan e Sivuca, além de divulgação com clipe no Fantástico. Em 1982, obteve como intérprete o terceiro lugar no MPB Shell, promovido pela Rede Globo, com a canção Doce Mistério (Tentação).

Versátil, ela participou em 1983 do hoje clássico álbum O Grande Circo Místico, de Chico Buarque e Edu Lobo, cantando Valsa dos Clowns, e como vocalista do álbum Depois do Fim, do grupo de rock progressivo carioca Bacamarte. Bastante conhecida e respeitada entre os colegas, ela ainda não havia obtido um grande sucesso comercial. Isso viria logo a seguir, e de forma bastante significativa.

Em 1987, Jane lançou seu primeiro álbum pela gravadora Continental, e nele incluiu as duas canções que invadiram as paradas de sucesso de todo o país logo a seguir: as românticas Chama da Paixão e Sonhos, que a levaram a participar de programas populares de TV. A partir daí, até meados dos anos 1990, teve presença constante em trilhas de novelas.

Mesmo sem tanta divulgação na grande mídia, a carreira de Jane nos últimos 25 anos é repleta de momentos importantes. Em 1992, por exemplo, lançou o belo Movie Melodies, com releituras personalizadas de grandes temas de filmes. Em 1994, gravou em parceria com o consagrado músico de jazz americano Gerry Mulligan o álbum Paraíso, lançado no exterior pelo prestigiado selo Telarc Jazz Records.

Em alguns momentos, ela dedicou álbuns inteiros a repertório de compositores que admira. Ela fez isso com as obras de Flávio Venturini (Partituras, 1995), Egberto Gismonti (Canção da Espera, 2008) e o filho Jay Vaquer (Sweet Face Of Music, 2010). De 2000 a 2011, foi sócia da gravadora Jam Music, que durante sua existência lançou álbuns dela e de artistas como Angela Ro Ro, Beth Carvalho, Alaíde Costa, Oswaldo Montenegro, Celso Viáfora e Cristina Buarque, entre outros.

Seu mais recente trabalho é o CD Duetos, no qual conta com as participações especiais de Bianca e Egberto Gismonti, Oswaldo Montenegro, Celso Fonseca, Fábio Jr., Toquinho, Roupa Nova e Roberto Menescal. Ah, quer mais uma, e das boas, para finalizar? Jane participou em 6 de outubro de 1993, no Olympia, em São Paulo, de um show do astro do rock Peter Gabriel, cantando com ele Blood Of Eden. E acreditem: faltou muita coisa feita por ela nesse post. Muita mesmo!

Besame– Jane Duboc:

Brian McKnight faz show em SP c/ Cesar Camargo Mariano

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Por Fabian Chacur

Um belo encontro de dois badalados nomes da música. Este é o roteiro da nova edição do projeto beneficente Música Pela Cura, promovido pela Tucca (Associação Para Crianças e Adolescentes com Câncer). A apresentação reunirá o cantor, compositor e músico americano Brian McKnight e o pianista, compositor e arranjador brasileiro Cesar Camargo Mariano. O show será realizado no dia 18 (quarta-feira) às 21h na Sala São Paulo (Praça Júlio Mesquita, nº 16- Campos Elísios- fone 0xx11-2344-1051), com ingressos de R$ 120,00 a R$ 320,00.

Criada há 20 anos, a Tucca é uma organização não governamental que oferece tratamento multidisciplinar de excelência a crianças e adolescentes carentes com câncer, sem cobrar nada de paciente e familiares. Já foram atendidos por essa ONG mais de três mil pessoas, com taxas de cura próxims a 80%, em parceria com o Hospital Santa Marcelina. A renda obtida com este show será doada aos seus projetos.

Além de McKnight nos vocais e Cesar no piano, o show terá em cena Danilo Santana (teclados), Marcelo Mariano (baixo), Peter Farrell (guitarra e violão), Marcelo Martins (sax e flauta), Jessé Sadoc (trompete) e Cuca Teixeira (bateria). O repertório trará grandes hits do astro do r&b americano como Back At One, Crazy e One Last Cry e também clássicos da nossa música arranjados pelo consagrado músico brasileiro especialmente para esta ocasião.

