Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Tag: 2016 (page 2 of 7)

“Black Beatles” vira a trilha de memes e traz Paul McCartney

rae-sremmurd-400x

Por Fabian Chacur

Em 2006, uma dupla americana de hip hop de nome estranho estourou no mundo todo com o single Crazy. Era a Gnarls Barkley. Exatos dez anos depois, outro duo ianque repete a dose, só que desta vez investindo no insólito tanto no nome do grupo como no de seu hit. Trata-se do Rae Sremmurd, que comemora o estouro inesperado do single Black Beatles, o terceiro a ser extraído de seu 2º álbum, Sremmlife2, lançado em agosto deste ano.

A história é relativamente simples e muito rápida. No fim de outubro, surgiu nas redes sociais um novo meme viral, com a hashtag #mannequinchallenge. Trata-se de um grupo de pessoas posando paralisadas, como se fossem manequins. Por alguma razão, a música Black Beatles tornou-se rapidamente a trilha favorita dos videos daqueles que entraram nessa onda de memes, e isso impulsionou o sucesso do single, que já chegou ao 9º lugar nos EUA e pode ir além.

O mais legal é que várias celebridades entraram na brincadeira, incluindo Jon Bon Jovi e até a candidata derrotada à presidência dos EUA Hillary Clinton. O que pouca gente esperava, no entanto, ocorreu nesta quinta-feira (10): ninguém menos do que Paul McCartney, um dos “White Beatles”, entrou na brincadeira e postou um vídeo paradinho defronte seu piano. Veja aqui.

Black Beatles é uma espécie de reggae/raggamuffin, com clima etéreo, refrão grudento e uma letra bem-humorada. O clipe traz uma ou outra referência aos Fab Four, como o show no teto da Apple em 1969 ou a travessia da Abbey Road no mesmo 1969, ou ainda uma reprodução do Bed Peace, ato pela paz realizado por John Lennon e Yoko Ono em uma cama localizada em um hotel no Canadá, e ocorrida em… Sim, você adivinhou, 1969 também.

Integrado pelos irmãos Khalif “Swae Lee” Brown e Aaquil “Slim Jxmmi” Brown e tendo como base a cidade de Atlanta, a dupla criou o seu nome usando a denominação da gravadora que os contratou, a Ear Drummers, ao contrário. Eles tem no currículo dois álbuns, Sremmlife (2015, chegou ao nº 5 nos EUA) e Sremmlife2 (2016, no nº7 nos EUA esta semana). Eles gravaram em 2015 dois singles em parceria com a badalada Nicki Minaj, Throw Sum Mo e No Flex Zone.

Black Beatles– ft. Gucci Mane- Rae Sremmurd:

Passado e presente estão nos trabalhos de Alceu Valença

alceu-400x

Por Fabian Chacur

Alceu Valença completou 70 anos de idade no dia 1º de julho deste ano. Como forma de celebrar essa data significativa, estão chegando ao mercado da música nos próximos dias alguns lançamentos muito bacanas, de deixar qualquer fã com água na boca. Eles estão sendo disponibilizados em diferentes formatos, do digital ao velho e bom LP de vinil.

Alceu 70, da gravadora Polysom, especializada em relançamentos no formato vinil de 180 gramas, é uma caixa que traz quatro álbuns. Molhado de Suor (1974), Vivo! (1976) e Espelho Cristalino (1977) são os três iniciais de sua carreira solo, e mostram uma energia incrível, aliada a muito lirismo e uma mistura criativa e sólida de rock, música nordestina e folk, trazendo clássicos como Vou Danado Pra Catende e Espelho Cristalino, entre outros petardos.

O quarto item da caixa é o mais precioso. Trata-se do álbum Saudade de Pernambuco (1979), gravado em Paris, raríssimo e lançado no Brasil apenas como brinde do extinto Jornal da Tarde. Como forma de ampliar o lançamento deste trabalho e permitir que ele chegue a um público mais amplo, ele também sairá, via Deck, nos formatos CD e digital.

