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Claudia Castelo Branco canta músicas do seu CD solo no Rio

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Por Fabian Chacur

Integrante do duo Gisbranco, Claudia Castelo Branco também tem uma carreira-solo das mais respeitáveis. Ele mostra um fruto dessa vertente de seu trabalho, o álbum Você na Nuvem, com uma apresentação no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (14) às 19h30 no Centro de Referência de Música Carioca Artur da Távola (rua Conde de Bonfim, nº 824- Tijuca- fone 0xx21-3238-3831), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira). O show faz parte do projeto Ciclo Internacional de Compositoras Sonora.

Cantando e tocando piano, Claudia terá a seu lado Marcos Campello (guitarra) e Rodrigo Maré Souza (percussão), com participação especial da cantora e pianista Michele Leal. Além de músicas de Você Na Nuvem, incluindo a ótima faixa-título, ela também apresentará composições inéditas escritas em parceria com Chico Cesar e Bianca Gismonti.

Por sinal, Bianca Gismonti é a sua parceira no duo Gisbranco, que já gravou dois CDs e um DVD em sua carreira até o momento. Em sua trajetória pelo mundo musical, Claudia Castelo Branco já teve a chance de dividir o palco com nomes importantes da nossa música, entre os quais Mônica Salmaso, Chico Cesar, Marcos Suzano,Jaques Morelenbaum, Carlos Malta, Na Ozzetti e Ava Rocha.

Você Na Nuvem– Claudia Castelo Branco:

Fernanda Takai dá um banho de sutileza em seu novo DVD

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Por Fabian Chacur

Em 2007, Fernanda Takai iniciou uma carreira-solo paralela à do grupo que a consagrou nacionalmente, o Pato Fu. Essa trajetória chega agora ao seu quinto lançamento, o DVD/CD (vendidos juntos, em embalagem digipack) Na Medida do Impossível- Ao Vivo No Inhotim (Deck). Trata-se de um trabalho no qual a sutileza, o bom gosto e o talento da cantora radicada há décadas em Minas Gerais se apresentam de forma superlativa.

O trabalho foi gravado ao vivo no Inhotim, um misto mágico e cativante de parque e galeria de arte ao ar livre situado em Brumadinho (MG) no dia 3 de setembro de 2016. Além da dona da festa no vocal principal e violão (e usando um belo vestido), temos Larissa Horta (baixo e vocais), Lenis Rino (bateria, MPC e vocais), Lulu Camargo (teclados e gaita) e Tiago Borba (guitarra, violão e vocais), um time afiado que se presta às várias sonoridades empregadas durante o espetáculo.

O repertório do DVD traz 18 faixas, sendo 11 das 13 canções incluídas em Na Medida do Impossível (CD de estúdio lançado em 2014), três de trabalhos anteriores e três novidades em seu repertório,

São elas De Onde Vens (que ela gravou em 2014 para o álbum-tributo a Nelson Motta, Nelson 70), Nada Para Mim (do marido e parceiro de Pato Fu John Ulhôa e gravada originalmente por Ana Carolina em 1999) e I Don’t Want To Talk About It (do saudoso Danny Whitten, do grupo Crazy Horse, sucesso em gravações de Rod Stewart e Everything But The Girl) e Fui Eu (hit de José Augusto nos anos 1980).

O CD, por sua vez, conta com 14 faixas, sendo 12 iguais às do DVD e duas gravações de estúdio de Nada Pra Mim e I Don’t Want To Talk About It. Ainda no DVD, surgem duas versões de Partida, uma ao vivo que aparece nos extras junto com um making of de 6m37 de duração, e outra ilustrada por um clipe gravado nos domínios do Inhotim.

O curioso é que o show foi gravado à noite, com uma iluminação que dá uma ambientação de “festa à luz de velas”. Desta forma, o cenário natural fica em segundo plano, podendo ser confundido com um registro em teatro ou local fechado. A atmosfera de encantamento não é prejudicada por essa opção, que, ao contrário, não banaliza a natureza presente. E para quem deseja ver melhor o local, basta conferir o clipe da envolvente Partida, que cumpre essa função com eficiência.

O show flui com muita felicidade, com um repertório que se divide entre canções folk, pop, rock, eletrônica e um pouco de samba/bossa nova aqui e ali. Tudo isso pontuado pela voz doce de Fernanda, que com sua presença de palco delicada e simpática cativa o público e cria um clima de empatia sem grandes dificuldades.

