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The Rolling Stones lançarão a nova versão de vídeo de turnê

the rolling stones voodoo lounge capas-400x

Por Fabian Chacur

Pelo andar da carruagem, os fãs de classic rock irão ter de vender um rim ou fazer algum outro tipo de sacrifício similar, se desejarem manter suas coleções atualizadas. O novo lançamento do setor a ser anunciado é Voodoo Lounge Uncut, nova versão, ampliada, restaurada e remasterizada de um vídeo lançado pelos Rolling Stones que registra um show da antológica turnê que divulgou o excelente CD Voodoo Lounge (1994).

O lançamento, feito em parceria pela Universal Music e a Eagle Vision, chegará ao mercado mundial em 16 de novembro em diversos formatos: DVD, blu-ray, DVD+2 CDs, blu-ray+2 CDs, vinil triplo vermelho, vídeo digital, áudio digital e HD digital. Uma edição limitada da versão em vinil trará uma camiseta exclusiva. A má notícia fica para os fãs brasileiros: a Universal Music deve lançar por aqui apenas a versão em DVD.

Gravado em 25 de novembro de 1994 no estádio Joe Robbie, em Miami, o show integrou a turnê de lançamento de Voodoo Lounge, um dos melhores álbuns da carreira do grupo. Foram 134 shows por seis continentes e vistos por aproximadamente 6,5 milhões de pessoas.

Duas efemérides: foi a primeira tour sem o baixista Bill Wyman, que saiu da banda em 1993, e a primeira que passou pelo Brasil, com três shows em São Paulo (27, 28 e 30 de janeiro de 1995, no estádio do Pacaembu) e dois no Rio (2 e 4 de fevereiro de 1995, no estádio do Maracanã).

O repertório traz 27 músicas, sendo quatro delas de Voodoo Lounge, e o show conta com as participações especiais de Bo Diddley, Sheryl Crow e Robert Cray. Temos dez faixas adicionais em relação ao lançamento anterior em vídeo. Como bônus, foram incluídas cinco performances realizadas em um show da mesma turnê, realizado no Giants Stadium, de New Jersey, com músicas que não foram apresentadas em Miami.

Veja o trailer do vídeo aqui .

RELAÇÃO DAS MÚSICAS

1. Whoopi Goldberg Intro
2. Not Fade Away
3. Tumbling Dice
4. You Got Me Rocking
5. Rocks Off*
6. Sparks Will Fly*
7. Live With Me*
8. (I Can’t Get No) Satisfaction
9. Beast Of Burden*
10. Angie
11. Dead Flowers*
12. Sweet Virginia
13. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)*
14. It’s All Over Now
15. Stop Breakin’ Down Blues
16. Who Do You Love?
17. I Go Wild*
18. Miss You
19. Honky Tonk Women
20. Before They Make Me Run*
21. The Worst
22. Sympathy For The Devil
23. Monkey Man*
24. Street Fighting Man*
25. Start Me Up
26. It’s Only Rock’n’Roll (But I Like It)
27. Brown Sugar
28. Jumpin’ Jack Flash

BONUS DAS PERFORMANCES NO GIANTS STADIUM, EM NEW JERSEY (só em video):

1. Shattered
2. Out Of Tears
3. All Down The Line
4. I Can’t Get Next To You
5. Happy

Veja parte do show de New Jersey da turnê 1994/1995:

Dusty Old Fingers retornam e fazem um show em Campinas

dusty old fingers grupo 400x

Por Fabian Chacur

Depois de uns bons anos longe de cena, volta à ativa um dos grupos mais bacanas do rock brasileiro desta década. Trata-se do Dusty Old Fingers. Oriundo de Campinas (SP), o afiadíssimo time roqueiro lançou em 2013 um excelente álbum conceitual, The Man Who Died Everyday (leia a resenha de Mondo Pop aqui).