O tempo presente é representado pelo lançamento, também via Deck, do CD e DVD Vivo! Revivo!, mais recente trabalho do cantor, compositor e músico pernambucano. Gravado ao vivo no Theatro Santa Isabel, em Recife, ele traz 15 músicas, nas quais Alceu é acompanhado por uma afiada banda de apoio na qual se destaca o fiel escudeiro Paulo Rafael (guitarra), músico que está com ele há quatro décadas. Versões digitais já estão disponíveis nas lojas virtuais.

Vou Danado Pra Catende– Alceu Valença:

Coletânea mergulha na faceta obscura de Freddie Mercury

freddie-mercury-capa-cd-400x

Por Fabian Chacur

O título dessa resenha pode parecer meio bizarro para a maior parte dos leitores. E não irei contestar. Afinal de contas, como considerar obscuras músicas lançadas basicamente nos anos 1980 que venderam milhões de cópias mundo afora? Mas de certa forma são, sim. Estamos falando do repertório de Messenger Of The Gods- The Singles, luxuosa coletânea dupla lançada no Brasil pela Universal Music trazendo canções gravadas pelo saudoso e genial Freddie Mercury fora do Queen.

Meu ponto de vista é simples. Após sua prematura morte, aos 45 anos, em 1991, o cantor, compositor e músico passou a ser muito mais lembrado pelo que fez ao lado de Brian May, John Deacon e Roger Taylor. E não é de se estranhar. Afinal de contas, foram 20 anos com o Queen, com direito à gravação de clássicos do rock que invadiram as paradas de sucesso de todo o planeta e se transformaram em trilhas sonoras eternas dos fãs de boa música.

A carreira-solo de Mercury teve curta duração, na verdade. Foi de 1985 a 1988, período durante o qual o Queen atuou de forma menos intensa (apesar de ter feito uma grande turnê e lançado o álbum A Kind Of Magic). Tinha começado um pouco antes, com a gravação de Love Kills para a trilha do filme Metropolis, mas pegou mesmo no breu com o lançamento do primeiro álbum individual,Mr. Bad Guy (1985).

Embora fortemente alicerçado no rock, Freddie Mercury sempre se mostrou um artista totalmente aberto a experimentar outros estilos musicais. Sua alma era pop por excelência, e sua trajetória fora da banda que o tornou famoso internacionalmente foi basicamente a oportunidade de mergulhar em um pop mais escancarado, beirando o brega operístico e sem medo de ser feliz. Pop, dance music, música eletrônica, ópera pop, romantismo…Tudo cabia!

Messenger Of The Gods traz o material contido em todos os singles que lançou sem o Queen. O álbum duplo inclui em um CD as faixas principais dos compactos, e no outro os lados B desses mesmos singles. Algumas músicas se repetem, como Living On My Own, que surge em três versões distintas. No total, são 25 faixas. O álbum inclui capa digipack com reproduções das embalagens originais dos singles em vinil, além de um encarte repleto de informações sobre cada canção, cada gravação e tudo o mais. Coisa finíssima.

Algumas dessas músicas apareceriam depois no álbum póstumo do Queen Made in Heaven (1985), em gravações da banda que eu particularmente considero superiores às solo, que, no entanto, também são bem legais. Mais “despachadas”, digamos assim. São elas Made In Heaven e I Was Born To Love You. Outras trazem participações especiais discretas dos amigos do Queen, e temos em Love Kills a parceria com o genial produtor Giorgio Moroder (Donna Summer e tantos outros).

Uma grande raridade contida aqui é o single I Can Hear Music/Goin’ Back, lançado originalmente em 1973 mais ou menos na mesma época do primeiro álbum do Queen, e creditado a um certo Larry Lurex, que na verdade era o próprio Mercury. São gravações curiosas e bem distantes do que o artista faria futuramente. Goin’ Back tem versões bem melhores gravadas por Carole King (sua autora), The Byrds e Phil Collins, mas ficou simpática com Mr. Lurex.

E é lógico que a inesperada parceria de Mercury com a cantora lírica Montserrat Caballé não poderia ficar de fora, com seus impressionantes duetos em Barcelona e How Can I Go On, simplesmente arrepiantes. As duas versões de Exercises In Free Love são também marcantes, pois uma é só com Freddie Mercury, e a outra com a voz de Montserrat, que se apaixonou pela versão original e resolveu imprimir sua marca nos vocalizes do cantor do Queen.

