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The War On Drugs lança clipe e promete álbum para outubro

the war on drugs capa 400x

Por Fabian Chacur

Em uma era na qual os artistas parecem surgir do dia para a noite, não deixa de ser legal ver alguém que está galgando aos poucos e de forma mais segura os degraus da fama. O alguém em questão é o cantor, compositor e guitarrista norte-americano Adam Granduciel. Ele, ao lado de alguns amigos, criou em 2005 na mítica Filadélfia a banda The War On Drugs. E foram bons anos até o sucesso chegar. Celebrando os frutos desses tempos de luz, ele, aos 42 anos, lança novo single, Living Proof, e anuncia que seu 5º álbum de inéditas sairá em 29 de outubro.

Fascinado por Bob Dylan e um assumido seguidor do autor de Like a Rolling Stone, Granduciel e seus asseclas lançaram três álbuns pelo selo independente Secretly Canadian- Wagonwheel Blues (2008), Slave Ambient (2011) e Lost In The Dream (2014), cativando aos poucos os fãs do rock alternativo com uma sonoridade mesclando folk, rock e country com um quê de psicodelia no meio.

Um convite da Atlantic Records os levou à gravadora multinacional, que lançou seu 4º álbum, A Deeper Understanding (2017). E esse trabalho os alçou ao estrelato, atingindo o 10º posto na parada americana e faturando, em 2018, o Grammy na categoria melhor álbum de rock. Com singles como a extensa e densa Thinking Of a Place (ouça aqui), o álbum enfim os trouxe ao grande público.

Foram quase três anos desde então, com passagens por sete estúdios diferentes, entre os quais o mitológico Electric Lady, até Granduciel enfim surgir com um novo trabalho. I Don’t Live Here Anymore trará 10 faixas, sendo que a primeira delas acaba de ser divulgada. Living Proof, com seu clima introspectivo e clipe com forte tom solitário, poderia estar em Oh Mercy, álbum de 1989 de Bob Dylan. Sim, a influência do bardo é grande, mas não temos aqui o caso de um copiador barato. Não mesmo!

Além do álbum, o The War On Drugs também anuncia uma extensa turnê pela América do Norte e Europa prevista para durar de novembro deste ano a abril de 2022, com direito até a um show no dia 29 de janeiro no lendário Madison Square Garden. Fica a torcida para que a pandemia do novo coronavírus não atrapalhe essa programação. Mas o álbum certamente sairá, um dos discos de rock mais aguardados do ano.

Living Proof (clipe)- The War On Drugs:

Bob Dylan celebra 80 anos ainda muito relevante e bastante ativo

bob dylan

Por Fabian Chacur

No dia 19 de novembro de 1995, Bob Dylan participou de um show que celebrou os 80 anos de vida de Frank Sinatra. Ele interpretou a canção Restless Farewell no palco do The Shrine Auditorium, de Los Angeles. Posteriormente, regravaria algumas das canções que consagraram The Voice no álbum Shadows In The Night (2015). Agora, chega a vez dele, autor de clássicos como Blowin’ In the Wind, comemorar oito décadas de vida nesta segunda-feira (24) ainda se mantendo bastante relevante e produtivo.

O termo lenda vida (living legend, em inglês) de certa forma se banalizou nas últimas décadas, mas cabe feito luva se nos referirmos a Bob Dylan. Afinal de contas, não faltam elementos para se justificar chamá-lo dessa forma. Para começo de conversa, trata-se da única pessoa a ter em sua estante de troféus ao menos um exemplar de Grammy, Oscar, Globo de Ouro, Pulitzer e Nobel. E isso não ocorreu por acaso ou protecionismo.

Nascido em 24 de maio de 1941, Robert Allen Zimmerman tinha como ídolos Little Richard e Woody Guthrie, dois artistas teoricamente incompatíveis em termos de estilos musicais. Coube a ele ser um dos pioneiros na mistura desses dois caminhos musicais, e ajudou de forma decisiva o rock a ganhar respeitabilidade cultural, graças a letras profundas e com forte conteúdo social.

Inicialmente, Dylan tornou-se conhecido graças a canções folk de temática social como Blowin’ In The Wind e The Times They Are-a-Changing. Em seu 5º álbum, Bringing It All Back Home, surpreendeu os fãs ao injetar fortes doses de rock and roll naquela sonoridade, caminho aprofundado no seminal álbum seguinte, Highway 61 Revisited, lançado naquele mesmo 1965 e incluindo um dos hinos máximos da música popular, a fantástica Like a Rolling Stone.