Eles iniciam essa nova fase com show em Campinas neste sábado (11) às 19h30 na Fundação Jurgensen (rua Frei Antônio de Pádua, nº 889- Jardim Guanabara), com ingressos a R$ 15,00 (antecipados) e R$ 25,00 (na hora- mais informações pelo fone 0xx19-3242-1769). A abertura fica por conta da banda Les Miserables.

O Dusty Old Fingers traz como figuras de ponta o carismático cantor e guitarrista Fabiano Negri, que também investe em uma consistente carreira solo, e o guitarrista e backing vocalista Tony Monteiro, um dos mais competentes críticos de rock deste país. Temos também os ótimos músicos Joni Leite (baixo) e Rick Machado (bateria). Ao vivo, completam o time as backing vocalistas Nara Leão e Sheila Le Du.

No show, a banda mostra as músicas de seu álbum de estreia, cujo tema é a vida do saudoso Brian Jones, guitarrista dos Rolling Stones nos anos 1960 e morto tragicamente em 1969, com apenas 27 anos. Músicas como Lost Eyes e Blond Hair Baby Face mergulham nos aspectos da trajetória daquele músico genial com uma sonoridade mesclando rock, blues, folk e country. A ótima inédita Never Drive Faster Than My Angel Can Fly também estará no set list.

Dois dos integrantes da Dusty Old Fingers farão jornada dupla neste show, pois também integram o Les Miserables. São eles Tony Monteiro e Joni Leite, que terão a seu lado Marcos Machado (vocal), David Andres (guitarra) e Junior Baroni (bateria). O repertório do quinteto dará uma geral em clássicos do rock brasileiro da década de 1970.

Lost Eyes (clipe)- Dusty Old Fingers:

Sticky Fingers é relido ao vivo com maestria pelos Stones

rolling stones sticky fingers live-400x

Por Fabian Chacur

Em 2006, quando iria iniciar as gravações de um show dos Rolling Stones para o que viria a ser o documentário Shine a Light (2008), o diretor Martin Scorsese entrou em pânico. Ao contrário do que poderia imaginar, ele não teve acesso prévio ao set list que a banda iria tocar, e dessa forma teve de improvisar seu trabalho. Isso é a cara do grupo liderado por Mick Jagger e Keith Richards, que sempre atuou no melhor estilo “bagunça organizada”. E foi dessa forma que eles gravaram Sticky Fingers Live At The Fonda Theater, DVD que integra a série Rolling Stones From The Vault.

Mas como assim “bagunça organizada?”, você deve estar se perguntando. Afinal de contas, estamos falando de uma banda que se mantém na ativa há mais de 50 anos, sempre com muito sucesso e uma infraestrutura digna de uma verdadeira transnacional roqueira. Se a organização existe, e sem dúvidas explica essa manutenção no topo do cenário rocker mundial, eles sempre tiveram um tempero rebelde, do tipo “vamos fazer do nosso jeito e dane-se o resto”.

Este trabalho é o exemplo mais concreto dessa postura das “Pedras Rolantes”. Eles se propuseram pela primeira vez em sua carreira a tocar ao vivo na íntegra o repertório de um de seus álbuns, mais especificamente o mitológico Sticky Fingers (1971). Para muita gente o melhor disco da ótima discografia do grupo britânico, trata-se de um marco na trajetória deles, quando ficou claro que os caras tinham se consolidado de vez no meio rocker.

Entre outras efemérides bacanas, conseguiu a inédita para eles façanha (que depois repetiriam várias vezes) de atingir o primeiro lugar nos EUA e no Reino Unido; estreou com força total o símbolo da língua que se tornou sua marca registrada. Deu o pontapé inicial na trajetória da sua própria gravadora, a RS Records, que tornou Jagger e Richards ainda mais ricos, e por aí vai. Um clássico supremo do rock and roll.