Também lançada no exterior em caixa com os singles no formato vinil colorido (13 compactos, para ser mais preciso), esta compilação é uma boa forma de se mergulhar em uma fase não tão badalada da carreira de Freddie Mercury, mas essencial para entendermos melhor a essência musical deste grande artista, que nunca escondeu a importância que ser popular tinha para si, e que conseguiu atingir esse objetivo com um brilhantismo reservado para poucos.

Love Kills– Freddie Mercury:

Sambabook homenageia com maestria mestre Jorge Aragão

jorge-aragao-sambabook-400x

Por Fabian Chacur

Sambabook é o tipo do projeto pelo qual todo fã da melhor música popular brasileira tem a obrigação de torcer a favor. E, felizmente, está dando muito certo. Após homenagear João Nogueira, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e Dona Ivone Lara, agora chegou a vez de outro mestre do baticum brazuca: ninguém menos do que Jorge Aragão. O produto multiplataforma engloba dois CDs, DVD,Blu-ray, especial de TV, discobiografia, fichário de partituras, ambiente web com porta e redes sociais e aplicativos para smartphones e tablets. Ufa!

Dentre esse amplo elenco de lançamentos, Mondo Pop irá se deter na dobradinha CD/DVD e no livro Jorge Aragão- O Enredo de um Samba. Gravado ao vivo em março deste ano na Cidade do Samba, no Rio, o show que dá base ao conteúdo do CD duplo e do DVD e Blu-ray traz um elenco estelar interpretando os grandes sucessos de Jorge Aragão, com a participação do homenageado em uma versão all stars de Vou Festejar.

A seleção de participantes foi bem abrangente, incluindo feras como Martinho da Vila, Beth Carvalho, Elza Soares, Alcione, Ivan Lins, Grupo Fundo de Quintal, Maria Rita, Xande de Pilares, Seu Jorge, Lenine e Joyce Cândido, todos com ótimo desempenho. A grande surpresa fica por conta do rapper Emicida, que interpreta com muita ginga e categoria Moleque Atrevido, mostrando que, se quisesse, poderia ser um ótimo cantor de samba. Já Anitta derrapa feio em Coisinha do Pai.

Com direção musical a cargo do experiente e talentoso Alceu Maia e um elenco de músicos de primeira, temos belas releituras de maravilhas do porte de Quintal do Céu, Malandro, Eu e Você Sempre, Moleque Atrevido, De Sampa a São Luis, Identidade, Tem Nada Não e Do Fundo do Nosso Quintal, entre outras. No DVD/Blu-ray, Jorge Aragão faz rápidos comentários antes de algumas músicas, e um making of traz depoimentos do artista e também do elenco presente no trabalho.

Se a homenagem musical faz jus ao talento de Aragão, o livro Jorge Aragão- O Enredo de um Samba, de João Pimentel, é simplesmente brilhante. Com um texto simples e fluente, conta a história do autor de Malandro com riqueza de detalhes, incluindo uma mais do que bem-vinda análise detalhada de todos os discos gravados pelo artista, trazendo também fotos, trechos das letras das canções e muito mais.

Nascido em 1º de março de 1949, Jorge Aragão é um daqueles personagens improváveis. Tímido, introspectivo e não muito fã da chamada vida noturna, ele no entanto se tornou um dos grandes craques da história do samba, sendo um dos nomes fundamentais da verdadeira revolução no samba protagonizada pela turma do Bloco Cacique de Ramos, onde nasceu o Grupo Fundo de Quintal, que ele integrou e inclusive participou de seu primeiro álbum.

Ler o livro é mergulhar a fundo e de camarote nessa história tão bacana, com direito a causos engraçados, outros nem tanto, detalhes fundamentais e a descoberta de um ser humano incrível e generoso, além de talentoso e humilde. Tão humilde que confessa abertamente não gostar de ser chamado de “poeta do samba”. Mas não tem jeito, Jorge. Você é poeta, sim, e dos bons. Aceite, que dói menos…

Tem Nada Não– Joyce Cândido (do Sambabook Jorge Aragão):

Belchior 70: “apenas” aquele nosso rapaz latino-americano

belchior-400x

Por Fabian Chacur

Desde ontem (26/10), Belchior é oficialmente um rapaz latino-americano com 70 anos de idade. Infelizmente, sumido da mídia, sem lançar novos discos há mais de 15 anos, e só emergindo a partir de 2009 nas manchetes devido a questões constrangedores relativas a sua vida particular. Se ele nunca mais gravar e fizer shows, no entanto, já cumpriu sua missão com brilhantismo.

