Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Tag: sesc pompeia (page 1 of 3)

Bixiga 70 toca Quebra Cabeça em 3 shows no Sesc Pompeia

Bixiga 70 - créditos Nicole Heiringer-400x

Por Fabian Chacur

A música instrumental brasileira continua efervescente, com artistas de várias gerações firmes, fortes e criativos mostrando seus incríveis talentos. Um dos grupos mais bacanas surgidos nesta década atende pelo nome de Bixiga 70. Oriundos do célebre bairro paulistano, eles lançarão seu 4º álbum, Quebra Cabeça, com shows de 19 a 21 de julho (quinta a sábado), sempre ás 21h30, no Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-7700), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

Quebra Cabeça, na definição deles, baseia-se na própria história da banda, que já tocou nesses anos todos em inúmeros lugares bacanas no Brasil e no exterior e se desenvolveu enquanto time musical no Traquitana, estúdio que equivale a uma espécie de casa para os rapazes. O produtor Gustavo Lenza é seu parceiro na produção musical deste novo álbum, enquanto o trabalho gráfico da capa mais uma vez fica por conta do talentoso Maurício Zuffo Kuhlmann (MZK).

O Bixiga 70 é integrado por Décio 7 (bateria), Marcelo Dworecki (baixo), Cris Scabello (guitarra), Mauricio Fleury (teclado e guitarra), Rômulo Nardes e Gustávo Cék (percussão), Cuca Ferreira (sax barítono), Daniel Nogueira (sax tenor), Douglas Antunes (trombone) e Daniel Gralha (trompete). Sua sonoridade instrumental mescla a música brasileira em suas várias vertentes com música africana, jazz e o que mais pintar, com muito groove e pegada dançante contagiante.

Bixiga 70 (2013)- Bixiga 70 (ouça em streaming):

Cibele Codonho lança seu 1º CD solo com um show em SP

cibele codonho by marco aurelio olimpio-400x

Por Fabian Chacur

Cibele Codonho estreou em disco em 1998 com Vocalise, integrando ao lado de Leni Requena e Solange Codonho o grupo vocal A Três. Em 2005, foi a vez de gravar em parceria com Filó Machado Tom Brasileiro, álbum no qual releram canções de Tom Jobim. Desta vez, esta talentosa cantora paulistana nos oferece o primeiro CD solo, Afinidade, que será lançado em São Paulo com show no dia 21 (quinta-feira) às 21h no Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Afinidade é uma verdadeira aula de, digamos assim, “brazilian jazz”, pois traz um repertório de 12 músicas assinadas por grandes compositores brasileiros, como João Bosco, Aldyr Blanc, Milton Nascimento, Edu Lobo, Paulo Cesar Pinheiro, Johnny Alf e João Donato, vestidas em envolventes arranjos sofisticados e de inspirado tempero jazzístico. Cibele se vale dessa roupagem sonora para desfilar com sua bela e afinada voz aguda, em resultado impecável.

O álbum tem convidados especiais como o amigo Filó Machado, o cantor americano Mark Kibble (líder do célebre grupo vocal Take 6), o baterista americano Lewis Nash, o guitarrista Natan Marques, o saxofonista Roberto Sion, o pianista Michel Freidenson e o baixista Sizão Machado, além de uma afiada banda base comandada por Pichu Borrelli, que também se incumbiu com classe de teclados e arranjos.

O repertório traz maravilhas do naipe de Casa de Marimbondo, Coisas da Vida, A Paz, Mamãe Natureza, Vento Bravo, Love Dance/Lembrança e Amado. Além das canções do CD, também teremos no show Desafinado e Resposta ao Tempo. A banda será composta por Pichu Borrelli (direção musical, piano e arranjos), Sidiel Vieira (baixo), Fabio Canella (bateria) e Danilo Silva (guitarra), com participações especiais de Filó Machado (violão), Léa Freire (flauta) e Carlinhos Antunes (korah n’goni).

