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David Crosby divulga faixas de For Free, que lançará em julho

david crosby for free cover

Por Fabian Chacur

O intervalo entre os lançamentos de If I Could Only Remember My Name (1971) e Oh Yes I Can (1989), respectivamente o 1º e o 2º álbum-solo de David Crosby é de longos 18 anos. De uns tempos para cá, no entanto, o cantor, compositor e músico americano engatou uma terceira no seu ritmo de gravações. No dia 23 de julho, ele lançará pela gravadora BMG For Free, que será o seu 5º álbum em apenas sete aninhos. E olha que ele completará 80 anos no dia 14 de agosto!

Com produção a cargo de seu filho, o tecladista James Raymond, o álbum traz algumas colaborações bacanas logo a partir de sua capa, um retrato do astro do rock pintado por ninguém menos do que Joan Baez. A faixa-título é um cover de composição lançada pela autora, Joni Mitchell, em 1970, e também registrada em 1973 por um dos grupos de Crosby, os Byrds. Aqui, a canção foi relida em dueto com a cantora e compositora Sara Jarosz (ouça aqui).

Para quem ouvir a deliciosa Rodriguez For a Night e sentir um forte clima do Steely Dan, banda que Crosby considera uma de suas favoritas, não é por acaso. A canção leva a assinatura de Donald Fagen, um dos líderes do icônico grupo americano. Outra participação bacana é de Michael McDonald (ex-The Doobie Brothers) no ótimo country-rock balançado River Rise (ouça aqui). Pela amostra até agora divulgada, o álbum promete.

Rodriguez For a Night– David Crosby:

Walter Becker, do Steely Dan, sai do cenário pop aos 67 anos

walter becker-400x

Por Fabian Chacur

No dia 28/8, o grande Tony Babalu me mandou por e-mail uma música de um dos guitarristas que citou em sua lista de favoritos, o americano Walter Becker. Somebody’s Saturday Night simplesmente me fascinou, ainda mais por ser de um disco que eu desconhecia, Circus Power (2008), o único dele ou da banda que o tornou famoso, a Steely Dan, que eu não tenho. Na tarde deste domingo (3), sem ter entrado na internet, resolvi ver o DVD Classic Albums que conta a história do delicioso álbum Aja (1977). Só aí, no finalzinho da noite, é que conferi as notícias. E tomei essa paulada na fuça!

Na manhã deste domingo, foi anunciada a morte deste espetacular guitarrista, baixista, compositor, produtor e eventual vocalista, por razões não divulgadas. O cara tinha apenas 67 anos. Nem é preciso dizer que diversos músicos manifestaram o seu enorme pesar por essa grande perda, especialmente o seu parceiro de Steely Dan, o cantor, compositor, músico e produtor Donald Fagen, que promete preservar a obra do grupo e do amigo.

Walter Becker nasceu em Queens, Nova York, em 20 de fevereiro de 1950, e conheceu Donald Fagen no Bard College, quando ambos eram ainda adolescentes. A amizade logo virou parceria musical, e em 1969 eles foram morar juntos no Brooklin para iniciar uma carreira como compositores. Eles até tiveram um belo êxito, que foi ver sua canção I Mean To Shine gravada pela estrela Barbra Streisand em seu álbum Barbra Joan Streisand (1971), que atingiu o 11º posto na parada americana. Mas as coisas não foram muito além disso.

Convidados pelo produtor Gary Katz para integrar o elenco de compositores da gravadora ABC, eles gravaram muitas demos, como já haviam feito antes, mas ninguém topava gravar. Inteligente, Katz percebeu que o material era ótimo, mas muito sofisticado, e resolveu incentivá-los a gravar por conta própria. Nascia o Steely Dan, que estreou em 1972 com o álbum Can’t Buy a Thrill, trabalho no qual misturam rock, pop, música latina e jazz de forma brilhante.