Como boa parte dos brasileiros, conheci a obra deste cantor e compositor cearense nascido em Sobral em 26 de outubro de 1946 nas ondas do rádio, ouvindo a maravilhosa Apenas Um Rapaz Latino-Americano. Embora com apenas 15 anos na época, senti no trabalho dele uma certa semelhança com Raul Seixas, especificamente nesta canção. Depois, veria que sua obra tinha muito a ver com Bob Dylan e outros ótimos trovadores urbanos pelo mundo afora.

Alucinação, seu segundo álbum e aquele que o alçou ao estrelado há exatos 40 anos, equivale a uma obra-prima incontestável, repleto de grandes canções que aliam letras líricas e corrosivas a belas melodias e a uma interpretação vocal própria, uma assinatura inconfundível que só pertence a grandes artistas do seu porte. Na minha opinião, um dos dez melhores trabalhos da história da MPB, do rock brasileiro, do folk brasileiro, ou de qualquer outro rótulo musical.

Os versos desse cara são simplesmente porradas na cara do conformismo, tipo “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, ou “estava mais angustiado que o goleiro na hora do gol”, “e no escritório em que eu trabalho e fico rico, quando mais eu multiplico diminui o meu amor”. Coisa de quem vivenciou muita coisa, observou muita coisa, leu muito e assimilou muitas informações bacanas, que passou a partilhar com os seus fãs.

Tive a honra de entrevistar Belchior umas diversas vezes entre 1987 e 1999. Era sempre um prazer. Um cara educado, erudito sem ser chato, simpático sem forçar a barra, que sempre lembrava o seu nome e que sempre tinha coisas relevantes para falar. Uma pena esse seu sumiço. No entanto, temos sua importante obra para reverenciar, suas belas canções para curtir, e seus versos intensos para apreciar. Apenas um rapaz latino-americano? Só porque ele quer!

Ouça Alucinação, de Belchior, em streaming:

Hyldon lançará o seu novo CD só de inéditas em novembro

DIGIPACK_CD_HYLDON_COISASSIMPLES

Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs da soul music à moda brasileira. Está previsto para sair em novembro, ou seja, no próximo mês, o novo trabalho do cantor, compositor e músico Hyldon. O título já está definido, As Coisas Simples do Mundo, assim como a gravadora, a Deck. A capa e o trabalho gráfico do CD ficaram por conta com designer Flavio Albino e do fotógrafo Daryan Dornelles.

Gravado em estúdio com a banda que o acompanha em shows, o disco traz dez composições de autoria do artista, sendo todas as letras escritas por ele e algumas melodias assinadas por Cris Delano, Alex Moreira, Luiz Otávio e Alex Malheiros. Hyldon adianta que as músicas tem como tema família, amizade, memórias afetivas e paixões, e que será um prazer sair para uma turnê com os mesmos músicos que gravaram com ele este álbum.

Com mais de 40 anos de estrada, Hyldon é conhecido como um dos mestres da soul music tupiniquim, ao lado de Tim Maia, Cassiano e Claudio Zoli. Em seu repertório, temos canções sublimes do porte de Na Rua Na Chuva Na Fazenda (Casinha de Sapê), As Dores do Mundo e Na Sombra de Uma Árvore, todas de 1976. Sempre na ativa, continua lançando novos trabalhos e feito shows pelos quatro cantos do país.

Ouça o CD Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, do Hyldon, na íntegra:

Polysom e Warner relançam 2 LPs do grupo Novos Baianos

CAPA_novosfc.indd

Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs dos Novos Baianos, que andam em estado de êxtase com os shows de retorno da mítica banda. A Polysom, em parceria com a Warner, está relançando no formato vinil de 180 gramas, pela série Clássicos em Vinil, dois álbuns seminais da discografia dos caras. São eles Novos Baianos F.C. e Novos Baianos, que fazem parte da fase áurea dessa formação inesquecível e criativa do nosso rock/MPB.

