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Smokey Robinson, 80 anos, um dos grandes gênios da música pop

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Por Fabian Chacur

Smokey Robinson completou 80 anos de idade nesta quarta-feira (19). É o tipo da efeméride que os fãs da boa música devem celebrar com muita alegria e gratidão. Afinal de contas, poucos caras nessa área possuem um currículo desse naipe. Cantor, compositor, produtor e executivo de gravadora, ele construiu uma obra repleta de grandes momentos, com uma excelência poucas vezes vista. É gênio que se fala? Este cara é!

Nascido em Detroit (EUA) em 19 de fevereiro de 1940, William Robinson Jr. iniciou sua trajetória na música em 1955 ao criar um grupo vocal com os amigos Ronnie White, Pete Moore, Bobby Rogers e Claudette Rogers, contando depois com o guitarrista Marv Taplin como músico de apoio. Depois de alguns anos na estrada, eles conseguiram uma audição com o manager de Jackie Wilson, um grande cantor de r&b e soul na época na crista da onda.

Para decepção dos amigos, o empresário não viu muito valor no trabalho deles, encarando-os como uma mera cópia dos Platters. No entanto, alguém que participou desta mesma reunião teve outro pensamento em relação ao que ouviu. Era Berry Gordy, um jovem compositor que tentava se firmar na cena musical, escrevendo hits para Jack Wilson como Reet Petite e Lonely Teardrops.

Gordy adorou o grupo, e se propôs a buscar uma gravadora para lançar seus trabalhos. Conseguiu que eles lançassem singles para alguns selos em 1958 e 1959, mas os resultados comerciais eram sempre abaixo do esperado. É nesse momento que Smokey incentiva seu manager a montar uma gravadora própria. Dessa forma, nasceu a Tamla-Motown. E o líder dos Miracles se mostrou decisivo para o sucesso daquela nova empresa discográfica.

Versátil, Smokey Robinson ia além de ter um dos falsetes mais envolventes da história da música pop e de liderar um grupo matador em termos artísticos e comerciais. Ele também era um compositor talentosíssimo, tanto sozinho como com diversos parceiros. Boa parte dos primeiros grandes êxitos da Motown ocorreram com músicas de sua autoria, abrindo caminho para que outros autores também contribuíssem.

Até o fim dos anos 1960, Smokey simplesmente não saiu das paradas de sucesso. Capaz de compor canções românticas e dançantes com várias levadas diferentes, ele de quebra foi considerado o maior poeta da música pop. Sabem por quem? Apenas e tão somente Bob Dylan! De quebra, ainda tinha fãs como os Beatles, por exemplo, que regravaram com muita categorias You Really Got a Hold On Me em seu álbum With The Beatles (1963).

Com os Miracles, ele emplacou hits eternos do porte de The Track Of My Tears, I Second That Emotion, Going To a Go-Go, Shop Around, Ooo Baby Baby, The Tears Of a Clown e More Love, só para citar algumas das faixas mais marcantes.

Como autor, arranjador e produtor, a lista se amplia com clássicos registrados originalmente pelos Temptations (The Way You Do The Things You Do, My Girl, Get Ready), Mary Wells (My Guy) e Marvin Gaye (I’ll Be Doggone e Ain’t That Peculiar). E ele ainda acumulava a função de vice-presidente da Motown, cargo para o qual foi nomeado por Berry Gordy por seu jogo de cintura com os artistas.

Lógico que seria complicado manter esse pique, e em 1972, Smokey anunciou sua saída dos Miracles, com o intuito de se dedicar exclusivamente ao seu lado executivo de gravadora. Isso não teria como dar certo, se levarmos em conta a paixão dele pela música, e em 1973 ele dá início a sua carreira-solo.

