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Banda Vodu: hits e novidades em show no Sesc Belenzinho

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Por Fabian Chacur

De volta à ativa após um bom período longe dos holofotes, a banda Vodu fará neste sábado (6) às 21h30 um show no Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos custando de R$ 6,00 a R$ 20,00. Tipo do evento imperdível para os fãs do heavy metal brasileiro, e em especial para quem deseja ver em cena uma das bandas mais badaladas da cena metálica paulistana da década de 1980.

Criada em São Paulo nos idos de 1985, o Vodu não só fez shows próprios concorridos como também abriu apresentações no Brasil de bandas importantes como Venon, Exciter, Motorhead e Nasty Savage. Atualmente, a formação do time traz André Gois (vocal), J.Luis Xinho Gemignani (guitarra), Paulo Lanfranchi (guitarra), André “Pomba” Cagni (baixo) e Sérgio Facci (bateria).

O primeiro álbum da banda, The Final Conflict (1986), foi relançado no formato CD em janeiro, e os outros, respectivamente Seeds Of Destruction (1987), No Way (1988) e Endless Trip (1989), terão o mesmo destino, todos pela gravadora Classic Metal Records, sendo que na época, saíram pela Rock Brigade Records.

Embora tenha um passado significativo, o Vodu não trará apenas lembranças desses bons tempos em seu show. Segundo o quinteto, o repertório da apresentação trará seis músicas inéditas, cinco hits oitentistas e também algumas surpresas. Eles prometem para breve um álbum de inéditas, mas não descartam um possível trabalho ao vivo.

“Estamos fazendo Heavy Metal puro, mantendo a tradição do nosso som, mesclando rapidez e quebras, mas com uma pegada atual”, acrescentou o baixista André “Pomba” Cagni, também muito conhecido como DJ e por ser o criador, há mais de 20 anos, da revista, site e fundação Dynamite, forte fomentador do rock brasileiro.

Seeds Of Destruction– Vodu (ouça em streaming):

O haitiano Vox Sambou canta no Sesc Belenzinho em Sampa

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Por Fabian Chacur

Nos últimos tempos, o Haiti infelizmente só tem entrado nas manchetes devido a desastres ambientais ou outros sérios problemas sociais. Nada melhor, portanto, do que poder noticiar um evento muito mais positivo, que será o show do haitiano Vox Sambou nesta sexta (11) em São Paulo no Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos custando de R$ 7,50 a R$ 25,00.

Nascido na cidade haitiana de Libé e radicado no Canadá, em Montreal, Vox Sambou foi um dos fundadores do coletivo Nomadic Massive, com o qual gravou os álbuns Nomads Lands (2006) e Nomadic Massive (2009). Já na condição de artista-solo, ele nos ofereceu os trabalhos Lakay (2008) e Dyaporafriken (2013). Essa será a sua terceira passagem pelo Brasil, país com o qual criou sólidas raízes.

Uma prova dessa parceria é seu mais recente disco solo, The Brazil Session, lançado em 2015 e gravado em nosso país. A faixa Fui teve a participação especial do rapper Rael. Acompanhado por Jean-Daniel Thibault-Desbiens, Diegal Leger, David Rysphan, Malika Tirolien e Christopher Cargnelo, ele mostrará essa e outras músicas do álbum, como Para Mi, Neg Chanté, My Rhythm e Ritmwen.

My Rhythm– Vox Sambou e Malika Tirolien:

#NãoRecomendados traz um trio talentoso em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Se você é daqueles que tem a mente aberta e gosta de prestigiar espetáculos inovadores e muito interessantes, tem uma boa opção neste fim de semana. Será #NãoRecomendados, show performático que reúne três bons talentos da nova geração da nossa música, Caio Prado, Daniel Chaudon e Diego Moraes. O espetáculo será neste sábado (17) às 21h e domingo (18) às 18h em São Paulo no Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos bem acessíveis custando de R$ 6,00 a R$ 20,00.

A música Não Recomendados (Caio Prado), uma espécie de hino e grito de liberdade, equivale à semente que gerou o trabalho do trio. Temos três personagens: Morenita (Diego Moraes), a “Revoltada de Piracicaba”, Jânina (Caio Prado), a “Mimada de Realengo”, e Carlota (Daniel Chaudon), a “Despejada da Capital”. A temática é a busca de levar sensações e reflexões ao público, desafiando padrões rígidos, dogmas e preconceitos a cada cena/canção.

A trilha sonora é composta por interpretações de clássicos da música brasileira adaptados para o espírito deste espetáculo, como Rubens (Mario Manga), Punk da Periferia (Gilberto Gil) e O Tempo Não Para (Cazuza e Arnaldo Brandão) e também de músicas autorais como You Lost Playboy (Diego Moraes-Edu Capello), O Que Restou (Caio Prado) e Muderno (Diego Moraes). No sábado (17), teremos a participação especial de Johnny Hooker, e no domingo (18), de Mariana Aydar.