Novos Baianos F.C. (1973) teve a difícil missão de suceder o mitológico Acabou Chorare (1972, também relançado na série Clássicos em Vinil), e deu conta do recado. Gravado no sítio no qual a banda morava, em Jacarepaguá (RJ), o álbum traz maravilhas como Só Se Não For Brasileiro Nessa Hora, Sorrir e Cantar Como Bahia, as instrumentais Dagmar e Alimente e também Samba da Minha Terra (de Dorival Caymmi).

Lançado em 1974, Novos Baianos foi ensaiado e gravado no sítio de um dirigente da gravadora Continental, que lançou esses dois álbuns e cujo acervo hoje pertence à Warner. O trabalho marca a saída de Moraes Moreira do time, e inclui em seu repertório Isabel (Bebel), rara composição de João Gilberto, um grande amigo da banda, e também Linguagem do Alunte, Reis da Bola e Ao Poeta, entre outras.

Ouça Novos Baianos FC em streaming:

Lady Lu e Ovelha regravam o sucesso sem fim Não Se Vá

lady-lu-e-ovelha-400x

Por Fabian Chacur

Há músicas que se recusam a morrer ou a ficar no passado, enterradas ao lado de diversos outros sucessos momentâneos. Uma delas é Não Se Vá. A música que consagrou a dupla Jane & Herondy foi lançada em 1976, mas a rigor nunca saiu das paradas de sucesso. Até eu já a interpretei nos karaokês da vida! Pois agora, a canção pode estourar em uma nova releitura, desta vez em um dueto estrelado por Lady Lu e Ovelha.

A sacada dessa releitura, que traz um arranjo com tempero latino que pode perfeitamente agradar em cheio os fãs da música sertaneja atual, saiu da mente do produtor, compositor e empresário Santiago Sam Malnati, ele mesmo, o Mister Sam, responsável pelo lançamento de artistas como Gretchen e Black Juniors, além de ser um dos DJs pioneiros no Brasil em termos de divulgar a disco e dance music, com o lançamento de coletâneas matadoras nos anos 1970.

Para quem não sabe, Não Se Vá é a versão em português para Tu T’En Vas (ouça essa música aqui ), canção que em 1975 estourou na gravação feita pelo cantor francês Alain Barriere, que se tornou conhecido do público a partir do sucesso de Ma Vie, em 1964, e que desde então se firmou como ídolo da música romântica de seu pais, em dueto com a cantora francesa Noelle Cordier, outra intérprete romântica de respeito na terra de Charles Aznavour. Grande estouro, inclusive no Brasil.

Mas a versão em português gravada pela dupla Jane & Herondy (ouça aqui ) foi ainda além por aqui, liderando as paradas de sucesso nos idos de 1976 e impulsionando rumo ao estrelato Jane Moraes, que antes de entrar no segmento popular havia cantado bossa nova como integrante do grupo Os Três Moraes, do qual também fazia parte Sidney Moraes, que se tornou mais ou menos na mesma época Santo Morales, lançando álbuns no Brasil com sucessos latinos com acompanhamento orquestral.

Durante esses 40 anos, Não Se Vá nunca sumiu de cena, e chegou até mesmo a integrar a trilha do filme Domésticas, em 2001. E quem são os novos intérpretes desse hit eterno? Ademir Rodrigues de Araújo, que teve seu batismo artístico como Ovelha feito por ninguém menos do que o lendário Chacrinha, estourou em 1981 com Te Amo Que Mais Posso Dizer, versão de More Than I Can Say, hit com o cantor Leo Sayer.

Dono de um vozeirão, Ovelha cantou rock, forró e outros ritmos nesses anos todos. Por sua vez, Luciane Gonçalves Caeiro, a Lady Lu, iniciou a carreira musical como integrante do grupo As Ladies, com o qual gravou um LP. Na carreira-solo, que começou em 1991, ela já lançou trabalhos dedicados a dance music, zouk e outros ritmos dançantes, sendo presença frequente em programas populares na TV.

