Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Tag: show (page 1 of 38)

Matuto Moderno comemora 20 anos de estrada com shows

Matuto Moderno crédito Ulisses Matandos-400x

Por Fabian Chacur

Nada mais legal do que a miscigenação que marca o Brasil como país, especialmente em termos culturais. Na música, essa liberdade de misturar o tempo todo gerou frutos bem bacanas. O grupo Matuto Moderno exemplifica bem tal tendência, com sua fusão de música rural brasileira com a rebeldia e a energia crua do rock. Eles celebram 20 anos de carreira com shows em São Paulo de quinta a domingo (20 a 23), sempre ás 19h15, na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, nº 111- Centro- fone 0xx11-3321-4400), com entrada gratuita.

O Matuto Moderno tem como integrantes Ricardo Vignini (viola caipira), Zé Helder (viola caipira e vocal), Edson Fontes (vocal e catira), Marcelo Berzotti (baixo e vocal), André Rass (percussão) e Carlinhos Ferreira (percussão). Com cinco CDs lançados, eles provaram que viola caipira, catira e congado podem perfeitamente ser temperados com poderosos riffs roqueiros sem desvirtuar nenhuma dessas vertentes sonoras. O público conquistado, dos maiores, prova o acerto.

Nos shows em São Paulo, o grupo contará com as participações especiais do percussionista Carlinhos Ferreira e de um dos nomes mais criativos da música paulista. Trata-se do cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista André Abujamra, conhecidos por seus trabalhos com os grupos Os Mulheres Negras e Karnak. Ele, inclusive, tem uma música sua, em parceria com Ricardo Vignini, gravada pelo Matuto, a ótima Topada, do CD Matuto Moderno 5 (2013).

No repertório das apresentações, serão incluídas faixas extraídas de todos os álbuns da banda, entre elas Manacá, Curva de Rio, Topada e Ecologia Brasileira, além de algumas de André Abujamra, entre as quais Juvenar e Milho. Também serão realizadas homenagens aos saudosos Índio Cachoeira, Inezita Barroso e Pena Branca.

Curva de Rio (ao vivo)- Matuto Moderno:

Ira! relê ao vivo em São Paulo seu LP Psicoacústica (1988)

ira! 2018-400x

Por Fabian Chacur

Em 1988, o Ira! lançou o seu álbum mais experimental. Após dois trabalhos de muito sucesso, o grupo paulistano mostrou no LP Psicoacústica uma disposição de explorar novos rumos sonoros que a capa em 3-D (com direito a um óculos especial de brinde) já indicava. A banda comemora os 30 anos desse trabalho com dois show em São Paulo, nesta sexta (14) e sábado (15), sempre às 21h30, no Sesc Belenzinho- Comedoria (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos custando de R$ 9,00 a R$ 30,00.

O set list dos shows do grupo paulistano trará na íntegra o repertório de seu terceiro álbum, do qual fazem parte músicas marcantes como Rubro Zorro, Poder, Sorriso, Fama, Receita Para Se Fazer Um Herói, Pegue Essa Arma e Farto de Rock ‘N’ Roll, que nem sempre costumam ser tocados ao vivo nos seus shows. Essa mistura de psicodelia, hard rock e até elementos de rap não vendeu muito na época, mas lhes proporcionou um CD influente e relembrado com carinho em sua discografia.

De volta à ativa desde 2014, após alguns anos fora de cena, o Ira! mantém de sua formação clássica Nasi (vocal) e Edgard Scandurra (guitarra e vocal), que hoje tem a seu lado Evaristo Pádua (bateria), Johnny Boy (teclados e violão) e Daniel Rocha (baixo). Além das músicas de Psicoacústica, haverá espaço para hits como Flores Em Você, Dias de Luta, Núcleo Base, Envelheço Na Cidade e Tarde Vazia.

