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Elvis Presley in Concert em pleno 2012; pode?

Por Fabian Chacur

Elvis Presley morreu em 16 de agosto de 1977, quando eu estava chegando perto de completar 16 anos de idade. Naquela época, conhecia basicamente, de sua obra, o fenomenal single Burning Love, lançado em 1972, e as contagiantes Kiss Me Quick e Don’t Be Cruel, temas respectivamente das novelas de época globais Escalada (1974) e Estúpido Cupido (1976).

Lógico que não demorei a perceber que precisava conhecer mais esse seminal nome não só do rock and roll, mas da música em geral. E fiz isso. Mas sabia desde sempre que uma coisa eu nunca conseguiria fazer: ver o genial filho de Tupelo ao vivo, em um palco, cantando seus hits.

Bem, na noite deste sábado (13), eu consegui chegar o mais próximo possível de realizar esse sonho. Como todos sabem, Elvis The Pelvis nos deixou há 35 anos. Mas desde 1997, o show Elvis Presley In Concert está rodando o mundo, tornando-se a melhor opção para quem deseja saber como seria conferir o astro on stage.

A apresentação realizada na Via Funchal (SP) do espetáculo, que dias antes passou pelo Ginásio do Ibirapuera (SP), trouxe trunfos muito importantes. Logo de cara, três telões de alta definição mesclavam imagens do Rei do Rock extraídas basicamente dos filmes That’s The Way It Is (1970), Elvis On Tour (1972) e Elvis: Aloha From Hawaii (1973) com cenas dos músicos tocando ao vivo de verdade no palco.

A voz de Elvis foi extraída das gravações dos shows e preservada, sendo acompanhada no palco por uma banda/orquestra que inclui vários músicos que tocaram com ele nos anos 60/70, entre os quais os lendários James Burton (guitarra), Glenn Hardin (teclados), Ron Tutt (bateria) e Norbert Putnam (baixo), além da direção musical de Joe Guercio e vocais com alguns integrantes originais dos grupos vocais Sweet Inspirations e Imperials.

A sincronia entre a voz gravada do cantor americano e a banda tocando ao vivo (com quase 20 componentes) era impecável, enquanto as imagens ajudavam a criar a ilusão de que estávamos mesmo realizando o sonho de ver um dos grandes mitos do século XX, que nos deixou com apenas 42 anos, durante os quais conseguiu criar um acervo musical riquíssimo.

O espetáculo foi dividido em duas partes de aproximadamente 50 minutos cada. A primeira incluiu rocks como See See Rider, Burning Love, Johnny B Goode, That’s All Right, Hound Dog, Blue Suede Shoes e Don’t Be Cruel, com direito ao blues Steamroller e às baladas Love Me Tender, In The Ghetto, If I Can Dream e Are You Lonesome Tonight.

A segunda parte nos proporcionou maravilhas como Polk Salad Annie, You’ve Lost That Loving Feeling, You Don’t Have To Say You Love Me, I Got a Woman, Bridge Over Troubled Water e Suspicious Minds, sendo esta última a canção que mais agitou e mais arrancou aplausos por parte do público presente.

Tal qual um show de Elvis Presley nos anos 70, a apresentação teve como última música Can’t Help Falling In Love, com direito, logo após a “saída” do cantor de cena, com See See Rider instrumental ao fundo, a um locutor soltando a lendária frase “Elvis Has Left The Building” (Elvis já saiu deste prédio). Caça-níqueis de luxo? Pode ser, mas foi bastante divertido conferir de perto essa experiência curiosa.

Veja a abertura de Elvis Presley In Concert, no Ginásio do Ibirapuera:

Elvis Presley In Concert na Via Funchal

Por Fabian Chacur

Em seus breves 42 anos de vida, Elvis Presley fez apenas cinco shows fora dos EUA, todos em 1957 e em apenas três cidades do Canadá. O mundo aprendeu a amá-lo através de discos, rádio, TV e cinema. Só os sortudos conterrâneos viram seus shows.

Como forma de minorar um pouco essa lacuna, foi criado em 1997 o Elvis Presley In Concert, show no qual músicos que tocaram com o Rei do Rock acompanham gravações em áudio e vídeo do cantor em ação, nos anos 70.

Esse projeto não só se aperfeiçoou, no decorrer dos últimos 15 anos, como também visitou os palcos de EUA, Europa, Austrália e Japão. Em outubro, será a vez do Brasil conhecer esse conceito inovador (e meio bizarro, é importante dizer) de espetáculo ao vivo.

