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Tuia Lencioni grava música e um clipe com Guarabira; veja

tuia-400xPor Fabian Chacur

Duas gerações da música folk brasileira se uniram em novo videoclipe. De um lado, Gutemberg Guarabira, um dos pioneiros do gênero no Brasil e integrante do duo Sá & Guarabira e do seminal trio Sá, Rodrix & Guarabira. Do outro, Tuia Lencioni, que desde os anos 90 ajuda a ampliar os horizontes do folk brasileiro. O resultado não podia ter sido melhor.

Apresentados pela produtora Thelma Lucas, Guarabira e Tuia se entenderam rapidamente, e a possibilidade de um trabalho conjunto não demorou a surgir. A música escolhida foi Flor, de Tuia e uma das faixas de seu mais recente CD solo, Jardim Invisível (leia entrevista com o cantor e compositor falando sobre a carreira e esse álbum aqui).

Filmado por Fernando Bozo e editado por Lisia Campos, o clipe é despojado e flagra os dois cantores durante as gravações em estúdio dessa nova versão de Flor, com clima de pura amizade e colaboração. A nova gravação será trabalhada nas rádios dedicadas à MPB, e existem boas chances de novos encontros entre Tuia e Guarabira para shows.

Veja o clipe de Flor, com Tuia Lencioni e Guarabira:

Veja o novo clipe de Tuia, Vida Que Vai

Por Fabian Chacur

O cantor e compositor Tuia Lencioni acaba de lançar um novo clipe para divulgar a música Vida Que Vai. A canção é faixa de seu mais recente álbum solo, Jardim Invisível, lançado pela via independente, e o vídeo conta com direção e edição de Lisia Campos. Ele está divulgando o álbum com shows pelo Brasil, e já esteve em São Paulo (leia aqui).

O vídeo mescla cenas registradas nas montanhas da Serra da Mantiqueira com momentos do artista em apresentações ao vivo, com direito a momentos românticos e bucólicos incluindo um cachorro e closes nos pés de uma garota. Boa forma de traduzir em imagens uma canção folk de melodia delicada e ritmo gostoso, destaque do mais recente trabalho do seu autor.

A carreira de Tuia Lencioni teve início há mais de 20 anos, e conta com passagens por algumas bandas, entre elas a Dotô Jeka, que lançou um elogiado álbum em 1996. Como artista solo, ele vai se firmando graças a uma mistura de folk, rock e música rural brasileira bastante melódica, original e com vocação pop. Ele já foi entrevistado por Mondo Pop (leia aqui).

Veja o clipe de Vida Que Vai, com Tuia Lencioni:

Tuia lança novo CD no Ao Vivo Music (SP)

Por Fabian Chacur

Se você curte belas canções de cunho acústico com influências de folk, pop, rock, country, Clube da Esquina, Sá, Rodrix & Guarabira e outras influências bacanas, pode ouvir sem susto Jardim Invisível, novo CD solo do Tuia. Ele vai mostrar músicas desse novo trabalho em show que rola nesta terça (24) em São Paulo no Ao Vivo Music (rua Inhambu, 229-Moema), com couvert artístico a R$ 20. Mais informações em www.aovivomusic.com.br .

Tuia é cantor, compositor e músicos dos bons, nascido no interior de São Paulo. Ele integrou durante uma década a banda Dotô Jeka, que lançou em 1996 um elogiado álbum, Tia Marieta, pela Virgin Records. O grupo misturava rock com a música rural brasileira, e fez uma bela regravação de Romaria, de Renato Teixeira, com a participação do próprio.

No show do Ao Vivo, Tuia contará com as participações especiais de Bezão, do grupo Rossa Nova, e de Ricardo Vignini, conhecido por suas atuações nos grupos Moda de Viola e Matuto Moderno. Mondo Pop fez entrevista recente com o Tuia, que você pode ler aqui. Atualmente, ele está radicado em São José dos Campos (SP), de onde administra sua carreira. Olho nesse cidadão! E o CD provavelmente estará a venda por lá.

Veja o clipe de O Céu, com Tuia:

Tuia aposta em delicadeza em Jardim Invisível

Por Fabian Chacur

Dez canções melódicas, delicadas, com fortes influências de folk, MPB, pop e rock, ênfase em instrumentos acústicos e interpretadas de forma apaixonada. Eis um pequeno resumo possível do conteúdo de Jardim Invisível, novo CD solo de Tuia Lencioni, cantor, compositor e músico paulista. Aquele tipo de trabalho que consegue ser ao mesmo tempo acessível ao ouvido médio e sofisticado. Bela façanha não muito fácil de se concretizar.

