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Almir Sater mostra o seu som único no Rio e em São Paulo

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Por Fabian Chacur

A viola caipira é um instrumento musical mágico, e com presença intensa na cultura brasileira. Sempre que fazemos uma lista com os melhores violeiros, o nome de Almir Sater nunca fica de fora. Este grande músico, também excelente cantor e compositor, toca nesta quarta-feira (30) às 21h no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 50,00 a R$ 180,00.

Na estrada desde os anos 1980, Almir Sater nasceu no dia 14 de novembro de 1956 em Campo Grande (MS). Chegou a cursar direito no Rio, mas a música acabou falando mais alto. Graças a canções como Tocando em Frente e Um Violeiro Toca, tornou-se um dos grandes renovadores da musica caipira. Ele gravou em Nashville, a capital mundial da música country, e também participou do Free Jazz Festival, provas de sua versatilidade e talento.

Na atual turnê, que vem passando por várias cidades brasileiras, Almir tem a seu lado Rodrigo Sater (violão), Guilherme Cruz (violão), Marcelus Anderson (acordeon) e Reginaldo Feliciano (baixo). Almir, que também atuou com sucesso em novelas televisivas como O Rei do Gado e Pantanal, tocará em São Paulo no dia 6/12 (terça-feira) às 21h no Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº 500- 3º piso- Bourbon Shopping- São Paulo- fone 4003-1212), com ingressos de R$ 50,00 a R$ 180,00.

Um Violeiro Toca– Almir Sater:

Pato Fu lança um novo disco e faz shows em São Paulo e RJ

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Por Fabian Chacur

O Pato Fu acaba de lançar Não Pare Pra Pensar, e mostra o repertório do novo álbum no Rio e em São Paulo. Na Cidade Maravilhosa, a apresentação é nesta terça (2) às 21h no Teatro Bradesco RJ (avenida das Américas, nº 3.900-loja 160 do Shopping VillageMall- Barra da Tijuca-RJ- call center 4003-1212), enquanto na Terra da Garoa o show é nesta quarta-feira (3) no Teatro Bradesco SP (rua Palestra Itália, nº 500- 3º piso-Bourbon Shopping SP- call center 4003-1212). Os ingressos para ambos os shows custam de R$ 25,00 a R$ 140,00.

Não Pare Pra Pensar é o primeiro trabalho de inéditas do grupo oriundo de Belo Horizonte (MG) desde Daqui Pro Futuro (2007), e o primeiro em qualquer formato desde Música de Brinquedo Ao Vivo (2011). A banda define esta sua nova incursão no meio discográfico como mais dançante, festiva, vigorosa e roqueira do que seus trabalhos mais recentes. Ritchie participa da faixa Pra Qualquer Bicho, e John Ulhôa canta duas faixas (Ninguém Mexe Com o Diabo e You Have To Outgrow Rock ‘N’ Roll), algo raro em discos deles.

Além de John (guitarra, programações, teclados, violão e voz) e Fernanda Takai (vocal), o Pato Fu também conta com Ricardo Koctus (baixo e vocal), Lulu Camargo (teclados e arranjos orquestrais) e Glauco Mendes (bateria), este último estreando no time. Outra justificativa para o repertório mais dançante do novo CD é o fato de Fernanda reservar o repertório mais introspectivo para sua bem-sucedida carreira solo, que ela desenvolve paralelamente ao grupo.

Não Pare Pra Pensar (ao vivo)- Patu Fu:

Eu Era Feliz– Pato Fu:

You Have To Outgrow Rock ‘N’ Roll– Pato Fu:

Banda tributo argentina toca sucessos do ABBA no Brasil

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Por Fabian Chacur

Desde 1983, os milhões de fãs do Abba espalhados pelo mundo aguardam pelo seu retorno. Para tristeza geral, esse dia parece que nunca irá chegar, embora seus quatro integrantes estejam vivos e com saúde. Quem não se conforma com tal ausência pode se consolar vendo Abba Mamma Mia- The Tribute Show, show da banda tributo argentina Abba Mamma Mia que inicia nesta sexta-feira (1º/7) uma turnê pelo Brasil. No domingo (3/7), eles passam pelo Rio, sendo que a sessão das 20h já está com os ingressos esgotados. Vacilou? Pois você ainda tem uma chance!