Nos shows que realizou entre o final de 1965 e a primeira metade de 1966, explicitou essa adesão ao rock, embora sem abandonar sua veia folk. Parte dos fãs, especialmente os seguidores xiitas do folk, passaram a vaiá-lo, com alguns o chamando de Judas, como se estivesse traindo um movimento. Radicalismo purista. Na verdade, Dylan nunca traiu seus princípios, e nem a si mesmo.

Nesses shows, foi acompanhado por um time de músicos que, oriundos do Canadá, ficariam conhecido mundialmente a partir de 1968 como The Band, um dos melhores e mais importantes grupos de rock de todos os tempos. Em 1967, quando o músico americano se recuperava de um grave acidente de moto sofrido no ano anterior, ele gravaria com os amigos um repertório de músicas que só seria lançado em 1975 com o título The Basement Tapes.

A partir deste momento, a trajetória de Bob Dylan se mostra sempre repleta de elementos imprevisíveis. Lançou discos com pegada country. Investiu em sonoridade próxima do gospel. Quando era tido como decadente, voltou em 1974 com Planet Waves, álbum que o colocou no 1º lugar da parada americana pela primeira vez. A turnê que realizou para divulgá-lo, novamente acompanhado pelo The Band, rendeu um dos melhores álbuns ao vivo de todos os tempos, o sublime Before The Flood, lançado naquele mesmo 1974 e atingindo o 3º lugar nos charts.

Daí pra frente, o autor de Like a Rolling Stone sempre surpreendeu. Lançou uma polêmica trilogia de discos para celebrar sua adesão ao cristianismo. Voltou às paradas de sucesso com mais força com Infidels (1983). Nos anos 1980, fez concorridos shows ao lado do Grateful Dead e também com Tom Petty And The Heartbreakers.

Em 1988, integrou um verdadeiro super grupo, The Traveling Wilburys, ao lado de Roy Orbison, George Harrison, Tom Petty e Jeff Lynne, com o qual lançou dois festejados álbuns. Nos anos 1990, foi um dos vários artistas a lançar um álbum Unplugged em parceria com a MTV. O público brasileiro teve, enfim, a chance de vê-lo em shows, que ocorreram no Hollywood Rock em 1990 e abrindo para os Rolling Stones em 1998, entre outras ocasiões, sempre festejadas pelo público e crítica especializada.

Em 2006, mais uma façanha para seu currículo: conseguiu novamente atingir o primeiro lugar na parada americana, desta vez com o álbum Modern Times, 30 anos após ter obtido tal posicionamento com Desire (1976). E seus discos continuam atraindo ótimas vendagens, vide o mais recente, Rough And Rowdy Days (2020), que atingiu o 2º posto nos charts americanos.

E vale lembrar que, nesses anos todos, Dylan se manteve permanentemente na estrada, cantando pelos quatro cantos do mundo. Um artista que nunca se dobrou ao comercialismo, que sempre impôs o seu modo de cantar, tocar e compor às gravadoras e aos contratantes de shows, e que permanece um modelo a ser seguido por quem pensa em fazer um trabalho que possa ser relevante. Ah, ele também celebra neste ano 60 anos do lançamento de seu primeiro álbum. Ou seja, há muito a se comemorar, por ele e por seus milhões de fãs.

Ouça Highway 61 Revisited na íntegra em streaming:

Bob Dylan lança a introspectiva e bela balada I Contain Multitudes

Bob Dylan Performa at Hyde Park - London

Por Fabian Chacur

Os fãs de Bob Dylan com saudades de canções inéditas escritas pelo grande astro do rock não podem reclamar. Após o lançamento há alguns dias de Murder Most Foul (ouça aqui), com seus pungentes 17 minutos de duração, agora é disponibilizada I Contain Multitudes, que também surge de forma impressiva e arrancando elogios por parte da crítica especializada.

Bem mais compacta do que a anterior (tem pouco mais de 4 minutos) mas com o mesmo clima reflexivo predominando, temos aqui o autor de Blowin’ In The Wind e tantos outros clássicos mais inspirado do que nunca.

Ele inicia com os belos e profundos versos “today, tomorrow and yesterday, too, the flowers are dyin’ like all things do” (“hoje, amanhã e ontem, as flores estão morrendo, como todas as coisas fazem”, em tradução livre).