Só que, ao contrário da grande maioria dos outros grupos e artistas que se propuseram a apresentar trabalhos na íntegra, os Stones se recusaram a tocar ao vivo o repertório de Sticky Fingers na mesma ordem do registro de estúdio. Brown Sugar, por exemplo, que abre o LP, é a 11ª música a ser tocada no show. Dead Flowers, a 9ª do trabalho de estúdio, foi a 3ª no set list do show. E por aí vai… O mais engraçado: a abertura fica por conta de Start Me Up, que nem integra o trabalho em foco, sendo faixa de Tattoo You (1981).

Eles fizeram o seguinte: abriram o show com Start Me Up, em seguida tocaram as dez faixas de Sticky Fingers em seguida (mas sem a sequência do álbum original) e fecharam o show com um cover, Rock Me Baby, do amigo e ídolo B.B.King (que havia falecido seis dias antes da gravação deste DVD) e a empolgante Jumpin’ Jack Flash. Nos extras, temos três bônus: All Down The Line (do álbum Exile On Main Street, de 1972), When The Whip Comes Down (de Some Girls, de 1978) e um cover matador, I Can’t Turn You Loose, de Otis Redding, que na verdade encerrou o show, e sabe-se lá porque ficou aqui, nos bônus.

Ou seja, eles tocaram o álbum em pauta inteirinho, mas do jeito deles, e com direito a canções adicionais. E é aí que entra a organização da bagunça. As performances de Jagger e sua turma (os três colegas de banda mais sete impecáveis músicos de apoio, gerando uma espécie de “Orquestra Rolling Stones”) são simplesmente arrebatadoras. Pelo fato de o show ter sido realizado em um teatro bem menor do que os estádios onde normalmente atuam, criou-se um clima de maior proximidade e intimidade com a plateia, com ótimo resultado.

As performances dos quatro Stones são um capítulo à parte. Jagger, na época com 72 anos de idade, entrega ao público energia e carisma dignas de alguém com uns 30, se tanto, e com direito a uma voz impecável, especialmente nos momentos mais lentos. Keith Richards cativa com seu jeitão de “pirata do Caribe”, sendo bem ladeado por Ronnie Wood, tal qual dois pistoleiros do Velho Oeste. E o vigor e a precisão do baterista Charlie Watts equivalem à arma secreta menos secreta do rock, tal a sua qualidade e consistência. Um dínamo humano.

Se algumas faixas de Sticky Fingers nunca saíram do set list dos shows da banda britânica desde que foram lançadas, como Brown Sugar e Wild Horses, outras foram tocadas em raras ocasiões, casos das maravilhosas Moonlight Mile, Dead Flowers, Sway, Sister Morphine e You Gotta Move. E é muito legal ver alguns closes na plateia, com pessoas cantando as letras dessas músicas junto, de cor e salteado.

Dificilmente os Rolling Stones repetirão esse show. Portanto, Sticky Fingers Live At The Fonda Theatre (teatro localizado em Hollywood, Los Angeles) é não só um registro único e histórico desta performance realizada em 20 de maio de 2015, como certamente a prova de que esse grupo consegue se manter na estrada dignamente. De forma bagunçada, sim, mas com organização suficiente para que a essência desse trabalho incrível se mantenha acesa e deslumbrante.

Brown Sugar (live ath the Fonda Theater-2015)- The Rolling Stones:

Rolling Stones lançam combo com Sticky Fingers ao vivo

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Por Fabian Chacur

Há alguns anos, virou moda no cenário rocker shows com bandas consagradas tocando na íntegra alguns de seus álbuns mais famosos. Os Rolling Stones fizeram isso em 2015, quando tocaram pela primeira e única vez ao vivo o repertório completo de Sticky Fingers. O registro desse evento histórico já está disponível no Brasil, e em vários formatos: DVD+CD, DVD+LP, Blu-Ray+CD e também nas plataformas digitais, tudo via Universal Music.

