Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

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Two Door Cinema Club divulga single com um clipe divertido

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Por Fabian Chacur

A banda britânica Two Door Cinema Club, que está há mais de uma década na estrada e já tocou em duas edições do Lollapalooza Brasil (saiba mais sobre eles aqui), está com single novo nas plataformas digitais. Trata-se de Lucky, delicioso synth pop a la anos 1980 cujo clipe de divulgação é dos mais divertidos e irônicos.

A canção é uma prévia de Keep On Smiling, álbum que será disponibilizado nas plataformas digitais no dia 2 de setembro e sairá em formatos físicos no exterior em 4 de novembro. Sobre o significado do single, o talentoso trio enviou o seguinte comentário à imprensa:

Lucky é uma reflexão sobre a rapidez com que as coisas mudam. Lamentando a perda de pontos e momentos na cultura. Vivemos em uma sociedade tão descartável, basta pensar e refletir sobre o porquê das coisas estarem lá em primeiro lugar”.

Lucky (clipe)- Two Door Cinema Club:

Jimmy Cliff divulga um single e lançará álbum Refugees dia 12

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Por Fabian Chacur

Jimmy Cliff completou 78 anos de idade neste sábado (30/8), mas quem ganhou o presente fomos nós. O seminal cantor e compositor jamaicano nos disponibilizou Refugees, faixa-título do álbum que irá lançar no próximo dia 12. A canção conta com a participação especial de Wyclef Jean, conhecido por ter integrado o grupo Fugees, que fez grande sucesso nos anos 1990 e revelou a cantora Lauryn Hill. Trata-se de uma mistura de reggae, r&b e música eletrônica, e ficou bem interessante.

O álbum será o primeiro de inéditas deste grande pioneiro do reggae desde 2012, quando nos ofereceu Rebirth. Além de Wyclef Jean, o trabalho conta com as participações do cantor e compositor jamaicano/americano Tarrus Riley e da cantora Lilty Cliff, que é filha do Jimmy.

O lançamento do novo trabalho coincide com o aniversário de 50 anos do filme The Harder They Come (1972), estrelado por Jimmy Cliff e que traz em sua trilha sonora clássicos do porte da faixa-título e também You Can Get It If You Really Want e Many Rivers To Cross. Esse trabalho ajudou a divulgar o reggae pelos quatro cantos do mundo.

Refugees– Jimmy Cliff & Wyclef Jean:

Alex G divulga single e vai lançar álbum em setembro

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Por Fabian Chacur

Alexandre Giannascoli, mais conhecido no mundo da música pelo nome artístico Alex G, é um daqueles caras cujo trabalho merece ser acompanhado com atenção. O cantor, compositor e músico norte-americano de 29 anos vem construindo uma bela reputação na cena indie, com sua mescla de folk, rock, pós-punk e experimentalismo. Ele acaba de divulgar a ótima Cross The Sea, canção envolvente que fará parte do álbum God Save The Animals, que será lançado em 23 de setembro em CD,vinil, fita-cassete e nas plataformas digitais.

Com 13 faixas, God Save The Animals já teve outras duas ótimas faixas disponibilizadas nas plataformas digitais e com clipes também. São elas a deliciosamente pop-folk Runner (veja o clipe aqui) e a ardida e mais experimental Blessing (veja o clipe aqui). Trata-se do 9º álbum do artista.

Cross The Sea (clipe)- Alex G:

Viper lança clipe e fará um show no Rio de Janeiro após 7 anos

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Por Fabian Chacur

O Viper continua a mil por hora. Eles acabam de disponibilizar uma segunda amostra de Timeless, seu primeiro álbum de inéditas desde All My Life (2007) e que será lançado em breve. A faixa, Freedom Of Speech, esbanja energia e elaboração, e conta com um clipe dirigido pelo cineasta Caio Cobra (diretor de Intervenção e Virando a Mesa).

Não satisfeitos, eles voltarão a se apresentar ao vivo no Rio de Janeiro após sete longos anos. O show será realizado neste sábado (30) a partir das 21h no Rock Experience (rua Riachuelo, nº 20- Lapa), com ingressos custando R$ 80,00 (meia) e R$ 160,00 (meia).

