Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

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DVD Mr. Dynamite viaja pela trajetória de James Brown

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Por Fabian Chacur

James Brown (1933-2006) teve uma vida que nem mesmo o mais criativo roteirista de cinema poderia ter imaginado, de tão fascinante e improvável. Criado por uma tia em uma casa de prostituição, preso ainda muito novo, encrenqueiro, poderia perfeitamente ter morrido jovem e desconhecido. Pois o cara não só sobreviveu como ainda virou um dos nomes mais importantes e influentes da história da música pop. Essa trajetória é contada de forma crua e sem rodeios em Mr. Dynamite- The Rise Of James Brown, documentário que a Universal Music acaba de lançar em DVD no Brasil.

Com produção de ninguém menos do que Mick Jagger e direção de Alex Gibney, o documentário traz riquíssimo material de arquivo, com direito a registros de shows, trechos de entrevistas concedidas pelo protagonista do filme em diversos momentos de sua vida e, creme do creme, entrevistas atuais com alguns dos músicos mais próximos a ele e integrantes de suas bandas de apoio, que tiveram importância decisiva para que o cara chegasse onde chegou.

Aliás, uma das grandes virtudes do documentário é a franqueza com que os músicos falam sobre o antigo patrão. Elogiam quando é o caso, mas baixam o cacete no cara nas horas certas, sem pintar um quadro de santinho que qualquer pessoa que conheça um pouco da vida de James Brown sabe que ele nunca foi e nunca quis ser, por sinal. O com lembranças mais afetivas é o baixista William “Bootsy” Collins, e o mais amargo é o saxofonista Maceo Parker.

As revelações sobre como era James Brown como bandleader são simplesmente deliciosas. Melhor não ficar contando muito para não estragar a surpresa de quem ainda não viu. Mas vou entregar uma passagem fantástica: a lembrança do baterista Melvin Parker, quando apontou a arma e ameaçou Brown, quando este vinha em direção a seu irmão Maceo pronto para enfiar uma muqueta em sua cara, nos bastidores após a realização de um show. Inacreditável.

O início difícil, as inseguranças, a criação do seu som, as mudanças da banda, a evolução da soul music para a funk music, está tudo ali, detalhado, de forma muito boa de se ver. Seu incoerente posicionamento político também é exposto, com guinadas da esquerda à direita. Mas o mais importante fica sempre em evidência, a genialidade criativa de um cara que rompeu barreiras e ganhou fãs nos quatro cantos do mundo. E a seção de extras traz 27 minutos de depoimentos adicionais, sendo que o documentário tem mais de duas horas.

Obs.: nos extras, temos também uma excepcional parceria gravada ao vivo lá pelos idos de 1976 no legendário programa de TV Soul Train reunindo James Brown, B.B.King e Bobby “Blue” Bland, que por si só já valeria a aquisição deste DVD.

Mr. Dynamite- The Rise Of James Brown-em streaming:

Funky Drummer– James Brown:

Cold Sweat– James Brown:

Álbuns de Prince geram novo recorde na parada dos EUA

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Por Fabian Chacur

Diziam alguns cínicos e não muito éticos dirigentes de outrora das gravadoras que em algumas ocasiões o melhor passo que um artista pode tomar para impulsionar suas vendagens de discos é a morte. Infelizmente, essa máxima macabra se mostra real mais uma vez, e agora o personagem é Prince, morto no dia 21 de abril aos 57 anos. Sua Majestade Púrpura acaba de quebrar um recorde na parada Billboard 200 da revista Billboard, a bíblia da indústria fonográfica dos EUA.

A edição publicada esta semana da parada, que quantificou as vendas de discos físicos e virtuais entre os dias 21 e 28 de abril, trazem nada menos do que cinco álbuns do autor de Kiss entre os 10 mais. Esse fenômeno não ocorria na terra de Donald (toc, toc, toc) Trump desde o longínquo ano de 1963. No total, são 19 CDs do cantor, compositor e multi-instrumentista americano entre os 200 mais esta semana.

Somados, esses trabalhos venderam nesta semana computada a bagatela de 4.41 milhões de cópias no mercado ianque, segundo a Billboard. Para efeito de comparação, na semana anterior, quando ainda estava entre nós, Prince teve comercializados apenas 5 mil álbuns e 14 mil canções. E ele só não repetiu o primeiro posto obtido na semana anterior com apenas um dia de vendas pós-morte porque Lemonade, o novo trabalho de Beyonce, não permitiu.

The Very Best Of Prince, o álbum mais bem posicionado (nº2), é uma coletânea simples com versões editadas de algumas músicas, mas parece ser a opção mais cobiçada pelo ouvinte médio. Duas outras coletâneas melhores, The Hits/The B-Sides (nº4) e Ultimate (nº6) também estão no Top 10. Completam o elenco Purple Rain (nº3) e 1999 (nº7), este último duas posições acima da mais alta que havia obtido anteriormente, em 1982, época de seu lançamento original.