Com 48 anos de idade, Brian McKnight é cantor, compositor e multi-instrumentista. Ele é irmão mais novo de Claude McKnight III, integrante do bem-sucedido grupo vocal Take 6, e lançou seu primeiro álbum, autointitulado, em 1992. Investindo em um r&b romântico e melódico, ele emplacou quatro de seus álbuns entre os 10 mais da parada americana, entre os quais Back At One (1999), cuja faixa-título se manteve durante oito semanas em 2º lugar entre os singles mais vendidos, superada apenas por Smooth, de Carlos Santana.

McKnight gravou duetos de sucesso com artistas do porte de Mariah Carey, Vanessa Williams, Boys II Men e Earth, Wind & Fire, entre outros. No Brasil, gravou em 2002 uma nova versão de Back To One ao lado de Ivete Sangalo, e em 2013, Easier (Mais Fácil), com o grupo Sorriso Maroto. Seus trabalhos mais recentes são o CD/DVD/Blu-ray gravado ao vivo An Evening With Brian McKnight (2016-incluindo um dueto com o astro canadense Gino Vanelli) e Genesis (2017).

Na estrada desde a década de 1960, Cesar Camargo Mariano integrou os grupos Sambalanço Trio e Som Três no início de sua carreira. Depois, ficou famoso como arranjador e produtor de Wilson Simonal e Elis Regina, entre outros. Ele desenvolveu uma carreira própria que traz mais de trinta lançamentos, incluindo parcerias com Nana Caymmi, Hélio Delmiro, Romero Lubambo, Leny Andrade, Wagner Tiso e o filho Pedro Mariano. Cesar é cultuado mundialmente graças a um trabalho que mescla o culto às tradições com belos mergulhos na modernidade.

Saiba mais sobre o Tucca e o projeto Música Pela Cura aqui.

Back At One (videoclipe)- Brian McKnight:

Mauricio Einhorn comemora em Sampa 80 anos de carreira

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Por Fabian Chacur

Com o show 80 Anos de Gaita, o gaitista e compositor carioca Mauricio Einhorn celebra oito décadas de uma carreira brilhante e repleta de pontos altos. Ele mostra em São Paulo esse novo espetáculo de sexta (13) a domingo (15), sempre às 19h15, com entrada gratuita, na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, nº 111- Centro- fone 0xx11-3321-4400). No sábado (14), também será exibido às 18h o documentário sobre sua trajetória musical, Estamos Aí, de 2013 e dirigido por Rodolfo Novaes.

Mauricio Einhorn e sua gaita terão a seu lado nos shows em São Paulo Alberto Chimelli (teclados), Luis Alberto (contrabaixo) e João Côrtez (bateria). O repertório, essencialmente de composições de sua autoria, será uma viagem por esses anos todos de estrada, com direito a clássicos do alto calibre de Estamos Aí, Já Era, Valsa Para Marina, Tema de Amor, Tristeza de Nós Dois e Conexão Leme, entre várias outras.

Descendente de poloneses, o músico carioca iniciou sua carreira ainda criança, e na década de 1940 já se apresentava em programas de rádio. A partir da década de 1950, firmou-se no setor dos shows em casas noturnas, além de iniciar a trajetória como compositor, sendo parceiro de gente do porte de Eumir Deodato, Johnny Alf, Durval Ferreira e Sebastião Tapajós. Ele tocou com Nina Simone, Sarah Vaughan, Herbie Mann e Toots Thielemans, entre outros astros internacionais.

O músico teve participação importante em movimentos musicais do Brasil como a Bossa Nova e a MPB, e viu suas composições gravadas por Tom Jobim, Leny Andrade, Paquito D’Rivera e Cannonball Adderley, além de gravar, como músico, com Chico Buarque, Gilberto Gil e Claudette Soares. Dono de um estilo próprio de tocar, Einhorn também manteve paralelamente uma carreira solo dedicada à música instrumental, e se tornou inspiração para diversos outros gaitistas.

