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Tag: cantoras britânicas anos 2000

Gabrielle Aplin, do hit Home, lança um novo e belo single

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Por Fabian Chacur

Das cantoras e compositoras surgidas na década passada, Gabrielle Aplin é certamente uma das mais promissoras. Ela estourou por aqui em 2016 graças à bela canção Home (ouça aqui). Incluída na trilha da novela Totalmente Demais, a faixa repercutiu tão bem que trouxe a artista britânica para uma participação especial na atração global. E ela está com uma canção linda saindo do forno neste exato momento.

Call Me, disponibilizada nas plataformas digitais, contou com a produção de Mike Spencer, conhecido por seus trabalhos com Years & Years, Ellie Goulding e Labrinth. Em press-release enviado à imprensa, a artista de 29 anos fala sobre essa belíssima canção:

“Nos vários lockdowns que tivemos aqui na Inglaterra, me peguei desejando ter feito coisas e não ter feito coisas quando tive a chance. Coisas grandes e pequenas. Queria ter ido naquela noite aleatória, queria não ter dito isso algo, gostaria de ter ligado para essa pessoa de volta, gostaria de ter sentado e aproveitado o sol. É como se eu pudesse voltar no tempo e experimentar coisas quando tive a chance. É tipo, se você mudar de ideia, Eu mudei de ideia também… então me ligue”.

Gabriele tem em seu currículo seis EPs e três álbuns, sendo o mais recente Dear Happy (2020). Vale ficar atento para seus próximos lançamentos. Ela é mais uma prova de que, se você procurar direitinho, certamente encontrará gente de talento nas novas gerações. Suas canções encantam e invadem nossos corações de forma fluida. My Mistake, por exemplo (ouça aqui).

Call Me– Gabrielle Aplin:

Rumer lança nova compilação com boas raridades e lados B

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Por Fabian Chacur

Em 2011, fiz uma entusiástica resenha do 1º álbum solo de Rumer, cantora paquistanesa radicada na Inglaterra (leia aqui). Finalmente ela volta a Mondo Pop, e anunciamos o lançamento de B Sides and Rarities Vol. 2, que chegará no dia 24 às plataformas digitais e sairá no exterior em CD, vinil e vinil laranja pela gravadora Cooking Vinyl. Além das faixas raras, a compilação também traz duas faixas autorais inéditas, uma delas a belíssima Old Fashioned Girl.

Em texto enviado à imprensa, Rumer fala sobre esta canção inédita recém-divulgada: “Old-Fashioned Girl foi escrito em uma época em que eu estava viajando o mundo e tinha um desejo por estar mais em casa. Eu realmente ansiava por uma espécie de versão fantasiosa de uma vida simples.”

A nova coletânea sucede a anterior B Sides and Rarities Vol.1 (2015), e segue o mesmo espírito de incluir gravações antes só disponíveis em singles e outros trabalhos que não os álbuns de carreira da cantora. Temos releituras de canções de grandes autores da música pop, para as quais Rumer nos oferece interpretações doces, classudas e dignas dessa ótima diva pop.

Eis as faixas de B Sides and Rarities Vol. 2:

1. Roses (Rumer)

2. You’re The One (Carly Simon)

3. Mona Lisas and Mad Hatters (Elton John, Bernie Taupin)

4. Anyone Who Had A Heart (Burt Bacharach, Hal David)

5. I Wanna Roo You (Van Morrison)

6. The Windows of The World (Burt Bacharach, Hal David)

7. Never Arrive (Hugh Prestwood)

8. Old-Fashioned Girl (Rumer, Rob Shirakbari)

9. How Deep Is Your Love (Barry Gibb, Robin Gibb, Maurice Gibb)

10. My Lover Lies Under (Simon Aldred)

11. Wives and Lovers (ft. Rory More) (Burt Bacharach, Hal David)

12. The Folks Who Live on The Hill (Jerome Kern, Oscar Hammerstein)

13. Where’ve You Been? (Donald Henry, Jonathan Vezner)

Old Fashioned Girl– Rumer:

Arlo Parks, revelação de 2021, volta com o ótimo single Softly

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Por Fabian Chacur

Arlo Parks foi uma das boas novidades musicais de 2021. Com seu álbum de estreia, Collapsed In Sunbeams, atingiu o 3º posto na parada do Reino Unido, emplacou vários singles nas paradas de sucessos e plataformas digitais e recebeu duas indicações ao Grammy, além de faturar um Brit Award de artista revelação e prêmios da BBC e da Honda. Pois ela se mostra inquieta. A cantora e compositora britânica, que tem fãs ilustres como Billie Eilish e Florence Welch, acaba de lançar um novo single, Softly, divulgado com um clipe de estética sessentista.