Graças a hits como Do It Again e Reeling In The Years, o álbum levou o grupo para a estrada, mas desde o início ficou claro que Fagen e Becker não era fãs de turnês. Tanto que, em 5 de julho de 1974, quando faziam a turnê de seu terceiro álbum, Pretzel Logic, resolveram largar os palcos e se concentrar apenas na gravação de seus discos. Isso os tornou posteriormente um duo de fato e de direito.

Até o fim dos anos 1970, os amigos mergulharam em uma sonoridade mais sofisticada, com direito a soul, funk e jazz e moldada com o apoio dos melhores músicos de estúdio que o dinheiro podia contratar. Entre outros, gravaram com eles Michael McDonald (que depois iria para os Doobie Brothers e posteriormente viraria artista solo), Jeff Skunk Baxter (também foi para os Doobie Brothers), integrantes que criariam o Toto e muitos outros.

O perfeccionismo de Becker e Fagen chegou ao ponto de, no álbum Aja (1977), que alguns consideram sua obra prima, eles montarem uma banda para cada música. Embora sofisticado, seu som conseguiu ótimo resultado comercial, e pode ser considerado uma das principais influências para o som que dominou as FMs dos EUA e de boa parte do mundo nos anos 1980, música consistente e apelo popular suficiente para torna-la viável comercialmente.

Após passar por vários problemas pessoais, como a morte de uma namorada em seu apartamento em 1978 e ser atropelado por um taxi logo depois, além do consumo de drogas e a pressão pelo sucesso, Becker sentiu o baque. O Steely Dan lançou em 1980 o álbum Gaucho, e em junho de 1981, anunciou sua separação. Donald Fagen mergulhou na carreira solo, enquanto Becker foi morar com a família em Maui, Havaí, e desacelerou sua vida musical, produzindo alguns trabalhos para Ricky Lee Jones, China Crisis, Fra Lippo Liipi e Michel Franks.

A partir de 1986, os amigos voltaram a manter eventuais contatos. Em 1991, Becker participou de shows do projeto New York Rock And Soul Revue, liderado por Fagen e que se dedicava a reler clássicos da soul music. O entusiasmo dos dois foi tão grande que em 1993, 19 anos após seu último show, o Steely Dan voltava à tona para uma turnê que gerou em 1995 um ótimo álbum ao vivo, intitulado Alive In América.

Um pouco antes disso, Fagen lançou o disco solo Kamakiriad (1993), produzido por Becker, que por sua vez veio em 1994 com seu primeiro trabalho individual, 11 Tracks Of Whack, com produção do parceiro.

Em 2000, enfim os fãs puderam comemorar um novo álbum de material do grupo, Two Against Nature. E valeu a espera. Além de vender bem e atingir o sexto posto na parada americana, o CD ainda proporcionou a eles quatro troféus Grammy, incluindo o de álbum do ano. Everything Must Go (2003) veio a seguir, e seria o último trabalho de estúdio da banda, outro sucesso de vendas e de crítica.

Em 2008, Walter Becker lançou seu segundo álbum solo, o ótimo Circus Power, no qual tocou baixo e guitarra e também cantou. Na parceria, Fagen se incumbia mais dos vocais e dos teclados, enquanto Becker esbanjava categoria na guitarra e no baixo. Vale lembrar que o Steely Dan conseguiu conquistar desde fãs de rock até os do jazz, sendo uma daquelas bandas que os melhores músicos costumam citar frequentemente entre suas preferência.

Só pra variar, eu conheci o Steely Dan graças ao meu saudoso irmão mais velho, Victor, que em 1972 comprou o compacto com Do It Again de um lado e Fire In The Hole do outro. A levada meio latina e bem hipnótica da primeira me cativou rapidamente, e até hoje é uma de minhas músicas favoritas deles. Duro saber que não teremos novos discos nem da banda, nem de Becker. Que jeito besta de começar setembro!

Somebody’s Saturday Night– Walter Becker:

Sunken Condos: som maneiro de Donald Fagen

Por Fabian Chacur

O mundo não anda dando moleza a nós, pobres seres humanos honestos que não aguentam mais essa profusão de picaretagem que domina todas as instâncias da vida atual. Sem recarregar as energias, torna-se quase impossível seguir em frente. E a música é uma boa forma de conseguir isso. Quer uma dica de um CD que pode te ajudar e muito nessa reposição de forças?