Tuia se tornou conhecido como integrante do Dotô Jeka, banda que lançou em 1996 o álbum Tia Marieta pela Virgin Records e teve como marca uma mistura de rock com elementos de música rural. O artista avalia a experiência com o grupo, que durou dez anos, como positiva, além de um aprendizado que lhe permitiu investir na carreira solo de forma consistente.

“A banda era temática, não dava para sair disso, criamos um monstrinho, a mistura do rock com a música regional, e eu me sentia limitado musicalmente. Aprendi muito com o Dotô Jeka em todos os sentidos, até produção, divulgação etc. Artista solo às vezes tem dificuldade de se encaixar em algum gênero, é o meu caso, mas é o melhor caminho para mim”.

Em 2010, Tuia lançou o DVD/CD Ao Vivo, com boa repercussão. Agora, chega a vez de um trabalho de estúdio, Jardim Invisível, com oito inéditas e duas releituras de músicas incluídas antes no ao vivo, Atalhos e O Céu. “Achei que seria legal regravar essas músicas num clima mais anos 70, com influências do Clube da Esquina, mas com a cara de hoje”.

Hoje morando em São José dos Campos (SP), após dez anos de Rio de Janeiro, Tuia explica que seu novo CD reflete bastante o clima bucólico e prazeroso daquela região, próxima do sul de Minas Gerais e com cidades como São Luiz do Paraitinga (SP) e São Bento do Sapucaí (SP) nas proximidades. “É um disco quase conceitual, inspirado por esse ambiente de flores, de céu, de sentir-se bem. As letras falam muito de amor, de forma poética e melódica”.

Investindo em uma carreira distante de clichês e padrões estereotipados, Tuia explica a dificuldade de se superar algumas barreiras existentes no meio musical brasileiro atual.

“Hoje, é o popularesco de um lado e o cult demais do outro. Meu som é pop, mas é elaborado também. Estou fazendo um trabalho de divulgação em Minas Gerais e no Nordeste bem legal, onde existem espaços. Estou comendo pelas beiradas por lá, chego a competir com Ana Carolina, Marisa Monte, em termos de execução. É um trabalho de resistência, contra essa coisa de estética contra conteúdo”.

Jardim Invisível pode ser adquirido nos shows de Tuia e também através de seu site (www.tuiamusica.com.br ) ou em versão digital no iTunes.

Veja o clipe de O Céu, com Tuia:

Moda de Rock lança um single em parceria com Zeca Baleiro

moda de rock 400x

Por Fabian Chacur

Ricardo Vignini é aquele tipo de músico que, além de muito talentoso e versátil, não para quieto, como se dizia nos antigamentes da vida (saiba mais sobre ele e seus vários projetos aqui). Um de seus trabalhos que volta à tona agora é o Moda de Rock, duo de violeiros que ele mantém com o não menos qualificado Zé Helder. Eles anunciam para junho um novo álbum, Moda de Rock Brasil, e o 1º single acaba de ser divulgado nas principais plataformas digitais.

Moda de Rock Brasil, que será lançado pelo selo Folguedo e distribuído pela Tratore, trará exclusivamente composições de autores brasileiros. A escolhida para iniciar a divulgação, já com videoclipe e tudo, é Heavy Metal do Senhor, que conta nos vocais com a participação especial de seu próprio autor, o grande Zeca Baleiro. O resultado não poderia ter ficado melhor.

O novo álbum do duo Vignini/Helder trará outras participações especiais bem bacanas, as de Edgard Scandurra (do Ira!), André Abujamra (de Os Mulheres Negras e Karnak) e Zé Geraldo (que participou com Vignini, Tuia, Guarabyra e Tavito no belo projeto/álbum Nós do Rock Rural).