Vale ressaltar a lembrança contida na própria matéria do site da Billboard: esse fenômeno não seria possível se em 2009 a parada Billboard 200 não tivesse sido unificada, incluindo também discos de catálogo, que na classificação deles são trabalhos que saíram há mais de um ano e meio e já haviam saído dos charts. Agora, com “tudo junto e misturado”, fenômenos como esse tendem a se repetir em outros casos semelhantes (toc, toc, toc 2-a missão).

Lógico que alguns podem achar meio mórbido as pessoas se interessarem pela obra de um artista apenas após sua ida para o outro lado do mistério. Mas lembro que eu, um adolescente de 19 anos e que já tinha alguns discos de John Lennon em sua coleção, foi atrás do que faltava nos meses seguintes após aquele triste 8 de dezembro de 1980. Mesmo assim, fica a dica: vá atrás da boa música sempre, independente de efemérides, falecimentos ou coisas do gênero.

Love Song– Madonna & Prince:

A Love Bizarre (live)- Michael Hedges:

I Feel For You– Chaka Khan:

Billy Paul, verdadeiro estilista da soul music, hoje é saudade

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Por Fabian Chacur

O Dia dos Namorados, comemorado no Brasil no dia 12 de junho, este ano será bem triste. Certamente não teremos um show de Billy Paul para celebrá-lo, como ocorreu algumas vezes nos últimos anos. A razão é definitiva: ele nos deixou neste domingo (24), aos 81 anos de idade, vítima de um câncer. Uma grande perda. Ele era um estilista da soul music.

Billy Paul nasceu no dia 1º de dezembro de 1934 na cidade da Philadelphia, nos EUA. Começou a carreira ainda muito jovem, lançando seu primeiro single em 1952, com as músicas Why Am I e That’s Why I Dream. Seu primeiro álbum só sairia em 1968, Feelin’ Good At The Cadilac Club, que iniciou sua parceria com os produtores e compositores Kenny Gamble e Leon Huff. Seria o início de uma parceria que se mostraria das mais produtivas.

Quando Gamble e Huff resolveram montar um selo mais forte, a Philadelphia International Records (PIR), com o apoio da Epic/CBS, não demoraram a chamar Billy Paul para assinar com eles. O primeiro lançamento do contrato, Going East (1971), não teve muita repercussão. O segundo, no entanto, foi bola no ângulo. Golaço musical.

360 Degrees Of Billy Paul (1972) inclui Me and Mrs. Jones, que no formato single chegou ao primeiro lugar da parada pop americana e por lá ficou por três semanas. Musicalmente doce e com um tempero jazzístico, a canção fala sobre um momento de infidelidade, e chega a ser surpresa ter feito tanto sucesso em um país tão conservador como os EUA. A faixa virou o cartão de visitas da carreira de Billy Paul.

Mas o álbum traz também outras canções bem bacanas, como suas belas releituras de Your Song (Elton John) e It’s Too Late (de Carole King). A sacudida Am I Black Enough For You? foi escolhida para suceder Me and Mrs. Jones, e atingiu apenas a posição de nº 79 nos charts. Desta vez, a temática racial não foi bem aceita pelo público médio, uma pena, levando-se em conta a qualidade da mesma. O álbum chegou ao nº 17 na parada pop. Nunca mais ele teria tanto sucesso comercial nos EUA.

Embora sua qualidade musical permanecesse alta, seus álbuns não venderiam mais tão bem. Com faixas longas e forte tempero psicodélico, o excelente álbum War Of The Gods(1973) só chegou ao número 110 nos EUA, com o single Thanks For Saving My Life, única com um formato mais pop e compacto, atingindo apenas o número 37. Daí para a frente, seus trabalhos venderiam cada vez menos em sua terra natal.

Em países como o Brasil, no entanto, Billy Paul continuou um hitmaker potente, emplacando nos charts as músicas já citadas nesta matéria e outras que passaram batidas na terra de Richard Nixon, entre as quais as excelentes July July July July, Let Em In (de Paul McCartney), Only The Strong Survive e Bring The Family Back. Sua primeira passagem por aqui seria em 1976, apenas o começo de uma cumplicidade incrível.