A escalação da banda trará os fundadores Felipe Machado (guitarra) e Pit Passarel (baixo) e também Kiko Shred (guitarra) e Leandro Caçoilo (vocal), sendo que neste show as baquetas estarão a cargo de Marcelo Campos, conhecido por seu trabalho com a banda Salário Mínimo, entre outras.

Além de dar uma prévia de músicas do novo álbum, como Under The Sun e a já citada Freedom Of Speech, o quinteto paulistano também investirá em clássicos dos seus 37 anos de carreira, entre os quais Rebel Maniac, Living For The Night e Evolution. Timeless contou com a produção de Marcelo Cersosimo, que já trabalhou com Paul McCartney e Avril Lavigne.

Freedom of Speech (clipe)- Viper:

Renato Teixeira e Fagner nos oferecem o singelo Naturezas

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Por Fabian Chacur

Renato Teixeira e Raimundo Fagner são da geração de músicos brasileiros que invadiram as paradas de sucesso na década de 1970 com trabalhos consistentes e sempre preocupados com a qualidade de letras e melodias. Amigos há muito tempo, estreitaram sua relação nos últimos anos, valendo-se dos recursos tecnológicos para, mesmo de longe, escreverem várias canções em parceria. Tinha tudo para dar em um disco em dupla, e deu mesmo, Naturezas, que a gravadora Kuarup disponibiliza nas plataformas digitais e em uma belíssima edição em CD.

O álbum conta com 10 faixas, sendo oito delas parcerias inéditas dos dois feitas especialmente para o projeto. Um hit marcante de cada um completa o repertório. Tocando em Frente, inspirada composição de Teixeira e Almir Sater, traz também a participação deste último na releitura, que ficou muito bonita. Da seara de Fagner, temos Mucuripe, clássico escrito com o saudoso Belchior. As duas abrem o disco, como que abrindo o caminho para as novidades. Uma ideia bem interessante.

O trabalho foi gravado em São Paulo no estúdio da gravadora Kuarup, que curiosamente fica em um imóvel no qual Renato Teixeira morou, na década de 1970, e onde compôs sua canção mais conhecida, Romaria. Entre os músicos que participaram das gravações, vale destacar o grande Natan Marques, guitarrista e violonista que atuou com Elis Regina e Simone.

O clima básico de Naturezas é bem singelo e tranquilo, enveredando por caminhos sempre presentes nas obras de Renato Teixeira e Raimundo Fagner, com ênfase no lado folk-rural. As vozes dos dois se encaixaram muito bem, com cada um fazendo seus solos de forma bem competente. A tendência de interpretações mais contidas do artista cearense dos últimos tempos se mantém por aqui.

Além de Tocando em Frente, Almir Sater também está presente em Para o Nosso Amor Amém, um dos pontos altos do disco, ao lado de Arte e Poesia, Eu Comigo Mesmo e Rastros da Paixão. Eu Só Quero Ser Feliz tem um terceiro parceiro, o grande Antonio Adolfo, autor da melodia original que acabou recebendo letra de Fagner e Teixeira.

A bela capa de Naturezas foi o último trabalho com finalidade discográfica do saudoso e icônico Elifas Andreato, que nos deixou em março deste ano. O álbum certamente irá agradar e muito os fãs mais fiéis, apostando em simplicidade, lirismo e sutilezas nos arranjos. Uma reunião prazerosa de dois grandes amigos que rendeu belos frutos.

Para o Nosso Amor Amém– Renato Teixeira, Fagner e Almir Sater:

Tony Babalu inicia uma série de shows gratuitos em São Paulo

Tony Babalu 400x- Foto Leandro Almeida

Por Fabian Chacur

Tony Babalu (leia mais sobre ele aqui) é figura cativa em Mondo Pop. Nada mais justo. Trata-se de um dos grandes nomes da guitarra brasileira e um mestre do rock instrumental. Ele inicia neste sábado (30) uma série de três shows gratuitos em São Paulo para divulgar seu mais recente lançamento, o lindo EP No Quarto de Som… .