As imagens são apresentadas no fundo do palco com um telão de última geração, extraídas (assim como o áudio) dos filmes Elvis That’s The Way It Is (1970), Elvis On Tour (1972) e Elvis Aloha From Hawaii (1973), belos registros do cantor on stage.

O ponto alto, na minha opinião, fica por conta da banda que acompanha de forma sincronizada os áudios e vídeos de Mr. Presley. São em sua maioria músicos de altíssimo gabarito que tocaram com ele, entre os quais os lendários James Burton (guitarra), Ron Tutt (bateria), Glen Hardin (piano) e Norbert Putnam (baixo), entre outros.

Além de um show que já estava agendado para o Ginásio do Ibirapuera no dia 8 de outubro, acaba de ser confirmado um segundo para o dia 13 de outubro, desta vez na Via Funchal, com ingressos entre R$ 500 e R$ 1.200 (fone 0xx11 3846-2300 e www.viafunchal.com.br). É o mais perto que conseguiremos do sonho impossível que seria ver Elvis The Pelvis ao vivo…

Are You Lonesome Tonight?, do show Elvis Presley In Concert, Zurich 2012:

RPM esbanja maturidade em show em SP

Por Fabian Chacur

A história do RPM daria um filme daqueles sensacionais. Uma história repleta de sucessos, fracassos, brigas, conquistas, altos e baixos e com direito a alguns dos melhores momentos do rock nacional.

De volta à ativa e com um novo álbum no mercado, o excelente Elektra (Building Records), o quarteto se encontra atualmente em turnê pelo Brasil, que os trouxe de novo a São Paulo na noite desta sexta-feira (18), na Via Funchal.

Tive a oportunidade de ver três shows do grupo anteriormente. O primeiro, em novembro de 1986, no estádio Palestra Itália, teve como marca a idolatria de milhares de fãs alucinados que consagraram o quarteto no melhor estilo Beatles. Um dos momentos marcantes da trajetória do rock brazuca. Um show perfeito em termos técnicos e artísticos.

A segunda, no ínicio de 1989, rolou na extinta danceteria Dama Xoc, perante público reduzido e em momento de despedida beirando a pura e triste decadência, após tanto sucesso. A terceira rolou durante a gravação do DVD que marcou a volta da formação original do time, em 2002, retorno seguido por mais uma daquelas brigas homéricas e nova separação, meses depois.

No show desta sexta, ficou claro que a relação entre Paulo Ricardo (baixo e vocal), Luiz Schiavon (teclados), Fernando Deluqui (guitarra) e P.A. Pagni (bateria) deve estar excelente, tal o grau de integração, camaradagem e pique que eles ofereceram aos fãs que praticamente lotaram a casa de shows paulistana.

Detalhe: sem nenhum músico de apoio. Só os quatro mesmo, ao contrário de outras bandas que com o decorrer dos anos vão incorporando novos músicos. Nada contra, mas é bem legal ver um grupo autossuficiente, dando conta do recado dependendo apenas deles próprios. Um banho de habilidade e talento.

O show teve início às 22h43 com duas músicas de Elektra, as vigorosas Muito Tudo e Dois Olhos Verdes. Elas ganharam o público, que entrou em êxtase a partir de Loiras Geladas.

Dois quase lados B do repertório da banda, Juvenília e Liberdade/Guerra Fria, empolgaram pela expressividade das interpretações, com direito a efeitos visuais belíssimos no caso da segunda. Aliás, a iluminação do show merece um capítulo à parte, tal a qualidadade, diversidade e criatividade dignas de um show internacional, perfil que o RPM ajudou o rock brasileiro a assumir, nos heroicos anos 80.

Paulo Ricardo soube preservar seu carisma, energia e ótima voz, e ainda é um dos grandes frontmans do rock brasileiro. Ele também continua incluindo trechos de clássicos do rock internacional no meio de suas músicas. Neste show, tivemos Ruby Tuesday e You Can’t Always Get What You Want, dos Rolling Stones e Light My Fire, dos Doors.

Na parte acústica do show, eles nos apresentaram um ótimo pot-pourry iniciado e encerrado com Wish You Were Here, do Pink Floyd, com Dois (o maior hit da carreira solo de Paulo Ricardo) e Easy, dos Commodores. London London marcou o auge desse momento mais intimista do show, com direito ao cantor sendo elevado ao teto do palco em um praticável.

