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Ricardo Vignini celebra 30 anos de carreira com show em Sampa

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Por Fabian Chacur

Ricardo Vignini é aquele tipo de músico que não acredita em fronteiras musicais. Em suas três décadas de carreira, o violeiro conduz o seu instrumento rumo a deliciosas e instigantes viagens misturando música rural, rock, folk, blues, música latina, MPB e o que mais pintar, sempre tirando sonoridades quentes, inovadoras e cativantes de suas violas incrementadas. Após quase dois anos, ele volta aos palcos neste domingo (21) às 18h em São Paulo no Sesc 24 de Maio- Teatro (1º subsolo) (rua 24 de maio, nº 109- Centro- fone (11) 3350-6300, com ingressos de R$ 20,00 a R$ 40,00.

Neste show, Vignini mostrará faixas extraídas de seus três masis recentes álbuns, Reviola, Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo e Cubo. Ele terá a seu lado Renan Dias (baixo) e Ricardo Berti (bateria), com participações especiais de Socorro Lira, Adriana Farias e Tuia.

Além de investir em uma carreira-solo das mais consistentes, Ricardo Vignini também integra dois projetos bem bacanas, o Matuto Moderno e o Moda de Rock, que o ajudam a expandir ainda mais seus horizontes musicais e com os quais também gravou álbuns bem legais. Ele fez inúmeros shows no Brasil e exterior, e trabalhou em seus mais recentes álbuns com artistas do porte de Lenine, Zé Geraldo, Guarabyra e Marcos Suzano.

Beijando o Céu (clipe)- Ricardo Vignini:

Ricardo Vignini faz lives e uma campanha para lançar álbum

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Por Fabian Chacur

No dia 20 de março de 2020, Ricardo Vignini faria um show no Sesc 24 de Maio, em São Paulo, para lançar o seu álbum Reviola. No entanto, a inesperada pandemia do novo coronavírus chegou e bagunçou a vida de todos, especialmente aqueles da área cultural. Sem desanimar, o violeiro, compositor e produtor cultural buscou alternativas. Ele realiza nos dias 3 (sábado) e 4 (domingo), sempre às 18h, duas lives (o link está aqui), com participações especiais dos amigos Zé Geraldo e Tuia. E vem mais por aí.

Sem cruzar os braços nesses meses tão controversos e repletos de incertezas, Vignini gravou mais dois álbuns, Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo e Cubo, e agora está em plena campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) para viabilizar o lançamento desses três trabalhos em um CD triplo cujo título coletivo é 30 Anos, remetendo à celebração das três décadas de carreira do artista. Os discos contam com participações de Lenine, Guarabyra, Zé Geraldo e outros artista do mesmo alto gabarito.

Inquieto, criativo e versátil, o artista paulistano investe em uma frutífera carreira solo e também integra os grupos Matuto Moderno e Moda de Rock, nos quais mostra como expandir de forma exponencial os limites da viola caipira, sem no entanto abandona a essência desse instrumento musical tão presente em nossa música popular. O projeto de crowdfunding também envolve o lançamento físico de seu livro Ricardo Vignini-Viola Caipira-Partituras-Tablaturas. Saiba mais sobre os CDs e o livro aqui.

Minuano (ao vivo)- Ricardo Vignini:

Tuia e Ricardo Vignini fazem show no Teatro J. Safra (SP)

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Por Fabian Chacur

Dois grandes amigos e dois grandes divulgadores do chamado rock rural. São eles Tuia Lencioni e Ricardo Vignini, colegas de geração que há mais de 20 anos investem em carreiras musicais ricas e repletas de bons momentos. Após participarem recentemente do excelente CD Nós do Rock Rural- Encontro de Gerações (leia a resenha aqui) ao lado de Zé Geraldo, Guarabyra e Tavito, eles fazem um show em dupla em São Paulo neste domingo (5) às 11h30 no Teatro J. Safra (rua Josef Kryss, nº 318- Barra Funda- fone 0xx11-3611-3042), com ingressos a R$ 5,00 (meia) e R$ 10,00 (inteira).