First Class, de 1979, que inclui Bring The Family Back, marcou o fim de sua parceria com a PIR, dos amigos Gamble & Huff. Curiosamente, eles se reencontrariam nos tribunais, quando Paul reclamou de direitos não pagos por eles, e acabou vencendo a questão, assim como também venceu a luta contra a utilização de Me And Mrs. Jones pela Nike em um comercial já nos anos 2000. Coisas do mundo capitalista selvagem…

Nos anos 1980, ainda arriscou dois discos de inéditas, Lately (1985) e Wide Open (1988), mas as tentativas de modernização não deram muito certo. Ele chegou a dizer, durante um show na Inglaterra, em 1989, que iria se aposentar. Houve quem acreditasse, até pelo fato de ele ter 55 anos na época, mas no fim das contas, foi um alarme falso. Suas turnês se tornaram frequentes, pelos EUA, Europa, Ásia e América Latina.

No Brasil, Billy Paul virou presença constante, com direito até a abrir um show do Olodum, em 1994, presenciado por este que vos tecla. Antes, em 1988, ele havia gravado um dueto com Sandra de Sá, Amanhã, que tocou bastante nas rádios. Muitos até brincavam com esses seus retornos frequentes (leia análise sobre isso aqui).

Além dos shows, Billy Paul nos proporcionou os discos gravados ao vivo Live World Tour 1999-2000, com gravações feitas em São Paulo, Paris, Bermudas e Philadelphia, e Your Song: Live In Paris, gravada na Cidade do Amor. Em 2009, foi lançado o excelente documentário Am I Black Enough For You?, do diretor sueco Goran Hugo Olsson, que tem até cenas gravadas no Brasil (leia a resenha aqui).

War Of The Gods– Billy Paul:

Thanks For Saving My Life– Billy Paul:

Your Song– Billy Paul:

Am I Black Enough For You?– Billy Paul:

Only The Strong Survive– Billy Paul:

Maurice White deixa de luto o contagiante mundo do groove

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Por Fabian Chacur

Festa sem os grooves e as melodias do Earth, Wind & Fire não costuma prestar. Pois o criador dessa banda maravilhosa nos deixou nesta quinta-feira (4) aos 74 anos. Maurice White sofria de Mal de Parkinson, que o impediu a partir de 1994 de se apresentar ao vivo com a banda, embora tenha continuado a participar, na medida do possível, de suas gravações. Uma daquelas perdas tão dolorosas, mas tão dolorosas, que só mesmo dançando ao som da sua música para suportar.

Maurice White nasceu em 19 de dezembro de 1941, e teve várias experiências musicais bacanas antes de montar a banda que o tornou conhecido mundialmente, entre elas integrar como baterista o The Ramsey Lewis Trio, de hits instrumentais bacanas como The In Crowd. Não demorou para ele sentir que seu negócio era partir para um trabalho próprio, no qual desenvolveria uma sonoridade nova e repleta de energia e criatividade musical.

A fase inicial rendeu dois discos pela Warner no início dos anos 70, sem grande repercussão, mas já com um trabalho interessante. Foi a partir de uma mudança na formação e da entrada na Columbia Records, ocorrida em 1972, que o grupo começou a pegar forma. White era o cantor, compositor e percussionista, e tinha na kalimba, raro instrumento africano, sua marca registrada. O irmão Verdine White segurava todas no baixo, e Phillip Bailey, com seus vocais em falsete, completou a trinca básica do time, ao lado de outras feras.

Em 1975, o single Shining Star atingiu o topo da parada de singles americana, mesma façanha atingida pelos álbuns That’s The Way Of The World (1975) e o ao vivo Gratitude (1976). A receita: uma mistura de funk, soul, música latina em geral (até a brasileira), rock, jazz e pop, com direito a muita energia positiva, temas transcendentais nas letras e romantismo também, que ninguém é de ferro.

Até o início dos anos 80, o Earth, Wind & Fire ganhou admiradores no mundo todo graças a sua combinação de discos repletos de boas canções e shows energéticos com direito a recursos audiovisuais até então não muito comuns em shows de grupos de black music. Devotion (uma das melhores baladas soul de todos os tempos), September, Boogie Wonderland, Can’t Let Go, Serpentine Fire, Let’s Groove, Let Me Talk, a lista é interminável. E simplesmente irresistível.

A liderança de Maurice White sempre foi positiva, pois ele tinha seu espaço na banda, mas sempre abria as oportunidades para que os outros integrantes brilhassem, além de chamar gente de fora para trabalhar com eles, como o então iniciante tecladista, compositor e músico David Foster, cuja presença no álbum I Am (1979) foi decisiva em faixas como After The Love Is Gone, da qual Foster é um dos autores.

Em 1980, a primeira visita da banda ao Brasil rendeu shows marcantes, como no Maracanãzinho, no Rio, tornando os caras ainda mais populares por aqui. Vale lembrar que eles gravaram Brazilian Rhyme no álbum All ‘N’ All (1977), assinada por Milton Nascimento. O grupo deu uma pequena parada na metade dos anos 1980, mas voltou a partir de 1987, embora sem o mesmo sucesso comercial com novos trabalhos.

