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Ricardo Bacelar mostra novas facetas no álbum Congênito

ricardo bacelar 400x @ Leo Costa

Por Fabian Chacur

Ricardo Bacelar é presença frequente em Mondo Pop (leia mais sobre ele aqui). E não é por acaso. Esse ótimo músico que se tornou inicialmente conhecido como integrante da banda Hanoi Hanoi desenvolve há mais de 20 anos uma carreira solo sólida e repleta de qualidade artística. E continua disposto a nos surpreender, como prova Congênito, seu mais recente álbum, disponível nas plataformas digitais e também em belíssima versão em CD pelo seu selo, Jasmim Music.

Congênito traz três peculiaridades importantes se comparado com os trabalhos anteriores de Bacelar. Aqui, ele dá vasão ao seu lado cantor, investe em releituras de canções de grandes autores e de quebra se incumbe de todos os instrumentos, no melhor estilo “banda de um homem só”. Além de fazer o vocal principal e os de apoio, ele toca vários tipos de teclados, violão, guitarra, baixo, bateria, percussão, sopros e outros instrumentos.

A versatilidade do artista cearense se mostra impressionante, pois ele esbanja eficiência e criatividade em todas essas áreas. Sua performance como cantor é das mais elogiáveis, valendo-se de um timbre suave e delicado que poderia perfeitamente ter se tornado aquele famoso “afinado, mas chato”, mas que não caiu nessa armadilha graças à evidente alma que Bacelar imprimiu em cada interpretação realizada.

O bom gosto do músico trouxe roupagens extremamente belas para cada uma das 12 faixas, trazendo os teclados à frente, que domina com rara maestria, mas sempre muito bem coadjuvados pelos outros instrumentos, nos quais ele se virou com muita categoria. Os arranjos sempre jogam a favor de cada canção, fugindo de exibicionismos tolos ou mesmo de exageros esteticamente desagradáveis.

A escolha do repertório foi das mais felizes, pois pinça obras não tão óbvias de autores como Lenine-Lula Queiroga (O Último Por do Sol), Caetano Veloso (A Tua Presença Morena), Gilberto Gil (Estrela) e Luiz Melodia (Congênito). Mais conhecidas, Maracatu Atômico (Jorge Mautner/Nelson Jacobina), Mentiras (Adriana Calcanhoto) e Paralelas (Belchior) vieram com roupagens que lhes deram um novo frescor.

Outro grande acerto é a sequência das músicas no álbum e o verdadeiro diálogo entre elas, que trazem em comum elementos jazzísticos, latinos, do pop mais sofisticado e da nossa música popular. Isso deu margem a um álbum delicioso de se ouvir, e com uma qualidade técnica de nível internacional.

Vale registrar que Congênito foi gravado no próprio estúdio de Ricardo Bacelar, em Fortaleza (CE), que conta com recursos dos mais modernos e presentes nas melhores salas de gravação do exterior.

Com este novo álbum, Ricardo prova de uma vez por todas que é aquele tipo de artista que não só tem muito talento como também busca aperfeiçoar e ampliar os seus horizontes musicais, sempre em busca de sonoridades que consigam cativar o ouvinte médio e também aqueles que curtem obras mais sofisticadas. Não é de se estranhar que seus trabalhos estejam conseguindo ótima repercussão no exterior, especialmente nos EUA e no Japão.

A Tua Presença Morena (clipe)- Ricardo Bacelar:

Ricardo Bacelar relê as canções alheias e investe na sua boa voz

Ricardo Bacelar - foto Leo Costa-400x

Por Fabian Chacur

O cantor, compositor e músico cearense Ricardo Bacelar dá ênfase a facetas menos exploradas de sua musicalidade em um novo e inspiradíssimo single. Trata-se de O Último Pôr do Sol (Lenine-Lula Queiroga), canção lançada originalmente no álbum Olho de Peixe (1993), dos geniais Lenine e Marcos Suzano. Esta é a primeira amostra de Congênito, álbum que sairá em agosto no próprio selo do artista, o Jasmim.

Conhecido por ter integrado durante 11 anos (quando morou no Rio de Janeiro) o consagrado grupo de pop-rock Hanoi-Hanoi, Bacelar também tem atuação muito bem-sucedida como advogado (leia mais sobre ele aqui). Na carreira-solo, deu ênfase em seus quatro trabalhos anteriores à música instrumental, esbanjando bom gosto e categoria como tecladista.

Desta vez, no entanto, Ricardo Bacelar preferiu enfatizar a sua faceta como cantor, algo que já havia demonstrando de forma mais esparsa anteriormente. Além disso, ele se concentra em material alheio, cantando composições de autores como Chico Buarque, Djavan, Caetano Veloso e Luiz Melodia. E mais: tocou todos os instrumentos, entre eles vários tipos de teclados, guitarra, violão, baixo, percussão e até mesmo berimbau e dulcimer.

A amostra inicial do álbum Congênito não poderia ser mais preciosa. O Último Pôr do Sol, cuja versão original de Lenine-Suzano é maravilhosa (ouça aqui), ganhou uma roupagem belíssima, com direito a passagens sublimes de teclados, percussão envolvente e uma interpretação vocal impecável por parte de Bacelar. Vem coisa boa por aí.

O Último Pôr do Sol (clipe)- Ricardo Bacelar:

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