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Badi Assad e Barbatuques são atrações em um show grátis

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Por Fabian Chacur

Que tal ver dois belos shows em um lugar lindo e histórico, e sem pagar nada por isso? A oportunidade rola na próxima quarta-feira (25), na comemoração dos 463 de São Paulo. No charmoso Theatro Municipal da cidade (Praça Ramos de Azevedo, s/nº), às 11h, estarão em cena o grupo Barbatuques e a cantora e violonista Badi Assad. Os ingressos devem ser retirados duas horas antes das performances, que serão imperdíveis.

Com quatro álbuns no currículo, o Barbatuques surpreende a todos pelo fato de fazer música valendo-se apenas de sonoridades criadas através dos corpos de seus integrantes. Além do forte apelo visual, o show do grupo impressiona pela bela musicalidade, que mistura elementos de diversas origens para gerar um som contagiante, repleto de surpresas e muito bom de se ouvir. Seu mais recente lançamento é o CD Ayú, que conta com participações de Hermeto Pascoal e Naná Vasconcelos.

Por sua vez, Badi Assad está há 25 anos na estrada, firmando-se no Brasil e no exterior graças a uma ótima voz e a uma performance particular e criativa como violonista. Ela lançou recentemente seu 14º álbum, Singular (intitulado Hatched na versão internacional), que traz composições próprias e também releituras inesperadas de músicas de astros da atual música pop, como Lorde, Mumford & Sons e Skrillex.

Royals (clipe)- Badi Assad:

Anavitória mescla sonoridade suave e sutileza em seu álbum

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Por Fabian Chacur

Duas jovens garotas de Tocantins estão fazendo atualmente o maior furor no meio musical. Com mais de 16.3 milhões de visualizações em seu canal no Yutube e várias músicas fazendo bela carreira nos canais de streaming, essa dupla, que atende pelo nome de Anavitória (assim mesmo, tudo junto), está lançando seu primeiro álbum, autointitulado, com direito a versões física e digital e distribuição a cargo da Universal Music.

Simpáticas, as garotas afirmam se conhecer “desde sempre”, na cidade de Araguaína (TO). Mas o envolvimento musical demorou um bocadinho mais. Ana Caetano, de 21 anos, criou um canal de composições no Youtube, e não demorou para que a amiga Vitória Falcão, de 20 anos, virasse a sua parceira em 2013, para cantarem juntos aquelas e também eventuais canções alheias. Uma dessas de outros autores, Um Dia Após o Outro, de Tiago Iorc, iria dar o maior pé.

“A gravação chegou ao Tiago via Felipe Simas, empresário dele, e os dois não só gostaram como também nos convidaram para gravarmos um EP com a produção do Tiago”, relembram. Esse EP digital ajudou a impulsionar o duo. As cantorias ocorriam via internet e nas férias das duas, pois Vitória estava estudando teatro em São Paulo, enquanto Ana cursava medicina em Araguari (MG). Mas a paixão musical quebrou essas distâncias e as uniu de vez.

Através do processo de financiamento coletivo (crowdfunding), a dupla conseguiu viabilizar a gravação de seu primeiro álbum, com produção de Tiago Iorc, que de quebra participou da faixa Trevo, tocou vários instrumentos e também é coautor de três das dez composições inéditas do trabalho. O trabalho já estava finalizado quando o produtor Paul Ralphes, da Universal Music, conheceu a dupla e as convidou para lançar o álbum pela multinacional.

A parceria com Iorc, um dos artistas mais cultuados no cenário pop brasileiro, foi das mais importantes. “Ele nos orientou muito, produziu o disco junto conosco, e além disso nós gostamos muito do som dele”, comenta Vitória. Além das músicas inéditas, o disco (disponível nos formatos físico e digital) traz a releitura de Tocando Em Frente (Renato Teixeira e Almir Sater), hit com Maria Bethânia. “É uma referência ao pop rural, e procuramos fazer uma releitura fugindo da mesmice, imprimindo a nossa verdade nela”, afirma Ana.

Vitória explica as características peculiares do trabalho da dupla. “A Ana compõe de uma forma muito pessoal, fala de amor. Tudo foi uma chamada, espalhar o amor, música que faça as pessoas sorrirem, de luz, de coisas positivas. Temos influência de folk, mas ouvimos de tudo, é legal a música passar por vários caminhos”. No momento, as garotas estão em plena turnê de divulgação de seu primeiro álbum.

Singular– Anavitória:

Singular mostra um Lulu Santos inspiradíssimo

lulu-santos1por Fabian Chacur

Lulu Santos é um verdadeiro gênio do pop rock brasileiro. Há pelo menos trinta anos na estrada, ele sabe como poucos compor e gravar canções que conseguem com rara maestria misturar ousadia, vocação pop e uma brasilidade que em seus melhores momentos nunca soa forçada.

Sua ousadia o leva a não ter limites, o que, obviamente, também gera pontos baixos aqui e ali. Mas quando o cara acerta a mão, sai de baixo. Sempre produtivo e gravando novos CDs, ele acaba de lançar Singular. Um discaço!

Singular abre e fecha com temas instrumentais, respectivamente Spydermonkey e Restinga. Ambas equivalem àqueles instrumentais brasileiros dos anos 70, com um tom mais moderno e alto pique dançante em sua fusão rock/samba.

As outras faixas são felizes petardos pop rock ora dançantes, ora levemente psicodélicos, ora românticos, mas sem cair na redundância ou rotina. Fortes elementos de funk de verdade, dance music e eletrônica dão o tempero.

Na Boa é daqueles pop rocks dançantes e funkeados que te ganham logo na primeira audição. Duplo Mortal larga seu apelo pop de forma tão desencanada que também ganha o jogo rapidinho.

A faixa título, com seu clima jazzy, usa brincadeirinhas de mixagem que a fazem soar como se tivesse sido gravada nos anos 30/40 e estivesse tocando no seu radinho de pilha. Uma delícia!

Quem curte a guitarra de Lulu em tom mais ardido vai curtir Atropelada (de Jorge Ailton e Apoena), que demonstra urgência e riffs certeiros do instrumento que Jimi Hendrix tornou célebre.

Até mesmo na praia do samba, na qual ele sempre investe e onde frequentemente se dá mal, ele sai com nota máxima por aqui, especialmente na releitura de Black And Gold (de Jesse Rogg e Samel Falson).

E tem Perguntas (II), na qual ele se vale de um sutil elemento do refrão de Bad Girls, de Donna Summer. O balanço é irresistível, e a letra questionando o nosso glorioso Brasil é ácida e de rara inspiração. Um clássico instantâneo!

Baby de Babylon já entrou em trilha de novela global, e serve como boa apresentação deste ótimo Singular, um dos melhores CDs desse verdadeiro mestre do pop rock a brasileira.

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