Além de Tuia (voz e violão) e Vignini (viola e violão), o show, intitulado 2 do Rock Rural, trará também os músicos Felipe Rosa (violão, bandolim e vocais) e Wanderley Jr. (teclados e violão). O repertório inclui composições próprias como Flor, Encontro e Colisão e Capuxeto e clássicos do rock rural como Senhorita (Zé Geraldo) e Espanhola (Sá & Guarabyra), só para citar dois deles. Um show para curtir, cantar junto e sair com a alma lavada.

Cantor qualificado e compositor inspirado, além de ótimo violonista, Tuia integrou o grupo Dotô Jeka e há um bom tempo investe em frutífera carreira solo (leia mais sobre ele aqui). Por sua vez, Ricardo Vignini é um ás das violas. Sim, no plural, pois ele toca várias versões desse instrumento musical, sempre com destreza e habilidade. Além da carreira solo, também integra o duo Moda de Rock e o grupo Matuto Moderno (leia mais sobre ele aqui).

Encontro e Colisão (ao vivo)- Tuia e Ricardo Vignini:

Ricardo Vignini lança o CD solo Viola de Lata com show em SP

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Por Fabian Chacur

Com mais de 20 anos de carreira, Ricardo Vignini se desdobra como músico em várias frentes. Ele integra o grupo Matuto Moderno e o duo Moda de Rock, já participou de discos de artistas do porte de Lenine (entre muitos outros) e de quebra ainda investe em uma carreira solo das mais respeitáveis. E é para lançar seu terceiro trabalho individual, Viola de Lata, que ele se apresenta neste domingo (10) às 19h na Sala Itaú Cultural (avenida Paulista, nª 149- piso térreo- fone 0xx11-2168-1777), com entrada gratuita.

Disponível nos formatos físico (CD) e digital pelo selo Folguedo (com distribuição da Tratore), Viola de Lata traz nove composições assinadas por ele, uma em parceria com a cantora e compositora Socorro Lira (Um Arame Só-Marimbau Tietê), uma melodia de domínio público com nova letra de Socorro (Galope Na Beira do Mar) e um clássico da música rural brasileira de autoria de Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Piraci (Rio de Lágrimas).

O álbum mostra o músico se desdobrando em suas violas dinâmicas ressonadoras, em uma mistura fértil e deliciosa de música caipira, nordestina, folk, rock, blues e country. Faixas como Amálgama, Moedão, Solano Star, Metal das 12 (Para Ivinho), Do Ferro ao Pó e Rua Aurora se destacam em um trabalho envolvente e criativo, como de praxe. Socorro participou das duas faixas de sua autoria, assim como seu saudoso tio, o músico Gavião, tocando marimba nordestina (também conhecida como berimbau de lata).

No show, Ricardo Vignini e suas violas incrementadas terão as participações especiais da parceira musical Socorro Lira e também do experiente e talentoso músico Tuco Marcondes, que se incumbirá do violão ressonador.

Do Ferro Ao Pó– Ricardo Vignini:

Ricardo Vignini lança o novo CD solo com show em Sampa

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Por Fabian Chacur

O paulistano Ricardo Vignini é um dos responsáveis pela ampliação do campo de ação da viola caipira. Esse instrumento, tão fortemente incluído na música brasileira, espalha seus acordes e solos mágicos pelos mais diversos estilos, nas mãos deste músico, também produtor, compositor e produtor. Ele lança o 2º álbum solo, Rebento, com show nesta quinta (20) na comedoria do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompéia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Com mais de 27 anos de carreira, Vignini gravou cinco CDs com a banda Matuto Moderno, integra o duo Moda de Rock com o violeiro Zé Helder e também lançou em 2010 seu primeiro CD solo, Na Zoada do Arame. Ele participou do ótimo CD Carbono, de Lenine, e acompanhou o brilhante astro pernambucano em sua apresentação no Rock in Rio, em 2016. O músico também leciona viola caipira há 18 anos, e produziu diversos CDs alheios nos últimos 15 anos.