No início, ele teve menos sucesso comercial do que seu ex-grupo, que seguiu em frente com Billy Griffin em sua vaga. Mas isso não significa queda de qualidade artística. Um bom exemplo é Quiet Storm (1975), cuja faixa-título teve tanto sucesso nas rádios black que logo denominou um novo estilo de programação radiofônica, incluindo aquelas canções que misturam o romantismo sensual com o swing, uma “tempestade quieta” mesmo.

Em 1979, a má fase acabou quando a maravilhosa Cruisin’, escrita em parceria com o velho amigo Marv Tarplin, invadiu a parada pop e o trouxe com força de novo às paradas pop. Essa balada estilo “quiet storm” também estourou no Brasil, integrando com destaque a trilha da novela global Água Viva em 1980.

Logo a seguir, em 1981, Being With You mostrou que a década de 1980 não passaria em branco para Smokey Robinson. Na voz dele e também na de outros, vide a excelente repercussão da regravação feita pelos Rolling Stones de Going To a Go-Go, incluída no álbum ao vivo Still Life (1981).

Em sua trajetória, Smokey gravou com vários artistas bacanas, como Tammy Wynette, The Manhattan Transfer e Dolly Parton. Um dos maiores hits oriundos deste tipo de parceria veio em 1983 com Ebony Eyes, dueto com o mestre da funk music Rick James e daquelas baladas que se recusam a sair das programações das rádios especializadas em programação de flash back.

Após um período de quatro anos durante os quais teve de superar problemas pessoais, nosso herói voltou ao mercado discográfico de forma vigorosa. Seu álbum One Heartbeat (1987) emplacou duas de suas faixas no Top 10 da parada americana, a deliciosa balada One Heartbeat e a swingada, com influência até de bossa nova, Just To See Her, ambas de outros autores, prova de que Smokey também sabe transformar composições alheias em ouro puro. De quebra, ganhou um disco de ouro e também seu primeiro Grammy.

O reconhecimento a essa trajetória brilhante veio nos anos seguintes. O astro entrou para o Rock And Roll Hall Of Fame em 1987 e no Songwriters Hall Of Fame em 1990, e ainda foi laureado em 2016 com o Gershwin Prize, premiação oferecida pela Biblioteca do Congresso Norte-Americano. E ainda participou do projeto USA For Africa, em 1985, cuja música We Are The World é uma das maiores reuniões de lendas da música jamais realizada. Ele está lá, merecidamente.

As canções de Smokey Robinson foram regravadas por inúmeros artistas, entre os quais Linda Ronstadt, Johnny Rivers, Michael Jackson e Kim Carnes. Ele também teve canções feitas em sua homenagem. Ninguém menos do que George Harrison compôs a belíssima Pure Smokey, lançada por ele em 1976 em seu álbum 33 1/3, enquanto o grupo pop britânico ABC estourou em 1987 com a incrível When Smokey Sings, do álbum Alphabet City (1987).

Na última década, o cantor permaneceu na ativa, fazendo shows e gravando. Ele lançou em 2014 o álbum Smokey & Friends, no qual relê 11 de seus clássicos em parceria com artistas do porte de Elton John, Steven Tyler (do Aerosmith), John Legend, James Taylor e Sheryl Crow. O álbum foi o mais bem-sucedido do artista em muitos anos, atingindo o 12º lugar na parada americana. E em 2019 ele participou do álbum Ventura, do talentoso astro do r&b Anderson.Paak, mais precisamente da faixa Make It Better.

Se você conseguiu chegar até aqui e desconhecia boa parte ou alguns dos momentos dessa trajetória fantástica, duvido que seus ouvidos não estejam coçando para conhecer melhor o trabalho de Smokey Robinson. Para quem gosta de música pop de alta qualidade, é quase obrigatório ouvi-lo. Se isso ocorrer, minha missão está cumprida!