Batida Diferente– Mauricio Einhorn:

Danilo Caymmi revisita hits e releituras com show em SP

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Por Fabian Chacur

Há 50 anos, Danilo Caymmi viu pela primeira vez uma música de sua autoria, Andança (parceria dele com Paulinho Tapajós e Edmundo Souto Neto), fazer sucesso. A canção atingiu o 3º posto no Festival Internacional da Canção, interpretada por Beth Carvalho e Golden Boys. Desde então, o filho de Dorival Caymmi ampliou e muito seus horizontes profissionais. Ele se apresenta neste sábado (24) às 21h30 em São Paulo no Tupi or Not Tupi (rua Fidalga, nº 360- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 80,00.

Nascido no Rio de Janeiro, Danilo Candido Tostes Caymmi completou 70 anos de idade no último dia sete. Apesar de filho de um dos grandes nomes da história da nossa música, ele não pensava inicialmente em seguir a profissão do autor de Só Louco. Uma participação no álbum Caymmi Visita Tom (1964), que reuniu Tom Jobim e Dorival Caymmi, marcou sua estreia em disco, com apenas 16 anos. A carreira como compositor, músico e intérprete ganhou força nos anos 1970.

Na década de 1980, integrou a célebre Banda Nova, que acompanhou em discos e shows pelo mundo Tom Jobim. E foi nela que ele passou a desenvolver mais o seu talento como cantor, incentivado pelo Maestro Soberano. Desde então, consolidou uma carreira solo brilhante, na qual conciliou composições próprias com releituras de canções alheias, sempre com classe e a rara capacidade de conciliar sofisticação com um apelo popular em suas gravações.

Leia entrevista de Mondo Pop com Danilo Caymmi aqui.

Seu mais recente trabalho, Danilo Caymmi Canta Tom Jobim, traz 11 releituras de clássicos de Tom, com direito á participação especial da cantora Stacey Kent em Estrada do Sol. Dá para se esperar alguma coisa deste CD no show deste sábado (24), além de clássicos como Andança, Casaco Marrom e algumas do papai famoso. Além dele nos vocais e flauta, teremos no palco o experiente pianista, arranjador, compositor e maestro paulistano Marinho Boffa. Um show minimalista e certamente com os deliciosos “causos” que Danilo narra tão bem.

Casaco Marrom– Danilo Caymmi:

Primavera nos Dentes mostra remake de Secos & Molhados

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Por Fabian Chacur

Nada melhor do que presenciar uma banda composta por músicos experientes e talentosos pegar um repertório consagrado e muito bem formatado, como o do Secos & Molhados, e dar a ele novas e criativas feições. É isso o que o Primavera nos Dentes nos ofereceu em seu ótimo trabalho de estreia, de 2017. Ele se apresentam em São Paulo nesta quinta (22) e sexta (23) às 21h no Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompéia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

O projeto Primavera nos Dentes surgiu em 2016, e tem como integrantes Charles Gavin (bateria, ex-Titãs), Paulo Rafael (guitarra, ex-Ave Sangria e braço direito há mais de 40 anos de Alceu Valença), Duda Brack (vocal), Felipe Pacheco Ventura (violino e guitarra) e Pedro Coelho (baixo). O seu álbum de estreia, lançado em CD, vinil e versão digital pela gravadora Deck, traz onze canções extraídas dos dois primeiros álbuns de estúdio dos Secos & Molhados, lançados em 1973 e 1974 com a sua formação original.

Os ótimos remakes das canções do lendário trio setentista serão tocadas pelo quinteto carioca em seus dois shows no Sesc Pompeia, entre os quais Sangue Latino, Rosa de Hiroshima, Fala, O Vira, O Patrão Nosso de Cada Dia e Primavera nos Dentes (faixa que batizou a banda). Também está no repertório uma músicas que não entrou no disco deles, El Rey, integrante do álbum de 1974 dos S&M.