Fácil. O álbum em questão atende pelo título Sunken Condos, e chegou ao mercado musical nos formatos físicos e digitais em outubro de 2012. O autor do mesmo é um sujeito de altíssimo bom gosto chamado Donald Fagen, que muita gente conhece como mentor da seminal banda Steely Dan ao lado do também brilhante Walter Becker. Eita disquinho bom de se ouvir!

Nascido em 10 de janeiro de 1948 (tem 65 anos de idade), o norte-americano Donald Fagen é cantor, compositor e músico, especialista em teclados que vão desde o piano acústico até os mais diversos tipos de instrumentos dessa área. Com o Steely Dan, ajudou a criar uma sonoridade influente que mistura jazz, black music, rock e pop com uma sofisticação passível de ser assimilada pelos fãs de música popular.

Em 1983, quando o Steely Dan saiu de cena rumo a um hiato que duraria uma década, Fagen lançou seu primeiro álbum individual, o excepcional The Nightfly, com direito a hits como I.G.Y. (What a Beautiful World) e New Frontier. O requinte e a obcessão pela busca da perfeição levou ele a gravar o álbum de forma totalmente digital, um dos primeiros discos feitos com essa orientação técnica.

Sem nenhuma pressa, ele só foi lançar um novo trabalho solo em 1993, o inspirado Kamakiriad, produzido por Walter Becker. Com o retorno pouco depois do Steely Dan, Mr. Fagen só nos ofereceu seu terceiro trabalho individual em 2006, o (adivinhe?) excelente Morph The Cat. E agora, apenas seis anos depois (rapidinho para o seu padrão), chega esse envolvente novo petardo.

Sunken Condos é mais do mesmo, sim, mas um mais do mesmo repleto de tesão, energia, bom gosto e requinte. Um trabalho tão sofisticado que cada nova audição revela elementos novos, inseridos de forma inteligente em cada segundo, cada acorde, cada sequência rítmica, cada riff. É muito difícil não deixar o perfeccionismo exagerado levar consigo a paixão que a música precisa ter, mas Donald Fagen sempre se dá bem nesse desafio.

São nove faixas, sendo oito de autoria do criador do Steely Dan e uma, Out of The Ghetto, assinada pelo saudoso e genial Isaac Hayes e lançada pelo autor em 1978. Com bela melodia, ritmo delicioso e letra irônica (“você pode sair do gueto, mas o gueto sempre estará dentro de você”), parece ter sido escrita pelo próprio Fagen, especialista em versos irônicos e inteligentes.

Em Slinky Thing, por exemplo, ele filosofa sobre a relação de um homem com uma mulher bem mais nova, chegando ao ponto de admitir se não seria melhor para ela largá-lo para ficar com alguém de sua idade. Mas não deixa esse pensamento estragar o prazer daquela relação.

Na sacudida I’m Not The Same Without You, ele surpreende quem se leva pelo titulo (eu não sou o mesmo sem você, em tradução livre) e imagina mais um muro de lamentações pop. Pelo contrário. Fagen coloca seu personagem como alguém que está feliz por, sem o antigo amor, conseguir descobrir um monte de coisas boas e novos rumos para buscar sua felicidade. Ou seja, “estou melhor sem você”.

Miss Marlene, uma verdadeira aula de música pop balançada, tem ecos de I.G.Y (What a Beautiful World) e poderia virar hit se vivêssemos em um mundo mais preocupado com música pop de qualidade. Mas dane-se. Aqui em casa, já virou hit.

E o resto do álbum é uma delícia, prova de que dá para ser ao mesmo tempo sofisticado e acessível. Vá por mim. Ouça Sunken Condos e deixe que suas nove faixas injetem em você os fluidos necessários para aguentar mais encrencas na sua vida cotidiana. Valeu, Mr. Fagen!
*obs.: e que capa linda! Uau! Com direito a embalagem digipack e encarte supimpa!

