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Rafa Castro mostra Fronteira em show único no Sesc Vila Mariana

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Por Fabian Chacur

Mineiro radicado em São Paulo desde 2017, o cantor, compositor e tecladista Rafa Castro está lançando o seu terceiro CD. Intitulado Fronteira, o álbum conta com direção musical de Luiz Ribeiro e participações especiais de Mônica Salmaso, Teco Cardoso, Léa Freire e Neymar Dias. Ele mostra o repertório desse disco com um show neste feriadão de 1º de maio (quarta-feira) às 18h no Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, nª 141- Vila Mariana- fone 0xx11-5080-3000), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Além do próprio Rafa Castro (piano e voz), teremos em cena Igor Pimenta (contrabaixo), Gabriel Altério (bateria) e André Bordignhon (guitarra), além da participação especial da talentosa cantora Tatiana Parra. Entre outras do novo trabalho, estarão no set list músicas autorais como Casulo, Teimosa, Menino Dançante e Cacos de Vitral, além de clássicos dos repertórios de Caetano Veloso (O Quereres), Milton Nascimento (Vera Cruz) e Lô Borges (Trem Azul).

Calcado na melhor MPB e também com elementos eruditos e jazzísticos, o trabalho de Rafa Castro é repleto de delicadeza, sensibilidade e introspecção. Um belíssimo marco de sua trajetória ocorreu em 2014, quando lançou em CD e DVD Teias, trabalho feito em parceria com ninguém menos do que Túlio Mourão, tecladista brilhante que integrou os Mutantes em sua fase progressiva e tocou com gênios do porte de Milton Nascimento, Chico Buarque, Mercedes Sosa, Jon Anderson e outros, além de ter composto a belíssima trilha sonora do filme Jorge Um Brasileiro (1988), que lhe valeu um prêmio da APCA.

Fronteira, disponível em bela versão digipack com direito a encarte especial, equivale a uma viagem musical e sensorial pelos caminhos da emoção, doçura e beleza. Em tempos nos quais só se pensam em terríveis distopias apavorantes, Rafa nos oferece uma verdadeira utopia sonora, que nos cativa e até faz acreditar que um mundo melhor e mais encantador pode ser possível. Soa como possível em um trabalho desse gabarito. E isso é ainda só o começo. Esse cara promete mais, muito mais, e certamente fará. É apenas uma questão de tempo. Todos nós veremos, e ouviremos, e com muito deleite!

Ouça Fronteira na íntegra, em streaming:

Badi Assad faz um show com a participação de Liniker em SP

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Por Fabian Chacur

Badi Assad está comemorando 25 anos de carreira mantendo uma de suas marcas registradas, a busca por novas parcerias e novos rumos musicais. A prova fica por conta do show que fará nesta sexta-feira (28) ás 21h em São Paulo no Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, nº 141-Vila Mariana- fone 0xx11-5080-3000), com ingressos de R$ 7,50 a R$ 25,00. Ela terá como convidada especial a cantora Liniker, uma das figuras mais badaladas da nova geração do pop brasileiro.

Em seu mais recente álbum, Singular (lançado no exterior com o título Hatched), Badi releu à sua moda composições de nomes importantes da atual cena alternativa internacional como Alt-J, Mumford & Sons, Lorde, Hozier e Skrillex. O resultado saiu tão substancial que ela pretende repetir a experiência, só que dessa vez enfocando artistas brasileiros da cena equivalente à internacional.

O encontro com Liniker equivale ao início desse novo projeto, previsto para ser concretizado em 2018. O repertório do show trará músicas extraídas de sua carreira até o momento com outras de Liniker e seu grupo Caramelows. Badi (voz e violão) terá a acompanha-la Rui Barossi (baixo) e Decio 7 (baterista). Com sólida carreira internacional, ela tem vários trabalhos lançados lá fora, e ótimos álbuns no currículo como Wonderland (2006) e Amor e Outras Manias (2012).

obs.: crédito da foto de Liniker e Badi Assad: João Markun- Divulgação

Royals– Badi Assad:

Helio Flanders lança o seu CD solo no Sesc Vila Mariana-SP

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Por Fabian Chacur

A banda que tornou Hélio Flanders conhecido no cenário folk brasileiro, a Vanguart, teve seu inicio de certa forma como um trabalho solo, incorporando outros músicos posteriormente. Agora, no entanto, o cantor, compositor e multi-instrumentista não deixa margem a dúvidas, e nos oferece seu primeiro CD solo de fato, Uma Temporada Fora de Mim. Ele lança o álbum em São Paulo em show nesta quinta(24) às 21h no Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, 141- Vila Mariana- fone 0xx11-5080-3000), com ingressos de R$ 7,50 a R$ 25,00.

