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Barão Vermelho mostra nova cara e os grandes hits em SP

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Por Fabian Chacur

Em 2017, o Barão Vermelho voltou ao cenário rock nacional. No lugar de Roberto Frejat, que optou de vez pela carreira-solo, entrou Rodrigo Suricato, incumbindo-se de vocal, violão e guitarra. Desde então, o time, que depois também perdeu o baixista Rodrigo Santos, está na estrada, mostrando sua nova cara. Eles tocam nesta sexta (27) às 22h30 em São Paulo na Casa Natural Musical (rua Artur de Azevedo, nº 2.134- Pinheiros- fone 0xx11-4003-6860), com ingressos de R$ 140,00 a R$ 200,00.

A atual encarnação desta marcante banda surgida no Rio em 1981 e um dos pilares do rock brasileiro na década de 1980 e desde então traz, além de Suricato, os fundadores Guto Goffi (bateria) e Mauricio Barros (teclados) e Fernando Magalhães (guitarra), este último no time há quase 30 anos. Uma escalação concisa e com muita fome de palco, como seus shows recentes mostraram aos fãs.

Como forma de marcar a fase atual, o grupo acaba de lançar nas plataformas digitais #Barãoprasempre, que traz nove músicas gravadas ao vivo no Rio no Estúdio Palco 41, sendo sete delas releituras elétricas de hits da banda como Pense e Dance, Pro Dia Nascer Feliz, Puro Êxtase e Eu Queria Ter Uma Bomba e as releituras acústicas de Por Você e Brasil, esta última hit da carreira solo do primeiro vocalista da banda, Cazuza. As gravações ainda tiveram Rodrigo Santos como baixista.

No repertório do show, teremos músicas desse álbum digital e também outros sucessos marcantes do Barão Vermelho, entre os quais Bete Balanço, Maior Abandonado e Por Que a Gente é Assim. Além de dar prosseguimento à atual turnê, o grupo promete para um futuro não muito distante um trabalho com canções inéditas.

Pense e Dance (nova versão)- Barão Vermelho:

Jane Duboc interpreta hits em show no Sesc Pompeia (SP)

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Por Fabian Chacur

A carreira de Jane Duboc equivale a uma belíssima viagem pelo mundo da música. Esta incrível cantora paraense está há mais de 40 anos na estrada, período durante o qual se consolidou como uma artista do mais alto gabarito. Menos reconhecida do que deveria pela mídia brasileira, ela dá uma geral em seus hits e momentos mais estelares no show Uma Vida Para a Música, que será apresentado em São Paulo nesta sexta (20) às 21h no Sesc Pompeia (rua Clélia, nª 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos custando de R$ 9,00 a R$ 30,00 (mais detalhes aqui).

No repertório dessa apresentação, teremos canções que estiveram nas paradas de sucesso nos anos 1980 e 1990. Entre elas, estão escaladas Chama da Paixão, Sonhos, Manuel o Aldaz, Besame, Só nós Dois, Todo Azul do Mar e Partituras. São músicas que frequentaram programas de TV e trilhas de novelas, em uma época que material de qualidade também conseguia essa façanha, hoje não tão simples.

Nascida em Belém (PA) em 16 de novembro de 1950, Jane Duboc morou por seis anos nos EUA quando ainda era adolescente. Nesse período, estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática na Faculdade de Música da Universidade da Georgia. Por lá, casou com o músico Jay Anthony Vaquer, que tocaria com Raul Seixas. Juntos, tiveram o filho Jay Vaquer, hoje um dos nomes mais promissores da nova geração.

Ao voltar ao Brasil em 1977, depois de trabalhar como cantora, musicista e professora nos EUA, ela participou de shows de Egberto Gismonti, integrou pequenos grupos musicais e gravou jingles, entre outras ocupações. Em 1980, lançou Languidez, seu primeiro álbum solo, que contou com participações especiais de Toninho Horta, Djavan e Sivuca, além de divulgação com clipe no Fantástico. Em 1982, obteve como intérprete o terceiro lugar no MPB Shell, promovido pela Rede Globo, com a canção Doce Mistério (Tentação).

