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Show do The Cure em SP muda de lugar

Por Fabian Chacur

Mudou o local no qual seria realizado o show do The Cure em São Paulo. A apresentação, prevista para ocorrer no estádio do Morumbi, agora terá como palco a Arena Anhembi. A data permanece a mesma (6 de abril). Quem por ventura já tiver adquirido ingressos precisa entrar em www.livepass.com.br para conferir se deve ou não mudar de lugar ou coisa do gênero.

A produtora do evento alega que a ideia inicial era mesmo ocupar a Arena Anhembi, o que não seria possível devido a compromissos do local com uma prova da Fórmula Indy. Como esse impedimento teria sido resolvido, os organizadores do show preferiram deixar de lado a configuração para 40 mil pessoas no Morumbi e ir para a Arena Anhembi, que comporta um público menor (algo entre 20 e 30 mil pessoas, creio eu).

Os ingressos continuam custando a fortuna entre R$ 137,50 e R$ 500,00. As outras datas e locais da turnê sulamericana da banda permanecem as mesmas. No Brasil, dia 4/4 na HSBC Arena, no Rio, e a já citada apresentação em Sampa City. Estão previstas apresentações até o dia 19/4 no Paraguai, Argentina, Chile, Peru e Colômbia, com encerramento na América Central (México, mais especificamente).

Robert Smith (vocal e guitarra), eterno líder e único integrante a se manter desde o início da banda, em 1976, tem hoje a seu lado os fiéis escudeiros Simon Gallup (baixo) e Roger O’Donnell (teclados), que já entraram e saíram do time várias vezes, Jason Cooper (bateria) e uma novidade inserida em 2012: o guitarrista Reeves Gabrels, ex-integrante da banda Tin Machine, de David Bowie. Um timaço, por sinal.

Se levarmos em conta os vídeos postados na internet dos shows dessa turnê, é o tipo da apresentação que vale a pena ser vista. Sensacional, com Smith cantando muito com seu timbre de voz peculiar! Pena que os preços estejam tão salgados… Certamente ficarei lambendo os dedos. Eles já tocaram aqui em 1987 (eu estava em um dos shows no Ginásio do Ibirapuera) e em 1996 (Hollywood Rock).

Shake Dog Shake– The Cure (live 2012):

Pictures Of You – The Cure (live 2012):

Green Day dá uma aula de punk pop em SP

Por Fabian Chacur

A primeira banda oriunda do punk rock a encarar um estádio com categoria foi o The Clash. De certa forma, e guardadas as devidas proporções (obviamente), o Green Day é uma espécie de The Clash da sua geração.

Da leva do novo punk dos anos 90, que eu prefiro rotular como punk pop pelo seu direcionamento menos radical do que na era inicial do estilo na década de 70, o Green Day foi de longe a banda que mais progrediu.

Dos punk rocks simples e bem concatenados do início, eles souberam buscar outros elementos musicais e encorparam seu som, gerando uma bela mistura com power pop, folk, country e até o rock épico do The Who das óperas rock.

Doze anos após sua primeira aparição no Brasil, o Green Day nos visitou para uma série de quatro shows. O último deles ocorreu na noite desta quarta (20) na Arena Anhembi, em São Paulo. E foi excelente.

Logo de cara, a banda mostrou suas armas. Com o apoio de três músicos adicionais, Billie Joe Armstrong deixou a guitarra um pouco de lado e se concentrou nos vocais e no seu carisma de front man de banda de rock.

O cara consegue ser bem humorado, energético e convincente, o que mostrou a partir dos primeiros acordes tocados em Sampa City, que ecoaram precisamente às 21h34.

Logo na terceira música, a efervescente Know Your Enemy, do mais recente (e ótimo) álbum do trio, 21st Century Breakdown (2009), já estava claro que a banda ganharia o povão que lotou o show.

Confessando uma verdadeira paixão por São Paulo, Armstrong permitiu que alguns fãs subissem ao palco em momentos estratégicos da performance do grupo.

Um deles teve a honra de cantar uma música do Green Day acompanhado por eles próprios, uma espécie de karaoke de luxo. Foi bem na fita, com sua falta de noção e energia elétrica.

Billie Joe o definiu como o mais doido e o melhor cantor da turnê, e deu ao cara de pau uma de suas guitarras. Viram como vale a pena arriscar?

O repertório do show incluiu canções dos 22 anos de existência do grupo, com direito a Minority, Boulevard of Broken Dreams, American Idiot, She e When I Come Around.

A banda ofereceu aos fãs dois pot pourris com trechos de clássicos do rock. Vejam só a seleção do primeiro: Iron Man (Black Sabbath), Rock And Roll (Led Zeppelin), Sweet Child O’ Mine (Guns N’ Roses), Highway To Hell (AC/DC) e Baba O’Riley (The Who).

O segundo começou com Shout (Isley Brothers) e inclui também Break on Through (To The Other Side) (The Doors), (I Can’t Get No) Satisfaction (Rolling Stones) e Hey Jude, dos Beatles. Dá pra acreditar?

O pessoal situado nos lugares mais caros do show, a tal de pista vip/pista prime ou seja lá como chamem, ganhou um brinde inesperado: banhos de esguicho por parte de Billie Joe. “Bem feito!”, disseram muitos maldosos por aí…

A performance da banda acabou por volta das 00h10 da madrugada desta quinta (21), totalizando mais de duas horas e meia de rock and roll na veia. Teve até imitação de Elvis Presley por parte do saxofonista!

Além de Armstrong, a garra e segurança de Mike Dirnt (baixo) e a energia inesgotável de Tre Cool (bateria) ajudaram a dar a moldura a um show que realmente valeu a pena ter visto.

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