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Universal deve comprar Emi Recording

Por Fabian Chacur

A Comissão Europeia aprovou esta semana, nos termos do regulamento das fusões da União Europeia, a proposta de aquisição dos negócios relacionados à música da EMI (a EMI Recording) pelo Grupo Universal Music.

Para que essa incorporação seja completada, foram colocadas várias exigências com o intuito de impedir o surgimento de uma nova empresa que seja por demais dominante no mercado musical, gerando um monopólio que seria ruim para os negócios no setor musical em todo o mundo. Aos poucos irão sendo definidas quais serão os setores da EMI que deverão ser vendidos pela Universal Music nos próximos meses.

Após uma fusão com a Warner que acabou não dando certo há alguns anos, a EMI deve mesmo ficar com a Universal Music, no fim das contas. Vale lembrar que a negociação deixa de lado a EMI Music Publishing, a editora musical da EMI, que foi comprada por um consórcio liderado pelas empresas Sony e Mubadala em abril deste ano.

Desta forma, teremos em um futuro não muito distante apenas três grandes major no mundo da música: Universal Music (atualmente a número um no planeta),Sony Music e Warner Music. De resto, inúmeros selos indies de tamanhos diversos.

Nascida na Inglaterra, a EMI chegou a ser uma das maiores gravadoras do mundo, especialmente pelo fato de ter lançado nomes como Beatles, Pink Floyd, Radiohead e Coldplay, entre inúmeros outros. Sua subsidiária no Brasil, durante anos conhecida como EMI-Odeon, ajudou a consolidar as carreiras de Ivan Lins, Gonzaguinha, Simone, Os Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Plebe Rude e Marisa Monte, entre muitos outros artistas.

Ouça EMI, com os Sex Pistols:

Djavan faz parceria com a Universal Music

Por Fabian Chacur

Djavan acaba de assinar um contrato de parceria entre o seu selo, a Luanda Records, e a gravadora Universal Music, que passará a distribuir os seus álbuns a partir de agora no mercado fonográfico nacional.

O compromisso será inaugurado no início de setembro com o lançamento de um novo álbum de inéditas do cantor, compositor e violonista alagoano. Será o sucessor de Ária (2011), disco no qual o astro pela primeira vez na carreira investiu apenas em releituras de obras alheias e que divulgou com uma turnê nacional.

Com 13 faixas compostas, arranjadas, produzidas e interpretadas pelo próprio Djavan, trata-se do primeiro disco composto apenas por composições inéditas que o autor de Meu Bem Querer disponibiliza ao público em cinco anos.

Na foto que ilustra este post, tirada no dia da assinatura do contrato, temos (da esquerda para a direita) Márcia Santos (diretora de market ing da Universal Music), Djavan e José Éboli (presidente da Universal Music).

Com 62 anos de idade, Djavan tornou-se conhecido nacionalmente a partir da metade dos anos 70. Desde então, lançou 22 álbuns e vendeu mais de seis milhões de cópias dos mesmos, firmando-se como um dos grandes nomes da MPB, graças a hits como Meu Bem Querer, Álibi, Flor de Lis, Você Bem Sabe, Oceano e Samurai.

Ouça Você Bem Sabe, com Djavan:

CD de Caetano e David Byrne dá boa liga

Por Fabian Chacur

Caetano Veloso e David Byrne se conheceram lá pelos idos de 1984/85, quando lançavam seus primeiros filmes (respectivamente Cinema Falado e Stop Making Sense). Nascia ali uma amizade que se mantém firme até os dias de hoje.

Ao atuar em 2004 como curador de um projeto de shows no chiquérrimo Carnegie Hall, em Nova York, o autor de Alegria, Alegria resolveu convidar o ex-líder dos Talking Heads para dividir o palco com ele.

Realizada no dia 17 de abril daquele ano, a apresentação certamente entrou para o currículo dos dois por sua qualidade. E agora, oito longos anos depois, enfim chega ao formato CD no Brasil pela Universal Music (e nos EUA pelo selo Nonesuch, que já havia lançado um álbum de Caetano nos anos 80) a parte de áudio, com o título Live At Carnegie Hall.