Love Dance/Lembrança-Cibele Codonho e Mark Kibble:

Negra Melodia reúne três grandes cantoras em SP

TeresaCristina-400x

Por Fabian Chacur

O público paulistano terá uma bela opção musical para curtir neste feriadão do Dia do Trabalho, nesta terça (1º/5), às 17h, no Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700). Será o show Negra Melodia, que traz em seu elenco três cantoras do primeiro time da música brasileira: Teresa Cristina (FOTO), Juçara Marçal e Teresa Cristina. Para melhorar ainda mais, a entrada é gratuita.

O título do espetáculo teve como inspiração uma composição de Jards Macalé, Negra Melodia, que ficou conhecida na interpretação do saudoso Itamar Assumpção. A ideia do roteiro é celebrar a semelhança entre a música negra brasileira e outros ritmos do mundo de mesma original, com direito a r&b, soul, samba, rap, dub e blues. Canções marcantes dos repertórios de Elza Soares,Luiz Melodia, Dona Ivone Lara, Tim Maia e Jovelina Pérola Negra estarão em cena, entre as quais podem ser citadas A Carne e Pérola Negra.

A ótima banda base que irá acompanhar as três cantoras traz em sua escalação as talentosas Anna Tréa (guitarra, cavaco e direção musical),Ana Karina Sebastião (baixo), Pri Hilário (bateria), Gisah Silva (percussão), Ana Goés (sax) e Estefane Santos (trompete).

Filha do cantor Dave Gordon e sobrinha de Dolores Duran, Izzy Gordon começou a se destacar no cenário musical paulistano ao participar do espetáculo Emoções Baratas, de José Possi Neto, no final dos anos 1980. Desde então, participou de inúmeros espetáculos e shows, além de consolidar uma carreira solo que já rendeu três CDs. De quebra, ainda recebeu elogios de Bono, do U2, e de Quincy Jones.

A carioca Teresa Cristina é uma das principais sambistas da nova geração, acompanhada pelo grupo Semente. Ela já gravou diversos e elogiados álbuns, com destaque para os dedicados aos repertórios de Paulinho da Viola, Cartola e Noel Rosa. Seus shows no bairro carioca da Lapa atraíram tanto público no final dos anos 1990 que ajudaram a revitalizar um local tradicional e então praticamente abandonado.

Também carioca, a muito badalada pela crítica Juçara Marçal tem em sua trajetória a participação em grupos como o Vésper, com o qual gravou três CDs, o A Barca, com quatro álbuns registrados, e o Metá Metá, este último um trio integrado por ela, Kiko Dinucci e Thiago França com quatro CDs no currículo. Não satisfeita, iniciou uma carreira individual que nos rendeu em 2014 o CD Solo Encantado.

A Lua e Eu– Izzy Gordon:

Jane Duboc interpreta hits em show no Sesc Pompeia (SP)

jane duboc 2-400x

Por Fabian Chacur

A carreira de Jane Duboc equivale a uma belíssima viagem pelo mundo da música. Esta incrível cantora paraense está há mais de 40 anos na estrada, período durante o qual se consolidou como uma artista do mais alto gabarito. Menos reconhecida do que deveria pela mídia brasileira, ela dá uma geral em seus hits e momentos mais estelares no show Uma Vida Para a Música, que será apresentado em São Paulo nesta sexta (20) às 21h no Sesc Pompeia (rua Clélia, nª 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos custando de R$ 9,00 a R$ 30,00 (mais detalhes aqui).

No repertório dessa apresentação, teremos canções que estiveram nas paradas de sucesso nos anos 1980 e 1990. Entre elas, estão escaladas Chama da Paixão, Sonhos, Manuel o Aldaz, Besame, Só nós Dois, Todo Azul do Mar e Partituras. São músicas que frequentaram programas de TV e trilhas de novelas, em uma época que material de qualidade também conseguia essa façanha, hoje não tão simples.