Psicoacústica- Ira! (ouça em streaming):

Taryn Donath mostra o swing do beatnik blues em Sampa

taryn donath-400x

Por Fabian Chacur

Em 1998, Taryn Donath lançou o seu álbum de estreia, Have Piano Will Travel, com o qual surpreendeu os fãs de r&b, jazz, soul e swing, mesmo tendo apenas 17 anos de idade. Desde então, essa talentosa cantora e pianista californiana ampliou seus horizontes e se consolidou como uma artista de rara consistência musical. Ela se apresenta em São Paulo pela primeira vez nesta quarta (5) às 21h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com couvert artístico a R$ 50,00.

Com 37 anos de idade, Taryn tocou com bandas, mas tornou-se conhecida por se dedicar a um formato não tão comum em seu estilo musical, no qual se acompanha ao piano e tem a seu lado apenas um baterista, um tipo inusitado de duo. Dessa forma, conquistou fãs em seu pais com o que ela apelidou de beatnik blues, mescla de swing, rhythm and blues, soul e jazz no qual se destacam sua voz bem colocada e um balanço contagiante no piano inspirado nos grandes mestres.

No show do Bourbon Street, Taryn terá a seu lado dois músicos brasileiros, o baterista Jaderson Cardoso e o gaitista Marcelo Naves. O repertório deve trazer músicas de CDs como o de estreia e também de Gardenia (2012) e Memories Of Ruth, este último uma homenagem à saudosa e brilhante cantora de rhythm de blues Ruth Brown (1928-2006). Músicas como I’ll Wait For You e The Mess Around, hits respectivamente de Ruth Brown e Ray Charles, são destaques.

I’ll Wait For You– Taryn Donath:

Olivia Gênesi/Raquel Martins cantam juntas em São Paulo

olivia genesi e raquel-400x

Por Fabian Chacur

Embora a grande mídia prefira ignorar, existem inúmeros artistas talentosos no atual cenário musical brasileiro, todos batalhando para solidificar e viabilizar suas carreiras. Olivia Gênesi e Raquel Martins integram uma parte nobre desse time, com trajetórias bem bacanas e trabalhos de primeira. Elas se apresentam em São Paulo nesta quarta (5) às 21h no projeto Talento MPB do Bar Brahma (avenida São João, nº 677- República- fone 0xx11-2039-1250), com ingressos a R$ 30,00.

Juntas, as duas lançaram em 2016 o CD O Mar e Outras Águas, cujo repertório se fará presente neste show, assim como canções de seus discos solo mais recentes, Amor e Liberdade (Olivia) e Percepções Sonoro Poéticas (Raquel). As duas cantarão, sendo que Olivia tocará piano, guitarra, escaleta e percussão, enquanto sua colega de palco se incumbirá de guitarra, violão e baixolão.

Uma canção será lançada precisamente neste show, uma homenagem ao histórico local onde a apresentação será realizada. Trata-se de Lua Paulistana, com letra a cargo de Raquel e melodia feita por Olivia. A faixa será lançada em breve nas plataformas digitais no formato single pelo selo Elefante D. O som delas é uma mistura de MPB, pop, rock, folk e muito mais, com direito a letras consistentes e melodias bacanas.

Saiba mais sobre Olivia Gênesi aqui, e sobre Raquel Martins aqui.

Seiva da Vida (ao vivo)- Olivia Gênesi e Raquel Martins:

