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Sting relê seus hits com novos arranjos no álbum My Songs

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Por Fabian Chacur

Em seus mais de 40 anos de carreira discográfica, Sting volta e meia resolveu fazer releituras diferenciadas de suas principais composições, ora ao vivo, ora em estúdio. E novamente o brilhante cantor, compositor e músico britânico vai nos oferecer um produto com essas características. Trata-se de My Songs, álbum de estúdio que a Universal Music promete lançar no dia 24 de maio nos formatos físico e digital.

O novo trabalho do ex-baixista e cantor do The Police traz 15 faixas, selecionadas entre hits de sua ex-banda e da carreira-solo. A produção ficou a cargo de Martin Kierszembaum, Dave Audé e Jerry Fuentes. Em declaração incluída no press release de divulgação do trabalho, ele o definiu assim: “My Songs é a minha vida em músicas. Algumas delas reconstruídas, algumas delas reformadas, algumas delas reformuladas, mas todas com foco contemporâneo”.

O repertório de My Songs se concentra em músicas lançadas originalmente de 1978 a 1999. Três dessas releituras já estão disponíveis nas plataformas digitais: Brand New Day (ouça aqui), Desert Rose (ouça aqui) e Demolition Man. As amostras são bem bacanas, sem subverter demais as versões originais e sem copiá-las iguaizinhas. A voz do astro continua ótima, o que conta, e muito.

Conheça na íntegra o repertório incluído em My Songs e em que discos foram gravadas originalmente:

Can’t Stand Losing You– (Outlando’s d’Amour- The Police- 1978)
Roxanne (Outlando’s d’Amour- The Police- 1978)
So Lonely (Outlando’s d’Amour- The Police- 1978)
Message In a Bottle (Regatta De Blanc- The Police- 1979)
Walking On The Moon (Regatta De Blanc- The Police -1979)
Demolition Man (Ghost In The Machine-The Police- 1981)
Every Breath You Take (Synchronicity- The Police- 1983)
If You Love Somebody Set Them Free (The Dream Of The Blue Turtles-solo- 1985)
Fragile (…Nothing Like The Sun- solo- 1987)
Englishman In New York (…Nothing Like The Sun- solo- 1987)
If I Ever Lose My Faith In You (Ten Summoner’s Tales- solo- 1993)
Fields Of Gold (Ten Summoner’s Tales- solo- 1993)
Shape Of My Heart (Ten Summoner’s Tales- solo- 1993)
Desert Rose (Brand New Day- solo- 1999)
Brand New Day (Brand New Day- solo- 1999)

Demolition Man– Sting (do CD My Songs):

Sting e Shaggy lançam o clipe e investem em boa parceria

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Por Fabian Chacur

O reggae é presença constante no trabalho de Sting desde seus tempos com o The Police. O ritmo volta a dar as caras em um trabalho de sua autoria na recém-lançada música Don’t Make Me Wait, parceria dele com o cantor e compositor jamaicano Shaggy. A canção está sendo divulgada com um clipe dirigido por Gil Green, que já trabalhou coo Nick Minaj, Drake e John Legend.

O cenário do vídeo é uma área popular de Kingston, cidade natal de Shaggy, e o clima é de verdadeira festa povão, com todo mundo dançando. A música tem cara de provável hit, conta com a produção de Shaun Pizzonia, antigo parceiro do astro jamaicano, e foi gravada lá mesmo. Trata-se da primeira de uma série de outras parcerias que a dupla promete divulgar aos poucos.

Com 39 anos de idade, Shaggy tornou-se conhecido inicialmente graças ao hit Oh Carolina, em 1993. A partir daí, emplacou diversos sucessos, como Boombastic, Angel e In The Summertime, nos quais mesclava o reggae com música eletrônica, pop e outros ritmos. Ele teve faixas incluídas em trilhas de filmes badalados, e seu álbum Hot Shot (2000) atingiu o primeiro lugar na parada americana, além de vender mais de 10 milhões de cópias em todo o planeta.

Don’t Make Me Wait– Sting e Shaggy:

Sting mergulha em rock e folk no ótimo álbum 57th & 9th

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Por Fabian Chacur

Desde o lançamento de Sacred Love (2003), Sting deixou de lado o pop rock mais explícito em sua carreira solo. Nesse período, lançou trabalhos com faceta erudita ou de folk mais tradicional, como os ótimos If On a Winter’s Night (2009) e The Last Ship (2013), ou mesmo de inspiradas e interessantes releituras sinfônicas de canções de sua autoria em Symphonicities (2010). Mas, agora, é hora de rock, bebê! E chega às lojas o ótimo 57th & 9th. Bem roqueiro, mas com folk na mistura, também.

