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Samba de Rainha lança clipe caseiro de Fé Não é Pequena

samba de rainha capa single 400x

Por Fabian Chacur

Como forma de dar uma espairecida nesses tempos estranhos e ao mesmo tempo inspirar sentimentos positivos nas pessoas, o grupo Samba de Rainha acaba de disponibilizar o clipe com uma gravação inédita. Trata-se de Fé Não é Pequena, composição de Aidée Cristina gravada pelas garotas por via remota. As cenas registram cada uma delas em suas residências, com gravações feitas a partir de celulares.

A música é um sambão contagiante, que a vocalista Núbia Maciel defende com a categoria habitual, muito bem acompanhada por suas atuais parceiras. A letra é bem otimista e traz palavras e expressões muito utilizadas por nós desde o início do isolamento social no Brasil. O Samba de Rainha (leia mais sobre esse grupo incrível aqui) curtiu tanto realizar este clipe que promete novidades por aí.

A ideia é lançar novas canções uma a uma. Teremos faixas autorais e também a releitura de um clássicos dos Novos Baianos cujos direitos autorais estão sendo devidamente acertados. Elas pretendem, futuramente, fazer uma gravação mais elaborada em termos técnicos de Fé Não é Pequena. Como diria outro samba clássico de um certo Martinho da Vila “canta, canta minha gente, deixa a tristeza pra lá, canta forte, canta alto, que a vida vai melhorar”.

Fé Não é Pequena (Aidée Cristina)

Não deixo ser de medo
O meu bom dia
Vou vibrando na alegria
Isso logo vai passar
Compartilhando
Mesmo que seja de longe
Meu tambor e seu canto
Põe amor no mundo
Chama para somar
Canto pra mostrar
Que a minha fé
Não é pequena
Só vejo Luz na janela
Da minha quarentena…
Canto pra mostrar
Que a minha fé
Não é pequena
Só vejo Luz na janela
Da minha quarentena…

Participaram do clipe:
Aidée Cristina – surdo
Erica Japa – rebolo
Karinah Oliveira – violão
Luana Souza – pandeiro
Marina Marques – bateria
Núbia Maciel – voz
Sandra Gamon – percussão
Thais Musachi – cavaco

Fé Não é Pequena (clipe)- Samba de Rainha:

Samba de Rainha põe boa energia no domingo (20) dos paulistanos

Por Fabian Chacur

Que tal um programa musical de primeira para quem mora em São Paulo? Pois anote na agenda: neste domingo (20) a partir das 16h no Z-Largo da Batata (avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 724- Pinheiros- fone 0xx11-2936-0934), com ingressos a R$ 15,00 (antecipado) e R$ 25,00 (na porta). Trata-se da Festa de Domingo, que terá como atrações uma roda de samba com clássicos do gênero e participação aberta à plateia presente e, logo após, uma apresentação do sensacional grupo paulistano Samba de Rainha.

Com mais de 15 anos de estrada, o grupo feminino de samba liderado pela carismática vocalista Nubia Maciel desenvolve um trabalho sólido que já rendeu três ótimos CDs, shows ao lado de grandes nomes da música como Jorge Aragão, Benito di Paula, Leci Brandão, Jair Rodrigues e Tia Surica e a música Não Me Amarra Não ter sido incluída na trilha sonora do remake da novela global O Astro. É som pra levantar o astral e sacudir a poeira, sem medo de ser feliz.

Leia outros textos de Mondo Pop sobre esse grupo maravilhoso aqui .

Não Me Amarra Não (ao vivo)- Samba de Rainha:

Samba de Rainha mostra o seu gingado irresistível em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Anda pra baixo? Triste? Puto da vida com o noticiário cotidiano, que, convenhamos, está uma verdadeira bosta? Ora, bolas, tenho um paliativo bem bacana para te sugerir, se por ventura você morar em São Paulo. Muito melhor do que uma aspirina da vida. E melhor: sem contra-indicações. Trata-se do show que o grupo Samba de Rainha fará neste sábado (31) a partir das 21h no Z-Largo da Batata (avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 724- Pinheiros- fone 0xx11-2936-0934), com ingressos a R$ 20,00 (antecipado) e R$ 30,00. É pra sair com a alma lavada e acreditar que, sim, o mundo não é tão horripilante assim.

Com 15 anos de estrada, o Samba de Rainha traz como marca ser composto só por mulheres. Com três álbuns no currículo, entre eles os excelentes Vivendo do Samba (2008) e Contrariando a Regra (2011), caracteriza-se por uma energia contagiante que, especialmente ao vivo, cativa quem estiver por perto. O repertório de seus shows mescla repertório próprio com releituras de material alheio sempre sob uma perspectiva autoral e de assinatura forte e própria.