Zé Brasil, o roqueiro classudo, lança primeiro CD solo em SP

Ze Brasil - Foto Trojan - 2018-400x

Por Fabian Chacur

Zé Brasil é merecedor da denominação “roqueiro classudo”. Afinal, com quase 50 anos de trajetória dedicado ao velho e bom rock and roll, nunca, jamais, perdeu a classe, mesmo perante as dificuldades que se apresentaram à sua frente nesse tempo todo. Ele enfim lança o seu primeiro álbum solo, autointitulado, e mostra esse trabalho em show em São Paulo na próxima sexta (31) às 21h30 na comedoria do Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº1.000- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos custando de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Na estrada desde 1970 e com passagens por EUA, Reino Unido, França e Espanha, Zé Brasil integrou bandas bacanas como Apokalypsis, UHF, Delinquentes de Saturno e Space Patrol, esta última um embrião da Patrulha do Espaço. Parceiro do mutante Arnaldo Baptista na música Cabelos Dourados (homenagem a Rita Lee), este cantor, músico, produtor e compositor já fez trabalhos com diversos nomes do rock brasileiro. Ele é uma cabeças pensantes do projeto 70 de Novo, que busca resgatar o espírito criativo e visionário do rock dos anos 1970.

Zé Brasil, o CD, que também está disponível nas principais plataformas digitais, traz 11 faixas, sendo dez delas inéditas e uma a releitura de sua faixa mais conhecida, Novo Eden, que ele gravou em parceria com a cantora e parceira de vida Silvia Helena. Trata-se de um trabalho dos mais consistentes, no qual ele mescla rocks básicos ótimos, como Borocoxô, Louco de Rock e Passarinho Rock And Roll, com baladas roqueiras bacanas como Segredo da Vida e Tudo a Ver.

A sonoridade do cara mescla rock básico, folk e muito mais, com influências de Bob Dylan, Jethro Tull e Beatles, entre outros. Temos até um reggae, Tudo a Ver. As letras trazem mensagens positivas e bom humor. Já Era de Aquarius, Maya, Peregrino e Victor são outros momentos importantes de um CD ótimo e repleto de personalidade. Opa, citei todas as faixas do álbum… E elas mereceram!

O disco conta com a participação de diversos músicos conhecidos com os quais Zé Brasil já trocou muitas figurinhas em sua carreira, entre os quais Edgard Scandurra (Ira!), Billy Forghieri (Blitz), Rolando Castello Junior (Patrulha do Espaço), Xando Zuppo (Harpia, Patrulha do Espaço), Adriano Grineberg e Jimmy Pappon, entre outros. Além, é claro, dos vocais de Silvia Helena. No show, Zé terá a seu lado Julio Manaf (guitarra), Mario Baraçal (baixo), Alexandre Barreto (bateria) e Silvia Helena (voz). Para ver, curtir e celebrar junto!

CD Zé Brasil-ouça em streaming:

Felipe Antunes mostra poder da cultura lusófona em show

foto Jackeline Stefanski-400x

Por Fabian Chacur

Lusófonos são todos os países que tem na língua portuguesa o seu laço fundamental de união, que por consequência abre as portas para importantes intercâmbios culturais. Dessa forma, nada mais lusófono do que Cru, segundo álbum-livro solo de Felipe Antunes que envolve parcerias com artistas do Brasil, Portugal, Moçambique e Angola. Ele lança esse trabalho com show em São Paulo neste sábado (18) às 21h30 no Sesc Avenida Paulista (Avenida Paulista, nº 119-fone 0xx11-3170-0800), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00.

A ideia do novo trabalho deste cantor, compositor, músico e pesquisador paulista, basicamente gravado em Portugal, surgiu em shows que fez na Europa, e traz como seu braço direito o violoncelista holandês Tjalle Rens, que por sinal participará do show. Também estão no álbum e estarão no show a cantora Kika e o rapper Xis, o poeta Oswaldo de Camargo e o violonista Leonardo Mendes, este último filho do célebre cantor e compositor baiano Roberto Mendes.

As canções de Cru, que surgiram através de parcerias com artistas portugueses, angolanos, brasileiros e moçambiquenhos, serão a base do show, entre as quais Modelo Guanabara, Notícias, Epidemia e Almada Negreiros. O disco também traz uma interessante releitura de Superhomem- A Canção, clássico do repertório de Gilberto Gil.