Primavera nos Dentes- ouça o álbum em streaming:

Eduardo Dussek faz show em SP no melhor estilo voz/piano

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Por Fabian Chacur

Eduardo Dussek é um artista que merece a denominação entertainer, termo em inglês cuja tradução aproximada seria “entretenedor”, digamos assim. Afinal de contas, o cara canta, compõe, toca piano e possui um carisma capaz de encantar os mais diferentes tipos de plateias. Ele estará em São Paulo neste sábado (27) às 20h no Tupi Or Not Tupi (rua Fidalga, nº 360- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404) para um show cujo ingresso (que custa R$ 180,00) também dá direito a um jantar.

Boa prova dessa capacidade de envolver o público é o fato de, neste show, o astro carioca atuar no melhor estilo piano/voz. Assim, sozinho, ele dá mostras de sua maestria como músico e cantor, além de cativar a todos com um bom humor e simpatia irresistíveis. De quebra, tem a seu favor um repertório composto por hits certeiros como Aventura, Barrados no Baile, Rock da Cachorra, Brega Chique, Nostradamus e inúmeros outros. Jogo ganho e muito bem ganho, por sinal.

Nascido em 1º de janeiro de 1954, Eduardo Dussek começou a tocar piano ainda criança. Aos 16 anos, já participava de musicais, sendo contemporâneo e amigo da trupe Asdrúbal Trouxe o Trombone. No finalzinho dos anos 1970, teve músicas gravadas por Ney Matogrosso (Seu Tipo, faixa-título a um dos discos do cantor), Maria Alcina (Folia no Matagal, que Ney regravaria anos depois) e Frenéticas (Vesúvio).

Ao participar do festival MPB Shell, da Globo, em 1980, com a música Nostradamus, ele tornou-se conhecido no país todo, e logo a seguir lançou o seu primeiro álbum, Olhar Brasileiro. Em 1982, mergulhou no rock and roll com o impagável LP Cantando No Banheiro, que traz como destaques a faixa título e Rock da Cachorro.

Brega Chique/Chique Brega (1984) reforçou sua versatilidade, provada também por canções melódicas e românticas como Cabelos Negros e Aventura. Ele também atuou diversas vezes como ator, incluindo novelas como a global I Love Paraisópolis (2015). Em 2011, lançou o irresistível DVD Dussek é Show, no qual registra em uma mídia perene a extensão de seu enorme talento.

Aventura (ao vivo)- Eduardo Dussek:

Dire Straits Legacy conta com um elenco de craques do rock

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Por Fabian Chacur

Após o sucesso obtido em sua primeira passagem pelo Brasil em maio de 2017, o Dire Straits Legacy está de volta. Eles se apresentarão em São Paulo nesta quinta (25) às 22h no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- fone 0xx11-2027-0777), com ingressos de R$ 140,00 a R$ 380,00. Para alguns, pode parecer apenas uma banda cover de luxo, mas na prática é a oportunidade de se ver ao vivo, juntos e em um mesmo espetáculo, músicos com currículos impecáveis.

Em relação ao time do ano passado, temos duas belas novidades. Uma delas é o cantor, compositor, produtor e músico Trevo Horn, uma verdadeira lenda viva. O cara integrou o duo The Buggles, célebre pelo megahit Video Killed The Radio Star, cujo clipe foi o primeiro a ser exibido pela MTV americana, em 1981. Pouco antes, em 1980, foi o vocalista do Yes no álbum Drama, além de ter ajudado na produção e ainda ser o coautor de várias músicas do disco.

Quando o Yes voltou à tona em 1983, Horn já havia saído, mas se incumbiu da produção do excelente álbum 90125, aquele que traz o clássico Owner Of a Lonely Heart. Nessa mesma época, foi o mentor e produtor do grupo tecnopop Frankie Goes To Hollywood (1984), famoso pelos hits Relax e Two Tribes e do álbum Welcome To The Pleasurdome. Ele também trabalhou com Seal em seus discos mais bem-sucedidos comercialmente, e com Malcolm McLaren no icônico álbum Duck Rock (1983), um dos pioneiros da fase inicial do rap/hip hop.