Rebento traz 13 faixas inéditas e autorais, sendo 10 compostas só por ele e outras três com parceiros diversos. Totalmente instrumental, o álbum serve como prova concreta e decisiva de como a viola pode ser utilizada em diversos contextos musicais de forma original e inspirada, passando aqui por country, rock, música brasileira, folk e até rock progressivo, esbanjando versatilidade e com melodias e harmonias concebidas por quem tem bom gosto e talento.

Participam do álbum músicos do altíssimo calibre de Christiaan Oyens (parceiro de Zélia Duncan), Lucio Maia (guitarrista do Nação Zumbi), Ary Borger, Marcos Suzano e diversos outros. No show desta quinta, Vignini terá a seu lado André Rass (percussão), Ricardo Carneiro (violão e guitarra), Sérgio Duarte (gaita), Ari Borger (piano) e Bruno Serroni (violoncelo). O show integra o projeto Plataforma, do Sesc Pompeia.

Ouça o CD Rebento, de Ricardo Vignini, em streaming:

Tuia lança Semente Que o Amor Dará com show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Tuia é presença constante em Mondo Pop, e não por acaso (leia mais sobre ele aqui). Em seus quase 30 anos de carreira, ele se firmou como um dos nomes mais consistentes do folk brasileiro, misturando várias vertentes musicais de sabor rural com rock, pop e o que mais pintar com sensibilidade e categoria. O cantor, compositor e músico paulista acaba de lançar Sementes que o Amor Dará, distribuído nas plataformas digitais pela Kuarup, e mostra esse novo repertório nesta sexta (6) às 20h no Blue Note SP (avenida Paulista, nº 2073- saiba mais aqui).

Semente que o Amor Dará é o 5º álbum solo de Tuia, e teve sua divulgação iniciada com a faixa Flores da Manhã, que conta com as participações especiais de Guarabyra e Zeca Baleiro. Com dez faixas, o trabalho também conta com outros nomes importantes e significativos marcando presença, entre os quais Renato Teixeira, Ricardo Vignini, Mário Manga (do Premê) e Reginaldo Lincoln (do Vanguart).

Flores da Manhã (clipe)- Tuia, Guarabyra e Zeca Baleiro:

Moda de Rock lança um single em parceria com Zeca Baleiro

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Por Fabian Chacur

Ricardo Vignini é aquele tipo de músico que, além de muito talentoso e versátil, não para quieto, como se dizia nos antigamentes da vida (saiba mais sobre ele e seus vários projetos aqui). Um de seus trabalhos que volta à tona agora é o Moda de Rock, duo de violeiros que ele mantém com o não menos qualificado Zé Helder. Eles anunciam para junho um novo álbum, Moda de Rock Brasil, e o 1º single acaba de ser divulgado nas principais plataformas digitais.

Moda de Rock Brasil, que será lançado pelo selo Folguedo e distribuído pela Tratore, trará exclusivamente composições de autores brasileiros. A escolhida para iniciar a divulgação, já com videoclipe e tudo, é Heavy Metal do Senhor, que conta nos vocais com a participação especial de seu próprio autor, o grande Zeca Baleiro. O resultado não poderia ter ficado melhor.

O novo álbum do duo Vignini/Helder trará outras participações especiais bem bacanas, as de Edgard Scandurra (do Ira!), André Abujamra (de Os Mulheres Negras e Karnak) e Zé Geraldo (que participou com Vignini, Tuia, Guarabyra e Tavito no belo projeto/álbum Nós do Rock Rural).

Heavy Metal do Senhor (clipe)- Moda de Rock e Zeca Baleiro:

Som na Faixa é festival virtual com feras da música instrumental

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Por Fabian Chacur

Com a vacinação caminhando a passos mais lentos do que o necessário e o número de infecções e mortes relacionadas ao novo coronavírus ainda atingindo marcas assustadoras, vale a pena ser cuidadoso. E a área cultural continua se valendo das vias virtuais para atingir o grande público. É essa a intenção motivadora da 4º edição do festival Som na Faixa, que será realizado nos dois próximos finais de semana (sempre de sexta a domingo e a partir das 19h), reunindo grandes nomes da música instrumental brasileira. Os links para acesso são esse e esse.