A surpresa ficou por conta de uma versão inédita em português para Miss You,dos Rolling Stones, que conseguiu ótima repercussão por parte dos fãs. Teve também uma releitura de Exagerado, do saudoso Cazuza.

Aquele arsenal de hits que marcou a história do RPM foi oferecido ao público de forma vigorosa e sem cair em burocracia. Alvorada Voraz, Revoluções Por Minuto, Olhar 43, Rádio Pirata, um exocet após o outro. Delícia!

O show acabou após um bis com Ninfa e novamente Dois Olhos Verdes, às 00h19 deste sábado (19), deixando todos com aquele agradável gostinho de quero mais.

Com um ótimo álbum de inéditas lançado há pouco e um show impecável (que merece ser registrado em DVD), é de se esperar que o RPM tenha voltado para ficar, pois é óbvio que a banda tem muito mais a nos oferecer além dos velhos e bons hits dos anos 80. É uma banda com muita lenha para queimar, com um passado de glórias e um presente digno e elogiável.

Veja o clipe de Dois Olhos Verdes, com o RPM:

Mais sobre Crosby, Stills & Nash em SP

Por Fabian Chacur

O show de Crosby, Stills & Nash realizado em São Paulo na noite desta quinta-feira (10) marcou tanto as pessoas que o viram que achei interessante acrescentar coisas e fatos ao que escrevi na minha resenha.

Farei de forma desorganizada e sem me prender a uma ordem específica. Trata-se apenas de uma desculpa para escrever mais sobre um show que realmente marcou a sensibilidade de muita gente boa.

De cara, vamos a uma análise mais pormenorizada do repertório apresentado por eles. Do álbum Crosby, Stills & Nash (1969), que marcou a estreia do trio, tivemos Marrakesh Express, Long Time Comin’, Wooden Ships, Helplessy Hoping, Guinevere e Suite: Judy Blue Eyes.

De Dèja Vu (1970), primeiro álbum creditado a Crosby, Stills, Nash & Young, marcaram presença no show Carry On/Questions, Dèja Vu, Our House, Almost Cut My Hair e Teach Your Children.

The Lee Shore e Love The One You’re With podem ser encontrados em Four Way Street (1971), álbum duplo ao vivo do Crosby, Stills, Nash & Young, sendo que a segunda teve sua versão de estúdio registrada no primeiro álbum solo do Stills, intitulado Stephen Stills (1970).

Bluebird e For What’s Worth foram gravadas em suas versões originais de estúdio pelo grupo Buffalo Springfield, respectivamente Buffalo Springfield Again (1967) e Buffalo Springfield (1966). So Begins The Task é do álbum Manassas (1972), do grupo liderado por Stills e Chris Hillman (dos Byrds), e As I Come To Age é do álbum solo Stills (1975).

Crosby Nash (2004), belíssimo álbum duplo da dupla que não foi muito badalado na época de seu lançamento (uma injustiça, pois o disco é ótimo!!!), contribuiu com duas músicas, Lay Me Down e Jesus Of Rio.

Military Madness, que o trio e o quarteto tocaram em diversos shows, é do disco solo de Graham Nash Songs From Beginners (1971). Já a bela e quase progressiva Cathedral vem de CSN (1977).

Girl From The North Country é de Bob Dylan e foi lançada originalmente no álbum The Freewheelin’ Bob Dylan (1963).

E duas canções interpretadas no show são inéditas em disco: Radio, de David Crosby, e Almost Gone (The Ballad Of Bradley Manning), de Graham Nash e James Raymond. Esta última possui até clipe.

Durante o show, David Crosby aprsentou duas músicas com especial deferência: Girl Of The North Country e As I Come Of Age, que ele definiu como suas canções favoritas de, respectivamente, Bob Dylan e Stephen Stills.

Dos três, Stills foi de longe o que mais vezes saiu do palco. No entanto, foi ele quem demonstrou certa insatisfação quando David Crosby, aparentemente de forma inesperada, saiu do palco pelo lado esquerdo. “Where’s the fucking Crosby?”, disse ele, ao não ver o colega no palco. Sorte que o ex-Byrds logo voltou e ficou tudo por isso mesmo.

Graham Nash, por sua vez, é aparentemente o mais simpático, e sem dúvida quem está em melhor forma física, fato ressaltado por seu visual (camiseta preta básica e jeans) e pelo fato de cantar descalço, o que não o impediu de dar umas corridas pelo palco bem elogiáveis.