Versátil, ela participou em 1983 do hoje clássico álbum O Grande Circo Místico, de Chico Buarque e Edu Lobo, cantando Valsa dos Clowns, e como vocalista do álbum Depois do Fim, do grupo de rock progressivo carioca Bacamarte. Bastante conhecida e respeitada entre os colegas, ela ainda não havia obtido um grande sucesso comercial. Isso viria logo a seguir, e de forma bastante significativa.

Em 1987, Jane lançou seu primeiro álbum pela gravadora Continental, e nele incluiu as duas canções que invadiram as paradas de sucesso de todo o país logo a seguir: as românticas Chama da Paixão e Sonhos, que a levaram a participar de programas populares de TV. A partir daí, até meados dos anos 1990, teve presença constante em trilhas de novelas.

Mesmo sem tanta divulgação na grande mídia, a carreira de Jane nos últimos 25 anos é repleta de momentos importantes. Em 1992, por exemplo, lançou o belo Movie Melodies, com releituras personalizadas de grandes temas de filmes. Em 1994, gravou em parceria com o consagrado músico de jazz americano Gerry Mulligan o álbum Paraíso, lançado no exterior pelo prestigiado selo Telarc Jazz Records.

Em alguns momentos, ela dedicou álbuns inteiros a repertório de compositores que admira. Ela fez isso com as obras de Flávio Venturini (Partituras, 1995), Egberto Gismonti (Canção da Espera, 2008) e o filho Jay Vaquer (Sweet Face Of Music, 2010). De 2000 a 2011, foi sócia da gravadora Jam Music, que durante sua existência lançou álbuns dela e de artistas como Angela Ro Ro, Beth Carvalho, Alaíde Costa, Oswaldo Montenegro, Celso Viáfora e Cristina Buarque, entre outros.

Seu mais recente trabalho é o CD Duetos, no qual conta com as participações especiais de Bianca e Egberto Gismonti, Oswaldo Montenegro, Celso Fonseca, Fábio Jr., Toquinho, Roupa Nova e Roberto Menescal. Ah, quer mais uma, e das boas, para finalizar? Jane participou em 6 de outubro de 1993, no Olympia, em São Paulo, de um show do astro do rock Peter Gabriel, cantando com ele Blood Of Eden. E acreditem: faltou muita coisa feita por ela nesse post. Muita mesmo!

Besame– Jane Duboc:

Bianca Gismonti homenageia Egberto Gismonti em show

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Por Fabian Chacur

Aos 9 anos de idade, Bianca Gismonti resolveu seguir os passos do pai famoso, o consagrado músico e compositor Egberto Gismonti. Não poderia ter tomado decisão mais acertada. Muito talentosa, ela se firmou no cenário nacional e internacional. Ela agora homenageia os 70 anos completados por seu genitor em dezembro com um show no Rio de Janeiro nesta quinta (19) às 22h30 no Blue Note (Avenida Borges de Medeiros, nº 1.424- 3º andar- Lagoa-fone 0xx21-3799-2500), com ingressos custando R$ 45,00 (meia) e R$ 90,00 (inteira).

O show, intitulado Gismonti 70, será realizado pelo Bianca Gismonti Trio, integrado pela sua líder (piano), Julio Falavigna (marido de Bianca, na bateria) e Antônio Porto (baixo). O repertório trará composições do homenageado, como Palhaço, Maracatu, Água e Vinho e Loro, e também material próprio. Teremos as participações especialíssimas de Olivia Byington (voz) e Robertinho Silva (percussão).

A apresentação equivale a uma preparação para shows que o trio fará em junho em Budapeste (Hungria), Kobe e Shiga (ambas no Japão). O selo húngaro Hunnia Records irá lançar o próximo álbum do grupo. Vale lembrar que o trabalho anterior deles, Primeiro Céu (2015), também saiu no exterior, pelos selos Quinton Records (Áustria) e Impartment (Japão). Leia mais sobre Bianca Gismonti aqui.