Oferecido de forma gratuita ao público em geral, o Som na Faixa chega à sua 4ª edição, com realização a cargo da empresa Muda Cultural. Os shows foram gravados previamente seguindo todos os protocolos de saúde, e trazem nomes importantes como Ricardo Vignini (foto), Fabiola Beni e Toninho Ferragutti. Ítalo Azevedo, sócio-diretor da Muda Cultural, avalia a importância de seu projeto:

“Realizar um festival em dois anos pandêmicos, é motivo de orgulho para a Muda Cultural. É a nossa maneira de ajudar o ecossistema da cultura, em tempos tão difíceis. Entre artistas, equipe que trabalhará no local e remotamente, são mais de 60 oportunidades de emprego geradas. E ainda, uma oportunidade de levar espetáculos relevantes ao público.”

Programação completa do festival Som na Faixa:

Sexta-feira, 09/07 – 19h

Fabiola Beni Instrumental

Sábado, 10/07 – 19h

Viola de Lata (Ricardo Vignini) + oficina

Domingo, 11/07 – 19h

Alessandro Penezzi e Arnaldo Freitas

Sexta-feira, 16/07 – 19h

Viola de contrastes (Marina Ebbecke, Gabriel Souza e Nayra Jaine)

Sábado, 17/07 – 19h

Rabiola (Osni Ribeiro Duo)

Domingo, 18/07 – 19h

Festa na Roça (Neymar Dias e Toninho Ferragutti) + oficina

Além das Nuvens (ao vivo)- Fabiola Beni e Ricardo Vignini:

Quarentena Violada, um festival virtual rola neste fim de semana

01. MILTINHO EDILBERTO - Crédito foto Pierre Yves Refalo (1)-400x

Por Fabian Chacur

Uma bela amostra do cenário atual da viola no Brasil é o que nos oferecerá o Festival Quarentena Violada. Idealizado pelo músico mineiro Chico Lobo, o evento virtual traz em seu elenco 11 músicos que representam várias tendências desse instrumento tão ligado à cultura popular brasileira. A sonzeira rola neste sábado (11) a partir das 17h e domingo (12) a partir das 16h, e pode ser conferida a partir deste link aqui. A contribuição solicitada pelos artistas envolvidas nesse belo projeto é livre, com o valor sugerido de R$ 25,00.

Além de grande violeiro, o mineiro Chico Lobo (leia mais sobre ele aqui) tem o mérito de sempre aglutinar músicos talentosos em torno de seus projetos. Este aqui, por exemplo, nos traz representantes dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Temos desde nomes emergentes como Letícia Leal, que lançou seu primeiro CD (Urutu) no final de 2019 até veteranos consagrados e inovadores. Entre eles, destacam-se o excelente Miltinho Edilberto (FOTO), que já teve músicas em trilhas de novelas, é admirado por artistas como Maria Bethânia e Elba Ramalho, e inseriu com categoria o instrumento no contexto do forró em discos como o excelente Como Alcançar Uma Estrela (1999).

Outra fera do instrumento escalado para o Quarentena Violada é o incrível Ricardo Vignini, que além de atuar nos grupos Matuto Moderno e Moda de Rock também desenvolve um consistente trabalho solo, sempre sem se prender a regras rígidas e aberto a misturas da música rural com o rock, folk e o que mais vier. E Henrique Bonna teve a manha de criar em pleno Rio de Janeiro a primeira orquestra de viola da capital nacional do samba, a Caipirando Alma Carioca de Viola. Ou seja, um belo festival para você conferir nesses tempos esquisitos.

Programação do Festival Quarentena Violada:

11 de abril (sábado)
— 17h Chico Lobo (MG)
— 17h30 Du Machado (RJ)
— 18h Valdir Verona (RS)
— 18h30 Osni Ribeiro (SP)
— 19h Luiz Salgado (MG)
— 19h30 Miltinho Edilberto (SP)

12 de abril (domingo)
— 16h Maestro Sabiá (SP)
— 16h30 Letícia Leal (MG)
— 17h Bilora (MG)
— 17h30 Henrique Bonna (RJ)
— 18h Ricardo Vignini (SP)

Conta para depósito de contribuições: Abacateiro Produção & Arte Ltda (CNPJ: 05.676.557/0001-60) | Banco do Brasil (no001) — Agência: 6854-3 / Conta Corrente: 108.875-0- Contribuição livre (valor sugerido: R$ 25,00).