The Track Of My Tears– Smokey Robinson And The Miracles:

Smokey Robinson relê hits ao lado de amigos bem famosos

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Por Fabian Chacur

Smokey Robinson é o tipo do artista que merece a alcunha de lenda viva. E não é para menos. Um dos fundadores da Motown Records ao lado de Berry Gordy, ele é um cantor excepcional, compositor repleto de clássicos no currículo e uma das figuras mais simpáticas do meio musical. É o seu legado que é celebrado neste excelente Smokey & Friends (Universal Music), no qual relê 11 de suas canções mais famosas ao lado de amigos bastante conhecidos. Uma aula de música pop.

Com produção a cargo do experiente Randy Jackson, que muitos conhecem como um dos jurados do reality show musical American Idol, Smokey & Friends apresenta cada canção com classe, sendo que os convidados não escondem a emoção de gravar com um cara que foi considerado o grande poeta da música pop por ninguém menos do que Bob Dylan, e que foi homenageado por George Harrison (um beatle!) na bela música Pure Smokey, de 1976.

O CD abre com tudo, em dueto com Elton John na sublime The Track Of My Tears. Steven Tyler, do Aerosmith, é o convidado em You Really Got a Hold On Me, que muita gente conheceu na bela regravação dos Beatles e cuja versão original é do grupo que consagrou o astro da Motown, Smokey Robinson & The Miracles. Os garotões Miguel, Aloe Blacc e JC Chasez fizeram bonito em My Girl, aquela maravilhosa canção imortalizada pelos Temptations.

Cruisin’, um dos momentos mais bem-sucedidos da carreira solo de Smokey Robinson, aparece aqui em dueto com Jessie J. John Legend incorporou bem a ótima Quiet Storm, canção tão importante e influente que deu nome a um tipo de programação de rádio nos EUA dedicado a canções de black music ao mesmo tempo suaves e intensas.

O habitualmente exagerado CeeLo Green aparece mais contido e estiloso ao lado de Smokey na releitura de The Way You Do The Things You Do, lançada pelos Temptations nos anos 60 e com uma belíssima gravação do grupo britânico UB 40 nos anos 1980. A diva Mary J. Blige dá um banho em Being With You, enquanto James Taylor se entrosa às mil maravilhas com o dono da festa na ótima Ain’t That Peculiar.

Sheryl Crow é a parceira do homenageado na maravilhosa The Tears Of a Clown, enquanto a ótima Ledisi mostra muita personalidade na intensa Ooh Baby Baby. O álbum é encerrado com uma releitura bem pra cima de Get Ready, sucesso com os Temptations e o Rare Earth, desta vez na voz de Gary Barlow, conhecido como integrante da boy band Take That.

Smokey & Friends atingiu o 12º lugar na parada americana logo na semana de seu lançamento por lá, o melhor desempenho de um álbum do artista. Nada mais merecido, pois aos 74 anos seu falsete continua único, e o entrosamento que demonstrou com os amigos convidados para esse projeto é coisa de quem sabe unir arte e profissionalismo em doses perfeitas. Uma delícia de CD!

The Track Of My Tears – Smokey Robinson e Elton John:

You Really Got a Hold On Me- Smokey Robinson e Steven Tyler:

Saiba mais sobre as trilhas de Água Viva

Por Fabian Chacur

O canal a cabo Viva está reprisando Água Viva, de Gilberto Braga, uma das melhores novelas globais de todos os tempos. Nesta segunda-feira (13) às 22h45, a emissora exibirá um especial tendo como tema sua trilha sonora nacional, com direito a entrevistas com Baby Consuelo, Angela Ro Ro e Guto Graça Mello, entre outros (saiba mais aqui).

As duas trilhas da atração global exibida em 1980 e estrelada por Betty Faria, Reginaldo Faria e um elenco recheado de grandes nomes da teledramaturgia brasileira são muito boas. Ao contrário do que acontecia no início das novelas por aqui, quando gente como Roberto Carlos, Toquinho & Vinícius e Antônio Carlos & Jocafi eram convidados a escrever as canções especialmente para as atrações, aqui os temas já eram selecionados a partir de discos já lançados ou em via de.