Veja o making of de #Nãorecomendado:

Wander Wildner mostra novo álbum em show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Indo do punk ao brega e passando por muita coisa no meio disso, Wander Wildner é uma das figuras mais interessantes do rock brasileiro. Na estrada desde os anos 1980, quando era vocalista dos Replicantes, ele volta com um novo álbum, WANCLUB- Música Para Dançar Volume 59, com sua banda Wander Wildner y sus Comancheros. Ele lança o trabalho em São Paulo com show neste sábado (23) às 21h30 na comedoria do Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos custando de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Com distribuição pela Deck, WANCLUB- Música Para Dançar Volume 59 conta com 20 músicas na versão digital e 14 no formato físico. O repertório saiu de uma escolha do público através do esquema de financiamento coletivo (crowdfunding), e reúne releituras bastante repaginadas de músicas de todas as fases dos mais de 30 anos de carreira deste cantor, compositor e músico gaúcho.

Dos Replicantes, temos Astronauta. Bebendo Vinho, que muita gente conheceu na releitura do Ira!, também está aqui, assim como Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Todo e Um Lugar do Caralho, esta última do saudoso Júpiter Maça e gravada anteriormente por Wildner em 1996. O set list também traz uma inédita Colonos em Chamas, uma das que só pode ser encontrada na versão digital do trabalho.

A afiadíssima banda que acompanha Wildner, a Los Comancheros, traz como destaque o lendário guitarrista e violonista Jimi Joe (Atahualpa Y Os Panquis), também conhecido por sua extensa atuação como jornalista na área musical (Bizz, Estadão etc). Completam o time Gustavo Chaise (baixo), Arthur de Faria (gaita, piano e glockenspiel), Luke Faro (bateria) e Andrio Maquenzi (guitarra).

Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro:

Ouça as músicas de WANCLUB Música Para Dançar Volume 59 em streaming:

Odair José toca na íntegra em SP seu álbum mais polêmico

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Por Fabian Chacur

Em maio de 2013, Odair José mostrou uma surpresa para seus fãs durante a Virada Cultural: tocou na íntegra seu álbum mais polêmico, O Filho de José e Maria (1977). Para quem perdeu, surge uma nova chance neste fim de semana. Sexta (13) e sábado (14) às 21h e domingo (15) às 18h, o cantor, compositor e músico goiano tocará as músicas desse trabalho tão marcante no Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, 1.000- fone 2076-9700), com ingressos de R$ 8,00 a R$ 40,00.

A história de O Filho de José e Maria é das mais interessantes. Após se tornar um dos artistas mais populares do Brasil nos anos 1970, graças a hits certeiros como A Noite Mais Linda do Mundo (Felicidade), Pare de Tomar a Pílula e Cadê Você, Odair José recebeu uma proposta milionária da gravadora RCA e deixou a Polydor (hoje Universal Music) em 1977. Só que ele tinha novos planos para sua carreira.

Ambicioso e visionário, o astro goiano estava apaixonado por trabalhos de artistas como Peter Frampton, Neil Diamond e Paul McCartney, entre outros, e resolveu estrear na nova gravadora com uma ambiciosa ópera-rock na qual explorava temas como sexualidade, casamento, religião e comportamento, com uma sonoridade pop-rock com toques de soul e funk de verdade.

A acompanha-lo, músicos brilhantes como Hyldon (guitarra), Jaime Alem (guitarra e violão),Robson Jorge (piano e órgão Fender Rhodes), Alexandre (baixo), José Roberto Bertrami (órgão, clarinete e arp string) e Ivan Mamão (bateria). Uma verdadeira seleção, que proporcionou a Odair José uma sonoridade consistente e criativa.

Com dez ótimas faixas, entre as quais O Casamento, Nunca Mais, Não Me Venda Grilos (Por Direito), De Volta às Origens e a faixa-título, O Casamento de José e Maria infelizmente não conseguiu boa repercussão comercial, e rapidamente saiu de catálogo. Um exemplar em vinil custa uma verdadeira fortuna, sendo que o álbum nunca foi reeditado na íntegra no formato CD.

Você só encontra faixas de O Filho de José e Maria no formato CD (oito delas, para ser mais preciso) na hoje também rara coletânea Grandes Sucessos, lançada pela BMG (hoje Sony Music) em 2000 e trazendo um total de 20 músicas dessa quase obscura passagem de Odair José pela gravadora RCA. Tomara que esse disco ainda seja reeditado, pois é muito bom e merece ser resgatado.

Nos shows que fará no Sesc, Odair cantará e tocará violão e guitarra, tendo a seu lado os músicos Caio Mancini (bateria), Marco Camarano (guitarra), Marco Bispo (teclados) e seu filho Odair José Jr. (baixo). Pelo que se viu na Virada Cultural, vale e muito a pena não perder essa nova oportunidade de ouvir um clássico obscuro da MPB ao vivo e a cores.

Ouça a versão original de estúdio de O Casamento:

Ouça O Casamento ao vivo na Virada Cultural 2013:

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