Não se Vá– Lady Lu e Ovelha:

Dois músicos da banda Epica e as suas camisas do Palmeiras

epica-banda-de-rock-400x

Por Fabian Chacur

Uma frase que está se consolidando nos últimos anos é a seguinte: Palmeiras e heavy metal, tudo a ver. Afinal de contas, está virando praxes integrantes de bandas desse popular segmento do rock serem premiados com camisas do consagrado time de futebol brasileiro. Depois de Iron Maiden, Faith No More, Dream Theater, Anthrax e At The Gates, agora é a vez de dois músicos da banda holandesa Epica serem premiados dessa forma.

Em ação promovida pelo departamento de marketing do clube paulistano, o guitarrista Mark Jansen e a vocalista Simone Simons receberam no hotel onde estavam hospedados, em São Paulo, camisas oficiais personalizadas do Verdão. Eles estavam na cidade para participar no último sábado (15), como headliners, do festival Epic Metal Fest, ao lado de bandas como o Paradise Lost, e adoraram o mimo.

“O Palmeiras é um clube de tradição mundial, é sempre lembrado pelas suas conquistas. Lembro que recentemente venceram um amistoso importante contra o Ajax aqui em São Paulo e liderar um campeonato tão difícil como o Brasileiro é um mérito a ser honrado”, declarou Jansen, além de dizer que atualmente mora na Itália, e que ficou sabendo das origens do clube na colônia italiana no Brasil. O Epica desenvolve desde 2002 um som calcado no rock sinfônico.

Veja a dupla recebendo as camisas em vídeo da TV Palmeiras aqui.

Edge Of The Blade (clipe)- Epica:

Broken Jazz Society lança um EP totalmente endiabrado

broken-jazz-society_gasstation_capa-400x

Por Fabian Chacur

O rock brasileiro plantou boas sementes em Uberaba, importante cidade mineira. Lá se encontra a banda Broken Jazz Society, que estreou em disco em 2014 com o álbum Tales From Purple Land. Agora, eles voltam à cena com o EP Gas Station, que traz três faixas que merecem ser consideradas totalmente endiabradas. É uma amostra do mais puro rock and roll, com direito a muita energia, requinte e assinatura própria e personalizada.

Integram a Broken Jazz Society Mateus Graffunder (guitarra e vocal), João Fernandes (baixo) e Felipe Araújo (bateria). Partem de um conceito de power trio que não se prende a virtuosismos ou guerra de egos, apostando em peso, alternância de climas, respeito às canções que grava e pura concisão, mostrando criatividade, energia e diversidade em canções durando entre três e quatro minutos.

A banda se situa na área do stoner rock, estilo que tem em grupos como Kyuss e Queens Of The Stone Age seus seguidores mais famosos e no qual ocorre uma mistura de heavy metal a la Black Sabbath, punk rock e até eventuais viagens sonoras a la Pink Floyd. Oasis, Soundgarden e Alice In Chains são outras possíveis influências no som da BJS.

Na verdade, esse rótulo (stoner rock) é apenas uma referência, pois a BJS apresenta mais elementos bacanas no seu trabalho. Melhor não ficar perdendo tempo em tentativas de rotulação, e ir direto à audição.

Gas Station, a faixa título, alterna climas, indo do hard rock pesadão ao punk acelerado em questão de segundos, mas de forma bem concatenada. Riot Spring, regravação de uma música incluída no álbum de estreia, esbanja timbres ardidos de forma contundente. O EP é encerrado com Mean Machine, espécie de balada rock com pitadas de Pink Floyd e Oasis que traz um solo de guitarra vibrante. No total, as três músicas somam em torno de 12 minutos.

São 12 minutos que deixam o ouvinte com coceira nos ouvidos, querendo ouvir mais. E essa é uma característica que todo o EP deveria ter. Gas Station tem tudo para gerar esse efeito em quem resolver dar uma chance a ele. A banda define esse trabalho como o fim de um ciclo. Dessa forma, criaram grande expectativa positiva para o segundo álbum, previsto para sair em um futuro não tão distante. Stoner rock? Melhor definir como Broken Jazz Society Rock!

Gas Station (clipe)- Broken Jazz Society:

Older posts Newer posts

© 2019 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