Ouça Sunken Condos, de Donald Fagen, na íntegra:

Can’t Buy a Thrill – Steely Dan (ABC/1972)

Por Fabian Chacur

Ah, seo Victor Riskallah Chacur, quanto eu te devo em termos de conhecimento musical! Uma dessas dívidas, dentre inúmeras outras, foi ter conhecido no início de 1973 uma música espetacular chamada Do It Again, interpretada por um tal de Steely Dan, com Fire In The Hole no lado B. Mal sabia eu que estava descobrindo uma banda clássica e genial, uma das minhas favoritas.

Esse grupo seminal teve sua semente no encontro em 1967 entre os então garotos Donald Fagen e Walter Becker no Bard College, em Nova York. Não demoraram a perceber afinidades musicais infindáveis, e começaram a tocar juntos e a compor músicas. O músico Kenny Vance, do Jay And The Americans, gostou do que ouviu e os convidou para acompanhar esse grupo pop ao vivo e escrever músicas para serem oferecidas a outros artistas.

Fagen e Becker até que tentaram, mas pouca gente se interessou por seu som pop já bastante sofisticado, com letras irônicas e esbanjando personalidade. Não demorou a ficar claro o óbvio: eles mesmo teriam de gravar suas obras, e isso acabou se concretizando em 1972, mesmo ano em que largaram Vance e se mudaram para Los Angeles.

O lado intelectual e bem-humorado da banda surge logo no seu nome de batismo. Steely Dan saiu das páginas do livro The Naked Lunch, no qual seu autor, William Burroughs, cita em uma de suas páginas um “consolo”, “vibrador” ou como você preferir em português (em inglês, chama-se dildo) movido a vapor e com esse nome peculiar.

Além de Fagen nos vocais e teclados e Becker no baixo e vocais (no futuro, ele tocaria guitarra), a formação da banda neste álbum de estreia incluía Jeff Skunk Baxter (guitarra, pedal steel e violão), Denny Dias (guitarra e cítara elétrica), Jim Hodder (bateria e percussão) e David Palmer, cantor que entrou de última hora.

A escalação de Palmer se deveu ao fato de que Fagen, até então o principal cantor da banda, não se sentia à vontade na função. Com o tempo, isso seria superado por ele, e não por coincidência, as duas músicas de maior sucesso do primeiro LP do Steely Dan tem ele como lead singer: Do It Again e Reeling In The Years.

Can’t Buy a Thrill, título do álbum de estreia do projeto de Fagen e Becker, também tem origem nobre: os primeiros versos de It Takes A Lot To Laugh, It Takes a Train To Cry, de Bob Dylan, um dos pontos altos do célebre (e já resenhado em Mondo Pop) Highway 61 Revisited (1965), o mesmo que também inclui Like a Rolling Stone.

Lançado no final de 1972, o álbum mostra um Steely Dan um pouco diferente do que ele se tornaria mais para a frente. Trata-se de um disco mais roqueiro, energético e pop, embora os elementos de funk, soul e jazz que depois tomariam conta da sonoridade do grupo já estivessem por ali, especialmente na estupenda Do It Again, com seu tempero latino e belíssimas passagens de teclados. Um hit hipnotico, com um quê de Santana no meio.

Interpretada por David Palmer, Dirty Work é um raro caso de balada rock na obra do grupo e arrepia, assim como Midnight Cruiser, que traz o baterista Jim Hodder no vocal principal. O lado jazzy comparece com a deliciosa Only A Fool Would Say That, que traz um tempero de bossa nova e latinidade que a tornam um verdadeiro achado.

O rock and roll mais rasgado é o mote de Reelin’ In The Years, com direito a melodia sofisticada, levada de piano simplesmente envolvente e solos de guitarra vigorosos e em alguns momentos no melhor estilo twin guitars, quando dois ou mais guitarristas tocam as mesmas notas ao mesmo tempo, com um efeito arrasa-quarteirão.

