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Novo CD do Maroon 5 é aula de pop rock simples e direto

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Por Fabian Chacur

Desde o seu estouro com o álbum de estreia, Songs About Jane (2003), a banda americana Maroon 5 conseguiu se firmar no cenário da música pop graças a um trabalho despretensioso, bem construído e sem vanguardismos ou intenções mais profundas. Seu novo álbum, V, que acaba de sair no Brasil via Universal Music, é a nova prova de sua eficiência.

As armas do grupo ianque são o vocal e o carisma do também guitarrista-base Adam Levine, e a competência de seus músicos, cuja escalação atual inclui Mickey Madden (baixo), Matt Flynn (bateria), James Valentine (guitarra), Jesse Carmichael (teclados, de volta após rápida saída em 2012) e PJ Morton (teclados). Um ótimo time, que provou sua competência em shows ao vivo no Brasil.

Com produção novamente a cargo do experiente Max Martin, conhecido por seus trabalhos com Backstreet Boys, Britney Spears, N Sync, Katy Perry e Taylor Swift, o grupo não largou mão de sua mistura de rock, soul, rhythm and blues e pop, investindo em um repertório repleto de canções grudentas que escapam do banal.

Levine, que desde 2011 se tornou um dos coachs (treinadores) da versão americana do reality show musical The Voice e ficou ainda mais popular, sabe se valer do falsete como elemento de diferencial vocal, e aos 35 anos de idade se mostra em plena maturidade artística, com boas interpretações e muito bom gosto.

V é daqueles álbuns para você ouvir de ponta a ponta. Não traz inovações e não tenta ser um novo Sgt Pepper’s, mas dá ao ouvinte uma sensação gostosa de bom entretenimento e alto astral, variando entre canções dançantes como Maps, Animals e a deliciosa Sugar a baladas matadoras como My Heart Is Open (dueto com Gwen Stefani, do grupo No Doubt) e a fantástica Lost Stars, uma das três faixas-bônus da Deluxe Edition do CD.

Outro momento excelente do álbum é a ótima releitura de Sex And Candy, único hit (em 1998) do hoje esquecido grupo americano Marcy Playground, que com o Maroon 5 tem tudo para voltar às paradas de sucesso. Quer ouvir um CD pop, descontraído, consistente e sem medo de ser feliz? Esse V aqui é uma boa dica.

Sugar– Maroon 5:

Sex And Candy– Maroon 5:

Rubinho Ribeiro e Somonós e hits no Central das Artes (SP)

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Por Fabian Chacur

Rubinho Ribeiro é um cantor e músico com extensa e bem-sucedida atuação em estúdios de gravação. Décadas mesmo. No entanto, para ele é indispensável o contato com o público. Isso ocorre em suas apresentações ao lado da banda Somonós. Um desses shows será realizado nesta quarta-feira (30) às 21h no bar e restaurante Central das Artes (rua Apinajés, 1.081- Sumaré- fone 0xx11-3670-4040), com couvert artístico a R$ 20,00.

Mesmo com toda a sua experiência em gravações, Rubinho considera a realização de shows ao vivo como uma boa forma de manter cada vez mais apurada a saúde espiritual de todo músico. E é exatamente isso o que ele faz ao lado de Paulo (Popó) Rapoport (contrabaixo), Nina Novoselecki (sax e flauta), Pepa D’Elia (bateria) e Marinho Boffa (piano).

O repertório que Rubinho Ribeiro e Banda Somonós nos oferecem traz standards da música pop e do jazz interpretados de uma forma própria. Entre outros clássicos, temos Here There And Everywhere, Sugar, Never Can Say Goodbye e Night In Tunisia, relidos de forma melódica e com espaços para que todos possam mostrar seu talento e bom senso em termos musicais. Tipo do programa bom para se fazer a dois.

Here There And Everywhere– Rubinho Ribeiro e Somonós:

Sugar, com Rubinho Ribeiro e Somonós:

Bob Mould tocará no Brasil em outubro

Por Fabian Chacur

Graças ao brother jornalista Daniel Vaughan, fiquei sabendo de uma belíssima notícia para os fãs do melhor rock and roll. Bob Mould (no meio, de gorro), ex-integrante das bandas Husker Du e Sugar e artista solo de carreira interessantíssima, tocará no Brasil em breve. Ele se apresentará em Sâo Paulo nos dias 4 e 5 de outubro no Sesc Pompeia e no dia 6 de outubro no Circo Voador.

Mould, que toca guitarra e canta, terá a seu lado Jason Narducy (baixo, da banda Verbow) e Jon Wurster (da banda Superchunk), mantendo o formato power trio que o notabilizou. Vale avisar que os ingressos ainda não estão à venda, mas que estarão em breve, e no Sesc Pompeia eles costumam sumir em pouquíssimo tempo. Fiquem de olho em http://www.sescsp.org.br/unidades/11_POMPEIA/#/content=programacao .

Nascido em 16 de outubro de 1960, Bob Mould criou o Husker Du em 1979 ao lado de Grant Hart (bateria e vocal, outro gênio do rock) e Greg Norton (baixo). O grupo partiu de um rock hardcore rumo a uma mistura com folk, pós-punk, punk, hard rock e até pop, sendo considerado um dos pais do que posteriormente se rotulou como grunge e influenciando bandas como Pixies e Nirvana, entre muitas outras.

Álbuns como Zen Arcade (1984), New Day Rising (1985) e o sublime Candy Apple Grey (1986) estão entre os melhores álbuns de rock gravados nos anos 80 e por tabela de todos os tempos. Infelizmente, a banda não conseguiu obter sucesso comercial, e brigas apimentadas entre seus integrantes levaram a um fim prematuro no ano de 1987. Inicialmente, Mould investiu em uma carreira solo de forma mais tranquila.

Entre 1991 e 1994, partiu para um novo power trio, o Sugar, e o álbum Copper Blue (1992) obteve boas vendagens e colocou o grupo na crista da onda. Infelizmente, outra separação surgiu rapidamente, mas Mould se manteve na ativa, com projetos variados e a carreira individual como prioridade. Os discos do Sugar foram relançados em 2012 no exterior, com direito a material extra e embalagem luxuosa. E ele participou do mais recente álbum do Foo Fighters, Wasting Light (2011).

O novo trio de Bob Mould irá tocar no Brasil músicas do Husker Du, Sugar e carreira solo, com ênfase em seu mais recente álbum individual, Silver Age (2012), que traz músicas bacanas como a impactante The Descent. Tipo do show que tem tudo para se tornar um dos grandes eventos roqueiros do ano no Brasil, ao menos para quem curte a cena indie e rock de verdade.

Veja o clipe de The Descent, com Bob Mould:

Ouça Dead Set On Destruction, com o Husker Du:

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