Com o título Sticky Fingers: Live At The Fonda Theatre 2015, parte integrante da série From The Vault, o combo apresenta o show realizado no dia 20 de maio de 2015 no Fonda Theatre, em Los Angeles. No DVD/Blu-Ray, temos também como bônus entrevistas com os integrantes da banda falando sobre o álbum e três faixas extras.

Lançado em 1971, Sticky Fingers foi o primeiro álbum lançado pelos Stones em seu próprio selo, cujo símbolo é a famosa língua, que desde então se tornou um dos maiores ícones da cultura pop. A capa gerou polêmica, com seu formato de calça jeans com um zíper apresentado em relevo e abrindo, em algumas edições. O toque do célebre artista plástico e ícone da pop art Andy Warhol deu o toque final na coisa toda.

Mas o melhor do disco é mesmo o seu conteúdo musical. Vendendo milhões de cópias e liderando as paradas de sucesso de todo o mundo, traz clássicos do repertório da banda de Mick Jagger e Keith Richard do porte de Brown Sugar, Wild Horses, Can’t You Hear Me Knocking, Sway e Bitch. Um discaço com muito rock, blues e country e considerado por muita gente como o melhor item da discografia desta mitológica banda.

Can You Hear Me Knocking (ao vivo)- The Rolling Stones:

Os Rolling Stones provam que óbvio também pode ser genial

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Por Fabian Chacur

Nada mais óbvio para uma banda que tirou o seu nome de um clássico do blues (Rollin’ Stone, do genial Muddy Waters) do que gravar um álbum totalmente dedicado a esse gênero musical, não é mesmo? Pois essa obra demorou 54 anos para se concretizar. E quer saber? Valeu, e como, a espera. Blue & Lonesome, novo álbum da banda de Mick Jagger, prova de que às vezes o óbvio também pode ser genial e instigante.

O blues faz parte desde sempre do repertório desta seminal banda inglesa. Não faltam exemplos de standards blueseiros relidos com categoria por eles, como I Just Want To Make Love To You, Little Red Rooster e Love in Vain, só para citar três. Isso, sem contar as composições próprias que se valeram de elementos desse gênero fundamental para o surgimento de jazz, rock and roll e tantas outras sonzeiras de primeiríssima linha.

Das várias possibilidades de se realizar um trabalho desse porte, os Stones optaram pela mais adequada a eles. Ou seja, selecionaram um repertório maravilhoso, que soará inédito para a maioria dos fãs por se tratar de canções tiradas do fundo do baú, coisa de conhecedores, mesmo, e as gravaram sem frescuras, de forma crua e direta. Além dos quatro integrantes oficiais da banda, apenas seus três músicos de apoio em shows e a participação de Eric Clapton em duas faixas. As 12 músicas foram registradas em apenas três dias.

O resultado é o que se poderia se esperar de uma empreitada como essa. Totalmente à vontade, Jagger, Richard e sua turma esmerilham, soltando a alma e exalando prazer em maravilhas do porte de Ride ‘Em Down, Hate To See You Go, Just Your Fool, I Gotta Go e Just Like I Treat You, de autores como Little Walter, Willie Dixon e Jimmy Reed. Só uma é mais conhecida. Trata-se de I Can’t Quit You Baby, que muitos conheceram na ótima versão do Led Zeppelin.

Eric Clapton exibe a competência habitual na seara do blues nas ótimas I Can’t Quit You Baby e Everybody Knows About My Good Thing. Se não bastasse a qualidade musical, Blue & Lonesome aparece em belíssima embalagem digipack, com direito a capa tripla e encarte repleto de informações sobre as músicas e as sessões de gravações. Se por alguma razão este álbum se tornar o último dos Rolling Stones, nenhuma despedida poderia ser mais brilhante e elogiável do que esta. Mas se vier um volume 2, será mais do que bem-vindo!

