Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

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Emeli Sandé nos oferece o seu primeiro single autoproduzido

Emeli Sandé - credit Olivia Lifungula

Por Fabian Chacur

A cantora e compositora britânica Emeli Sandé é uma das mais bem-sucedidas da safra surgida na década passada naquele lado do mundo, na área do r&b. O seu álbum de estreia, Our Version Of Events (2012), foi o mais vendido no Reino Unido durante dois anos seguidos (2012 e 2013). De quebra, ganhou os cobiçados Brit Awards e ainda foi nomeada Membro da Ordem do Império Britânico (MBE). Aos 34 anos, a moça se mostra em plena forma, e a prova é seu novo single, Look What You’ve Done, que acaba de chegar às plataformas digitais pelo selo Chrysalis.

Trata-se de uma canção r&b swingada e envolvente. Em press release enviado á imprensa, Emeli explica como foi o processo de criação do single:

Look what you’ve done é um grande marco para mim. É meu primeiro lançamento que produzi e é tão bom ter minha impressão digital criativa completa nele. Escrevi essa música pela primeira vez na Suíça, sentei-me ao piano olhando para um lindo lago cercado por belas montanhas com pontas cobertas por neve. A música é sobre a entrega completa que experimentamos ao nos apaixonarmos, e explora a euforia que acompanha essa perda de controle da mente e do corpo. Espero que isso faça as pessoas se apaixonarem, sonharem e, claro, dançarem!”.

Look What You’ve Gone (lyric video)- Emeli Sandé:

Green Day lança em dezembro álbum com gravações na BBC

green day bbc album 400x

Por Fabian Chacur

Enquanto se encontra em plena turnê pelos EUA, o Green Day anuncia que lançará no dia 10 de dezembro, via Warner Music, um álbum com gravações inéditas. Trata-se de Live At BBC, que flagra Billy Joe Armstrong (vocal e guitarra), Mike Dirnt (baixo) e Tré Cool (bateria) em registros ao vivo nos estúdios Midas Vale, da BBC de Londres, realizadas nos anos de 1994, 1996, 1998 e 2001.

O repertório traz várias músicas emblemáticas do repertório do trio punk norte-americano, entre as quais When I Come Around, 2000 Light Years Away, Basket Case e Minority, tocadas da forma energética que caracteriza os seus shows.

As versões físicas que sairão no exterior trarão como atrativo textos sobre cada uma das 16 faixas escritos pelo DJ da BBC Steve “Lammo” Lamacq, que teve a sorte de presenciar todas essas gravações. Fica a torcida para que a Warner Brasil também nos proporcione ao menos a versão em CD desse álbum.

Eis as faixas de Live at BBC, do Green Day:

1. She (Live at the BBC June 8 1994)
2. When I Come Around (Live at the BBC June 8 1994)
3. Basket Case (Live at the BBC June 8 1994)
4. 2000 Light Years Away (Live at the BBC June 8 1994)
5. Geek Stink Breath (Live at the BBC November 3 1996)
6. Brain Stew/Jaded (Live at the BBC November 3 1996)
7. Walking Contradiction (Live at the BBC November 3 1996)
8. Stuck With Me (Live at the BBC November 3 1996)
9. Hitchin’ A Ride (Live at the BBC February 12 1998)
10. Nice Guys Finish Last (Live at the BBC February 12 1998)
11. Prosthetic Head (Live at the BBC February 12 1998)
12. Redundant (Live at the BBC February 12 1998)
13. Castaway (Live at the BBC August 28 2001)
14. Church On Sunday (Live at the BBC August 28 2001)
15. Minority (Live at the BBC August 28 2001)
16. Waiting (Live at the BBC August 28 2001)

2000 Light Years Away (live at BBC)- Green Day:

Denise Emmer lança single/clipe e resgata álbum inédito de 1992

denise emmer 2 - Credito- G. Gerhardt

Por Fabian Chacur

Há quem só se lembre do nome de Denise Emmer por causa de Allouette (ouça aqui), bela canção em francês que foi incluída na trilha da novela Pai Herói (de 1979, hoje disponível no Globoplay) e também vendeu muito no formato compacto simples. Pois podemos dizer que essa faixa é apenas uma referência mínima, se levarmos em conta o tamanho da obra desta cantora, compositora, poeta e musicista carioca. Mais ativa do que nunca, ela nos traz diversas novidades a serem devidamente degustadas.