Se estava meio rouco, Stills deu um banho de categoria em seu desempenho como músico. Dos vários violões e guitarras que tocou durante o show, minha favorita foi a guitarra modelo strato na cor verde limão. Linda, e da qual ele tirou sons simplesmente arrepiantes e virulentos, especialmente em Bluebird.

Veja o clipe de Almost Gone (The Ballada Of Bradley Manning):

Crosby, Stills & Nash em SP: arrepiante

Por Fabian Chacur

Às 22h05 da noite de 10 de maio de 2012, um bela quinta-feira, o meu sonho de ver ao vivo um show de Crosby, Stills & Nash começava a se tornar realidade. Às 00h57 desta sexta (11), tudo estava consumado. Valeu a pena esperar tantos anos para enfim apreciar essa lendária banda em cena.

Desde o princípio, com Carry On/Questions (faixa de abertura do sublime álbum Dèja Vú, de 1970), ficou claro que a noitada no palco da Via Funchal em São Paulo seria mesmo inesquecível. Razões não faltaram para isso.

A banda de cinco músicos que acompanha o trio que encantou Woodstock em 1969, por exemplo, provou estar à altura da missão. James Raymond (teclados e vocais) é filho de Crosby e parceiro do pai e do guitarrista Jeff Pevar no grupo CPR, do qual, por sinal, o baterista Steve Distanislao também participou. Alias, ele é o batera que tocou com David Gilmour (ex-Pink Floyd) no álbum On An Island e na sua respectiva tour, nos idos de 2005/2006.

Shane Fontayne (guitarra) já tocou com Bruce Springsteen e outros cobras da música, enquanto Kevin McCormick (baixo) trabalhou durante anos com Jackson Browne, grande nome do folk-country rock americano. O tecladista Todd Caldwell, que gravou e fez shows com Stephen Stills em sua carreira solo, completa bem o time.

Já passando dos 70 anos, David Crosby e Graham Nash impressionaram pela qualidade de suas vozes, que continuam tão boas como nos velhos e bons anos 60, 70 e 80. O desempenho deles individualmente em Almost Cut My Hair (Crosby) e Cathedral (Nash) e em dupla em Guinevere comprovou esta afirmação de forma contundente.

O “fraldinha” do trio, Stills (aod 67 anos), estava com níticos problemas na garganta, o que o impediu de ter um desempenho perfeito nos vocais, mas o respaldo e o apoio dos colegas o ajudou a segurar a onda. Como guitarrista, no entanto, o ex-integrante do Buffalo Springfield se mostrou encapetado, extraindo solos vigorosos de suas várias guitarra e violões. Ele provou que ninguém recebe o apelido Captain Manyhands por acaso.

O repertório do show, que foi dividido em duas partes de aproximadamente 1h15 cada, mesclou grandes sucessos como Marrakesh Express, Wooden Ships, Teach Your Children e Love The One You’re With a canções inéditas como as belíssimas In Your Name (da Nash) e Radio (de Crosby), além de pérolas resgatadas do repertório deles como Lay Me Down e um cover certeiro de Girl Of The North Country, de Bob Dylan.

A interpretação fantástica de Dèja Vú, com direito a solos inspirados de todos os músicos, o desempenho impactante de Stills solando em Bluebird (do Buffalo Sprinfield), a delicadeza arrepiante de Guinevere (na qual Nash e Crosby tinham apenas o violão de Crosby no acompanhamento ibstrumental) e o trio no esquema violão (Stills) e vozes (o trio) mergulhando na épica Suite: Judy Blue Eyes nunca mais sairão da minha lembrança.

Set List do show de Crosby, Stills & Nash na Via Funchal em 10 de maio de 2012:

Primeira parte:

– Carry On – Questions

– Marrakesh Express

– Long Time Comin’

– Military Madness

– Southern Cross

– Lay Me Down

– Almost Gone

– The Lee Shore

– Radio

– Bluebird

– Dèja Vú

– Wooden Ships

Segunda parte

– Helplessy Hoping

– In Your Name

– Girl From The North Country

– As I Come Of Age

– Guinevere

– Jesus Of Rio

– So Begins The Task

– Cathedral

– Our House

– Almost Cut My Hair

– Love The One You’re With

– For What It’s Worth

– Teach Your Children

– Suite: Judy Blue Eyes

Morrissey voltará ao Brasil em março

Por Fabian Chacur

A produtora XYZ Live divulgou nesta segunda-feira (30) que o cantor Morrissey voltará ao Brasil após 12 anos de sua primeira e até então única passagem por nosso país, ocorrida em 2000.