Nascida em Belém (PA) em 16 de novembro de 1950, Jane Duboc morou por seis anos nos EUA quando ainda era adolescente. Nesse período, estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática na Faculdade de Música da Universidade da Georgia. Por lá, casou com o músico Jay Anthony Vaquer, que tocaria com Raul Seixas. Juntos, tiveram o filho Jay Vaquer, hoje um dos nomes mais promissores da nova geração.

Ao voltar ao Brasil em 1977, depois de trabalhar como cantora, musicista e professora nos EUA, ela participou de shows de Egberto Gismonti, integrou pequenos grupos musicais e gravou jingles, entre outras ocupações. Em 1980, lançou Languidez, seu primeiro álbum solo, que contou com participações especiais de Toninho Horta, Djavan e Sivuca, além de divulgação com clipe no Fantástico. Em 1982, obteve como intérprete o terceiro lugar no MPB Shell, promovido pela Rede Globo, com a canção Doce Mistério (Tentação).

Versátil, ela participou em 1983 do hoje clássico álbum O Grande Circo Místico, de Chico Buarque e Edu Lobo, cantando Valsa dos Clowns, e como vocalista do álbum Depois do Fim, do grupo de rock progressivo carioca Bacamarte. Bastante conhecida e respeitada entre os colegas, ela ainda não havia obtido um grande sucesso comercial. Isso viria logo a seguir, e de forma bastante significativa.

Em 1987, Jane lançou seu primeiro álbum pela gravadora Continental, e nele incluiu as duas canções que invadiram as paradas de sucesso de todo o país logo a seguir: as românticas Chama da Paixão e Sonhos, que a levaram a participar de programas populares de TV. A partir daí, até meados dos anos 1990, teve presença constante em trilhas de novelas.

Mesmo sem tanta divulgação na grande mídia, a carreira de Jane nos últimos 25 anos é repleta de momentos importantes. Em 1992, por exemplo, lançou o belo Movie Melodies, com releituras personalizadas de grandes temas de filmes. Em 1994, gravou em parceria com o consagrado músico de jazz americano Gerry Mulligan o álbum Paraíso, lançado no exterior pelo prestigiado selo Telarc Jazz Records.

Em alguns momentos, ela dedicou álbuns inteiros a repertório de compositores que admira. Ela fez isso com as obras de Flávio Venturini (Partituras, 1995), Egberto Gismonti (Canção da Espera, 2008) e o filho Jay Vaquer (Sweet Face Of Music, 2010). De 2000 a 2011, foi sócia da gravadora Jam Music, que durante sua existência lançou álbuns dela e de artistas como Angela Ro Ro, Beth Carvalho, Alaíde Costa, Oswaldo Montenegro, Celso Viáfora e Cristina Buarque, entre outros.

Seu mais recente trabalho é o CD Duetos, no qual conta com as participações especiais de Bianca e Egberto Gismonti, Oswaldo Montenegro, Celso Fonseca, Fábio Jr., Toquinho, Roupa Nova e Roberto Menescal. Ah, quer mais uma, e das boas, para finalizar? Jane participou em 6 de outubro de 1993, no Olympia, em São Paulo, de um show do astro do rock Peter Gabriel, cantando com ele Blood Of Eden. E acreditem: faltou muita coisa feita por ela nesse post. Muita mesmo!

Besame– Jane Duboc:

Hyldon mostra grandes hits e belas canções recentes em SP

hyldon 2016-400x

Por Fabian Chacur

Abram alas, fãs de música boa de São Paulo, que Hyldon está chegando. Este grande cantor, compositor e músico estará na cidade nesta sexta (5) às 21h para dar uma geral em seus maiores sucessos e também mostrar momentos bacanas de seu excelente novo álbum, As Coisas Simples da Vida. O local é o teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos custando de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Aos 66 anos de idade, Hyldon integra a santíssima trindade da soul music à brasileira ao lado de Tim Maia e Cassiano, músicos dos quais ele era amigo e parceiro, por sinal. O artista baiano radicado no Rio estourou em 1975 com o incrível álbum Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, um clássico da música brasileira que traz como destaques três hits mortais: a faixa título, As Dores do Mundo e Na Sombra de Uma Árvore

Ao contrário de outros artistas desse setor, ele não ficou eternamente apegado ao passado, e se manteve produzindo bons trabalhos, que se não conseguiram o sucesso merecido certamente agradaram em cheio os ouvidos mais descolados. As Coisas Simples da Vida (leia a resenha de Mondo Pop aqui) é simplesmente maravilhoso.