Talento é a marca da família de Denise, filha dos dramaturgos e novelistas Janete Clair e Dias Gomes e irmã dos ótimos músicos Alfredo e Guilherme Dias Gomes. Ela lançou 22 livros (vários deles premiados no Brasil e no exterior), e possui uma discografia repleta de títulos interessantes e de grande qualidade artística. Alguns deles foram há pouco disponibilizados pela primeira vez nas plataformas digitais. São eles Pelos Caminhos da América (1980), Canto Lunar (1983), Cinco Movimentos e um Soneto (1995) e Mapa das Horas (2004), antes lançados apenas em formatos físicos como LPs e CDs.

Além deles, ela também nos proporcionou Cantiga do Verso Avesso, álbum gravado em 1992 e que permanecia inédito até agora. É um trabalho delicado, com arranjos de Alain Pierre e o violoncelo do consagrado Jaques Morelenbaum, que tocou e gravou com Tom Jobim e Caetano Veloso, entre muitos outros. O disco apresenta influências da música renascentista e também da ibérica, com direito a muita delicadeza e elementos acústicos.

Não satisfeita, Denise Emmer também nos oferece uma belíssima canção inédita, lançada no formato single e com um clipe a divulgá-la. Setembro Antigo foi composta por ela a partir do poema de Álvaro A. de Faria. Ela, que canta e toca instrumentos como flauta, violão, violoncelo e teclados, é acompanhada nesta gravação pelos constantes parceiros Alain Pierre (arranjos, violões, teorba e vocais) e Jaques Morelenbaum (violoncelo). Uma canção encantadora.

Setembro Antigo (clipe)- Denise Emmer:

Alexandre Arez canta seus hits e faz releituras em Love Songs

alexandre arez 400x

Por Fabian Chacur

O cantor Alexandre Arez (leia mais sobre ele aqui) aproveitou bem o tempo que ficou longe dos palcos devido à quarentena gerada pela covid 19. Em um ano e meio, gravou mais de 60 videoclipes e realizou mais de 40 lives. Foi assim que ele selecionou o repertório do show Love Songs, marcado para São Paulo no dia 5 de novembro (6ª feira) às 21h no Casashow Loung Bar (rua Dr. Sérgio Meira, nº235- Barra Funda- WhatsApp 11-97272-7290), com ingressos antecipados a R$ 80,00 e a R$ 100,00 (no dia).

Além de sucessos de suas duas décadas na estrada, Alexandre Arez também investirá em releituras de clássicos da música romântica do porte de How Deep Is Your Love (The Bee Gees), Me And Mrs. Jones (Billy Paul), You Make Me Feel Brand New (The Stylistics) e Rock And Roll Lullaby (B.J. Thomas). Para acompanhá-lo, Arez terá uma banda composta por Erik Pontes (guitarra e violão), Marcelo Góis (baixo) e Lucas Felli (bateria).

How Deep Is Your Love (clipe)- Alexandre Arez:

Patricia Marx relê uma canção de Cassiano e lança álbum em 2022

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Por Fabian Chacur

Patricia Marx lançará um novo álbum no início de 2022. Como forma de nos proporcionar uma amostra do que vem aí, a talentosa cantora e compositora paulistana acaba de disponibilizar nas plataformas digitais uma das faixas. Trata-se de Onda, única faixa não autoral do trabalho, composição de Cassiano e Paulo Zdanowski lançada pelo autor no clássico álbum Cuban Soul 18 Kilates (1976). O trabalho sairá pelo selo Lab 344.

Com o clima neosoul que marca a trajetória de Patricia, a gravação traz as participações de Herbert Medeiros (arranjos e teclados) e Robinho Tavares (baixo e bateria). Em press release enviado à imprensa, Patricia explica o que a levou a regravar uma música de Cassiano, que conheceu quando ela era ainda adolescente e em início de carreira:

“Regravar Onda (que dará nome ao álbum) é mergulhar no oceano de múltiplas melodias e metáforas que Cassiano se propôs nesta música. Um mestre que não precisava dizer muito em palavras, mas em ideias melódicas que transcendem o literal. É soul e, ao mesmo tempo, livre como o jazz.

