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O fim do Skank e a ditadura dos eternos fiscais de carreira alheia

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Por Fabian Chacur

A notícia mais bombástica do último fim de semana não teve relação com a política, como na maior parte do tempo no Brasil e no mundo atual. Trata-se da divulgação da futura separação de uma banda. Em comunicado oficial publicado em seu site (leia aqui), o Skank anunciou que sairá de cena, após a realização, em 2020, de uma turnê de despedida, intitulada 30 Anos. Será, portanto, o ponto final em uma das mais bem-sucedidas trajetórias do pop-rock brasileiro.

O anúncio, seguido por extensa entrevista publicada neste fim de semana do vocalista e guitarrista do grupo mineiro, Samuel Rosa, à coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, causou rebuliço nos “tribunais de feicebuque” da vida. Claro que cada um tem o direito de opinar da forma que achar melhor. Mas fica difícil encarar aqueles que exprimem frases como “já deveriam ter acabado há muito tempo” ou mesmo “já deram o que tinham que dar”.

Cada dia fica mais claro para mim que o tempo de duração de uma carreira, seja lá qual for, deve ser definido única e exclusivamente por quem está envolvido com ela. Se é relevante, se tem público, se tem boa repercussão, se é decadente, cada um que pague o preço por suas decisões. Não há um único caminho para te levar à felicidade. Por que esse desejo de impor uma regra rígida para todos os casos? Que cada um trabalhe naquilo que quiser pelo tempo que quiser. Quem somos nós para definir isso?

E esse pito vale até para o próprio Samuel Rosa, que durante a entrevista à Folha sugeriu que diria aos cantores Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, e Rogério Flausino, do Jota Quest, para fazerem o mesmo, deixando suas bandas para se dedicar a outros projetos. Se esse é o desejo dele, que vá em frente, mas sem querer dar uma de fiscal de carreira alheia.

O anúncio logicamente tem um ar oportunista, pois não se concretizará de imediato. Antes, teremos uma turnê celebrando os 30 anos de carreira do quarteto. Normalmente, esse tipo de tour costuma render uma baita de uma grana, atraindo fãs de todos os cantos devidamente atraídos pelo teor de “um dia, um adeus” criado nessas situações. Ainda mais se levarmos em conta que o repertório terá 30 hits e uma canção inédita, reunidas em um álbum que servirá como uma espécie de souvenir.

Pelas declarações dadas pelos outros integrantes do time a ser desfeito- Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria), a coisa está sendo feita de comum acordo, e ninguém pensa em dar continuidade ao Skank sem seu vocalista e guitarrista, obviamente o detonador desse processo de separação.

Eles decidiram o que era melhor para eles. Nada mais legítimo. Isso não precisa ser modelo para outros grupos ou artistas. Uns duram pouco, outros tem carreiras longas. Uns estouram e ficam trilionários, outras catam moedinhas nas ruas. Uns concebem obras inesquecíveis e indispensáveis, outros vomitam porcarias inomináveis. É assim que a vida é.

E tem também aqueles que se despedem com toda a pompa e que, depois de alguns anos, acabam voltando à ativa. Como será, no caso específico do Skank, só saberemos com o tempo. Mas que também ninguém os avacalhe se por ventura tivermos futuramente uma turnê com o título Te Ver de Novo ou coisa que o valha. Afinal, nada como ter algum trabalho que te permita pagar as contas. Quem me dera que eu tivesse um desse mesmo tipo…

Te Ver (clipe original)- Skank:

Grupo Skank celebra 20 anos de O Samba Poconé em SP

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Por Fabian Chacur

Há 20 anos, o Skank lançou seu terceiro álbum, O Samba Poconé. Com esse trabalho, o quarteto mineiro se consolidou de vez no cenário pop-rock brasileiro, graças a hits como É Uma Partida de Futebol, Garota Nacional e Tão Seu. Eles celebram essa data redonda importante com show em São Paulo neste sábado (26) a partir das 22h na Áudio (avenida Francisco Matarazzo, nº 694- Água Branca- SP- fone 0xx11- 3862-8279), com ingressos a R$ 120,00 (pista) e R$ 250,00 (mesa).

Na ativa desde 1991, ou seja, há 25 anos, o Skank mantém sua formação original, composta por Samuel Rosa (vocal e guitarra), Lelo Zanetti (baixo), Henrique Portugal (teclados) e Haroldo Ferretti (bateria). Com sua fusão de reggae, rock, pop e elementos de música brasileira, eles cativaram um público abrangente que vai desde os fãs do som da moda até os formadores de opinião, tal a qualidade da música que fazem.

