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Yusuf/Cat Stevens lança o seu novo single e anuncia álbum

yusuf cat stevens 2017-400x

Por Fabian Chacur

Yusuf, que fez sua fama nos anos 1960 e 1970 como Cat Stevens, acaba de colocar na rede um novo single. Trata-se da delicada e belíssima See What Love Did To Me, primeira faixa lançada por ele desde o álbum Tell Me I’m Gone (2014). A canção integra o álbum The Laughing Apple, que está previsto para chegar às lojas físicas e virtuais no dia 15 de setembro, fruto de uma parceria do selo Cat-O-log, do artista, com a Decca/Universal Music.

The Laughing Apple será o quatro álbum lançado pelo cantor, compositor e músico britânico desde que voltou ao mundo da música pop, abandonado por ele em 1979 devido a sua conversão ao islamismo. O retorno se deu com An Other Cup (2006), e depois vieram Roadsinger (2009) e Tell Me I’m Gone (2014), que mostraram um artista inspirado e em plena forma, como se nunca tivesse nos abandonado.

Com 11 faixas, o álbum mescla canções compostas há pouco tempo, como a já divulgada, Don’t Blame Me e Olive Hill, com quatro composições antigas que ele nunca havia gravado e quatro releituras de faixas de seu segundo álbum, New Masters(1967), que está completando 50 anos. A produção ficou a cargo de Paul Samwell-Smith, ex-baixista dos Yardbirds que produziu discos célebres do astro nos tempos de Cat Stevens, entre eles Tea For The Tillerman e Teaser And The Firecat.

See What Love Did To Me-Yusuf:

Yusuf Islam (ex-Cat Stevens) cantará no Brasil

Por Fabian Chacur

Nos anos 70, ele chegou a morar por aqui, mas nunca fez shows oficiais, apenas canjas informais. Desta vez, no entanto, o cara não só voltará a nos visitar como irá nos proporcionar três apresentações no Brasil. Estou falando de Yusuf Islam, que se tornou mundialmente conhecido com o nome artístico Cat Stevens.

O cantor, compositor e músico britânico cantará em São Paulo nos dias 16 (ás 22h) e 17 (às 20h) de novembro no Credicard Hall, enquanto no Rio, onde morou, no dia 20 de novembro, no Citibank Hall. Os ingressos começam a ser vendidos entre 24 e 30 de julho em pré-venda, e a partir do dia 31 de julho para o público em geral.

O preço dos ingressos vai de R$ 90 a R$ 950 em São Paulo, enquanto no Rio ficarão entre R$ 240 e R$ 920. Mais informações poderão ser obtidas através do fone 4003-5588 (de alcance nacional) ou então pelo site www.ticketsforfun.com.br .

Cat Stevens nasceu na Inglaterra no dia 21 de julho de 1948, ou seja, vai completar 65 anos de idade na próxima segunda-feira (21). Ele se tornou conhecido inicialmente em 1967 com as músicas I Love My Dog e Matthew And Son, com uma sonoridade folk levemente psicodélica e com arranjos de cordas.

Em 1968, a tuberculose o tirou de cena durante bons meses, durante os quais ele aprofundou sua espiritualidade e compôs mais de 40 músicas. Quando voltou, em 1970, seu trabalho se aproximou do então ascendente bittersweet rock, com ênfase em violões, letras confessionais e no tom grave e inconfundível de sua bela voz.

Durante os anos 70, emplacou hits como Father & Son, Wild World, Moonshadow, Oh Very Young, Peace Train e Morning Has Broken, assim como álbuns do naipe de Tea For The Tillerman (1970), Teaser And The Firecat (1971) e Catch Bull At Four (1972) que o tornaram um dos mais populares cantores/compositores daquele período.

Ao converter-se ao islamismo em 1977, ele gradualmente foi se afastando da música, até lançar em 1978 o álbum Back To Earth, saindo de cena musical em 1979 para se dedicar integralmente à nova fé. Esse estado de coisas iria perdurar até os anos 2000, quando, incentivado pelo filho, retomou aos poucos o gosto pela arte.

Em 1996, 28 longos anos após Back To Earth, ele lançou An Other Cup, agora se valendo do nome Yusuf, que adotou após a conversão. A sonoridade se mantinha fiel ao folk-pop-rock dos anos 70, assim como sua voz permanecia inconfundível, em hits como a bela Heaven/Where True Love Goes, comparável a seus antigos clássicos.

Após inúmeros shows e turnês, Yusuf mostrou que o retorno era mesmo para valer com um novo e também ótimo álbum, Roadsinger (2009), novamente bem recebido por público e críticos. Ótimos DVDs gravados ao vivo nos anos 70 e na nova fase ressaltaram a consistência artística desse retorno, misturando bem hits novos e antigos.

Ouça Where Do The Children Play, com Cat Stevens:

Ouça Heaven/Where True Love Goes, com Yusuf:

Yusuf é vaiado por não ser mais Cat Stevens

Cat-StevensPor Fabian Chacur

Essa é digna de torcidas de futebol botocudas. Yusuf Islam, que era conhecido nos anos 70 como Cat Stevens, resolveu voltar a fazer turnês. Ele retomou a carreira como artista pop em 2006, e desde então lançou dois ótimos CDs, An Other Cup (2006) e o recente Road Singer (2009).

Ele também gravou um DVD ao vivo, em show produzido pela BBC de Londres em 2006 e lançado com o título Yusuf’s Café Session. Nele, interpretou as músicas de An Other Cup e também alguns de seus clássicos, como Peace Train e Father & Son.

Pois bem. No primeiro show da tour, em Dublin, na Irlanda, no dia 17 deste mês, uma boa parcela da plateia presente resolveu vaiá-lo, pelo fato de ele não ter tocado músicas do tempo em que ainda não havia adotado o nome e a religião muculmanas.

Bem-humorado, ele continuou o show e foi até o final. Inclusive, foi procurado por alguns fãs que pediram a ele que não se deixasse levar pela atitude extremada desses fãs bobões.

As músicas que Yusuf lançou desde 2006 não devem nada aos grandes hits que ele lançou do final dos anos 60 a 1979, quando saiu do mundo da música pop para se dedicar à religião que resolveu seguir.

No mínimo, o pessoal não teve paciência para ir até o final do show, pois se no DVD ele cantou músicas antigas, porque não haveria de cantar algumas delas agora? Bem dizem por aí que o apressado come cru.

Mas essas coisas me deixa puto da vida. Eu amaria ouvir o cantor, compositor e violonista britânico tocando essas novas e maravilhosas músicas. No entanto, quem tem o privilégio de fazer isso vaia o mestre.

Dá vontade de sequestrar esses caras e obrigá-los a ver um show inteirinho da banda Calypso, com direito a solos do Chimbinha, o “Mark Knopfler do Calypso brasileiro”. Garanto que eles ficariam bonzinhos, bonzinhos…..

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