O público carioca ganhou mais uma oportunidade, pois ocorrerá mais uma sessão do show no mesmo dia, só que às 17h. O local é o Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900 – loja 160 do Shopping VillageMall-Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100). Os ingressos custam de R$ 50,00 a R$ 180,00. Em São Paulo, o show ocorre no dia 10/7 (domingo) às 20h no Teatro Bradesco SP (rua Palestra Itália, nº 500- 3º piso do Bourbon Shopping- Call Center: 4003-1212), com ingressos de R$ 80,00 a R$ 150,00. O show também passará por Fortaleza (1º/7), Recife (2/7) e Rio Grande do Sul (6, 7 e 8/7).

O show é estrelado na ala feminina pelas atrizes e cantoras Gwendolyne Moore (Agnetha) e Florencia Róvere (Frida), sendo que esta última foi a protagonista do premiado musical Les Miserables (Os Miseráveis) no México e Inglaterra. A ala masculina tem o cantor e guitarrista Nicolás Salvador (Bjorn) e o cantor e tecladista Sérgio Gutierrez (Benny). Músicos de apoio completam o time em cena.

A ideia de Abba Mamma Mia- The Tribute Show é oferecer ao público uma performance a mais próxima possível da realizada pela célebre banda sueca, que nos anos 1970 e 1980 se tornou célebre em termos mundiais. Dessa forma, foram utilizados arranjos fieis às gravações do grupo e figurinos reproduzindo o visual exótico e colorido que marcou os intérpretes de hits eternos como Dancing Queen, Fernando, Summer Night City, The Winner Takes It All e tantos outros.

A foto desta matéria foi feita por Mauricio Trilha (divulgação).

Veja trechos de shows do Abba Mamma Mia- The Tribute Show:

Dupla Rodrigo Y Gabriela faz shows no Rio e em São Paulo

Rodrigo y Gabriela. Aug 2011. photo by Tina Korhonen

Por Fabian Chacur

O swing, a paixão e a técnica de Rodrigo Y Gabriela enfim chegam ao Brasil. O duo mexicano de violões se apresenta no país pela primeira vez esta semana. Eles tocam nesta terça-feira (10) no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900-loja 160- Shopping VillageMall Barra da Tijuca- fone 0xx21- 3431-0100) e nesta quarta-feira (11) no Teatro Bradesco, em São Paulo (rua Palestra Itália, nº 500- 3º piso- Bourbon Shopping São Paulo- fone 4003-1212), com ingressos custando de R$ 25,00 a R$ 250,00 em ambos os shows.

Com mais de 20 anos de carreira, Rodrigo Sanchez e Gabriela Quintero curiosamente desenvolveram sua carreira na Irlanda, onde se tornaram amigos do cantor e compositor Damien Rice, aquele do hit The Blowers Daughter, para quem abriram alguns shows. Seu currículo é extenso, e inclui participações em alguns dos mais badalados festivais de música do mundo, entre os quais o Coachella (EUA) e o Glastonbury (Reino Unido).

Seu som magnético e influenciado pela música flamenca e também por rock, heavy metal e outros estilos já passou por locais nobres para a música, como o Radio City Music Hall e Hollywood Bowl (EUA) e Le Zenith (França). As músicas de Rodrigo Y Gabriela integraram trilhas de filmes de apelo mundial como Piratas do Caribe, Gato de Botas e Shrek. De quebra, ainda tocaram na Casa Branca em 2010, para ninguém menos do que o presidente Barack Obama.