Como esse excelente trabalho, que contém cinco faixas e está disponível nas principais plataformas digitais, saiu há um ano em meio à pandemia, é só agora que o músico tem a oportunidade de mostrá-lo presencialmente. E podem ter certeza de que valerá a espera, pois essa mistura de rock, jazz, latinidade e o que mais viver é sempre uma boa pedida para quem curte música de alta qualidade e boa de se ouvir.

Para acompanhá-lo, Babalu terá três músicos experientes e capazes de seguir a sua orientação segura e livre. São eles Adriano Augusto (teclados), Leandro Gusman (baixo) e Claudio Tchernev (bateria). No repertório, faixas do EP e também algumas de seus excelentes trabalhos mais recentes, Live Sessions at Mosh (2014) e Live Sessions II (2017).

SERVIÇO DOS SHOWS

30/7 (sábado) às 20h

Centro Cultural Penha (ao ar livre, palco em frente ao local) – projeto Rock in Penha

Endereço: Largo do Rosário 20 – Penha – São Paulo/SP

Entrada: gratuita (não é necessário retirada de ingressos)

Classificação: livre

Duração: 60min

Informações: 2095-6480

12/8 (sexta) às 19h

Centro Cultural Olido (Sala Olido)

Endereço: Av. São João 473 – Centro – São Paulo/SP

Entrada: gratuita (não é necessário retirada de ingressos)

Classificação: livre

Duração: 80min

26/8 (sexta) às 21h

Teatro Alfredo Mesquita

Endereço: Av. Santos Dumont 1770 – Santana – São Paulo/SP

Entrada: gratuita (retirada de ingressos 1h antes)

Classificação: livre

Duração: 80min

Informações: (11)2221-3657

Recomeço– Tony Babalu:

Blitz com Terror da Vizinhança, single escrito com João Suplicy

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Por Fabian Chacur

Tem gravação nova da Blitz nas plataformas digitais. Trata-se de Terror da Vizinhança, primeira parceria de Evandro Mesquita com o cantor, compositor e músico João Suplicy, conhecido por uma sólida carreira solo e também pelo trabalho ao lado do irmão Supla no duo Brothers Of Brazil. A música foi apresentada primeiro em versão acústica com os dois autores (veja aqui), e agora surge na leitura Blitz.

Trata-se de um rock endiabrado, com muita proximidade com o rockabilly e o rhythm and blues dos anos 1950, com direito a uma bela gaita e a um arranjo matador de metais. Evandro explica como surgiu esse possível novo hit da banda que ganhou fama nacional em 1982 com Você Não Soube Me Amar:

“Durante a pandemia, mandei a letra para o João Suplicy e ele fez a música. É uma canção que faz um resgate de memórias afetivas da infância e adolescência, com uma pegada bem rock´n´roll”.

Terror da Vizinhança– Blitz:

Panic! At The Disco divulga um single e lança álbum em agosto

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Por Fabian Chacur

Tem álbum novo do Panic! At The Disco a caminho. Viva Las Vengeance, 7º trabalho da banda americana, sairá no dia 19 de agosto pelo selo Fueled by Ramen/DCD2 Records, distribuído no Brasil pela Warner, que promete lançar o disco em formato CD por aqui, além de disponibilizá-los nas plataformas digitais. Para criar expectativas em torno do mesmo, acaba de ser divulgado o clipe para Middle Of a Breakup, um power pop poderoso com ecos de Elvis Costello e Joe Jackson.

Anteriormente, já havia sido divulgada a faixa-título do álbum (veja o clipe aqui), também nessa vibração power pop, mas sem soar como uma mera variação da outra agora divulgada. Em ambas, o vocalista e líder do grupo, Brendon Urie, esbanja carisma e muita energia.

Se vier nessa mesma vibração e qualidade, o trabalho tem tudo para manter a banda oriunda de Las Vegas no primeiro escalão do pop rock da atualidade. Será o sucessor de Pray For The Wicked (2018), que chegou ao topo da parada da Billboard e vendeu muito bem.

Surgida em 2004, a Panic! At The Disco traz como marca uma sonoridade pra cima, dançante e com álbuns e singles sempre capazes de atingir os primeiros postos das paradas de sucesso, especialmente as de seu país de origem. Seus hits são bem bacanas, como High Hopes (ouça aqui) e Dancing’s Not a Crime (veja o clipe aqui).