O espírito do espetáculo é bem minimalista, com diversos momentos no melhor estilo voz e violão. Os brasileiros Jaques Morelenbaum (cello) e Mauro Refosco (percussão) fazem intervenções perfeitas em algumas músicas.

A rigor, temos aqui três tipos de atuação: Caetano solo, Byrne solo e os dois juntos interpretando algumas canções, num total de 18 faixas. A parte de Caê traz vários cavalos de batalha de seu repertório, como Sampa, Leãozinho e Você é Linda, com espaços para um belo lado B, Manhatã. O desempenho é impecável, como sempre.

Por sua vez, Byrne surpreende ao mostrar que alguns hits marcantes dos Talking Heads, como And She Was, Life During Wartime e especialmente Road To Nowhere, conseguem se manter vibrantes e consistentes mesmo sem os conhecidos e irrepreensíveis arranjos originais gravados pela mítica e extinta banda americana. Seu poder de recriação é de fato elogiável.

Juntos, Byrne e Caetano esbanjam carisma em canções como The Revolution, Dreamworld: Marco De Canaveses (escrita em parceria pelos dois), Um Canto de Afoxé Para o Bloco do Ilê (com Byrne cantando em um português deliciosamente capenga) e (Nothing But) Flowers.

Live At Carnegie Hall possui aquela simplicidade sofisticada que só gênios do gabarito de Caetano Veloso e David Byrne são capazes de nos proporcionar. Um CD que nasce clássico e que certamente será apreciado com prazer nos próximos mil anos, se ainda existirem o planeta Terra e os seres humanos nesse longo período de tempo.

Ouça (Nothing But) Flowers, com Caetano Veloso e David Byrne, ao vivo:

EMI Music é desmembrada e vendida

Por Fabian Chacur

Depois de quatro meses de intensas negociações, enfim a EMI Music foi vendida pelo seu mais recente proprietário, o CitiGroup, que teve de se desvencilhar da empresa após quatro anos. A notícia foi veiculada na edição eletrônica desta sexta(11) do The New York Times.

Como forma de escapar de um prejuízo que poderia se tornar ainda maior, o CitiGroup preferiu comercializar a célebre gravadora de origem britânica por um total de 4.1 bilhão de dólares, sendo que há quatro anos o grupo empresarial a havia adquirido por 5.5 bilhões de dólares.

A venda ocorreu da seguinte forma: a Universal Music, do grupo empresarial francês Vivendi, pagou 1.9 bilhão de dólares pela gravadora e seu acervo, que inclui obras dos Beatles, Pink Floyd, Norah Jones, Coldplay e inúmeros outros artistas.

A editora musical, por sua vez, rendeu 2.2 bilhões de dólares ao CitiGroup e ficou nas mãos de um grupo empresarial que tem como líder a japonesa Sony Music.

Desta forma, uma antiga previsão que eu havia feito enfim se concretizou no meio musical. Eu explico.

Inspirado pelas grandes incorporações e fusões do mercado de alimentos e afins nos anos 90, previ que, em um futuro breve, cada área de atividade industrial/comercial teria apenas três grandes empresas na ponta do processo, com todas as outras, de porte infinitamente menor, disputando o resto do mercado. Não deu outra.

Com essa negociação concretizada, agora temos apenas três grandes conglomerados mandando no mundo da música: a Universal Music, a Sony Music e a Warner Music. Esta última, hoje em mãos de empresários russos, tentou adquirir a EMI, mas não teve sucesso.

Cabe a essas imensas transnacionais lutarem para viabilizar a permanência do negócio da música gravada em patamares mais próximos dos seus tempos áureos, o que parece cada vez mais improvável.

A indústria musical sofreu um forte golpe nos últimos 12 anos devido aos downloads ilegais de músicas, que ajudaram a derrubar um mercado que parecia sólido e imune a pancadas.

A Universal Music, por exemplo, hoje abriga marcas que já foram autônomas e vencedoras, como EMI, Motown, Island, A&M e Polygram, só para citar algumas.

No caso da Sony Music, temos por lá a outrora poderosa alemã BMG, que por sinal já havia englobado, nos anos 80, a icônica RCA Victor.

Já a Warner traz em seu catálogo obras de selos como Atlantic, Elektra, Continental e diversos outros.

Ouça EMI, com os Sex Pistols:

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