O destaque fica por conta de Nubia Maciel, uma cantora carismática que aborda o samba com uma atitude roqueira, gerando uma mistura única e bacana até a medula. Ela também investe em uma carreira solo paralela que já nos proporcionou o ótimo álbum Uma Qualquer (2014), no qual ela abre o leque e investe em outros ritmos com a mesma categoria.

O grupo teve a música Não Me Amarra, Não incluída na trilha sonora da novela global O Astro (2011), e já dividiu o palco com gente do calibre de Jorge Aragão, Benito di Paula, Leci Brandão, Sandra de Sá, Jair Rodrigues e Tia Surica, além de participar de eventos grandiosos como a Virada Paulistana. São uma escolha perfeita da programação intitulada Budweiser Apresenta, que leva ao Z-Largo da Batata destaques da música brasileira atual.

Leia mais sobre o Samba de Rainha e Nubia Maciel aqui .

Contrariando a Regra-Samba de Rainha- álbum completo em streaming:

Samba de Rainha esbanja maturidade e criatividade em Contrariando a Regra

Por Fabian Chacur

Você já leu sobre o Samba de Rainha aqui em Mondo Pop.

Fiz resenha do excepcional show feito por elas na Virada Cultural de 2007 e também sobre seu ótimo segundo CD, Vivendo Samba, de 2008.

Ambiciosas, as “Spice Girls do Samba”, como as apelidou meu amigo Alexandre Damiano, voltam mostrando fome de bola em seu novo trabalho.

Contrariando a Regra, terceiro álbum de Aidée Cristina (surdo e vocais), Erica Japa (rebolo), Gadi Pavezi (pandeiro), Naná Spogis (violão), Núbia Maciel (vocal), Sandra Gamon (percussão geral e vocais) e Thais (cavaco e vocais) é um petardo.

A comparação com o grupo pop britânico só se faz válido em termos visuais, pois as garotas são todas lindas e estilosas, sem exceção.

No quesito música, no entanto, o SDR está milênios à frente de Victoria Beckham e sua turma. Milênios!

Como o nome já deixa claro, o samba é o principal ingrediente musical que a banda coloca na mesa.

Mas nada de se manter em uma única direção. Temos samba rock, samba funk, bossa nova, rock, pop e até dance music na mistura, resultando em um trabalho personalizado e único.

Tudo é o máximo no septeto, inclusive a atitude roqueira da vocalista Núbia Maciel, cuja voz equivale a uma mistura das de Cassia Eller e Zélia Duncan.

Adoro chamá-la, carinhosamente, de a Cassia Eller do pagode, o que considero um baita de um elogio.

As 12 faixas do terceiro CD das meninas são excelentes sem exceção.

Tem de tudo. A festa começa com o samba rasgado que dá nome ao disco, seguida pela incisiva Sem Moral, ambas assinadas pelo craque Chiquinho dos Santos, bem conhecido no meio do samba.

Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua, maior clássico do cantor e compositor Sérgio Sampaio e sucesso nos anos 70, surge em releitura inspirada.

A seguir, temos o delicioso samba dolente Samba de Ninar, composição que tem como um dos autores o mestre Djalma Pires, sambista que fez muito sucesso nos anos 70.

Assinada por Núbia, Não Me Amarra Não é um sambão de letra forte e refrão contagiante. Coisa fina!

Bem Casual, do ótimo músico Walmir Borges (arranjador de 11 das 12 faixas do CD), é uma efervescente mistura de samba e rock and roll.

Esperando Você (Gabriel Moura) e Dia de Alegria (Andrea Lafa/ Aidée Cristina) são dois sambões para colocar fogo na roda.

É Preciso Crer (Aidée Cristina/Erica Japa) equivale ao momento mais delicado do álbum, bossa nova com direito a violinos e muita sutileza.

Samba funk total, Que Mal Que Tem? (Sandra Gamon/Núbia Maciel) possui refrão matador e letra incisiva.

Pessoa Interessante (Aidée Cristina) também tem pegada roqueira, além de arranjo bem percussivo.

O álbum é encerrado com a quase disco music Paracumque (Aidée Cristina), momento mais funkeado e dance de Contrariando a Regra, um fecho brilhante para um álbum realmente sensacional.