Influenciada pelo saudoso poeta Walt Whitman, a balada mostra o cantor com uma interpretação contida e bem segura, e a letra traz citações referentes aos Rolling Stones, Edgar Allan Poe e Frank Sinatra.

A parte final traz os versos “I have no apologies to make” (“não tenho desculpas a pedir”, em tradução livre). No geral, a canção tem alguma afinidade com a clássica Ring Them Bells, do álbum Oh Mercy (1989).

O álbum mais recente de Bob Dylan incluindo apenas composições próprias, Tempest, saiu em 2012. Desde então, o icônico cantor, compositor e músico americano nos proporcionou três álbuns com releituras de standards da música americana- Shadows In The Night (2015), Fallen Angels (2016) e Triplicate (2017, este um álbum triplo), todos bem-sucedidos em termos comerciais.

Ainda não se sabe se essas duas novas faixas de Bob Dylan são a amostra de um novo álbum à caminho ou se encerram em si mesmas. A primeira opção parece a mais provável, mas só saberemos no decorrer dos próximos capítulos.

Vale lembrar que ele sempre foi uma figura enigmática, de decisões nem sempre previsíveis. Seja como for, ou amostras, ou faixas avulsas, possuem seu forte e poderoso DNA, o que não é pouco para alguém rumo a completar 79 anos de idade no próximo dia 24 de maio. Que venha mais!

I Contain Multitudes– Bob Dylan:

Novo CD de Bob Dylan estreia bem nos EUA

Por Fabian Chacur

Entra ano, sai ano, e Bob Dylan consegue se manter relevante no sempre competitivo cenário do rock. Melhor: nos últimos anos, desafia a molecada e sempre emplaca seus CDs de inéditas entre os 10 mais nos EUA.

Seu novo trabalho, Tempest, entrou esta semana na parada da Billboard no terceiro posto, com 110 mil cópias comercializadas em seus primeiros dias de lançamento. É o 5º álbum de carreira consecutivo do cantor, compositor e músico a conseguir tal façanha nos últimos anos.

A atual série do lendário astro americano começou em 1997 com Time Out Of Mind (10º) e teve sequência com Love And Theft (2001- 5º lugar), Modern Times (2006- 1º lugar), Together Through Life (2009- 1º lugar) e agora com Tempest.

Como havia sido previsto pelos analistas da Billboard americana, Away From The World, novo álbum da Dave Matthews Band, largou no primeiro posto nos EUA, com 266 mil cópias vendidas. É o sexto álbum consecutivo da banda de Dave Matthews a atingir tal posto.

O segundo lugar ficou nas mãos do quarteto country Little Big Town, com as 113 mil cópias vendidas de Tornado, seu mais recente álbum. O quarto lugar, logo abaixo do autor de Blowin’ In The Wind, é dos The Avett Brothers, que venderam 98 mil cópias de seu novo trabalho, The Carpenter. O xx, com Coexist, completa o Top 5, com 73 mil exemplares.

Outro veterano, o grupo ZZ Top, também comemora uma ótima estreia. Seu novo torpedo, La Futura, começou sua trajetória comercial vendendo 31 mil cópias, dando ao trio a posição de número 3. Eles não conseguiam atingir o Top 10 na terra de Barack Obama desde 1992, quando Greatest Hits esteve por lá.

Veja o clipe de Duquesne Whistle, de Bob Dylan:

Bob Dylan lançará Tempest em setembro

Por Fabian Chacur

Aos 71 anos de idade, Bob Dylan não parece disposto a reduzir suas atividades. Além de continuar fazendo shows pelo mundo (passou recentemente pelo Brasil), o gênio do rock em breve lançará novo álbum. A belíssima capa, você pode conferir ao lado.

Tempest deverá chegar às lojas no dia 11 de setembro (data sinistra, heim? Salvador Allende e as Torres Gêmeas de Nova York que o digam!), incluindo dez composições inéditas do autor de Like a Rolling Stone e tantos outros clássicos.

Quem for conferir o nome do produtor e ler Jack Frost nos créditos não precisa ir pesquisar para saber quem é esse profissional. Na verdade, trata-se de um pseudônimo que Dylan já usou anteriormente. Ou seja, ele mesmo produziu Tempest. Excentricidades de um mago do rock.

Além de mais na ativa do que nunca, Dylan também anda bastante popular. A prova é o fato de que dois de seus mais recentes lançamentos, Modern Times (2006) e Together Through Life (2009) estrearam na parada americana direto no primeiro lugar.