Softly é deliciosa, na linha do r&b moderno, com boa melodia e levada dançante conduzida pela voz suave e muito boa de se ouvir de Arlo. Em press-release enviado à imprensa, ela fala sobre a inspiração desta sua nova composição: “Softly é uma música sobre anseio, sobre o quão frágil você se sente nos últimos dias de um relacionamento quando você ainda está desesperadamente apaixonado. A música é sobre como é se preparar antes do golpe de um rompimento e relembrar sobre os dias em que tudo parecia luminoso.”

Softly (clipe)- Arlo Parks:

Emeli Sandé nos emociona com o brilhante single Brighter Days

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Por Fabian Chacur

Emeli Sandé é um dos grandes nomes da música britânica surgida na última década (leia mais sobre ela aqui). Cantora, compositora e musicista que consegue unir criatividade e emoção a resultados comerciais impressionantes, ela acaba de lançar um novo single que tem tudo para se transformar em um clássico, de tão intensa e envolvente que é. Trata-se de Brighter Days, já nas plataformas digitais.

Com forte influência gospel e interpretada com vigor, a canção é um brado de otimismo em tempos difíceis, como ela explica em texto enviado à imprensa: “Brighter Days é inspirado na verdade de que, mesmo nos momentos mais sombrios, sempre há esperança. Podemos ter que cavar mais fundo para sentir isso, mas a esperança está sempre lá. Permanecer ancorado na esperança e na fé é a nossa vitória, e a derrota só vem quando perdemos de vista esse poder. Brighter Days é uma afirmação – é um lembrete de nosso poder coletivo de fazer uma escolha e criar nossa realidade.”

Ela vai ainda mais fundo em relação à intenção dessa canção maravilhosa: “O poder da mente coletiva é notável e acredito que não importa as circunstâncias externas impostas a nós, temos domínio sobre a mente e o espírito. Dias melhores estão chegando. Sair da escuridão está sob nosso controle. O medo não é nosso, o pessimismo não nos pertence, a derrota não é nossa escolha. Escolhemos dias melhores e essa música é a voz da esperança, fé e amor.”

Brighter Days (clipe)- Emeli Sandé:

Adele quebra recordes e lidera a parada de sucessos da Billboard

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Por Fabian Chacur

Como todos os fãs de música pop já sabem, Adele está com novo álbum no mercado musical. Trata-se de 30, seu 4º trabalho, que marca o retorno da cantora e compositora após seis anos do lançamento de 25 (2015). E que retorno. Em sua estreia na parada americana (com dados da Billboard), o trabalho largou na 1ª posição, atingindo 839 mil “equivalent album units” (unidades equivalentes a álbum, em tradução livre), que engloba os vários formatos com que consumimos música atualmente. É a maior marca em quatro anos nos EUA.

Desse número total, 487 mil foram consumidos em formatos físicos, sendo 378 mil CDs, 108 mil LPs de vinil e, acredite, 2 mil fitas-cassete. Os outros números são referentes a streaming em dois tipos de formatos (Track Equivalent Albums- TEA e Streaming Equivalent Albums- SEA) e também a venda de álbuns digitais (foram comercializados 205 mil nessa configuração, por sinal). Essa performance foi divulgada na última sexta (26) pela Billboard.

O álbum está sendo impulsionado, inicialmente, pela impactante balada Easy On Me (que atingiu o 1º lugar em vários países), no melhor estilo da cantora. 30 tem tudo para seguir o ótimo resultado comercial de seus trabalhos anteriores. 21 (2011) permaneceu por 24 semanas no topo da parada americana, enquanto seu sucessor, 25 (2015), liderou os charts ianques por 10 semanas. A indústria fonográfica agradece.