Os shows, no entanto, continuaram contagiantes e populares, como vimos aqui no Brasil em 2008 (leia resenha de um dos shows aqui). Mesmo os discos lançados por eles a partir dos anos 90 são interessantes, e neles Maurice White continuava a mostrar seu talento. O Mal de Parkinson, no entanto, o afastou dos palcos, para tristeza dos fãs, embora a banda se mantenha até hoje na estrada, com Verdine e Bailey fazendo as honras da casa com classe.

No excelente documentário Shining Stars: The Official Story of Earth, Wind, & Fire (2001- saiba mais sobre ele aqui), lançado no Brasil pela extinta gravadora ST2, Maurice deu depoimentos nos quais era nítida sua dificuldade em se movimentar e mesmo falar. Uma pena. Esse cara vai deixar muita, mas muita saudade mesmo. E vale lembrar: ele nasceu no mesmo ano (1941) de Martin Balin e Signe Toly Anderson, do Jefferson Airplane. Xô, dona morte!

Devotion (live)- Earth Wind & Fire:

Boogie Wonderland– Earth Wind & Fire e The Emotions:

September– Earth Wind & Fire:

Serpentine Fire– Earth Wind & Fire:

Can’t Let Go– Earth Wind & Fire:

B.B. King, Lemmy e os outros astros que partiram em 2015

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Por Fabian Chacur

Em 2015, perdemos um verdadeiro festival de grandes nomes da música, em todas as áreas. O seminal embaixador do blues B.B.King (foto) é um dos mais expressivos, mas inúmeros outros nomes bacanas, também das mais variadas épocas, nos deixaram rumo à eternidade. Na medida do possível, Mondo Pop procurou homenagear essa turma da pesada nesse ano tão difícil.

Abaixo, fizemos uma lista com um número significativo desses grandes artistas que fizeram nossa alegria com suas canções, acordes, poesias etc. Quando for o caso de existir um texto de Mondo Pop sobre o artista em questão, o link aparece logo na sequência. Que a boa música feita por eles continue nos inspirando dia após dia, até o tal do “fim dos tempos”.

É uma lista bem abrangente, mas obviamente não é completa.

MÚSICOS QUE MORRERAM EM 2015:

– Dallas Taylor (baterista Crosby Stills Nash & Young)- 7/4/1948- 18/1/2015

– Edgar Froese (Tangerine Dream)- 6/6/1944- 20/1/2015

– Demis Roussos (cantor- ex-Aphrodite’s Child) – 15/6/1946- 25/1/2015

http://www.mondopop.net/2015/01/morre-aos-68-anos-na-grecia-o-cantor-egipcio-demis-roussos/

– Sam Andrew (guitarra- Big Brother & The Holding Company)- 18/12/1941- 12/2/2015

http://www.mondopop.net/2015/02/morre-sam-andrew-o-eterno-guitarrista-da-diva-janis-joplin/


– Lesley Gore (cantora pop)- 2/5/1946- 16/2/2015

– Daevid Allen (Soft Machine)- 13/1/1938- 13/3/2015

– Mike Porcaro (baixo- Toto)- 29/5/1955- 15/3/2015

http://www.mondopop.net/2015/03/morre-mike-porcaro-59-anos-ex-baixista-da-banda-pop-toto/

– A.J. Pero(bateria- Twisted Sister)- 14/10/1959- 20/3/2015

– Kim Fowley (produtor Runaways etc)- 21/7/1939- 15/1/2015

– Pino Danielle (cantor e compositor italiano)- 19/3/1955- 4/1/2015

– Andy Fraser (baixista- Free)- 3/7/1952-16/3/2015

– Steve Strange (cantor- Visage)- 28/5/1959- 12/2/2015

– Jimmy Greenspoon (teclados- Three Dog Night)- 7/2/1948- 11/3/2015

– Percy Sledge (cantor)- 25/11/1940- 14/4/2015

– Ben E. King (cantor)- 28/9/1938- 30/4/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/ben-e-king-de-stand-by-me-morre-nos-eua-aos-76-anos/

– Jack Ely (vocal e guitarra- The Kingsmen)- 11/9/1943- 28/4/2015

– Erroll Brown (cantor- Hot Chocolate- 11/12/1943- 6/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/morre-errol-brown-vocalista-da-banda-pop-hot-chocolate/

– B.B. King (rei do blues)- 16/9/1925- 14/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/b-b-king-o-rei-e-embaixador-que-deixa-um-legado-dourado/

– Louis Johnson (baixista- Brother Johnson)- 13/4/1955- 21/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/morre-louis-johnson-um-dos-melhores-baixistas-do-mundo/