Eis os títulos das músicas e a ordem das faixas de Tempest:

1. Duquesne Whistle

2. Soon After Midnight

3. Narrow Way

4. Long and Wasted Years

5. Pay In Blood

6. Scarlet Town

7. Early Roman Kings

8. Tin Angel

9. Tempest

10. Roll On John

Highway 61 Revisited – ao vivo em Brasília- Bob Dylan:

Dylan inicia turnê pelo Brasil neste domingo

Por Fabian Chacur

A primeira vez a gente nunca esquece. Foi em janeiro de 1990 que Bob Dylan se apresentou ao vivo no Brasil pela primeira vez, com dois shows no extinto festival Hollywood Rock, um no Rio, outro em São Paulo.

Desde então, um dos nomes mais expressivos da história do rock e da cultura mundial já nos visitou várias vezes, uma inclusive abrindo shows para os Rolling Stones (em 1998).

Desta vez, a turnê engloba seis datas, e tem como singelo título Bob Dylan And His Band. O primeiro show rola neste domingo (15) no Citibank Hall, Rio de Janeiro, com ingressos entre R$ 275,00 e R$ 800,00.

No dia 17, será a vez de Brasília, no Ginásio Nilson Nelson e ingressos custando entre R$ 120,00 e R$ 250,00. Belo Horizonte recebe o autor de Like a Rolling Stone no dia 19, no Chevrolet Hall, com ingressos a R$ 240,00.

São Paulo verá Dylan nos dias 21 e 22, Hall, com bilhetes custando entre R$ 75,00 e R$ 900,00. A turnê brasileira do mestre será encerrada em Porto Alegre, no dia 24, no Pepsi On Stage, com tíquetes custando entre R$ 80,00 e R$ 180,00. Um verdadeiro “abril no Brasil com Dylan”.

Para quem já viu, como eu (duas vezes), é dispensável rever Dylan, pois os shows são muito semelhantes, além de a voz do bardo estar tão estranha que fica difícil identificar de imediato o que ele está cantando.

Para quem nunca o viu, no entanto, é indispensável acrescentar um nome desse porte ao seu currículo de shows, pois Dylan é Dylan.

Veja o clipe de Subterranean Homesick Blues, com Bob Dylan:

Duran Duran e Bob Dylan voltarão ao Brasil

Por Fabian Chacur

Dois grandes nomes da música pop voltarão a se apresentar no Brasil em breve. São eles o eterno trovador do rock Bob Dylan e o Duran Duran, uma das bandas mais populares nos anos 80 e ainda relevante no século XXI.

O Duran Duran, que se apresentou pela primeira vez em nosso país no Hollywood Rock Festival em 1988 e foi uma das atrações do festival SWU em 2011, está divulgando seu mais recente álbum, o ótimo All You Need Is Now, lançado em 2011.

A banda mantém quatro integrantes de sua formação original: Simon Le Bon (vocal), Nick Rhodes (teclados), John Taylor (baixo) e Roger Taylor (bateria). O repertório do show trará músicas do mais recente CD e também clássicos como Save a Prayer, Notorious e Rio.

Eles tocarão em Brasília no dia 28/4 (Ginásio Nilson Nelson), com ingressos de R$ 110,00 a R$ 275,00. No Rio, o show rola no dia 30/4 no Citibank Hall, com ingressos de R$ 90,00 a R$ 400,00. Em São Paulo, a apresentação será no Credicard Hall no dia 2/5, com ingressos custando de R$ 55,00 a R$ 500,00.

Por sua vez, Bob Dylan, cujos álbuns mais recentes saíram em 2009 (Together Through Life e Christmas In The Heart), visitará mais cidades.

A turnê do astro, que tocou no Brasil pela primeira vez em 1990 e cuja presença por aqui tem sido frequente, terá início no dia 15/4 no Citibank Hall, no Rio, com ingressos que vão de R$ 275,00 a R$ 800,00.

Em Brasília, o autor de Like a Rolling Stone cantará no dia 17/4, com ingressos de R$ 120,00 a R$ 250,00. O Chevrolet Hall será o palco de seu show em Belo Horizonte no dia 19/4, com ingressos custando de R$ 90,00 a R$ 240,00.