Easy On Me (lyric video)- Adele:

Emeli Sandé nos oferece o seu primeiro single autoproduzido

Emeli Sandé - credit Olivia Lifungula

Por Fabian Chacur

A cantora e compositora britânica Emeli Sandé é uma das mais bem-sucedidas da safra surgida na década passada naquele lado do mundo, na área do r&b. O seu álbum de estreia, Our Version Of Events (2012), foi o mais vendido no Reino Unido durante dois anos seguidos (2012 e 2013). De quebra, ganhou os cobiçados Brit Awards e ainda foi nomeada Membro da Ordem do Império Britânico (MBE). Aos 34 anos, a moça se mostra em plena forma, e a prova é seu novo single, Look What You’ve Done, que acaba de chegar às plataformas digitais pelo selo Chrysalis.

Trata-se de uma canção r&b swingada e envolvente. Em press release enviado á imprensa, Emeli explica como foi o processo de criação do single:

Look what you’ve done é um grande marco para mim. É meu primeiro lançamento que produzi e é tão bom ter minha impressão digital criativa completa nele. Escrevi essa música pela primeira vez na Suíça, sentei-me ao piano olhando para um lindo lago cercado por belas montanhas com pontas cobertas por neve. A música é sobre a entrega completa que experimentamos ao nos apaixonarmos, e explora a euforia que acompanha essa perda de controle da mente e do corpo. Espero que isso faça as pessoas se apaixonarem, sonharem e, claro, dançarem!”.

Look What You’ve Gone (lyric video)- Emeli Sandé:

Amy Winehouse partiu há 10 anos e deixou uma bela herança

amy winehouse

Por Fabian Chacur

Quando trabalhei no canal de música do portal R7, entre julho de 2009 e junho de 2011, lembro muito bem que uma de nossas principais fontes de notícias era uma certa Amy Winehouse. Eu brincava comigo mesmo de que tínhamos por volta de umas cinco ocorrências diárias envolvendo essa cantora, compositora e musicista britânica. Quando ela fez shows no Brasil, no início de 2011, isso aumentou ainda mais. Parece irônico pensar que meu fim naquela empresa ocorreria tão próximo ao da vida dela. Dia 1º de julho, adeus R7. No dia 23 de julho, Amy se foi. Triste, nos dois casos, pelas circunstâncias. Vamos às da cantora de Rehab, que é o que interessa aqui.

Sejamos francos logo de cara: a morte prematura de uma das grandes estrelas da música mundial não surpreendeu a ninguém. Chocou, emocionou, tocou, mas não surpreendeu. Afinal de contas, estava claro que o sucesso e o assédio de público e principalmente de mídia não eram devidamente administrados por ela. Parece óbvio que, se pudesse escolher, Amy teria preferido cantar em bares, para poucos sortudos, sem se expor. Mas como seria isso possível, com tanto talento e carisma? E tem aquela coisa da “artista certa na hora certa”.

Quando Amy Winehouse estourou mundialmente com seu segundo álbum, Back To Black (2006), ela deu um verdadeiro chega pra lá nas cantoras pop mais certinhas e de eventual rebeldia fabricada, mergulhando fundo em uma sonoridade resgatada dos anos 1960 de grupos vocais como The Shangri-las, Shirelles e no qual era preciso saber cantar, como bem sabia Ronnie Spector, uma de suas principais influências.

O coquetel soul-jazz-pop proposto por Winehouse não tinha ninguém da nova geração com acesso às grandes gravadoras passível de competir com ela. Graças ao apoio que encontrou nos produtores Mark Ronson e Salaam Remi, pôs para fora um trabalho impactante que conseguia ser acessível ao grande público e também ao mais sofisticado. Frank (2003) equivaleu a uma boa estreia, mas Back to Black foi muito além, entupindo a artista de prêmios, milhões de cópias vendidas mundo afora e do holofote da mídia.

Não por acaso, Amy Winehouse nos deixou aos 27 anos, mesma idade de saída de cena de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Brian Jones e Kurt Cobain, só para citar alguns integrantes notórios desse clube macabro. Qual seria a explicação? Vale lembrar que existem vários livros sobre o tema, e uma das explicações defendidas é a do fato de esses artistas serem expostos de forma muito intensa ao trinômio sexo-drogas-rock ‘n roll acrescido de muito dinheiro também, o que os afastou de uma vida minimamente regrada que fosse.