O título do CD alude a uma esquina localizada em Nova York e próxima dos estúdios em que as gravações ocorreram. No encarte, Sting explica o quanto gosta de andar a pé, especialmente no caminho rumo ao trabalho, pois é nesses momentos que reflete e pensa de forma mais apurada. Como o álbum foi concretizado em um período de três meses, algo rápido para os padrões atuais de estrelas, dá para se imaginar que várias canções possam ter surgido durante esses passeios.

Acompanhado pelo excelente guitarrista Dominic Miller, que é seu braço direito há décadas, além de feras do porte de Vinnie Colaiuta (bateria) e integrantes do grupo The Last Bandoleros, Sting nos oferece dez novas canções que trazem como marca aquela simplicidade sofisticada que sempre marcou a sua obra, indo desde o rock mais básico a canções folk, e um momento com elementos árabes no meio.

A coisa começa a mil por hora, com a contagiante I Can’t Stop Thinking About You, que possui ecos de clássicos do The Police como Truth Hits Everybody e Can’t Stop Losing You. Com um riff poderoso de guitarra, a vibrante 50.000 é uma assumida homenagem a David Bowie, Glenn Frey e Prince, músicos que sabiam como poucos fazer músicas para entreter grandes plateias. One Fine Day, um rock balada, traz letra de inspiração ecológica com abordagem extremamente inteligente.

Não faltam outros momentos excelentes neste álbum. As baladas acústicas na melhor tradição folk Heading South On The Great North Road e The Empty Chair, o rockão estradeiro Petrol Head e a envolvente Inshallah, por exemplo. São canções sempre enfocando temas atuais, como ecologia, relações amorosas e mesmo a crise dos refugiados na Europa, mas sem nunca resvalar na apelação.

A edição lançada no Brasil de 57th & 9th é a Deluxe, o que significa uma capa digipack dupla, encarte luxuoso com ficha técnica completa, letras e textos de Sting sobre as canções e também três faixas adicionais. São elas uma versão mais folk rock de I Can’t Stop Thinking About You (apelidade de LA Version por ter sido gravada em Los Angeles), outra de Inshallah gravada em Berlim e uma ao vivo de Next To You, clássico do The Police, com participação dos The Last Bandoleros.

O álbum atingiu a posição de número 9 ao ser lançada nos EUA em novembro, prova de que Sting continua atraindo a atenção do grande público. Nada mais justo, pois aos 65 anos, idade completada por ele no último dia 2 de outubro, este grande artista prova mais uma vez continuar sendo não só um mero cantor e compositor, mas alguém preocupado em sempre oferecer o melhor aos fãs. Ele já está fazendo shows para divulgar o disco. Tomara que passe por aqui.

50.000– Sting:

Coletânea resume 25 anos do astro solo Sting

Por Fabian Chacur

Em 1985, Sting aproveitou o que se imaginava ser apenas uma pausa na carreira da banda que então comandava, o The Police, para lançar The Dream Of The Blue Turtles, seu primeiro álbum solo.

A repercussão do álbum perante crítica e público foi tão boa que certamente deve ter influenciado, no ano seguinte, a decisão que levou ao fim do mitológico grupo britânico, que só voltou de forma mais consistente em 2007/2008 para uma turnê.

Desde então, o cantor, compositor e músico britânico passou a investir em uma musicalidade versátil, com rock e reggae, mas também incluindo jazz, soul, funk, pop, música erudita e world music no coquetel.

Como forma de celebrar esses 25 anos de carreira individual, Sting lança a coletânea The Best Of 25 Years, disponível em dois formatos: álbum duplo em embalagem digipack, com 31 músicas, e caixa com 3 CDs (e 45 músicas), DVD inédito gravado ao vivo e livreto repleto de fotos.

A Universal Music acaba de colocar no mercado brasileiro a versão simples, que serve como uma generosa introdução no que de melhor Sting fez fora do The Police.

O primeiro CD, com faixas lançadas entre 1985 e 1994, é o melhor, incluindo maravilhas como If You Love Somebody Set Them Free, Englishman In New York, We’ll Be Together, Fields Of Gold e If I Ever Lose My Faith In You.