Ride ‘Em On Down- The Rolling Stones:

Um jornal paulistano ignorou os shows dos Stones em 1995

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Por Fabian Chacur

Nesta quarta-feira (24) e no próximo sábado (27), os Rolling Stones voltam a São Paulo. Infelizmente, não estarei lá para conferir, mas não posso reclamar, pois vi os três shows que a banda de Mick Jagger e Keith Richards realizou por aqui em 1995. E tenho boas lembranças deles. Mas uma delas é no mínimo bizarra: vocês acreditam que um grande jornal paulistano não publicou uma única linha sobre essas performances? E por razões bizarras…

Ficou curioso? Pois vamos lá revelar esse momento triste do jornalismo paulistano. Em 1995, eu era repórter e crítico musical do Diário Popular, na época o jornal que mais vendia em bancas em São Paulo. Quando a vinda dos Rolling Stones para tocar por aqui pela primeira vez foi anunciada, fiquei muito ansioso, pois teria a chance de enfim vê-los ao vivo e escrever sobre isso em uma publicação grandona.

Só que as coisas não correram como eu imaginava. O departamento comercial da publicação, incomodada pelo fato de a produtora do evento não anunciar em suas páginas, resolveu pura e simplesmente vetar a cobertura dos shows. Ao invés de propor uma bela cobertura, para depois conseguir anúncios de outros eventos daquela empresa, os caras simplesmente resolveram tapar o sol com papel celofane. E a direção de redação concordou com tal idiotice.

Enquanto a imprensa como um todo oferecia uma cobertura generosa para seus leitores, o Diário Popular fingiu que não havia pedras britânicas do mais alto quilate rolando em nossas terras. Fui credenciado para ir aos shows, mas a minha orientação era só escrever matérias se ocorresse algo muito errado, tipo morrer alguém, os shows não acontecerem ou algo assim. Como tudo correu relativamente bem, nada saiu. Um total desrespeito aos leitores.

Se infelizmente não pude registrar o que vi nas páginas do Diário, ao menos tive a chance de ver um dos melhores grupos de rock de todos os tempos em excelente forma. Divulgando na época o ótimo álbum Voodoo Lounge (1994), eles tocaram algumas músicas daquele CD, como a espetacular You Got Me Rocking, e um caminhão de hits, como (I Can’t Get No) Satisfaction, Gimme Shelter, Sympathy For The Devil etc.

Dois momentos particularmente me marcaram. Ouvir Happy no segundo show foi um deles. O rockão interpretado por Keith Richards foi o primeiro compacto dos Rolling Stones a entrar na minha coleção, um belo presente que pedi e ganhei do meu padrinho Eduardo. O outro foi ver Mick Jagger comandando a coreografia da multidão de fãs durante Brown Sugar, na parte final, do yeah yeah yeah uh que marca essa canção.

A chuva durante os dois primeiros shows, realizados nos dias 27 e 28 de janeiro de 1995, foi responsável por eu ter preferido conferir as performances no espaço dedicado à imprensa, no local do Pacaembu destinado às emissoras de rádio e TV para transmissão de jogos de futebol. Como uso óculos, não conseguiria ver nada se estivesse no meio do povão, com aquela chuva toda. O último show, no dia 30, foi a seco.

A abertura dos shows ficou a cargo de Barão Vermelho, Rita Lee e da injustamente subestimada banda americana Spin Doctors. Com seu rock swingado e energético, os caras lançaram em 1991 Pocket Full Of Kryptonite, na minha opinião um dos dez melhores discos de rock dos anos 1990. Fizeram boas apresentações, e tive a oportunidade de conversar com eles. O único ponto a se lamentar foi o fato de o guitarrista original da banda, Erik Schenkman, ter saído fora, substituído naqueles shows pelo competente Anthony Crizam. Ele voltaria ao grupo nos anos 2000, mas isso é outra história.