A releitura de Onda traz como música incidental, em sua parte final, Dinorah Dinorah, clássico de 1977 de Ivan Lins e Vitor Martins lançado pelo astro carioca em seu álbum Somos Todos Iguais Nesta Noite.

O repertório do novo álbum da cantora e compositora, hoje com 47 anos, trará composições inéditas escritas por ela com Medeiros, Tavares e também com o consagrado guitarrista americano Paul Pesco, conhecido por ter gravado e feito shows com artistas do gabarito de Daryl Hall & John Oates, Madonna, Jennifer Lopez, Steve Winwood e C+C Music Factory.

Onda (clipe)- Patricia Marx:

Nila Branco lança Lilith e fará um show em São Paulo em novembro

nila branco capa cd lilith 400x

Por Fabian Chacur

Nila Branco lançou o seu primeiro álbum em 1998. Desde então, conseguiu conquistar um público fiel e obter sucesso nos quatro cantos do país (leia mais sobre ela aqui). Mais ativa do que nunca, ela lançou recentemente o seu 10º trabalho, Lilith, com 10 canções que se dividem entre composições próprias e obras de Sylvia Patricia, Laura Finocchiaro, Karine Bizinoto, Juliana Lima e Tainá Pompeo.

O tema básico do álbum fica por conta de um olhar sobre o universo feminino a partir de vários ângulos, com uma sonoridade bem diversificada e pop, incluindo até um momento altamente dançante, a deliciosa Amor é… (Sylvia Patricia). O trabalho está disponível nas plataformas digitais e também em CD físico.

Aproveitando o retorno gradual das atividades presenciais na área cultura, Nila programou um show em São Paulo para mostrar o seu novo repertório e também dar uma geral em seus sucessos. O espetáculo está marcado para o dia 19 de novembro no Teatro UMC (Avenida Imperatriz Leopoldina, nº 550- Vila Leopoldina- fone 0xx11-3832-9100).

Amor é…– Nila Branco:

Real Estate celebra aniversário de CD com releitura do Television

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Por Fabian Chacur

Em 2011, o Real State buscava um nome para o que seria o seu 2º CD. Aí, um de seus integrantes leu um livro sobre o álbum Marquee Moon (1977), do seminal grupo americano Television, e viu na sua introdução o autor, Bryan Waterman, comentar sobre uma faixa que saiu no disco posterior, Adventures (1978). A faixa era Days, e foi esse o batismo para o disco, que celebra dez anos de seu lançamento com duas ações bem legais. Mas vale um pouco mais de explicação nos dois próximos parágrafos.

Waterman definiu Days, a música, como “a faixa que forneceu uma identidade para todo o indie rock baseado em guitarra melódica que logo seguiria o seu rastro”. Ele se referia a R.E.M., The Smiths etc. E os integrantes do Real Estate se encaram como seguidores dessa linha musical. Embora tenha dado nome ao disco, só agora a música do Television foi gravada por seus seguidores, em uma releitura muito boa que segue os passos da impecável versão original.

Para completar a efeméride, o grupo americano fará shows em breve nos quais tocará o conteúdo completo do CD Days, certamente incluindo a releitura da música escrita por Tom Verlaine e Richard Lloyd. Com 13 anos na estrada, o Real Estate lançou em março o EP Half a Human, sendo que seu álbum mais recente, o 5º em sua discografia, The Main Thing, é de 2020.

Days (single)- Real Estate:

Soft Cell divulga um single inédito e lançará novo álbum em 2022

Soft Cell Bruises On My Illusions-400x

Por Fabian Chacur

No dia 30 de setembro de 2018, o Soft Cell realizou na 02 Arena em Londres o que pretendia ser seu show de despedida. A repercussão foi tão boa que o duo formado por Marc Almond (vocal) e David Ball (produção, teclados e outros instrumentos musicais) mudou de planos. Eles acabam de disponibilizar um novo single, Bruises On My Illusions, a primeira amostra de Happiness Not Included, previsto para sair em 25 de fevereiro de 2022, exatos 20 anos após o lançamento do seu CD anterior, Cruelty Without Beauty (2002).

Em comentário enviado à imprensa, Marc Almond dá a sua definição para o single, que é muito bom por sinal, no melhor estilo soturno-dançante do duo: “Bruises On My Illusions é como um filme noir sobre um personagem desiludido mas que ainda tem esperança de um futuro melhor, apesar de tudo”.