O outro “novato” do DSL é o baterista Steve Ferrone, que começou a se tornar conhecido no meio musical como baterista da Average White Band, nos anos 1970 e 1980. Em 1986, entrou no Duran Duran, participando de álbuns como Notorious (1986) e de turnês. Nos anos 1990, tornou-se o baterista da banda Tom Petty And The Heartbreakers, com quem tocou até 2017. Ele também tocou e gravou com Tina Turner, Eric Clapton e Chaka Khan, entre muitos outros.

Acharam pouco? Pois a folha corrida do resto da turma também merece registro. O tecladista Alan Clark, por exemplo, integrou o Dire Straits entre 1980 e 1993. De quebra, gravou e fez shows ao lado de Tina Turner, e gravou em discos de Bee Gees, Prefab Sprout e Gerry Rafferty. O guitarrista Phil Palmer trabalhou bastante ao lado do amigo Trevor Horn, esteve no Dire Straits durante a turnê On Every Street (1991-92), trabalhou com Eric Clapton e, de quebra, é sobrinho dos irmãos Ray e Dave Davies, fundadores do The Kinks.

O percussionista Danny Cummings também esteve no álbum e turnê On Every Street. Por sua vez, o saxofonista Mel Collins esteve no Dire Straits entre 1983 e 1985, e no progressivo King Crimson em sua fase inicial e nos anos 2000. Ele é o responsável por dois solos de sax icônicos: o de Miss You (1978), dos Rolling Stones, e de Private Dance (1984), música de Mark Knopfler e gravada pela diva Tina Turner.

Completam o time dois artistas italianos que, embora não tão famosos como os colegas de DSL, esbanjam talento. São eles o cantor e guitarrista Marco Caviglia e o tecladista Primiano Dibase. No repertório do show, maravilhas do porte de Sultans Of Swing, Romeo And Juliet, Walk Of Life, On Every Street e Once Upon a Time In The West. Belíssimo time esse daí, heim? Elenco estrelado é pouco!

Once Upon a Time In The West (live)- DSL:

Fernanda Takai faz shows em SP para lançar seu novo DVD

Foto: Bruno Senna

Foto: Bruno Senna

Por Fabian Chacur

Fernanda Takai é daquelas artistas que adora trabalhar. Em 2017, ela não só lançou um novo CD com o Pato Fu, o adorável Música de Brinquedo 2, como também foi para a estrada divulgar o álbum (leia mais sobre este disco aqui). De quebra, ainda lançou um novo DVD solo, o excelente Na Medida do Impossível- Ao Vivo No Inhotim (leia a resenha aqui).

E é exatamente para divulgar esse trabalho individual que a cantora, compositora e musicista radicada há muito tempo em Minas Gerais volta a São Paulo após três meses. Os shows serão neste fim de semana no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, nº 195- fone 0xx11-3095-9400), sendo sexta (19) e sábado (20) às 21h e domingo (21) às 18h, com ingressos custando de R$ 12,00 a R$ 40,00.

Acompanhada por Larissa Horta (baixo e vocais), Lenis Rino (bateria e vocais), Camila Lordy (teclados) e Tiago Borba (guitarra, violões e vocais), Fernanda dará uma geral no repertório do DVD, incluindo Seu Tipo, Quase Desatento, Doce Companhia, Fui Eu e I Don’t Want To Talk About It, canção do saudoso Danny Whiten (da banda Crazy Horse, conhecida por seu trabalho com Neil Young) que fez sucesso em gravações de Rod Stewart e Everything But The Girl. A releitura de Takai entrou na trilha da novela global O Outro Lado do Paraíso.