You Got Me Rocking– The Rolling Stones:

Happy– The Rolling Stones:

Brown Sugar– The Rolling Stones:

The Rolling Stones estão bem próximos do Brasil de novo

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Por Fabian Chacur

Da primeira visita de Mick Jagger e Keith Richards ao Brasil aos primeiros shows dos Rolling Stones no país, tivemos de esperar durante longos 27 anos. Em janeiro de 1995, enfim uma das mais importantes e bem-sucedidas bandas de rock de todos os tempos deu o ar de sua graça. Após outras passagens bacanas, eles retornam em breve para tocar aqui. As bandas de abertura foram anunciadas nesta sexta-feira (5): Ultraje a Rigor (no Rio), Titãs (em São Paulo) e Cachorro Grande (em Porto Alegre).

A turnê latino-americana da banda britânica teve início nesta quarta (3) em Santiago, no Chile, e chega ao Brasil no próximo dia 20/2, com show único no Maracanã, no Rio. Em São Paulo, o local será o estádio do Morumbi, nos dias 24 e 27 de fevereiro. Porto Alegre verá as “Pedras Rolantes” no dia 2/3, no estádio do Beira-Rio. Os ingressos custam de R$ 260,00 a R$ 900,00, e estão se esgotando. Mais informações aqui.

Ficaram muito para trás os tempos em que a banda liderada por Mick Jagger (vocal) e Keith Richards (guitarra) era autossuficiente em shows. Além da dupla e do baterista Charlie Watts e do guitarrista Ron Wood, o time é acrescido de uns dez músicos de apoio, entre tecladistas, vocalistas, músicos de sopros etc. Virou uma espécie de “Orquestra Rolling Stones”. Os shows também são sempre repletos de efeitos especiais, sendo um verdadeiro espetáculo de rock arena.

Sem lançar um álbum de inéditas desde A Bigger Band (2005), o grupo britânico oferecerá aos fãs brasileiros um repertório repleto de grandes hits dos anos 1960 e 1970, com raras exceções. O set list do primeiro show da turnê pela América Latina indica nessa direção. Normalmente os shows do grupo tem uma ou outra variação, mas essa lista vale como uma boa dica do que eles tocarão em nossos palcos.

Apesar dos preços salgados e da falta de novidades, as lotações serão expressivas, e não é difícil de entender a razão. Trata-se de uma banda que está na ativa desde o longínquo 1962, com uma história incrível e um caminhão de hits no currículo. E esta tem tudo para ser uma de suas últimas passagens por aqui. Logo, quem não viu ainda não quer perder por nada, e quem já viu, deseja dar uma última conferida.

Set list do show dos Rolling Stones em Santiago, Chile (3.2.2016):

1Start Me Up

2It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It)

3Let’s Spend the Night Together

4Tumbling Dice

5 Out of Control

6She’s a Rainbow (by request, first since 16 Sept 1998)

7Wild Horses

8 Paint It Black

9Honky Tonk Women (followed by band introductions)

10You Got the Silver (Keith Richards on lead vocals)

11Happy (Keith Richards on lead vocals)

12Midnight Rambler

13Miss You

14 Gimme Shelter

15Jumpin’ Jack Flash

16Sympathy for the Devil

17Brown Sugar

BIS:

18You Can’t Always Get What You Want (with Estudio Coral de Santiago)

19(I Can’t Get No) Satisfaction .

Miss You (extended version)- The Rolling Stones:

Brown Sugar (live 2006)- The Rolling Stones:

Happy (live in Brasil 2006)- The Rolling Stones:

Keith Richards lança CD solo Crosseyed Heart em 9/2015

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs de rock and roll clássico. Chegará às lojas especializadas no dia 18 de setembro, via Universal Music, Crosseyed Heart, terceiro solo CD de estúdio de Keith Richards. O eterno guitarrista dos Rolling Stones não lançava um trabalho individual há longos 23 anos, mas quebrará esse longo intervalo em grande estilo. Vem coisa boa por aí.

O álbum, que sucede Talk Is Cheap (1988) e Main Offender (1992), terá sua primeira amostra divulgada no dia 17 de julho, quando sairá o primeiro single a ser extraído do repertório de 15 faixas. Trata-se de Trouble, um rock com a marca significativa do estilo que consagrou o cantor, compositor e músico britânico.