Palhaço (ao vivo)- Bianca Gismonti Trio:

Edu Lobo faz show em SP com Romero Lubambo e M. Senise

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Por Fabian Chacur

Desde o seu estouro em 1967 como cantor, compositor e músico em um festival promovido pela TV Record com a música Ponteio, Edu Lobo só viu o seu prestígio aumentar. Um dos grandes nomes da geração anos 1960 da MPB, ele felizmente se mantém ativo e com novos projetos. O mais recente rendeu o elogiado CD Dos Navegantes, gravado em parceria com Romero Lubambo e Mauro Senise. Ele mostra o repertório deste álbum em São Paulo com show nesta quinta (19) às 22h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos custando R$ 245,00 (standard) e R$ 290,00 (premium).

Dos Navegantes reúne 11 composições de Edu Lobo, sendo uma delas a inédita Noturna (instrumental) e as outras 10 pinçadas das várias fases da carreira de Edu, com ênfase em momentos não tão conhecidos, embora da mesma qualidade que seus hits. Entre elas, temos Valsa Brasileira, Dos Navegantes, Gingado Dobrado, A Morte de Zambi e Toada.

O repertório do show deve incluir o repertório completo do CD do trio e mais alguns sucessos de seu protagonista, entre os quais Beatriz, História de Lily Braun e Choro Bandido. No palco, além dos três amigos, também teremos em cena a presença dos experientes Cristóvão Bastos (teclados), Luis Guello (percussão) e Bruno Aguiar (baixo).

Em seus mais de 50 anos de carreira, Edu Lobo soube como poucos mesclar bossa nova, música nordestina, música erudita e jazz, criando dessa forma uma sonoridade de acento próprio e brilhante. Suas parcerias com Chico Buarque geraram clássicos, mas sua obra vai muito além disso, e sempre abertas a novas experiências.

Com 62 anos, o violonista, guitarrista, compositor e arranjador carioca Romero Lubambo está radicado há anos nos EUA. Seu currículo inclui shows e gravações com gente do porte de Dianne Reeves, Cesar Camargo Mariano, Ivan Lins, Airto Moreira, Al Jarreau, Flora Purim e Grover Washington Jr, entre outros.

Por sua vez, Mauro Senise, de 57 anos, que toca sax, flauta e é arranjador, foi um dos fundadores do grupo de música instrumental Cama de Gato, e já trabalhou com Egberto Gismonti, Gal Costa, Milton Nascimento, Paulo Moura e Ney Matogrosso.

Gingado Dobrado– Edu Lobo, Romero Lubambo, Mauro Senise:

Ithamara Koorax faz show no RJ com suas canções favoritas

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Por Fabian Chacur

Em 1988, Ithamara Koorax fazia backing vocals para os cantores Tim Maia e Bebeto. Desde então, sua carreira tomou rumos extremamente positivos, e hoje ela celebra seus 30 anos de estrada com 21 álbuns lançados e fãs nos quatro cantos do mundo. A cantora dá uma geral no repertório desses trabalhos no show Minhas Canções Favoritas, que será realizado no Rio neste sábado (14) às 20h na Sala Municipal Baden Powell (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, nº 360- Copacabana- fone 0xx21-2547-9147), com ingressos custando R$ 25,00 (meia entrada) e R$ 50,00 (inteira).

Acompanhada por Paula Faour (piano), Jorge Pescara (baixo) e Cesar Machado (bateria), a intérprete nascida em Niterói (RJ) investirá em um repertório composto por canções como Iluminada, O Grande Amor, A Rã, Se Queres Saber, Un Homme Et Une Femme e The Shadow Of Your Smile, entre outras escolhidas a dedo pela atista.

Ithamara viu sua carreira solo tomar impulso em 1990, quando a música Iluminada entrou na trilha sonora da minissérie global Riacho Doce. Seria a primeira de um total de dez gravações dela a integrar trilhas de produções daquela emissora de TV. A boa repercussão lhe valeu prêmios. Seu primeiro CD, Ithamara Koorax, saiu em 1994.