Em termos comerciais, o CD teve ótima repercussão, atingindo o 17º posto na parada americana e emplacando dois singles no top 20: Do It Again (nº6) e Reelin’ In The Years (nº11). No quesito artístico, trata-se sem sombra de dúvidas de uma das melhores estreias de uma banda do primeiro time do rock, repleto de grandes canções, energia e a impressão de que se tratava de um time que viria para ficar. E ficou mesmo, embora mantendo só seu núcleo básico (Fagen e Becker).

Ouça Can’t Buy A Thrill, do Steely Dan, na íntegra:

Ed Motta e seu Piquenique: arrogância sem sal

Por Fabian Chacur

Quando surgiu ainda adolescente no cenário musical brasileiro, no finalzinho dos anos 80, Ed Motta foi saudado pelos apressados como o futuro da soul music brasileira. Ser sobrinho de Tim Maia o ajudou bastante, nesse sentido.

Mas desde o começo Mister Ed mostrou que não merecia tal confiança. Tanto que não demorou para arrumar encrencas com o Síndico, simplesmente o maior gênio da soul music brazuca. Não podia prestar.

Os anos se passaram. Hoje beirando os 40 anos, o cantor, compositor e músico carioca conseguiu cativar um público restrito que vai a seus shows, mas compra seus discos em quantidades limitadas.

Depois do início com os hits fracotes Manuel e Vamos Dançar, Mister Ed tentou sofisticar seu trabalho, lançando gororobas metidas a besta do naipe de Entre e Ouça, Dwitza e Aystelum, entre um e outro disco mais, digamos assim, comercial.

A tal “sofisticação”, na verdade, baseia-se em cópias descaradas de obras do Steely Dan, uma da melhores bandas dos anos 70 e criadora de uma sonoridade que mistura rock, soul, funk, jazz e pop de forma única, ajudando a criar o padrão do pop radiofônico mais sofisticado das décadas que viriam.

Como pouca gente conhece o Steely Dan a fundo por aqui, assim como os melhores expoentes da disco music e do funk americano e europeu dos anos 70, o “sobrinho” os copia na cara dura, e nem todo mundo nota.

Na verdade, só seu não tão grande assim fã-clube engole o que ele faz, assim como alguns críticos tão desinformados quanto ele. E a vida segue.

Piquenique, seu novo lançamento pela Trama, é uma tentativa de “retomar uma sonoridade mais pop”, na definição de seu autor. Na verdade, mantém o saque a fontes bem mais bacanas.

A faixa Minha Vida Toda Com Você, que abre o disco, por exemplo, decalca na cara dura o riff de Bad Girls, hit de Donna Summer. Mensalidade, com letra absurdamente ridícula, se apossa da sonoridade dos Whispers.

A faixa título, então, é o melhor exemplo do xerocopismo de Mister Ed.

Copia trechos de Best Of My Love do grupo vocal feminino americano Emotions (aquela mesma aproveitada por Maurício Manieri em Minha Menina), Rikki Don’t Lose That Number, do Steely Dan, e de quebra New Frontier, do primeiro disco solo de Donald Fagen (do Steely Dan), The Nightfly. Acha que é tudo? O pior ficou para o final.

A Turma da Pilantragem, como o título “genial” já entrega, tenta ser uma homenagem ao som que Wilson Simonal fazia no final dos anos 60, e soa como cópia de, pasmem, Stop, das Spice Girls.

A música é um dueto com a insossa Maria Rita. E aí, vira várzea: o sobrinho de Tim Maia dando vexame em dueto com a filha de Elis Regina. Tem hora que parente só serve mesmo para encher o saco.

Piqueninque tem tudo para encalhar, como os trabalhos anteriores de Mister Ed. Que continua sendo medíocre, a milhas e milhas de distância dos trabalhos de Tim Maia, Cláudio Zoli, Cassiano e outros gênios do soul brasileiro. Ele só ganha no quesito arrogância….

Obs.: a capa é páreo duro no quesito “a mais horrível do pop brasileiro nos últimos 50 anos”!

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