Heavy Metal do Senhor (clipe)- Moda de Rock e Zeca Baleiro:

Ricardo Vignini celebra 30 anos de carreira com show em Sampa

ricardo vignini 400x

Por Fabian Chacur

Ricardo Vignini é aquele tipo de músico que não acredita em fronteiras musicais. Em suas três décadas de carreira, o violeiro conduz o seu instrumento rumo a deliciosas e instigantes viagens misturando música rural, rock, folk, blues, música latina, MPB e o que mais pintar, sempre tirando sonoridades quentes, inovadoras e cativantes de suas violas incrementadas. Após quase dois anos, ele volta aos palcos neste domingo (21) às 18h em São Paulo no Sesc 24 de Maio- Teatro (1º subsolo) (rua 24 de maio, nº 109- Centro- fone (11) 3350-6300, com ingressos de R$ 20,00 a R$ 40,00.

Neste show, Vignini mostrará faixas extraídas de seus três masis recentes álbuns, Reviola, Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo e Cubo. Ele terá a seu lado Renan Dias (baixo) e Ricardo Berti (bateria), com participações especiais de Socorro Lira, Adriana Farias e Tuia.

Além de investir em uma carreira-solo das mais consistentes, Ricardo Vignini também integra dois projetos bem bacanas, o Matuto Moderno e o Moda de Rock, que o ajudam a expandir ainda mais seus horizontes musicais e com os quais também gravou álbuns bem legais. Ele fez inúmeros shows no Brasil e exterior, e trabalhou em seus mais recentes álbuns com artistas do porte de Lenine, Zé Geraldo, Guarabyra e Marcos Suzano.

Beijando o Céu (clipe)- Ricardo Vignini:

Ricardo Vignini faz lives e uma campanha para lançar álbum

ricardo vignini 400x

Por Fabian Chacur

No dia 20 de março de 2020, Ricardo Vignini faria um show no Sesc 24 de Maio, em São Paulo, para lançar o seu álbum Reviola. No entanto, a inesperada pandemia do novo coronavírus chegou e bagunçou a vida de todos, especialmente aqueles da área cultural. Sem desanimar, o violeiro, compositor e produtor cultural buscou alternativas. Ele realiza nos dias 3 (sábado) e 4 (domingo), sempre às 18h, duas lives (o link está aqui), com participações especiais dos amigos Zé Geraldo e Tuia. E vem mais por aí.

Sem cruzar os braços nesses meses tão controversos e repletos de incertezas, Vignini gravou mais dois álbuns, Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo e Cubo, e agora está em plena campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) para viabilizar o lançamento desses três trabalhos em um CD triplo cujo título coletivo é 30 Anos, remetendo à celebração das três décadas de carreira do artista. Os discos contam com participações de Lenine, Guarabyra, Zé Geraldo e outros artista do mesmo alto gabarito.

Inquieto, criativo e versátil, o artista paulistano investe em uma frutífera carreira solo e também integra os grupos Matuto Moderno e Moda de Rock, nos quais mostra como expandir de forma exponencial os limites da viola caipira, sem no entanto abandona a essência desse instrumento musical tão presente em nossa música popular. O projeto de crowdfunding também envolve o lançamento físico de seu livro Ricardo Vignini-Viola Caipira-Partituras-Tablaturas. Saiba mais sobre os CDs e o livro aqui.

Minuano (ao vivo)- Ricardo Vignini:

Nós do Rock Rural é a celebração a uma musicalidade belíssima

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Por Fabian Chacur

No início dos anos 1970, surgiu no Brasil uma nova sonoridade, misturando de forma sensível e criativa folk, country, rock, música caipira-rural e MPB, que passou a ser definida como rock rural. Dessa seara sonora, saíram nomes que se eternizaram na história da nossa música, e cujas obras prosseguem sendo apreciadas e inspirando novos talentos. É exatamente uma reunião de seminais representantes desse estilo que é flagrada no CD Encontro de Gerações, apropriadamente creditado a um grupo singelamente intitulado Nós do Rock Rural. Um lançamento da gravadora Kuarup que merece a denominação histórico, sem exagero.

Afinal, marcam presença neste álbum, gravado ao vivo no Sesc Vila Mariana (SP) em fevereiro de 2018, representantes seminais do rock rural. Guarabyra, do trio pioneiro Sá, Rodrix & Guarabyra e há 50 anos na estrada; Tavito, que após integrar o mítico grupo Som Imaginário investiu em carreira-solo nessa praia; e os excelentes discípulos Tuia Lencioni, ex-integrante do grupo Dotô Jeka que há quase 20 anos mostra grande talento em carreira individual, e o violeiro Ricardo Vignini, um músico absurdamente bom que além de trajetória individual também investe em projetos como o grupo Matuto Moderno e o duo Moda de Rock.