O ex-vocalista dos Smiths irá se apresentar nos dias 7 (Porto Alegre – Pepsi on Stage), 9 (Rio – Fundição Progresso) e 11 de março (São Paulo – Espaço das Américas), em meio a uma turnê pela América do Sul que também passará por Chile, Argentina, Peru e Colômbia.

Com 52 anos de idade, o cantor e compositor britânico tornou-se uma lenda do rock ao integrar, entre 1983 e 1987, os Smiths, banda que marcou época com seu rock melódico, de tom melancólico e fortemente influenciado pelo rock dos anos 50.

Após o fim do grupo, Morrissey iniciou em 1988, com o single Suedehead, uma bem-sucedida carreira solo que já rendeu 13 álbuns, ótimas vendagens e shows pelos quatro cantos do mundo. Seu lançamento mais recente, Years Of Refusal, é de 2009.

Veja o clipe de Suedehead, de Morrissey:

Veja There Is a Light That Never Goes Out, com Morrissey, ao vivo em 2011:

Blueseiro Buddy Guy volta ao Brasil em maio

Por Fabian Chacur

Grande notícia para os fãs do blues, rock, jazz, rhythm and blues, soul e de boa música em geral. Buddy Guy, um dos grandes mestres da guitarra blueseira, voltará ao Brasil em 2012.

O cantor, compositor e guitarrista americano tem show marcado para o dia 12 de maio de 2012 na Via Funchal (rua Funchal, 65- fone 0xx11 3846-2300 São Paulo-SP), com ingressos que custam de R$ 130,00 a R$ 300,00.

Nascido em 30 de julho de 1936, Buddy Guy entrou no cenário músical no fim dos anos 50, e rapidamente se tornou ídolo de músicos como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jimmy Page e inúmeros outros.

Seu estilo agressivo e vigoroso de tocar guitarra o tornou um ídolo entre os fãs do blues, mas sua voz potente também merece todo o destaque do mundo, pois o cara literalmente canta com a alma.

Além disso, seu repertório incorpora soul, rhythm and blues, jazz e rock, mistura que gerou um artista original e empolgante, além de original.

Além de uma carreira solo que gerou álbuns ótimos como Stone Crazy (1981), Damn Right I Got The Blues (1991) e Sweet Tea (2001), ele também gravou em parceria com o saudoso gaitista Junior Wells, ao lado de quem fez seus primeiros shows no Brasil, lá pelos idos de 1985.

Guy lançou recentemente um novo álbum, Living Proof, no qual conta com duas participações especialíssimas: B.B. King, na faixa Stay Around a Little Longer, e Carlos Santana, em Where The Blues Begin.

Ouça Mustang Sally ao vivo em Montreux com Buddy Guy:

Nick Jonas fará show solo em São Paulo

Por Fabian Chacur

Nick Jonas, o mais roqueiro dos Jonas Brothers, irá mostrar o repertório de seu primeiro álbum solo, Who I Am, no Brasil. Ele tocará no dia 21 de setembro na Via Funchal (rua Funchal, 65- fone 11-3846-2300), com ingressos de R$ 180 a R$ 300 (site: viafunchal.com.br).

Para sua primeira experiência individual sem os irmãos Kevin e Joe, Nick montou uma superbanda, a The Administration.

O elenco inclui os músicos Tommy Barbarella (guitarra solo), Sonny Thompson (guitarra-base), Michael Bland (bateria) e Joe Fields (baixo), feras que já tocaram com Prince, Art Garfunkel, Pink, Ziggy Marley e outros do mesmo gabarito.

Who I Am, o álbum, foi uma agradável surpresa, pois mostra um repertório bem mais roqueiro e funkeado do que o desenvolvido pelos Jonas Brothers, podendo, portanto, agradar um público mais adulto, sem no entanto desagradar a molecada.

Veja o clipe de Who I Am:

Abaixo a ditadura do show só com sucessos!

Por Fabian Chacur

A reação de algumas pessoas presentes ao show realizado por Milton Nascimento na noite deste sábado (18) na Via Funchal (SP) certamente abre espaço para uma discussão saudável.

Para quem não estava lá, eis um resumo do que rolou.

Algumas pessoas (flagrante minoria, é bom ressaltar) ficou durante todo o show pedindo algumas músicas clássicas do astro carioca/mineiro de forma acintosa, especialmente quando rolou uma longa sequência de canções do novo CD do astro, …E A Gente Sonhando.