O álbum individual mostra Flanders saindo do universo de folk, rock e pop que marcam sua banda rumo a uma imersão em canções de teor melodramático fortemente inspiradas no tango e na solidão habitual das pessoas nos grandes centros urbanos. A produção é de Arthur de Faria, pianista gaúcho que já trabalhou com Pato Fu e Wander Wildner.

Além do líder do Vanguart nos vocais e vários instrumentos, o show no Sesc Vila Mariana trará músicos que participaram das gravações de Uma Temporada Fora de Mim. Teremos os argentinos Ignacio Varchavsky (baixo acústico) e Martín Sued (bandoneón) e os brasileiros Bruno Serroni (violoncelo) e Leo Mattos (bateria e percussão).

O CD conta com a participação da veterana cantora Cida Moreira na faixa Dentro do Tempo Que Eu Sou, e traz nove canções, incluindo a faixa título, De Onde Você Vem?, Um Grito e Onde a Terra Acaba. Esse será o repertório básico do show. O Vanguart continua na ativa, e lançou seu mais recente trabalho, Muito Mais do Que o Amor, em 2013, tendo saído há anos de Cuiabá (MT) para se radicar em São Paulo.

De Onde Você Vem?– Helio Flanders (Videoclipe Oficial):

-Uma Temporada Fora de Mim- Helio Flanders:

Dentro Do Tempo Que Eu Sou– Helio Flanders & Cida Moreira:

Submarinos toca 1º CD no Sesc Vila Mariana

Por Fabian Chacur

Criado em 2012, o Submarinos é o grupo que reúne Fernando Catatau (guitarra), conhecido por seu trabalho com o grupo Cidadão Instigado, com o badalado produtor Júnior Boca (também vocalista e guitarrista). Eles mostram o repertório de seu primeiro CD, Pela Mágica Imaginação, em show nesta quinta-feira (20) às 20h30 no Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, 141- fone 5080-3000 www.sescsp.org.br/vilamariana), com ingressos de R$ 2,40 a R$ 12,00. Um bom programa roqueiro à brasileira.

Também fazem parte do Submarinos outros nomes bacanas da cena independente brasileira: João Leão (teclados), Juliana R. (vocal e teclados), Marcelo Cabral (baixo) e Tony Gordin (bateria). A essência do trabalho dessa banda sai da comunhão de ideias entre Júnior Boca e parcerias com Catatau, Rian Batista (também do Cidadão Instigado), Juliana R. e o trompetista Guizado, que acabaram gerando as composições incluídas no álbum de estreia.

O som da nova banda de Júnior Boca investe em uma fusão de elementos do folk e do rock com um tempero de psicodelismo e música brasileira. Pela Mágica Imaginação, álbum de estreia dos Submarinos, será a base do repertório do show do grupo no Sesc Vila Mariana, com a inclusão de outras músicas de seus integrantes aqui e ali.

Ouça The Slope, com o Submarinos:

Otto canta Martinho da Vila em SP

Por Fabian Chacur

Um show que promete ser no mínimo surpreendente será realizado de sexta (14) a domingo (16) em São Paulo. Trata-se do cantor, compositor e musico pernambucano Otto, que irá reler na íntegra o álbum Canta Canta Minha Gente, lançado em 1974 e um dos grandes sucessos da carreira de Martinho da Vila. O local será o Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, 141- fone 0xx11 5080-3000, www.sescsp.com.br), com ingressos que custam de R$ 6,40 a R$32,00.

Tudo bem que o trabalho de Otto inclui elementos de samba em sua mistura peculiar, mas é bastante diferente do realizado por Martinho da Vila, intitulado pelo jornalista especializado no gênero Mateus Filho como “O Pelé do Samba”, de forma merecida. O repertório dos shows terá as 12 músicas do LP, incluindo Canta Canta Minha Gente, Disritmia e Malandrinha, todas com arranjos bem diferentes dos originais.

A banda que acompanhará o artista contará com Pupillo (bateria), Regis Damasceno (baixo e violão), Rodrigo Campos (cavaquinho), Thiago França (flauta), Marcos Axé (percussão) e Malê (percussão). Os shows começam às 21h na sexta (14) e sábado (15), e às 18h no domingo (16h). Se por acaso você estiver a fim de ir, corra logo para comprar os ingressos, pois show no Sesc é garantia de bilhetes esgotados rapidinho.