Se a reunião dos quatro já seria sensacional, a cereja do bolo foi a participação especial de Zé Geraldo, nosso trovador tupiniquim do mais nobre escalão. Não tinha como dar errado, e deu certíssimo. O formato é totalmente acústico, com violões e violas envenenadas (com alguma percussão aqui e ali) dando o tom para vocalizações arrepiantes. São 17 músicas, sendo cinco de Tuia, quatro de Guarabyra, quatro de Guarabyra, duas de Zé Geraldo e duas de Vignini. Todas escolhidas a dedo, e apresentadas de forma quente, despojada e com aquele clima de amigos tocando em volta de uma fogueira, em uma “casa no campo”.

Os artistas variam as formações, indo de momentos individuais a outros com os cinco no palco. Chega a ser covardia ver no set list maravilhas do porte de Senhorita, Casa no Campo, Dona, Rua Ramalhete, Sobradinho e Espanhola, notáveis cavalos de batalha do cancioneiro rock rural brazuca. E que se faça justiça: as músicas de Tuia, especialmente a magnífica Flor, só não viraram megahits em nível nacional porque, infelizmente, as rádios não dão mais os espaços que davam para esse tipo de canção nos anos 1970 e 1980. E temos também duas tour de force de Vignini na viola solo, Capuxeta e Alvorada.

As canções fluem de forma deliciosa, e o alto astral entre os participantes aparece nítido em cada uma delas. Um dos momentos mais bacanas é proporcionado por Tavito, quando erra a introdução de Começo, Meio e Fim, dá a volta por cima, começa tudo de novo e arrepia a todos no melhor estilo voz e violão solo. As vocalizações, o som das cordas, as melodias, temos aqui um verdadeiro banho de sensibilidade, provenientes dessa musicalidade tão bonita.

A parte triste fica por conta de ter sido provavelmente a última gravação de Tavito, que nos deixou há pouco. Mas não poderia sair de cena de forma mais digna. A reunião de amigos intitulada Nós do Rock Rural mostra nesse Encontro de Gerações que o rock rural continua mais vivo do que nunca, e pedindo passagem para amealhar ainda mais fãs por esse mundo afora. Um disco perfeito para espantar os maus fluidos de um tempo tão difícil como o que estamos vivendo atualmente. “Ah, coração, se apronta pra recomeçar…”

Rua Ramalhete (ao vivo)- Nós do Rock Rural:

Tavito, de Rua Ramalhete e muito, mas muito mais, agora é saudade

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Por Fabian Chacur

Há artistas que ficam tão marcados por uma determinada canção de sucesso que há quem pense ser o cidadão em questão o chamado “one hit wonder”, ou seja, maravilha de um sucesso só. Felizmente, Tavito não se encaixa nessa definição. Muitos o conhecem graças ao grande hit Rua Ramalhete, de 1979, mas este grande cantor, compositor, músico, produtor e arranjador mineiro nos proporcionou muito mais durante seus aproximadamente 50 anos de trajetória musical. Ele infelizmente nos deixou nesta terça (26), deixando um legado musical no qual a qualidade e a sensibilidade sempre foram marcas indeléveis.

Luis Otávio de Melo Carvalho nasceu em Belo Horizonte (MG) no dia 26 de janeiro de 1948. Ele começou a se tornar conhecido no cenário musical brasileiro ao integrar o mitológico grupo Som Imaginário, ao lado de feras do calibre de Fredera (guitarra), Robertinho Silva (bateria), Luis Alves (baixo), Zé Rodrix (teclados e vocais), Naná Vasconcelos (percussão) e Wagner Tiso (teclados). Gravou três discos seminais e importantes com eles e participou de projetos com Milton Nascimento na década de 1970.

Tavito era um craque no quesito arranjos vocais, e seu nome aparece nos créditos dos discos de grandes nomes da música brasileira, entre eles o seminal Nos Dias de Hoje (1978), de Ivan Lins. O arranjo feito por ele para Cantoria, canção incluída nesse trabalho (ouça aqui), serve como bom exemplo da maestria com a qual ele atuava nessa área. Coisa de gênio.