Uma verdadeira aula de pop sofisticado, dançante, envolvente e bem concebido e realizado.

O repertório do segundo CD, embora com vários bons momentos, é um pouco mais irregular, pois inclui algumas canções derivativas, incluindo experiências com a world music dispensáveis.

Ainda assim, When We Dance, Desert Rose e Brand New Day merecem ser destacadas por sua qualidade e capacidade de prender o ouvinte com categoria.

A inédita Never Coming Home é mediana, e temos também três faixas ao vivo em áudio extraídas do citado DVD inédito (intitulado Rough, Raw And Unreleased: Live At Irving Plaza, gravado ao vivo nos EUA em 2005) que só está disponível na versão luxuosa da coletânea, entre elas uma releitura bacana de Demolition Man, gravada por sua ex-banda no álbum Ghost In The Machine (1981).

Se brilhou em potência máxima como líder do The Police, Sting prova em The Best Of 25 Years que também soube criar músicas de alta qualidade e potencial pop nesse um quarto de século.

Veja o clipe de Fields Of Gold, com Sting:

Sting arrebenta em CD/DVD com orquestra

Por Fabian Chacur

Sting é um dos grandes nomes da história do rock.

Como líder do The Police ou como artista solo, sua trajetória artística é repleta de grandes momentos.

Sem nunca impor limites à sua criação, o cantor, compositor e músico britânico fez de tudo nesses quase 40 anos de trajetória profissional.

Lógico que nem sempre ele acerta, como os álbuns …Nothing Like The Sun (1987) e Mercury Falling (1996), por exemplo, provam de forma veemente.

Mas seu alto índice de grandes canções e álbuns já lhe garantiu um lugar no coração daqueles que curtem rock de alta qualidade.

Seu mais novo lançamento, Live In Berlin, lançado pela Universal Music em pacote que inclui DVD e CD, é outro golaço para o seu invejável currículo.

O trabalho é o registro ao vivo do show realizado em 21 de setembro de 2010 na O2 Arena de Berlim, Alemanha, durante a divulgação de seu álbum Synphonicity, no qual releu canções de seu repertório com acompanhamento orquestral.

O ótimo conceito do disco, no qual sua banda composta por cinco músicos e lideradas pelo inseparável e brilhante guitarrista Dominic Miller se integra de forma brilhante com os músicos eruditos, funciona às mil maravilhas ao vivo.

Ou seja, não rola aquela chatice de versões orquestrais do tipo recepção de consultório dentário.

As músicas não só perdem seu calor original, como ainda ganham mais energia, vibração e nuances sonoros e rítmicos.

As canções por si só maravilhosas de Sting ganham uma roupagem nova e refrescante.

Every Little Thing She Does Is Magic, King Of Pain, I Hung My Head, She’s Too Good For Me e Desert Rose são algumas das canções escolhidas, uma equilibrada mistura entre sucessos e pérolas menos conhecidas de seu repertório.

A voz de Sting, que beira os 60 anos de idade, continua com a potência e a beleza de sempre, e seu carisma no palco se mantém intacto, também.

Um momento muito bacana do show é quando os músicos da orquestra começam a tocar e dançar durante a sacudida e jazzística She’s Too God For Me. Divertidíssimo!

De quebra, temos um fantástico reencontro do astro com o saxofonista Branford Marsalis, que integrou sua banda nos tempos dos álbuns The Dream Of The Blue Turtles e Bring On The Night, nos anos 80.

Marsalis toca em Englisman In New York e Moon Over Bourbon Street, arrepiando quem é fã de música com alma e sofisticação.

Live In Berlin é mais uma prova do enorme talento desse brilhante Sting, por vezes injustamente ironizado por críticos brasileiros por razões extra-musicais. Mas não é a música o que de fato interessa, manés?

Curiosidade: o CD inclui duas músicas que não estão no DVD, If I Ever Lose My Faith In You e Shape Of My Heart. São 22 faixas no DVD e 14 no CD.

Veja o clipe de Fields Of Gold, com Sting:

Symphonicities traz releituras sinfônicas de Sting

Por Fabian Chacur

Durante seus quase 35 anos de carreira fonográfica, Sting tem mostrado uma inquietude eterna. Além de sempre apresentar trabalhos novos, na carreira solo ou com o The Police, também costuma oferecer releituras de suas músicas nos mais diversos formatos. Seu novo CD segue essa última linha, e não decepciona.