Samba de Rainha, ou melhor, as Rainhas do Samba

Por Fabian Chacur

 

A Virada Cultural de 2007 me deu a oportunidade de conferir ao vivo um grupo do qual não tinha a menor referência. Trata-se do Samba de Rainha. Tocando em plena madrugada, em palco montado no centro de São Paulo, o octeto me cativou com um samba consistente, vibrante e de quem esbanja conhecimento de causa. Fiquei com os ouvidos coçando quando elas anunciaram que lançariam o segundo CD nos meses vindouros. E enfim, para mim, a espera se acaba. Vivendo Samba, segunda bolachinha prateada do grupo paulistano, já virou campeã de audiência aqui no meu “tocador de CDs”. Formado por Aidée Cristina (surdo e coro), Carina Iglecias (conga, caixa, repique de mão, afoxé, timbal, guiro e coro-ela saiu do grupo após a gravação do CD), Érica Japa (rebolo, ganzá, caxixi e agogô), Gadi Pavezi (pandeiro, tamborim, queixada), Nana Spogis (violão seis cordas e pandeiro), Núbia Maciel (vocal, beatbox), Sandra Gamon (tamborim, repinique, agogô e coro) e Thais Musachi (cavaco, banjo, pandeiro e timbal), o Samba de Rainha transcende o fato de ser formado apenas por mulheres, e encara qualquer grupo de samba deste país. Quando digo samba, não me refiro a pagode romântico ou outras variações diluídas que andaram dando as cartas no mercado fonográfico nos anos 90. Aqui, o que predomina é o samba rasgado, o romantismo com atitude, o batuque contagiante e extremamente bem entrosado. Vivendo Samba consegue transferir para o estúdio a impressionante energia que as meninas mostram ao vivo, e explicita o carisma da vocalista Núbia Maciel, uma espécie de Cássia Eller do samba, pela sua atitude roqueira e timbre vocal que lembra a saudosa intérprete e também Zélia Duncan, mas sem copiar nenhuma das duas. A maior parte do repertório do CD é de composições próprias, e temos também uma feliz releitura de Retalhos de Cetim, de Benito di Paula. Au Revoir, Quero Me Largar No Seu Abraço, É Pomba Mané e Desdém merecem destaque, mas Vivendo Samba é para se ouvir de ponta a ponta. Difícil ficar parado com uma trilha sonora dessas, proporcionada pelo Samba de Rainha, ou melhor, pelas rainhas do samba.

 

Confira Au Revoir ao vivo no Estúdio Show Livre:

 

http://www.youtube.com/watch?v=1x_ogRvFcGA

 

Rainhas do samba de primeira

Todo estilo musical de qualidade prescinde de modismos para se manter atual e pertinente, e o samba não seria (e não é) diferente. O chamado “pagode” saiu totalmente de cena, e agora está confinado em casas noturnas de pequeno porte, com seu romantismo barato e baticum diluído. Os fãs do verdadeiro samba, no entanto, nem passam perto desses locais. Eles preferem freqüentar as apresentações de grupos com trabalhos realmente consistentes. Um dos que mais chama a atenção é o Samba de Rainha. De cara, pelo fato de ser integrado apenas por mulheres, a saber: Núbia Maciel (vocal principal e conga), Thais Musachi (cavaco), Nana Spogis (violão), Aidée Cristina (backing vocais, ganzá e surdo), Carina Iglecias (backing vocais, reco-reco, agogô, caixa e timbal), Sandra Gamon (backing vocais, tamborim e repinique), Érica Japa (rebolo) e Gadi Pavezi (pandeiro). No entanto, esse diferencial torna-se secundário ao ouvirmos seu desempenho ao vivo.

Tive a oportunidade de conferir o Samba de Rainha em duas ocasiões, na Virada Cultural, quando, em palco montado no Largo do Arouche, encantaram a multidão presente, e no Urbano, casa noturna situada em Pinheiros, perante um público que se esbaldou de tanto dançar. Com acompanhamento percussivo poderoso, base harmônica de primeira e vocais de apoio extremamente bem cuidados, tem como destaque a vocalista Núbia Maciel, cuja postura roqueira de palco equivale a uma espécie de Cássia Eller do samba. O repertório das moças investe em maravilhas escolhidas a dedo dos repertórios de Noel Rosa, Originais do Samba, Jorge Ben Jor, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Clara Nunes, entre outros, além de músicas próprias que integram seu CD de estréia, Isso é Samba de Rainha (2004), entre elas Patuá de Gente, Reclama e Eu Digo Amém. Atualmente, o grupo prepara material para seu segundo CD. O Samba de Rainha merece muito mais do que já conseguiu, e provavelmente atingirá tal objetivo, em razão da excelência de suas performances ao vivo. 

