Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Tag: the doors

The Doors tem edição deluxe do CD Waiting For The Sun

the doors waiting for the sun-400x

Por Fabian Chacur

Lançado originalmente há 50 anos, Waiting For The Sun é o terceiro álbum dos Doors, e marca a primeira vez em que o quarteto americano atingiu o posto máximo da parada americana de álbuns. Como forma de celebrar a efeméride, a Rhino/Warner está lançando no exterior uma deluxe edition incluindo um LP de vinil de 180 gramas e dois CDs que no Brasil só poderão ser conferidos nas plataformas digitais.

O pacote nos oferece uma versão remasterizada do álbum original, inéditas versões brutas das faixas do álbum e gravações ao vivo de show realizado em Copenhague, Dinamarca, em 17 de setembro de 1968. O trabalho foi realizado e supervisionado pelo produtor e engenheiro de som Bruce Botnick, que se incumbiu dessas tarefas na versão original. Ele explica, em texto promocional, a importância das rough mixes (versões brutas), que ele encontrou em seus arquivos:

“eu prefiro algumas dessas rough mixes para as finais, pois elas representam todos os elementos e vocais de fundo adicionais, diferentes sensibilidades sobre os equilíbrios e algumas irregularidades intangíveis, que são bastante atraentes e revigorantes”.

Waiting For The Sun, o álbum, marcou o auge da popularidade do grupo de Jim Morrison e Ray Manzarek em termos comerciais, impulsionada por Hello I Love You, que atingiu o primeiro lugar na parada. Spanish Caravan, The Unknown Soldier e Five To One são outros momentos que se eternizaram nas mentes dos fãs de todo o mundo. Não figura entre os meus favoritos da banda, mas é dos mais respeitáveis.

Conheça as faixas incluídas na deluxe edition:

Disc One (CD):

1.Hello, I Love You
2.Love Street
3.Not To Touch The Earth
4.Summer’s Almost Gone
5.Wintertime Love
6.The Unknown Soldier
7.Spanish Caravan
8.My Wild Love
9.We Could Be So Good Together
10.Yes, The River Knows
11.Five To One

Disc Two (Todas as faixas são inéditas)

Rough Mixes
1.Hello, I Love You
2.Summer’s Almost Gone
3.Yes, The River Knows
4.Spanish Caravan
5.Love Street
6.Wintertime Love
7.Not To Touch The Earth
8.Five To One
9.My Wild Love

Live In Copenhagen
10.The WASP (Texas Radio And The Big Beat)
11.Hello, I Love You
12.Back Door Man
13.Five To One
14.The Unknown Soldier

180g LP (Remastered Original Stereo Mix)

Lado 1
1.Hello, I Love You
2.Love Street
3.Not To Touch The Earth
4.Summer’s Almost Gone
5.Wintertime Love
6.The Unknown Soldier

Lado 2
1.Spanish Caravan
2.My Wild Love
3.We Could Be So Good Together
4. Yes, The River Knows
5.Five To One

Hello I Love You– The Doors:

Morre Ray Manzarek, tecladista do The Doors

Por Fabian Chacur

Entre os melhores tecladistas da história do nosso amado rock and roll, Ray Manzarek ocupa um lugar especial. Responsável pelas teclas da mitológica banda The Doors, esse músico americano infelizmente nos deixou nesta segunda-feira (20), aos 74 anos de idade, após longa luta contra um câncer no ducto biliar.

O músico estava em Rosenheim, na Alemanha, e morreu próximo aos seus familiares. Importantes nomes do mundo do rock como Slash (ex-Guns N’ Roses) e o guitarrista e ex-colega de The Doors Robbie Krieger se manifestaram nas redes sociais lamentando a perda do tecladista, um dos mais influentes no cenário rocker de todos os tempos.

Nascido em 12 de fevereiro de 1939, Ray Manzarek estudou cinema na UCLA, e foi por lá que conheceu Jim Morrison. Ao ouvir o cantor declamar os versos da música Moonlight Drive, ele sentiu estar diante de alguém com muito talento e extremamente original, e resolveu encarar a missão de montar uma banda com ele.

A dupla (hoje infelizmente já no outro lado do mistério), associada ao guitarrista Robbie Krieger e o baterista John Densmore, criaram os Doors, que após um início promissor nas casas roqueiras americanas tornou-se conhecido mundialmente logo com o primeiro álbum, The Doors (1967), que inclui clássicos como Light My Fire, Break On Through (To The Other Side) e The End. Inúmeros outros hits viriam a tona pouco depois.

Embora Krieger e Densmore fossem ótimos músicos, os Doors sempre tiveram como núcleo básico a voz marcante, as letras poéticas e as performances de palco imprevisíveis de Jim Morrison e os teclados com influências da música erudita e do jazz de Ray Manzarek. O resultado dessa somatória incomum gerou uma banda marcante, que inspirou o rock progressivo, o blues rock e até um pouco o hard rock.

Após o lançamento de L.A. Woman (1971), Jim Morrison morreu de overdose em Paris, e os Doors ainda tentaram seguir adiante sem ele, lançando em 1972 os álbuns Other Voices e Full Circle, nos quais Manzarek e Krieger dividiram os vocais. Não deu certo, e o fim chegou.

Posteriormente, Manzarek criou a banda Nite City, que lançou dois álbuns (em 1976 e 1978), incentivou e tocou com a banda de power pop The Knack (conhecida pelo hit My Sharona, de 1979) e produziu bons trabalhos de uma das melhores bandas punk americanas, a X (liderada por John X. Doe e Excene Cervenka), durante a década de 1980.