Muitos artistas expostos a esses excessos que eram cotados como possíveis vítimas precoces ultrapassaram de longe essa idade fatal, como Keith Richards, Mick Jagger, Lou Reed, David Bowie e tantos outros. Cada um sabe onde dói o seu calo, como diriam os antigos. Mas o fato é que tanta adulação e tanto abuso de limites impõem preços que podem ser cobrados muito antes do que seria de se esperar. Especialmente se as suas companhias não forem das melhores…

Amy Winehouse nos deixou uma obra pequena, que tem mais itens póstumos do que os lançados enquanto ela ainda estava entre nós. No entanto, esse trabalho dificilmente será esquecido, embora seja difícil imaginar o surgimento de uma continuadora. Fica a lição de o quanto a vida pode ser breve e de o quanto precisamos nos cuidar para podermos viver mais e melhor. Mas o que vale mais, viver 27 anos no limite ou 80 de forma bovina e pastosa? Melhor não julgar ninguém, e curtir o legado de uma artista realmente maravilhosa.

Back To Black (live)- Amy Winehouse:

Anna Calvi celebra os 10 anos do álbum de estreia com nova edição

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Por Fabian Chacur

A cantora, compositora e musicista britânica Anna Calvi lançou seu autointitulado álbum de estreia em 2011. Como forma de celebrar uma década dessa importante efeméride em sua trajetória profissional, ela promete para o dia 14 de maio um relançamento especial repaginado desse trabalho, com direito a uma edição em vinil vermelho (a primeira vez que sairá neste formato), nova capa e também um livreto com oito páginas incluindo fotos inéditas.

Contendo faixas como Suzanne And I, Desire, Blackout e Ride To The Sea, o álbum teve ótima repercussão, especialmente entre os críticos, além de conseguir vendagens respeitáveis no Reino Unido e Europa. A artista, de trabalho consistente e voz potente, falou sobre o trabalho em comunicado à imprensa:

“10 anos atrás, minha vida foi aberta. Todas as coisas que eu sonhava, quando eu era uma menina desejando ser um menino, aprendendo músicas do David Bowie na minha primeira guitarra, criar coragem para montar a minha primeira banda aos 14 anos, aprendendo a cantar escondida de todos aos 25, começar a compor quando eu escrevi meu primeiro álbum – toda essa vida de aprendizados para chegar perto de onde eu sonhava – tudo isso fez sentido quando eu lancei meu primeiro álbum”, comenta a cantora, hoje com 40 anos de idade.

Suzanna And I (clipe)- Anna Calvi:

Joss Stone volta com um single com mensagem forte e positiva

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Por Fabian Chacur

Embora tenha se mantido na ativa nos últimos anos em termos de shows e aparições na mídia, Joss Stone lançou seu último álbum de inéditas, Water For Your Soul, em 2015. Para quem estava com saudade de material inédito desta grande cantora e compositora britânica, acaba de ser lançado nas plataformas digitais pela BMG um novo single. Trata-se de Walk With Me, que pode ser uma espécie de prévia de um novo álbum, embora isso ainda não esteja previsto para um futuro imediato. O tempo dirá…

A canção é uma belíssima balada soul, com direito a um coral gospel que interage com Joss no melhor estilo pergunta e resposta que caracteriza essa vertente musical. O clipe mescla cenas da cantora com montagens de manchetes de jornais que se valem de versos de Walk With Me, além de flagrantes de equipes de saúde e outros momentos que marcam este confuso ano de 2020. A cantora explica a motivação desse belo single:

“Essa música surgiu como uma canção romântica, pedindo pra alguém passar a vida com você, tipo uma canção de casamento. Quando começamos a trabalhar nela, tantas coisas aconteceram que eu não conseguia parar de pensar. Com a pandemia e o que aconteceu com George Floyd, pensei que o problema está principalmente com essa atitude de estarmos em um ‘nós contra eles’. Esse é o maior problema – separação e preconceito. Todos precisam se unir para sobreviver nesta vida em paz. Sem união, nada estará bem. Então eu reescrevi a música e espero que as pessoas a interpretem da maneira que foi planejada”.

Desde seu primeiro e ótimo álbum, The Soul Sessions (2003), lançado quando Joss Stone tinha apenas 16 anos, a cantora conseguiu se firmar como uma artista consistente e vibrante, com sua forte influência de soul music aberta a flertes com o pop, r&b e rock, gerando ótimos álbuns solo e também um curioso trabalho em banda, a efêmera SuperHeavy, que a uniu a Mick Jagger, Dave Stewart e Damian Marley e rendeu um álbum de sucesso em 2011.

Walk With Me (clipe)- Joss Stone:

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