– James Horner (compositor e maestro)- 14/8/1953- 22/6/2015

– Chris Squire (baixista- Yes)- 4/3/1948- 27/6/2015

http://www.mondopop.net/2015/06/chris-squire-fundador-do-yes-sai-da-cena-rock-com-67-anos/

– Lynn Anderson (cantora country)- 26/9/1947- 30/7/2015

– Bryn Merrick (baixo- The Damned)- 12/10/1958- 12/9/2015

– Gary Richrath (guitarrista- Reo Speedwagon)- 18/10/1949- 13/9/2015

– Lemmy Kilmister (baixo e vocal- Motorhead)- 24/12/1945- 28/12/2015

http://www.mondopop.net/2015/12/lemmy-no-brasil-seus-filmes-e-mais-sobre-o-lendario-rocker/

– Phillip Philty Animal Taylor (baterista Motorhead)- 21/9/1954- 11/11/2015

– Scott Weiland (vocal- Stone Temple Pilots e Velvet Revolver)- 27/10/1967- 4/12/2015

http://www.mondopop.net/2015/12/morre-cantor-scott-weiland-do-velvet-revolver-e-do-stp/

– Cynthia Robinson (trompete- Sly & The Family Stone)- 12/1/1946- 23/11/2015

– Allen Toussaint (músico)- 14/1/1938- 10/11/2015

– Andy White (baterista)- 27/7/1930- 9/11/2015

– Cory Wells (cantor- Three Dog Night)- 2/2/1941- 20/10/2015

– Phil Woods (sax alto-jazz e pop)- 2/11/1931- 1/10/2015

– Natalie Cole (cantora)- 6/2/1950- 31/12/2015

http://www.mondopop.net/2016/01/morre-aos-65-anos-de-idade-a-otima-cantora-natalie-cole/

– Lincoln Olivetti (músico e produtor)- 17/4/1954- 13/1/2015

http://www.mondopop.net/2015/01/musico-lincoln-olivetti-morre-aos-60-anos-e-deixa-saudade/

– Renato Rocha (baixo- Legião Urbana)- 27/5/1961- 22/2/2015

– José Rico (cantor sertanejo)- 29/6/1946- 3/3/2015

– Inezita Barroso (cantora etc)- 4/3/1925- 8/3/2015

http://www.mondopop.net/2015/03/inezita-barroso-foi-a-hebe-da-musica-rural-e-fara-muita-falta/

– Percy Weiss (cantor- Made In Brazil)- 1/3/1955- 14/4/2015

– Mangabinha (Trio Parada Dura)- 16/3/1942- 23/4/2015

– Fernando Brant (compositor)- 9/10/1946- 12/6/2015

http://www.mondopop.net/2015/06/fernando-brant-faz-travessia-e-nos-deixa-com-pura-saudade/

– Wilma Bentivegna (cantora)- 17/7/1929- 2/7/2015

– Claudia Barroso (cantora)- 23/4/1932- 9/10/2015

– Luis Carlos Miele (produtor)- 31/5/1938- 14/10/2015

– Marilia Pera (atriz e cantora)- 22/1/1943- 5/12/2015

– Flávio Basso-Júpiter Maçã (cantor)- 26/1/1968- 21/12/2015

– Cristiano Araújo (cantor)- 24/1/1986- 24/6/2015

Uma homenagem a todos esses nomes da música que se foram:

Morre aos 65 anos de idade a ótima cantora Natalie Cole

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Por Fabian Chacur

No último dia do ano em que foram completados 50 anos da morte de seu pai, o ícone da música Nat King Cole, foi a vez de Natalie Cole dar adeus ao cenário pop. No dia 31 de dezembro de 2015, mais um nome de grande calibre musical nos deixa, em um período repleto de grandes perdas no setor. Ela tinha 65 anos, estava internada no hospital Cedar Sinai em Los Angeles e foi vítima de problemas com uma hepatite C que a infernizava há pelo menos sete anos.

A doença, que ela admite ter sido contraída devido a consumo de drogas, lhe custou um transplante de rim em 2009. O vício em heroína, crack, cocaína em álcool levaram a cantora a passar por seis meses em uma clínica de reabilitação em 1983, problemas que ela contou de forma franca em sua autobiografia, Angel On My Shoulder, lançada em 2000. A intérprete continuou fazendo shows e gravando, apesar de tudo.

Nascida em Los Angeles em 6 de fevereiro de 1950, Natalie iniciou a carreira aos 11 anos, cantando ao lado do pai, Nat King Cole. Apesar da morte precoce de Nat em 1965 aos 45 anos, vítima de câncer, ela manteve firme o sonho de também se tornar uma estrela, e isso se concretizou em 1975 com o sucesso de seu álbum de estreia, Inseparable, que lhe rendeu hits como a faixa título e também o Grammy de melhor artista novo daquele ano.