Crikka Amorim lança novo EP com show no Rio de Janeiro

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Por Fabian Chacur

Cantora, compositora, guitarrista, arranjadora, produtora musical e diretora vocal, Crikka Amorim é o que podemos definir como uma profissional versátil e experiente. Com 30 anos de carreira, ela acaba de lançar um novo EP, Corações Plugados. A artista mostra o repertório deste novo trabalho com um show no Rio de Janeiro neste sábado (1º/10) às 19h30 no Centro de Referência da Música Carioca (rua Conde de Bonfim, nº 824- Tijuca- fone 0xx21-3238-3831), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Corações Plugados, também disponível no formato físico, traz seis faixas, entre composições autorais e releituras de obras de outros autores. A faixa-título, de Crikka e Elisa Queiróz, é um dos destaques, ao lado de Intimidade (Zélia Duncan) e Ou Bola Ou Búlica (João Bosco e Aldyr Blanc). Anteriormente, a artista conseguiu boa repercussão com o CD Pirataria- Crikka Amorim Canta Rita Lee (2007), todo em cima do repertório da eterna rainha do rock brasileiro.

No show deste sábado, Crikka terá a seu lado Fabiano Salek (percussão e bateria), Didier Fernan (baixo) e Nito Lima (guitarra). Com uma postura e acento tipicamente roqueiros, ela no entanto não deixa de lado outras influências bacanas, como samba, pop, MPB e romantismo, valendo-se de sua voz segura e repleta de personalidade.

Intimidade– Crikka Amorim:

Duo Oui Madame dá uma aula de tecnopop no CD Inflamável

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Por Fabian Chacur

A “Família Samba de Rainha” esbanja criatividade. O melhor grupo feminino de samba do Brasil (leia mais sobre elas aqui e aqui) cativa fãs pelo Brasil afora há mais de dez anos. E suas integrantes também nos proporcionam trabalhos paralelos bem bacanas e interessantes.

A vocalista Nubia Maciel lançou recentemente seu primeiro CD solo, Uma Qualquer (leia a resenha aqui). Nele, gravou quatro faixas compostas por ou em parceria com o duo paulistano Oui Madame, formado por outra integrante do Samba de Rainha, Sandra Gamon, junto com Catarina Bris.

Pois finalmente chegou a hora de Mondo Pop mergulhar de cabeça no segundo álbum do Oui Madame, o excelente Inflamável. Antes tarde do que nunca, pois o CD já saiu há quase dois anos… Mas música boa não tem prazo de validade, ainda mais em um mundo que não oferece espaços justos para trabalhos independentes de qualidade.

Na estrada desde 2010, Sandra e Catarina se dividem entre diversos instrumentos e programações, e investem basicamente em música eletrônica. As influências que podem ser sentidas em seu som são bem abrangentes e refinadas, com direito a eurodisco (Giorgio Moroder, Silver Convention), tecnopop (Yazoo, Erasure, Depeche Mode, as bandas de Vince Clarke), Kraftwerk e umas pitadas de pós-punk a la The Cure e Siouxsie And The Banshees.

E a lista não termina por aqui. Temos também o Roxy Music do período 1979/1982 (de músicas como The Main Thing e Same Old Scene). Em termos de Brasil, aponto a Rita Lee dos anos 1980 (especialmente a de músicas como Atlântida e On The Rocks) e algo dos grupos Metrô e Kid Abelha. Ufa!!! Tudo bem digerido e personalizado.

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O som do Oui Madame é bem urbano e noturno, e suas letras esbanjam uma poesia direta e bem elaborada na melhor tradição de Cazuza, por exemplo. Relacionamentos afetivos em seus vários estágios (do desejo inicial ao final triste, com tudo mais no meio) sem cair no tradicionalismo ou nas limitações exigidas pelos conservadores. Aqui, amor é na base do “qualquer maneira de amor vale a pena”, como dizia a clássica Paula e Bebeto, hit do Milton Nascimento.

Do começo, com a hipnótica Cápsula do Amor, à abrasiva Etílica, que fecha o CD, temos um total de 16 faixas diversificadas, com vocais que dizem coisas ardidas de forma doce em potente esquema bittersweet. Alice, com ótima melodia e clima tecnopop dos anos 1980, tocaria nas rádios dia e noite, se dependesse de mim. Pop inteligente e acessível.

Faça de Mim O Que Eu Quero vai em uma vibração eletrorock simplesmente sensacional, para sacudir a cabeça durante a audição. Bem No Seu Jeans é agitada e bem dançante, clima que também prevalece em Pular de Um Carro Em Movimento, cuja letra fala sobre o tédio das rotinas tradicionais e de como fazer para deixa-las para trás.