Nascido em 28 de junho de 1968, Otto integrou as bandas Nação Zumbi e Mundo Livre S.A. antes de resolver partir para a carreira solo. Sua estreia nessa nova fase, o álbum Samba Pra Burro (1998), arrancou grandes elogios de crítica e público por sua mistura de mangue beat, samba, rock psicodélico e muito mais. Desde então, firmou-se como um artista no mínimo interessante. Seu trabalho autoral mais recente, The Moon 1111, saiu em 2012.

O Que Dirá o Mundo, com Otto:

Um show loki do lendário Arnaldo Baptista

Por Fabian Chacur

Existem shows musicais que deveriam ter um aviso ao público. Algo assim: só para iniciados. São apresentações que exigem de quem as vê tolerância, mente aberta e a certeza de que não irão ver um espetáculo convencional. Um bom exemplo desse tipo de apresentação foi a realizada nesta fria noite de quinta-feira (29) por Arnaldo Baptista no Sesc Vila Mariana (SP), com casa cheia.

Todos conhecem a trajetória deste lendário cantor, compositor e músico paulistano. Primeiro, integrante dos Mutantes em seus anos de ouro. Depois, carreira solo, breve período com o Patrulha do Espaço, precoce e horrível flerte com a morte do qual escapou no início dos anos 80, mas com sequelas… Veja o documentário Loki e entenda como foi duro para ele sobreviver e seguir em frente. Barra Lúcifer perde!

Graças a Deus, ele está aí, tocando ao vivo, gravando, fazendo exposições com suas pinturas. Mas o Arnaldo Baptista de hoje guarda uma boa distância daquele que cativou a todos nos anos 60 e 70. E ver um de seus shows atualmente mostra isso de forma brutal. Você sabe estar diante de alguém com menos de 50% do potencial físico e musical de antes. Mas, ainda assim, muito interessante e com muito a dizer, do seu jeito.

Sua performance no Sesc Vila Mariana atendeu as expectativas. Voz e piano, vestindo aquela blusa dourada que virou sua marca nessa fase, ele ainda mostra habilidade nos teclados, com passagens intrincadas, harmonias e arranjos bem diferentes para as canções que toca e voz bem mais crua e distante dos bons tempos, mas ainda assim reconhecível de imediato. Ainda é ele, apesar dos pesares, o que não é pouco.

O repertório traz alguma coisa da carreira solo, como Cê Tá Pensando Que Eu Sou Loki?, algo dos Mutantes, entre elas Balada do Louco (que abriu o show), e muitas músicas que a maioria nunca associaria ao músico. Que tal Rocket Man e Skyline Pigeon, de Elton John? Ou Take It To The Limit, dos Eagles? Ou ainda Lampião de Gás, eternizada na voz de Inezita Barroso?

E teve mais, tipo Yesterday (Beatles), Blowin’ In The Wind (Eduardo Suplicy, digo, Bob Dylan), Down By The Riverside, Sweet Georgia Brown, Honky Tonk Women e um pot-pourry que eu apelidaria de “azedo”, pelo fato de juntar Lemon Tree (Pete Seeger) e Meu Limão Meu Limoeiro (Jorge Ben). Também tivemos inéditas e temas instrumentais. Cada música não durava mais do que três ou quatro minutos.

Após cada música, Arnaldo soltava um obrigado antes mesmo de os aplausos surgirem (e eles surgiram, felizmente). A plateia teve total respeito pelo artista, e curtiu o show, que tinha no palco pétalas de rosas e a projeção de imagens de algumas das obras do ex-mutante, com efeito simples, porém muito compatível com o que estava sendo apresentado pelo músico.

Com uma hora de duração, o show de Arnaldo Baptista é daquele tipo de espetáculo que o público médio certamente não suportaria, graças a sua imprevisibilidade e total ausência daqueles parâmetros habituais em espetáculos musicais mais populares. Mas quem vai vê-lo prevenido certamente sairá de lá feliz por poder partilhar momentos musicais peculiares com um verdadeiro sobrevivente em todos os aspectos possíveis. Valeu, Loki do bem!

Ouça Será Que Eu Vou Virar Bolor, com Arnaldo Baptista, clipe dos anos 70:

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