Felipe Antunes ficou conhecido no cenário musical como integrante da banda Vitrola Sintética, que lançou três álbuns e já concorreu a importantes prêmios na cena musical brasileira. Seu álbum solo, também no formato álbum-livro, saiu em 2016, intitulado Lâmina e com participações especiais de Hélio Flanders, Ná Ozzetti e Bocato.

Modelo Guanabara– Felipe Antunes:

Mirco Patarini faz show único e com entrada franca em SP

mirco patarini 2-400x

Por Fabian Chacur

O acordeon costuma ser imediatamente associado à música sertaneja/caipira no Brasil. No entanto, trata-se de um instrumento musical versátil e utilizado em diversos contextos musicais, inclusive na música erudita. E um dos grandes nomes do acordeon erudito mundial, o italiano Mirco Patarini, fará em São Paulo neste domingo (19) às 11h uma apresentação no Circolo Italiano San Paolo (avenida Ipiranga, nº 344- República- fone 0xx11-3154-2908), com entrada gratuita. Boa chance de se ver um mestre em ação.

Nascido na cidade italiana de Spoleto, Patarini começou a estudar o acordeon aos 12 anos de idade. Com o tempo, tornou-se um dos craques em seu país. Ele foi o mais jovem músico a vencer a Copa Mundial do Acordeon, maior competição mundial dedicada a esse instrumento e promovida pela CIA- Confederação Internacional do Acordeon. Com o tempo, amealhou mais de 50 vitórias em certames desse tipo.

O repertório desse músico de 52 anos é essencialmente composto por composições de autores eruditos, mas também possui espaço para outros de viés popular. Entre outros, ele interpreta obras de nomes como Johannes Brahms, Niccolò Paganini, Viacheslav Semjonov, Astor Piazzola e até mesmo dos brasileiros Oswaldinho do Acordeon e Sivuca.

Mirco Patarini já tocou em países como França, Suíça, Portugal, Venezuela, EUA, Rússia, China, Alemanha, Reino Unido, Egito, Japão, Austrália e Brasil. Hoje, além de suas apresentações pelo mundo, algumas delas acompanhado por orquestras, ele também é o presidente da Confederação Internacional do Acordeon e da Scandalli, esta última a maior e mais prestigiada fábrica de acordeons do mundo, além de ser o diretor artístico do Strumenti & Musica Festival.

Programa do espetáculo de Mirco Patarini em SP:

1. Corale in Strofe Variate (Guido Farina)

2. Balletomania (Vittorio Melocchi)

3. Finale della Sonata 1 (Nikolaj Tschaikin)

4. Danza Espanola n°2 Oriental (Enrique Granados)

5. Capriccio °24 in La minore (Niccolò Paganini)

6. La Cumparsita (Geraldo Matos Rodriguez) – arranjo de Luciano Fancelli

7. Um Tom Para Jobim – (Oswaldinho do Acordeon/ Sivuca)

8. Don Rhapsody – (Viachelsav Semjonov)

Um Tom Para Jobim (ao vivo)- Mirco Patarini:

Joan Osborne, de “One of Us”, faz show único em São Paulo

joan osborne-400x

Por Fabian Chacur

One hit wonder (maravilha de um sucesso só, em tradução livre) é a frase com a qual são definidos artistas que possuem um único hit em suas carreiras. A cantora e compositora americana, com a sua maravilhosa One of Us, infelizmente se inclui nessa categoria de estrelas pop. Isso, no entanto, não significa que essa moça de 56 anos não tenha uma carreira das mais respeitáveis.

Ela se apresenta pela primeira vez em São Paulo na próxima terça-feira (21) às 21h no Theatro Net São Paulo (Shopping Vila Olímpia- 5º andar- rua Olimpíadas, nº 360- fone 0xx11-3448-5061), com ingressos de R$ 45,00 a R$ 380,00. O show faz parte da turnê com a qual ela está divulgando o seu mais recente álbum, Songs of Bob Dylan (2017).