O elenco de convidados do disco é bem consistente. Norah Jones, que já havia cantado com Richards em shows ao vivo, marca presença em Illusion, canção composta em parceria por eles. Aaron Neville, vocalista dos Neville Brothers, participa de Nothing On Me, enquanto o saxofonista Bobby Keys, célebre por seus solos em discos e shows dos Rolling Stones, toca seu instrumento em Amnesia e Blues In The Morning.

Fazem parte da banda básica de Crosseyed Heart músicos habituados a tocar com Keith Richards nos Stones ou em sua carreira solo, entre eles o baterista Steve Jordan (que coproduziu várias das faixas do novo CD), o guitarrista Waddy Wachtel e os vocalistas de apoio Bernard Fowler e Sarah Dash. Outro integrante dos Neville Brothers, o tecladista Ivan Neville, também empresta seu talento ao álbum.

Outras faixas de destaque do trabalho são Robbed Blind e Love Overdue. Vale lembrar que os Rolling Stones continuam firmes e fortes, fazendo shows e possivelmente gravando um novo álbum de inéditas. Vale lembrar: Keith também lançou como artista solo um álbum ao vivo, Live At The Hollywood Palladium (1988).

Love Hurts (live)- Keith Richards e Norah Jones:

Veja documentário sobre Keith Richards em streaming:

Reedição luxuosa valoriza CD Sticky Fingers (Rolling Stones)

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Por Fabian Chacur

Um dos grandes méritos do formato CD consiste nas reedições de álbuns clássicos dos mais diversos estilos. Um deles acaba de ganhar essa roupagem de luxo. Trata-se de Sticky Fingers (1971), para alguns (eu incluso) o melhor álbum da brilhante carreira dos Rolling Stones, que chega às lojas brasileiras em reedição absolutamente imperdível.

O novo Sticky Fingers traz o disco original em versão remasterizada e um CD bônus dividido em duas partes distintas. Uma traz cinco versões alternativas de faixas do álbum, incluindo uma de Brown Sugar com a participação especial de Eric Clapton. Nenhuma delas supera as originais, mas são todas ótimas, para fazer o fã babar de prazer.

A segunda metade nos proporciona cinco gravações ao vivo extraídas de show dos Stones realizado no mítico Roundhouse londrino em 1971, nos quais o quinteto esbanja energia e talento nas fantásticas Live With Me, Stray Cat Blues, Love in Vain, Midnight Rambler e Honky Tonk Women. Adrenalina pura, para botar os ya’ya’s para fora agora.

A capa do álbum é quádrupla no esquema digipack, e traz de quebra um encarte repleto de fotos inéditas e com a reprodução das célebres imagens do jeans e da cueca criados pelo mítico artista plástico Andy Warhol. A ficha técnica surge completa. Só faltaram um texto sobre o álbum e as letras das músicas para a reedição ganhar um dez com louvor.

Sticky Fingers é o primeiro álbum completo com a presença do guitarrista Mick Taylor, e pode ser considerado aquele em que Mick Jagger e Keith Richards chegam ao formato perfeito para a sua música. Brown Sugar, faixa que abre o LP, é uma das gravações mais perfeitas da história do rock, e seria a fonte a partir do qual o grupo faria inúmeras outras tão boas quanto, do tipo Start Me Up e She’s So Cold.

Guitarrista oriundo do universo do blues e com influências jazzísticas, Mick Taylor trouxe aos Stones um acréscimo em termos técnicos que se refletiu em faixas como Can’t You Hear Me Knocking (com seu envolvente improviso jazzístico em sua metade final), I Got The Blues, You Gotta Move e Moonlight Mile. O parceiro perfeito para a guitarra crua e de riffs matadores e inconfundíveis de Keith Richards.