Sem prejudicar a trajetória do Pato Fu, a carreira solo de sua talentosa cantora segue como uma boa forma de Takai externar sonoridades e canções que não caberiam tão bem na banda, podendo assim ampliar seus horizontes musicais. Boa sacada.

Partida (clipe)- Fernanda Takai:

Morgana Kurmann apresenta fase autoral com Hurricane

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Por Fabian Chacur

Aos 31 anos de idade, Morgana Kurmann dá o pontapé inicial em sua carreira autoral. Ela acaba de lançar nas plataformas digitais o single Hurricane, que é também a faixa-título de seu primeiro álbum, previsto para ser lançado em maio. Antes de se aventurar nesse universo de canções próprias, elas interpretou músicas alheias, formou-se em arquitetura, atuou como atriz e se preparou para esse importante passo em sua carreira.

O álbum traz 12 faixas escritas por Morgana, que mora desde 2004 em Araraquara (SP), e todas são em inglês. Ela explica a opção. “Sempre compus em inglês, por influência do que eu ouvia. Gravar em inglês no Brasil não é um caminho fácil, mas acho que há muitas pessoas por aqui que consomem música nesse idioma, e é o trabalho no qual acredito, é verdadeiro para mim”. Ela começou a compor algo em português recentemente, mas preferiu deixar para um futuro lançamento.

Hurricane, uma balada pop com sonoridade próxima do country moderno, curiosamente foi a última música composta para o álbum. “Essa música é uma espécie de resumo do tema do álbum, que é a briga entre o que é concreto e o que é abstrato, sobre como a gente planeja as coisas de um jeito e as coisas acontecem de outro”, teoriza.

Morgana buscou mostrar várias facetas de sua musicalidade no álbum. Ela cita a canção com arranjo jazzístico I’ll Let You In, a bossa estilizada meio longe Parallel World e a balada Searchin’ For You All Around como bons exemplos dessa diversidade. “Ouço muito pop, jazz, blues, soul e cantoras como Ella Fitzgerald, Aretha Franklin e Billie Holiday, busco nuances diferentes na minha voz, que vem de tudo o que ouço”.

A preocupação com sua preparação em termos musicais se reflete no fato de ela atualmente estudar canto lírico, mesmo sendo uma cantora pop, opção que ela justifica. “O canto lírico me ajuda a conhecer melhor a minha voz, o som que eu posso fazer, descobrir ainda mais os recursos do meu instrumento, a ter o domínio da minha voz”. Os arranjos das músicas foram feitos em parceria com o guitarrista Cleber Shimu, enquanto Deivid Leme dirigiu o clipe de Hurricane.

As gravações tiveram como local o estúdio Paulinas Comep, em São Paulo, a mixagem ficou por conta de Luis Paulo Serafim, e a masterização teve como realizador Mike Couzzi, na Florida (EUA). O álbum sairá em versões digital e física, sendo que esta última em uma tiragem inicial de 1.000 cópias viabilizadas pela Lei Rouanet e com o apoio do Grupo Curimbada (MG), Guabi Fios (SC) e Librelato (SC).

Hurricane– Morgana Kurmann:

Isabella Taviani mergulha nos seus sucessos em show no Rio

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Por Fabian Chacur

Após bem-sucedida turnê para divulgar seu ótimo álbum Carpenters Avenue, no qual releu de forma personalizada canções dos Carpenters, Isabella Taviani oferecerá aos fãs cariocas a chance de ouvir seus próprios sucessos. O show será nesta sexta (11) às 21h no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160- Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- Rio-fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 150,00.

Acompanhada por Marco Brito (teclados) e Felipe Melanio (violão e guitarra), a cantora e compositora, há quase 20 anos na estrada, mostrará versões concisas de sucessos como Luxúria, Sentido Contrário, De Qualquer Maneira, Digitais, Último Grão, A Canção Que Faltava e Diga Sim Pra Mim, entre outras. A ideia é atender os fãs da melhor forma possível, tentando não deixar de fora nenhuma das canções favoritas de seus admiradores, que sempre lotam seus shows.

Aliás, Isabella costuma ser extremamente carinhosa com o seu público, e explica esse carinho todo de forma muito direta e clara: “Nunca fui nenhuma queridinha da imprensa, nem tenho minha cara estampada em jornais ou TVs todos os dias. Portanto, quem divulga e sustenta minha carreira são estes fãs fiéis que tenho tanto orgulho de preservar”, revela. O show chegará a São Paulo nos dias 28 e 29, no Teatro Net SP.