A carreira de Joan teve início na década de 1980, com direito a shows e a lançamentos pela via independente. Em 1991, lançou dessa forma o álbum Soul Show: Live At Delta 88. Com esse lançamento, no qual mostrava uma mistura de rock, soul e pop, atraiu as atenções da Mercury Records. Pela gravadora, estreou em 1995 com o CD Relish, no qual contou com o apoio de Eric Bazilian e Rob Hyman, da banda The Hooters, a mesma que acompanhou Cyndi Lauper no álbum que tornou essa cantora uma estrela, She’s So Unusual (1983).

A dupla deu a Osborne o mesmo impulso, pois Relish atingiu a posição de nº 9 na parada americana, emplacando como single a balada rock One of Us, que atingiu o 4º lugar entre os singles mais vendidos nos EUA. O CD também tinha outras faixas bem legais, como Right Hand Man, Dracula Moon, St Teresa e Spider Web, tornando a cantora um sucesso em diversos países, além da sua terra natal.

Infelizmente, Joan nunca mais conseguiu emplacar um novo hit. E não foi por falta de tentativas. O simpático álbum Righteous Love (2000), por exemplo, que tinha a dura missão de suceder Relish, não passou da posição de número 90 na parada ianque, o que levou a Mercury (que faz parte da Universal Music) a não renovar o seu contrato.

O ótimo How Sweet It Is (2000), lançado por um selo independente e com covers de rock e soul, foi pior ainda nas paradas, mesmo com a releitura de I’ll Be Around, hit na década de 1970 com os Spinners, tendo tido alguma repercussão, inclusive no Brasil. Ela lançaria outros álbuns bem legais só com releituras de sucessos alheios: Bring It On Home (2012), Breakfast In Bed (2007) e o recente Songs of Bob Dylan.

Mesmo uma reunião com Eric Bazilian, Rob Hyman e o produtor Rick Chertoff, o elogiado Little Wild One, com repertório de inéditas, não conseguiu espantar a zica. Em 2010, ela passou a conciliar a carreira solo com o posto de cantora da banda de rock Trigger Hippy, com a qual gravou um álbum autointitulado em 2014.

Osborne fez algumas parcerias bem bacanas nesses anos todos. Em 2002, por exemplo, ela foi uma das convidadas no incrível documentário Standing In The Shadows of Motown, que contou a história dos Funk Brothers, grupo de músicos que participou das gravações da lendária gravadora Motown em singles e álbuns antológicos de astros como Stevie Wonder, Marvin Gaye, The Four Tops, The Supremes etc.

Ela gravou acompanhada por eles no documentário e em sua trilha sonora boas releituras de (Love is Like a) Heatwave (hit com Martha Reeves & The Vandellas) e What Becomes of The Brokenhearted (sucesso com o cantor Jimmy Ruffin) e participou de uma turnê ao lado de alguns daqueles músicos incríveis.

A cantora participou com destaque de alguns álbuns-tributo e também integrou uma turnê com o grupo country feminino The Dixie Chicks. No repertório de seu show em São Paulo, teremos, entre outras, One of Us, I’ll Be Around, Crazy Baby, Hallelujah In The City, What You Gonna Do, To The One I Love, além de canções de Songs Of Bob Dylan.

One of Us– Joan Osborne:

Dusty Old Fingers retornam e fazem um show em Campinas

dusty old fingers grupo 400x

Por Fabian Chacur

Depois de uns bons anos longe de cena, volta à ativa um dos grupos mais bacanas do rock brasileiro desta década. Trata-se do Dusty Old Fingers. Oriundo de Campinas (SP), o afiadíssimo time roqueiro lançou em 2013 um excelente álbum conceitual, The Man Who Died Everyday (leia a resenha de Mondo Pop aqui).

