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Mumford & Sons é nº1 de novo nos EUA

Por Fabian Chacur

O grupo britânico Mumford & Sons continua com a bola toda. Ao faturar o Grammy na seminal categoria Álbum do Ano, eles conseguiram voltar a liderar a parada americana com este mesmo trabalho, o excelente Babel. O álbum já havia ficado três semanas no número 1 em outubro de 2012, quando chegou às lojas, e agora marca presença de novo nessa cobiçada posição.

Babel vendeu na última semana aproximadamente 185 mil cópias, o que lhe permitiu completar quatro vezes não consecutivas como o mais vendido na terra de Barack Obama. O resultado é mais uma prova de que nem sempre é preciso apelar ou fazer música centrada em modismos e comercialismos óbvios para vender muito no cenário musical atual.

O som do Mumford & Sons tem como base a música folk britânica, com direito a elementos do folk e country americano, soul e rock. A sonoridade investe em mandolins, violões acústicos e outros instrumentos tradicionais, e evoca a obra de grupos importantes como The Chieftains, The Band, Fairport Convention e outros da mesma nobre estirpe.

Recentemente, eles lançaram o DVD The Road To Red Rocks, gravado ao vivo no belíssimo e cultuado anfiteatro de Red Rocks, em Denver, Colorado (EUA), onde só se apresentam artistas do gabarito de U2, Stevie Nicks, Grateful Dead e Dave Matthews Band, entre não muitos outros. Prova de prestígio dos rapazes.

Lover Of The Light, com o Mumford & Sons:

Mumford & Sons, um fenômeno musical

Por Fabian Chacur

A cada dia que passa, parece mais difícil aparecer no cenário musical grupos ou artistas que se tornem campeões de vendagens e de popularidade valendo-se apenas do conteúdo dos trabalhos artísticos que fazem. O visual, as estratégias de marketing e as maracutaias se mostram decisivas para impulsionar carreiras. Talento fica sempre em segundo plano, não é mesmo?

Bem, felizmente de tempos em tempos alguém consegue furar esse bloqueio da picaretagem explícita e ganha o topo das paradas de sucesso graças ao que antigamente era o que realmente contava, a qualidade musical. O novo grupo a poder se gabar de chegar lá na base da competência, inspiração e honestidade leva o nome Mumford & Sons.

Babel, segundo álbum do quarteto britânico, conseguiu a melhor marca na semana do lançamento de 2012 no competitivo mercado americano, vendendo 600 mil cópias. Para que vocês possam ter uma ideia do tamanho da façanha, o segundo colocado em 2012, o fenômeno pop Justin Bieber, vendeu 374 mil unidades de seu Believe. Madonna, com seu MDNA, ficou ainda mais longe, com seus 359 exemplares.

O disco obteve a melhor semana de estreia de um disco de rock nos EUA desde 2008, quando Black Ice, do AC/DC, atingiu a marca de 784 mil cópias. De quebra, Babel conseguiu permanecer no primeiro lugar na terra de Barack Obama por três semanas consecutivas. Só para encerrar o quesito números: seis singles do Mumford & Sons estão simultaneamente na parada Hot 100 da Billboard, algo que só os Beatles nos anos 60 conseguiam.

Quais seriam as armas usadas pela banda, que está há cinco anos na estrada e conta com Marcus Mumford (vocal, guitarra, bandolin e bateria), Ben Lovett (vocal, teclados, acordeon e bateria), Winston Marshall (vocal, banjo, dobro e guitarra) e Ted Dwane (vocal, baixo, bateria e violão)? A explicação é simples, embora difícil de concretizar.

Trata-se de uma bem azeitada e inspirada incursão pela música folk britânica, incluindo vários elementos do folk americano e também um pouco de rock e country. Influências de grupos e artistas como Fairport Convention, Steelye Span, The Chieftains, Waterboys, Del Amitri e Bob Dylan podem ser descobertas aqui e ali.

Com um instrumental sólido e vocais sempre vibrantes e energéticos, o quarteto nos oferece músicas simples e gostosas de se ouvir como Babel, Whispers In The Dark, Holland Road, Ghosts That We Knew e Lovers Eyes, entre outras. Nada de modismos, excesso de recursos eletrônicos ou truques manjados. Apenas música e mais música.

É muito importante o sucesso comercial de grupos como o Mumford & Sons, pois mantém naqueles fãs de música mais apegados ao idealismo e à predominância dos valores artísticos a esperança de que, apesar dos pesares, sempre haverá lugar entre os campeões de vendagem para quem aposta tudo na qualidade da música que faz.

I Will Wait – Mumford & Sons:

Babel – Mumford & Sons:

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