Diga Sim Pra Mim– Isabella Taviani:

Priscila Amorim esbanja ginga em seu 1º disco, Pra Começar

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Por Fabian Chacur

Foram 15 longos anos. Durante esse período, Priscila Amorim cantou em bares e espaços culturais, e dividiu em algumas ocasiões o palco com artistas como Monarco, D.Ivone Lara, Oswaldinho da Cuíca, Almir Guineto, Tereza Gama e Clube do Balanço. Com garra e sem pressa, concretiza agora, enfim, o seu primeiro CD, intitulado Pra Começar. Para felicidade geral de seus fãs e incentivadores, valeu a pena essa espera toda. Bela estreia!

De forma inteligente, Priscila soube se cercar de gente experiente nessa sua primeira incursão pelo mundo do disco. De cara, escolheu como produtor Bira Haway, veterano profissional que assinou trabalhos de muito sucesso de grupos como Soweto, Exaltasamba, Molejo, Revelação e inúmeros outros. Ele soube arregimentar músicos e arranjadores que deram à voz da estrela da companhia uma moldura perfeita, sem complicações mas sem simplificação excessiva.

O repertório, por sua vez, traz boas composições inéditas de hitmakers do cenário do samba do naipe de Serginho Meriti, Arlindo Cruz, Chiquinho dos Santos, Xande de Pilares, Jorge Aragão, Paulo Cesar Pinheiro e Roque Ferreira. Também foram escolhidas duas canções clássicas de grandes autores, Cartola e Nuno Ferreira (Festa da Vinda) e Noca da Portela e Sérgio Fonseca (Canta Meu Povo Canta).

Nessas décadas que atuo como crítico e jornalista especializado em música, já ouvi vários discos com esse mesmo perfil, e nem sempre esse auxílio luxuoso resultou em algo positivo. A razão costuma ser sempre a mesma: a “estrela da companhia” não desempenhou a contento. Felizmente, esse não é o caso deste Pra Começar. Priscila Amorim mostra que nasceu para cantar samba, com direito a muita ginga, timbre vocal delicioso e maturidade como intérprete.

As onze faixas do CD fluem com desenvoltura, dando ao ouvinte uma bela amostra de samba com jeitão popular, sim, mas sem cair no banal. Pelo contrário. A faixa-título, Feliz do Homem Que Chora, Quem Me Ilumina, Festa da Vinda e Me Leva Contigo são possíveis destaques de um trabalho consistente que vai direto ao assunto, sem mais delongas. Fica a torcida para que não tenhamos de esperar mais 15 infindáveis anos para um novo trabalho dessa ótima intérprete.

Pra Começar (CD completo em streaming)- Priscila Amorim:

Ivete Sangalo e a fórmula para ser bem popular e sofisticada

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Por Fabian Chacur

Infelizmente, não me lembro quem foi que criou essa definição sobre o trabalho de Roberto Carlos. Mas vamos lá: “Roberto Carlos é o máximo em termos de artista popular que uma pessoa sofisticada se permite ir, e o mais sofisticado que uma pessoa estilo povão se permite ir”. Ou seja, caso raro de agradar segmentos muito distantes com um único tipo de música. E pode se dizer que outra artista agora se encaixa feito luva nesse conceito. É Ivete Sangalo, que acaba de lançar o CD duplo e DVD Acústico em Trancoso.

Desde os tempos de Banda Eva, essa cantora e compositora baiana nos apresentava uma música popular, mas sem cair na vulgaridade. Ao iniciar a carreira solo, em 1999, Sangalo elaborou ainda melhor essa proposta, fugindo do nível rasteiro que os setores mais escancarados da axé music às vezes atingem, propondo música multifacetada, para cima e falando de temas universais, mas sem forçar a barra na simplicidade.

Desde então, ela conseguiu se firmar como a cantora mais popular deste país continente, vendendo milhões de discos e lotando todos os shows de suas turnês. Poderia ter se acomodado, como já aconteceu com vários colegas de profissão, mas isso nunca ocorreu. Sempre se desafia e propõe novos horizontes, como um show no mitológico Madison Square Garden (Nova York, EUA), ou gravar em parceria com Gilberto Gil e Caetano Veloso. E costuma dar certo.