Por sinal, neste ano o álbum de estreia do Soft Cell, Non-Stop Erotic Cabaret (1981), completa 40 anos de seu lançamento. Trata-se de um dos trabalhos mais influentes e bem-sucedidos do tecnopop/synth pop, trazendo como grande destaque o hit máximo deste grupo britânico, Tainted Love, sempre presente nas festas anos 1980 realizadas mundo afora.

Bruises On My Illusions– Soft Cell:

Fábio Jorge esbanja classe e muita poesia no álbum O Tempo

fabio jorge tempo capa cd

Por Fabian Chacur

No início de 2020, o cantor Fábio Jorge (leia mais sobre ele aqui) celebrou 50 anos de vida sem nem ao menos imaginar o que estava se aproximando ali na esquina. Sim, veio a terrível pandemia do novo coronavírus, capaz de chacoalhar e apavorar o mundo. Uma das 1ª vítimas dessa terrível doença em nosso país, uma das mais de 600 mil que nos deixaram precocemente, foi a sua querida mãe. Em meio a essa dor insuportável, ele viu como forma de externar seus sentimentos mais profundos gravar um novo álbum. Eis a semente que gerou O Tempo, disponível nas plataformas digitais e com belíssima tiragem limitada em CD físico.

O 5º álbum do intérprete marca o fato de ter, pela primeira vez, quase todo o seu conteúdo em português, ele que até então se concentrava em canções escritas no idioma pátrio de sua mãe, o francês. Desta vez, a única música nesta língua é La Mamma, clássico sessentista do repertório do ícone da canção francesa Charles Aznavour. As outras nove canções foram selecionadas com precisão cirúrgica e muito bom gosto por Fábio, que fugiu de opções mais óbvias.

Ouvidas como um todo, as canções equivalem a um bom bate-papo com o ouvinte, envolvendo temas como a passagem do tempo, as idas e vindas do amor, as tristezas, as perdas e também a esperança de uma volta por cima e de seguir em frente com muita felicidade e fé, apesar dos pesares. Tudo com arranjos sucintos, de muito bom gosto e executados por músicos extremamente capacitados e sensíveis como Alexandre Vianna (piano), Joan Barros (violão), Thadeu Romano (bandoneon) e Rovilson Pascoal (também responsável por gravação, mixagem e masterização).

Do sempre inspirado Guilherme Arantes, temos a clássica Cuide-se Bem (1976), recado cada vez mais atual, e uma joia não tão conhecida, a intensa Nosso Fim Nosso Começo (1989), profunda análise de um relacionamento que fica em suspenso devido aos problemas de percepção típicos dos seres humanos. Ah, como seria bom dar um pé na porta dessas concepções medrosas e encarar a paixão de peito aberto! Eis o que essa música nos incentiva a fazer, nas suas maravilhosas entrelinhas, que Fábio nos oferece com finesse.

Do grande Gonzaguinha, que o intérprete já homenageou em show só com suas canções, temos a maravilhosa Pra Fazer o Sol Adormecer, que Maria Bethânia gravou em 1983 em seu álbum Ciclo. Outra canção do tipo dor-amor e centrada em contradições que se encaixam com rara felicidade é a absurdamente inspirada A Paz, parceria dos geniais Gilberto Gil e João Donato lançada nos anos 1980 e que tinha uma versão definitiva na voz de Zizi Possi. Tinha. Agora, a minha favorita é esta aqui. Ouçam e tentem não se emocionar, não ver as lágrimas vertendo de seus olhos sem que você as controle. Apenas tentem…

A melancólica e linda O Tempo foi defendida por seu autor, Reginaldo Bessa, no festival global Abertura, aquele vencido por Como Um Ladrão, na voz de Carlinhos Vergueiro, e não é de se estranhar que tenha sido escrita em plena ditadura militar que nos assolou naqueles anos de chumbo. Outras canções que vem daquele período são as ótimas Porta Estandarte (Geraldo Vandré, 1966) e Canção do Medo (Gianfrascesco Guarnieri-Toquinho, de 1972). A primeira virou um belo dueto de Fábio com Consuelo de Paula.

As escolhas mais recentes do repertório, que teve como consultor artístico o grande mestre Thiago Marques Luiz, são Tempestade (Zélia Duncan, 1994), com um arranjo surpreendente que ressalta sua letra densa, e Tá Escrito (2009), sucesso do grupo Revelação e de autoria do talentosíssimo Xande de Pilares (hoje em carreira-solo) que também surge aqui bem longe de seu clima de samba original, e belíssima.