Eles iniciam essa nova fase com show em Campinas neste sábado (11) às 19h30 na Fundação Jurgensen (rua Frei Antônio de Pádua, nº 889- Jardim Guanabara), com ingressos a R$ 15,00 (antecipados) e R$ 25,00 (na hora- mais informações pelo fone 0xx19-3242-1769). A abertura fica por conta da banda Les Miserables.

O Dusty Old Fingers traz como figuras de ponta o carismático cantor e guitarrista Fabiano Negri, que também investe em uma consistente carreira solo, e o guitarrista e backing vocalista Tony Monteiro, um dos mais competentes críticos de rock deste país. Temos também os ótimos músicos Joni Leite (baixo) e Rick Machado (bateria). Ao vivo, completam o time as backing vocalistas Nara Leão e Sheila Le Du.

No show, a banda mostra as músicas de seu álbum de estreia, cujo tema é a vida do saudoso Brian Jones, guitarrista dos Rolling Stones nos anos 1960 e morto tragicamente em 1969, com apenas 27 anos. Músicas como Lost Eyes e Blond Hair Baby Face mergulham nos aspectos da trajetória daquele músico genial com uma sonoridade mesclando rock, blues, folk e country. A ótima inédita Never Drive Faster Than My Angel Can Fly também estará no set list.

Dois dos integrantes da Dusty Old Fingers farão jornada dupla neste show, pois também integram o Les Miserables. São eles Tony Monteiro e Joni Leite, que terão a seu lado Marcos Machado (vocal), David Andres (guitarra) e Junior Baroni (bateria). O repertório do quinteto dará uma geral em clássicos do rock brasileiro da década de 1970.

Lost Eyes (clipe)- Dusty Old Fingers:

Alaíde Costa e Toninho Horta fazem 4 shows em São Paulo

Toninho Horta e Alaíde Costa -foto Geraldo Rocha-400x

Por Fabian Chacur

A amizade entre Alaíde Costa e Toninho Horta teve início entre o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1970, nos bons tempos do Clube da Esquina. Em 2011, o produtor Geraldo Rocha teve a ideia de reuni-los, projeto que se concretizou em 2015 com o lançamento do elogiado álbum Alegria é Guardada em Cofres Catedrais. A dupla estará em São Paulo para shows de quinta a domingo (9 a 12), sempre às 19h15, na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, nº111- Centro- fone 0xx11-3321-4400), com entrada gratuita.

Alaíde Costa tornou-se conhecida do grande público na fase inicial da bossa nova, e se firmou como uma das elogiadas intérpretes da nossa música. Por sua vez, Toninho Horta apresentou seu talento como cantor, guitarrista, violonista e compositor ao lado de Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges e companhia bela. Em 1972, Alaíde participou do seminal álbum Clube da Esquina, em estupenda regravação de Me Deixa Em Paz (Monsueto) ao lado do Bituca. Horta também marcou presença nesse álbum clássico da música brasileira e mundial.

Alegria é Guardada em Cofres Catedrais, o CD, traz basicamente um resgate de clássicos dos anos 1960 e 1970 dos geniais compositores mineiros, entre os quais Travessia, Outubro, Beijo Partido, Nascente, Sol de Primavera e Tudo o Que Você Podia Ser. Também entrou no repertório Sem Você (Tom e Vinícius), que Horta afirma ter sido a primeira música que ouviu na voz de Alaíde, faixa de seu álbum Alaíde Joia Moderna, lançado em 1961 e com o genial Baden Powell no violão.

O show será em um formato bem intimista, com Alaíde cantando e Toninho se alternando entre violão e guitarra. Ambos também tem projetos individuais sendo concretizados. No caso do músico mineiro, um songbook com o melhor de sua bela produção musical. Já Alaíde lançará em breve o seu primeiro DVD, em parceria com o Canal Brasil. Também teremos no futuro um documentário registrando a parceria histórica entre esses dois grandes artistas.

Tudo Que Você Podia Ser– Alaíde Costa e Toninho Horta:

Older posts

© 2018 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