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Homenagem atrasada ao genial David Crosby

Por Fabian Chacur

Mas que fã relapso eu sou! No dia 14 de agosto desse 2011 que já saiu de cena, um de meus grandes ídolos completou 70 anos de idade. Uma façanha que muitos não acreditariam que ele seria capaz de realizar, tamanhas as loucuras que cometeu em sua atribulada vida pessoal.

No entanto, David Crosby, o artista em questão, não virou meu ídolo por essas questões pessoais. Para mim, ele é um dos mais importantes e talentosos músicos da história do rock.

Inicialmente, nos anos 60, integrou os Byrds, banda que praticamente inventou o folk rock, emplacando hits como Mr. Tambourine Man, Turn!Turn!Turn! e Eight Miles High.

Ele era o responsável pelas harmonizações vocais e pelos acordes dissonantes aqui e ali, influência jazzística que o acompanharam em todas as fases de sua carreira.

Após ser demitido (sim, demitido, acredite se quiser) de sua primeira banda famosa, ele criou com Stephen Stills e Graham Nash o Crosby, Stills & Nash, quando as harmonizações vocais atingiram um patamar ainda mais alto nessa seminal formação de rock, folk, country e psicodelia.

Em 1971, lançou despretensiosamente seu primeiro álbum solo, o excepcional If I Could Only Remember My Name, um disco viajante e de uma beleza a flor da pele.

Nos anos 80, esteve em vias de ir dessa pra melhor, com direito a ter ficado uns bons meses preso por posse de drogas. De quebra, ainda teve de lidar com sérios problemas de saúde que o obrigaram a fazer um transplante. Lógico que seu lado artístico viveu seu momento mais baixo e inoperante.

Felizmente, a partir do lançamento de seu segundo CD solo, Oh! Yes I Can (1989), voltou de novo a ser produtivo como artista, atuando com o CSN, em dupla com Graham Nash e em um grupo ótimo e inusitado, o CPR.

O trio foi formado pelo experiente guitarrista Jeff Pevar, Crosby e o talentoso tecladista James Raymond, que o ex-The Byrds só descobriu ser seu filho décadas depois. Grande banda, que apostou em harmonias sofisticadas e canções marcantes, entre as quais Morrison, belíssima homenagem ao vocalista dos Doors.

Nada estranha essa história, se levarmos em conta que Crosby cedeu esperma para que a roqueira Melissa Etheridge tivesse um filho com sua parceira nos anos 90. Virou até capa da Rolling Stone americana…

Ainda na ativa, Crosby é o que se pode chamar de um artista versátil, pois rendeu bem em carreira solo, dupla, trio, quarteto, quinteto…Mesmo com atraso (e que atraso! que vergonha…), minha homenagem a esse gênio.

Eight Miles High – The Byrds:

Guinevere – Crosby, Stills & Nash:

Dèja Vú – Crosby, Stills & Nash:

Cowboy Movie – David Crosby:

Morrison – CPR:

2 Comments

  1. como é que foi esquecer hein? rsrsrsrs. No mais , belo post, me fez recordar o ano de 1997 quando comprei o meu Dèja Vú. O LP foi embora, mas as boas lembranças da minha adolescência com este disco ficaram….Saudações, Chacur!!!

  2. admin

    January 3, 2012 at 11:36 pm

    Dèja Vú é realmente um álbum clássico, e a faixa título é de Mr. Crosby. Um clássico!!! Parabéns pelo bom gosto e obrigado pela visita!

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