Eis o momento de ressaltar o valor do dono da festa. A forma como Fábio Jorge resolveu botar pra fora suas dores, inseguranças e esperanças não poderia ter sido mais bem realizada. Com interpretações maravilhosas nas quais usa sua voz de veludo sempre na medida exata, sem excessos nem faltas, ele parece acariciar cada melodia, cada verso, nos fazendo entender todo o contexto da coisa. É coisa de craque, de talento absoluta.

Espero que esse trabalho possa ter dado a Fábio Jorge o alívio de que ele tanto necessita. Perder um ente querido é uma dor que nunca passa, nunca cicatriza, mas com a qual a gente aprende a conviver. E, na verdade, esses entes queridos permanecem vivos nas boas lembranças que nos deixaram, e que nos ajudam a suportar suas ausências. Dona Renée, onde estiver, deve estar sorrindo, orgulhosa do filho. E nós, ouvintes, somos gratos por tanta generosidade do filho dela de dividir esse processo artisticamente maravilhoso conosco.

Em tempo: que capa maravilhosa!

Ouça O Tempo, de Fábio Jorge, em streaming:

The Beatles and India, doc e álbum, para encantar os fãs

George & Patti with garlands 2 - Colin Harrison Avico Ltd

Por Fabian Chacur

The Beatles continuam em pauta como de praxe, mas de forma ainda mais intensa nas últimas semanas. Além do filme Get Back, temos também um outro documentário em cena. Trata-se de The Beatles and India, produzido pelo empresário britânico-indiano Reynold D’Silva e dirigido em parceria por Ajoy Bose e Pete Compton. O filme ganhou os prêmios de melhor filme pelo público e melhor música no UK Usian Film Festival, e está sendo exibido com sucesso em festivais de cinema na Grécia, Bélgica e Espanha.

Baseado no livro Across The Universe- The Beatles in India, de Ajoy Bose, o doc conta a relação de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr com a cultura indiana, com ênfase em sua histórica passagem pela India em Rishikesh, no ashram do polêmico guru indiano Maharishi Mahesh Yogi. Temos cenas de arquivo e fotos, algumas raras e/ou inéditas, e também depoimentos de pessoas que presenciaram essa viagem histórica em 1968.

Como produto derivado do filme, está previsto para ser lançado no próximo dia 29 de outubro o álbum Songs Inspired By The Film The Beatles and India, que traz releituras de canções dos Beatles inspiradas e/ou escritas na Índia e interpretadas por artistas indianos contemporâneos como Karsh Kale, Benny Dayal, Kiss Nuka e Anoushka Shankar, esta última filha do grande músico Ravi Shankar (1920-2012), a rigor quem introduziu George Harrison no mundo da cultura da Índia e um de seus melhores amigos.

Eis as faixas de Songs Inspired By The Film The Beatles And India:

1. Tomorrow Never Knows (ouça aqui ) – Kiss Nuka
2. Mother Nature’s Son – Karsh Kale / Benny Dayal (ouça aqui)
3. Gimme Some Truth – Soulmate
4. Across The Universe – Tejas / Maalavika Manoj
5. Everybody’s Got Something To Hide (Except Me And My Monkey) – Rohan Rajadhyaksha / Warren Mendonsa
6. I Will – Shibani Dandekar / Neil Mukherjee
7. Julia – Dhruv Ghanekar
8. Child Of Nature – Anupam Roy
9. The Inner Light – Anoushka Shankar / Karsh Kale
10. The Continuing Story Of Bungalow Bill – Raaga Trippin
11. Back In The USSR – Karsh Kale / Farhan Ahktar
12. I’m So Tired – Lisa Mishra / Warren Mendonsa
13. Sexy Sadie – Siddharth Basrur / Neil Mukherjee
14. Martha My Dear – Nikhil D’Souza
15. Norwegian Wood (This Bird Has Flown) – Parekh & Singh
16. Revolution – Vishal Dadlani / Warren Mendonsa
17. Love You To – Dhruv Ghanekar
18. Dear Prudence – Karsh Kale / Monica Dogra
19. India, India (ouça aqui) – Nikhil D’Souza

Veja o trailer de The Beatles and India:

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