Dentro de sua filosofia de mesclar estilos e não se ater a uma única sonoridade, o duo mexicano já se apresentou ao vivo com Robert Trujillo (do Metallica), Zack de La Rocha (Rage Against The Machine, Audioslave), Al Di Meola, Alex Skolnick (Testament) e L. Shankar. Seu CD mais recente, bastante elogiado pela crítica, intitula-se 9 Dead Alive . Em seu repertório, músicas como Tamacum, Hanumam e clássicos do rock como Orion (Metallica) e Stairway To Heaven (Led Zeppelin), entre outras tão bacanas quanto.

Hanuman– Rodrigo Y Gabriella:

Metallica Medley– Rodrigo Y Gabriela com Robert Trujillo:

Tamacum– Rodrigo Y Gabriella:

Joan Baez, Vandré e um show inesquecível

Por Fabian Chacur

Foram 33 longos anos de espera, graças ao veto de uma Ditadura Militar que tantos males trouxe ao nosso amado Brasil. No entanto, enfim chegou a hora de vermos e ouvirmos um show de Joan Baez. O realizado na noite desta segunda-feira (25) no Teatro Bradesco (SP) valeu cada um dos aproximadamente 85 minutos de duração, com direito até ao sumidíssimo Geraldo Vandré em cena.

Acompanhada por dois músicos excelentes, com alguns momentos reservados ao clássico estilo solo do voz e violão, Miss Baez rejeita seus 73 anos de idade com uma postura jovial, inspirada e energética. Desde o início, mostra uma voz belíssima, que explora com sensibilidade, bom-senso e um controle impressionante. Além disso, toca violão muito bem, dedilhando com suavidade e técnica, além de se valer de vários instrumentos conforme a canção assim o exigia.

A eterna rainha da música folk deu uma bela geral em seu repertório clássico, com direito a interpretações expressivas de Farewell Angelina, It’s All Over Now Baby Blue (a minha favorita da noite), The Boxer, Joe Hill, Gracias a La Vida, Swing Low Sweet Chariot e Diamonds And Rust. Esguia e ainda muito bela, esbanjou simpatia e carisma em cada papo com o público, calculado em pouco mais de 1.400 pessoas.

Como faz habitualmente, ela agracia a plateia presente com releituras de clássicos locais, o que no caso brasileiro significou Mulher Rendeira, Maria Bonita e Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores. Esta última teve, como na noite anterior, a presença no palco de Geraldo Vandré, seu célebre autor e figura totalmente sumida da mídia desde os já longínquos anos 70. O público vibrou de emoção ao presenciar esse tocante encontro.

Desta vez usando terno e bem alinhado, Vandré não cantou, mas recitou alguns versos em homenagem à cidade de Sâo Paulo. Depois, ficou fora do palco durante a belíssima interpretação de Joan, voltando para cumprimentar os músicos e a cantora em um abraço coletivo daqueles de fim de show. Um momento histórico que recebeu uma salva de palmas daquelas bem calorosas e intensas.

Uma bela vantagem para quem viu o segundo, e não o primeiro show em São Paulo. Nesta segunda (24), Miss Baez cantou ela mesma Blowin’ In The Wind, e nos poupou de uma nova e bizarra interpretação do caricato senador Eduardo Suplicy, um político respeitável que, no entanto, às vezes insiste em não ter senso de ridículo, estragando espetáculos alheios. Bob Gruen que o diga (leia sobre esse mico aqui).

No fim do espetáculo, após ter interpretado outro clássico pacifista, Imagine (de John Lennon), Joan Baez interpretou a capella (só voz) a maravilhosa Amazing Grace, conseguindo fazer com que o público a acompanhasse. Nada como viver em um regime democrático no qual temos o direito de ouvir uma artista que consegue ser politicamente engajada sem deixar a musicalidade de lado. De lavar a alma!

Veja o show de Joan Baez em SP realizado em 23 de março de 2014:

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