Do Ferro ao Pó (clipe)- Ricardo Vignini:

Nós do Rock Rural é a celebração a uma musicalidade belíssima

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Por Fabian Chacur

No início dos anos 1970, surgiu no Brasil uma nova sonoridade, misturando de forma sensível e criativa folk, country, rock, música caipira-rural e MPB, que passou a ser definida como rock rural. Dessa seara sonora, saíram nomes que se eternizaram na história da nossa música, e cujas obras prosseguem sendo apreciadas e inspirando novos talentos. É exatamente uma reunião de seminais representantes desse estilo que é flagrada no CD Encontro de Gerações, apropriadamente creditado a um grupo singelamente intitulado Nós do Rock Rural. Um lançamento da gravadora Kuarup que merece a denominação histórico, sem exagero.

Afinal, marcam presença neste álbum, gravado ao vivo no Sesc Vila Mariana (SP) em fevereiro de 2018, representantes seminais do rock rural. Guarabyra, do trio pioneiro Sá, Rodrix & Guarabyra e há 50 anos na estrada; Tavito, que após integrar o mítico grupo Som Imaginário investiu em carreira-solo nessa praia; e os excelentes discípulos Tuia Lencioni, ex-integrante do grupo Dotô Jeka que há quase 20 anos mostra grande talento em carreira individual, e o violeiro Ricardo Vignini, um músico absurdamente bom que além de trajetória individual também investe em projetos como o grupo Matuto Moderno e o duo Moda de Rock.

Se a reunião dos quatro já seria sensacional, a cereja do bolo foi a participação especial de Zé Geraldo, nosso trovador tupiniquim do mais nobre escalão. Não tinha como dar errado, e deu certíssimo. O formato é totalmente acústico, com violões e violas envenenadas (com alguma percussão aqui e ali) dando o tom para vocalizações arrepiantes. São 17 músicas, sendo cinco de Tuia, quatro de Guarabyra, quatro de Guarabyra, duas de Zé Geraldo e duas de Vignini. Todas escolhidas a dedo, e apresentadas de forma quente, despojada e com aquele clima de amigos tocando em volta de uma fogueira, em uma “casa no campo”.

Os artistas variam as formações, indo de momentos individuais a outros com os cinco no palco. Chega a ser covardia ver no set list maravilhas do porte de Senhorita, Casa no Campo, Dona, Rua Ramalhete, Sobradinho e Espanhola, notáveis cavalos de batalha do cancioneiro rock rural brazuca. E que se faça justiça: as músicas de Tuia, especialmente a magnífica Flor, só não viraram megahits em nível nacional porque, infelizmente, as rádios não dão mais os espaços que davam para esse tipo de canção nos anos 1970 e 1980. E temos também duas tour de force de Vignini na viola solo, Capuxeta e Alvorada.

As canções fluem de forma deliciosa, e o alto astral entre os participantes aparece nítido em cada uma delas. Um dos momentos mais bacanas é proporcionado por Tavito, quando erra a introdução de Começo, Meio e Fim, dá a volta por cima, começa tudo de novo e arrepia a todos no melhor estilo voz e violão solo. As vocalizações, o som das cordas, as melodias, temos aqui um verdadeiro banho de sensibilidade, provenientes dessa musicalidade tão bonita.

A parte triste fica por conta de ter sido provavelmente a última gravação de Tavito, que nos deixou há pouco. Mas não poderia sair de cena de forma mais digna. A reunião de amigos intitulada Nós do Rock Rural mostra nesse Encontro de Gerações que o rock rural continua mais vivo do que nunca, e pedindo passagem para amealhar ainda mais fãs por esse mundo afora. Um disco perfeito para espantar os maus fluidos de um tempo tão difícil como o que estamos vivendo atualmente. “Ah, coração, se apronta pra recomeçar…”

Rua Ramalhete (ao vivo)- Nós do Rock Rural:

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