Sâo Paulo terá os dias 21 e 22/4 na agenda de Dylan, com apresentações previstas para o Credicard Hall e ingressos custando de R$ 75,00 a R$ 900,00 (isso mesmo que você leu, novecentos paus!). A turnê será encerrada no Brasil em Porto Alegre, no Pepsi on Stage, no dia 24/4, com ingressos custando de R$ 70,00 a R$ 180,00.

Mais informações sobre os preços de ingressos, que já estão começando a ser vendidos, em www.ticketsforfun.com.br.

Veja o clipe de Girl Panic!, do Duran Duran:

Ke$ha participa de megatributo a Bob Dylan

Por Fabian Chacur

Você consegue imaginar a estrelinha pop Ke$ha interpretando uma composição de Bob Dylan? Pois logo essa releitura poderá ser conferida. Ela é um dos destaques de Chimes Of Freedom: Songs Of Bob Dylan Honouring 50 Years Of Amnesty International.

Esta caixa com 4 CDs está prevista para chegar ao mercado fonográfico em 30 de janeiro de 2012, e tem como objetivo comemorar não só os 50 anos da Anistia Internacional, como também do lançamento do primeiro álbum do autor de Blowin’ In The Wind, ocorrido no mesmo 1962.

Ke$ha, que interpreta Don’t Think Twice It’s Alright é apenas uma das inúmeras presenças ilustres do álbum quádruplo, que também conta com Elvis Costello, Miley Cyrus, My Chemical Romance, Pete Townshend, Diana Krall, Sting e até a atriz Evan Rachel Wood.

Confira o elenco completo, e que música cada astro interpreta:

CD1
Raphael Saadiq- Leopard-Skin Pill-Box Hat
Patti Smith Drifter’s – Escape
Rise Against- Ballad of Hollis Brown
Tom Morello The Nightwatchman- Blind Willie McTell
Pete Townshend- Corrina, Corrina
Bettye LaVette- Most of the Time
Charlie Winston- This Wheel’s On Fire
Diana Krall- Simple Twist of Fate
Brett Dennen- You Ain’t Goin’ Nowhere
Mariachi El Bronx- Love Sick
Ziggy Marley- Blowin’ in the Wind
The Gaslight Anthem- Changing of the Guards
Silversun Pickups- Not Dark Yet
My Morning Jacket- You’re A Big Girl Now
The Airborne Toxic Event- Boots of Spanish Leather
Sting- Girl from the North Country
Mark Knopfler- Restless Farewell

CD2
Queens Of The Stone Age- Outlaw Blues
Lenny Kravitz- Rainy Day Woman # 12 & 35
Steve Earle & Lucia Micarelli- One More Cup of Coffee’ (Valley Below)
Blake Mills- Heart Of Mine
Miley Cyrus- You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go
Billy Bragg- Lay Down Your Weary Tune
Elvis Costello- License to Kill
Angelique Kidjo – Lay, Lady, Lay
Natasha Bedingfield- Ring Them Bells
Jackson Browne- Love Minus Zero/No Limit
Joan Baez- Seven Curses (Live)
The Belle Brigade- No Time To Think
Sugarland- Tonight I’ll Be Staying Here With You (Live)
Jack’s Mannequin- Mr. Tambourine Man
Oren Lavie- 4th Time Around
Sussan Deyhim- All I Really Want To Do
Adele- To Make You Feel My Love (Recorded Live at WXPN)

CD3
K’Naan- With God On Our Side
Ximena Sariñana- I Want You
Neil Finn with Pajama Club- She Belongs to Me
Bryan Ferry- Bob Dylan’s Dream
Zee Avi- Tomorrow Is A Long Time
Carly Simon- Just Like a Woman
Flogging Molly- The Times They Are A-Changin’
Fistful Of Mercy- Buckets Of Rain
Joe Perry- Man Of Peace
Bad Religion- It’s All Over Now, Baby Blue
My Chemical Romance- Desolation Row (Live)
RedOne featuring Nabil Khayat- Knockin’ on Heaven’s Door
Paul Rodgers & Nils Lofgren- Abandoned Love
Darren Criss featuring Chuck Criss and Freelance Whales- New Morning
Cage the Elephant- The Lonesome Death of Hattie Carroll
Band of Skulls- It Ain’t Me, Babe
Sinéad O’Connor- Property of Jesus
Ed Roland and The Sweet Tea Project- Shelter From The Storm
Ke$ha- Don’t Think Twice, It’s All Right
Kronos Quartet- Don’t Think Twice, It’s All Right