Com uma mistura de elementos de jazz, bossa nova, MPB e música erudita, ela desenvolveu um estilo próprio que levou Elizeth Cardoso a se declarar sua madrinha musical. Ela atuou ao lado de nomes do porte de Tom Jobim, Luiz Bonfá, Marcos Valle, Edu Lobo, Ron Carter, Larry Coryell, Dave Brubeck e John Mclaughlin, e fez shows em mais de 20 países, entre os quais EUA, França, Alemanha e Japão. De quebra, foi considerada uma das melhores cantoras de jazz do mundo por publicações como a conceituada Down Beat americana.

Iluminada-Ithamara Koorax:

Brian McKnight faz show em SP c/ Cesar Camargo Mariano

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Por Fabian Chacur

Um belo encontro de dois badalados nomes da música. Este é o roteiro da nova edição do projeto beneficente Música Pela Cura, promovido pela Tucca (Associação Para Crianças e Adolescentes com Câncer). A apresentação reunirá o cantor, compositor e músico americano Brian McKnight e o pianista, compositor e arranjador brasileiro Cesar Camargo Mariano. O show será realizado no dia 18 (quarta-feira) às 21h na Sala São Paulo (Praça Júlio Mesquita, nº 16- Campos Elísios- fone 0xx11-2344-1051), com ingressos de R$ 120,00 a R$ 320,00.

Criada há 20 anos, a Tucca é uma organização não governamental que oferece tratamento multidisciplinar de excelência a crianças e adolescentes carentes com câncer, sem cobrar nada de paciente e familiares. Já foram atendidos por essa ONG mais de três mil pessoas, com taxas de cura próxims a 80%, em parceria com o Hospital Santa Marcelina. A renda obtida com este show será doada aos seus projetos.

Além de McKnight nos vocais e Cesar no piano, o show terá em cena Danilo Santana (teclados), Marcelo Mariano (baixo), Peter Farrell (guitarra e violão), Marcelo Martins (sax e flauta), Jessé Sadoc (trompete) e Cuca Teixeira (bateria). O repertório trará grandes hits do astro do r&b americano como Back At One, Crazy e One Last Cry e também clássicos da nossa música arranjados pelo consagrado músico brasileiro especialmente para esta ocasião.

Com 48 anos de idade, Brian McKnight é cantor, compositor e multi-instrumentista. Ele é irmão mais novo de Claude McKnight III, integrante do bem-sucedido grupo vocal Take 6, e lançou seu primeiro álbum, autointitulado, em 1992. Investindo em um r&b romântico e melódico, ele emplacou quatro de seus álbuns entre os 10 mais da parada americana, entre os quais Back At One (1999), cuja faixa-título se manteve durante oito semanas em 2º lugar entre os singles mais vendidos, superada apenas por Smooth, de Carlos Santana.

McKnight gravou duetos de sucesso com artistas do porte de Mariah Carey, Vanessa Williams, Boys II Men e Earth, Wind & Fire, entre outros. No Brasil, gravou em 2002 uma nova versão de Back To One ao lado de Ivete Sangalo, e em 2013, Easier (Mais Fácil), com o grupo Sorriso Maroto. Seus trabalhos mais recentes são o CD/DVD/Blu-ray gravado ao vivo An Evening With Brian McKnight (2016-incluindo um dueto com o astro canadense Gino Vanelli) e Genesis (2017).

Na estrada desde a década de 1960, Cesar Camargo Mariano integrou os grupos Sambalanço Trio e Som Três no início de sua carreira. Depois, ficou famoso como arranjador e produtor de Wilson Simonal e Elis Regina, entre outros. Ele desenvolveu uma carreira própria que traz mais de trinta lançamentos, incluindo parcerias com Nana Caymmi, Hélio Delmiro, Romero Lubambo, Leny Andrade, Wagner Tiso e o filho Pedro Mariano. Cesar é cultuado mundialmente graças a um trabalho que mescla o culto às tradições com belos mergulhos na modernidade.