Sempre que falo de Ivete eu me refiro a ela com um apelido, “A Grande Irmã”. Explico: às vezes, dá a impressão que ela está em todas, participando de todos os programas de TV, gravando com todos os artistas possíveis, em todos os comerciais… Onipresente. Isso me incomodava um pouco até ter a chance de conhece-la pessoalmente e entrevista-la. Aí, você percebe que ela faz isso não para massagear o próprio ego, e sim porque não consegue ficar parada.

Acústico Em Trancoso é mais um trabalho que explora novas cores para o trabalho dessa artista inquieta. Sem guitarras nem programação eletrônica, ela no entanto não se propõe ao acústico habitual, ou seja, som intimista e poucos instrumentos. Aqui, temos muita percussão, vibração e o vozeirão de Miss Sangalo acompanhada por ótimos arranjos. Às vezes, nem dá para notar que é “acústico”.

Tendo o alto astral e a beleza da paradisíaca Trancoso como cenário, Ivete nos mostra releituras bem bacanas de sucessos de sua carreira, além de sete músicas que nunca haviam sido incluídas em seus trabalhos anteriores, entre eles a excelente O Farol, funk de verdade incluído na abertura da novela global Haja Coração. Não estranhem se todas essas inéditas acabarem aparecendo nas paradas de sucesso futuramente.

Em CD, lançando em dois volumes, temos uma faixa exclusiva (incluída no CD Parte 01). Trata-se de Segredo, composição de Djavan gravada em estúdio e contando com a participação do próprio, em belo dueto. Embora com clima alto astral, o repertório tem dinâmica que não deixa o show cair na rotina, com direito a momentos mais sacudidos, alguns intermediários e outros dedicados ao mais puro romantismo. E a cantora se sai bem em todos, esbanjando versatilidade.

Além de Djavan, temos outras participações especiais: The Voice Kids (na faixa A Lua Q Eu T Dei), Vitin (da banda Onze 20, em Perto de Mim), Helinho (da banda Ponto de Equilíbrio, em Estar Com Você) e Zero a Dez (com Luan Santana). Todos se encaixam bem com a estrela da festa, que no entanto é quem acaba brilhando mais.

Acústico Em Trancoso mostra que Ivete Sangalo sabe como poucos atrair um público afeito a trabalhos populares sem se rebaixar ao popularesco, e a cativar um público mais sofisticado sem cair em um trabalho hermético e sofisticado demais. Ela achou o “ponto de equilíbrio” (curiosamente o nome da banda do convidado Helinho) perfeito para concretizar tal missão. Fazer o que, então? É bater palmas para essa verdadeira diva brasileira. Acertou de novo!

O Farol (ao vivo)- Ivete Sangalo:

Perto de Mim (ao vivo)- Ivete Sangalo:

A Lua Q Eu T Dei (ao vivo)- Ivete Sangalo:

Celia esbanja emoção e classe no CD Aquilo que a Gente Diz

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Por Fabian Chacur

É fácil dizer que Celia merece muito mais reconhecimento do que teve até hoje, em seus mais de 40 anos de carreira. Fácil porque se trata da mais pura verdade. Difícil entender a razão pela qual ela é tão pouco vista na mídia. Enfim, lamentar é triste. Melhor é celebrar, e este sentimento positivo surge ao se ouvir Aquilo Que a Gente Diz, mais recente CD da cantora paulistana, lançamento do selo Nova Estação com distribuição Tratore.

Com produção a cargo de Thiago Marques Luiz, esse batalhador cuja missão parece ser exatamente a de dar a grandes cantoras o tratamento luxuoso que merecem, Aquilo Que a Gente Diz equivale a uma verdadeira aula de classe, emoção e refinamento musical, sem que isso signifique sofisticação excessiva ou dificuldade para o ouvido médio absorver. Que nada. Disco bom de se ouvir, e de ponta a ponta. Basta dar uma oportunidade ao mesmo.

Com arranjos cirúrgicos que primam pelo bom gosto e assinados por Rovilson Pascoal, Alexandre Vianna e Yuri Queiroga, a moldura sonora se mostra adequada para abrigar a voz de Celia. E é aí que a coisa fica perfeita. A experiente intérprete sabe com raro talento desempenhar a difícil tarefa de ser ao mesmo tempo doce e incisiva, suave sem ser chata, melódica sem ser melosa e contundente sem cair na gritaria ou nos maneirismos tecnicistas mais tolos.

Poucas intérpretes merecem ser definidas como estilistas, e Celia é sem sombra de duvida uma delas. Estilo puro, de quem não perde tempo tentando seguir modismos efêmeros ou imitando quem está nos primeiros lugares das paradas de sucesso. Isso deve explicar o porque cada palavra que interpreta soa clara, cristalina, assimilável por todos.