I Don’t Want To Talk About It– Fernanda Takai:

Hyldon mostra grandes hits e belas canções recentes em SP

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Por Fabian Chacur

Abram alas, fãs de música boa de São Paulo, que Hyldon está chegando. Este grande cantor, compositor e músico estará na cidade nesta sexta (5) às 21h para dar uma geral em seus maiores sucessos e também mostrar momentos bacanas de seu excelente novo álbum, As Coisas Simples da Vida. O local é o teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos custando de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Aos 66 anos de idade, Hyldon integra a santíssima trindade da soul music à brasileira ao lado de Tim Maia e Cassiano, músicos dos quais ele era amigo e parceiro, por sinal. O artista baiano radicado no Rio estourou em 1975 com o incrível álbum Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, um clássico da música brasileira que traz como destaques três hits mortais: a faixa título, As Dores do Mundo e Na Sombra de Uma Árvore

Ao contrário de outros artistas desse setor, ele não ficou eternamente apegado ao passado, e se manteve produzindo bons trabalhos, que se não conseguiram o sucesso merecido certamente agradaram em cheio os ouvidos mais descolados. As Coisas Simples da Vida (leia a resenha de Mondo Pop aqui) é simplesmente maravilhoso.

Hyldon será acompanhado basicamente pela mesma banda que gravou com ele seu trabalho atualmente em fase de divulgação, composta pelos ótimos Guinho Tavares (guitarra, violão e vocal), Felipe Marques (bateria), Ramon Torres (baixo, o mais novo do time), Márcio Pombo (piano, órgão e sintetizadores), Diogo Gomes (flugelhorn e trompete) e Rodrigo Revelles (flauta e sax). Para não perder!

As Coisas Simples da Vida– Hyldon:

Guilherme Arantes fará show gratuito no Ibirapuera em SP

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Por Fabian Chacur

Quem gosta de música pop de qualidade e gostaria de ver shows bem bacanas no próximo sábado(2/12) em São Paulo sem gastar um tostão tem uma ótima opção. Será no Parque do Ibirapuera-Arena de Eventos (avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº- Portão 10- próximo do Museu Afro Brasileiro) a partir das 16h. No programa, Rodrigo Pitta e Guilherme Arantes.

As apresentações fazem parte do Projeto Flui SP, criado pela Dançar Marketing, patrocinado pela empresa Lorenzetti e viabilizado através do Proac ICMS. Fazer da arte uma ferramenta de comunicação para a construção de uma sociedade melhor e mais responsável sobre o consumo de água é como os criadores definem sua ação. A ideia é ajudar na conscientização da sociedade sobre a necessidade do uso responsável das reservas naturais de água do planeta.

Rodrigo Pitta é um poeta, compositor, cantor e dramaturgo que já lançou dois CDs autorais e teve cinco músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas globais. Ligado nas questões ambientais, ele tem em seu repertório as músicas Água Tudo e Água Gasolina, que certamente integrarão o set list de seu show no Parque do Ibirapuera.

Ironicamente rotulada como “hino da Sabesp” pelo irreverente crítico e jornalista Maurício Kubrusly, a canção Planeta Água é na verdade uma belíssima exaltação a um dos mais preciosos bens que a natureza nos proporciona. Com ela, Guilherme Arantes obteve o 2º lugar no festival global MPB Shell de 1981. Os aplausos destinados ao artista e também as vaias dirigidas a Lucinha Lins e à música que interpretada por ela venceu o evento, Purpurina, entraram para a história.

Na estrada há mais de 40 anos, Guilherme possui um repertório repleto de hits inesquecíveis, como Meu Mundo e Nada Mais, Cuide-se Bem, Amanhã, Cheia de Charme, Um Dia Um Adeus e tantos outros. Com ótimas composições e grande competência como tecladista e cantor, ele se firmou como um dos melhores artistas pop brasileiros, e nos últimos anos realizou a façanha de atrair as atenções de uma nova geração, ávida por curtir suas belas letras e melodias.

Planeta Água (ao vivo)- Guilherme Arantes:

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