Saiba mais sobre o Tucca e o projeto Música Pela Cura aqui.

Back At One (videoclipe)- Brian McKnight:

Mauricio Einhorn comemora em Sampa 80 anos de carreira

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Por Fabian Chacur

Com o show 80 Anos de Gaita, o gaitista e compositor carioca Mauricio Einhorn celebra oito décadas de uma carreira brilhante e repleta de pontos altos. Ele mostra em São Paulo esse novo espetáculo de sexta (13) a domingo (15), sempre às 19h15, com entrada gratuita, na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, nº 111- Centro- fone 0xx11-3321-4400). No sábado (14), também será exibido às 18h o documentário sobre sua trajetória musical, Estamos Aí, de 2013 e dirigido por Rodolfo Novaes.

Mauricio Einhorn e sua gaita terão a seu lado nos shows em São Paulo Alberto Chimelli (teclados), Luis Alberto (contrabaixo) e João Côrtez (bateria). O repertório, essencialmente de composições de sua autoria, será uma viagem por esses anos todos de estrada, com direito a clássicos do alto calibre de Estamos Aí, Já Era, Valsa Para Marina, Tema de Amor, Tristeza de Nós Dois e Conexão Leme, entre várias outras.

Descendente de poloneses, o músico carioca iniciou sua carreira ainda criança, e na década de 1940 já se apresentava em programas de rádio. A partir da década de 1950, firmou-se no setor dos shows em casas noturnas, além de iniciar a trajetória como compositor, sendo parceiro de gente do porte de Eumir Deodato, Johnny Alf, Durval Ferreira e Sebastião Tapajós. Ele tocou com Nina Simone, Sarah Vaughan, Herbie Mann e Toots Thielemans, entre outros astros internacionais.

O músico teve participação importante em movimentos musicais do Brasil como a Bossa Nova e a MPB, e viu suas composições gravadas por Tom Jobim, Leny Andrade, Paquito D’Rivera e Cannonball Adderley, além de gravar, como músico, com Chico Buarque, Gilberto Gil e Claudette Soares. Dono de um estilo próprio de tocar, Einhorn também manteve paralelamente uma carreira solo dedicada à música instrumental, e se tornou inspiração para diversos outros gaitistas.

Batida Diferente– Mauricio Einhorn:

Guilherme Arantes cativa seu público com show em Jaú (SP)

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Por Fabian Chacur

Com 42 anos de carreira-solo, Guilherme Arantes se mostra um artista com muita fome de palco. Isso ficou evidente na noite desta sexta (6), quanto, perante aproximadamente três mil pessoas, no Sesi de Jaú (SP), o cantor, compositor e músico paulistano esbanjou energia, carisma, descontração e talento em quase duas horas de performance, que o público presente demonstrou ter adorado, dançando, cantando e se emocionando com cada canção.

Guilherme viveu o seu auge em termos comerciais nas décadas de 1970 e 1980. Se não invade mais as paradas de sucesso com a mesma frequência, este artista sempre inquieto se manteve ativo, com direito a shows pelos quatro cantos do país e do mundo e também discos de ótima qualidade artística, sendo os mais recentes os elogiados Condição Humana (2013) e Flores e Cores (2017). “Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”, como diz trecho de sua clássica Aprendendo a Jogar.

Em momento realmente alto dessa sua trajetória brilhante, o artista trouxe a Jaú uma banda de apoio simplesmente iluminada, integrada por Luiz Carlini (guitarra), Willy Verdaguer (baixo), Alexandre Blanc (guitarra) e Gabriel Martini (bateria). No comando, ele, nos vocais e teclados. Um time que esbanja entrosamento, vibração e desenvoltura. Também, não é para menos.

