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The Pretenders liberam 2ª faixa de seu futuro álbum de inéditas

Pretenders por Matt Holyoak-400x

Por Fabian Chacur

Os fãs dos Pretenders tem boas razões para sorrir. Acaba de ser disponibilizada nas plataformas digitais a faixa-título de seu novo álbum, Hate For Sale, previsto para sair no dia 17 de julho pela gravadora BMG Brasil (não confundir com o selo criado nos anos 1980 e cujo conteúdo hoje é parte do conglomerado Sony Music). Trata-se de um punk rock áspero e curto, com menos de três minutos de duração, embora nele a voz da líder da banda, Chrissie Hynde, soe melódica e suave. Trata-se da segunda música divulgada deste trabalho, que será o 11º da discografia da banda criada em 1978 e com uma carreira bastante relevante.

A outra faixa conhecida do álbum é The Buzz (ouça aqui), um rock balada com ecos dos anos 1960 e com aquela assinatura típica que levou a banda a vender milhões de álbuns e a lotar seus shows nos quatro cantos do mundo.

A produção do disco ficou a cargo do bem-sucedido produtor Stephen Street, conhecido por seus trabalhos com The Smiths, Morrisey na carreira-solo, Kaiser Chiefs e The Cranberries e que que atuou com os Pretenders nos álbuns Last Of The Independents (1994) e !Viva El Amor! (1999).

Será o 1º álbum desde Alone (2016), creditado aos Pretenders mas a rigor um trabalho solo de Chrissie. Desta vez, ela se dedica aos vocais e guitarra-base e tem a seu lado o baterista Martin Chambers (o outro integrante da formação original da banda a se manter em cena), Nick Wilkinson (baixo) e James Walbourne (guitarra), este último seu parceiro nas novas composições.

Sobre a inspiração que a motivou a escrever a letra da faixa que deu nome ao novo CD, ela deu uma declaração bem-humorada:

“Juro que essa música não é sobre Donald Trump, Boris Johnson ou Bolsonaro. Nenhuma das minhas músicas fala diretamente de política, em geral elas falam sobre ex-relacionamentos mesmo”, garante. A inspiração punk ela garante vir de uma de suas bandas favoritas, os britânicos do The Dammed.

Hate For Sale– The Pretenders:

Chrissie Hynde mostra seu lado jazz no álbum Valve Bone Woe

Chrissie Hynde 2-2-19 by Jill Furmanovsky

Chrissie Hynde 2-2-19 by Jill Furmanovsky

Por Fabian Chacur

Embora se assuma como uma roqueira de corpo e alma, Chrissie Hynde sempre teve um apreço pelo jazz, algo alimentado pela convivência com o irmão, o saxofonista Terry Hynde. Ao saber da morte do trombonista Bob Brookmeyer, a líder dos Pretenders mandou um e-mail ao mano, e recebeu como resposta “Valve Bone Woe”, espécie de poema hai kai beatnik feito por ele em homenagem ao músico. “Bom título para um álbum”, pensou a moçoila. E eis que surge, assim, Valve Bone Woe, seu segundo álbum solo, que a BMG (distribuída pela Warner Music) lança nesta sexta (6) no exterior nos formatos CD simples, álbum duplo de vinil e caixa com tiragem limitada incluindo as 14 faixas no formato compactos simples de vinil. No Brasil, por enquanto, só teremos a versão digital.

Acompanhada por um combo orquestral criado especialmente para essa gravação e com produção a cargo de Marius De Vries e Eldad Guetta, Chrissie esbanja suavidade e categoria em um repertório que traz canções extraídas dos universos do jazz, standards, pop e rock. A abordagem orquestral conta também com alguns elementos eletrônicos digitais no meio, bem sutis, mas passíveis de serem observados e curtidos pelo ouvinte mais atento.

Entre outros autores, estão presentes John Coltrane, Charles Trennet, Brian Wilson, Ray Davies, Charles Mingus, Hoagy Carmichael, Nick Drake e a dupla brasileira Tom Jobim e Vinícius de Moraes (Once I Loved, versão em inglês de Norman Gimbel para Amor em Paz).

Em entrevista incluída no press-release que divulga o trabalho, a cantora britânica explica a motivação do trabalho, inspirado em sua gravação ao lado de Frank Sinatra na faixa Luck Be a Lady, incluída no álbum do Ol’ Blue Eyes Duets II, de 1994: “Gosto de reler canções alheias, é a surpresa de gravar algo que eu nunca pensei em escrever que me impulsiona”.

Valve Bone Woe flui deliciosamente, e certamente surpreenderá muita gente com o arranjo eletro-orquestral de Caroline No (ouça aqui) e no clássico do jazz Meditation On a Pair Of Wire Cutter (ouça aqui), na qual a cantora se vale de vocalizes com muita categoria.

Chrissie Hynde completará 68 anos neste sábado (7), e na véspera dessa data nos oferece um presente deste porte. Tipo do trabalho que já nasce clássico, para ser ouvido por vezes e mais vezes nos anos que virão.

Eis as faixas de Valve Bone Woe:

1. How Glad I Am [Jimmy Williams, Larry Harrison]
2. Caroline, No [Tony Asher, Brian Wilson]
3. I’m a Fool to Want You [Frank Sinatra, Joel Herron, Jack Wolf]
4. I Get Along Without You Very Well (Except Sometimes) [Hoagy Carmichael]
5. Meditation on a Pair of Wire Cutters [Charles Mingus]
6. Once I Loved [Norman Gimbel, Vinicius De Moraes, Antonio Jobim]
7. Wild Is the Wind [Ned Washington, Dimitri Tiomkin]
8. You Don’t Know What Love Is [Don Raye, Gene De Paul]
9. River Man [Nick Drake]
10. Absent Minded Me [Jule Styne, Bob Merrill]
11. Naima [John Coltrane]
12. Hello, Young Lovers [Richard Rogers, Oscar Hammerstein II]
13. No Return [Ray Davies]
14. Que Reste-T-il De Nos Amours [Charles Trenet]

I’m a Fool To Want You– Chrissie Hynde:

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