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Eagles podem voltar se o filho de Glenn Frey aceitar convite

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Por Fabian Chacur

A carreira dos Eagles, uma das bandas de maior sucesso da história do rock americano, parecia encerrada após a morte do cantor, compositor e guitarrista Glenn Frey, em 18 de janeiro deste ano. Seu parceiro, o cantor, compositor e músico Don Henley, afirmou que não acreditava ser possível um retorno do grupo de country rock. No entanto, notícias publicadas nos últimos dias podem mudar o rumo das coisas na trajetória dos criadores de Hotel Califórnia.

As informações foram publicadas esta semana no site americano da Billboard, a bíblia da indústria fonográfica americana. Em entrevista concedida à Montreal Gazette, Henley teria dito que, em algum momento no futuro, essa reunião poderia, sim, ocorrer. A condição seria se o filho de Glenn Frey, o cantor e músico Deacon, de 22 anos, aceitasse integrar o time na vaga de seu pai. Vale lembrar que os Eagles foram fundados por Frey e Henley, seus líderes incontestes.

Em entrevista a um dos podcasts da Billboard, o baixista da banda, Timothy B. Schmit, afirmou não ter sido consultado sobre o tema, embora não descarte a possibilidade de uma eventual reunião. Ele lançou seu 6º disco solo, Leap Of Faith, com a participação da filha Jeddrah nas harmonias vocais da faixa All Those Faces.

Vale lembrar que no dia 15 de fevereiro deste ano, durante a cerimônia de entrega dos prêmios Grammy, houve uma homenagem a Glenn Frey da qual participaram Timothy B. Schmit, Joe Walsh e Don Henley, da mais recente formação dos Eagles, Bernie Leadon, da formação original da banda, nos anos 1970, e também o cantor, compositor e músico Jackson Browne, amigo deles e de quem os Eagles gravaram algumas composições, entre elas Take It Easy.

Take It Easy (ao vivo)- The Eagles:

Morre Glenn Frey, 67, um dos fundadores da banda Eagles

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Por Fabian Chacur

As mortes de nomes importantes no cenário musical estão aumentando de forma exponencial nos últimos tempos. Dá medo. Uma semana após David Bowie, agora é a vez do americano Glenn Frey nos deixar, nesta segunda-feira (18), aos 67 anos. Cantor, compositor e guitarrista, ele era o líder, ao lado do baterista, cantor e compositor Don Henley, dos Eagles, uma das bandas de rock mais bem sucedidas em termos comerciais da história do rock.

Nascido em Detroit no dia 6 de novembro de 1948, Glenn Frey deu seus primeiros passos rumo à fama tocando com o roqueiro Bob Seger (que ficou bem mais famoso nos anos 1970), no final da década de 60. Pouco depois, mudou-se para Los Angeles, onde montou com o cantor e compositor J.D. Souther a banda Longbranch Pennywhistle, que lançou um único álbum em 1969, sem muito sucesso.

Ambicioso, Frey encontrou o parceiro perfeito em 1970, Don Henley. Ambos queriam montar uma banda que pudesse explorar o então emergente country rock com a mesma qualidade técnica e artística dos Beatles. Ao lado de Bernie Leadon (guitarra) e Randy Meisner (baixo e vocal), criaram um time que chegou a acompanhar em 1971 a também iniciante cantora Linda Ronstadt. Não demorou para eles resolverem seguir seu próprio caminho, o que ocorreu em 1972.

The Eagles, o primeiro álbum, foi surpreendentemente gravado na Inglaterra, tendo como produtor Glyn Johns, conhecido por seus trabalhos com o The Who, The Who e os Rolling Stones, e inclui o primeiro hit dos caras, o delicioso country rock Take It Easy. Desperado, o segundo álbum, saiu em 1973, e com sua concepção conceitual não teve tanto sucesso, levando a banda a buscar novos rumos.

On The Border (1974) teve apenas duas músicas produzidas por Johns, com o resto do repertório ficando nas mãos de Bill Szymczyk e trazendo a entrada do guitarrista Don Felder. Ironicamente, o grande hit do álbum foi uma das duas trabalhadas por Glynn, a belíssima balada The Best Of My Love, que chegou ao primeiro lugar nos EUA como single.

Estava aberto o caminho para um estouro de verdade para o agora quinteto, que veio logo a seguir com o álbum One Of These Nights, primeiro trabalho da banda a atingir o topo da parada ianque. O sucesso do grupo foi tão grande que justificou poucos meses depois o lançamento da coletânea Their Greatest Hits 1971-1975, que vendeu 29 milhões de cópias e que só perdeu recentemente para Thriller, de Michael Jackson, a marca de álbum mais vendido da história nos EUA.

