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Lô Borges canta em SP para a festa de 45 anos de estrada

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Por Fabian Chacur

Este ano marca a celebração de belas datas redondas na trajetória de Lô Borges. O cantor, compositor e músico mineiro comemora 65 anos de vida e 45 anos de carreira. Para partilhar esse momento de festa com seu público paulistano, ele toca na cidade neste sábado (1º/7) às 21h e domingo (2/7) às 18h no Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00.

Tudo começou oficialmente em 1972 com aqueles dois discos históricos, respectivamente Clube da Esquina, gravado em parceria com o amigo de fé, irmão, camarada Milton Nascimento, e Lô Borges, o mundialmente conhecido como o “Disco do Tênis”. Aquele moleque de 20 anos mostrava logo de cara que não estava entrando naquela profissão para marcar bobeira ou enganar os tontos. As belas canções, as melodias deliciosas e as misturas bacanas já estavam lá.

Desde então, o sujeito amadureceu ainda mais, proporcionando aos fãs de boa música maravilhas do alto gabarito de Clube da Esquina nº 2, Paisagem da Janela, O Trem Azul, Tudo Que Você Podia Ser e Para Lennon e McCartney, só para citar algumas. Suas canções foram gravadas por unanimidades como Elis Regina, Milton Nascimento, Flávio Venturini, Beto Guedes, 14 Bis e muito, mas muito mais gente mesmo.

De quebra, ele sempre se mostrou aberto a novas parcerias, e fez projetos e escreveu canções com Samuel Rosa, Nando Reis, Arnaldo Antunes e Tom Zé, por exemplo. Neste show, intitulado Paisagem da Janela- Uma Retrospectiva da Carreira-45 Anos, parte do projeto Estação Brasileiro, ele será acompanhado por Henrique Matheus (guitarra), Telo Borges (teclados), Robinson Mattos (bateria) e Renato Valente (baixo), além dele próprio nos vocais e guitarra. Festa da boa!

Clube da Esquina nº2- Lô Borges:

Polysom relança em LP/vinil o “disco do tênis” de Lô Borges

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Por Fabian Chacur

A Polysom, em parceria com a Universal Music e como parte integrante da sua série Clássicos em Vinil, está lançando uma edição em vinil de 180 gramas do álbum Lô Borges, de 1972, que marcou a estreia como artista solo do compositor e músico mineiro. O LP é mais conhecido como “disco do tênis”, pelo fato de ter na capa um surrado par de tênis de couro de cano alto. O trabalho celebra 45 anos melhor do que nunca.

Lô Borges teve um belo ano de 1972. Além de lançar o mais do que histórico Clube da Esquina em parceria com Milton Nascimento, ele ainda teve gás suficiente para nos oferecer sua estreia solo, um álbum que traz nove músicas assinadas somente por ele e outras seis escritas com parceiros como Tavinho Moura, Ronaldo Bastos e Márcio Borges. Músicas como Você Fica Bem Melhor Assim, Canção Postal, Calibre e Fio da Navalha são destaques de um belo trabalho de MPB.

Como forma de festejar essa importante efeméride em sua carreira, Lô tem feito desde o início do ano apresentações enfatizando o repertório do “disco do tênis”. Os shows já passaram por São Paulo, Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto, e no segundo semestre deverão voltar a algumas dessas cidades e também chegar a outras, graças ao grande sucesso das datas já realizadas até agora.

Lô Borges– Lô Borges (1972)- Ouça em streaming:

Márcio Borges emociona com as suas lembranças do Clube da Esquina de Milton Nascimento e cia bela

Por Fabian Chacur

Há livros que contam histórias. Outros relembram experiências. Ainda há aqueles que registram estradas percorridas, erros, acertos, sonhos, fé. Há livro de tudo quanto é tipo. Os ruins, obviamente, nem merecem ser chamados de livros. Prefiro ignorá-los. Não é a eles a que me refiro aqui.

Os Sonhos Não Envelhecem – Histórias do Clube da Esquina, de Márcio Borges, lançado originalmente em 1996 e que agora volta em luxuosa edição com direito a CD bônus (e ao preço de R$ 29,90) é tudo isso e muito mais. Tudo de bom e muito mais!

Márcio Borges, o primeiro parceiro musical de Milton Nascimento, é quem nos oferece essa maravilhosa oportunidade de viajar em suas memórias, que se iniciam lá pelos anos 60, aquela era mítica para a música popular.

Fruto de uma família generosa e grande (mais de 10 irmãos e irmãs de sangue!), Márcio nos descreve como essa família aumentou de tamanho de forma exponencial com o decorrer dos anos.

Milton Nascimento, seu irmão de número 12, como ele o apelidou, é o personagem principal desse livro, mas não de longe o único.

Temos os irmãos Marilton, Telo e Lô Borges (entre outros), os amigos Milton, Tavinho Moura, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Beto Guedes e por aí vai. E vai longe. E vai bem.

A paixão pelo cinema, que deu início a tudo, o envolvimento com a música, a parceria com Milton, que era para ser exclusiva na cabeça daqueles jovens idealistas, mas que se ampliou e incluiu posteriormente Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Lô Borges e tantos outros…

Os papos idealistas nos bares da vida, os romances fugazes, as ideias aparentemente malucas que surgem, os sonhos, o reconhecimento do terreno, os novos personagens surgindo a cada nova incursão pela vida…

Com um texto delicioso e repleto de carga emotiva, Márcio Borges nos conduz por um Brasil que nos anos 60 e 70 era repleto de esperança, mas também de medo, de sumiços, de trajetórias violentamente interrompidas pela força das armas da Ditadura Militar que nos tomou os sonhos por longos 21 anos.

Mas, mesmo assim, os sonhos desses rapazes não envelheceram, não.

Pelo contrário. Vários deles se tornaram realidade, como por exemplo o estupendo álbum Clube da Esquina (1972), gravado por Milton e Lô Borges e com participação de tantos amigos maravilhosos.

Onde fica o Clube da Esquina? Fisicamente, em uma esquina humilde na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Na real, no coração de todos esses personagens maravilhosos, de músicas como Tudo o Que Você Podia Ser, Clube da Esquina, Clube da Esquina 2 (versões instrumental e com letra), Cais, O Trem Azul… E no meu, no seu, no nosso.

Faça esse favor à sua alma: leia Os Sonhos Não Envelhecem. É emoção pura, é uma viagem gostosa por um tempo idealista que pode nos servir de inspiração mesmo hoje, uma era tão cinzenta, tão repleta de portas fechadas, de nãos  grosseiros, de pragmatismo covarde e tacanho. Experimente!

E com um CD grátis contendo 10 maravilhas da era do Clube da Esquina dos anos 70, os R$ 29,90 equivalem a uma ninharia, de custo/benefício incalculável. Vá por mim. E nem precisa agradecer. Agradeça a Márcio Borges!

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