Em 1979, ele deu início à carreira-solo com o álbum Tavito, um clássico da música brasileira com acento folk-rock-pop que inclui, além de Rua Ramalhete, maravilhas do porte de Começo, Meio e Fim, Cowboy e a sua leitura para Casa do Campo, maravilha eternizada por Elis Regina e que ele escreveu com Zé Rodrix. Um disco sublime, que foi seguido por outros também bem bacanas, mas que não tiveram a mesma repercussão. Aí, ainda nos anos 1980, ele resolveu se dedicar aos jingles e a produzir e compor para trabalhos alheios.

Nos anos 2000, Tavito voltou com força à cena com shows, eventuais lançamentos e participações em festivais da canção. Sempre acessível e simpático, ele fez sua última gravação lançada até o momento no álbum Nós do Rock Rural, gravado ao vivo em fevereiro de 2018 no Sesc Vila Mariana ao lado de Tuia Lencioni, Guarabyra, Ricardo Vignini e Zé Geraldo. Por sinal, ele iria participar do show de lançamento deste CD, no último dia 17, no Sesc Pinheiros, mas sua saúde o impediu. Adeus, beatlemaníaco adorável!

Tavito (1979)- ouça o álbum completo em streaming:

Nós do Rock Rural reúne feras do folk brasileiro com show em SP

Nós do Rock Rural. Foto - Ernane Galvão-400x

Por Fabian Chacur

Há aproximadamente dois anos, alguns dos mais expressivos músicos do rock rural ou folk à brasileira começaram a se reunir para shows realizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, com formações variáveis. A repercussão foi tão boa que gerou o CD Nós do Rock Rural, gravado ao vivo há um ano no Sesc Vila Mariana (SP). O espetáculo de lançamento em São Paulo do álbum que leva o selo Kuarup será realizado neste domingo (17) às 18h no Sesc Pinheiros- Teatro Paulo Autran (rua Paes Leme, nª 195- Pinheiros- fone 0xx11-3095-9400), com ingressos de R$ 12,00 a R$ 40,00.

O time escalado para este trabalho é dos mais representativos dessa sonoridade pontuada por violões, vocalizações espertas, violas aqui e ali, influências do som rural e da country music e com guitarras dando o tempero esperto final. Tavito, por exemplo, integrou o célebre grupo Som Imaginário e colaborou com os artistas do Clube da Esquina, além de ter desenvolvido uma bela carreira solo. É um dos melhores arranjadores de vocalizações do país, tendo feito isso em discos importantes de grandes nomes da música brasileira.

Guarabyra, integrando o trio Sá, Rodrix & Guarabyra e depois uma dupla com Sá, é um dos pioneiros do rock rural no Brasil, emplacando sucessos eternos do porte de Primeira Canção da Estrada, Sobradinho (cuja letra infelizmente é mais atual do que nunca, mais de 40 anos após seu lançamento), Dona, Espanhola e tantas outros clássicos eternos da nossa música popular.

Por sua vez, Zé Geraldo é o mais influenciado por Bob Dylan e Raul Seixas da turma, com um trabalho que comporta rock, country, folk e o que mais vier, capaz de nos proporcionar maravilhas do porte de Milho aos Pombos, Cidadão, Como Diria Raulzito, Senhorita e dezenas de outros, que seus fãs fieis cantam com ele a plenos pulmões, a cada novo show pelo Brasil afora.

Fortemente influenciados por esses três, Tuia e Ricardo Vignini completam com categoria o quinteto. Tuia Lencioni, com mais de 20 anos de estrada, passagem pelo grupo Dotô Jeka e dono de uma sólida carreira individual cujo fruto mais recente é o belo álbum Reverso Folk (2016), idealizou este show e é o seu diretor artístico. Já o violeiro Ricardo Vignini esbanja talento em projetos como o grupo Matuto Moderno e o duo Moda de Rock, misturando rock, música caipira, folk e ainda mais e tocando com rara desenvoltura e criatividade.

O show terá como repertório as músicas incluídas no CD, e algumas das possíveis selecionadas são Pote Azul, Espanhola, Rua Ramalhete, Hey Zé, Começo, Meio e Fim, Casa no Campo, Dona e Senhorita, equivalendo a uma boa amostra e pura celebração dessa sonoridade tão brasileira e tão universal que esses cinco artistas ajudaram a consolidar durante esses anos todos.

Dona (ao vivo)- Nós do Rock Rural:

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