A carreira se manteve bem até o fim dos anos 70 no cenário do pop e da soul music, com direito a sucessos como This Will Be (An Everlasting Love) e I’ve Got You On My Mind, até que as drogas começaram a cobrar o seu preço. Após passar pela reabilitação, aos poucos retomou o pique, emplacando em 1988 nas paradas uma ótima releitura de Pink Cadillac, de ninguém menos do que Bruce Springsteen.

Em 1991, lançou seu projeto mais ambicioso: Unforgettable With Love, álbum dedicado ao repertório do pai e no qual fez um dueto tecnológico com ele em Unforgettable. O CD surpreendeu a todos, ficando por cinco semanas no primeiro lugar da parada americana, faturando sete troféus Grammy (incluindo as três categorias mais importantes) e vendendo mais de 13 milhões de cópias. O pop tradicional encarou com garra o grunge, o rap e os outros ritmos então na moda.

A cantora conseguiu se manter na ativa com bons discos e shows nos anos que se seguiram, incluindo outro dueto tecnológico com o pai, When I Fall In Love, em 1996, que lhe rendeu mais um Grammy, e uma segunda parte do álbum de sucesso, Still Unforgettable, em 2008. Natalie procurou mesclar momentos mais próximos do pop e da soul music com o jazz pop tradicional, e se deu bem, com uma voz sempre muito boa de se ouvir.

I’ve Got You On My Mind– Natalie Cole (1977):

Inseparable– Natalie Cole (1975):

This Will Be (An Everlasting Love)– Natalie Cole (1975):

Pink Cadillac– Natalie Cole (1988):

Unforgetabble– Natalie e Nat King Cole (1991):

William Guest, cantor de soul, morre nos EUA aos 74 anos

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Por Fabian Chacur

O universo da soul music está de luto. Morreu no dia 24 de dezembro aos 74 anos o cantor e produtor musical William Guest. Ele ficou conhecido no mundo da música como um dos integrantes do célebre grupo Gladys Knight And The Pips, um dos mais bem-sucedidos da história da black music americana e responsável por hits bacanas nos anos 60, 70 e 80.

Na foto que ilustra esse post, temos, da esquerda para a direita: Edward Patten, Bubba Knight, Gladys Knight e William Guest. Essa é a formação clássica do grupo, formado em 1953 e reunindo parentes. Gladys e Bubba são irmãos, enquanto Patten e Guest são seus primos. A cantora fazia as vezes de líder vocal, enquanto os três garotos esbanjavam categorias em vocais de apoio e coreografias simplesmente marcantes.

O primeiro grande hit do quarteto foi Every Beat Of My Heart, lançada por eles em 1961 e atingindo o sexto lugar na parada pop e o primeiro na de rhythm and blues. Era só o início de uma carreira repleta de êxitos. Gladys saiu do time entre 1962 e 1964, quando se casou e teve dois filhos, mas o retorno veio com força total. Em 1966, o quarteto foi contratado pela Motown.

Na gravadora de Berry Gordy, Gladys Knight And The Pips nunca foram uma prioridade. Mesmo assim, emplacaram hits como I Heard It Through The Grapevine (1967) e Neither One Of Us (Wants To Be The First To Say Goodbye-1973). Foi Gladys quem chamou a atenção de Barry Gordy para um grupo novo que surgia no cenário musical americano, um tal de Jackson Five, mas a fama de “descobridora” ficou com Diana Ross.

Quando ganharam o Grammy por Neither One Of Us, Gladys e seu grupo já estavam em outra gravadora, a Buddah Records, onde permaneceram até 1968 e emplacaram seus maiores sucessos, entre os quais Midnight Train To Georgia (número 1 na parada pop em 1973), I’ve Got To Use Your Imagination, You And Me Against The World, So Sad The Song e Baby Don’t Change Your Mind, só para citar alguns.

Problemas legais com a Buddah levaram a cantora a se separar provisoriamente do grupo, com ambos lançando dois álbuns cada em 1978 e 1979. De contrato com a CBS-Epic, lançaram em 1980 o sublime About Love, com produção e repertório a cargo dos magos do soul pop Nicholas Ashford e Valerie Simpson. Taste Of Bitter Love é um dos clássicos desse álbum bom de ponta a ponta.

A banda se manteria na ativa até 1989, conseguindo seu último hit, a ótima Love Overboard (ganhadora de um Grammy) em 1987. Enquanto Gladys Knight se dedicou a uma honrosa carreira solo, Bubba saiu de cena e William e Edward criaram uma empresa de produção artística a Patten And Guest, que durou até a morte de Patten, ocorrida em 2005. Guest lançou em 2013 a autobiografia Midnight Train FROM Georgia: A Pip’s Journey, em parceria com Dame Dhyana Ziegler.