O repertório de Água Viva Nacional reúne alguns integrantes da nata da MPB interpretando sucessos marcantes, como Maria Bethânia (Grito de Alerta, de Gonzaguinha), Simone (Desesperar Jamais, de Ivan Lins e Vitor Martins), Gilberto Gil (Realce) e João Gilberto (Wave, de Tom Jobim). Elis Regina comparece com uma belíssima (embora não tão conhecida) canção, Altos e Baixos, enquanto a Divina Elizeth Cardoso solta a voz na nostálgica No Tempo dos Quintais, parceria de Sivuca com Paulinho Tapajós.

Em plena ascensão profissional e também atuando como ator na trama global, Fábio Jr. aparece na trilha com um de seus maiores sucessos, 20 e Poucos Anos (cuja letra é muito afinada com seu personagem na trama), enquanto a então ainda desconhecida Angela Ro Ro mergulhou rumo ao estrelato com a maravilhosa balada blues Amor Meu Grande Amor. Gal Costa relê com muita categoria o clássico do chorinho Noites Cariocas, de Jacob do Bandolim.

O momento curioso fica por conta da participação da então mais conhecida voz de sua família Araújo, Lucinha Araújo, que interpreta com sobriedade e sensibilidade a maravilhosa Peito Vazio, de Cartola e Elton Medeiros. Poucos anos depois, no entanto, Lucinha perderia o cetro para o filho, um certo Cazuza, que não por coincidência sempre se confessou grande fã de Cartola, tendo gravado O Mundo é um Moinho com propriedade. Mamãe certamente amou.

A trilha internacional de Água Viva se dividiu entre baladas de várias vertentes e momentos mais dançantes, vários oriundos da disco music, então ainda na crista da onda. É dessa praia que vieram as sacudidas Mandolay (do grupo americano La Flavour), D.I.S.C.O. (do duo Ottawan) e The Second Time Around (do ótimo trio vocal americano Shalamar).

Perseguida por um movimento preconceituoso intitulado Disco Sucks e também prejudicada por uma superexposição na mídia, a disco music vivia então seus últimos momentos de glória, e alguns de seus expoentes tentavam buscar novas sonoridades. O grupo europeu Voyage, por exemplo, aparece na trilha de Água Viva com o rock dançante I Don’t Want To Fall In Love Again, faixa de seu terceiro álbum, uma fuga do formato disco que lhe rendeu hits como From East To West e Scotch Machine, entre outros.

No setor baladas, temos como destaque supremo a soul ballad Cruisin’, escrita e interpretada pelo genial Smokey Robinson, um dos criadores da Motown Records e dono de um dos falsetes mais envolventes da história da música pop, como bem exemplificam hits de seu repertório como The Track Of My Tears, Quiet Storm, You Really Got a Hold On Me e dezenas de outros.

Barry Manylow, o rei das power ballads, relê com categoria Ships, de Ian Hunter, mais conhecido como cantor e líder da banda britânica Mott The Hoople (apadrinhada por David Bowie e famosa pelo hit All The Young Dudes, do Camaleão do Rock). Os lábios envolventes da cantora americana Carly Simon deram vida à suave e deliciosa Just Like You Do, um dos maiores hits da ex-mulher de James Taylor.

A doce Lead Me On, na voz de Maxime Nightingale, abre o álbum, e fez tanto sucesso como a balada rock Babe, que tornou o grupo americano de rock progressivo Styx e seu então vocalista Dennis DeYoung conhecidos mundialmente. Memories, instrumental interpretada por Bianchi, e Never (Gonna Let You Go), com Charme, são os piores momentos do álbum.

A balada de letra muito triste e sentimental Just When I Needed You Most aparece no álbum na versão de Tony Wilson. Outra gravação, na voz de Randy VanWarmer (coautor da música com Wilson) foi lançada na mesma época e teve sucesso equivalente nas rádios e paradas de sucesso. Os arranjos e as interpretações são bem semelhantes.