CD4
Maroon 5- I Shall Be Released
Carolina Chocolate Drops- Political World
Seal & Jeff Beck- Like A Rolling Stone
Taj Mahal- Bob Dylan’s 115th Dream
Dierks Bentley- Senor (Tales of Yankee Power) (Live)
Mick Hucknall- One Of Us Must Know (Sooner Or Later)
Thea Gilmore- I’ll Remember You
State Radio- John Brown
Dave Matthews Band- All Along the Watchtower (Live)
Michael Franti- Subterranean Homesick Blues
We Are Augustines- Mama, You Been On My Mind
Lucinda Williams- Tryin’ To Get To Heaven
Kris Kristofferson- Quinn The Eskimo (The Mighty Quinn)
Eric Burdon- Gotta Serve Somebody
Evan Rachel Wood- I’d Have You Anytime
Marianne Faithfull- Baby Let Me Follow You Down (Live)
Pete Seeger- Forever Young
Bob Dylan- Chimes Of Freedom

Before The Flood-Bob Dylan/The Band(Asylum/Sony 1974)

Por Fabian Chacur

Em 2011, Bob Dylan completou 50 anos da gravação de seu primeiro álbum, autointitulado. Curiosamente, ele se mantém até hoje na mesma gravadora, a Sony Music, detentora dos direitos do catálogo da antiga CBS, onde o mitológico cantor, compositor e músico americano iniciou sua consagradora trajetória musical.

No entanto, existe um pequeno hiato no meio dessa permanência espantosa. Em 1974, Dylan resolveu não renovar contrato com a CBS e se mandou para o recém-lançado selo Asylum, do também mitológico empresário David Geffen.

A CBS já não punha mais tanta fé no taco de Dylan, enquanto o artista, por sua vez, sentiu que era a hora de respirar novos ares.

O resultado não poderia ter sido melhor. Ele não só lançou o elogiado Planet Waves, curiosamente seu primeiro álbum a atingir o topo da parada americana, como de quebra fez uma turnê histórica acompanhado pelos velhos amigos do The Band.

Before The Flood, álbum duplo lançado no mesmo 1974, traz registros feitos durante alguns dos shows daquela tour, e é um dos melhores álbuns ao vivo da história do rock. Por várias razões.

A primeira: nunca Dylan cantou tão bem e com tanta fúria como neste álbum. Ele parecia querer dar uma lição em quem o considerava uma relíquia empoeirada dos anos 60, além de mostrar para a garotada que ele continuava na ponta dos cascos. E conseguiu com louvor.

Suas interpretações para clássicos como Lay Lady Lay, Like a Rolling Stone, All Along The Watchtower, Knockin’ On Heaven’s Door e Highway 61 Revisited possuem aura de definitivas, o que a alta qualidade técnica dos registros torna ainda mais evidente.

É lógico que a participação do The Band nessa história é essencial. Uma das melhores bandas de rock de todos os tempos e inventora de um estilo que poderia ser definido como folk-country-soul-rock, o quinteto era simplesmente espetacular, ainda mais ao vivo.

Além de acompanhar o mestre, eles também apresentaram alguns de seus hits nos shows, entre os quais as matadoras The Weight, The Night They Drove Old Dixie Down e I Shall Be Released.

Tipo do grupo perfeito: três vocalistas fantásticos (o baterista Levon Helm, o tecladista Richard Manuel e o baixista Rick Danko), um guitarrista e compositor inspiradíssimo (Robbie Robertson) e um tecladista cuja versatilidade impressionava a todos (Garth Hudson).

Se indivualmente os cinco eram músicos do mais alto calibre, a atuação deles como grupo equivalia a uma mistura perfeita, nas doses certas e com a qualidade técnica e paixão perfeitas.

Nem é preciso dizer que, após lançar esses dois trabalhos magníficos, Dylan foi chamado pelo então homem forte da CBS, o hoje também legendário Clive Davis, para um papo. Em 1975, o autor de Blowin’ In The Wind estava de volta à CBS, de onde jamais sairia.

Os direitos dos dois álbuns lançados pela Asylum também foram adquiridos pela gravadora, que os relançou posteriormente. Ouça abaixo quatro faixas de Before The Flood:

Most Likely You Go Your Way (And I Go Mine)– Dylan & The Band:

Knockin’ On Heaven’s Door– Dylan & The Band:

Lay Lady Lay -Dylan & The Band:

The Night They Drove Old Dixie Down – Dylan & The Band:

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