Midnight Train To Georgia– Gladys Knight And The Pips:

Baby Don’t Change Your Mind– Gladys Knight And The Pips:

You And Me Against The World– Gladys Knight And The Pips:

Taste Of Bitter Love– Gladys Knight And The Pips:

Love Overboard– Gladys Knight And The Pips:

Ben E. King, de Stand By Me, morre nos EUA aos 76 anos

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Por Fabian Chacur

Embora sempre lembrado pela canção Stand By Me (1961), Ben E. King está muito longe de ser um one hit wonder, aquele tipo de artista que só teve um sucesso na carreira. O grande cantor americano nos deixou aos 76 anos segundo informação do site da revista americana Billboard. A causa não foi revelada. Uma grande perda para os fãs de soul music e da música pop em geral.

Benjamim Earl Nelson nasceu em Henderson, Carolina do Norte, em 23 de setembro de 1938. Ele começou a se tornar conhecido no cenário musical americano ao entrar em 1958 no The Crowns, que naquele mesmo ano, por razões empresariais, acabou se tornando uma nova encarnação do então já estabelecido grupo vocal The Drifters.

King ficou menos de dois anos nos Drifters, mas teve tempo de emplacar por lá os hits There Goes My Baby, Dance With Me e especialmente Save The Last Dance For Me. A carreira solo teve um início marcante, com o estouro de Spanish Harlem, com produção do então ainda iniciante Phil Spector. E o melhor viria logo a seguir.

O cantor resolveu adaptar uma canção spiritual intitulada Lord Stand By Me. Com nova letra escrita por ele, a música virou Stand By Me, e atingiu o quarto lugar na parada pop americana em 1961. A canção voltaria ao top 10 americano em 1986 ao integrar com destaque a trilha do filme Conta Comigo (cujo título original é exatamente Stand By Me).

Stand By Me logo se tornou um standard pop, regravada por diversos artistas no decorrer dos anos seguinte. A releitura mais famosa ficou por conta de John Lennon, que frequentou os charts de todo o mundo em 1975 com sua gravação, incluída no álbum de covers Rock ‘N’ Roll, totalmente dedicado a recriação de hits dos anos 1950 e 1960.

Amor (1961), seu primeiro álbum solo, obteve êxito, e até 1969, ele lançou outros hits pela Atlantic Records, pela qual gravou desde os tempos dos Drifters. Entre outras, emplacou nessa fase sucessos como I(Who Have Nothing) (relida no auge da disco music por Sylvester), Don’t Play That Song (regravada por Aretha Franklin) e outras.

Curiosamente, Ben saiu da Atlantic Records em 1969 e só voltou às paradas de sucesso em 1975, ano no qual retornou à gravadora criada no fim da década de 1940 pelos irmãos Ertegun. O hit que o trouxe de volta aos charts foi a sensacional Supernatural Thing, com uma levada soul-funk simplesmente marcante. Tipo da música certa na hora certa.

Em 1978, gravou um álbum antológico, Benny And Us, em parceria com a banda britânica de soul e funk Average White Band. O álbum traz maravilhas como o hit Get It Up For Love, as excelentes The Message, A Star In The Ghetto e Keepin’ It To Myself e uma boa releitura de Imagine, de John Lennon. Vale lembrar: o guitarrista Hamish Stuart, da AWB, é aquele mesmo que tocou com Paul McCartney do fim dos anos 1980 até meados dos anos 1990.

Embora sem emplacar novos hits, Ben E. King permaneceu na ativa, fazendo shows e gravando eventuais novos álbuns, sendo o mais recente I’ve Been Around, de 2006. Com sua voz maravilhosa e uma presença de palco repleta de sutileza e classe, ele nos deixa um legado que, como vocês puderam ver acima, vai muito além da maravilhosa Stand By Me.

Supernatural Thing Parts 1 & 2– Ben E. King:

Give It Up For Love– Ben E. King & The Average White Band:

Stand By Me – Ben E. King:

Spanish Harlem– Ben E. King:

Cantora Martha Reeves fará show grátis em SP, diz jornal

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Por Fabian Chacur

Para tristeza geral dos fãs da soul music e da música pop como um todo, a lendária cantora americana Martha Reeves foi obrigada a cancelar o show que faria em maio durante a Virada Cultural em São Paulo devido a uma chuva terrível. Um horror. Pois agora temos uma boa notícia: ela voltará à cidade ainda este ano, segundo nota publicada na coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo desta terça-feira (14).

O primeiro show no Brasil desta verdadeira diva da música pop, hoje com 73 anos, está marcado para o dia 16 de novembro no Ibirapuera, como parte do programa Circuito SP, da prefeitura da cidade. A entrada será gratuita, sem horário do show ainda confirmado. Eis uma bela forma de se conferir uma das mais importantes cantoras da geração dos anos 60 que ainda se mantém na ativa.