Luiz Carlini tocou com Rita Lee nos anos 1970, liderando o grupo Tutti Frutti e sendo parceiro da maior roqueira brasileira em clássicos do porte de Agora Só Falta Você, Corista de Rock e Sem Cerimônia, além de ter feito o antológico solo de guitarra na gravação original de estúdio de Ovelha Negra. Ele já tocou com Guilherme em outras ocasiões, e também com Erasmo Carlos. Um dos grandes da guitarra rock brasileira.

Por sua vez, o baixista argentino Willy Verdaguer é radicado no Brasil desde 1967, e tocou e gravou ao lado de Caetano Veloso (em Alegria, Alegria, por exemplo), Gilberto Gil, Raul Seixas e Secos & Molhados, além de ter criado os grupos Raices de América e Humauaca (este de música instrumental e ainda ativo). Blanc e Martini mostram envergadura para tocar com o trio, o que nos permite considerar essa uma espécie de Guilherme Arantes All Stars.

O show não poderia ter sido melhor. Arantes começou com músicas de seus mais recentes álbuns, e depois nos ofereceu um hit atrás do outro. Ouvir em um mesmo show maravilhas do naipe de Êxtase, Amanhã, Deixa Chover, Meu Mundo e Nada Mais, A Cidade e a Neblina, Cheia de Charme, Um Dia Um Adeus, Coisas do Brasil, Cuide-se Bem, Brincar de Viver e Lindo Balão Azul (só para citar algumas), todas apresentadas com alto teor de performance, não é coisa que se veja/ouça todo o dia em um espetáculo. Imagine ainda gratuito!

Como forma de dar um tempero bem particular, o sempre verborrágico astro paulistano nos proporcionou deliciosos depoimentos sobre algumas das músicas, e também sobre suas experiências de vida, para deleite do público. Como em todo show ótimo que se preze, as duas horas pareceram dois minutos, de tão rápido que passaram. E vale elogiar a organização do Sesi de Jaú, que ofereceu um espaço e equipamento à altura do espetáculo.

Uma experiência surreal e deliciosa

Desde 1987, tive a oportunidade, como jornalista e crítico musical, de entrevistar Guilherme Arantes uma dezena (ou mais) de vezes. Acabamos criando um vínculo de amizade muito forte nesse tempo todo, com direito a franqueza, elogios e também eventuais críticas construtivas. Em 2012, ele me deu a honra de me dedicar, durante um show, minha música favorita de seu fantástico repertório, Cuide-se Bem (leia essa história aqui). Mas agora, ele me “quebrou as pernas”.

Ao ar livre, o show possuía uma área com cadeiras. Eu fiquei exatamente atrás dessa área, junto com a minha esposa, Virgínia (que ficou sentada em uma cadeira, mas fora daquela área). A visão do palco era boa, mas não estava tão perto assim. Pelo menos, assim pensava esta besta que voz tecla. Porque depois de algumas músicas, no fim de uma delas, eis que a estrela da noite me solta esta frase, apontando de longe para mim: “você é quem eu estou pensando que você é?”

Obviamente surpreso, eu acenei, de forma afirmativa. Aí, ele me apresentou à plateia de forma gentil e elogiosa, com a generosidade que lhe é peculiar. De quebra, me ofereceu a música que iria tocar logo a seguir, “apenas” Meu Mundo e Nada Mais, a canção que, em 1976, abriu-lhe as portas das rádios e da grande mídia e do público como tema da novela global Anjo Mau.

Imaginem só a minha cara, perante aquela multidão toda, com os holofotes voltados para mim… De quebra, o cidadão ainda dedicou Deixa Chover à minha mãe e, antes de começar o pot-pourry que encerrou o show, Fã-Número 1/Lindo Balão Azul, afirmou ser “meu fã”. Até parece, não é, seo Guilherme? Eu, sim, sou seu fã, e dos grandes. Você não tem a ideia de como tanta generosidade me fez bem, além de me dar a certeza de que, quem sabe, na minha vida, o melhor esteja para começar, como diz uma de suas canções (leia a homenagem que fiz quando ele completou 60 anos de idade aqui ).