Uma grande virtude desse álbum, que atingiu o topo da parada americana em 1971 e marcou o início da Rolling Stones Records e do célebre símbolo da boca com a língua de fora, um dos maiores ícones do rock and roll, é a concisão. São apenas dez faixas, uma melhor do que a outra, com direito aos hits Brown Sugar e a comovente Wild Horses.

O famoso zíper da versão original em vinil, que tantos problemas trouxe em termos logísticos na época, desta vez veio apenas em papel, não seguindo a reedição em CD feita nos anos 1990 pela Virgin Records. Mas é um detalhe que pode ser deixado em segundo plano e devidamente relevado, pois a qualidade artística dessa reedição merece ser apreciada pelos fãs do melhor rock and roll.

Can’t You Hear Me Knocking– The Rolling Stones:

Brown Sugar (versão alternativa com Eric Clapton)- The Rolling Stones:

Wild Horses– The Rolling Stones:

Livro conta a incrível história de fanzine dos Rolling Stones

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Por Fabian Chacur

Em 1978, um garoto de apenas 16 anos resolveu, após muito tempo insatisfeito com a pequena e inexata cobertura da imprensa referente à sua banda favorita, criar um fanzine. Mal sabia ele, Bill German, que aquele inocente gesto mudaria a sua vida por completo. Eis o que conta o excelente livro Under Their Thumb (Editora Nova Fronteira), cujo subtítulo entrega o conteúdo do mesmo: como um bom garoto se misturou com os Rolling Stones e sobreviveu para contar.

O americano Bill German criou o seu fanzine, intitulado Beggars Banquet, em 1978. No início, ninguém dava nada por ele. No entanto, o jovem nova iorquino não desanimou, e indo atrás de fontes e mergulhando no trabalho da banda, começou a tornar seu trabalho conhecido. Em 1980, aproveitou a presença da banda em Nova York e, na raça, abordou Keith Richards e Ron Wood para lhes entregar exemplares do fanzine. Mal sabia o que estava iniciando.

Por sorte de German, Keith Richards, Mick Jagger e Ron Wood passavam uma boa parte de seu tempo naquele início dos anos 1980 em Nova York. Dessa forma, ele conseguiu se aproximar deles e de seus assessores e produtores. Resultado: em 1983, foi convidado a tornar o Beggars Banquet o boletim oficial do grupo para os fãs americanos.

Detalhe: com chamada para convidar os fãs para assiná-lo no encarte do álbum Undercover. Era a glória. Bem, sim e não. A partir daí, o jovem German sentiu na pele o que é lidar com o ego inflado e a instabilidade emocional de astros do rock e, principalmente, como é duro conviver com os assessores desses astros. Isso, ganhando quantias de dinheiro que lhe permitiam apenas uma dura luta pela sobrevivência.

Com um texto fluente e divertido, o autor nos conta intimidades vividas ao lado especialmente de Keith Richards e Ron Wood, além da convivência com alguns personagens inacreditáveis da entourage da banda britânica. Tudo regado a muitas drogas, mulheres e rock and roll, não necessariamente nessa ordem, mas sempre com belos bastidores.

Detalhes de shows, o relacionamento da banda com os fãs, a imprevisibilidade total do temperamento de Mick Jagger, a simpatia de Richards e Wood e a mudança da postura do staff da banda com o decorrer dos anos pontuam o livro. Durante 17 anos (até o início de 1996), Bill German viveu em função do Beggars Banquet, e pagou caro por isso. Mas não se arrepende.

Under Their Thumbs também serve como um bom registro em primeira mão das mudanças ocorridas no mundo dos shows entre os anos 1980 e 1990, quando os espetáculos de bandas grandes como os Rolling Stones viraram eventos faraônicos, com ingressos caríssimos e o público mantido cada vez mais distante de seus ídolos.

Harlem Shuffle– The Rolling Stones:

Beast Of Burden– The Rolling Stones:

Undercover Of The Night– The Rolling Stones:

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