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Keith Richards e Jack White gravam juntos

Por Fabian Chacur

Keith Richards e Jack White gravaram algumas músicas em parceria. Como e quando essas faixas serão lançadas irá depender de um entendimento entre os dois roqueiros. Quem revelou isso foi o guitarrista dos Stones, em entrevista à edição americana da revista Rolling Stone.

O mitológico músico britânico afirma que adorou trabalhar com o ex-integrante dos White Stripes, e que vai depender do amigo a decisão relativa ao lançamento dessas canções, se em um disco em dupla ou algo do gênero.

Ao ser questionado sobre se havia a possibilidade de Jack White ser o produtor do próximo álbum dos Rolling Stones, o coautor de Jumpin’ Jack Flash afirmou que é uma possibilidade, e que as portas estão abertas para que ela se concretize.

Em julho, Richards deve se reunir com Mick Jagger, Ronnie Wood e Charlie Watts para planejar os próximos passos da Maior Banda de Rock And Roll do Mundo.

A gravação de um novo álbum nos próximos meses é um dos projetos a serem confirmados (ou não) nessa reunião, além de uma turnê em 2013 comemorando os 50 anos de existência do grupo e de sua possível participação no festival britânico de Glastonbury.

Jack White participou com destaque do documentário Shine a Light (2008), dirigido por Martin Scorsese. A faixa que reuniu ele e os Stones, Loving Cup, é um dos momentos mais fortes do filme e também do álbum duplo com a trilha sonora. A parceria entre eles tem uma química realmente possante e merece ser ampliada.

Por sua vez, Jack White, em entrevista à imprensa britânica, descartou uma reunião dos White Stripes, deixando no ar a possibilidade de a célebre banda americana nunca mais voltar à cena.

Loving Cup, com os Rolling Stones e Jack White:

Jack White desmente Ray Davies, dos Kinks

Por Fabian Chacur

Uma saia justa daquelas acaba de rolar no mundo do velho e bom rock and roll, envolvendo dois artistas do primeiríssimo time.

Segundo informações do site da revista britânica NME (New Musical Express), Jack White acaba de divulgar um comunicado oficial.

Nele, o líder do extinto The White Stripes e também dos grupos Raconteurs e Dead Weather divulgou o seguinte:

“Os rumores sobre a participação de Jack White no filme Schoolboys in Disgrace são falsos. Ele tem grande respeito pelos Kinks, por Ray Davies e pelo diretor Bobcat Godthwait, mas não tem planos de gravar qualquer música em função desse filme”.

E porque esse desmentido? A explicação fica por conta de uma recente entrevista à rádio BBC de Londres, concedida por Ray Davies, cantor, compositor, guitarrista e ex-líder dos extintos The Kinks.

Nela, Davies falou abertamente sobre o suposto envolvimento de Jack White na nova adaptação para o cinema do álbum  Schoolboys In Disgrace (1975), dos Kinks, uma das mais influentes bandas da história do rock.

Ele chegou mesmo a definir como avaliava a participação do ex-integrante do White Stripes na trilha.

“Ele (White) é um grande músico e trará grande anarquia ao trabalho, o que tem tudo a ver com o script”.

O que será que aconteceu? Será que, em linguagem popular, Davies contou com o ovo antes de a galinha botá-lo? Ficou chato…

Após o anunciado fim dos White Stripes, Jack White está se mantendo meio fora de cena, exceto por uma participação rápida em um festival recente.

Karen Elson estreia com talento e auxílio de Jack White

Por Fabian Chacur

Confesso que frequentemente sinto arrepios quando descubro que irei ouvir músicas de “filhos ou parentes de”, ou de “namorados/namoradas de” etc.

Ou seja, basicamente artistas que trazem como primeiro apelo o fato de ter algum parentesco, seja de que forma for, com alguém famoso e talentoso.

Nem sempre dá certo, vide Yoko Ono (pobre John Lennon!), Ed Motta (pobre Tim Maia) e Sean Lennon (pobre John Lennon 2- A Missão).

Mas só baixo o cacete naquilo que ouço, pois prefiro sempre dar a qualquer um o benefício da dúvida, famoso, ligado a famoso ou desconhecido.

No caso da britânica Karen Elson, a desconfiança surgiu em duas frentes: ser a atual cara metade de Jack White, do White Stripes, Raconteurs e outros projetos bacanas, e ter sido modelo de griffes como Armani, Prada, Channel e Yves Saint-Laurent.

A moça, depois de alguns anos, resolveu mostrar seus dotes como cantora, guitarrista e compositora, com o aval de White.

Dessa forma, nasceu The Ghost Who Walks, que a Lab 344 acaba de lançar no Brasil. Após várias audições, só posso dizer uma coisa: valeu arriscar.

Karen tem uma voz doce e deliciosa, que sabe trafegar com desenvoltura entre climas lúgubres e melódicos, entre o rock quase hard e o vaudeville, o folk e o pop, o country e o lírico, o blues e o romântico e muito mais.

O álbum é um verdadeiro exercício de minimalismo e delicadeza, com arranjos de extremo bom gosto e nada de exageros, seja de vozes, instrumentos ou timbre.

A faixa que dá nome ao álbum abre a festa com categoria e ecos dos momentos mais reflexivos dos Doors.

A sequência vem de forma certeira, com maravilhas do naipe de The Truth Is In The Dirt, Stolen Roses, The Birds They Circle e 100 Years From Now.

Jack White se incumbe da produção e toca bateria (e só bateria) na maior parte das faixas, sabiamente dando espaço para a sua gata brilhar.

The Ghost Who Walks é um belo início de carreira para Karen Elson, que, se se mantiver nesse rumo, tem tudo para superar de longe essas referências iniciais e passar a ser, ela própria, uma futura referência para novas gerações.

Veja o clipe da música The Ghost Who Walks, de Karen Elson:

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