Com a saída de Bernie Leadon, o time cresceu com a entrada do já badalado pela crítica e público Joe Walsh, guitarrista, cantor e compositor que tinha em seu currículos bons trabalhos solo e com a banda James Gang. Sua estreia foi triunfal, em 1976, com o álbum Hotel California (1976), cuja faixa título se tornou um dos grandes standards do rock, apreciada por milhões de pessoas no mundo todo.

A fama manteve a banda na estrada o tempo todo e tornou complicada a gravação de um novo álbum, especialmente por causa dos problemas entre os músicos. The Long Run veio finalmente em 1979, com Timothy B. Schmidt na vaga de Bernie Meisner, e vendeu muito, considerado por alguns como seu melhor trabalho, mas a banda não conseguiu segurar a onda e em 1980, após uma briga feia entre Glenn Frey e Don Felder no fim de um show, encerrou suas atividades.

O clima entre os ex-colegas da banda após seu final era tão pesado que, ao ser perguntado sobre se seria possível um retorno, um de seus integrantes afirmava que isso só ocorreria “quando o inferno congelasse”. Enquanto isso não ocorria, todos investiam em projetos solo, sendo que Don Henley ficou com o respeito da crítica.

Henley também vendia muitos discos, enquanto seu ex-parceiro Frey ficou só com boas vendagens, pois os analistas musicais achavam sua obra solo muito comercial. Seja como for, ele emplacou músicas bem bacanas nos anos 1980, entre as quais The Heat Is On (tema do filme Um Tira da Pesada) e duas da trilha do seriado televisivo Miami Vice, You Belong To The City e Smuggler’s Blues, simples e diretas.

Em 1993, os grandes astros da música country de então resolveram gravar um álbum relendo músicas dos Eagles, a compilação Common Thread-The Songs Of The Eagles, e um dos participantes, Travis Tritt, convidou os ex-colegas de Eagles para participar do clipe de sua releitura (muito legal, por sinal) de Take It Easy. Eles se divertiram, começaram a conversar e….isso mesmo, o inferno congelou legal!

Com o divertido título Hell Freezes Over, os Eagles voltaram à ativa em 1994 com um ótimo disco ao vivo incluindo quatro faixas inéditas gravadas em estúdio, entre elas Get Over It, com a cara despretensiosa e direta do trabalho de Frey. O CD bateu no primeiro posto da parada americana, e a partir daí, a banda volta e meia encarava novas turnês, com direito a um novo e ótimo disco duplo de inéditas em 2007, Long Road Out Of Eden, outro campeão de vendagens.

A história da banda foi contada com maestria, belos depoimentos recentes e muito material bacana de estúdio no documentário History Of The Eagles (2013), lançado em DVD inclusive no Brasil. Nele, dá para viajar na trajetória de uma banda que, se não brilhou artisticamente como Beatles, Rolling Stones e outras desse porte, nos deixou um legado dos mais consistentes. Sim, deixou, pois dificilmente o time irá adiante sem Frey. O depoimento de Don Henley deixa isso bem evidente, embora não com todas as letras.

Take It Easy– The Eagles:

The Best Of My Love– The Eagles:

Get Over It– The Eagles:

Heartache Tonight – The Eagles:

The Heat Is On– Glenn Frey:

Documentário registra carreira dos Eagles

Por Fabian Chacur

History Of The Eagles, documentário sobre a seminal banda americana que acaba de ser lançada no Brasil pela Universal Music nos formatos DVD duplo e Blu-ray, não poderia começar melhor. Em entrevista concedida em 1977, quando a banda vivia o auge de sua primeira fase, o cantor, compositor e baterista Don Henley faz um comentário sobre a trajetória como músico.

“Bem, acho que essa não é uma carreira que você leve para a vida inteira”. Em segundos, é retrucado pelo cantor, compositor e guitarrista Glenn Frey, que criou a banda com ele em 1971. “Não é?”. Os dois caem na risada. Mal sabiam eles que, 35 anos depois, eles continuariam fazendo música juntos, mesmo passando por inúmeros altos e baixos, brigas e reconciliações etc etc etc (e tome etc!). No fim, deu tudo certo.

O grande mérito deste excepcional documentário produzido por Alex Gibney e dirigido por Alison Ellwood é não tentar esconder as partes polêmicas da história da banda americana criada em Los Angeles a partir de dois músicos que tocavam juntos na banda de apoio da então ascendente estrela do country rock Linda Ronstadt, exatamente Frey e Henley.

Com total colaboração de integrantes e ex-integrantes do time, The Story Of The Eagles abrange desde os tempos iniciais dos músicos, com direito a momentos das bandas da qual fizeram parte anteriormente, até a realização de Long Road Out Of Eden (2007), seu primeiro álbum de estúdio desde The Long Run (1979). O material aproveitado é vasto, com entrevistas atuais e também belos registros de todas as fases desse supergrupo americano.