O repertório do novo trabalho traz quatro músicas inéditas e seis releituras, oriundas de autores de várias gerações. Entre Amigos (Joyce), Aquilo Que a Gente Diz (Alzira E e Tiago Torres da Silva), Deus Dará (Zeca Baleiro) e Tanto Nó (Ivan Lins e Fátima Guedes) são as ótimas inéditas, que se somam a regravações impecáveis de maravilhas como Dois Rios (Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis), Opus 2 (Antônio Carlos & Jocafi) e Eu Sou Aquele Que Disse (Sergio Sampaio).

Célia é tão craque que conseguiu dar nova vida a Não Existe Amor em SP, do super-mega-ultra-totalmente superestimado Criolo, ou Crua, do talentoso mas irregular Otto. Ambas ficaram muito bacanas na sua voz. Após várias e várias audições do CD, só posso torcer para que mais gente descubra esse trabalho tão consistente e tão deliciosamente musical, no qual a inspiração e o respeito ao publico são as tônicas.

Vale o toque: em 2011, a Warner lançou de forma quase secreta e em formato álbum duplo em sua série Sucessos em Dose Dupla os dois primeiros LPs da carreira de Celia, ambos autointitulados e lançados em 1971 e 1972. São incríveis, nos quais a ainda muito jovem intérprete já se mostrava madura e formada. Só as faixas Boca do Sol (Arthur Verocai e Vitor Martins), Para Lennon e McCartney (Lô Borges, Fernando Brant e Márcio Borges) e Detalhes (Roberto e Erasmo Carlos) já valeriam a aquisição, mas os discos são bons de ponta a ponta. Compre antes que sumam de catálogo, se é que já não sumiram…

Célia (1971)- CD em streaming na integra:

Célia (1975)- LP em streaming na íntegra:

Baixe de forma legal/gratuita a nova música de Elza Soares

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Por Fabian Chacur

Há quase seis décadas na estrada, Elza Soares continua mais ativa do que nunca, para alegria de seus milhões de fãs mundo afora. Em breve ela lançará um novo álbum. Como forma de dar uma prévia, o portal Natura Musical disponibiliza o primeiro single a ser extraído desse trabalho, Maria da Vila Matilde (Porque Se a Da Penha é Brava, Imagina a da Vila Matilde!) para download legal e gratuito que você pode fazer aqui.

Maria da Vila Matilde é uma espécie de mistura de samba de breque com pegada roqueira, e tem como autor Douglas Germano. A música traz como tema a violência contra a mulher, com versos direto como “você vai se arrepender de levantar a mão para mim”, entre outros. Trata-se de uma das onze faixas do álbum A Mulher do Fim do Mundo, que está previsto para sair no mês de outubro.

O repertório traz apenas canções inéditas, e teve como núcleo criativo os músicos e compositores Kiko Dinucci, Marcelo Cabral e Rodrigo Campos, com direção artística de Celso Sim e Rômulo Fróes e produção a cargo de Guilherme Kastrup. São todos atuantes na atual cena musical paulistana, onde o CD foi gravado, nos estúdios da Red Bull Station.

Ousadia, forte assinatura própria e muito estilo são as marcas dessa grande intérprete. Além de canções do núcleo criativo, também foram selecionadas composições de Cacá Machado, Clima, Douglas Germano e José Miguel Wisnik. O álbum foi selecionado pelo primeiro edital exclusivo de São Paulo do Natura Musical, e os shows de lançamento de A Mulher do Fim do Mundo também terão apoio desse mesmo projeto.

Veja em streaming o DVD Beba-me, de Elza Soares:

Site oficial de Elis Regina será posto no ar dia 17 de março

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs de Elis Regina. No próximo dia 17 de março, data na qual a saudosa Pimentinha completaria 70 anos de vida, será posto no ar seu site oficial, repleto de novidades e conteúdo exclusivo para celebrar a carreira desta verdadeira lenda da nossa música brasileira, reverenciada em todo o planeta Terra.

Além de trazer todo o conteúdo apresentado na exposição Viva Elis, apresentada em algumas cidades brasileiras em 2013, o site (www.elisregina.com.br) trará uma grande quantidade de material inédito. Por exemplo, teremos mais de 500 fotos, vídeos desconhecidos do grande público e áudios exclusivos com raridades da intérprete de O Bêbado e a Equilibrista.