Middle of a Breakup (clipe)- Panic! At The Disco:

Victoria Dafner lança clipe para divulgar seu single Minha Cara

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Por Fabian Chacur

Pop dançante, com atitude e consistente. Eis uma receita que parece fácil, mas que de fácil não tem rigorosamente nada. A jovem cantora e compositora paulistana Victoria Dafner surge de forma promissora nessa área com o single Minha Cara. Trata-se de uma canção de batida dance gostosa, melodia bem concatenada e letra descontraída, mas sem cair no banal. A faixa está sendo disponibilizada nas principais plataformas digitais nesta sexta (21), e já tem um clipe estiloso para divulgá-la.

Assinada pela própria Victoria, Minha Cara foi gravada no Studio Garage (SP) e conta com a produção de Renato Galozzi, que também se incumbiu das programações e guitarra. Com cenas registradas em São Paulo, o clipe se inspira no clima da icônica série televisiva Sex And The City, e conta com direção da própria artista em parceria com Mariana Campos.

Com apenas um ano de carreira, Victoria Dafner aponta como suas influências básicas artistas como Madonna, Cher, Marina Lima, Pitty, Angela Ro Ro e Rita Lee, investindo em uma sonoridade que traz elementos de pop, rock e MPB. “Meu objetivo como artista é fazer música voltada para a pista e diversão, porém pulsa forte em mim uma veia rock ‘n’ roll, aquele lance de atitude mesmo”, explica a cantora.

Minha Cara (videoclipe)- Victoria Dafner:

Maricenne Costa é o tema de uma bela e essencial biografia

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Por Fabian Chacur

Na música Wild Life (Ritchie-Tom Zé), que gravou no seu seminal álbum Correntes Alternadas (1992), Maricenne Costa canta os versos “Não pago ingresso novo pro filme que eu já vi”. Uma belíssima definição para a atitude dessa brilhante cantora, compositora e atriz em sua vida e carreira. Essa trajetória é o tema de Maricenne Costa- A Cantora de Voz Colorida, de Elisabeth Sene-Costa e Laís Vitale de Castro, livro que será lançado em São Paulo nesta sexta (22) das 19 às 21h na Livraria da Vila- Shopping Pátio Higienópolis (avenida Higienópolis, nº 618/2009- Piso Pacaembu- fone (11) 3660-0230).

A ideia de realizar esta obra surgiu do desejo que Elisabeth tinha de homenagear a sua irmã, a quem admira profundamente. Com a parceria da jornalista Laís Vitale de Castro, impecável projeto gráfico a cargo de Wildi Celia Melhem (Celinha) e assessoria musical de Moisés Santana e Beto Previero, ela soube mergulhar nos momentos essenciais de uma carreira repleta de fatos importantes e realizações, e nos oferecer um resumo simplesmente impressionante, pelo rico material que contém.

Um dos pontos altos do livro fica por conta do vasto material que o ilustra, em termos de fotos e reprodução de matérias e documentos. Pois os fatos em torno de Maricenne são tão incríveis que algumas pessoas poderiam acreditar que seriam inventados, ou mesmo dignos de dúvidas. No entanto, a realidade é frequentemente muito mais impressionante do que a ficção.

E a vida da garota nascida na cidade de Cruzeiro (SP) é repleta de acontecimentos realmente impressionantes. Em 1958, por exemplo, ela, aos 22 anos de idade, venceu a 1ª edição do concurso A Voz de Ouro ABC, superando em torno de 3 mil concorrentes de todo o país. Foi uma espécie de precursor das atuais competições televisivas do tipo American Idol/Ídolos, e levou o nome de Maricenne para os quatro cantos do Brasil.

Outras cantoras teriam seguido caminhos mais tradicionais ou centrados nos interesses comerciais. Não Maricenne. Ela, a partir deste sucesso inicial, mostrou que não ficaria pagando ingresso novo pro filme que já havia visto, sempre em busca de novidades consistentes. Como ter sido, por exemplo, integrante do grupo de artistas que ajudou a criar e consolidar a bossa nova em São Paulo, como Cesar Camargo Mariano, Alaíde Costa e Théo de Barros.