Não é o caso de Do That To Me One More Time. Por alguma razão, entrou no LP de Água Viva a apenas correta regravação creditada a Susan Case & Sound Around. Mas a versão original desse hit é muito melhor, gravada pela dupla e casal Captain (Darryl Dragon, ex-integrante dos Beach Boys e renomado músico de estúdio) & Tenille (Tony Tenille, cantora de voz doce e cativante e com vários hits no repertório ao lado do marido, como Love Will Keep Us Together e Muskrat Love).

Vale lembrar que a música teve destaque em dois momentos importantes da novela assinada por Gilberto Braga (o mesmo autor de Dancin’ Days). Uma é um show de Maria Bethânia, após o qual os personagens de Betty Faria e Reginaldo Faria acabaram se conhecendo, e outro é a participação especial de ninguém menos do que o reggae man Peter Tosh, tocando violão e cantando em uma festa na qual o pau acabou comendo entre os personagens de Fabio Jr e Kadu Moliterno, para horror do astro jamaicano.

Tosh estava no Brasil participando de um festival de jazz, e aceitou o convite para cantar em um capítulo da atração, como se fosse amigo do personagem da eterna diva Tônia Carreiro. O curioso é que ele não está na trilha, e sim seu conterrâneo Jimmy Cliff, cuja sacudida e percussiva Love I Need ilustrou algumas cenas bacanas em uma espécie de latin reggae (essa música também foi tema de um comercial de cigarros no Brasil).

A trilha nacional de Água Viva foi relançada no formato CD em 2001, com uma faixa a menos do que em LP: Cais, de Milton Nascimento, ficou de fora por alguma razão. Já Água Viva Internacional nunca chegou ao formato CD. A gravadora Som Livre alega que não conseguiu autorização para que essas e outras trilhas dos anos 70 e 80 saíssem em CD. Uma pena!

Ouça Cruisin’, com Smokey Robinson:

Ouça Amor, Meu Grande Amor, com Angela Ro Ro:

Smokey Robinson grava com Randy Jackson

Por Fabian Chacur

Após deixar a bancada de jurados do reality show musical American Idol, Randy Jackson retomará a carreira de produtor em grande estilo. Segundo notícia veiculada pelo site americano da Billboard, ele irá o produzir o próximo álbum de ninguém menos do que Smokey Robinson, um dos grandes gênios da história da música pop.

E não será um álbum qualquer. O trabalho marcará a estreia de Robinson no selo Verve, da Universal Music, e tem como conceito a reunião do cantor com grandes nomes da música pop da atualidade e de outras gerações. A contratação ocorreu em março via David Foster, atual presidente do selo e também experiente produtor musical.

Os nomes que irão cantar com Smokey no álbum ainda não foram divulgados, mas a expectativa é de que o trabalho seja lançado ainda em 2013. O repertório terá composições do astro gravadas anteriormente por ele mesmo e também por The Miracles, Temptations e Marvin Gaye. Só clássicos do pop.

Nascido em 19 de fevereiro de 1940, Smokey Robinson foi o braço direito de Berry Gordy quando da fundação da Motown Records, e integrou o grupo vocal The Miracles até a metade dos anos 70, gravando com eles hits inesquecíveis como The Track Of My Tears, I Second That Emotion e Going To a Go-Go, entre inúmeros outros.

Ao sair do grupo, mergulhou em uma bem sucedida carreira solo que rendeu sucessos certeiros do naipe de Quiet Storm, Cruisin’, Just To See Her e One Heartbeat. Além de ter um dos falsetes mais belos da história da música, ele também é um grande compositor, tendo como fãs gente do gabarito de Bob Dylan.

Ouça One Heartbeat, com Smokey Robinson, hit de 1987:

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