Como forma de marcar essa efeméride, está saindo edição especial de O Samba Poconé. São três CDs: um com versão remasterizada do trabalho original, outro com versões inéditas extraídas de demos e ensaios que fazem parte do acervo do baterista Haroldo, e um terceiro com raridades compiladas pelo produtor do CD, Dudu Marote, incluindo versões alternativas de estúdio, remixes e faixas instrumentais.

A novidade deste terceiro CD é Minas Com Bahia, composição de Samuel gravada por ele em dueto com Daniela Mercury no álbum da cantora Feijão Com Arroz, mas que nunca havia sido registrada pelo Skank. A masterização foi feita em Nova York por Chris Gehringer, conhecido por seus trabalhos com Rihanna, Twenty One Pilots e Madonna.

É Uma Partida de Futebol– clipe- Skank:

Skank tocará CD Calango na íntegra em SP

Por Fabian Chacur

O excelente projeto Mix Ao Vivo- Álbuns Clássicos, criado pela Mix TV e pela Rádio Mix, prosseguirá com um dos álbuns mais legais da discografia do Skank. Trata-se de Calango (1994), que será tocado na íntegra pelo grupo mineiro. A gravação ao vivo será realizada no dia 30/10 no Teatro da Mix (rua Vergueiro, 1.211), em São Paulo.

Calango ultrapassou a marca de um milhão de cópias vendidas na época, e inclui alguns dos grandes clássicos do repertório do Skank, como Te Ver, Pacato Cidadão, Esmola, Jackie Tequila e a matadora releitura de É Proibido Fumar, um dos mais marcantes hits de Roberto Carlos nos idos da Jovem Guarda.

Desde o seu surgimento, no início dos anos 90, o Skank mantém a mesma formação, que traz Samuel Rosa (vocal e guitarra), Lelo Zanetti (baixo), Henrique Portugal (teclados) e Haroldo Ferreti (bateria). A produção de Calango ficou a cargo de Dudu Marote, figura importantíssima na história da banda e que também trabalhou com Adriana Calcanhoto e Jota Quest.

O público será composto apenas por convidados. Quem quiser concorrer a convites deve entrar no site www.mixtv.com.br para saber como fazer. A Mix FM também irá transmitir a apresentação, que tem tudo para se tornar histórica. Já participaram do Mix Ao Vivo – Álbuns Clássicos bandas como Titãs, Ultraje a Rigor, Paralamas do Sucesso e RPM.

Veja o clipe de Te Ver, com o Skank:

Capital Inicial estará em Álbuns Clássicos

Por Fabian Chacur

A partir de março, a Mix TV e a Mix FM darão início a uma série muito interessante. Trata-se de Projeto Mix Ao Vivo – Álbuns Clássicos, com transmissão por essas emissoras de TV e rádio.

Mensalmente, teremos alguns dos mais importantes grupos do rock brasileiro tocando, na íntegra, o repertório de trabalhos antológicos de suas respectivas discografias.

O Capital Inicial, por exemplo, irá participar com o repertório completo de seu autointitulado álbum de estreia, de 1986, que inclui hits como Música Urbana, Fátima e Psicopata.

Do mesmo ano é Selvagem?, dos Paralamas do Sucesso, trabalho que inclui petardos como Alagados, A Novidade e Melô do Marinheiro, entre outras.

E 1986 foi mesmo um ano sensacional para o rock brasileiro, pois Cabeça Dinossauro, dos Titãs, também chegou às lojas nessa época, repleto de clássicos como AAUU, Homem Primata, Polícia e O Quê.

Considerado por muita gente o melhor álbum do rock brasileiro de todos os tempos, o incandescente e energético Nós Vamos Invadir a Sua Praia, de 1985, representará o Ultraje a Rigor, com direito à faixa título, Inútil, Ciúme e Zoraide, só para citar algumas.

Completam a programação anunciada pelos organizadores dois petardos de grupos da geração anos 90: Cosmotron(2003), do Skank, e Lado B Lado A(1999), do O Rappa. Cada programa incluirá, além do show, entrevistas com os músicos e cenas dos bastidores das gravações.

Ouça Música Urbana, com o Capital Inicial:

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