Martha Reeves nasceu em 18 de julho de 1941 e batalhou muito até conseguir uma oportunidade no meio musical. As coisas começaram a clarear para ela quando foi contratada para ser secretária do departamento artístico da gravadora Motown. Quando o diretor Mickey Stevenson viu o quanto ela cantava bem, começou a usá-la para gravar demos de canções para outros contratados da gravadora.

Em 1962, ela apresentou o grupo vocal que havia criado com duas outras amigas, Martha Reeves And The Vandellas, e inicialmente participaram de singles de Marvin Gaye, entre eles Stubborn Kind Of Fellow e Hitch Hike. Naquele mesmo ano, gravaram seu primeiro single, com pouca repercussão. Mas as coisas mudariam logo.

Come And Get These Memories chegou ao top 30 nos EUA em junho de 1963, criando uma expectativa de que coisas maiores viriam para Martha e sua turma. E isso se confirmou com (Love Is Like a) Heat Wave, que em setembro daquele ano atingiria o quarto lugar na parada ianque. Seria o primeiro de uma série de sucessos.

Com uma sonoridade pra cima e bem dançante, Martha Reeves And The Vandellas emplacariam hits até 1971 na Motown Records, entre eles as estupendas Nowhere To Run, Dancing In The Streets e Jimmy Mack. O grupo parou por uns tempos nos anos 70, quando Martha Reeves dedicou-se a uma carreira solo sem grande repercussão.

Se os discos solo não venderam tanto, embora conquistassem elogios por parte de alguns críticos e fãs, o grupo acabou voltando à tona anos depois, entrando no circuito nostálgico de shows pelo mundo afora. Afinal, quem não quer ouvir essas músicas tão marcantes? E Martha as canta, seja nas eventuais reuniões do grupo, seja sozinha.

Ela teve alguns problemas de saúde em sua trajetória pós-sucesso, mas felizmente os superou, e atualmente se encontra em plena turnê comemorativa dos 50 anos de lançamento do single Dancing In The Streets, denominada “Calling Out Around The World Tour 2014”.

Dancing In The Street– Martha Reeves And The Vandellas:

Nowhere To Run – Martha Reeves ANd The Vandellas:

Morre Bobby Womack, gênio da música negra internacional

bobby womack-400xPor Fabian Chacur

Morreu nesta sexta (27) de causas não reveladas um dos grandes nomes da soul music. Trata-se de Bobby Womack, cantor, compositor e músico americano que completou 70 anos de idade no último dia 4 de abril. O astro sofria de vários problemas de saúde, entre eles um câncer de cólon e diabetes, embora se mantivesse na ativa nos últimos anos. Uma grande perda.

Womack iniciou sua carreira na década de 60, e é de sua autoria um dos primeiros sucessos dos Rolling Stones, It’s All Over Now, música que também seria gravada por Rod Stewart, o grupo brasileiro Barão Vermelho e inúmeros outros artistas. Ele trabalhou com Sam Cooke em seus anos iniciais como profissional, e durante sua carreira participou de várias gravações dos Rolling Stones.

Na década de 70, virou um dos astros da black music americana, emplacando hits marcantes como Woman’s Gotta Have It (regravada posteriormente com muita categoria por James Taylor no álbum In The Pocket, de 1976) e Across 110th Street. Seu som balançado trazia como diferencial letras bastante consistentes, que o tornaram um dos grandes poetas desse universo musical.

Problemas familiares e com drogas atrapalharam sua trajetória durante algum tempo. Na década de 90, a inclusão de Across 110th Street da trilha do filme Jackie Brown (1997), de Quentin Tarantino, o ajudou a ser apreciado pelas novas gerações, e aos poucos o artista soube se aproveitar dessa nova fase positiva.

Womack participou de dois CDs do grupo/projeto Gorillaz, Plastic Beach (2010) e The Fall (2011). O líder do Gorillaz, Damon Albarn (do grupo Blur), de quebra produziu o álbum que trouxe o astro de volta aos estúdios após 20 anos, o elogiado The Bravest Man Of The Universe (2012, leia mais sobre esse CD aqui).

Em 2013, Bobby Womack tocou no Brasil pela primeira vez, como um dos destaques da programação do festival Back2Black, e conseguiu boa repercussão. O astro da soul music também esteve entre os destaques da edição 2014 do festival de jazz de Nova Orleans nos EUA em 2014. Ele também participou de várias faixas de I Feel Like Playing (2010), mais recente álbum solo de Ronnie Wood, guitarrista dos Rolling Stones.

Across 110th Street– Bobby Womack:

Woman’s Gotta Have It – Bobby Womack:

It’s All Over Now– Bobby Womack:

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