Hyldon será acompanhado basicamente pela mesma banda que gravou com ele seu trabalho atualmente em fase de divulgação, composta pelos ótimos Guinho Tavares (guitarra, violão e vocal), Felipe Marques (bateria), Ramon Torres (baixo, o mais novo do time), Márcio Pombo (piano, órgão e sintetizadores), Diogo Gomes (flugelhorn e trompete) e Rodrigo Revelles (flauta e sax). Para não perder!

As Coisas Simples da Vida– Hyldon:

Ricardo Vignini lança o novo CD solo com show em Sampa

Ricardo-Vignini---crédito-Gabriel-Galvani-5-400x

Por Fabian Chacur

O paulistano Ricardo Vignini é um dos responsáveis pela ampliação do campo de ação da viola caipira. Esse instrumento, tão fortemente incluído na música brasileira, espalha seus acordes e solos mágicos pelos mais diversos estilos, nas mãos deste músico, também produtor, compositor e produtor. Ele lança o 2º álbum solo, Rebento, com show nesta quinta (20) na comedoria do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompéia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Com mais de 27 anos de carreira, Vignini gravou cinco CDs com a banda Matuto Moderno, integra o duo Moda de Rock com o violeiro Zé Helder e também lançou em 2010 seu primeiro CD solo, Na Zoada do Arame. Ele participou do ótimo CD Carbono, de Lenine, e acompanhou o brilhante astro pernambucano em sua apresentação no Rock in Rio, em 2016. O músico também leciona viola caipira há 18 anos, e produziu diversos CDs alheios nos últimos 15 anos.

Rebento traz 13 faixas inéditas e autorais, sendo 10 compostas só por ele e outras três com parceiros diversos. Totalmente instrumental, o álbum serve como prova concreta e decisiva de como a viola pode ser utilizada em diversos contextos musicais de forma original e inspirada, passando aqui por country, rock, música brasileira, folk e até rock progressivo, esbanjando versatilidade e com melodias e harmonias concebidas por quem tem bom gosto e talento.

Participam do álbum músicos do altíssimo calibre de Christiaan Oyens (parceiro de Zélia Duncan), Lucio Maia (guitarrista do Nação Zumbi), Ary Borger, Marcos Suzano e diversos outros. No show desta quinta, Vignini terá a seu lado André Rass (percussão), Ricardo Carneiro (violão e guitarra), Sérgio Duarte (gaita), Ari Borger (piano) e Bruno Serroni (violoncelo). O show integra o projeto Plataforma, do Sesc Pompeia.

Ouça o CD Rebento, de Ricardo Vignini, em streaming:

Farufyno mostra o seu samba rock turbinado em São Paulo

farufyno grupo-400x

Por Fabian Chacur

Anda com baixo astral, mora em São Paulo e quer ir a um show para mandar o mau humor para a casa do cacete? Uma dica certeira é ir na próxima quinta-feira (8) às 21h30 no Sesc Pompeia- Comedoria (rua Célia, nº 93- Pompeia), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00. Estará em cena o grupo Farufyno, que há 15 anos cumpre a nobre missão de sacudir os esqueletos com seu som swingado e pra cima.

Integram o grupo paulistano os músicos Marcelo Kuba (voz e violão), Rodrigo Pirituba (percussão), Mario Souza Lima (baixo) e Flávio Ferreira (guitarra). O seu som é basicamente samba rock, aquela incandescente mistura de samba, funk, rock, pop e MPB que bota fogo nas pistas de dança tupiniquins desde a década de 1960, criada por feras do porte de Jorge Benjor, Erasmo Carlos, Originais do Samba e Marku Ribas.