Na primeira década do século XXI, Ray Manzarek e Robbie Krieger fizeram diversos shows com o nome The Doors Of The XXI Century, nos quais contavam com os vocais de Ian Astbury, do The Cult. Eles estiveram por aqui em 2004, e eu tive a chance de vê-los no Credicard Hall, em São Paulo. O tecladista deu um banho de carisma e musicalidade. Ele também participou da produção de vários DVDs sobre o grupo.

Ouça The Cristal Ship, com The Doors:

L. A. Woman terá reedição repleta de extras

Por Fabian Chacur

L.A. Woman, último álbum de estúdio dos Doors a contar com Jim Morrison, terá em breve uma reedição luxuosa comemorativa dos 40 anos de seu lançamento, que ocorreu em 1971, semanas antes da morte do lendário cantor americano.

Segundo entrevista concedida ao site da Billboard americana pelo baterista John Densmore, que está ajudando o selo Rhino Records a compilar a nova edição do célebre álbum, o lançamento trará muitas novidades.

Com previsão de chegar ao mercado no início de 2012, a nova embalagem de L. A. Woman incluirá dois CDs, sendo um com  a versão remasterizada do trabalho original, e outro incluindo diversos outtakes e também canções antes lançadas em lados B de singles, como (You Need Meat) Don’t Go No Further, composição do blueseiro clássico Willie Dixon.

Krieger garante que o ouvinte terá uma ótima oportunidade, ao ouvir os outtakes, de observar o desenvolvimento de cada faixa, sendo que algumas mudaram bastante durante o processo.

O baterista também anunciou em que 2012 deverão ser lançadas, nos formatos digitais e box sets, gravações inéditas feitas na fase inicial da carreira dos Doors ao vivo nas casas de shows Matrix (em San Francisco) e London Fog (Los Angeles).

Enquanto isso, Ray Manzarek e Robbie Krieger continuam fazendo shows pelo mundo afora tocando os grandes sucessos dos Doors, agora usando o nome “Ray Manzarek and Robbie Krieger Of The Doors”.

Ouça Riders On The Storm, dos Doors e do álbum L.A. Woman:

Jim Morrison virou eterno há exatos 40 anos

Por Fabian Chacur

Chega a ser estranho pensar que neste 3 de julho de 2011 a morte de James Douglas Morrison, que viveu apenas 27 anos, completa quatro longas décadas.

Gente de talento que morre muito cedo parecia saber que precisaria ir mais rápido do que nós, pobres e insignificantes mortais.

Eles criam mais rápido, agem mais rápido, respiram mais rápido…

Do momento em que conheceu o tecladista Ray Manzarek à sua morte, foram apenas seis anos de carreira musical. Quatro, se levarmos em conta apenas os discos.

No entanto, Jim Morrison nos deixou um legado absurdamente forte, consistente, emocionante e revolucionário, construído ao lado de Manzarek, John Densmore (bateria) e Robbie Krieger (guitarra).

The Doors foi uma dessas bandas destinadas a criar polêmica e a ter tanto fãs incondicionais como detratores incansáveis.

Desde a morte de seu vocalista e letrista, a obra do quarteto vive momentos de visibilidade e esquecimento. Agora, novamente pouco se fala nos Doors. Mas não se iluda. Isso é provisório.

Daqui a pouco, por alguma razão qualquer (pouco importa), esta obra maravilhosa será novamente analisada e apreciada, como ocorreu, por exemplo, nos anos 80, época em que os conheci.

The Doors e Strange Days, os dois álbuns que iniciaram a discografia do grupo americano, ambos lançados em 1967, integram aquela verdadeira Meca dos trabalhos essenciais da história do rock.

Como definir o som feito por Morrison, Manzarek, Krieger e Densmore? Difícil, não é mesmo?

Para consumo imediato, digamos que se trata de uma das melhores bandas da história do chamado psicodelismo.

Mas eles foram muito além disso, mergulhando em blues (a âncora de sua sonoridade, provavelmente), rock básico, jazz, hard rock, pop, progressivo etc etc etc (e tome etc!).

Nem sempre acertaram, vide trabalhos irregulares como Waiting For The Sun (1968) e The Soft Parade (1969), mas criaram muito mais coisas boas e marcantes do que ruins e dispensáveis.

Ao vivo, como reconhece até hoje o próprio Manzarek, podiam tanto fazer um show inesquecível como oferecer ao público performances apavorantemente ruins. Tudo graças à instabilidade de seu líder.

Jim Morrison foi um dos astros do rock que melhor soube trazer a essência da poesia escrita para o contexto roqueiro, com letras equivalentes ao trabalho dos melhores poetas de qualquer época.

Tinha também o vozeirão, inconfundível e imitado sem sucesso por centenas (milhares?) de cantores nesses anos, além da inegável presença física, contra a qual lutou engordando e deixando a barba crescer.

Mas não adiantou nada. Para todo o sempre, ele sempre será lembrado como uma das figuras mais belas e míticas da música popular.

A música dos Doors permanece atemporal, intensa, vibrante e inspiradora, prova de que, sim senhor, o rock tão desprezado por alguns idiotas pode ter o status de pura arte.

Riders on the Storm, Light My Fire, L.A. Woman, Moonlight Drive, People Are Strange, Break on Through, Love Me Two Times, é tanta música boa que até me arrepia…

Descanse em paz, Rei Lagarto, e obrigado por ter nos deixado um legado tão poderoso, tão inspirador e tão bom de se ouvir quando não temos mais esperança de nada, nesse mundo de merda, repleto de pessoas detestáveis em cargos altos que não fizeram por merecer!

Ouça Riders on the Storm, dos Doors:

© 2019 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