Êxtase (ao vivo em Jaú)- Guilherme Arantes:

Leoni e Leo Jaime mostram os hits e novas no Rio e em SP

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Por Fabian Chacur

Dois dos maiores hitmakers do pop-rock brasileiro se reúnem novamente em um show cujo título é uma evidente brincadeira com o nome de uma célebre dupla sertaneja: Leoni & Leonardo. O espetáculo será realizado neste sábado (7) às 21h no Rio, no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3,900- loja 160- Shopping VillageMall- fone 0xx21-3431-0100), e no dia 13 (sexta-feira) em São Paulo no Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº 500- 3º piso- Bourbon Shopping São Paulo- fone 0xx11-3670-4100), ambos com ingressos custando de R$ 50,00 a R$ 160,00.

Os dois artistas são amigos desde o início da década de 1980, e em 1998 fizeram um show, Fotografia, no qual dividiam o palco. Desta vez, além de Leoni nos vocais e baixo e Leo Jaime nos vocais e guitarra, também estarão em cena os experientes Ricardo Palmeira (guitarra), João Pompeo (teclados) e Alexandre Fonseca (bateria).

Composto por algo em torno de 30 músicas, o set list da apresentação trará parcerias deles, entre as quais Fotografia, Solange e A Fórmula do Amor, e também hits das suas respectivas carreiras, entre os quais Garotos II, Nada Mudou, Exagerado, Rock Estrela, Como Eu Quero, Pintura Íntima, Mensagem de Amor, Só Pro Meu Prazer e outras.

A maior novidade divulgada de forma antecipada é uma nova composição feita por eles, A Fórmula do Amor II, revisitando o tema do hit sob uma perspectiva mais madura, embora sem perder o bom humor. Outras surpresas poderão ocorrer durante a apresentação, e não foi divulgado se isso pode ser o embrião de uma turnê maior, de um lançamento em DVD, CD, Blu-ray, vinil ou coisa que o valha. Mas o clima positivo para isso ocorrer fica no ar.

Carro e Grana/A Fórmula do Amor (ao vivo)- Leoni e Leo Jaime:

Eva Vilma mostra a sua faceta cantora com show em Sampa

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Por Fabian Chacur

Em 2017, Eva Vilma surpreendeu seus inúmeros fãs ao fazer um show como cantora, intitulado Crise, que Crise? e apresentado em São Paulo. A ótima repercussão mostrou de forma concreta que essa incrível atriz, com 65 anos de uma bem-sucedida carreira, era fera também nessa área. E ela volta a Sampa, desta vez para o show Casos e Canções, que será apresentado neste sábado (31) às 21h30 no Tupi Or Not Tupi (rua Fidalga, nº 360- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 80,00.

Eva será acompanhada pelo seu filho Johnnie Beat (que já tem três CDs no currículo) no violão e vocais e de Willian Paiva, que se incube de piano, vocais e direção musical, sendo que a direção cênica ficou por conta do experiente Eduardo Figueiredo. O repertório é repleto de boas surpresas. Uirapuru e Azulão, por exemplo, são do repertório da saudosa Inezita Barroso, que deu aulas particulares de canto e violão para a atriz quando esta ainda era muito jovem.

Amiga de Baden Powell, ela celebra essa amizade interpretando um dos clássicos do grande músico e compositor, Samba em Prelúdio (parceria com Vinícius de Moraes), em dueto com Johnnie. Trenzinho do Caipira, célebre melodia de Heitor Villa Lobos que recebeu letra do poeta Ferreira Gullar, Felicidade (de Lupicínio Rodrigues) e Tempo Rei (de Gilberto Gil) são outras pérolas incluídas no set list.

Além de interpretar as canções citadas e diversas outras, Eva Vilma também contará algumas histórias de sua carreira como atriz em TV, teatro e cinema, sempre de forma deliciosa. Certamente, um daqueles espetáculos para se apreciar com muito, muito prazer mesmo.

Entrevista de Eva Vilma no Todo Seu em 2017:

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