Até mesmo making ofs das fotos de capa de alguns de seus álbuns são apresentados, trazendo cenas de shows, entrevistas com artistas relacionados à banda como Jackson Browne, J.D. Souther e Linda Ronstadt e depoimentos até mesmo de hoje “personas non gratas” perante a banda, como o empresário e dono de gravadoras David Geffen. Todos os ex-integrantes foram entrevistados, sem censura prévia.

O documentário é dividido em duas partes. Na primeira, com cerca de duas horas de duração, é contada a história dos Eagles de seu início até a primeira separação, ocorrida em 1980 após uma briga histórica entre Glenn Frey e o guitarrista Don Felder, cujo diálogo agressivo é reproduzido na íntegra em áudio. Depoimentos bem ácidos de Frey (especialmente) e de Felder também estão aqui.

Os álbuns gravados em Londres com a produção do lendário Glynn Johns (trabalhou com o The Who e os Rolling Stones, entre outros), o início com uma sonoridade country rock mais delicada, a entrada de Don Felder e Joe Walsh para dar um tempero mais rocker ao time (com a saída posterior do guitarrista original do time, Bernie Leadon), a saída do baixista e vocalista Randy Meisner em 1977 dando sua vaga a Timothy B. Schmidt, tudo é esmiuçado.

A segunda parte, com pouco mais de uma hora, mostra o que os músicos fizeram entre 1980 e 1990, quando tiveram início as primeiras tentativas sérias de se trazer a banda de volta, o que ocorreria de fato em 1994 com o álbum Hell Freezes Over, que teve o apoio da MTV. A importância do formato de rádio Classic Rock, a rejeição de Glenn Frey inicialmente, o retorno triunfal, está tudo lá.

Fica bem claro ao espectador que desde o início os Eagles buscavam o estrelato e a realização de um trabalho que aliasse perfeição técnica a forte apelo comercial. Ou seja, nunca rolou ingenuidade no roteiro deles, pois naquela época (início dos anos 70) o rock and roll se consolidava como uma indústria na qual fazer dinheiro era um dos pontos mais importantes.

Mesmo com essa mentalidade, o talento de seus integrantes, especialmente Henley e Frey, gerou uma obra que se perpetuou entre o que há de melhor na história do rock, especialmente o de viés americano, com aquelas influências perenes de rock and roll, country, folk, hard rock e soul music. Veja esse documentário sublime e sinta que esta é uma banda que vai muito além do Hotel Califórnia.

Trailer de The History Of The Eagles:

Documentário sobre os Eagles estreia nos EUA

Por Fabian Chacur

Estreará neste sábado (19) no famoso festival de cinema Sundance Film, em Park City, Utah, o documentário History Of The Eagles Part One. Com direção a cargo de Alison Ellwood, o filme conta a história dos Eagles, uma das bandas mais bem-sucedidas da história do rock.

Com produção de Alex Gibney, que ganhou o Oscar em 2007 com o documentário Taxi To The Dark Side, o filme conta a história do grupo desde os seus primórdios, quando Don Henley e Glenn Frey se conheceram, no fim dos anos 60, até a separação do time, no início dos anos 80.

A atração traz entrevistas com os integrantes atuais e de formações anteriores da banda, produtores, colaboradores e empresários, e conta com cenas gravadas em 16 mm durante a turnê de divulgação do álbum Hotel California feitas pelos consagrados câmeras Haskell Wexler (Woodstock) e Richard Pearce (No Nukes) em 1977, com direito a várias cenas de bastidores bastante reveladoras, segundo os produtores.

O filme terá lançamento em breve no formato DVD duplo. Antes que alguém pergunte, a segunda parte, que cobre as carreiras solo dos integrantes da banda a partir de 1982 e também o seu retorno em 1994 com o álbum Hell Freezes Over, já está pronta e também será lançada em um futuro próximo no mercado.

Segundo entrevista ao site americano da Billboard, os produtores explicam que, na verdade, essa segunda parte era para ser apenas uma sessão de extras a ser incluída no DVD do filme, mas que o material teria ficado tão bom que eles preferiram apostar em um documentário adicional, com direito a participação destacada do guitarrista Joe Walsh.

How Long (ao vivo), com The Eagles:

Baixista dos Eagles lançará novo CD solo

timothy b schmidtPor Fabian Chacur

Timothy B.Schmidt é baixista dos Eagles desde 1977, quando entrou no lugar de Randy Meisner. Curiosamente, ele também tinha substituído o mesmo músico anos antes, no grupo Poco. apidamente, encaixou-se feito luva na banda, tocando bem e sendo importantíssimo nas vocalizações. Ele também foi a voz principal em clássicos da banda como I Can’t Tell You Why e Love Will Keep Us Alive.