É importante que esse livro seja lido. Vou ser mais geral na apresentação dessas vitórias da trajetória dessa personagem incrível. Entre outras coisas, foi a 1ª (em 1964!) a gravar uma música do então estudante Chico Buarque (Marcha Para Um Dia de Sol). Participou com destaque de alguns dos mais importantes festivais de música. Fez shows em Portugal e nos EUA, cantando, neste último, no badaladíssimo clube PJ’s, de Frank Sinatra.

Teve idas e vindas pelo caminho. Buscou a ampliação de seus conhecimentos, fazendo faculdade de serviço social e estudando arte dramática. Como atriz, participou de diversos projetos vanguardistas nos anos 1970. Quando voltou à música, recusou rever as glórias do passado, abrindo-se a criar shows inovadores e a revelar novos autores, sendo ela mesma uma compositora das mais elogiáveis.

Gravou pouco, é verdade, mas quem conhece essa obra vai concordar comigo: tudo o que gravou é essencial para quem gosta de música brasileira de qualidade. Teria sido fácil cantar bossa nova pra sempre em shows saudosistas, mas não se prestou a esse papel, gravando álbuns impressionantes pela sua diversidade e personalidade como Correntes Alternadas (1992) e Movimento Circular (2005), representantes de um pop nacional vibrante, ousado e absurdamente consistente.

Sempre trabalhadora e estudiosa, desenvolveu diversos projetos de shows e discos extremamente relevantes, entre os quais Como Tem Passado!!! (1999), no qual resgatou os primórdios da música gravada no Brasil com o apoio do historiador e jornalista José Ramos Tinhorão, e Bossa.SP (2010), no qual resgatou o lado bossa nova da São Paulo da Garoa.

Não, Maricenne não lotou estádios, não cantou no Rock in Rio, não participou de programas no horário nobre global, nem mesmo vendeu milhões de discos. No entanto, a consistência, a ousadia e a importância de seu trabalho musical deveriam tornar obrigatórias as visitas a essa obra por quem realmente quer conhecer o que temos de melhor por aqui. Servir como parâmetro, mesmo, para as novas gerações.

Ou quantos artistas podem se gabar de ter como admiradores João Gilberto (que apelidou a sua voz de colorida), Inocentes (que gravaram com ela em mais de uma ocasião), Judy Garland, Tony Bennett e Milton Nascimento, só para citar alguns? Maricenne reuniu em um mesmo álbum punk rock, blues, vaudeville, jazz, bossa nova, ska e valsa sem soar confusa ou sem rumo. Ela sempre soube dar consistência a essas misturas.

Se extremamente consistente em termos profissionais, ela nunca deu a si própria o devido valor, e chegou a contestar o esforço da irmã, dizendo que a sua carreira não merecia este livro. Meu Deus, quanta humildade! A carreira de Maricenne Costa não só merece este livro maravilhoso (e que venham outros!), como também um documentário, shows celebrando sua obra, mostras sobre essa trajetória, o relançamento de seus álbuns e singles etc.

Ela está aqui, entre nós. Que todos os fãs da música brasileira de qualidade possam dar a ela, nesse estágio de sua vida, o carinho, o acolhimento e, acima de tudo, o reconhecimento que ela merece. Maricenne Costa- A Cantora de Voz Colorida é leitura obrigatória e por demais prazerosa, especialmente se feita tendo como trilha sonora os discos desta ilustre cria de Cruzeiro e paulistana honorária.

MARICENNE COSTA- A CANTORA DA VOZ COLORIDA
DE Elisabeth Sene-Costa e Laís Vitale de Castro
Editora: Álbum de Família- contato: [email protected]
Preço: R$ 40,00 (edição preto e branco) e R$ 60,00 (edição colorida)
O lançamento em Cruzeiro (SP) será realizado no dia 6 de agosto (sábado) das 19 às 22h no Teatro Municipal Capitólio (rua Engenheiro Antonio Penido, nº 636- Centro- fone (12)-3144-1362

Wild Life (Tom Zé e Ritchie)- Maricenne Costa:

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