O coprodutor do álbum, Rod Trevis, incumbiu-se de cirúrgicos solos de guitarra, que proporcionam um tempero roqueiro mais do que bem vindo em momentos estratégicos de diversas faixas. Aliás, louve-se a qualidade da produção e também da masterização, feita no estúdio Sterling Sound, de Nova York, por Greg Calibi.

Inflamável é a prova concreta de que dá para se fazer tecnopop com letras em português sem perder nada para a produção internacional. Com direito a capricho e diversidade nos timbres instrumentais, o álbum é um banho de criatividade pop. A trilha sonora para a sua balada eletrônica. Atualmente, elas preparam um novo trabalho. Só pode vir coisa boa daí!

Bem No Seu Jeans– Oui Madame:

Capsula do Amor – Oui Madame:

Quem nos deixou na música em 2012

Por Fabian Chacur

Lá pelos idos de junho deste ano, comentei com um colega jornalista sobre o impressionante número de nomes importantes do meio musical que nos deixaram até ali, em 2012. Ele me deu a burocrática e entediante resposta “todo ano morre gente”. Infelizmente, não como neste triste 2012.

Ao fazer um balanço das perdas que tivemos durante esses 12 meses, chego à conclusão de que poucos anos tiveram ou terão uma lista tão extensa de perdas significativas nos quesitos cantores, cantoras, músicos, compositores e demais envolvidos com o maravilhoso mundo da música, que tanta energia positiva nos oferece.

Como forma de apresentar provas dessa minha avaliação, relacionei os links de matérias publicadas por Mondo Pop durante 2012 noticiando essas perdas. Vocês verão, são mais de 30 nomes. E faltam outros que, por vacilada minha ou coisa do gênero, acabaram sem registros aqui. Mea culpa, mea maxima culpa. As homenagens são para eles, também.

Coloquei também links com notas sobre os fechamentos da casa de shows Citibank Hall (o antigo Palace) e o Jornal da Tarde pelo fato de ambos terem importante ligação com a música, um por ter abrigado inúmeros shows históricos e o outro por ser um órgão de imprensa que sempre deu grandes e importantes espaços à cultura.

Não escolhi por acaso ilustrar esse post com a foto da cantora Donna Summer, uma dessas lamentáveis perdas (ocorrida no dia 17 de maio). Se estivesse viva, a eterna Rainha da Disco Music completaria 64 anos nesta segunda-feira (31/12).

Eles nos deixaram, mas suas obras permanecem por aí, para aplacar nossa saudade e também para serem descobertas pelas novas gerações. Todos inesquecíveis! Que em 2013 a gente possa falar mais de vida do que de morte por aqui. E desejo a todos um Ano Novo maravilhoso, com direito a muita saúde, paz, alegria, realizações e muita música de qualidade!

http://www.mondopop.net/2012/01/morre-etta-james-genial-cantora-de-soul-music/

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Unforgettable, com Nat King Cole e Natalie Cole:

E esse tal de 2011, heim? Se mandou de cena!

Por Fabian Chacur

Desde as mortes de meus pais e de meu irmão, ocorridas em um prazo de menos de três anos nos já distantes anos 90, passei a não lidar muito bem com essas épocas de Natal e Ano Novo. É um período de muitas recordações e, especialmente, de saudade, muita saudade.

E é exatamente nessa época que a gente costuma fazer as tradicionais retrospectivas do ano que passou. No caso específico, o do glorioso 2011.

Foram 12 meses durante os quais perdemos vários artistas importantes. Uma delas, Amy Winehouse, com apenas 27 anos e muito ainda a nos oferecer. Não era para ser. Uma pena.

Muitos shows, festivais, artistas que já vieram zilhões de vezes ao Brasil e que voltaram e que provavelmente voltarão em 2012. Mas, entre eles, tivemos a honra de, pela primeira vez, desfrutar ao vivo e a cores do energético swamp rock de John Fogerty. Valeu o ano!

Adele se firmou como grande nome desse início de década graças a seu segundo álbum, 21, enquanto este que voz tecla chorou lágrimas sentidas com o fim de uma de suas bandas do coração, o R.E.M., que tive a chance de ver ao vivo (que show!) em 2008.

De resto, o mercado fonográfico sobreviveu mais um ano, as alternativas para se ouvir música se multiplicam e muita gente nova de talento surge por aí, entre os quais minhas apostas Aline Calixto, Flávio Renegado, Samba de Rainha etc. A música não pode parar, nunca!

Aproveito para desejar a todos os que acompanham Mondo Pop um 2012 repleto de saúde, paz, alegria, realizações e aquela trilha sonora de qualidade que nos impulsiona a seguir adiante.

Veja o clipe de Tears Dry On Their Own, de Amy Winehouse:

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