Paralelamente, ele sempre tocou uma carreira solo, especialmente de 1982 a 1994, quando os Eagles saíram de cena. gora, aproveitando uma brecha na agenda da milionária banda americana de country rock, Schmidt prepara-se para lançar seu primeiro trabalho individual em oito anos. Trata-se de Expando. Com 11 faixas, inclui participações especiais de músicos de várias origens.

Entre outros, estão no CD, que chega às lojas americanas no dia 20 de outubro, Graham Nash, Keb’ Mo, Kenny Wayne Shepherd, o grupo vocal The Blind Boys Of Alabama, Van Dyke Parks (célebre parceiro de Brian Wilson, dos Beach Boys, no álbum Smile), Dwight Yoakam, Gary Burton e Greg Leisz.

Ele afirmou ao site da revista americana Billboard que pela primeira vez se sentiu totalmente ele em um disco, pois desta vez gravou em seu estúdio caseiro, e produzindo por conta própria. Ele também disse que foi ótimo ter esses convidados todos, principalmente pelo fato de ter ligado diretamente para cada um deles, sem depender de acordos com gravadoras ou assessores de imprensa.

Destaques do disco são Parachute, da qual participam Graham Nash e Kenny Wayne Shepherd e Downtime, com Dwight Yoakam, Kid Rock e Gary Burton. O disco sai pelo selo Lost Highway, enão tem precisão de lançamento no Brasil.

I Can’t Tell You Why, com os Eagles, vocal de Timothy B. Schmidt:

http://www.youtube.com/watch?v=e70gT1unKPc&feature=PlayList&p=8DA32ACCB4D77B11&playnext=1&playnext_from=PL&index=7

CD traz o melhor da carreira solo do batera dos Eagles

Don_HenleyPor Fabian Chacur

O americano Don Henley é um desses raros casos de baterista que consegue não só se destacar em sua própria banda (no caso, os Eagles), como também desenvolver uma carreira solo notável. Cantor e compositor de alto calibre, ele não se sentiu na mão quando sua super banda de country rock se separou, no início dos anos 80. Até o retorno do grupo, no início da década de 90, lançou três ótimos trabalhos individuais. Só voltou a lançar um álbum solo em 2000, mas o nível de qualidade não caiu.

Para quem quer um resumo desse setor da carreira de Henley, acaba de sair no Brasil The Very Best Of Don Henley, uma boa coletânea ideal para o não iniciado, e também para quem não tem os discos originais e prefere um best of bem feito.

A explicação para tal afirmação é simples. Esta compilação tem onze faixas em comum com a outra coletânea existente no mercado, Actual Miles- Henley’s Greatest Hits (1995). Aliás, a ordem das dez primeiras faixas de cada compilação é exatamente igual.

Actual Miles inclui duas faixas até então inéditas (The Garden Of Allah e You Don’t Know Me At All) e Everybody Knows, que antes só havia saído em um disco que homenageava seu autor, o canadense Leonard Cohen.

Por sua vez, The Very Best deixou as duas inéditas de fora, inclui o cover de Cohen e acrescentou três faixas de Inside Job (2000), o mais recente disco solo do astro.

Ou seja, o colecionador que tem os discos anteriores e Actual Miles não precisa da nova compilação, pois tem todas as faixas da mesma, enquanto o fã casual será bem servido por The Very Best, que traz belo encarte com informações técnicas e excelente texto a cargo do mitológico crítico musical Paul Gambaccini.

Ao sair dos Eagles, Don Henley pretendia investir em uma sonoridade diferente do country rock que fazia até então, e se deu bem. As músicas que gravou em seus dois trabalhos solo iniciais, I Can’t Stand Still (1982) e Building The Perfect Beast (1984) são repletas de sintetizadores, com influências de new wave e do pop da época.

Embora tragam aquelas sonoridades que nos remetem a um período específico, não soam datadas, pois são muito boas. Desses dois álbuns, destaco as ótimas Dirty Laundry, The Boys Of Summer, All She Wants To Do Is Dance e Sunset Grill.

Em 1989, após dar uma sumida de cena, Henley voltou e se reconciliou com seu passado em The End Of The Innocence, embora ainda flertando com a modernidade. O disco tem ecos dos Eagles em New York Minute e The Last Worthless Evening (que a banda tocaria ao vivo em seu retorno nos anos 90). A parceria com o genial Bruce Hornsby gerou um megahit, a belíssima The End Of The Innocence, que lembra The Way It Is, de Hornsby. O album foi o mais bem sucedido da empreitada individual do cantor e compositor (na carreira solo, praticamente não toca bateria).

Embora não tenha feito tanto sucesso, Inside Job é ótimo, como comprova Taking You Home, incluída nesta coletânea. The Very Best Of Don Henley é a prova de que Don Henley soube se virar sem os Eagles, e de forma digna e consistente.

Confira The End Of The Innocence ao vivo:

http://www.youtube.com/watch?v=J4cuEAU9mXM

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