O título Symphonicities faz um trocadilho com o do quinto e mais-bem sucedido em termos comerciais álbum do The Police, Syncronicity (1983), e entregando a natureza sinfônica da obra. Curiosamente, nenhuma das 12 faixas resgatadas pelo cantor, compositor e músico britânico para o CD vem de lá. Só mesmo o título.

O repertório traz quatro canções lançadas pelo The Police e oito pelo astro em sua carreira solo, e traz desde sucessos como Every Little Thing She Does Is Magic, Roxanne e Englishman In New York a momentos mais obscuros, mas não menos bacanas.

You Will Be My Ain’ True Love, por exemplo, foi gravada originalmente pela cantora country Alison Kraus para a trilha do filme Could Mountain, em 2003, e estava inédita em sua voz.

The Pirate’s Bride era faixa bônus de um single lançado em 1996. When We Dance foi uma das inéditas da coletânea Fields Of Gold 1984-1994. A sensacional She’s Too Good To Me veio de Ten Summoner’s Tales (1993).

Next To You, um rock básico e energético, é a faixa de abertura do primeiro álbum do The Police, Outlandos D’Amour (1978), e continuou tão contundente e dançante como antes com o novo arranjo de cordas.

Os arranjos orquestrais e a atuação dos músicos eruditos americanos e ingleses deu ao material um tratamento impecável, indo desde a manutenção da estrutura básica da canção em Englishman In New York à total reestruturação obtida em Roxanne.

Symphonicities consegue dosar faixas mais sacudidas a momentos reflexivos, permitindo uma sequência bem bacana ao ouvinte. E proximo dos 60 anos que completará em 2011, Sting continua cantando muito bem. Mais uma vez, o astro se reinventa com categoria e sem cair na monotonia.

DVD registra The Police ao vivo em 1980

Por Fabian Chacur

Em 11 de janeiro de 1980, o The Police que tocou na cidade alemã de Hamburgo ainda era uma banda em ascensão no mundo do rock. E é esse momento que temos registrado no DVD Live In Hamburgo, 1980, lançado no Brasil pelo selo NFK a preços populares. Eu paguei R$ 15 no meu, nas lojas Americanas.

Naquela época, Sting (vocal e baixo), Andy Summers (guitarra e vocais) e Stewart Copeland (bateria e vocais) tinham dois discos em seu currículo, os ótimos Outlandos D’Amour (1978) e Regatta De Blanc (1979).

O trio britânico fazia muitos shows onde fosse possível, e isso lhes deu um entrosamento absurdo. Esta performance deles foi registrada para o programa da tevê alemão Rock Palast, que a exibiu naquele ano.

O repertório inclui sete faixas de Outlandos…, cinco de Regatta… e duas lançadas em singles (Fall Out e Visions Of The Night). Como o lugar era pequeno, os músicos são registrados bem de perto, o que dá especialmente aos closes uma qualidade bem legal de imagem. O áudio é ótimo.

O desempenho do The Police ao vivo sempre foi eletrizante, e Live In Hamburg 1980 é um belo documento desses anos iniciais do grupo. O tesão com que eles tocam é contagiante, com direito a improvisos que não se perdem em excessos ou autoindulgência.

Entre outras, eles arrasam em clássicos perenes de seu repertório como So Lonely, Walking On The Moon, Message In a Bottle, Roxanne e Can’t Stand Losing You.

Embora não creditada no encarte do DVD, Can’t Stand Losing You é tocada em esquema de pot-pourry com a eletrizante Regatta De Blanc inserida no seu miolo. Aliás, um dos poucos problemas do DVD fica por conta das legendas.

Da faixa 2 à 12, as legendas feitas no Brasil (que incluem The Police e o nome da canção em seguida) estão sempre uma canção adiantada, conflitando com as legendas originais, que por sua vez erram o nome de uma música.

Afora esse pequeno incômodo, The Police Live In Hamburg 1980 é um vídeo sensacional de uma das melhores bandas de rock de todos os tempos.

Confissão: uma de minhas grandes frustrações foi não tê-los visto no Brasil em suas duas visitas por aqui, em 1982 e 2007, ambas apenas no Rio.

Vi Sting solo três vezes (1987, 1988 e 1994) e um show (em 1987) do Animal Logic, grupo integrado por Copeland, Summers, o genial baixista Stanley Clarke e a cantora Debra Holland. Fazer o que? Tirar a diferença curtindo seus DVDs, incluindo este aqui.

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