Na abertura e no final, ele cantou alguns de seus grandes hits, mas a maior parte do espetáculo foi dedicado às novas canções.

Algo errado? Na minha opinião, não.

O fato de ser dono de um extenso repertório repleto de sucessos não pode ser uma espécie de amarra para um artista consagrado, condenando-o a tocar apenas aquelas canções e dando pouco ou nenhum espaço a sua produção mais recente.

Para mim, só shows em festivais grandes e ao ar livre justificam essa postura, pois ali é coisa de multidão, e multidões são bem menos afeitas a novidades, querem mesmo é ouvir o que já conhecem.

E não dá para negar que é lindo ver um estádio lotado com um público entusiástico cantando e dançando junto com seus ídolos, o que só ocorre quando rolam canções suficientemente conhecidas por outros.

Mas em um show de carreira como o feito pelo Bituca neste sábado (18), não faria sentido ele ficar reprisando seus eternos sucessos tendo músicas novas tão belas a serem apresentadas.

E ninguém pode dizer que a cigana o enganou, pois o show foi divulgado na mídia como de lançamento de …E A Gente Sonhando, ou seja, não era difícil saber que o novo repertório teria presença privilegiada.

O fã de verdade quer é ver seu artista favorito esbanjando energia e felicidade, e quer coisa que agrade mais a um criador de verdade do que apresentar suas novas crias ao público?

Portanto, abaixo a ditadura do show só com sucessos! Parabéns, Milton, pela ousadia de dtocar ao vivo suas novas e belas canções, deixando vários sucessos antigos e eternos descansando um pouquinho.

Milton Nascimento emociona em show perfeito

Por Fabian Chacur

Após ouvir dezenas de vezes …E a Gente Sonhando, mais recente álbum de Milton Nascimento, tive a oportunidade de vê-lo no show de lançamento desse trabalho na Via Funchal, em São Paulo.

Com lotação total, quem foi à casa de espetáculo na noite deste sábado (18) teve a chance de ver um dos grandes nomes da história da MPB em estado de graça, esbanjando energia às vésperas de completar 70 anos.

Milton tomou uma verdadeira injeção de juventude ao se associar a jovens músicos de sua amada Três Pontas no CD, e trouxe vários deles para participarem do show.

A abertura, por volta das 22h40, ocorreu com uma sequência de quatro clássicos de seu repertório, para deixar a plateia sem fôlego logo de cara: Encontros e Despedidas, Caxangá, Caçador de Mim e Nos Bailes da Vida.

A quinta música foi a primeira do repertório do novo álbum a entrar na roda, a belíssima Amor do Céu, Amor do Mar, que homenageia Elis Regina de forma sofisticada, viajante e encantadora.

Daí para frente, a base do espetáculo foi mesmo o trabalho novo, que tem 16 faixas que vão do bom ao arrepiante.

A participação dos jovens talentos ao lado do “velho lobo do mar” (como ele canta na belíssima Me Faz Bem, parceria dele com Fernando Brant) deu ao espetáculo uma energia absurda.

Em determinados momentos, tínhamos no palco mais de vinte pessoas, entre músicos e vocalistas, esbanjando entusiasmo e talento, tendo Milton como o genial regente da história toda.

Generoso, o Bituca de Três Pontas soube mostrar seu talento hipnótico e sua maravilhosa voz (cada vez melhor, por sinal) e também abrir espaços para seus garotos e garotas darem o seu recado.

Seria injusto elogiar alguém em particular, pois todos os participantes mandaram muito, mas muito bem mesmo.

Mas não resisto e citarei dois nomes para representar o todo: o cantor Bruno Cabral, que interpreta com Milton a maravilhosa faixa-título do álbum, e o carismático Pedrinho do Cavaco.

Esse último foi um espetáculo à parte, pois além de dividir o palco com Milton em Gota de Primavera, ainda solou com desenvoltura Brasileirinho e cantou a fantástica Todo Menino é Um Rei, sucesso nos anos 70 com o saudoso sambista Roberto Ribeiro.

Na hora do bis, Milton abriu a porteira para hits como Canção da América (que ele pôs a plateia para cantar, dando uma de regente) e Maria, Maria. Um bis como se deve, sem a sombra da menor dúvida.

O único ponto negativo veio de alguns seres inconvenientes na plateia, provavelmente com algumas (muitas) a mais na cuca, pedindo Travessia aos gritos o tempo todo e perdendo a chance de degustar um espetáculo tão especial. Tomara que vire DVD (o show, não os gritões, obviamente!)

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