No repertório deste show, o quarteto promete dar uma geral em seu repertório e também apresentar algumas surpresas. Entre outras, o público poderá conferir as contagiantes Elroy O Office-boy, Várzea, Concentração, Parte Dela, Cajaíba, Parei na Sua e O Bicho Pega.

Elroy o Office-boy– Farufyno:

Claudette Soares relembra a década de 50 em show em SP

Foto Claudette Soares 2-divulgacao - Baixa-400x

Por Fabian Chacur

Bem-humorada e extremamente simpática, Claudette Soares brincou com a sua pequena estatura em termos físicos ao lançar em 1969 o LP Quem Não é a Maior Tem de Ser a Melhor. Em termos profissionais, no entanto, sempre primou pela seriedade, bom gosto e talento lapidado, o que explica o fato de ela estar na ativa há mais de 60 anos. Neste sábado (13) às 21h30, ela canta em São Paulo na comedoria do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia-fone 0xx11-3871-7700), com ingressos a R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

O show tem tudo para ser marcante, pois o seu roteiro é baseado no livro A Noite do Meu Bem- A História e as Histórias do Samba-Canção. Aliás, o autor do livro e do roteiro do espetáculo são o mesmo, o jornalista e escritor Ruy Castro, com direção geral do badalado Thiago Marques Luiz e direção musical e arranjos de Alexandre Vianna, líder do quarteto que acompanhará a intérprete carioca durante a apresentação.

No repertório, teremos canções célebres ligadas a nomes que dominaram o cenário musical brasileiro na década de 1950, período apelidado de Anos Dourados. Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran, Maysa, Tito Madi, Johnny Alf, Elizeth Cardoso, Nora Ney, Isaurinha Garcia, Doris Monteiro e Carmem Costa são algumas dessas celebridades marcantes em uma era pontuada por canções densas, belas e ligadas aos temas do romance. A cantora Alaíde Costa fará uma participação especial no show.

Claudette nasceu no Rio de Janeiro e iniciou sua carreira ainda criança, na década de 1950, e logo se envolveu com os ritmos em voga na época, o baião, o samba-canção e a então iniciante bossa nova. Mostrou talento para encarar todos, e consolidou sua carreira nos anos 1960 e 1970, tendo como marcas a versatilidade, uma voz encantadora e a opção por canções românticas. Lançou em 1968 o ousado Gil, Chico e Veloso Por Claudette Soares, com músicas dos então ainda iniciantes Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Após emplacar aquela que foi provavelmente a canção de maior sucesso de seu repertório, De Tanto Amor (de Roberto e Erasmo Carlos) e lançar dois discos em parceria com Dick Farney, Claudette saiu de cena por uns anos, mas voltou nos anos 1990. Em 2000, lançou Claudette Soares ao Vivo, do qual participaram Roberto Menescal, Paulinho da Viola, Claudinha Telles, Jorge Benjor e Garganta Profunda, entre outros. Em 2015, saiu Claudette Soares e a Bossa de Caymmi, lançamento do selo Nova Estação, de Thiago Marques Luiz.

De Tanto Amor– Claudette Soares:

O Violeta de Outono faz show em SP com formação original

violeta-de-outono-400x

Por Fabian Chacur

O Violeta de Outono, um dos grupos mais relevantes da cena paulistana da segunda metade dos anos 1980 e ainda hoje na ativa, dará um belo presente aos seus fãs. No dia 27 de maio, às 21h30, no Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11- 3871-7700), o grupo fará um show único no qual sua formação original se reunirá após mais de dez anos. A apresentação marca o relançamento de seu primeiro álbum, de 1987, agora em versão remasterizada.