Uma bela novidade será a oportunidade de se baixar gratuitamente o livro Viva Elis, biografia artística centrada na carreira musical da estrela gaúcha e escrita por Allen Guimarães. O internauta também terá acesso à discografia completa de Elis e muita informação. Nada mal, em um ano no qual a cantora foi tema do desfile vencedor da Vai-Vai, por exemplo.

“Decidimos criar o site com o objetivo de alimentar a memória de Elis, a obra e a pessoa, através de seus discos, apresentações ao vivo, entrevistas, fotos, reportagens e depoimentos. O lançamento será no dia 17 de março, seu aniversário, é um presente dos filhos. E um movimento de gratidão aos fãs, aqueles que a mantém tão presente” – disse João Marcello Bôscoli, produtor musical e filho da cantora.

Vídeo teaser sobre o site de Elis Regina:

Caxangá– Elis Regina e Milton Nascimento em 1976:

Elis Regina é tema de coleção da Folha

Por Fabian Chacur

A Folha de S.Paulo lançará no próximo domingo (23) a coleção Folha O Melhor de Elis Regina. A compilação reúne 25 livros-CD com boa parte da discografia daquela que ainda hoje, 32 anos após a sua morte prematura, é considerada a melhor cantora da história da nossa música popular. Quem comprar o primeiro volume ganhará o segundo gratuitamente, ao preço de R$ 16,90 (SP,RJ,MG e PR), Saiba mais sobre preços e condições de pagamento dessa obra aqui.

A coleção abrange títulos hoje pertencentes ao acervo da gravadora Universal Music, que possui a maior parte do catálogo da saudosa Pimentinha, e também Elis (1980), único álbum de carreira lançada por ela na gravadora EMI-Odeon. Ficaram de fora os ótimos Essa Mulher (1979) e Saudade do Brasil (1980), lançados pela Warner, e também alguns títulos póstumos dispensáveis, se comparados com os outros contidos aqui, além dos fracos discos iniciais lançados por ela por Continental e CBS.

Fazem parte de Folha O Melhor de Elis Regina maravilhas do naipe de Falso Brilhante (1976), Elis (1972), Elis (1974), Elis & Tom (1974), Elis & Toots (1982) e Ela (1971), só para citar alguns. Cada volume traz textos sobre os discos assinados por críticos como Carlos Calado (editor da coleção), Tarik de Souza, Lauro Lisboa Garcia e Mauro Ferreira, além da seção Memória, resgatando críticas de discos e show entrevistas e reportagens da época.

Além de 21 álbuns que se dividem entre de carreira, ao vivo ou alguns póstumos, a coleção também traz quatro coletâneas com material que não entrou originalmente nesses álbuns e saiu em compactos, álbuns coletivos ou outros tipos de lançamento. O material traz curiosidades como as duas parcerias gravadas por Elis com ninguém menos do que Pelé, as quase bizarras e curiosas Perdão Não Tem e Vexamão.

A única curiosidade fica pela não inclusão de Dois na Bossa (1965), gravado ao vivo em dupla com Jair Rodrigues, levando-se em conta que os volumes 2 e 3 da parceria entre esses dois grandes intérpretes e amigos fazem parte desta coleção. Teria sido algum problema na liberação de músicas ou outro rolo técnico do gênero? Mas isso não invalida essa bela compilação da obra de uma artista inigualável, muito imitada e nunca superada.

Eis os 25 títulos incluídos na coleção Folha O Melhor de Elis Regina:

1Elis (1974)
2Samba Eu Canto Assim (1965)
3Falso Brilhante (1976)
4Elis (1973)
5Dois Na Bossa nº2 (1966)
6Elis (1980)
7Ela (1971)
8Elis (1972)
9Elis (1977)
10Elis & Toots (1982)
11Transversal do Tempo (1978)
12Dois Na Bossa Nº3 (1967)
13Em Pleno Verão (1970)
14O Fino do Fino (1965)
15Show Elis/Miele (1969)
16Elis Especial (1979)
17Elis- Como & Porque (1969)
18Elis (1966)
19Elis Especial (1968)
20Elis Regina In London (1982)
21Elis & Tom (1974)
22Pérolas Raras (2006-coletânea de raridades)
23Esse Mundo é Meu (2012-coletânea de raridades)
24No Céu da Vibração 1 (2012-coletânea de raridades)
25No Céu da Vibração 2 (2012- coletânea de raridades)

Ouça na íntegra em streaming Elis (1980):

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