A banda paulistana surgiu lá pelos idos de 1985, quando Fábio Golfetti (vocal e guitarra) e Cláudio Souza (bateria) saíram da banda Zero e resolveram partir para um novo projeto. Com a adição do baixista Angelo Pastorello, eles fizeram seu primeiro show em dezembro de 1985, no mitológico Teatro Lira Paulistana. Em março de 1986, fariam a primeira de uma série de apresentações no Sesc Pompeia. Naquele mesmo ano, lançaram o seu primeiro EP, pelo selo Wop Bop, cuja repercussão foi tão boa que os levou rumo a uma grande gravadora.

Eles receberam o convite do Plug, selo exclusivo de rock criado pela gravadora BMG-Ariola, e estrearam por lá com Violeta de Outono (1987). O álbum conseguiu ótima repercussão perante o público roqueiro, com um rock psicodélico e autoral com influências progressivas e músicas como Outono e Dia Eterno, e também uma incrível releitura para Tomorrow Never Knows, dos Beatles.

O trio lançou em 1989 Em Toda Parte, e logo a seguir saíram do selo Plug. A partir dos anos 1990, o grupo passou por várias trocas em sua formação, com Fábio sendo o único a se manter de forma constante. Vale lembrar que Angelo Pastorello se tornou um dos fotógrafos mais bem-sucedidos no Brasil na área de moda.

O mais recente álbum de inéditas do Violeta de Outono, intitulado Spaces, saiu em outubro de 2016, e nele Mr. Golfetti tem a seu lado Gabriel Costa (baixo), Fernando Cardoso (teclados) e José Luiz Dinóia (bateria). Os ingressos para o show da formação clássica do grupo no Sesc Pompeia custarão de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Outono– Violeta de Outono:

Barbatuques lança seu álbum Ayú em SP no Sesc Pompeia

barbatuques-400x

Por Fabian Chacur

Uma das coisas mais difíceis de se fazer é um trabalho musical que consiga ser ao mesmo tempo inventivo, original e bom de se ouvir. É exatamente isso o que o grupo Barbatuques concretiza de forma consistente desde 1997. Esse timaço mostra o repertório de seu novo álbum, Ayú, com shows nesta quinta (27) e sexta (28) às 21h no teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

Integrado por Fernando Barba (criador da banda), André Hosoi, André Venegas, Charles Raszl, Flávia Maia, Giba Alves, Helô Ribeiro, João Simão, Luciana Cestari, Lu Horta, Mairah Rocha, Marcelo Pretto, Maurício Maas, Renato Epstein e Taís Balieiro, a Barbatuques conta em seu currículo com quatro CDs (incluindo o mais recente) e dois DVDs. Para fazer sua música, eles se valem “apenas” de percussão corporal e de suas vozes. Ouça o CD Ayú e acredite se puder.

Com sua música corporal, o grupo extrai sonoridades as mais diversas possíveis, emulando instrumentos distintos com timbres inusitados e cativantes. Aliando esses sons a vocalizações simplesmente arrasadoras, temos aqui uma massa sonora contagiante que se vale também da musicalidade das palavras para apresentar muito beat, boas melodias e improvisos dignos dos melhores e mais criativos jazzistas.

Difícil classificar o som do Barbatuques. Uma mistura de diversos ritmos brasileiros, aliados a ska, reggae, funk, soul, africanidades diversas, música de origem indígena e sabe mais o que. Se ouvir seus discos já nos deixa em dúvida se a coisa é só na base do gogó e do corpo, ao vivo então você jura que está tendo uma alucinação. É demais!

O Barbatuques já fez parcerias com nomes do porte de Bobby McFerrin, Hermeto Pascoal, Naná Vasconcelos, Camille, Keith Terry, One Giant Step e Badi Assad. Eles abriram a cerimônia de encerramento das Olimpíadas Rio 2016 e também participaram da Copa do Mundo da África do Sul, International Body Music Festival (EU), Festival Europalia (Bélgica) e Lollapalooza Brasil, além de participarem de trilhas de filmes como Rio 2, Tropa de Elite, Trash e O Menino e o Mundo.

Ouça Kererê, com o Barbatuques:

Older posts

© 2018 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